VOLTA ÀS AULAS AINDA NÃO FOI DEFINIDA. FOTO: AGÊNCIA BRASIL.
O prefeito Marcelo Crivella tinha autorizado a retomada das aulas para 4º, 5º, 8º e 9º anos, a partir da segunda-feira 3.
O sindicato afirmou que a categoria só retornará às atividades presenciais “com o respaldo dos órgãos oficiais da ciência (OMS, Fiocruz, UFRJ e UERJ) e com base em rígidos protocolos de segurança”.
Uma nova assembleia ficou agendada para o dia 15 de agosto. A diretoria do Sinpro-Rio ainda afirmou que pode antecipá-la, em caso de necessidade.
O sindicato já havia publicado uma nota em seu site contra o retorno às aulas presenciais. Na comunicação, o sindicato afirma que o número de mortos no Brasil ultrapassa um Maracanã lotado. O estádio tem capacidade para 78.838 pessoas. No País, os mortos são 93.616, com base nos dados divulgados no sábado 1.
“E mesmo com essa tragédia, há quem defenda a volta às aulas presenciais, publicando vídeos que negam a ciência”, disse o Sinpro-Rio, em clara referência à campanha veiculada pelo Sinepe-Rio, que usou de tom negacionista para estabelecer campanha pela volta às aulas.
“A ciência é o único farol que nos norteia neste momento triste e nebuloso. Negá-la é contribuir para o aumento substancial de mortes. Não há como retornar às aulas presenciais fechando os olhos para o que a ciência vem nos alertando: a ausência de testes em massa e a flagrante subnotificação de dados denunciam que o nosso município não está em curva decrescente na evolução da epidemia”, acrescentou o sindicato.
O prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) havia permitido o retorno das escolas particulares a partir do dia 3 de agosto. Seguindo Crivella, a retomada seria voluntária e válida para estudantes, professores e funcionários dos 4º, 5º, 8º e 9º anos.
Fonte: CartaCapital
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