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Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

domingo, 20 de novembro de 2016

Marcha da Consciência Negra pede fim do racismo

“Para nós agora é um momento de nos organizarmos, para estar em luta porque a conjuntura não está favorável... E também estamos aqui para lutar contra o racismo e o genocídio da população negra”, disse uma manifestante ao final da marcha.


Durante o início da marcha houve momentos de tensão quando seus participantes passaram por área na av. Paulista ocupada por outro ato, organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e pelo Vem Pra Rua, organizações que apoiaram o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Pessoas desses movimentos vaiaram e insultaram participantes da marcha, principalmente os que estavam vestidos de vermelho. "Eles não acham que aqui é lugar de negro. Quando eles viram a negritude aqui, vieram tomar espaço. Eles se esqueceram que a maior população do Brasil é negra", disse Malvina Joana de Lima, 65 anos, ao Jornalistas Livres.

Hoje também em São Paulo, no Jardim Ângela, periferia da zona sul, um ato do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) percorreu a Estrada do M' Boi Mirim até a ocupação Nova Palestina. O coletivo Mídia Ninja também mostrou no Facebook a mobilização do MTST na praia do Leblon, no Rio de Janeiro, pelo Dia da Consciência Negra.

Fonte: Portal Vermelho

sábado, 19 de novembro de 2016

“A partir de hoje, moro aqui”, diz Lula, em ato na maior ocupação de moradia urbana

“A partir de hoje, eu moro aqui. Quando forem chamados a prestar depoimento podem dizer que Lula mora aqui”, disse o ex-presidente, em ato na Vila Soma, em Sumaré (SP), que é considerada a maior ocupação de moradia urbana do país, com 10 mil pessoas, nesta sexta-feira (18).
O ‘Ato Público em Defesa do Direito à Moradia’ reuniu aproximadamente 1,5 mil pessoas, segundo a coordenação da ocupação, e contou também com a participação de representantes de movimentos populares, sindicatos e políticos da região, como Guilherme Boulos, co Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), e Vagner de Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Na atividade, Lula traçou um paralelo entre a Vila Soma e a situação ocorrida quando foi candidato, em 1989. Contou que, na época, espalharam panfletos nos prédios “mais chiques” do centro de São Paulo, dizendo que se ele fosse eleito traria os nordestinos para ocupar os apartamentos deles.
Por Michele da Costa, no Brasil de Fato
O ‘Ato Público em Defesa do Direito à Moradia’ ocorreu na cidade de Sumaré, em área que abriga mais de 10 mil pessoas
“Sabidos e organizados, como são, em vez de ‘molestar a gente que mora bem’, vocês escolheram um terreno de uma fábrica falida, que deve até indenização aos trabalhadores, que devia e deve impostos à prefeitura, ao governo do estado e ao governo federal. Uma área que estava desocupada há 25 anos!”, disse o ex-presidente, sobre a ocupação que hoje abriga 2,5 mil famílias.
“A luta da Vila Soma tem que contaminar todo o país!”, disse Vagner de Freitas, sobre medidas do governo de Michel Temer que possam provocar a redução de direitos sociais, como a PEC 55 (antes 241), em contraposição a atos de repressão a movimentos populares.
Na avaliação do advogado que representa os moradores da ocupação, Alexandre Mandl, a participação de Lula foi extremamente importante para fortalecer a mobilização pela regularização da área, com 1 milhão de metros quadrados. Ele contou que, antes do ato, Lula se reuniu com coordenadores da ocupação e outros convidados, quando lhe foi apresentado um breve histórico e as perspectivas da Vila Soma.
Laço
“Foi criado um laço de solidariedade entre Lula e a Soma”, diz Mandl, que integra a Rede de Advogados Populares. Segundo ele, o ex-presidente se dispôs a ajudar em tudo o que puder. Durante o ato, Lula disse que pretende voltar em breve, trazendo Dona Mariza, sua esposa, para conhecer a ocupação.
Antes, o ex-presidente também visitou a casa de uma moradora da Soma, a Dona Fátima, que cuida de crianças em situação de vulnerabilidade social, a quem fez elogios.
Já sobre prefeita de Sumaré, Cristina Carrara (PSDB), o ex-presidente não poupou críticas. “A prefeita precisa aprender uma coisa: O que aqui se faz, aqui se paga!”, disse Lula, logo no início de sua fala, se referindo ao desatendimento das demandas mais básicas dos moradores da ocupação pela atual administração da cidade. Com mais de quatro anos, a Vila Soma não conta com nem mesmo com uma infraestrutura mínima, como água, energia elétrica e transporte.
“A gente tinha 700 crianças fora da escola. Então, elegemos dois conselheiros no Conselho Tutelar, que colocaram todas as nossas crianças na escola!”, disse Willian de Souza, um dos coordenadores da ocupação e vereador eleito pelo PT.
A moradora Alaíde Maria de Jesus afirma que a maior dificuldade é mesmo com a falta de água. “A gente tem que comprar. Pagamos R$ 17 a cada 1 mil litros. Eles trazem com caminhão pipa e enchem nossas caixas”, conta.
Ela falou com a reportagem enquanto esperava pela chegada de Lula, sentada em uma cadeira de plástico. “É uma grande honra e um elogio ele vir aqui apoiar a gente! Sempre foi e sempre será nosso presidente”, disse Alaíde.
“Ele disse mesmo que voltaria, quando veio durante a campanha eleitoral [deste ano]. É muito importante pra gente ele estar aqui porque quando foi presidente ajudou muito as pessoas mais pobres”, comentou o morador Liceu Ivasaki.
Liceu, Alaíde e os outros moradores da ocupação começaram a tomar lugar na quadra da Vila Soma mais de uma hora antes da chegada do ex-presidente, ao som de ritmos variados, do funk ao forró, e do Mc RD, rapper que mora e se inspira na ocupação: “Pisa ligeiro, pisa ligeiro. É o bonde da Soma, o bonde do formigueiro…”.
Direitos Sociais
Em documento enviado à Procuradoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo, no final de setembro, o advogado Alexandre Mandl aponta a negação de direitos sociais básicos aos moradores da Soma: “Não há coleta de lixo dentro da ocupação, não há acesso à água e luz, não há linhas de ônibus que cheguem próximo à área, etc.”. Ele acusa a prefeitura de negligência e cita legislação municipal que determina o fornecimento de água, mesmo em área não regularizada.
No documento, ele re
quer que o Ministério Público local se posicione em favor da regularização da área, citando manifestação favorável da Defensoria Pública do Estado, entre outros argumentos. Mandl explica que desde janeiro a reintegração de posse da área está suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que exigiu como pré-requisito a realocação das famílias para outra área. “Uma decisão histórica no nosso país”, comenta. Ele considera que a regularização da Vila Soma depende da solução de um “conflito urbanístico”, que envolveria interesses imobiliários, já que a área está rodeada de bairros de alto e médio padrão.
Nesse contexto, a coordenação da Vila Soma trabalha, agora, pela alteração da área para Zona Especial de Interesse Social (ZEIS), o que contribuiria com o processo de regularização fundiária. O objetivo é incluir essa alteração no novo Plano Diretor do Município, cujo projeto deve ser enviado em breve pela prefeita à Câmara Municipal.
Foto: Ricardo Stuckert
Fonte: Revista Fórum

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

É DOMINGO - DIA 20! ENCONTRO DO ORGULHO NEGRO - NOVA CRUZ/RN!


COORDENADOR DA COMISSÃO EM DEFESA DOS CAMPUS DA UERN E UFRN NA REGIÃO AGRESTE POTIGUAR PARTICIPA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA EM DEFESA DA UERN!

 Coordenador da Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN na Região Agreste Potiguar e atual Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, EDUARDO VASCONCELOS participou da Audiência Pública, juntando-se a família UERN na luta contra a privatização da mesma.

Plenário da Assembléia Legislativa do RN literalmente lotado pelos estudantes, professores, funcionários e sociedade civil organizada.
 Reitor da UERN, Pedro Fernandes: "Sou totalmente contra a privatização da UERN"
 Presidente do ADUERN, professor Lemuel Rodrigues da Silva contra a privatização!
 Presidente do SINTAUERN, Francisco Elineudo de Freitas Melo: TOTALMENTE CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA UERN
 Presidente do DCE/UERN na luta contra a privatização da UERN
 Secretária Adjunta da SEEC/RN, Mônica: "Governador é contra a privatização da UERN"
 Representante do ANDES/SN: Contra a privatização!
 Professora Telma - CONLUTAS: Radicalmente contra a privatização
 Líder sindical, Santino: Somos contra a privatização!
 Representante da UBES: "A UBES é contra a privatização!"
 Estudante da UERN
 Professor da UERN
 Estudante da UERN
Professora Ana Maria
"O Coordenador da Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN e atual presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos participou de Audiência Pública em Defesa da UERN ontem (17) no Plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, proporcionada pelo Deputado Estadual, Fernando Mineiro - PT/RN. Em seu discurso Eduardo Vasconcelos enalteceu as lutas da comissão e suas conquistas, aproveitou para informar que a solução da Campus da UERN na Região Agreste Potiguar tem solução: A Prefeitura de Nova Cruz doa o terreno ao Estado, o CAIC seria aproveitado com uma reforma e o Governo transformaria o Núcleo em Campus." Concluiu Eduardo Vasconcelos."
Docentes, técnicos/as e estudantes, além de lideranças políticas e a sociedade como um todo, participaram, ontem quinta-feira (17), de uma audiência pública acerca do papel da UERN para o desenvolvimento econômico, social e cultural do RN. De proposição do Dep. Fernando Mineiro (PT), a sessão solene é fruto da pressão dos segmentos da universidade na luta contra a sua privatização.
A audiência foi realizada a partir das 15h, no auditório Cortez Pereira da Assembleia Legislativa do RN e deve lotar o espaço. Além dos parlamentares da casa, participam da discussão representantes da ADUERN, SINTAUERN, DCE, do Comando Unificado em Defesa da UERN e do Fórum dos Servidores do RN.
Na última sexta-feira (11) foi realizada uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Caraúbas também para debater a temática. Com presença massiva da população local, representantes políticos e membros da comunidade acadêmica, a solenidade reafirmou a importância da UERN e a necessidade de que seu caráter público, gratuito e de qualidade seja preservado e protegido por toda a sociedade.
O professor Alcivan Nunes, diretor da ADUERN e que esteve na audiência em Caraúbas destacou relevância de espaços como esse para potencializar a luta em defesa da UERN.
 “Muito bom sentir que não estamos sozinhos nesta luta, foi uma estratégia que pode ser ampliada às demais câmaras municipais. Com certeza temos vereadores que são ex-alunos nossos, temos professores/as da universidade que são naturais dessas cidades e se somarão à luta. Percebemos hoje o impacto que estas visitas podem trazer na defesa da UERN” destacou Alcivan.
Em Mossoró também será realizada um audiência pública para debater a situação da universidade, com data ainda a confirmar. Na oportunidade será lançada a Frente Parlamentar e Popular Em Defesa da UERN.
O movimento surgiu da articulação entre a Câmara Municipal de Mossoró, ADUERN, SINTAUERN e DCE, sendo fortalecido pelo apoio de outras câmaras municipais, deputados estaduais e federais, senadores, Diocese de Mossoró e diversas denominações religiosas, sindicatos, organizações não governamentais, movimentos sociais e associações de classe de profissionais liberais e empresários.
Adaptado em 18/11/2016. Fonte: ADUERN.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Jorge Aragão - Identidade. CEDINE 15 ANOS



Sobre Racismo e Igualdade Racial

-O contexto de surgimento do órgão é o do crescimento da pauta étnico-racial no Brasil e no mundo, paralelamente à diminuição da crença na economia e luta de classes como fator explicativo determinante das relações sociais ...

De negras e negros ainda não é ninguém...Apesar de nós negras e negros, estarmos em todas as frentes de luta contra os males causados por más políticas, que levaram o estado â falência econômica, moral e ética, as negras e os negros que lá estão no meio do burburinho, não tem onde assinar o “ponto negro” de presença. Estamos invisíveis e guetizados de representatividade até nos movimentos sociais. a sociedade brasileira e mundo se chocaram e se indignaram com estas mortes, que representam apenas a ponta do iceberg de um genocídio da população negra e principalmente de jovens, que terá repercussão nos futuro dos índices demográficos da população negra brasileira, pois quem cuidará nas velhice das mães e pais que ficaram órfãos de seus filhos?

LEI Nº 3730, DE 13 DE DEZEMBRO DE 2001.
FICA O PODER EXECUTIVO AUTORIZADO A INSTITUIR O CONSELHO ESTADUAL DOS DIREITOS DO NEGRO - CEDINE/RJ, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

O Governador do Estado do Rio de Janeiro,

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Fica o Poder Executivo autorizado a instituir o Conselho Estadual dos Direitos do Negro – CEDINE/RJ, vinculado à Secretaria de Estado do Gabinete Civil do Governo do Estado do Rio de Janeiro, com a finalidade de elaborar e implementar, em todas as esferas da administração do Estado do Rio de Janeiro, políticas públicas sob a ótica das populações negras, destinadas a garantir a igualdade de oportunidade e de direitos entre todos de forma a assegurar à população negra o pleno exercício de sua cidadania.

Atribuições:
Formular diretrizes, propor medidas e emitir pareceres que visem assegurar e ampliar os direitos da comunidade negra, promovendo o seu desenvolvimento social, cultural, político e econômico;

Assessorar o Poder Executivo na elaboração e execução de políticas públicas concernentes aos direitos e interesses da comunidade negra;

Acompanhar a elaboração e execução dos programas que repercutam sobre os direitos e interesses da comunidade negra;

Adotar providências e fiscalizar o efetivo cumprimento da legislação relativa aos interesses da comunidade negra;

Apoiar atividades da comunidade negra ou de interesse e importância para o seu desenvolvimento, bem como promover intercâmbio com organizações afins, nacionais e internacionais;

Desenvolver projetos que promovam a participação da comunidade negra em todos os níveis de atividades;

Defender e apoiar políticas educacionais e de capacitação do negro como cidadão;

Sugerir alterações em seu Regimento;

Exercer outras atividades correlatas.


Se liga negrada: O Estatuto, que entrou em vigor em 2010, é um conjunto de regras e princípios jurídicos que visam coibir a discriminação racial e estabelecer políticas para diminuir a desigualdade social existente entre os diferentes grupos raciais. De acordo com Neto, ainda há muito a avançar, mas ele celebra o fato de haver cada vez mais a agregação entre os grupos. “Nós, dos movimentos afro, temos organizado cada vez mais eventos, reuniões e marchas para reforçar, discutir e organizar projetos e tarefas que são 
essenciais nesse caminho pela igualdade”.

Sim temos avanços, mas ainda passamos por conseqüências de uma sociedade preconceituosa e racista é natural, por se tratar de uma sociedade antes escravista, mas que pode mudar por ter, hoje o mês consciência. Nós já temos alguns caminhos para essa mudança e podemos fazer uma nova caminhada depende de nossa luta e vontade
REBELE-SE CONTRA O RACISMO!
Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

fonte:www.sedhast.ms.gov.br/...conselhos/cedine-conselho-estadual-dos-direitos-do-negro/UNEGRO

Prefeita dos EUA renuncia após fazer comentário racista sobre Michelle Obama

Beverly Walling, da pequena cidade de Clay, na Virgínia Ocidental, entregou o cargo depois de apoiar insultos racistas feitos no Facebook contra a primeira-dama Michelle Obama, citada como “uma macaca” – informou a imprensa americana nesta terça-feira (15). Ela foi pressionada a renunciar hoje, afirmou o funcionário municipal Joe Coleman.
Depois da vitória do republicano Donald Trump nas eleições americanas, a diretora da Clay County Development Corp., Pamela Ramsey, postou no Facebook que “será revigorante ter na Casa Branca uma primeira-dama com classe, bonita, digna”. “Estou cansada de ver uma macaca de salto”, acrescentou. Berverly respondeu: “Ganhei o dia Pam”.
Segundo o jornal The Washington Post, que cita a imprensa local, os comentários de ambas foram rapidamente apagados da rede social. Na segunda-feira (14), Beverly Whalling se desculpou, em declarações publicadas ao jornal The Washington Post: “meu comentário não pretendia ser racista, de modo algum”.
Durante seus oito anos de mandato, Barack Obama – o primeiro presidente negro da História dos Estados Unidos – e sua família foram alvos de repetidos insultos racistas. Clay tem uma população de menos de 500 habitantes, segundo o censo de 2010, e é parte da Virgínia Ocidental, onde o legado da escravidão ainda é muito forte.
Mas ela não resistiu à pressão depois que um manifesto contra as declarações de ambas atingiu quase 160 mil assinaturas. Ramsey também foi demitida.
UOL

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Aos secundas, com carinho!

Foto: The Intercept
Estudantes ocupam o país em repúdio à MP de reformulação do ensino médio, Escola Sem Partido e PEC 24.
Contra a MP que “deforma” o ensino médio, pequenos heróis tomaram conta do feed de notícias. Vídeos, danças, paródias, coragem e discursos contundentes transformaram a sala de aula em espaço de resistência máxima ao desmonte da educação e fizeram o mundo respeitar a luta dos secundas.
Desde a publicação da Medida Provisória de Reformulação do Ensino Médio (MP 746), em 22 de setembro, os estudantes comandam ocupações de escolas em todo o Brasil.
Mais de mil escolas e institutos federais ocupados
“A MP é uma ‘deformação’ interessada apenas em formar mão de obra barata e tecnicista. As ocupações denunciam a falta de democracia e o autoritarismo da MP que não condiz com o modelo de ensino médio que queremos”, explica a presidenta da UBES, Camila Lanes.
Ao propor que as disciplinas sejam agrupadas em grandes áreas do conhecimento, o ex-ministro da Educação, filósofo e professor da Universidade de São Paulo (USP), Renato Janine aponta para o risco da MP aumentar desigualdades. “Em muitos casos a escola vai fornecer apenas uma ou duas opções de aprofundamento, principalmente em cidades pequenas”, critica.
Os professores alertam sobre os retrocessos que a reformulação trará à carreira docente. “O notório saber mexe na Lei de Diretrizes e Bases, que diz respeito à contratação dos professores”, salienta a presidenta do Sindicato dos Professores de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo.
infográfico MP X Reforma UBES

CONTRA ESCOLA SEM PARTIDO

Nas ocupações, a mensagem é clara: a autonomia e a livre organização não se negociam, por isso, o movimento se posicionou contra o Projeto de Lei ultraconservador, Escola Sem Partido (PL 867), que censura e persegue a liberdade de expressão no ambiente escolar.

CONTRA A PEC DO FIM DO MUNDO

As ocupações encampam nas escolas públicas e institutos federais o enfrentamento à PEC 241 que congelará investimentos no setor nos próximos 20 anos, impedindo a implementação do PNE e a meta de atingir 10% do PIB para a educação.

Fonte: UBES

Laura Carvalho: “Em uma democracia, consultamos a sociedade de forma aberta”

Por Cristiane Tada
Para a professora do departamento de economia da FEA-USP, é necessário perguntar: “Estamos querendo desvincular parte das receitas que vão para Educação e Saúde, o que vocês acham?”
A professora da USP, Laura Carvalho, especialista em crescimento econômico e distribuição de renda, tem sido uma das vozes importantes para explicar a má-fé e impactos perversos que a PEC 241 terá na vida das pessoas. Ela foge do economês e defende um diálogo acessível dos economistas com a sociedade.
Para ela o ideal neste momento era se propor uma agenda de retomada de crescimento da economia que ataque problemas urgentes de emprego e renda, propor o fim das desonerações fiscais, tributação de heranças e elevação dos impostos para aqueles que hoje são isentos de tributação.
“Estamos fingindo que a crise não tem nada a ver com problema de arrecadação de impostos e deslocando a discussão toda para as fatias do orçamento público”.
Na véspera da aprovação da 241 na Câmara dos Deputados Laura deu uma aula pública sobre o assunto na Praça Roosevelt, região central de São Paulo. A reportagem do Nossa Voz participou e traz aqui um resumo das suas ideias.

A PEC 241 EM VEZ DE CONGELAR, VAI REDUZIR O INVESTIMENTO EM SAÚDE E EDUCAÇÃO?

Dentro do Executivo eles afirmam que nada impede que eu gaste mais com educação e saúde, que eu não tenho necessariamente que gastar menos. Mas, na verdade, o texto diz que esse mínimo de percentual da receita, 18% da arrecadação de imposto, que vai para a educação pública, por exemplo, você congela, e diz que ele só vai ser reajustado pela inflação do ano anterior. Você tá colocando um teto para todos os gastos que é congelado e um mínimo  para Educação e Saúde e as despesas com a previdência que vão continuar crescendo, – que nem vamos falar de reforma ainda.
Isso significa que todas as outras coisas neste meio terão seu papel comprimido,como ciência e tecnologia, cultura, assistência social, investimento em infraestruturas. Neste cenário que é dramático o governo alegar que conseguir investir mais que o mínimo em saúde e educação não faz nenhum sentido. Então não é verdade é que na prática vai ter teto sim e vai ficar nesse patamar durante 20 anos.
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Se você imaginar que estes gastos estarão no mesmo lugar, e a população ainda vai crescer nos próximos 20 anos, teremos idosos cada vez mais numerosos e o gasto parado, o gasto por idoso e por pessoa caindo vertiginosamente, então não é nem uma PEC de congelamento, na prática é uma PEC que reduz mesmo o gasto por pessoa com este serviço.

PORQUE MEXER NA CONSTITUIÇÃO AGORA?

Porque o real objetivo é desvincular as receitas de saúde e educação. Isso só evidencia o que está por trás, que no fundo é se livrar do que os governantes consideram uma amarra, porque quando você quer cortar não pode nessas áreas, quando a economia cresce você é obrigada a investir nessas áreas e isso é tratado por alguns como engessamento do orçamento público. Você não está engessando, você está se comprometendo com a sociedade que você vai prover essas áreas porque a sociedade escolheu que quer assim.

MUITOS ECONOMISTAS AFIRMAM QUE NÃO HÁ OUTRO JEITO DE COLOCAR O PAÍS NOS TRILHOS QUE NÃO SEJA POR MEIO DA PEC 241 COM O CONGELAMENTO NOS INVESTIMENTOS. COMO VOCÊ AVALIA ESSAS AFIRMAÇÕES?

O tamanho dos gastos em relação ao PIB, a produção, a renda do país é uma escolha. No momento que você quer ter educação pública, quer ter saúde pública, quer ter previdência rural para o trabalhador no campo que trabalha a vida inteira e precisa se aposentar… Isso tudo são escolhas que foram feitas na Constituição e a gente pode renovar essas escolhas em diversos momentos, mas são escolhas. Somos uma democracia. Não é o economista que tem que escolher, não é o Henrique Meireles, não é o Diogo Oliveira, ministro do planejamento e tampouco são os deputados. A partir dessas escolhas você tem que pensar em como você mantém uma trajetória para financiá-las. E aí você tem que pensar num sistema que arrecade o suficiente para pagar por esses serviços, significa também pensar em quem vai pagar e um sistema que arrecade e que prejudique o menos possível. Isso aí é algo que é factível.
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NA SUA OPINIÃO, QUAIS SERIAM AS ALTERNATIVAS À PEC 241?

Não acho que o Brasil esteja à beira de um colapso de não pagar sua dívida, não é isso que está em jogo. A gente precisa de um programa de arrecadação, acabar com desonerações fiscais, fazer uma tributação desse pessoal que não paga imposto, combater sonegação para tentar arrecadar. Se precisar fazer alguma outra medida de arrecadação temporária, do tipo botar a CPMF e arrecadar porque precisa resolver esse problema, é melhor que congelar gastos. Assim, quando a economia voltar a crescer, você começa a pensar direito, a fazer as contas a partir de uma situação boa, porque você resolver em plena crise numa situação em que é claro que está caindo a receita e as contribuições previdenciárias também porque temos muito mais desempregados, e então você diz ”está tudo terrível, precisamos cortar a previdência, a saúde, a educação”. Isso não tem sentido. Vamos discutir isso a longo prazo quando a gente estiver em condições de avaliar quanto a gente consegue crescer. Essa é uma decisão que vai sendo feita ano a ano. Já existem mecanismos para isso, para planejar orçamento, não é preciso uma regra na Constituição.
Nesta entrevista para o Justificando a economista explica sobre o assunto. Assista:
Fonte: UNE

Plataforma Juventude Segura é lançada em Brasília

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A Plataforma Juventude Segura foi lançada na tarde desta quarta-feira (09/11) no Centro de Juventude da Ceilândia (DF), pela secretária-adjunta Nacional de Juventude, Roberta Pires Ferreira.  O objetivo da Plataforma Juventude Segura é ouvir o jovem e tornar a política de segurança mais eficaz, levando segurança aos jovens em situação de vulnerabilidade.
O encontro em Ceilândia reuniu cerca de 40 jovens do Distrito Federal e Entorno que vão falaram sobre política anti-drogas, letalidade violenta, sistema de justiça, armas e abordagem policial. A iniciativa conta com o apoio da do Fundo Nações Unidas para a Infância (Unicef) por meio da tecnologia U-Report, que permite estender as discussões a jovens que não estejam presentes fisicamente no local por meio da participação por SMS e redes sociais.
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Além da secretária-adjunta, participaram da abertura Yanna Malmann, representante da Unicef; a subsecretária de Juventude do DF, Aline Barbosa; Bruna Lopes, representando a Secretaria de Políticas de Igualdade Racial do Ministério da Justiça  (Seppir/MJ); Daniel Alves, do Ministério da Cultura (Minc); e Alexandre Mota, da Secretaria Nacional de Segurança Pública  (Senasp/MJ). Também estiveram presentes Thaynara Melo, da Secretaria de Segurança Pública do DF; Karoline Mendes e Simone Ramos, da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude do estado do Rio de Janeiro (Seelje/RJ); Leriana Figueiredo, Instituto Reação (RJ);  Jones Sperotto, coordenador da Juventude do Departamento da Juventude da Secretaria da Justiça e Direitos Humanos do RS; e David Barros, gestor de Juventude do estado do Ceará. 
Coordenado pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), a plataforma reúne um conjunto de ações articuladas entre diferentes setores e organizações para a construção e consolidação de políticas públicas  de segurança focadas nos direitos de jovens.  O ponto de partida da plataforma é o entendimento de que a segurança pública é um direito que deve ser garantido pelo Estado, mas também um dever de todos. E o reconhecimento de que as situações de violações de direitos e o fenômeno das violências são complexos, multicausal e, muitas vezes, contraditório.
A Plataforma Juventude Segura tem abrangência nacional e as rodas de conversas acontecerão até abril de 2017, passando pelos estados do Ceará, Pernambuco, Amazonas, Espirito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Texto: Ascom/SNJ
Imagens: Pedro Caixeta/SNJ

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

GRUPO DE CAPOEIRA BOA VONTADE TREINA VISANDO PARTICIPAÇÃO NO IV ENCONTRO ESTADUAL DO ORGULHO NEGRO

 Professor Geraldo (calça azul) em treinamento com seus alunos

O Grupo de Capoeira BOA VONTADE - Nova Cruz/RN vem treinando bastante pra fechar com chave de ouro no IV Encontro Estadual do Orgulho Negro, garante se presidente e professor, Geraldo dos Santos.

O grupo vem treinando todas as sextas, sábados e domingo com aproximadamente 3 (três) horas de treino.

O evento será dia 20 de novembro na Escola Municipal Nestor Marinho - Nova Cruz/RN e já tem 100 inscrições antecipadas.

CPC/RN PARTICIPA DE ATO PÚBLICO CONTRA A PEC 55!

Eduardo Vasconcelos - Presidente do CPC/RN
 Representante do SINASEF
 Estudante do CA do IFRN
 Presença da população
 Aluna do IFRN
 Fátima Cardoso - SINTE/RN
 Aldemir - PT/RN
 Apresentação do Grupo de Percussão da E. E. Alberto Maranhão
 Apresentação do Grupo de Capoeira BOA VONTADE - CBV-Nova Cruz/RN

Geraldo Santos (centro), presidente do CBV - Nova Cruz

Evento promovido pelas Centrais Sindicais de Nova Cruz, estudantes e profissionais liberais ocorrido na tarde da ultima sexta feira, 11 de Novembro na praça de São Sebastião marcou a participação da nossa região no movimento Grevista Nacional e Geral deflagrada contra a PEC 55 do Senado Federal, antiga PEC 242 da Câmara dos Deputados, que segundo os movimentos sociais preconiza uma série de perdas das conquistas dos trabalhadores ao longo das décadas em um prazo de 20 anos.

Participaram os membros do Sindicato dos Trabalhadores em Educação – SINTE/regional de Nova Cruz, destacando a presença da Professora Fátima Cardoso, de participantes do Sindicato Norteriograndense de Agentes de Saúde, SINDAS/Nova Cruz, do Centro Potiguar de Cultura –CPC/RN, da Associação Municipal dos Estudantes –AMES/Nova Cruz, da Igreja Católica representada por Padre Francisco Assis Inácio, pároco de Nova Cruz e de Lagoa Danta, Programa de Rádio “Nação Nova Cruz” representado pelo seu apresentador, Claudio Lima, do Instituto Federal do RN –IFRN, com dezenas de alunos e professores do Campus de Nova Cruz, do ex candidato a Prefeito de Nova Cruz, Hudson de Tourinho entre outras personalidades.

A programação começou com uma caminhada que saiu do IFRN e percorreu a Avenida Assis Chateaubriand até a Praça de São Sebastião, local em que ocorreram os diversos discursos de protestos contra a PEC 55 do Senado Federal. Entre os discursos se seguiram diversas apresentações culturais com os grupos: Capoeira Boa Vontade de Nova Cruz, Percussão da E.E. Alberto Maranhão com seus grupos de danças afro-brasileiras.

BAÍA FORMOSA/RN CONFIRMA PRESENÇA NO IV ENCONTRO ESTADUAL DO ORGULHO NEGRO!

 Eduardo Vasconcelos - CPC/RN reunido com estudantes da E. E. Paulo Freire - Baia Formosa/RN
Na última quinta feira (10), o presidente do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos se reuniu com os estudantes escolhidos pelo seus pares para participarem do IV Encontro Estadual do Orgulho Negro, que ocorrerá no próximo dia 20 de novembro - DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA! Na Escola Municipal NESTOR MARINHO - Nova Cruz/RN.

Após visita as salas de aula esclarecendo a importância do evento e logo após foram escolhidos pelos estudantes do Ensino Médio, quatro (4) lideres para participar do evento. Eduardo aproveitou para falar da programação para os quatros escolhidos e que a prefeitura de Baía Formosa é quem irá leva-los para o evento.