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segunda-feira, 24 de abril de 2017

ARQUIVO - UNEGRO: A herança do Partido dos Panteras Negras 50 anos depois marca corações e mentes no mundo

O punho cerrado era o gesto característico de protesto dos Panteras Negras
Neste mês faz 50 anos que surgiu o Partido dos Panteras Negras para Autodefesa, nos Estados Unidos, para reunir e representar os negros e negras que desejavam o fim das diferenças. “Organizou-se fortemente e cresceu rápido por colocar a luta racial no contexto da luta de classes”, diz Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
De acordo com o historiador Augusto Buonicore, o grupo “desde o início, adotou o marxismo como referência teórica da sua ação e logo se transformou no inimigo público número um do FBI (a polícia federal norte-americana)”.
Isso porque os Panteras Negras acreditavam no confronto com os racistas para construir uma sociedade socialista, portanto, sem classes e sem discriminações. “Eles foram a primeira tentativa mais avançada de organização dos afro-americanos para a construção de uma nação mais solidária e justa e bem no centro do império do capitalismo”, afirma Custódio.
"Panteras Negras: todo poder ao povo" (1997), de Lee Lew-Lee 
O partido nasceu no meio de um forte acirramento das lutas pelos direitos civis dos negros norte-americanos. Nasceram como uma radicalização do movimento pacifista liderado pelo grande herói Martin Luther King (1929-1968), tão importante quanto os Panteras no combate ao racismo. 
“O Black Panther Party (Partido dos Panteras Negras) se tornou referência obrigatória para todos os movimentos contra o racismo e pelos direitos civis da população negra ao redor do mundo pela postura contestadora, combativa e pela extrema preocupação com a formação teórica e política da militância e de constituição dos seus núcleos de atuação espalhados nos Estados Unidos, mas em permanente articulação com povos oprimidos do mundo”, afirma Ângela Guimarães, presidenta da União dos Negros pela Igualdade (Unegro).
Para mostrar a diferença essencial entre o que os Panteras Negras defendiam e os seguidores de Luther king, Bobby Seale, presidente do partido, diz que “embora os Panteras Negras acreditem no nacionalismo negro e na cultura negra, eles não acreditam que levarão à liberdade negra ou à derrubada do sistema capitalista, e são, portanto, ineficientes”.
Luther King seria assassinado cerca de 1 ano e meio após a criação do movimento dos Panteras, em 4 de abril de 1968. Inicialmente liderado por Malcolm X (assassinado em 21 de fevereiro de 1965), o grupo se notabilizou e ganhou inúmeros adeptos rapidamente.
Tão famosos ficaram que os atletas velocistas dos 200 metros rasos, Tommie Smith (medalha de ouro) e John Carlos (medalha de bronze) na Olimpíada da Cidade do México em 1968, após receberem a medalha levantaram os punhos cerrados (como na foto abaixo), manifestação característica deles.
panteras negras 1968
Esse símbolo também foi adotado pelo jogador Sócrates (1954-2011) na comemoração de seus gols relembrando os Panteras e em protesto contra a ditadura brasileira, vigente na época em que ele atuou pelo Corinthians (veja foto abaixo). O centroavante do Atlético Mineiro, Reinaldo coemorava seus gols com o mesmo gesto e os mesmos motivos. Dizem alguns estudiosos que ele foi cortado da seleção brasileira por isso.
socrates faz a tradicional comemoracao de gol depois de ajudar o corinthians a fazer 3 a 1 sobre o sao jose no parque antarctica pelo campeonato paulista de 1983 1315269166866 1920x1080
“Neste momento onde há uma crise profunda do capitalismo no mundo acompanhada do recrudescimento do racismo e sexismo e os ideais dos Panteras materializado no seu programa torna-se ainda mais atual e necessário”, argumenta Guimarães.
mulher raca classe angela davis
Cientes da necessidade de propagar as suas propostas, criaram em 1967 a publicação semanal “The Black Panther”, que parou de circular em 1971, depois de 4 anos. “De um grupo exclusivamente masculino, ele logo passou a aceitar o ingresso de mulheres, que chegaram a representar mais da metade da militância”, diz Buonicore.
“A militância feminina dos Panteras Negras marcou definitivamente o movimento feminista ajudando a colocar na pauta a questão das mulheres negras”, afirma Custódio. Uma das mais importantes militantes é Angela Davis, que tem seu livro “Mulher, raça e classe”, que ganhou recentemente tradução inédita em português.
Para ela essa é uma das heranças fundamentais para a luta das mulheres negras em todo mundo, deixada pelos Panteras. “O movimento feminista tinha dificuldade de entender as questões específicas das mulheres negras”, reforça.
Outro fato importante, segundo a cetebista, é inserir a questão da igualdade racial no âmbito da luta de classes. “Interessante os Panteras defenderem a superação do capitalismo para atingirmos uma sociedade realmente igualitária, onde todos sejam respeitados”.
Já Guimarães afirma que “a radicalidade em contestar a violência racial, mas sobretudo em situá-la como parte de uma violência sistêmica do capitalismo situou os Panteras como um dos movimentos-referência para as lutadoras e lutadores antirracismo de todo o mundo e para a Unegro os Panteras Negras são fontes permanentes de estudo, admiração e referência”.
Custódio lembra ainda que coube aos Panteras Negras ressaltar as espeficidades da “beleza negra, ainda hoje renegada pelos eurocentristas, para quem só há beleza na tez branca, cabelos lisos e olhos claros”. Os Panteras Negras “fizeram muito bem, assumindo os cabelos black e os traços de sua negritude, mostrando toda a beleza do povo negro”, afirma Custódio.
Os Panteras Negras existiram até 1989, após perda de militantes e penetração popular. Mas seus ideais permanecem nos corações e mentes de milhares de pessoas em todo o mundo. “A luta pela emancipação dos negros e negras se espalhou pelo mundo e isso ninguém tira de nós”, sintetiza.
Para ela, “os Panteras deram uma contribuição fundamental para a compreensão de que a luta antirracista é uma das facetas da luta de classes, porque o racismo foi forjado para oprimir uma parcela substancial da humanidade”.
Por isso, diz ela, “é importante a valorização dos 50 anos dos Panteras Negras e tudo o que eles somaram para a compreensão da necessidade de avançarmos para a superação do capitalismo e a construção de um mundo onde prevaleça a igualdade, a liberdade e o respeito”.
Afinal, “lutar contra o racismo é lutar pela emancipação da humanidade”, conclui Custódio. “O legado que os Panteras deixaram é tão essencial para a superação da conjuntura atual que pode ser comprovado com a apresentação da Beyoncé (cantora negra norte-americana) no Super Bowl (final do campeonato de futebol americano nos Estados Unidos), onde fez referência direta aos Panteras Negras e causou frisson”.
Assista a apresentação de Beyoncé para milhões de telespectadores (confira a tradução da letra aqui).
Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

domingo, 23 de abril de 2017

CONTAGEM REGRESSIVA! FALTAM SETE DIAS PARA O VII EEC DO CPC/RN

Contagem regressiva! Faltam 7 dias!

UNE convoca estudantes para esquenta nacional da Educação no dia 25 de abril

Por Cristiane Tada - Foto: UNE
Eventos nas universidades vão mobilizar estudantes rumo à greve geral do dia 28 e abril
No próximo dia 25 de abril, terça-feira, a UNE prepara um dia de esquenta da Educação para a greve geral que vai acontecer no dia 28 de abril, em que trabalhadores e movimentos sociais de todo o país devem paralisar.
A UNE convida estudantes de todo o Brasil a no dia 25 organizarem assembleias, trancaços, aulas públicas, debates, panfletagens e passagens em sala para conscientizar sobre os retrocessos que o governo ilegítimo de Michel Temer quer impor sobre a educação brasileira, como a cobrança de mensalidade nas universidades públicas; o fim da isenção fiscal das universidades filantrópicas que vai acabar com milhares de bolsas de estudo do Programa Universidade Para Todos (ProUni); e o fim do Ciências Sem Fronteiras.
O dia de luta deve também esclarecer sobre o tema da greve geral, a Reforma da Previdência em trâmite no Congresso Nacional e o projeto de Terceirização aprovado que só vai aumentar a desigualdade social, precarizando ainda mais a vida de sete em cada dez brasileiros, principalmente os mais pobres, mulheres e trabalhadores rurais.
“Queremos restabelecer o sentimento de unidade dos estudantes contra a retirada de direitos, assim como foi a luta contra o golpe e contra a PEC 55 em comitês unitários, amplos, envolvendo todos os setores da universidade nessa luta”, destacou a presidenta da UNE, Carina Vitral.
Baixe aqui o material para mobilizar na sua universidade:
Adicionar legenda

Fonte: UNE

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Dia do Índio e pra se comemorar???


Antes da chegada dos primeiros europeus em terras americanas, todos os países que formam este continente eram amplamente povoados por grandes nações indígenas. Infelizmente, a ganância e a crueldade humana fizeram com que muitas tribos fossem totalmente dizimadas e grande parte da cultura indígena foi esquecida.

Na tentativa de preservar as tradições e identidade dos indígenas, o Dia do Índio surgiu para não deixar as novas gerações esquecerem das verdadeiras raízes que formam o povo brasileiro.
Devemos lembrar também, que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras.

DIFERENTE, MAS IGUAL
Hoje, existem muitos índios que vivem em casas que têm luz elétrica e som. Já somam 5 mil os índios matriculados em universidades, estudando Medicina e Direito, por exemplo, e 20 mil os professores indígenas que ensinam nas línguas que falam. “O que caracteriza ser índio ou não é o jeito de viver, que está muito ligado a símbolos: por exemplo, o jeito de eles explicarem como acontecem os fenômenos da natureza, como os trovões, a chuva...é tudo mitológico”, diz a professora.

Ela conta, ainda, que mitos não são mentirinhas, mas são as maneiras com que cada tribo explica o mundo, é a ciência delas. “Os Xacriabá não falam língua indígena, mas preservam o mito de Iaiá Cabocla, que é uma onça que protege o território, as crianças e a aldeia. Um índio não deixa de ser índio porque tem carro”, defende.

“Os índios mantêm um espírito de continuidade, voltam às suas terras para fazer seus rituais. Alguns
ainda vivem caçando e pescando como fizeram na vinda dos portugueses, outros vivem de em contato com os brancos, mas preservam sua cultura. O contato com outras culturas leva à adaptação. Os brasileiros também vivem com uma série de criações dos europeus e norte-americanos”...

ESCOLA DE ÍNDIO
Aproximadamente, 0,5% da população brasileira é indígena, está distribuída em todos os estados do país com maior concentração no Norte. Existem 180 línguas diferentes e essa é apenas uma das características que diferencia um grupo dos outros.

De acordo com Verônica, a partir da legislação de 1988, conhecida como Constituição Cidadã, os índios conquistaram seus direitos, o que colaborou para o aumento das populações. O professor Mércio discorda. Ele afirma que, mesmo antes dessa Constituição, o número de indígenas crescia e eles já tinham alguns direitos.

“A grande alegria para a nação brasileira é que passados 500 anos da chegada dos portugueses, os povos indígenas estão crescendo. Na década de 1970, eles pareciam entrar em extinção, porque eles morriam de varíola, tuberculose e sarampo. Com o tempo, os remédios foram chegando, algumas doenças acabaram, eles adquiriram imunidade e, hoje, eles crescem a 4% ao ano enquanto o Brasil cresce a menos de 2%”, conta o professor. A população era de 100 mil, em 1955, e, agora, eles são 500 mil. Em cinqüenta anos, eles quase quintuplicaram!

Uma vitória indiscutível da Constituição de 1988 é a escola indígena, um lugar de ensino onde os alunos e os professores são índios. Nelas, eles podem ensinar apenas na língua própria, em português, ou nos dois idiomas. Os professores que dão aula nesses colégios são preparados por outras pessoas que trabalham em universidades, como a Verônica.

A ideia é que a escola tenha “um pé dentro da aldeia e o outro fora dela”, o que significa que os estudantes aprendem conteúdos ligados à cultura deles, como na disciplina “o uso da terra” que ensina a composição do solo, o tipo de plantas que nasceram ali, quais os chás que podem ser feitos e para que eles servem. Ao mesmo tempo, estudam como o governo e a sociedade podem ajudá-los, que direitos eles têm, entre outras utilidades. Aliás, um problema comum aos índios é a demarcação de terras – espaço destinados para eles 
morarem.

Origem da data 
Todo ano, aos dezenove dias do mês de abril, a sua escola organiza algum evento em homenagem aoDia do Índio ou, ao menos, seu professor de história pede a você algum trabalho sobre esse tema. Pois bem, mas você se lembra do motivo pelo qual o Dia do Índio é celebrado em 19 de abril?

Bom, para começar, apenas nos países do continente americano oDia do Índio é celebrado nessa data. No restante do mundo, os povos indígenas são homenageados no dia 09 de agosto desde o ano de 1995, uma determinação das Organizações das Nações Unidas (ONU).

Em países como México, Chile e Brasil, convencionou-se determinar a comemoração do Dia do Índio em 19 de abril em respeito à realização do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Esse congresso foi realizado no México, em 1940, e, como o próprio nome “indigenista” indica, tratou dos problemas relacionados com a situação dos povos indígenas nas Américas (do Norte, Central e do Sul); por isso recebeu o nome de “interamericano”.

Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste contimente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.

No caso específico do Brasil, o acatamento da sugestão do dia 19 de abril veio em 1943, sob o governo de Getúlio Vargas, em forma de decreto-lei. Nessa época, Vargas governava de forma autoritária (na chamada ditadura do Estado Novo), de modo que as leis não eram apreciadas pelo Congresso Nacional, mas passavam a vigorar na forma de decreto.

O texto do decreto-lei pode ser lido a seguir:
“O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição, e tendo em vista que o Primeira Congresso Indigenista Interamericano, reunido no México, em 1940, propôs aos países da América a adoção da data de 19 de abril para o "Dia do Índio",

DECRETA:
Art. 1º É considerada - "Dia do Índio" - a data de 19 de abril.
Art. 2º Revogam-se as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 2 de junho de 1943, 122º da Independência e 55º da República.”
GETÚLIO VARGAS
Percebe-se que, no parágrafo de apresentação do texto, há uma referência ao Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, que havia sugerido, como dissemos, a data para a comemoração. Assim, até os 
dias de hoje, os povos indígenas são homenageados, no Brasil, nessa data.
Um afro abraço.
Claudia Vitalino.
fonte:https://www.calendarr.com/brasil/www.suapesquisa.com/datascomemorativas/

Um ano do golpe: a história vai fazer justiça

17 de março
Foto: UBES
Motivos políticos que levaram ao golpe parlamentar sobre a presidenta Dilma Rousseff​ ​ficam cada vez mais evidentes​. "Nunca foi pelo fim da corrupção, nunca foi pelo povo", diz diretora da UBES.

Um ano depois que a Câmara dos Deputados votou pela abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, a operação Lava Jato e delações de empresários têm mostrado que a corrupção brasileira é muito mais complexa do que acreditou uma parcela da população na época.
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Dos 39 deputados investigados hoje no Supremo Tribunal Federal, por corrupção e caixa dois, 21 votaram pelo impeachment como solução para desvio de dinheiro no País naquele 17 de março de 2016. Ao longo das seis horas de votação daquele domingo, a palavra “corrupção” foi citada 65 vezes, mais de 10 vezes por hora.
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“O Congresso Nacional, este que em tese deveria nos representar, mas em nada está comprometido com os interesses do povo, cassou por motivos políticos o mandato de Dilma Rousseff”, declarou a diretoria da UBES em 31 de agosto, quando o processo de golpe parlamentar terminou de ser consumado.
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Nunca foi pela corrupção

Neste domingo (16), Michel Temer assumiu, em entrevista à TV Band, teoria que Dilma vem sustentando desde seu afastamento: o processo de impeachment foi uma chantagem do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, por ter sido cassado na comissão de ética.
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Enquanto condenação judicial da ex-presidente nunca saiu, Cunha foi condenado no mês passado a 15 anos de prisão por corrupção passiva, recebimento indevido de vantagens e lavagem de dinheiro.
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Desde que assumiu a presidência, o presidente ilegítimo Michel Temer inverteu as prioridades federais, ao atacar direitos conquistados pelo povo: a PEC “do fim do mundo” (PEC 55) congela os gastos primários por 20 anos, inviabilizando os 10% do PIB para educação, como determina o Plano Nacional de Educação. A Lei da Terceirização ameaça direitos trabalhistas e a Reforma da Previdência a ser votada na Câmara pode acabar com o direito de milhares à aposentadoria.
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“Um ano do golpe na democracia brasileira equivale a vinte anos de retrocesso. Nunca foi pelo fim da corrupção, nunca foi em prol do povo”, afirma Jéssica Lawane, diretora de Movimentos Sociais da UBES.

Linha do tempo do golpe

2/12/2015
Eduardo Cunha é cassado pelo Conselho de Ética da Câmara. Como vingança ao Partido dos Trabalhadores, que votou pela sua cassação, no mesmo dia o ex-deputado e então presidente da Casa abriu o processo de impeachment.
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 4/3/2016
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ilegalmente levado com algemas de sua casa em São Bernardo do Campo (SP) por agentes da Polícia Federal. O juiz Sérgio Moro reconheceu que mandato de condução coercitiva só deveria ter sido usado caso Lula se negasse a depor, mas que acabou aplicado devido “às circunstâncias”.
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 13/3/2016
Insuflada pela condução coercitiva de Lula, pela mídia e por grupos do empresariado, como a Fiesp, manifestação verde e amarela dá fôlego para afastamento da presidenta.
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17/4/2016
Em nome de suas famílias e de Deus, 367 dos 513 deputados aprovaram a abertura do processo de impeachment.
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12/5/2016
Abertura do processo de impeachment foi aprovado no Senado. Dilma foi afastada da previdência por três meses.
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31/8/2016
Votação final do impeachment no Senado Federal
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Fonte: UBES

domingo, 16 de abril de 2017

MOVIMENTOS: Desafios, falta de perspectiva e luta: A juventude e o Governo Temer



No Brasil do governo Temer, o desemprego entre os jovens bate recordes negativos. Segundo informa o IBGE, o número de desempregados entre 18 a 24 anos atingiu sua máxima em 2016, totalizando 25,7%. 

Euzébio Jorge, Economista, Coordenador do Centro de Memória da Juventude (CEMJ) e especialista em democracia participativa, afirma que o Brasil possui problemas estruturais no mercado de trabalho, com índices elevados de desemprego, alta rotatividade e baixos salários. “E os jovens são os mais atingidos, por terem vínculos menos formais, pela facilidade de demissão, pois eles são menos indispensáveis e novatos no mercado de trabalho", explica. 

O economista afirma que as reformas do Temer visam, prioritariamente, ampliar a terceirização, estabelecer o negociado sobre o legislado e flexibilizar o trabalho. "As maiores vítimas são os jovens, pois serão os primeiros a serem impactados com o declínio econômico do país, por consequência o desemprego cresce mais na juventude, que será duplamente afetada se somada as mudanças na legislação trabalhista”, avalia. 


Nina, 21 anos, estudante

"Aposentar depois dos 70 anos é um desrespeito com os jovens que estão ingressando agora no Mercado de Trabalho. Essa Reforma da Previdência só beneficia o governo Temer e os empresários. Então, seguiremos fortes na luta!".


Euzébio esclarece que a redução da renda nos últimos anos, promovida pela crise econômica e a instabilidade gerada pelo golpe de Estado, aumentou a taxa de jovens que buscam um emprego para complementar a renda familiar, mas não possuem uma qualificação, fazendo com que ele aceite condições de trabalho precárias. “Com isso, a juventude se torna mais vulnerável”, ressalta. 

As reformas trabalhista e da Previdência são ligadas a setores do empresariado nacional vinculados à rentistas internacionais, com objetivo de lucro máximo, seja com o capitalismo produtivo ou com a taxa de juros. “Certamente, a pressão para destruir a Previdência Pública é para tornar a previdência privada a única solução de aposentadoria do povo, impedindo que um conjunto de pessoas realizem as suas contribuições periodicamente", prevê Euzébio. 

"Com esse cenário, provavelmente o jovem não conseguirá se aposentar. A desconstrução da previdência pública é muito perigosa", conclui Euzébio. 


Larissa, 18 anos, estudante

"A verdade é que eu não consigo enxergar um futuro com o governo Temer. Nós, que não ocupamos nenhum cargo na política brasileira, estamos todos no mesmo barco, isso é muito triste".

  
Educação e trabalho 

Helena Abramo, cientista social, desenvolve pesquisas na área da juventude e considera o momento que o Brasil vive de ruptura com as políticas sociais que promoveram a ascensão dos jovens nos últimos anos. "Essa geração é fruto de uma melhoria do acesso à educação e trabalho. Todo o esforço feito por um maior financiamento do ensino público, mesmo que ainda longe do ideal, promoveram melhorias nos índices de acesso e permanência, por exemplo: Nas décadas anteriores, metade dos jovens não concluíram o Ensino Médio, hoje, 70% possuem seu diploma, aumentando também o ingresso no Ensino Superior, com programas como o ProUni, Fies e a expansão das Universidades e Institutos Federais", analisa. 

A cientista social revela que, a partir do momento que a economia melhorou, o adolescente adiou o ingresso ao mundo do trabalho, projetando suas perspectivas no ensino. "Então, a partir dos 18 anos, ele divide seu tempo entre estudo e trabalho, aumentando seu grau de escolaridade e protegido com os direitos trabalhistas", reitera.  

Helena destaca que tanto o acesso à educação quanto a proteção no mercado de trabalho estão ameaçados com Temer. "Esses adolescentes que ingressam hoje na etapa juvenil irão sofrer muito o impacto dessas ações. A situação atual, com a crise econômica, somada às reformas promovidas pelo governo, irão afetar profundamente o presente e perspectivas de futuro desses jovens", diz. 

Ela considera que as reformas, caso aprovadas, serão um fator nocivo à juventude brasileira, "Essa dificuldade de perceber um retorno da Seguridade Social poderá afetar o investimento desse jovem na sua formação e na sua trajetória profissional com a formalidade", conclui Helena. 

Luta 

Apesar do cenário de crise e a incerteza com o futuro, a juventude brasileira demonstra sua insatisfação com um Brasil que padece. Seja ocupando sua escola, montando um grêmio, denunciando o machismo ou lutando em defesa da democracia, eles estão presentes. 


Gabriel, 18 anos, estudante e Analista de Sistemas.

“Essa é a geração conhecida como a do "mimimi", mas também será conhecida como a geração sem aposentadoria, sem CLT, do "Morreu trabalhando" ou "Trabalhou e morreu", seremos reconhecidos como a geração da saúde e educação congeladas, sem história, filosofia e sociologia dentro de nossas escolas ”.

  
¹Senso IBGE 2014


Do Portal Vermelho

sábado, 15 de abril de 2017

Trabalho escravo avança sobre a África e o Brasil com a imposição da agenda neoliberal imperialista

Africanos tentam fugir para a Europa e são escravizados (Foto: AFP)
A BBC (emissora estatal britânica) publica em seu site nesta quarta-feira (12), uma reportagem na qual denuncia um “mercado de escravos” de africanos que tentam chegar à Europa, passando pela Líbia, no norte do continente.
De acordo com a reportagem, a Organização Internacional para as Migrações (OIM), da Organização das Nações Unidas (ONU), os refugiados são detidos por contrabandistas ou milícias e são “levadas para praças ou estacionamentos para serem vendidas”.
Mônica Custódio, secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), afirma que está acontecendo uma reedição da Conferência de Berlim (realizada entre 15 de novembro de 1884 e 26 de fevereiro de 1885 para organizar a ocupação da África pelas potências coloniais).
“Em pleno século 21, o avanço do imperialismo sobre a África para se apropriar das riquezas do solo”, diz. “Esse avanço se dá na América Latina e em outras partes, deixando o mundo à beira da 3ª Guerra Mundial”.
monica custodio fernanda ruy
Para Mônica Custódio a escravidão avança com agenda neoliberal (Foto: Fernanda Ruy)
“Centenas de jovens africanos subsaarianos foram encontrados nos chamados mercados de escravos, segundo o relatório da OIM”, afirma a matéria da BBC. “Mulheres também foram compradas por clientes da Líbia e levadas para casas onde foram forçadas a ser escravas sexuais”.
A onda neoliberal avança sobre os povos que têm menos proteção, diz. Para ela, essa invasão imperialista “tira o pertencimento, a vida e aos que sobrevivem tira a dignidade. Retorna à condição desumana de séculos atrás, onde seres humanos foram escravizados”.
Ela ressalta a Década Internacional de Afrodescendentes (saiba mais aqui), instaurada pela ONU, em 2015, para valorizar “os povos de origem africana e as suas contribuições para a construção de várias nações”.
“Em nosso país, as reformas do governo golpista de Temer”, diz Custódio, “aumenta a percepção da falta de valor que temos para o Estado”. Com isso, aumenta o número de moradores de rua, de pedintes e de famílias desempregadas.
Ouça Zumbi, de Jorge Ben Jor 
“Deixa as mesas da classe trabalhadora vazias e as panelas esvaziadas. Coloca na mesma canoa furada, brancos pobres, negros, mulheres, jovens, população LGBT e indígenas. Tira a juventude da escola e a joga no desemprego e na possibilidade de aliciamento pelo tráfico”.
Tudo isso, para ela, para criar um amplo mercado de trabalho com mão-de-obra sem remuneração. “Querem reduzir a maioridade penal para encher os presídios, privatizá-los e explorar os presos com o trabalho escravo”, denuncia.
Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

O jornalismo, aquela velha prostituta

by Fábio Pannunzio 
O modelo de jornalismo que conhecemos hoje está em declínio. O incrível é que muitos jornalistas vibram com isso. Ele se encontra na posição da mulher adúltera da Bíblia.    Falta-lhe apenas o salvador para lembrar à turba que a primeira pedrada deve ser disferida por alguém sem pecados.
    As pedras voam de todos os lados. Nas ruas, repórteres são acossados pela multidão imaculada. Impedidos de realizar a cobertura das grandes mobilizações populares, são logo culpados pela omissão da imprensa, sempre confundida com um partido político.
   Quando, em nome do dever de informar, resolvem correr o risco do linchamento iminente, ali sempre haverá um policial com a arma apontada para um fotógrafo cujo olho será dilacerado não por um pedregulho, mas por uma bala de borracha.
    E se o tiro falhar, há de haver muito bem posicionado um anarquista com um rojão adredemente apontado para a nuca de um cinegrafista.
   Quando, em momento menos conturbados, se safam da refrega das ruas, jornalistas são logo apontados como causa  das desgraças todas que andam a destruir o País. Confunde-se a mensagem com os mensageiros.
   É deles a culpa pelas más notícias produzidas no campo da economia, bem como deles também é a dor infligida aos políticos corruptos e seus agremiações cleptocratas pela divulgação dos escândalos que não cansam de ocupar o espaço das manchetes.
   Para o jornalismo, o tempo não passa. Os erros do passado, escancarados ou não, reconhecidos ou não, jamais prescrevem. O jornal tal era bancado pelo Barão de Ladário e fez um editorial contra a Proclamação da Repúbica. Quebrem-lhe as rotativas. A TV XPTO foi contra a volta de Dom joão Sexto a Portugal. Empalem seus repórteres!
   Para um parte da opinião pública, as empresas de comunicação deveriam falir como forma de punição por tudo o que houve de errado desde que alguém gritou fiat lux. Em seu lugar, oferece-se a possibilidade da comunicação direta, sem mediação, da fonte para a fonte e do público para o público.
   Emissoras de televisão seriam substituídas com vantagem por youtubers adolescentes e os blogues, que matariam os jornalões, ofereceriam notícias frescas e bem apuradas a pessoas cada vez mais seletivas e exigentes.
   Não importa que o jornalismo possa ser definido como um arcabouço de técnicas embalado por um conjunto de valores e normas éticas que o jornalista de  verdade defende com o sacrifício dos proventos — se nencessário, com o custo da própria vida, como fez Vladimir Herzog. Tudo isso está em desuso.
   Tudo bem. Os argumentos são razoáveis e a tecnologia já possibilita a construção desse novo modelo comunicacional. A imprensa pecou no passado e continua pecando no presente. É possível inferir que continuará pecando no futuro, o que justificaria a necessidade premente de sua eliminação.
   O desmonte, aliás, já começou. A profissão foi desregulamentada. Qualquer um pode se arvorar jornalista e sair por aí apregoando a sua visão de mundo. Afinal, se a imprensa sempre distorceu fatos, se ela sempre serviu genuflexa ao pensamento hegemônico, que mal pode haver ao estatuir-se como padrão o jornalismo individual fenomenológico ?
   É isso. Punam-se os jornalistas. Elimine-se a comunicação de massa. Extinguam-se os jornais e as revistas. Calem-se as rádios e emissoras de televisão. Decapitem-se os jornalistas. Condenem à fome e à misária seus descendentes. Salguem os terrenos onde se deitam as redações.
   Por fim, revogue-se do Art. 5ͦ da Constituição da República o Inciso XIV — aquele que diz que “é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

MACAMBIRAIS DE PASSA E FICA CONFIRMA PARTICIPAÇÃO NO VII EEC - PROMOVIDO PELO CPC/RN

 Eduardo Vasconcelo em reunião com o Grupo MACAMBIRAIS de Passa e Fica/RN


 Uma parte dos troféus conquistados pela Companhia e Cultura Popular MACAMBIRAIS-Passa e Fica/RN
Hoje (13), após o Presidente do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos passar pela Região do Seridó e Trairi, o mesmo ainda teve folego para passar em Tangará (ofício de solicitação de veiculo para locomover 4 (quatro) representantes para participarem do VII EEC/RN, que ocorrerá dia 29 de abril em Currais Novos e ainda teve folego para se reunir com o Grupo Macambirais da cidade de Passa e Fica - Região do Agreste Potiguar, o que agradou a todos, garantido assim a presença de 11 (onze) membros do grupo ao evento.

Apesar das dificuldades, caso não seja concretizado o transporte, mas isso ocorrendo os mesmos irão no transporte de Nova Cruz, garantiu, Eduardo.

Diga-se de passagem que o Grupo Macambirais é um dos mais que se destaca em suas grandes apresentações pelo Estado e pelo Brasil com vários troféus conquistados.

O Grupo Macambirais tem um profissionalismo fora do comum e  de causar inveja.  Pessoas que vestem a camisa e faz com amor e dedicação, ganhando assim o carinho e respeito do público potiguar, concluiu Eduardo Vasconcelos - CPC/RN.

PRESIDENTE DO CPC/RN ESTEVE EM CURRAIS NOVOS, LAGES PINTADA E TANGARÁ, OBJETIVO: VII EEC/RN

 Eduardo Vasconcelos - Presidente do CPC/RN, concede entrevista a Rádio 95.1 - Currais Novos/RN
 Na Rádio Ouro Branco de Currais Novos - RN, Eduardo Vasconcelos, concede entrevista ao radialista e poeta, Léo Medeiros sobre o VII EEC/RN, promovido pelo CPC/RN, dia 29/04/2017, em Currais Novos. Foto do radialista, Léo Medeiros.
Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos, antes de dá entrevista a emissora de Currais Novos, 95.1, faz pose para foto

O presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos esteve durante toda semana na Região do Seridó Potiguar, após passar por Natal, depois de manter contatos com vários líderes sindicais como também contatos com o diretor do Campus do IFRN - Currais Novos, professor, Andreilson Oliveira da Silva, que gentilmente após discutirem a estrutura do evento o mesmo se propôs a levar o Eduardo para conhecer as dependências do Auditório do IFRN e certificar-se que o mesmo comportaria o número de participantes no VII EEC.  Eduardo imediatamente concordou, confirmando que estava ótimo! Após debaterem outros assuntos, Eduardo agradeceu ao nobre diretor, antecipando os agradecimentos pelo empenho e profissionalismo do mesmo, recebendo a resposta do mesmo que estaria presente ao evento, o que deixa todos muitos felizes com a presença do diretor do IFRN.

Já hoje,  quinta-feira (13), Eduardo Vasconcelos se reuniu pela manhã com Emerson, professor do Grupo de Dança da E. E. Cap. Mor Galvão - Currais Novos, que garantiu presença, juntamente com o seu grupo, como também o produtor, Léo.  Em seguida o presidente do CPC/RN concedeu entrevista a Rádio Ouro Branco, e em seguida Eduardo, também concedeu entrevista a exatamente meio dia a Rádio 95.1 (Rádio Sertaneja). Após, Vasconcelos conversar com os radialistas/funcionários; Kássio e Joelma.  Lembrando que ambas entrevistas foram em torno do VII Encontro Estadual de Cultura.

Obs. Eduardo Vasconcelos adiantou que a cidade de Lagoa Nova garantiu presença ao evento.

Currais Novos será sem dúvida nenhuma a cidade que mais terá participantes no VII EEC/RN.

PROGRAMAÇÃO do VII EEC/RN