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domingo, 9 de julho de 2017

Breve historia das Artes Plásticas

histori das artes plasticas

As artes plásticas ou belas-artes são as formações expressivas realizadas utilizando-se de técnicas de produção que manipulam materiais para construir formas e imagens que revelem uma concepção estética e poética em um dado momento histórico. O surgimento das artes plásticas está diretamente relacionado com a evolução da espécie humana.
Arte na Pré-História  
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As primeiras obras de arte datam do período Paleolítico. Entre as obras mais antigas já encontradas estão pequenas estátuas humanas como, por exemplo,  a Vênus de Willendorf (aproximadamente 25000 a.C.). Os mais conhecidos conjuntos de pinturas em cavernas ( arte rupestre ) estão em Altamira, na Espanha e datam de 30000 a.C. a 12000 a.C.; e em Lascaux, na França  de 15000 a.C. a 10000 a.C. , onde se encontram pinturas rupestres de animais pré-históricos como: cavalos, bisões, rinocerontes. Estas pinturas indicam rituais pré-históricos ligados à caça. As imagens demonstram um  naturalismo e evoluem da monocromia à policromia entre os anos de 15000 a.C. a 9000 a.C.

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Arte Mesopotâmica
Na região entre os rios Tigre e Eufrates desenvolveu-se a civilização mesopotâmica.  Nesta região, sumérios, babilônios, assírios, caldeus e outros povos desenvolveram uma arte que demonstra a religiosidade e o poder dos governantes. São touros alados, estatuetas de olhos circulares, relevos em paredes representando guerras e conquistas militares e animais e pictogramas representando fatos da realidade daqueles povos.

Arte do Egito
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No Antigo Egito as obras de arte possuíam um possui forte caráter religioso e funerário.Essas características podem ser explicadas em função da crença que os egípcios tinha na vida após a morte. Há representações artísticas de deuses, faraós e animais explicadas por textos em escrita hieroglífica. As pinturas eram feitas nas paredes das pirâmides ou em papiros. Representavam o cotidiano da nobreza ou tratava de assuntos do cotidiano. Uma das características principais da arte egípcia é o desenho chapado, de perfil e sem perspectiva artística.

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Arte na Grécia Antiga
A cultura e a arte minóica desenvolveu-se na ilha grega de Creta. Nas pinturas dos murais as cores diversificadas mostram-se fortes e vivas. Desenhos de touros, imagens abstratas, símbolos marinhos e animais ilustram a cerâmica.
O período clássico da arte grega é a época de maior expressão da arte grega. A natureza é retratada com equilíbrio e as formas aproximam-se da realidade. A perspectiva aparece de forma intensa nas pinturas gregas deste período. Nas esculturas de bronze e mármore, destacam-se a harmonia e a realidade. Os principais escultores são Mirón, Policleto, Fídias, Praxíteles. A arquitetura e a ornamentação de templos religiosos, como o Partenon, a acrópole de Atenas  e o templo de Zeus na cidade de Olímpia mostram força e características expressivas.

No período helenístico, ocorre a fusão entre as artes grega e oriental. A arte grega assume aspectos da realidade, fruto do domínio persa. Nas esculturas verifica-se dramaticidade e as formas decorativas em excesso. Entre as obras mais representativas deste período estão: Vitória da Samotrácia , Vênus de Milo e o templo de Zeus, em na cidade de Pérgamo.
Arte Romana do Ocidente e do Oriente ( Arte Bizantina )
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Com forte influência dos etruscos, a arte romana antiga seguiu os modelos e elementos artísticos e culturais  dos gregos e chega a “copiar” estátuas clássicas. É a época da construção de monumentos públicos em homenagem aos imperadores romanos. A pintura mural recorre ao efeito tridimensional. Os afrescos da cidade de Pompéia (soterrada pelo vulcão Vesúvio em I a.C.) são representativos deste período.
No Império Romano do Oriente ( Império Bizantino ) com capital em Constantinopla (antiga Bizâncio), aparece a arte bizantina, sob forte  influência da Grécia . Podemos destacar as pinturas murais, os manuscritos, os ícones religiosos e os mosaicos de cores fortes e brilhantes, carregados de profundo caráter religioso.

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Arte Renascentista: O Renascimento Cultural (séculos XV e XVI)
Os elementos artísticos da Antiguidade clássica voltam a servir de referência cultural e artística. O humanismo coloca o homem como centro do universo ( antropocentrismo ). São características desta época : uso da técnica de  perspectiva, uso de conhecimentos científicos e matemáticos para reproduzir a natureza com fidelidade. Na pintura, novas técnicas passam a ser utilizadas : uso da tinta a óleo, por exemplo, buscava aumentar a ilusão de realidade.
A escultura renascentista é marcada pela expressividade e pelo naturalismo. A xilogravura passa a ser muito utilizada nesta época. Entre as pinturas destacam-se:  O Casal Arnolfini, de Jan van Eyck; A Alegoria da Primavera, de Sandro Boticcelli; A Virgem dos Rochedos, Monalisa e A Última Ceia de Leonardo da Vinci; A Escola de Atenas, de Rafael Sanzio; o teto da Capela Sistina e a escultura Davi de Michelangelo Buonarotti.

Maneirismo (século XVI)
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Ao romper com as referências clássicas de idealização da beleza, o maneirismo diferencia-se por suas imagens distorcidas e alongadas. A natureza é representada de forma distorcida e realista, sendo que as figuras bizarras aparecem com freqüência. Obras mais importantes do maneirismo: O Juízo Final, de Michelangelo; A Crucificação, de Tintoretto; e O Enterro do Conde de Orgaz, de El Greco.

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Barroco: arte barroca (1600 a 1750)
A arte barroca destaca a cor e não o formato do desenho. As técnicas utilizadas dão um sentido de movimento ao desenho. Os efeitos de luz e sombra são utilizados constantemente como um recurso para dar vida e realidade à obra. Os temas que mais aparecem são: a paisagem, a natureza-morta e cenas da vida cotidiana.
Obras barrocas mais conhecidas: A Ceia em Emaús, de Caravaggio; A Descida da Cruz, de Peter Paul Rubens; A Ronda Noturna, de Rembrandt; O Êxtase de Santa Teresa, de Gian Lorenzo Bernini; As Meninas, de Diego Velásquez; e Vista de Delft, de Jan Vermeer.

Rococó (1730 a 1800)
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O estilo rococó é marcado por pinturas com tons claros, com linhas curvas e arabescos. O estilo é bem decorativo e a sensualidade aparece em destaque. Os afrescos ganham importância e são utilizados na decoração de ambientes interiores.
Artistas mais importantes do rococó: Jean-Antoine Watteau, Giovanni Battista Tiepolo, François Boucher e Jean-Honoré Fragonard.

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Neoclassicismo (1750 a 1820)
Novamente os elementos e valores da arte clássica ( grega e romana ) são resgatadas.. Há uma incidência maior do desenho e da linha sobre a cor. O heroísmo e o civismo são temas muito explorados neste período.
Principais obras: Perseu com a Cabeça da Medusa, de Antonio Canova; O Parnaso, de Anton Raphael Mengs; O Juramento dos Horácios e A Morte de Sócrates, de Jacques-Louis David; e A Banhista de Valpinçon, de Jean-Auguste-Dominique Ingres.

Romantismo nas artes plásticas (De 1790 a 1850)
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Subjetividade e introspecção, sentimentos e sensações são características deste período. A literatura romântica, os elementos da natureza e o passado são retratados de forma intensa no romantismo.São representantes desta época o artista Francisco Goya y Lucientes. Algumas de suas principais pinturas são: A Família de Carlos IV, O Colosso e Os Fuzilamentos do Três de Maio de 1808. Outras obras românticas : A Balsa da Medusa, de Théodore Géricault; A Carroça de Feno, de John Constable; A Morte de Sardanapalo, de Eugène Delacroix; e O Combatente Téméraire, de Joseph William Turner.

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Realismo (De 1848 a 1875)
O realismo destaca a realidade física através da objetividade científica e crua. Estas obras são inspiradas pela vida cotidiana e pela paisagem natural. Aparecem fortes críticas sociais e elementos do erotismo, provocando criticas dos setores conservadores da sociedade européia do século XIX. Principais pinturas: Enterro em Ornans, de Gustave Courbet; Vagão de Terceira Classe, de Honoré Daumier; e Almoço na Relva, de Édouard Manet.

Impressionismo (De 1880 a 1900)
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Através da luz e da cor os artistas do impressionismo buscam atingir a realidade. As obras são feitas ao ar livre para aproveitar a luz natural. Obras mais conhecidas: Impressão, Nascer do Sol, de Claude Monet, A Aula de Dança, de Edgar Degas; e O Almoço dos Remadores, de Auguste Renoir.

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Pós-impressionismo
É o período marcado pelas experimentações  individuais. Os artistas buscam a realidade e imitam a natureza, utilizando recursos de luz e cor. O cromatismo é muito utilizado.As cores mais intensas são exploradas por Vincent Van Gogh com pinceladas fortes e explosivas, como em Noite Estrelada. Henri de Toulouse-Lautrec usa a técnica da litogravura.

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Expressionismo 
Artistas plásticos de diferentes períodos são considerados precursores do expressionismo, entre eles Goya, Van Gogh, Gauguin e James Ensor. O expressionismo pode ser considerado como uma postura assumida em diversas formas de manifestação artística durante o século XX. Vários artistas desta trabalham nessa linha, sem ligar-se a movimentos ou a grupos. Podemos citar alguns: Edvard Munch, Emil Nolde, Amedeo Modigliani, Oskar Kokoschka, Egon Schiele, Chaim Soutine, Alberto Giacometti e Francis Bacon.

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Cubismo ( De 1908 a 1915 )
Este estilo rompeu com os elementos artísticos tradicionais ao apresentar diversos pontos de vista em uma mesma obra de arte. As formas geométricas são utilizadas muitas vezes para representar figuras humanas. Recortes de jornais, revistas e fotos são recursos utilizados neste período. São obras representativas desta época: Les Demoiselles d’Avignon, de Pablo Picasso, e Casas em L’Estaque, de Georges Braque.

Dadaísmo  (Décadas de 1910 a 1920)
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Revolucionário, anárquico e anticapitalista, o dadaísmo, prega o absurdo, o sarcasmo, a sátira crítica e o uso de diversas linguagens, como pintura, poesia, escultura, fotografia e teatro. Destacam-se os artísticas: Hugo Ball, Hans Arp, Francis Picabia, Marcel Duchamp, Max Ernst, Kurt Schwitters, George Grosz e Man Ray.

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Arte Surrealista (Década de 1920)
Os artistas exploram o inconsciente e as imagens  que não são controladas pela razão. O surrealismo usa associações irreais, bizarras e provocativas. O rompimento com as noções tradicionais da perspectiva e da proporcionalidade resulta em imagens estranhas e fora da realidade.
Obras: Auto-Retrato com Sete Dedos, de Marc Chagall; O Carnaval do Arlequim, de Joan Miró; A Persistência da Memória, de Salvador Dalí; A Traição das Imagens, de René Magritte; e Uma Semana de Bondade, de Max Ernst, são algumas das obras mais representativas.

Pop Art  (Década de 1950)
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As histórias em quadrinhos e a mídia visual e impressa são os elementos de referência da pop art. Humor e crítica ao consumismo são constantes nas obras de pop art. Artistas mais conhecidos: Richard Hamilton, Allen Jones, Robert Rauschenberg, Jasper Johns, Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Tom Wesselman, Jim Dine, David Hockney e Claes Oldenburg.

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Arte Conceitual  (Década de 1960)
Textos, imagens e objetos são as referências artísticas deste tipo de arte. A obra deve ser valorizada por si só. Um dos meios preferidos dos artistas conceituais é a instalação, ou seja, um espaço de interação entre a obra e o espectador. Até mesmo a televisão e o vídeo são usados nas instalações. Destacam-se os seguintes artistas: Joseph Beuys, Joseph Kosuth, Daniel Buren, Sol Le-Witt (principal representante do Minimalismo) e Marcel Broodthaers, Nam June Paik, Vito Acconci, Bill Viola, Bruce Naumann, Gary Hill, Bruce Yonemoto e William Wegman.

Fonte: BRASIL CULTURA

Dia do Pão e do Panificador

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Dia do Panificador ou Dia do Padeiro é comemorado no dia 8 de julho, no Brasil. A origem desta data comemorativa vem de uma história acontecida em Portugal, de Santa Isabel, que é a padroeira dos panificadores e padeiros, acontecida por volta do ano de 1333.
Segundo essa história, nessa época, Portugal passava por um período de fome terrível que atingiu todas as classes sociais.
A senhora Isabel, que era uma rainha muito virtuosa, e casada com o rei D. Diniz, na tentativa de solucionar o problema, mandou empenhar as suas jóias e com o dinheiro encomendou trigo em lugares longínquos para abastecer o celeiro real português.
E manteve, dessa maneira, um conhecido costume seu de distribuir pães aos pobres em momentos de crises.
Porém, essa generosidade toda era mantida no anonimato, nem mesmo o rei sabia dessa atividade de caridade da rainha.
Conta-se que em um dos dias que a rainha Isabel saiu para a distribuição, encontrou o rei, subitamente, e com medo da censura do marido, a rainha enrolou os pães no avental para escondê-los. O rei, intrigado com a postura da esposa, perguntou o que havia no avental.
Ela, com medo da repreensão disse que eram rosas. O rei, contudo, não acreditou. Desconfiado e acreditando que a flagraria em algo, insistiu para que ela abrisse o avental. Para a grande surpresa de todos, muitas rosas vermelhas foram caindo ao chão. O rei, muito emocionado, não se conteve de emoção, beijou as mãos de sua esposa enquanto os súditos famintos ao redor gritavam que havia acontecido um grande milagre.
Santa Isabel é, por isso, reconhecida como a padroeira dos panificadores, também chamados popularmente de padeiros. E como no dia 8 de julho, se comemora o Dia do Panificador, também é comemorado o Dia de Santa Isabel.

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A origem do pão, contudo é muito mais antiga e impossível de afirmar em qual local e qual tempo surgiu. No entanto, historiadores e pesquisadores da história do pão afirmam que os primeiros pães eram assados sobre pedras quentes há mais de dez mil anos na Mesopotâmia.

Os pães já eram, também, feitos com diversos ingredientes. O trigo depois de triturado e transformado em farinha, era misturado com outros ingredientes, alguns como os que continuamos a usar ainda hoje, como ovos, carne moída, mel, frutas moídas, entre outros ingredientes, formando uma massa e então eram assados.
Mais tarde, o pão se tornou o principal alimento na Roma Antiga. No princípio, era feito em casa, pelas donas da casa, só depois passou a ser fabricado em padarias. Momento em que surgiram os primeiros padeiros.
Quem é que não gosta de um cheirinho de pão que acabou de ser assado? A França foi, no século XVII, a referência mundial na fabricação de pães, e inclusive, foi a responsável pela introdução de modernos processos de panificação.
Já no Brasil, o pão ficou conhecido somente no século XIX, cujo consumo e venda teve sua atividade expandida pela chegada dos imigrantes italianos, antes disso, consumia-se o biju.

E se as reformas de Temer fossem na sua casa?

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UBES lança vídeo impactante sobre as Reformas trabalhista, da Previdência e do Ensino Médio

“O país precisa de reformas, como a casa da gente.” Esta costuma ser o argumento dos defensores das medidas do governo Temer para retirar direitos da população.
Novo vídeo divulgado pela UBES nesta sexta (7/7) explica, de forma simples, direta e impactante, como seria esta comparação.
Assista e não esqueça de compartilhar nas suas redes!
Também nesta semana, a Diretoria Executiva da UBES definiu força total na luta contra reformas, pela saída de Michel Temer e por eleições diretas.
Ao longo de todo o ano, os secundaristas têm denunciado os riscos da política de austeridade adotada pelo atual governo. Os estudantes alertam que a reforma trabalhista, a ser votada no Senado na próxima semana, pode colocar os jovens em trabalhos informais e precários, o que dificultaria ainda mais o acesso à aposentadoria. Os jovens acreditam que o projeto de reforma da Previdência na Câmara dos Deputados já distancia o benefício de milhares de brasileiros.
Para completar, os secundaristas ressaltam que as políticas educacionais têm sido deixadas de lado com um emenda constitucional para limitar os investimentos no setor e uma reforma do Ensino Médio que trará ainda mais precarização à escola pública.
Leia também:
UBES

sábado, 8 de julho de 2017

PRESIDENTE DO CPC/RN REÚNE-SE EM CURRAIS NOVOS COM JOVENS CULTURAIS

Da esquerda para direita: Lucas, Marília, Marcos e Eduardo Vasconcelos
Jovens lideranças de CURRAIS NOVOS/RN uni-se para fortalecer o CPC/RN
LUCAS (Produtor de Teatro) e Marília (Defensora do Movimento das Mulheres), ambos reforçam a composição do CPC/RN

Hoje (8) o Presidente do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos se reuniu com jovens talentosos na área de cultura da cidade de Currais Novos, localizada na Região do Seridó Oriental, cujo objetivo foi o de convidar jovens para participarem do Encontro de dirigentes do CPC/RN, que ocorrerá dia 06 de agosto em Nova Cruz e que após alguns minutos de debates, ambos resolveram ingressarem nas fileiras do Movimento Cultural do Estado através das políticas do CPC.

Ambos se juntarão as dezenas de convidados, entre diretores do CPC/RN e artistas culturais na convocação da instituição, que acontecerá dia 06 de agosto em Nova Cruz, cujos objetivos será a sua Assembleia Geral e Encontro de Dirigentes de Diretores do CPC/RN, entre outros assuntos inerentes aos objetivos estatutários.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

“Ser apolítico é uma forma de culpa”: o celebrado documentário sobre a secretária de Goebbels, que “nada viu e de nada sabia”

Publicado na DW.
Por
Estreia no Festival de Cinema de Munique, nesta quarta-feira (06/07), um filme-entrevista sobre uma notável testemunha da era nazista: hoje com 105 anos de idade, Brunhilde Pomsel foi estenógrafa e secretária pessoal de Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda de Adolf Hitler, nos últimos três anos da Segunda Guerra Mundial.
A partir de várias horas de entrevistas, quatro diretores – Christian Krönes, Olaf Müller, Roland Schrotthofer e Florian Weigensamer – montaram um documentário elucidador. A concepção de Ein deutsches Leben (Uma vida alemã) é quase minimalista: em preto e branco, suas longas sequências de diálogo só são interrompidas por breves cenas documentais.
Ao enfocar de forma distanciada uma contemporânea da época nazista que servia em posição subalterna, o resultado é mais convincente do que muitos dos incontáveis e pomposamente encenados programas da TV alemã sobre a Segunda Guerra e o Holocausto. A própria protagonista aprovou, comentando: “É importante, no fim da vida, ser colocada diante do espelho e reconhecer tudo o que se fez errado.”
DW: Brunhilde Pomsel se mostrou imediatamente disposta a participar de Ein deutsches Leben?
Christian Krönes: Nós encontramos a Sra. Pomsel por acaso, no decorrer de uma outra pesquisa. Esse não mais esperado encontro com uma lenda viva foi, então, pretexto para nós arriscarmos a tentativa. Quando começamos a rodar, ela estava com 101 anos. Nós sabíamos que não íamos ter muito tempo mais, mas queríamos fazer esse filme de todo jeito.
Como transcorreram os preparativos e a filmagem?
CK: Levou um tempo para ela relaxar, pois ela tinha tido experiências muito ruins com a mídia, que apresentou a história dela e as entrevistas de forma muito abreviada. Levou algum tempo para convencê-la. Quando ela estava pronta, aí enfrentou com grande concentração e disciplina os trabalhos de rodagem, certamente muito cansativos para ela. Foi realmente a primeira vez que se abriu de forma abrangente.
O espectador tem a impressão de que a Sra. Pomsel se expressa e também reflete com honestidade. Vocês também tiveram essa sensação durante as gravações?
CK: Não acredito que ela tivesse recalcado os fatos. Ela certamente refletiu. Ela também participa muito dos acontecimentos atuais, reflete sobre o presente, sobre a própria vida. Sem dúvida, na narrativa dela há fórmulas de expressão que se repetem. Com certeza ainda há um detalhe ou outro, uma história ou outra, que ela não nos contou e que nunca contou.
Por outro lado, de certa forma ela fez uma confissão sobre a própria vida. Quando lhe mostramos o filme, de que gostou muito, ela pronunciou uma frase francamente admirável: como é importante, no fim da vida, ser colocada diante do espelho e reconhecer tudo o que se fez errado.
Ela oscila entre “rechaçar a culpa” e “confessar”. Isso ainda é o reflexo do comportamento de muitos após a Segunda Guerra?
CK: Acho que a Sra. Pomsel é representativa de milhões de outras pessoas, de milhões de colaboradores passivos que tornaram possível esse sistema. Isso é provavelmente o aspecto que torna esse filme histórico, esse documento da história recente, tão interessante para o presente. O filme conta sobre uma sociedade funcional que sai dos eixos: crise econômica mundial, desemprego, ascensão dos nacional-socialistas – menos de uma década mais tarde, isso desemboca na maior catástrofe da história da humanidade.
No presente estamos, de certa maneira, numa situação muito semelhante, o que torna o filme moderno e atemporal. Superamos uma crise econômica e somos atingidos por uma onda de refugiados. Por toda a Europa, os partidos de direita se fortalecem. O problemático é que não é apenas um país, como a Alemanha naquela época, mas desta vez é o continente europeu como um todo que de certa maneira vai resvalando para a direita.
Uma cena mostra a Sra. Pomsel reagindo de forma emocional, que é quando ela fala da morte dos filhos de Goebbels. Em relação às outras vítimas, ou seja, judeus, civis, etc., a reação dela é menos emocional. O que isso revela?
Florian Weigensamer: Há ainda uma segunda cena, que trata de Sophie Scholl e da resistência. Pomsel diz: “Esses pobres jovens, executados por causa de um panfleto…” Ambas as cenas demonstram muito bem, acho, que para a Sra. Pomsel o que estava em jogo eram sempre as emoções pessoais, e nunca o “estar acima dos fatos”, o panorama político global. Isso, ela nunca viu.
Ela tem pena dos dois pobres jovens executados por causa de um panfleto: “Se eles tivessem ficado de boca fechada, estariam vivos até hoje.” Em si, isso é uma constatação absurda, mas que, no mundo dela, tem lógica. Pois ela só se importa com essas duas pessoas. E, como com os filhos de Goebbels, o que conta para ela são apenas as emoções pessoais: “As pobres criancinhas…” Para ela, todo o desvario em volta não conta.
Vamos falar de estética cinematográfica: vocês trabalham em preto e branco e sem comentários, e inserem apenas breves documentários entre os blocos de entrevistas, filmes de propaganda nazista ou rodados pelos Aliados logo após a libertação dos campos de concentração.
CK: O tema em questão é atemporal. Nós queríamos experimentar lhe dar uma estética também atemporal. Nós optamos pela variante em preto e branco, que dá esse caráter; mediante a situação de estúdio, nós situamos Brunhilde Pomsel fora do espaço e do tempo.
FW: O material de arquivo não se pode comentar: em si, ele já é propaganda. Intervir novamente aí seria propaganda ao quadrado, disfarçada de material histórico. Nós queríamos deixá-lo intencionalmente dessa forma, sem música, sem cortes, sem a nossa intervenção. Queríamos caracterizar o material pela finalidade para que foi produzido. Aí, ele conta uma história diferente da que se costuma ver nos especiais de televisão.
Se bem que não se trata só de propaganda nazista: também as sequências registradas por americanos e russos depois da libertação são mostradas sem comentários. Por quê?
FW: É claro que, de certo modo, é para ser também um contraponto à visão da Sra. Pomsel sobre essa época. “Ah, meu Deus, os judeus… Eu nem percebi nada… os campos de concentração…” Então é simplesmente preciso mostrar o que foi e que era perfeitamente possível saber, sim, se se quisesse, e se tivesse visto essas imagens.
Essa é a única acusação e a única culpa que ela carrega. Olhar para o lado é culpa, sim, e ser apolítico já é culpa suficiente. A intenção não foi desmascará-la como nazista. Isso ela decerto não era. Ela só era desinteressada – e isso é, justamente, uma forma de culpa.

Em defesa da Universidade Pública

Governo ilegítimo de Temer quer interromper o financiamento público das Instituições Federais de Ensino
Com o processo de golpe parlamentar-jurídico-midiático que ocorre há pouco mais de um ano no Brasil, se extinguiram todos os espaços de negociação, por parte do executivo federal, com a FASUBRA e com diversas outras entidades que representam a classe trabalhadora.
Durante o período, de intensificação dos ataques aos direitos sociais, o governo ilegítimo avançou na construção de uma política direta de privatização das Universidades Federais, através da Emenda Constitucional nº 95/2016 combinada com o incentivo à adoção de políticas de cobrança de mensalidades para cursos de pós-graduação Lato Sensu, que ganhou força após decisão do STF.
Além disso, tomamos conhecimento através de uma mensagem eletrônica enviada pelo Secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, para os membros do Conselho Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) de mais um novo ataque a educação superior pública no país, que se traduz na proposta do Ministério da Educação e do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, de retirar do orçamento público mantido pelo tesouro os valores referentes à verbas extra orçamentárias eventualmente arrecadadas pelas universidades.
Repudiamos essa proposição política por parte do Governo, uma vez que esta medida apresenta duas perspectivas: a primeira é de conduzir as Universidades Públicas a buscarem recursos próprios, para além dos limitados recursos financeiros previstos pelo Orçamento Geral da União, na esfera pública e privada, de modo que tal perspectiva conduza, de forma avassaladora, as Universidades para o caminho da sua mercantilização de sua estrutura.
A segunda perspectiva é de que qualquer aumento no orçamento de custeio das Universidades Públicas oriundo do crescimento de receitas próprias passe a suplantar os recursos advindos do Tesouro Nacional, sinalizando a redução do compromisso do orçamento na provisão de recursos para as Universidades Públicas. Na prática, quaisquer recursos de receitas próprias passarão a ser subtraídos do que está previsto pela Lei Orçamentária e não mais serão recursos suplementares.


Se as trabalhadoras e trabalhadores técnicos administrativos em educação não se mobilizarem contra esse retrocesso, as Universidades Públicas serão totalmente desconfiguradas em pouco tempo. Nesse sentido, apresentamos duas orientações para as entidades de base filiadas à FASUBRA:
  1. Realizar articulações entre as Entidades Sindicais Filiadas à FASUBRA, Seções Sindicais das/dos Docentes, Diretórios Centrais dos Estudantes, Centros e Diretórios Acadêmicos, Associação de Pós-Graduandos; visando construir uma Assembleia Universitária para debater as questões referentes ao financiamento das Instituições Federais de Ensino Público, defendendo o financiamento estatal para a manutenção e desenvolvimento das instituições.
  2. Que as entidades sindicais da base da FASUBRA organizem no dia 3 de agosto, o dia nacional de paralisação em defesa da Universidade Pública, protocolando junto às reitorias documento solicitando apoio de cada reitor e reitora junto à ANDIFES, buscando a abertura de negociação com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, tendo como eixo central: Defesa da manutenção do financiamento público e estatal das Instituições Públicas de Ensino Superior e Campanha Salarial.
A FASUBRA Sindical apresentará ao ANDES-SN, SINASEFE, e UNE proposta de articular uma ação unificada em Brasília-DF no decorrer do mês de agosto, visando defender o histórico caráter público das Instituições Públicas de Ensino Superior, com o estabelecimento de uma mesa de negociação com o Governo. Além disso, enviará uma proposta de texto a ser utilizado pelas entidades filiadas durante o dia nacional de paralisação em defesa da Universidade Pública, para que tenhamos condições de estabelecer uma intervenção unificada nacionalmente.
São inúmeros os ataques aos nossos direitos e ao nosso futuro. No decorrer dos meses de Julho e Agosto, além de lutarmos contra a terceirização e contra a Reforma da Previdência e Trabalhista, precisaremos também intensificar a nossa luta em defesa da sobrevivência das Instituições Federais de Ensino do país.
Direção Nacional da FASUBRA
7 de Julho de 2017
Agenda
11 de Julho – Dia Nacional de Lutas contra a Reforma Trabalhista
12 a 17 de Julho – Período de articulação com os segmentos da Comunidade Acadêmica (Entidades Sindicais Filiadas à FASUBRA, Seções Sindicais das/dos Docentes, DCEs, APGs) para a construção de uma Assembleia Universitária para debater as questões referentes ao financiamento público das Instituições Federais de Ensino.
18 a 28 de Julho – Período de realização de Assembleias das entidades para construção do dia nacional de paralisação em defesa das Instituições Federais de Ensino.
18 a 28 de Julho – Período de realização de Assembleias Universitárias.
3 de Agosto – Dia Nacional de Paralisação em Defesa da Universidade Pública, com ações nas reitorias
Protocolar documento para as/os reitoras/es, que tenha o teor de solicitar a ANDIFES que pressione o Governo Federal para realizar reuniões com as entidades da educação para tratar do financiamento público das Instituições Públicas de Ensino Superior e da Campanha Salarial.
2ª Quinzena de Agosto – Ação em Brasília em defesa da Universidade Pública em conjunto com as entidades da educação (Data ainda a definir)
Fonte: FASUBRA

UBES convoca 16º Coneg e define próximos passos

Em reunião nesta terça (4/7), diretoria definiu data do próximo Conselho Nacional de Entidades Gerais em setembro e reafirmou força total por “Diretas Já”.

A diretoria executiva da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, composta por jovens de vários estados, se reuniu na sede da entidade em São Paulo nesta terça-feira, 4/7, para traçar os próximos passos da UBES. Prepare-se: entre as principais definições, ficou agendado para 8 e 9 de setembro o 16° Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg). Também está definida a realização de um Encontro de Mulheres Estudantes no dia 7 de setembro.
No final, a diretoria preparou em conjunto uma nota unitária sobre as definições do encontro, que pode ser lida aqui.

Diretas Já e Se Liga, 16

Ao analisar o contexto nacional e sua gestão na UBES, os jovens destacaram que as lutas mais importantes atualmente são contra as reformas impostas por Michel Temer e por eleições diretas e que, por isso, as atividades dos secundaristas estarão a serviço destas bandeiras.
Neste sentido, ficou definido ainda que o movimento secundarista vai resgatar a campanha “Se Liga, 16”, criada inicialmente durante a campanha pelas eleições diretas em 1984, para estimular que a juventude tire seu título de eleitor.
A nota explica: “A participação da juventude na política é fundamental. Os jovens sempre tiveram protagonismo na luta do nosso povo e, mais uma vez, devemos ousar e usar do ‘Se Liga 16’ para impulsionar a discussão sobre a importância do voto”.

Fórum Popular de Educação

Durante a reunião, que foi transmitida ao vivo, os estudantes falaram muito sobre como as políticas de Michel Temer desvalorizam uma educação pública de qualidade e gratuita. Para eles, a atuação da juventude é fundamental para inverter a lógica das prioridades nacionais, como no caso das ocupações de escolas contra a reforma do Ensino Médio e contra o congelamento do orçamento.
Também foi um tema discutido a atual falta de democracia dentro do Fórum Nacional de Educação, até então composto pela UBES e diversas outras entidades para construir políticas educacionais. Depois da portaria 577/17 do Ministério da Educação, que retira entidades deste grupo, ss estudantes sinalizaram para esvaziar o fórum e construir um novo espaço, o Fórum Nacional Popular de Educação. Dentro desta esfera os secundaristas estarão engajados pela realização de uma Conferência Nacional Popular de Educação, de fato democrática.

Saiba mais: o que é o Coneg?

O Conselho Nacional de Entidades Gerais é um fórum organizado anualmente para reunir representantes das uniões secundaristas municipais e estaduais. Além de promover discussão, troca de experiências, conhecimentos e pautas comuns dos líderes secundaristas do Brasil todo, o Coneg prepara e convoca o Congresso da UBES, no qual a nova diretoria é eleita.
A participação é aberta a qualquer estudante do ensino fundamental, médio, técnico e pré-vestibular. O cadastramento deve acontecer no dia 31 de agosto e logo o site da UBES trará mais informações.
Fonte: UBES