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Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Preconceito e estereótipo- Diferenças entre Racismo, Preconceito, Estereótipo e Discriminação.


O Ministério do trabalho lançou um documento chamado: " Brasil, Gênero e Raça" em que distingue.

Para cada atitude há um conceito racional e cognitivo – crenças e ideias, valores afetivos associados de sentimentos e emoções que, por sua vez, levam a uma série de tendências comportamentais: predisposições.

Se liga: A atitude é cognitivo, um afetivo e um comportamental: 

A cognição – o termo atitude é sempre empregado com referência à um objeto. Toma-se uma atitude em relação a que? Este objeto pode ser uma abstração, uma pessoa, um grupo ou uma instituição social.

o afeto – é um valor que pode gerar sentimentos positivos, que, por sua vez, gera uma atitude positiva; ou gerar sentimentos negativos que pode gerar atitudes negativas.
o comportamento – a predisposição : sentimentos positivos levam à aproximação; e negativos, ao esquivamento ou escape.

Dessa forma, entende-se o PRECONCEITO como uma atitude negativa que um indivíduo está predisposto a sentir, pensar, e conduzir-se em relação a determinado grupo de uma forma negativa previsível.

CARACTERÍSTICAS DO PRECONCEITO:

É um fenômeno histórico e difuso;
A sua intensidade leva a uma justificativa e legitimização de seus atos;
Há grande sentimento de impotência ao se tentar mudar alguém com forte preconceito.
Vemos nos outros e raramente em nós mesmos.

EU SOU EXCÊNTRICO, VOCÊ É LOUCO!

Eu sou brilhante; você é tagarela; ele é bêbado.
Eu sou bonito; você tem boas feições; ela não tem boa aparência.
Eu sou exigente; você é nervoso; ele é uma velha.
Eu reconsiderei; você mudou de opinião; ele voltou atrás na palavra dada.
Eu tenho em volta de mim algo de sutil, misterioso, de fragrância do oriente; você exagerou no perfume e ele cheira mal.

CAUSAS DO PRECONCEITO:

Assim como as atitudes em geral, o preconceito tem três componentes: crenças; sentimentos e tendências comportamentais. Crenças preconceituosas são sempre estereótipos negativos.

Segundo Allport (1954) o preconceito é o resultado das frustrações das pessoas, que, em determinadas circunstâncias, podem se transformar em raiva e hostilidade. As pessoas que se sentem exploradas e oprimidas freqentemente não podem manifestar sua raiva contra um alvo identificável ou adequado; assim, deslocam sua hostilidade para aqueles que estão ainda mais “baixo”na escala social. O resultado é o preconceito e a discriminação.

Já para Adorno (1950), a fonte do preconceito é uma personalidade autoritária ou intolerante. Pessoas autoritárias tendem a ser rigidamente convencionais. Partidárias do seguimento às normas e do respeito à tradição, elas são hostis com aqueles que desafiam as regras sociais. Respeitam a autoridade e submetem-se a ela, bem como se preocupam com o poder da resistência. Ao olhar para o mundo através de uma lente de categorias rígidas, elas não acreditam na natureza humana, temendo e rejeitando todos os grupos sociais aos quais não pertencem, assim, como suspeitam deles. O preconceito é uma manifestação de sua desconfiança e suspeita.

 "Os seres humanos são “avarentos cognitivos” que tentam simplificar e organizar seu pensamento social o máximo possível. A simplificação exagerada leva a pensamentos equivocados, estereotipados, preconceito e discriminação".

Além disso, o preconceito e a discriminação podem ter suas origens nas tentativas que as pessoas fazem para se conformar(conformidade social). Se nos relacionamos com pessoas que expressam preconceitos, é mais provável que as aceitemos do que resistamos a elas. As pressões para a conformidade social ajudam a explicar porque as crianças absorvem de maneira rápida os preconceitos e seus pais e colegas muito antes de formar suas próprias crenças e opiniões com base na experiência. A pressão dos colegas muitas vezes torna “legal” ou aceitável a expressão de determinadas visões tendenciosas – em vez de mostrar tolerância aos membros de outros grupos sociais.

REDUÇÃO DO PRECONCEITO: 

A convivência, através de uma atitude comunitária é, talvez, a forma mais adequada de se reduzir o preconceito.

COMO FUNCIONA O ESTEREÓTIPO:  É um conjunto de características presumidamente partilhadas por todos os membros de uma categoria social. É um esquema simplista mas mantido de maneira muito intensa e que não se baseia necessariamente em muita experiência direta. Pode envolver praticamente qualquer aspecto distintivo de uma pessoa – idade, raça, sexo, profissão, local de residência ou grupo ao qual é associada.

Quando nossa primeira impressão sobre uma pessoa é orientada por um estereótipo, tendemos a deduzir coisas sobre a pessoa de maneira seletiva ou imprecisa, perpetuando, assim, nosso estereótipo inicial.

RACISMO:  É a crença na inferioridade nata dos membros de determinados grupos étnicos e raciais. Os racistas acreditam que a inteligência, a engenhosidade, a moralidade e outros traços valorizados são determinados biologicamente e, portanto, não podem ser mudados. O racismo leva ao pensamento ou/ou:ou você é um de nós ou é um deles.

Um afro abraço
Claudia Vitalino

Músicos e gestores questionam Secretaria Estadual de Cultura

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Fruto de articulação social e diálogo com o poder público, o programa Música Minas vive hoje um momento distante de sua vocação. É o que apontam músicos e gestores que participaram da construção do projeto ainda em 2007. As queixas giram em torno da falta de diálogo da Secretaria Estadual de Cultura, atual gestora da iniciativa, e das formas de seleção de projetos beneficiários do edital, que, hoje, destina R$ 700 mil para o programa de intercâmbio cultural, a fim de viabilizar viagens nacionais e internacionais.
“A atual gestão não tem dimensão do programa, que foi um dos mais importantes do Estado durante uma década”, afirma o músico Makely Ka. “Hoje, ele não é um programa vivo. A secretaria dá continuidade às ações mais operacionais, mas não percebe as demandas e não renova mais”, comenta Lailah Gouvea, ex-gestora do projeto pelo Fórum da Música.
Histórico. Parceria entre a sociedade civil e o Estado na organização de uma política pública, o histórico do programa remete aos tempos de Gilberto Gil à frente do Ministério da Cultura a partir de um chamado nacional realizado pelo ministro. “Ele convidou a sociedade a formar o Fórum Nacional da Música. A partir disso, vários fóruns estaduais começaram a ser organizados. Nós, de Minas, reunimos entidades representativas do fazer musical, músicos, produtores, técnicos, jornalistas, pessoas ligadas ao universo da música. Em 2007, criamos o Fórum da Música”, relembra Makely.
Faziam parte do Fórum a Cooperativa da Música, o núcleo Negros da Unidade Consciente (NUC), a Sociedade Independente da Música (SIM), a Associação dos Músicos de Minas Gerais (AMMIG) e o Museu Clube da Esquina.
O Música Minas surgiu, então, a partir da articulação do Fórum, incumbido, pela então secretária de Cultura, Eleonora Santa Rosa, de organizar as demandas do setor. “Logo identificamos a necessidade de uma ação internacional, com editais de intercâmbio e passagens”, conta Makely.
De 2008 a 2014, o programa foi gestado pelo Fórum, que o transformou em uma plataforma centrada na divulgação da música mineira, a partir da participação em eventos e feiras do setor, e na produção de materiais de promoção, como catálogos, coletâneas e documentários, além da viabilização das ações de intercâmbio. “Minas foi o Estado que mais exportou música nesse período”, diz o músico.
O programa se tornou referência pelo protagonismo da sociedade civil na criação de uma política pública em parceria com o poder público e foi exemplo para a construção do Edital de Intercâmbio do Ministério da Cultura. Mas a chave começou a girar, segundo Makely, quando Ana de Holanda entrou no MinC e deu início a uma desarticulação da rede que foi organizada no período de Gil.
Por desentendimentos entre as entidades, denuncias de mau uso do dinheiro público por um beneficiário e também por ausência de assembleias regulares, o programa acabou por ser incorporado à SEC, que faz a gestão do projeto desde 2014.
“O programa se mostrou tão importante que tinha que ser incorporado pela Secretaria de Cultura. O erro foi a forma como deram continuidade ao Música Minas lá dentro, com poucos funcionários, que não dão conta do volume de trabalho. Não tratam o programa com o valor que merece, com a estrutura que merece”, afirma Lailah.
Para o músico e gestor Gabriel Murilo, o modelo de gestão realizado pela sociedade civil fazia com que o programa fosse aprimorado a cada ano, tornando-se mais significativo. “Quando o governo de Estado absorve a gestão e tira a participação do Fórum, as mudanças se tornam pouco proveitosas. Ele foi concebido enquanto programa, um conjunto de ações na perspectiva de internacionalização, circulação, posicionamento da marca Minas Gerais no mundo, formação. E tudo isso acabou e foi esquecido, em desrespeito a uma história construída pela sociedade civil”, afirma.
Lailah, no entanto, faz a ressalva. “O programa está no lugar certo. Ele deve ser gestado pela SEC porque é uma política complementar de Estado, mas a principal perda é não ter planejamento junto com a classe. Antes, novas ações eram pensadas a partir das demandas da classe porque as associações eram representativas. Hoje não existe esse diálogo mais. Os nossos artistas seguem circulando no exterior como resultado do que foi realizado pelo Música Minas na promoção da nossa música. O edital de passagens apenas viabiliza o intercâmbio, mas não promove. Hoje, não há mais participação em feiras, criação de catálogos pra fazer a promoção e divulgação desses músicos”, pontua.
BRASIL CULTURA

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Colapso do HU leva CA da Enfermagem a rasgar diplomas dos médicos Zago e Alckmin


Um grupo de 35 estudantes da Escola de Enfermagem (EE) e um do curso de Terapia Ocupacional (TO-FM) montou acampamento e dormiu no Hospital Universitário (HU) na noite de 30/11 para 1º/12. Na manhã do dia 1º/12, dando continuidade ao chamado “Dormidaço”, eles realizaram um ato de protesto, durante o qual rasgaram e atearam fogo a cartolinas que representavam os diplomas de medicina do reitor M.A. Zago e do governador Geraldo Alckmin (PSDB), principais responsáveis pela situação de colapso do HU.























Antes de rasgar e queimar os “diplomas”, os estudantes leram um curto manifesto, em que declaram sua indignação com as ações da Reitoria de desmonte do HU. “Esse desmonte parte de escolhas políticas mal feitas, deixa desamparada a população da zona oeste e de municipios vizinhos, e é resultado, principalmente, das ações de dois médicos: Zago e Alckmin. Médicos, profissionais de saúde, que deveriam compreender a magnitude de suas escolhas, que deveriam zelar pela saúde e qualidade de vida da população, como parte do juramento que firmaram no recebimento de seus diplomas. Deveriam defender o ensino dos novos profissionais que se formam sob sua gestão, oferecendo e mantendo uma formação de qualidade. Entretanto, o que vemos é o oposto!”
O manifesto repreende duramente a conduta das autoridades frente à situação do HU. “Não há diploma de medicina que justifique as negligências, imperícias e imprudências de uma gestão que deveria possuir raízes nos princípios da saúde e da ética. Por isso, em um ato simbólico, também estamos aqui hoje para rasgar esses diplomas, cujas funções não fazem jus aos que os possuem”.
“Pacientes não morrem apenas na mesa de cirurgia”
Durante o protesto, os estudantes apresentaram um jogral, em que disseram estar em greve desde 14/11, “devido ao fechamento do Pronto Socorro Infantil em novembro”, lembraram que “o Pronto Socorro Adulto também vai fechar” e avisaram que, como não aceitarão calados a precarização da assistência e do ensino, exigem uma negociação. “Queremos contratações via USP!/GOVERNADOR ALCKMIN!/REITOR ZAGO!/Pacientes não morrem apenas na mesa de cirurgia,/Decisões politicas também matam!”, encerra o jogral.
“A ideia era dar visibilidade ao fechamento do PS Adulto, previsto para 11/12”, declarou ao Informativo Adusp o estudante Glauber Almeida, diretor do CA da EE. “Passamos a noite lá, enchemos de cartazes, chamamos a imprensa. Cassamos simbolicamente, rasgamos os diplomas do reitor e do governador e ateamos fogo”.
O professor João Zanetic, em nome do Coletivo Butantã na Luta, manifestou apoio ao “Dormidaço”. Para ele, “é um crime hediondo o que o reitor e o governador estão cometendo contra as vidas que o HU se esforça por salvar”. O professor Waldir Beividas expressou a solidariedade da Diretoria da Adusp aos estudantes.
Fonte: ADUSP

Museu do Futebol sedia o Festival de Cinema de Futebol


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Em dezembro, Encontro de Colecionadores de Camisas de Futebol também faz parte da programação cultural gratuita
O Museu do Futebol, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, é um templo da cultura do futebol no Brasil. Além da sua exposição principal, dedicada à história do esporte bretão que no país ganhou novos traços se tornando uma das nossas principais manifestações culturais, o Museu promove eventos culturais.
Seu auditório e a fachada do Estádio do Pacaembu são palco de uma diversificada programação composta por mais de 30 eventos/ano, como palestras, debates, encontros, sessões de cinema, lançamento de livros, entre outros, todos com a temática do esporte mais popular do planeta.
Em dezembro, aqueles que vieram até o Pacaembu poderão assistir a sessões do CINEfoot, o Festival de Cinema de Futebol, entre os dias 01 e 03/12, com entrada gratuita. Desde sua primeira edição, o Museu é parceiro da iniciativa, que conta com mostras especiais e mostras competitivas, de curta e longa-metragem, nacionais e internacionais. Entre as atrações do Festival no Museu do Futebol estão a Dente de Leite, voltada ao público infanto-juvenil, dias 02 e 03/12, e a sessão de filmes seguida de bate-papo com diretores em homenagem ao futebol feminino.
Foto: Filme – DENTRO DE UM VULCÃO: A ASCENSÃO DO FUTEBOL ISLANDÊS

Também faz parte da programação cultural do último mês do ano o Encontro de Colecionadores de Camisas de Futebol, no dia 09/12, das 10h00 às 17h00, na fachada do Estádio. O evento tem o propósito de reunir desde os colecionadores mais fanáticos a simplesmente apreciadores, incentivar a troca de camisas, estreitar contatos e estimular amizades. Em sua 24ª edição, em parceria com o site Minhas Camisas e o blog naGAVETA, o Encontro faz uma homenagem aos jogos considerados Clássicos Brasileiros.
Foto: Curta Metragem – A CULPA É DO NEYMAR

Outras atividades integrantes da programação cultural de dezembro são: a Abertura do III Soccer Camp Feminino Donas da Rua, promovido pela Mauricio de Sousa Produções e o Pelado Real Futebol Clube, com palestra da atleta Cristiane Rozeira (08/12, das 18h00 às 22h00); a Reunião do MEMOFUT – Grupo de literatura e memória do futebol (09/12, das 09h00 às 13h00)e a Final do Campeonato Paulista de Futebol de Botão (16/12, das 14h00 às 18h00).

PROGRAMAÇÃO CULTURAL DO MUSEU DO FUTEBOL

DEZEMBRO DE 2017

01 a 03 de dezembro

Ação: 8º CINEfoot – Festival de Cinema de Futebol
Local: Auditório do Museu do Futebol (capacidade: 174 lugares + 04 cadeirantes)
Descrição: O Museu do Futebol é um templo da cultura do futebol no Brasil e parceiro do CINEfoot. Desde a primeira edição do Festival, o Museu realiza exibições de filmes e debates no seu auditório, atuando na promoção do CINEfoot em São Paulo.
Este ano, o CINEfoot é realizado pela primeira vez em Niterói, Rio de Janeiro (24 a 29/11), e, em São Paulo, acontece também no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Centro Cultural Espaço Itaú de Cinema e Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), de 04 a 05/12. Em Belo Horizonte, a mostra é realizada de 30/11 a 02/12.
Evento gratuito, não é necessária a inscrição prévia. Entrada sujeita à lotação do auditório. 

08/12 – Sexta-feira

Ação: Abertura do III Soccer Camp Feminino Donas da Rua
Horário: 18h00 às 22h00
Local: Auditório do Museu do Futebol (capacidade: 174 lugares + 04 cadeirantes)
Descrição: Depois do sucesso da primeira edição do Soccer Camp Donas da Rua – oficinas sobre futebol para meninas de 05 a 15 anos –, a Mauricio de Sousa Produções (MSP) e o Pelado Real Futebol Clube se unem novamente para mais uma edição do evento. Os objetivos do Soccer Camp Donas da Rua são levar a conscientização a crianças e adolescentes sobre a importância das práticas esportivas, disseminar valores como disciplina e espírito de equipe, além de difundir o interesse do futebol às meninas brasileiras. Mais informações no site: turmadamonica.uol.com.br. Na abertura, palestra da atleta Cristiane Rozeira sobre sua trajetória no Futebol Feminino. A atacante já atuou em grandes clubes brasileiros, como Corinthians e Santos, e passou pelas maiores ligas do mundo como as dos EUA, Alemanha, Suécia e França, e agora defende o ChangChun Yatai, na China.
Evento gratuito, não é necessária a inscrição prévia.

09/12 – sábado

Ação: 94º Reunião do MEMOFUT – Grupo de literatura e memória do futebol
Local: Auditório do Museu do Futebol (capacidade: 174 lugares + 04 cadeirantes)
Horário: 09h00 às 13h00
Descrição: O Memofut – Grupo de Literatura e Memória do Futebol – abre as suas reuniões para o público interessado em ampliar seus conhecimentos sobre o futebol. Os encontros acontecem em um sábado por mês, sempre no Museu do Futebol, e contam com a presença de personalidades e pensadores do esporte para o debate de temas diversos. Os participantes podem trazer livros, revistas, jornais ou quaisquer artigos e objetos ligados ao futebol.
Evento gratuito, não é necessária a inscrição prévia. Programação da Reunião disponível no site museudofutebol.org.br

Ação: 24º Encontro de Colecionadores de Camisas de Futebol
Horário: 10h00 às 17h00
Local: Fachada do Estádio do Pacaembu, área externa do Museu do Futebol
Descrição: O encontro chega à sua 24ª edição fazendo uma homenagem aos jogos considerados Clássicos Brasileiros. O evento atrai colecionadores de todo Brasil, e é considerado o maior encontro de colecionadores de camisa do país.
O propósito dos encontros é reunir desde os colecionadores mais fanáticos a simplesmente apreciadores, incentivar a troca de camisas, estreitar contatos e estimular amizades.
A realização é em parceria com o site Minhas Camisas (minhascamisas.com.br/wordpress) e o blog naGAVETA (nagaveta.com).
É vedada a comercialização de itens no local. Evento gratuito, não é necessária a inscrição prévia.

16/12 – Sábado

Ação: Final do Campeonato Paulista de Futebol de Botão
Horário: 14h00 às 18h00
Local: Fachada do Estádio do Pacaembu, área externa do Museu do Futebol
Descrição: Em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, o Museu do Futebol vai receber a Final do Campeonato Paulista de Futebol de Botão. Todos estão convidados a prestigiar os atletas desse jogo cultural brasileiro!
Evento gratuito, não é necessária a inscrição prévia.
 A programação completa você confere no site do museu: www.museudofutebol.org.br/agenda

MUSEU DO FUTEBOL

Praça Charles Miller, S/N São Paulo, SP
Funcionamento:
Terça a sexta-feira: 9h00 às 16h00 (permanência até às 17h00)
Sábados, domingos e feriados: 10h00 às 17h00 (permanência até às 18h00).
Ingressos: R$ 10,00 | Meia-entrada: R$ 5,00 | Entrada gratuita aos sábados.
* O Museu não abre às segundas-feiras e nos dias 24, 25 e 31 de dezembro, 01 de janeiro e quarta-feira de cinzas.
*Horários diferenciados de funcionamento em dias de jogos no Estádio do Pacaembu, consulte o site www.museudofutebol.org.br.
*Estacionamento na Praça Charles Miller, sendo necessário o uso de Zona Azul Digital, que pode ser adquirido por meio de aplicativos para celulares ou em postos oficiais. Mais informações no site da Companhia de Engenharia de Tráfego – CET.
Fonte: Brasil Cultura

Exposição com cartas de D. Pedro II no Museu Imperial deve alavancar turismo em Petrópolis

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O acervo de cerca de 300 mil itens do Museu Imperial, em Petrópolis (RJ), ganhou ainda mais relevância com a inauguração, nesta segunda-feira (4), da exposição Missivas Imperiais: cartas de Dom Pedro II. São cinco correspondências originais do último imperador brasileiro, que agora integram o museu, que é referência nacional sobre informações do período monárquico.

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, participou da cerimônia de abertura da exposição e anunciou programação cultural para a cidade fluminense a partir de 2018, em comemoração aos 200 da Independência nacional, a serem completados em 2022. As atividades serão anunciadas em breve e terão como epicentro o Museu Imperial e, consequentemente, a cidade de Petrópolis.

O Museu Imperial é responsável por trazer, todos os anos, milhares de visitantes à cidade serrana, incrementando o turismo e economia locais. Em 2016, a instituição registrou mais de 367 mil visitantes, recorde entre os 30 museus administrados diretamente pelo Instituto Brasileiro de Museu (Ibram), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC).

“Este será mais um atrativo para o museu e para aqueles interessados em visitar ou revisitar o espaço”, declarou o ministro, ao citar o Museu Imperial como a instituição federal mais visitada do País. “As cartas são muito significativas da personalidade, preocupações e até do gosto cultural e artístico de Dom Pedro II e constituem um reforço importante ao acervo”, destacou.

O diretor do Museu Imperial, Maurício Ferreira, explicou que uma das cartas completa um ciclo de correspondências entre o imperador Dom Pedro II e o escritor Sully Prudhomme, primeiro ganhador do Prêmio Nobel de Literatura. Em 1890, Dom Pedro leu em um jornal literário o poema Ato de Felicidade e enviou ao poeta francês uma carta solicitando o poema. A carta de resposta ao imperador já estava no Museu Imperial desde 1948. Agora, a correspondência de solicitação de Dom Pedro II também integra o acervo.
As correspondências doadas ao Museu foram um presente do presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao presidente da República, Michel Temer, durante visita oficial ao país europeu em junho deste ano.

Durante a visita ao Museu, o ministro e demais convidados assistiram à apresentação da artista Rosana Lanzellote, que tocou a Sonata K 141, de Domenico Scarlatti, na espineta – instrumento produzido em 1785 e pertencente ao acervo do museu. O museu tem como sede o antigo Palácio Imperial de Petrópolis, residência de verão do imperador de 1849 a 1889. Ao redor do museu se desenvolveu a cidade fluminense.

Também participaram da cerimônia o presidente do Ibram, Marcelo Araújo, o membro da família imperial Dom Manuel de Orleans e Bragança, o prefeito de Petrópolis, Bernardo Rossi, e a deputada Federal Cristiane Brasil.

Fonte: Brasil Cultura

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA: PREPARE-SE PARA O 10º SNE!

Trazemos aqui algumas informações e dicas para os participantes do 10º Seminário Nacional de Educação (SNE) do SINASEFE que estarão viajando à Santa Maria-RS nos próximos dias.
Temperatura
De acordo com o site Clima Tempo, a previsão do tempo em Santa Maria-RS (sede do 10º SNE) para os dias 7 a 10 de dezembro é de máxima de 33º e mínima de 19º, com chuvas em pelo menos um desses dias.
Coloque em sua mala roupas apropriadas ao clima da cidade!
Notebook
Tanto o Caderno de Textos (com as contribuições das bases que serão apresentadas nos Grupos de Trabalho) quanto a Proposta de Resolução da Pasta de Políticas Educacionais e Culturais (que será debatida na Plenária Final) serão disponibilizadas em pendrive, no formato PDF, aos participantes do 10º SNE.
Leve seu notebook ao evento para visualizar os textos – que já estão disponíveis aqui em nosso hotsite e podem ser impressos por quem preferir eles na forma física!
Participe do 10º SNE
Certificados serão distribuídos ao final do evento aos participantes e aos que apresentarem trabalhos nos GTs. Apenas quem tiver frequência de pelo menos 75% nas atividades do 10º SNE irá receber o certificado de participante.

HISTÓRIA DO SINASEFE: UM SINDICATO UNIFICADO E DE LUTA SEU SURGIMENTO E SUA TRAJETÓRIA

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O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica - SINASEFE surgiu a partir da  Federação Nacional das Associações de Servidores das Escolas Federais de 1º e 2º graus – FENASEFE, no Encontro Nacional das Associações de Servidores das Escolas Federais de 1° e 2° graus, ocorrido na Cidade de Salvador-BA, no dia 11 de novembro de 1988, logo após a aprovação da constituição federal "cidadã" de 1988, que consolidou o direito constitucional de sindicalização aos Servidores Públicos.
Dez anos depois, no Congresso Nacional da categoria, em 11 de novembro de 1998, na cidade de Manaus-AM, a entidade dá um grande passo, oportunizando a sindicalização de todos os trabalhadores e trabalhadoras da Rede Federal de Ensino, lotados nas Instituições de 1º e 2º graus da Educação Básica e passando a se chamar Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional. Neste momento a entidade foi além da sua representação anterior, apenas na área tecnológica e se ampliando enquanto entidade organizativa de todos os trabalhadores da Rede Federal da Educação Básica, Profissional, Científica e Tecnológica. Mudança esta que se manteve e vem ampliando a entidade até os dias de hoje.

PELO QUE LUTAMOS NO SINASEFE

O SINASEFE tem como princípio fundamental a defesa dos interesses da categoria que representa e a luta em defesa da educação pública de qualidade, gratuita e laica, com referência social e em consonância com os interesses da classe trabalhadora. Missão indissociável da liberdade de pensamento como direito inalienável do cidadão e que tem como compromissos desenvolver, organizar e apoiar, nos aspectos políticos, educacionais, econômicos, sociais e culturais, todas as ações que visem às conquistas de melhores condições na educação, de vida e de trabalho para toda a Classe Trabalhadora.

NOSSAS BANDEIRAS E CONQUISTAS

  • Educação Pública, Gratuita, Laica, com Referência Social;
  • Por uma Sociedade sem explorados;
  • Democratização das Instituições Federais de Ensino;
  • Redução da Jornada de Trabalho, sem redução salarial;
  • Reajuste Linear e constante da remuneração não permitindo a redução salarial a partir da corrosão inflacionária;
  • Por uma Carreira Única dos Trabalhadores (as) em Educação;
  • Paridade entre ativos e aposentados;
  • Contra todo tipo de discriminação ou intolerância racial, homofóbica ou de gênero;
  • Autonomia dos Trabalhadores (as) frente ao Estado.
Enfim, o que o SINASEFE tem de mais importante na sua trajetória e na sua própria organização de trabalhadores (as) está no fato de ser um Sindicato Nacional que não divide estes trabalhadores (as) no seu local de trabalho, organizando a Docentes e Técnico-Administrativos, em uma mesma categoria, mantendo as especificidades de cada um, mas sem perder a necessidade da unidade que a Classe Trabalhadora deve construir na luta contra os governos e patrões.

O SINASEFE é Filiado à CSP CONLUTAS - Central Sindical e Popular e à CEA - Confederação dos Educadores Americanos
Fonte: SINASEFE

Urariano Mota: Lampião, o bandido de volta

O artigo de Elise Jasmin hoje na Folha de São Paulo resgata preconceitos que julgávamos mortos no século passado.

Por Urariano Mota
“Guerreiros valentes para uns, brutos sanguinários para outros, os cangaceiros sob o comando de Lampião atuaram de 1922 a 1938, data em que as forças da ordem puseram fim a seu reinado de terror”
Primeiro, terror para quem? Para os agricultores miseráveis? Certamente, não. Segundo, em várias frases a historiadora se mostra como uma pesquisadora que não foi além dos jornais da época. Se ela houvesse pesquisado fora dos registros comuns, se houvesse procurado velhos cangaceiros, veria que os relatos dos sobreviventes se opõem às versões publicadas pelos jornais da época, que geralmente tinham a polícia como principal fonte. O que, pensando bem, não mudou muito. Mas olhem:
“Perseguidos sem trégua durante aproximadamente 20 anos pelas forças da ordem, Lampião e seu bando de cangaceiros atravessaram, devastaram e saquearam o sertão do Nordeste”
O artigo chega a cometer inverdades maiores como esta:
“Lampião, a princípio, é fruto de uma sociedade marcada pela violência, na qual é forte a tradição do banditismo de honra”
Amigos leitores, prestem muita atenção: Serra Talhada, a cidade onde nasceu Lampião, não é o lugar da tradição do banditismo de honra, nem muito menos lugar natural de bandidos. Poderia ser dito que ali, como em todo interior nordestino, era marcante o valor de honra como um patrimônio natural das pessoas. Um valor atrasado em muitos aspectos brutais, era certo, mas que nada tinha a ver com a terra da seca de honestidade, que gerasse bandidos saqueadores.
No entanto, o artigo continua mais aqui:
“Enquanto as forças da ordem não conseguiam agarrar o Rei do Cangaço em seu antro, este último teve o topete de aceitar a oferta do fotógrafo e cameraman Benjamin Abrahão para fazer um filme sobre a atividade de seu bando”  (Negrito deste autor)
Ora, já antes, quando escrevi o artigo “Lampião, bandido de marketing”, em setembro de 2006, pude observar esse engano da historiadora. Ela falava então sobre as imagens de Benjamin Abrahão:
“Estas imagens dos bandidos no auge de sua glória e poder, ao lado das fotos com o jogo cênico de suas mortes, fazem parte desta espetacularização da violência que encontramos nas sociedades modernas. É um fenômeno que vemos se desenvolver especialmente nas grandes cidades atingidas pelo crime organizado. Lampião e seu grupo foram os primeiros a se apropriar deste modo de comunicação, a instrumentalizá-lo, para desafiar seus adversários, impor seu poder e mostrar que seu sistema de valores, a vida que levavam, tinha um sentido para eles.”
Para responder a tamanha viagem, pude escrever que a chamada espetacularização, neologismo em português, mas que bem entendemos como uma mistura de especulação com espetacular, esse fazer da violência um espetáculo não foi uma criação dos bandidos sertanejos em 1936. Eles não são os agentes do espetáculo. As lentes de Benjamin Abrahão, que os filmou, é que fazem o espetacular. Em um filme, isto é básico, o ator não é bem o agente. Quem dirige é quem age. Nas imagens os cangaceiros se mostram, se exibem, mas a direção, o agente, está por trás do que eles fazem e encenam. A pedido, deve-se dizer. Diríamos até, a existência do espetáculo havia sido feita antes por toda a imprensa brasileira. Lampião jamais se declarou ou se julgou o rei do cangaço, por exemplo. Isto foi uma criação da imprensa e do cinema, nos estúdios Vera Cruz. Quem utilizava quem? Quem fazia espetáculo de quem?
Mas agora o bandido voltou:
“À frente de seu bando de cangaceiros, Lampião atacava e arrasava propriedades e vilarejos, extorquia parte da população, introduzindo o rapto em seus métodos crapulosos e jogando sutilmente com os antagonismos de clã entre os potentados locais.
O recurso a uma violência sem limites, à castração, às mutilações, à marcação com ferro em brasa permitiu a Lampião aterrorizar os sertanejos que não o apoiavam e consolidar sua reputação de crueldade”

O vilão sertanejo retorna, cumpre o seu “I’ll be back”
Fonte: BRASIL CULTURA

Wagner Moura lançará filme sobre Marighella

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Wagner Moura sabe que o tema que escolheu para seu primeiro filme como diretor será visto como um manifesto político de um ator associado a uma ideologia de esquerda. Mas ele não se importa, pelo contrário: “A gente tem que sair das cordas e partir para o ataque”, diz.
Produzido pela O2, o filme vai acompanhar a vida de Marighella entre 1964 e 1969, até sua morte por policiais numa emboscada em São Paulo.
“Eu quero que o filme seja um depoimento nosso contra a escrotidão, contra a injustiça, a falácia, a opressão, o golpe. Contra o golpe. Não tem essa de dizer que o filme é imparcial. Meu filme não será imparcial, será um filme sobre quem está resistindo. A esquerda está numa situação difícil, a gente está nas cordas. Os artistas estão ao ponto de ter que dizer que não são pedófilos. A gente tem que sair das cordas e partir para o ataque”, diz o diretor.
Wagner ainda comentou que sofreu alguns boicotes, como o de pessoas que não patrocinaram o filme por tratar de Marighella, de forma explicita, enquanto outros saíram pela tangente: “com certeza toda polarização tende a ser burra. A inteligência mora em algum lugar entre uma coisa e outra, e sou completamente refratário a qualquer tipo de boicote. Mas é natural que a quentura da política norteie que filme ou peça você vai ver. Eu não vi nenhum desses filmes, mas o que eu sei é que o filme da Lava-Jato (“Polícia Federal”) custou R$ 16 milhões, e ninguém sabe de onde veio o dinheiro. Enquanto eu sou chamado de ‘ladrão da Lei Rouanet’, tem uma galera fazendo com mais facilidade seu trabalho. Não estou julgando, nem os conheço e torço para que o filme tenha sido bem-sucedido. Mas esse momento de polarização gera distorções como essa. Tem sido muito difícil para a gente captar por causa do tema, e parece que foi mais fácil para a galera fazer o outro.”
Para ele, o filme é feito sobre e para aqueles que decidiram resistir, não só nos tempos da ditadura, mas inclusive hoje. “Este filme não vai ter nenhum sentido se não representar alguma coisa, sobretudo para as pessoas pelas quais ele lutava. Contar a história de um homem negro que liderou a maior resistência a um poder opressor nos anos 60 não é falar daquela época. É falar do agora”, completa o ator.
Do Portal Vermelho, com informações do Globo

ELE É POTIGUAR E ENTRA PARA A HISTÓRIA!16 anos, negro, nordestino: Pedro Gorki é o novo presidente da UBES

Congresso da maior entidade estudantil secundarista do Brasil terminou neste sábado (2) em Goiânia.

Terminou neste sábado (2), em Goiânia, o 42º Congresso da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), a maior organização estudantil do país ao lado da UNE. Os milhares de estudantes do ensino fundamental, médio, técnico e preparatório escolheram Pedro Gorki, 16 anos, estudante do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, como presidente da entidade pelos próximos dois anos.
A chapa de Pedro, “Secundas Em luta, em defesa da educação e do Brasil” obteve 2.101 votos de um total de 2.513 delegados, representando 83,7% da votação, Também participaram a chapa “Oposição UBES na rua”, que obteve 391 dos votos, contabilizando 15,5%, e “Articulação de Esquerda”, com 21 dos votos, totalizando 0,8% do pleito.
O Congresso da UBES reuniu cerca de 10 mil estudantes do ensino fundamental, médio e técnico do Brasil na capital de Goiás desde a última quarta (29). Foram realizados mais de 10 debates, com mais de 60 convidados das áreas da política, cultura e dos movimentos sociais.
Em uma grande passeata, os estudantes marcaram a sua posição contra a censura nas escolas e o projeto da Escola Sem Partido. A UBES também definiu a oposição da juventude às reformas do governo de Michel Temer e a adesão à greve geral convocada pelas centrais sindicais para o próximo dia 5 de dezembro.
Pedro Gorki durante manifestação pelas ruas de Goiânia


Um menino com o coração nos olhos

Pedro Lucas Gorki, natural de Natal, Rio Grande do Norte, é desses adolescentes que parece sorrir com a mesma frequência que respira. Quando conversa com os outros, quase sempre sobre política, transmite um otimismo improvável para quem vive um dos momentos de maior descrédito da população no futuro do país. Sereno, voz doce e sotaque nordestino, emociona-se facilmente no meio de um assunto e não tem medo de que o interlocutor veja os seus olhos quando as lágrimas chegam. Porém, os que apostam na tese de uma pessoa frágil não sabem que ali na sua frente está um dos principais líderes da ocupação radical de escolas no Brasil nos últimos anos e agora presidente da maior organização de juventude secundarista de toda a América Latina.
Negro, com a idade de apenas 16, nascido em um bairro de pescadores e operários na periferia da capital potiguar, o novo presidente da UBES é um prato cheio para quem busca um cardápio de quebra de expectativas. A idade e o rosto indisfarçável de menino trazem a ideia de alguém ainda inexperiente na vida e na militância. No entanto, Gorki começou – inacreditavelmente – aos sete anos, quando falou em solidariedade às crianças palestinas em um ato de repúdio aos violentos ataques de Israel aos territórios ocupados no Oriente Médio, no ano de 2008. Na mesma época, batizou seu cachorro com o nome de Lênin e juntou-se a uma companheira da mesma idade em um projeto de fundação da União das Crianças Socialistas.
Os pais, embora atuantes no movimento sindical e na política de Natal, enfrentaram o desafio de lidar com a precocidade do filho. Quando Pedro tinha 11, foram chamados ao Colégio Nossa Senhora das Neves para ouvir a preocupação da coordenação com um livro encontrado com o menino. Era “Assim falava Zaratrusta”, do filósofo alemão Friedrich Nietzche. Aos 12, já estava lendo “Casa Grande e Senzala”, do sociólogo brasileiro Gilberto Freyre, falando no microfone durante greves, manifestações e participando ativamente das jornadas de junho de 2013 que mudaram o país. Naquela época, pediu à mãe para ficar acampado na ocupação da Câmara Municipal de Natal, mas o pedido foi negado.
Gorki em marcha contra lei da mordaça

Porém, em 2016, quando tinha 15 e o Brasil começava presenciar a explosão da resistência nas escolas contra o governo Temer, a Reforma do Ensino Médio e o desmonte na educação do país, as ocupações e Pedro iriam finalmente se encontrar. Ele planejou e liderou centenas de outros jovens na tomada do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, a maior instituição do gênero no estado. Em seguida, levou a mesma ação a dezenas de outras escolas da capital e transformou o Rio Grande do Norte em um dos pólos do movimento no país. A ação mais radical ainda estaria por vir: a ocupação da secretaria de Educação do estado, pelos estudantes, que tornou Gorki uma liderança nacional e chamou a atenção dos movimentos de juventude de todo o país. A ocupação durou dez dias e o grupo de Pedro conseguiu pressionar o governador Robinson Faria (PSD), que foi obrigado a se reunir e negociar com os estudantes.
A ocupação trouxe vitórias como a melhoria na rede pública estadual e a reconstrução da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Natal (UMES), que estava desativada. Pedro foi eleito presidente da organização ainda no final de 2016 e, menos de um ano depois, já chegou a presidente da UBES, representando quase 50 milhões de estudantes brasileiros do ensino fundamental, médio, técnico e profissionalizante. “Acredito que a UBES é uma entidade histórica, que completa agora seus 70 anos e que já demonstrou com as ocupações que pode ser uma força capaz de mudar o jogo de forças no Brasil. Este será um novo período de muita luta nas escolas”, promete.
Entre as prioridades de Gorki está o combate à censura nas escolas, à lei da mordaça e projetos como o da Escola Sem Partido: “A sociedade brasileira está cansada e desanimada com tudo o que vem acontecendo. Em um momento assim, infelizmente aparecem projetos autoritários como esse, assim como foi na Alemanha antes do nazismo, na Itália antes do fascismo. Isso precisa ser combatido. A escola que queremos é democrática, transformadora, libertadora”, justifica. Ele também destaca a necessidade de revogar a PEC do congelamento dos investimentos públicos na educação e garantir o acesso dos jovens pobres à universidade.
Camila Lanes passa presidência para Pedro Gorki
Consciente de quem é, da sua cor e de onde veio, Pedro se lembra de apenas um momento quando a mansidão e a calma do seu temperamento ferveram e entornaram o caldo. Com um soco, atingiu um colega de escola que o chamou de “negro imundo”. Chegou a se arrepender, chorar e receber o pedido de desculpas do garoto nos dias seguintes, mas fortaleceu as suas convicções na luta contra o racismo no Brasil. Assumindo a UBES após três meninas na sequência (Manuela Braga, Bárbara Melo e Camila Lanes), ele diz que busca entender cada vez mais as conseqüências do machismo na sociedade e o desafio da igualdade entre os gêneros. Afirma que fará uma gestão com ampla participação feminina e LGBT.
Por incrível que pareça, Pedro ainda é um jovem normal, interessado em se divertir e aproveitar a sua idade. É apaixonado por futebol e torcedor aguerrido do América –RN, que hoje disputa a série D do campeonato brasileiro.Vai ao cinema e também assiste a seriados em casa, é fã de literatura e possui mais livros do que roupas no armário. Na música, gosta de muita coisa, do rock à MPB. Tem como um dos ídolos o cearense Belchior, cuja morte lamentou em 2017. É dele a autoria de uma das frases favoritas de Pedro: “Amar e mudar as coisas me interessa mais.” A partir de hoje, o que interessa a esse menino também interessa ao futuro de toda a juventude Brasil.
Por Artênius Daniel, de Goiânia.
Fotos: Nilmar Lage, Léo Souza e Gui Silva.
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