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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

“Meu amigo Che”, um livro, um medo, um regime

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Por Alberto Villas
Num desses dias, logo cedo, fui na Livraria do Amadeu em busca de um livro que Aretuza me indicara. Éramos cúmplices na luta e tínhamos medo, juntos.
Líamos Eram os Deuses Astronautas e sonhávamos pegar o primeiro foguete com destino à felicidade. Cabo Kennedy ainda era chamado de Canaveral.
Distribuíamos, no recreio, escondido dos professores, um pequeno calendário do ano novo, na certeza de que aquele mil novecentos e sessenta e oito era iria terminar.
Ainda não havia para nós o Festival de Woodstock, sequer o da Ilha de Wigh, mas os Mamas & Papas anunciavam um verão cheio de amor na Califórnia.
O estudante Edson Luís de Lima Souto estava morto na porta do Restaurante Calabouço, caído de susto e de bala. O sangue no chão era vermelho forte, quase bonina.
Os nossos cabelos haviam crescido e florescido caracóis que despertavam em nós um soluço, talvez uma vontade de ficar um pouco mais.
Peguei alguns cruzeiros do meu trabalho na Brasanitas para comprar aquele livro que Aretuza falou. O vendedor embrulhou num pedaço de papel, porque saco plástico ainda não havia. E eu fui-me embora.
Minha casa era uma casa grande onde a gente jantava com os nossos pais, uma mesa farta, feijão, verdura, ternura e paz. Minha mãe acendia uma vela toda noite e pedia: Ó Deus nos salve essa casa santa!
No meu quarto havia uma escrivaninha de madeira de lei onde, nas gavetas, guardava meus diários, meus calendários da UNE, régua, compasso e a minha coleção da revista Fairplay.
Foi ali, numa delas, a segunda à direita, que guardei o livro que trouxe da Livraria do Amadeu, cheirando a novo, uma capa marrom e preta, com o título escrito em vermelho.
O homem ainda sonhava e ir à lua e eu acompanhava nos fascículos da revista Veja, cada capítulo da epopeia no espaço, a conquista definitiva.
O sonho não tinha acabado, mas John Lennon não acreditava mais em Jesus, Buda, IChing, Tarô, Hitler, Elvis, em Zimmerman, acreditava apenas nele. John e Yoko.
Com o meu inglês ruim e um dicionário no colo, eu amava a Rolling Stone tentando decifrar as letras do rock and roll, digerir a macrobiótica e entender o significado do Yin Yang.
Gostava das páginas cor de rosa do Jornal dos Sports, me emocionava com o rosto de Fidel na capa da Realidade e com as manchetes criativas do Sol nas bancas de revista.
Rompíamos com aquelas camisas caretas da Casa José Silva que o meu pai comprava, trocando-as por camisetas coloridas, manchadas de água sanitária.
Mas o medo nos perseguia pelos corredores enormes do Colégio Arnaldo, onde o jogral entoava José porque, afinal de contas, Drummond estudara ali e a festa parecia ter acabado.
A bandeirinha da UNE, feita de pano branco e tinta azul, eu e Aretuza nunca conseguimos uma. Ela bem que tentou conseguir uma pra mim mas nunca conseguiu.
O álbum branco dos Beatles nos contaminava, ouvíamos do início ao fim várias vezes e a canção que mais gostávamos era a mais estranha do long-play: Revolution 9!
Tínhamos um pé ali e outro ainda na infância, com gosto de Cremogema, chuviscos na televisão em preto e branco e Guaraná Champagne Antártica na mesa aos domingos.
Aquele talvez foi o quinto livro que comprei. Já tinha lido Voo Noturno, de Saint Exupéry, O Velho e o Mar, de Hemingway, Agonia e Êxtase, de Irving Stone, além dos Deuses Astronautas.
Comecei a leitura tarde da noite, debaixo do cobertor, escondendo o livro com uma capa falsa das Mais Belas Histórias caso fosse pego em flagrante.
Quando terminei, dei um jeito de escondê-lo bem escondido na gaveta da escrivaninha, entre os números da Fairplay. Ele ficou ali entre Tania Sherer e Cely Ribeiro.
O livro chamava-se Meu Amigo Che, escrito por Ricardo Rojo e, dias depois, proibido pela censura.
*Alberto Villas é jornalista e escritor
Fonte: Carta Capital

SINTEST/UFERSA lança nota em apoio aos servidores da UERN


A coordenação da Seção Sindical se solidariza com os mais de 80 servidores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte que foram demitidos por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), em virtude da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 1241.

Sabemos que essa medida violenta serve como artimanha para tentar justificar a necessidade de enxugamento da folha, pauta defendida pelo Governo Robinson.

No entanto, enxergamos essa medida como mais um ataque à classe trabalhadora e o enfraquecimento do serviço público, que tanto vem sendo penalizada com esse Governo. 

Enquanto isso, os cargos comissionados da Assembleia Legislativa só aumentaram, além das regalias que existem nos outros poderes do Estado, questões amplamente divulgadas na mídia.

O SINTEST/UFERSA externa sua indignação e se solidariza com os colegas que tanto se dedicou em erguer e transformar a UERN em uma instituição que, apesar do grande descaso, é referência no ensino público.

Juntos somos mais fortes

A Direção do SINTEST/UFERSA

Atenciosamente,
Assessoria de Comunicação
Seção Sindical do SINTEST/UFERSA

Mulheres respondem a funk com apologia ao estupro: “É crime”

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“Só surubinha de leve com essas filhas da puta, taca a bebida, depois taca a pica e abandona na rua”, canta MC Diguinho no funk “Surubinha de Leve”, uma das faixas mais ouvidas no Brasil nas plataformas de streaming.

A polêmica em torno da temática da canção, interpretada como uma apologia ao crime de estupro (além de machista), gerou críticas, paródias e denúncias de usuários ao longo do dia nesta quarta-feira (17). Na letra em questão de Diguinho, fala-se claramente sobre uma relação não-consensual com uma mulher bêbada, com o agravante do “depois abandona na rua”.

“Sua música ajuda para que as raízes da cultura do estupro se estendam. Sua música aumenta a misoginia. Sua música aumenta os dados de feminicídio. Sua música machuca um ser humano. Sua música gera um trauma. Sua música gera a próxima desculpa. Sua música tira mais uma. Sua música é baixa ao ponto de me tornar um objeto despejado na rua”, reagiu Yasmin Formiga.
O que era um desabafo pessoal tornou-se uma das “respostas” mais reproduzidas pelos críticos de “Surubinha”, com mais de 127 mil compartilhamentos.
“Essa música é um total desrespeito contra as mulheres! E essa é a nossa resposta pra ela”, fez coro à crítica a dupla Carol e Vitória, responsáveis por publicar no Youtube uma paródia com letras feministas para a música:
“Abusar de mulher é crime, estupro é violência, tira as mãos de cima dela e coloca na consciência. Só um recadinho de leve para quem fala o que quer: não calo a minha voz pra defender uma mulher”.
No início da tarde, por meio de uma nota, o Spotify anunciou a retirada a música da plataforma pela distribuidora. Já a produtora responsável pela carreira de Diguinho, informou que dará uma resposta “nas redes”.
A viralização de “Surubinha de Leve” trouxe à tona, novamente, as questões da objetificação da mulher e da normalização da cultura do estupro que permeia a sociedade brasileira. Não é, por exemplo, a primeira vez que a violência contra a mulher é utilizada levianamente em uma letra de funk. Em 2016, na esteira do estupro coletivo de uma adolescente no Rio de Janeiro, rapidamente emergiram músicas ao estilo “proibidão” que insultavam e descreditavam a vítima. Já “Covardia”, de MC Livinho, tem entre os seus versos “Vou abusar bem dessa mina, toma, toma pica tranquilinha”.
Fonte: Carta Capital

Especialistas descobrem desenho inédito de Van Gogh

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“A descoberta foi confirmada após uma extensa pesquisa realizada pelo museu Van Gogh de estilo, técnica, materiais e procedência do que até agora era um desenho desconhecido da coleção da fundação Van Vlissingen Art”, disse o museu em nota.
A obra, intitulada A Colina de Montmartre com a Pedreira, era investigada desde 2013. O novo desenho apareceu na coleção de Georgina Vermeer, que o comprou em 1917 e conhecia o famoso pintor. O trabalho esteve desaparecido durante anos e foi recuperado pelo neto de Vermeer, em 2013.
Com a descoberta, os especialistas confirmaram a autenticidade de outro desenho que era atribuído a Van Gogh. O trabalho intitulado A Colina de Montmartre, também de 1886, foi inicialmente rejeitado como sendo legítimo do pintor.

“Os dois desenhos são claramente feitos pela mesma mão e o estilo está relacionado com os desenhos modelo que Van Gogh fez pela primeira vez na Antuérpia e depois no estúdio de Cormon em Paris”, afirmou Teio Meedendorp, pesquisador do Museu Van Gogh.
Segundo Meedendorp, os materiais de desenho utilizados também são idênticos e os temas podem ser vinculados às pinturas que o artista fez em Montmartre na primavera e no começo do verão.
“A Colina de Montmartre com a Pedreira” ficará exposta ao público no Museu Singer, localizado na cidade holandesa Laren, até 6 de maio, junto a obras de Monet, Renoir e Picasso como parte de uma exposição de impressionistas, pós-impressionistas e expressionistas.
Desde 1970, quando foi feito o último catálogo de Van Gogh, foram descobertos nove desenhos e sete pinturas do artista holandês.
Fonte: Opera Mundi

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Lei proposta por Orlando Silva reconhece Luiz Gama como herói nacional

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Por Railídia Carvalho
Para o deputado do PCdoB a homenagem é mais do que justa. “Luíz Gama foi fundamental para a libertação dos escravos no Brasil e tem uma história belíssima: nasceu liberto, foi escravizado, conquistou a sua liberdade e fez da sua vida uma missão para libertar outros irmãos negros. Reconhecer a sua trajetória é reafirmar a sua importância e mostrar para as novas gerações esse símbolo do combate à escravidão”, completou.
A poesia de Raul Pompéia descreveu a personalidade de Gama: “E Luís Gama fazia tudo: libertava, consolava, dava conselhos, demandava, sacrificava-se, lutava, exauria-se no próprio ardor, como uma candeia iluminando à custa da própria vida as trevas do desespero daquele povo de infelizes, sem auferir uma sobra de lucro…”
Os “infelizes” eram escravos que buscavam o advogado para conseguir a liberdade. De acordo com o Instituto Luiz Gama, o advogado “usando de sua oratória impecável e seus conhecimentos jurídicos, conseguiu libertar mais de 500 escravos, algumas estimativas falam em 1000 escravos”.
Trajetória
Luiz Gama nasceu no dia 21 de junho de 1830 na Bahia e morreu em São Paulo em 24 de agosto de 1882. Teve o corpo sepultado no cemitério da Consolação, na capital paulista, em um cortejo acompanhado por 3 mil pessoas, segundo informa conteúdo do Instituto Luiz Gama.
Filho de Luiza Mahin, negra livre que teve participação em diversos levantes de escravos, Luis Gama foi vendido como escravo pelo pai e nesta condição, aos 17 anos, foi alfabetizado pelo estudante Antônio Rodrigues de Araújo, que se hospedava na fazenda do comprador de Gama. Após fuga para São Paulo, Luiz Gama atuou na Força Pública e tempos depois, mesmo sendo alvo de preconceitos, assistiu como ouvinte as aulas do Curso de Direito do Largo do São Francisco, atualmente faculdade de direito da Universidade de São Paulo.
Resistência do povo brasileiro

Foi com base no conhecimento adquirido no curso de direito, mesmo inconcluso, que Luiz Gama passou a prestar assistência aos negros escravos. “Quando se tem, no plano simbólico, a figura de Luiz Gama – um homem republicano, um abolicionista que foi escravizado, um jurista e o maior advogado da história desse país -, colocado como Herói da Pátria é um sinal de que a gente ainda pode resistir, que a gente ainda pode manter a Constituição com aquilo que ela tem de mais valioso que é a proteção às minorias, aos trabalhadores e ao povo brasileiro”, declarou Silvio Almeida, presidente do Instituto Luiz Gama. Na ocasião, os PLs de Orlando Silva haviam sido aprovados no Senado.

O deputado completou que “contar a história do Brasil passa por reconhecer os heróis que ajudaram a construir verdadeiramente a nação brasileira”. Na opinião dele, o reconhecimento a Luiz Gama traz um elemento a mais: é também uma forma de combater a discriminação e o racismo, dando exemplo de líderes e referências que ajudarão a formar a consciência antirracista do Brasil. “Luís Gama agora é herói nacional e eu estou muito feliz por ter sido o ‘patrocinador’ dessa iniciativa”, concluiu Orlando.

Saiba quais são os três destinos brasileiros mais procurados no verão

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Os brasileiros devem realizar mais de 74 milhões de viagens até o final do verão no País, em fevereiro, um aumento de 0,8% em comparação com a alta temporada de 2017, de acordo com o Ministério do Turismo.
O principal destino dos brasileiros nesta temporada é a cidade de São Paulo, que deve receber mais de 3 milhões de viagens, de acordo com pesquisa iniciada em dezembro. Na sequência, Florianópolis e Rio de Janeiro, com mais de 2 milhões de viagens cada.
Segundo o empresário e turismólogo, Jefferson Pedrosa Filho, além de movimentar a economia, o turismo tem grande importância para as regiões do País. “O turismo é uma indústria, movimenta os três setores da economia, traz divisas, e movimenta e desenvolve os destinos”, destaca
São Paulo
Arquivo/ Agência Brasil
Mercado Municipal é ponto para visita obrigatória do turista que chega a São Paulo

Sinônimo de negócios e entretenimento não apenas para o Brasil, mas para a América Latina, a cidade de São Paulo é formada por uma população com mais de 70 diferentes nacionalidades e descendências. O sanduíche de mortadela do Mercado Municipal, as compras da Rua 25 de Março, a programação do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e a altura impressionante dos edifícios da Avenida Paulista são apenas alguns dos atrativos para os turistas.
Florianópolis
Divulgação/ Prefeitura de Florianópolis

A ilha encanta pela beleza do verde, pelas possibilidades de trilhas e esportes radicais. Na praia de Jurerê, com mar sem ondas, as festas são durante o dia e durante a noite. No centro histórico, o visitante pode chegar à Catedral de Nossa Senhora do Desterro, criada em 1908. Tradição também se encontra no Mercado Municipal, destino certo para quem quer encontrar o mais variado comércio popular.

Rio de Janeiro
Arquivo/ Agência Brasil
Cristo Redentor pode ser acessado por trem ou por van autorizada

Para explicar o título de “maravilhosa”, a cidade do Rio de Janeiro une belezas naturais, povo acolhedor e passeios para não esquecer. No alto do morro do Corcovado, o Cristo Redentor pode ser acessado por trem ou por vans autorizadas. Inaugurado em 1984, o Sambódromo recebe visitantes o ano inteiro. E o futebol, paixão nacional, leva o turista ao Maracanã, aberto para visitas até quando não há jogos.

Fonte: Governo do Brasil, com informações do Ministério do Turismo e da Prefeitura do Rio de Janeiro

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

PRESIDENTE DA APEOC REBEBEU O PRESIDENTE DO CPC/RN

O Presidente do Sindicato APEOC, Anizio Melo, recebeu na tarde de ontem (terça-feira )(16) a visita do professor e presidente do Centro Potiguar de Cultura do Rio Grande do Norte, Eduardo Vasconcelos. 

Os dirigentes conversaram sobre o documentário que está sendo produzido por Eduardo, abordando a arquitetura antiga das cidades nordestinas e a importância da preservação e do resgate histórico da região. O Sindicato APEOC defende a cultura a apoia produções que promovem a discussão e a reflexão sobre o patrimônio material e imaterial brasileiro.

"Para Eduardo Vasconcelos essa mobilização pelas capitais nordestinas em torno de um tema hiper importante como é a discussão e debate em torno da identidade e história dos prédios históricos brasileiros requer essa afinidade com o presente e as lideranças sindicais e culturais tem se mostrado incansável nessa defesa, garante Eduardo.  Encontrar jovens sindicalistas com essa característica requer consciência própria para o aprofundamento do conhecimento de causa. A APEOC (Sindicato dos Servidores Públicos lotados nas Secretarias de Educação e de Cultura do Estado do Ceará ), faz exatamente esse papel. A união e a força do sindicalismos brasileiro fará e deve fazer essa diferença nesse resgate e preservação da MEMÓRIA BRASILEIRA."

EDUARDO VASCONCELOS REUNI-SE COM LIDERANÇAS SINDICAIS


Eduardo Vasconcelos - CPC/RN é recebido pelo líder sindical e Presidente do SINDICAM/CE

Eduardo Vasconcelos, reuniu-se ontem (16) com o líder sindical, e presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes de Mudanças, Bens e Cargas do Estado do Ceará - SINDICAM-CE, JOSÉ TAVARES, onde após um consciente debate em torno do acervo cultural cearense, Eduardo confessa que a cada contato com pessoas de pensamentos próprios e com conhecimento da causa, FORTALEZA e o CEARÁ só tem a ganhar;

Eduardo vai mais além, o mesmo confessa que a união dos artistas brasileiros e em especial os nordestinos, juntamente com os movimentos sindicais aumentam cada vez a capacidade de transformação na busca e resgate da conservação do patrimônio cultural do povo nordestino, concluiu Eduardo.







10 Melhores Praias do Ceará


Depois das listas das melhores praias da Bahia e do Rio de Janeiro, essa é a vez de tentar falar das melhores praias do Ceará, um dos Estados mais turísticos e belos do litoral do Brasil.
Lembrando que as listas incluem APENAS as praias que nós já conhecemos.
As fotos são de duas viagens que fizemos pelo litoral do Ceará. A primeira foi em 2011 e ficamos apenas em Fortaleza, fazendo passeios de bate-volta. É lógico que ficou gostinho de quero mais e em 2012, voltamos para explorar melhor em 2 semanas de viagem.
No final do post você encontra os links para alguns artigos do blog sobre as praias citadas.
Se você acha que ficou faltando alguma praia, deixe seu comentário. Essa lista pode ser modificada conforme eu vá conhecendo novas praias. As modificações serão indicadas.

As Melhores Praias do Ceará – Top 10 Ceará

Confira uma lista das melhores praias do Estado do Ceará

Seja nas praias com dunas ou naquelas com falésias, jangadas e o verde do mar são uma constante nas praias do Ceará
Antes de começar a lista, uma orientação básica que todo guia turístico irá te passar no Ceará.
O litoral do Estado, ao contrário do resto do país, não se divide em litoral norte e sul. Lá o litoral leste (onde se encontra Canoa Quebrada) tem as falésias como característica principal, enquanto no litoral oeste (com praias menos povoadas, como por exemplo a Praia da Lagoinha) predominam as dunas.
Por isso, resolvemos dividir nossa lista em 3 categorias: litoral leste, litoral oeste e Fortaleza.
Mapa do Litoral do Ceará, veja ampliado no Google Maps

Confira em vídeo do YouTube como são essas que estão entre as melhores praias do Ceará

Salve esse Pinterest para consultar depois
10 Melhores Praias do Ceará
Fonte: viagenscinematograficas.com.br

Literatura de cordel

Literatura de cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome originado em Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. No Nordeste do Brasil, o nome foi herdado (embora o povo chame esta manifestação de folheto), mas a tradição do barbante não perpetuou. Ou seja, o folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.
A história da literatura de cordel começa com o romanceiro luso-holandês da Idade Contemporânea e do Renascimento. O nome cordel está ligado à forma de comercialização desses folhetos em Portugal, onde eram pendurados em cordões, chamados de cordéis. Inicialmente, eles também continham peças de teatro, como as de autoria de Gil Vicente (1465-1536). Foram os portugueses que introduziram o cordel no Brasil desde o início da colonização. Na segunda metade do século XIX começaram as impressões de folhetos brasileiros, com suas características próprias. Os temas incluem fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas , temas religiosos, entre muitos outros. As façanhas do cangaceiro Lampião (Virgulino Ferreira da Silva, 1900-1938) e o suicídio do presidente Getúlio Vargas (1883-1954) são alguns dos assuntos de cordéis que tiveram maior tiragem no passado. Não há limite para a criação de temas dos folhetos. Praticamente todo e qualquer assunto pode virar cordel nas mãos de um poeta competente.
No Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste, sobretudo nos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará. Costumava ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Hoje também se faz presente em outros Estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O cordel hoje é vendido em feiras culturais, casas de cultura, livrarias e nas apresentações dos cordelistas.
Os poetas Leandro Gomes de Barros (1865-1918) e João Martins de Athayde (1880-1959) estão entre os principais autores do passado.
Todavia, este tipo de literatura apresenta vários aspectos interessantes e dignos de destaque:
– As suas gravuras, chamadas xilogravuras, representam um importante espólio do imaginário popular;
– Pelo fato de funcionar como divulgadora da arte do cotidiano, das tradições populares e dos autores locais (lembre-se a vitalidade deste gênero ainda no nordeste do Brasil), a literatura de cordel é de inestimável importância na manutenção das identidades locais e das tradições literárias regionais, contribuindo para a perpetuação do folclore brasileiro;
– Pelo fato de poderem ser lidas em sessões públicas e de atingirem um número elevado de exemplares distribuídos, ajudam na disseminação de hábitos de leitura e lutam contra o analfabetismo;
– A tipologia de assuntos que cobrem, crítica social e política e textos de opinião, elevam a literatura de cordel ao estandarte de obras de teor didático e educativo.
Leia mais em ABLC
Fonte: Wikipédia
Jaqueline Aragão Cordeiro
Fonte: http://coisadecearense.com.br

Conheça as praias que se destacam no verão brasileiro


lha do Mel! Tão doce quanto o nome é a sensação que se tem quando se desembarca neste paraíso do litoral paranaense
Ilha do Mel! Tão doce quanto o nome é a sensação que se tem quando se desembarca neste paraíso do litoral paranaense
Neste período do ano, os estrangeiros chegam para conhecer os principais cartões-postais do Brasil. Os brasileiros também se organizam e vão às praias com a família ou em grupo de amigos.
O Ministério do Turismo destaca as areias de Jericoacoara, no estado do Ceará, e Maragogi, em Alagoas, como alguns dos destinos mais procurados por turistas nas operadoras de viagens da América Latina.
Conheça as cinco praias mais visitadas neste verão.
Jericoacoara (CE)
A 300 km de Fortaleza, a antiga vila de pescadores preserva as ruas de areia e tem protegidas suas dunas douradas, seus mangues e suas lagoas de águas transparentes. A região é vista como uma das melhores do País para os praticantes de esportes náuticos, que chegam em passeios de bugue ou jardineira.
Ricardo Rollo/ MTur
Jericoacoara preserva as ruas de areia e tem protegidas suas dunas douradas

Maragogi (AL)
A 130 km de Maceió e de Recife, Maragogi faz parte da maior Área de Proteção Ambiental (APA) da Marinha do Brasil, a Costa dos Corais. Nas praias, os densos coqueirais, as águas esverdeadas e límpidas, além dos peixes coloridos, são atrativos especiais. Não deixe de visitar as galés, deslumbrantes piscinas naturais que se formam a 6 km das praias.
Lulu Pinheiro/ MTur
Maragogi faz parte da maior Área de Proteção Ambiental (APA) da Marinha do Brasil

Porto de Galinhas (PE)
A 63 km de Recife, o balneário proporciona mergulhos em piscinas naturais com peixes tropicais. O turista pode também se aventurar em trilhas e fazer compras na Vila dos Pescadores. “A região é muito preparada para receber visitantes. Os postos de atendimento e de saúde funcionam 24h”, destaca o agente de viagens Anderson Rodrigues.
Arquivo/ Mtur
Porto de Galinhas proporciona mergulhos em piscinas naturais com peixes tropicais

Ilhéus (BA)
A 310 km de Salvador, a cidade recebe, no verão, grande parte dos turistas em suas praias do Sul. Amplas, encantam com areia fina e clara, cabanas, sombras de coqueiros e boas ondas para surfistas. O acesso é descomplicado, possível tanto com carro particular quanto com transporte público.

Divulgação/ Prefeitura
Ilhéus recebe no verão grande parte dos turistas em suas praias do Sul

Fernando de Noronha (PE)
O arquipélago foi destaque na revista Forbes, uma das mais importantes publicações no exterior, que colocou a Baía dos Porcos como a 6ª melhor praia do mundo. A limitação de visitantes diários e os atrativos da ilha chamam a atenção. Ali, a preservação ambiental é alinhada com o mergulho, o ecoturismo, a contemplação de aves e animais marinhos.
Ricardo Rollo/ MTur
Forbes colocou a Baía dos Porcos como a 6ª melhor praia do mundo

Fonte: Governo do Brasil, com informações do Ministério do Turismo, da Prefeitura de Ilhéus e da Prefeitura de Ipojuca

Campana busca reeditar livros do maior romancista da Amazônia

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Com uma campanha no Catarse a editora quer arrecadar recursos para reeditar os livros “Três Casas e um Rio” e “Os Habitantes”. Ambos os títulos estão há décadas sem novas edições há décadas. A campanha fica no ar entre até dia 31.

Os livros integram o chamado Ciclo do Extremo Norte, conjunto de dez obras do autor que narram o cotidiano do norte do Brasil. Três Casas e um Rio foi lançado em 1958, com capa de Cândido Portinari, e teve outras duas edições, sendo a última em 1994. É o terceiro livro do chamado Ciclo. Esta quarta edição será lançada em comemoração aos 60 anos da primeira.
Nos livros do Ciclo, através da saga do menino Alfredo, o autor, com intensidade narrativa, descreve o horizonte amazônico a partir do contexto humano e geográfico com a riqueza de suas imagens, suas expressões linguísticas típicas, a cultura e, até mesmo, as concepções sociopolíticas. Retrata com plasticidade a existência humilde de personagens que são pequenos proprietários de terra, barqueiros, ribeirinhos, pescadores, vaqueiros, enfim, a matéria humana a que Dalcídio chamava a sua “criaturada do Marajó”.
O autor nasceu em Ponta de Pedras, Ilha do Marajó, e morreu no Rio de Janeiro. Escreveu onze romances, dos quais dez formam o Ciclo do Extremo-Norte. Recebeu com eles o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra, em 1972. Suas obras foram publicadas em Portugal e na Rússia. Colaborou como jornalista e cronista em diversos jornais e revistas regionais e nacionais.
Para colaborar, asse o site da campanha aqui.
Do BRASIL CULTURA

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

A Guerra das Aba Women's Riots


Há uma longa história de ação coletiva por mulheres na Nigéria. Na década de 1910, as mulheres em Agbaja ficaram longe de suas casas por um mês porque achavam que homens estavam matando mulheres grávidas Sua ausência coletiva levou os idosos da aldeia a tomarem medidas para abordar as preocupações das mulheres.Em 1924, 3000 mulheres em Calabar protestaram contra uma ferramenta de mercado exigida pelo governo. No sudoeste da Nigéria, onde ocorreu a Guerra das Mulheres, havia outras organizações femininas, como a Associação de Mulheres do Mercado de LagosPartido das mulheres nigerianas, e União de Mulheres de Abeokuta. Havia também um "elaborado sistema de redes de mercado feminino, que as mulheres Igbo e Ibibio costumavam comunicar informações para organizar a Guerra das Mulheres.

A crise - No sudoeste da Nigéria, onde ocorreu a Guerra das Mulheres, havia outras organizações femininas, como a Associação de Mulheres do Mercado de Lagos, Partido das mulheres nigerianas, e União de Mulheres de Abeokuta. Havia também um "elaborado sistema de redes de mercado feminino,” que as mulheres Igbo e Ibibio costumavam comunicar informações para organizar a Guerra das Mulheres.

A Guerra das mulheres ou Aba Women's Riots foi uma insurreição na Nigéria britânica que ocorreu em novembro de 1929. A revolta começou quando milhares de mulheres Igbo de distrito de Bende, Umuahia e outros lugares no leste da Nigéria viajou para a cidade de Oloko para protestar contra o Chefe de mandado, a quem acusaram de restringir o papel das mulheres no governo. O Aba Women's Riots de 1929, como foi nomeado em registros coloniais britânicos, é mais apropriadamente considerado uma revolta anticolonial estrategicamente executada organizada pelas mulheres para corrigir as questões sociais, políticas, e problemas econômicos. O protesto abrangeu mulheres de seis grupos étnicos (Ibibio, Andoni, Orgoni, Bonny, Opobo, e Igbo) Foi organizado e liderado pelas mulheres rurais das províncias Owerri e Calabar. Durante os eventos, muitos Chefes de mandado foram forçados a renunciar e dezesseis tribunais nativos foram atacados, a maioria dos quais foram destruídos.

O evento passa por muitos nomes diferentes, incluindo (mas não limitado a) Aba Women's Riots of 1929, Guerra das Mulheres Aba, e A Rebelião do mercado feminino de 1929.. Geralmente é referido como "Aba Women's Riots of 1929", porque foi assim que foi nomeado
em registros britânicos Colonial. As mulheres utilizaram técnicas de protesto que eram tradicionais e específicas para suas comunidades, como sentar em um homem e vestindo roupas rituais tradicionais.Enquanto os homens da comunidade entenderam o que essas 

técnicas e táticas significavam, os britânicos não porque eram estranhos. Como tal, o evento pareceu ser "atos loucos por mulheres histéricas", chamando os eventos de tumultos.Os estudiosos argumentaram que chamar o evento "Aba Riots" de politize o "ímpeto feminista", além de enquadrar os eventos através de uma lente colonialista. Uma vez que o evento foi chamado "Ogu Umunwanyi" em Igbo e "Ekong Iban" em Ibibio pelas mulheres locais - o que se traduz em "guerra das mulheres" - as pessoas fizeram um impulso para chamá-lo de "guerra feminina" para levar o evento fora de uma lente colonialista e centrá-lo sobre as mulheres envolvidas.


Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre