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Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Entre o Porto e a estação; cotidiano e cultura dos trabalhadores urbanos de Camocim-CE 1920-1970

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http://www.fortalezanobre.com.br/2012/03/clube-dos-diarios-fatos-historicos.html
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Dando sequência à série "Historiadores de Camocim", destacamos hoje o trabalho de Francisco Pereira da Rocha, com o título: "Cotidiano dos trabalhadors do .

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Desde que comecei a me interessar pela história da minha cidade, aquele monumento defronte à Prefeitura à moda de um obelisco me intrigava.


Por> SANTOS, Carlos Augusto Pereira dos


Resumo:

O presente trabalho discorre sobre o cotidiano e a cultura dos trabalhadores urbanos de Camocim-CE, no período compreendido entre 1920-1970, período este onde a cidade se sustenta nos espaços do trabalho favorecidos pelas atividades de um porto e uma ferrovia. Neste sentido a pesquisa procura compreender as relações sociais existentes neste pequeno universo no interior do Ceará e suas imbricações com o mundo do trabalho. 

Nesta perspectiva são analisados os fatores que favoreceram a construção de uma memória onde o passado da cidade está intimamente imbricado com o auge das atividades porto-ferroviárias. Por outro lado, o declínio destas atividades leva os trabalhadores (estivadores e portuários, principalmente) a desenvolverem outras estratégias de sobrevivência, seja buscando trabalho noutros portos do país, seja se estabelecendo em outras profissões (como os ferroviários, por exemplo) Dentro de uma concepção teórica e metodológica ligada à história social, procurou-se compreender o cotidiano dos trabalhadores em suas motivações políticas, nos conflitos no âmbito dos sindicatos, nos momentos de lazer e nas suas manifestações culturais, assim como nas relações com o patronato. Daí que, neste esforço de pesquisa, pretendeu-se dar uma contribuição e lançar luzes para a compreensão de aspectos relacionados às experiências destes trabalhadores que se consolida a cada dia numa historiografia voltada para o mundo do trabalho

CAMOCIM - CEARÁ, HOJE
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Fontes: http://www.bdtd.ufpe.br/handle/123456789/7088 e Google

Normal É Ser Diferente! Grandes Pequeninos



“Muita gente imaginou que eu estaria chorando pelos corredores, mas a verdade é que eu já lido com essas questões desde que me entendo por gente. Eu não esmoreço.

Tive a sorte de ter pais militantes, que sempre me orientaram a enfrentar o ódio da maneira correta. Fiquei muito feliz com as manifestações de carinho, recebi milhares de e-mails me dando apoio. A minha militância é fazer o meu trabalho bem feito, com carinho e competência. Os preconceituosos ladram, mas a caravana passa! ”

Esse caso só mostra que o preconceito está enraizado em nossa sociedade, e que não vai ser fácil acabar com um preconceito que já vem de anos, e que passa de geração em geração.


Nós devemos definir uma pessoa pelo conhecimento, estudo e atitudes perante nossa sociedade e não descriminar as pessoas por sua etnia, religião ou sexualidade.

Minimizar os efeitos do preconceito seja na subjetividade (brincadeiras), quando nas relações objetivas já é uma forma de descriminação, uma vez que uma das mais eficientes armas pela quais a humanidade realiza a descriminação de si mesma é justamente pelo silêncio do outro ou, pela ridicularizarão da condição do sujeito a ser discriminado.

Fonte:youtube\ http://www.administradores.com.br/artigos/academico

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Teatro renasce em Aracati (CE), restaurado pelo Iphan

Teatro Francisca Clotilde, em Aracati, foi restaurado com recursos do Avançar
Teatro Francisca Clotilde
No interior do Ceará, na cidade histórica de Aracati, um edifício renasce para receber as expressões da arte, transformando a paisagem e marcando a cultura local. É o Teatro Francisca Clotilde, que reabre suas cortinas no próximo dia 26 de janeiro, após passar por uma obra de restauração promovida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 
O Teatro Francisca Clotilde é considerado o primeiro grande equipamento cultural público de Aracati e é o único remanescente dos três teatros que existiam na cidade. A intervenção devolve ao espaço condições plenas para atender às demandas dos grupos teatrais locais, receber turistas e ainda promover a valorização e maior utilização do centro histórico.
Com orçamento de cerca de R$ 2,13 milhões, do programa Avançar, do Governo Federal, a obra de restauração recuperou completamente o edifício do teatro, adequando seu espaço cênico, e contou ainda com a parceria da Prefeitura Municipal de Aracati, que ficou responsável pelo paisagismo e aquisição de novas poltronas. A intervenção também foi acompanhada de ampla pesquisa arqueológica, que encontrou vestígios da ocupação anterior ao teatro e também o primeiro palco ali existente, enterrado a cerca de 1,2 metros de profundidade, e que agora está exposto e aberto à visitação.
A conclusão da intervenção e reabertura do espaço será marcada por uma cerimônia, que contará com a presença do diretor do Departamento de Projetos Especiais do Iphan, Robson de Almeida, do superintendente do Iphan no Ceará, Otacílio Macedo, e do prefeito de Aracati, Bismarck Maia.
O espetáculo não pode parar
Localizado no coração do sítio histórico de Aracati, o Teatro Francisca Clotilde é um edifício do século XVIII, adaptado como equipamento cultural no início do século XX, pelo Círculo Operário São José, que atuou durante décadas junto à classe operária da cidade. Anos mais tarde, o artista plástico aracatiense Hélio Santos batizou o espaço com o nome de Francisca Clotilde, em homenagem à escritora, educadora e jornalista cearense, que participou da campanha abolicionista, e defensora da emancipação feminina. Destinado a apresentações teatrais, o edifício também foi utilizado como cineteatro, e representa, ainda hoje, a grande vocação artística da cidade.
Com o passar do tempo, passou a funcionar em situação precária e sua estrutura começou a se deteriorar. Foi, então, iniciada a campanha O espetáculo não pode parar, em 2007, a fim de sensibilizar a comunidade local e o poder público para a preservação do teatro. No ano seguinte, o edifício foi desapropriado pela Prefeitura Municipal, que realizou obras emergenciais de consolidação e estabilização estrutural e o Iphan assumiu compromisso para elaboração de um projeto de restauro que contemplasse as necessidades do local. Agora, essa é a primeira ação a ser concluída no Ceará pelo programa Avançar.
Focado na retomada de obras em todo o país, o programa do Governo Federal visa oferecer mais crescimento e cidadania para os brasileiros. Até o fim de 2018, o Avançar pretende concluir 7 mil empreendimentos, incluindo obras de infraestrutura logística, energética, defesa, social e urbana e envolvendo todos os ministérios setoriais. O Ministério da Cultura, por meio do Iphan, também integra o programa, com a previsão de investimentos em 61 ações destinadas ao desenvolvimento das cidades históricas brasileiras.
Serviço:
Entrega da restauração do Teatro Francisca Clotilde

Data: 26 de janeiro de 2018
Horário: 18h30
Local: Teatro Francisca Clotilde, Centro Histórico de Aracati (CE)
Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan

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Ancine vai promover produções brasileiras em 29 eventos internacionais

ANCINE

A Ação de Apoio à Participação Brasileira em Eventos de Mercado e Rodadas de Negócios Internacionais, criada na última sexta-feira (12), pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), vai contemplar 29 eventos ao longo de 2018. A nova iniciativa pretende promover a presença de profissionais brasileiros do audiovisual, em representação de empresas produtoras brasileiras, nos principais eventos internacionais do mercado audiovisual.
Serão destinados R$ 800 mil em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) para auxílio financeiro a representantes de produtoras independentes brasileiras, para viabilizar a presença em eventos de mercado e encontros de negócios.
De acordo com o regulamento, podem solicitar apoio os representantes de empresas produtoras brasileiras independentes, registradas na Ancine, que tenham ao menos um Certificado de Produto Brasileiro (CPB) de obra, emitido no prazo de 18 meses anterior ao evento pretendido ou um projeto selecionado pelo FSA nos últimos 24 meses. Cada empresa poderá ser contemplada com, no máximo, três apoios por ano, e não poderá pedir apoio para o mesmo evento por três anos consecutivos.
As solicitações devem ser realizadas no prazo máximo de 45 dias antes do início de cada evento, com exceção expressa apenas para o European Film Market/Festival de Berlim e para o Kidscreen, para os quais a antecedência é de 15 dias.
Fonte: Governo do Brasil, com informações da Ancine 

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

21 de janeiro: Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa



A liberdade de crença religiosa, embora seja um princípio constitucional, ainda é um grande desafio para milhões de brasileiros que professam sua fé...“Infelizmente, a intolerância religiosa ou Racismo Religioso é responsável por mais de 80% dos conflitos existentes hoje no planeta, haja vista os grupos terroristas do Oriente Médio, que hoje atacam em qualquer local do mundo. No Brasil, começou-se uma intolerância contra as religiões de matriz africana, por serem consideradas mais frágeis. 

Se liga: O Estado tem o dever de proteger o pluralismo religioso dentro de seu território, criar as condições materiais para um bom exercício sem problemas dos atos religiosos das distintas religiões, velar pela pureza do princípio de igualdade religiosa, mas deveria manter-se à margem do fato religioso, sem incorporá-lo em sua ideologia

O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro, foi instituído em 2007 pela Lei nº 11.635. A data rememora o dia do falecimento da Iyalorixá Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum (BA), vítima de intolerância por ser praticante de religião de matriz africana.


"A sacerdotisa foi acusada de charlatanismo, sua casa foi invadido e depredado por um grupo de fundamentalistas cristãos. O violento ataque ao terreiro acabou provocando a morte de Mãe Gilda poucos dias depois, vítima de infarto. Ela faleceu no dia 21 de janeiro de 2000, vítima de infarto".
-Apenas em 2016, a ouvidoria da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) recebeu cerca de 64 denúncias de intolerância religiosa. Em 2015, foram 61 casos. Em 2014, 24 registros. No ano 2013, 49 ocorrências. E em 2012, foram 27. 

No contexto brasileiro, onde a compreensão da intolerância religiosa ainda é incipiente e onde, justamente por conta da racismo, alguns segmentos religiosos não têm credibilidade, a denúncia é minimizada, a investigação tende a ser pouco profícua e apuração dos casos é inconsistente a ineficiência ou boa vontade dos órgãos, a falta de acolhimento e a situação de intolerância religiosa em si acabam por provocar uma sensação de impotência e desconfiança nas vítimas, de insegurança e vulnerabilidade social, pois não há garantias de proteção, nem mesmo de apuração e punição eficiente dos casos. Isso tem levado as pessoas a episódios de depressão em diversos níveis, tudo em razão da intolerância religiosa

Racismo religioso esse é o retrato da intolerância no Brasil
O mito da democracia racial tenta esconder as diversas formas do racismo no Brasil e uma 
delas tem relação com as religiões de matriz africana, uma das formas de resistência do povo negro trazido nos navios negreiros. Além da imensa desigualdade social que atinge em especial o povo pobre, negro e indígena, quem professa o Candomblé ou Umbanda sofre discriminação e atos de violência das mais variadas formas. Nem mesmo as crianças e adolescentes são poupadas. Vestir uma roupa que identifica sua religião é motivo de deboche, bullying, chegando até mesmo a agressões físicas, bem como casos de proibição de frequentar aulas nas escolas públicas.


A criminalização das religiões de matriz africana é anterior a primeira metade do século XX, quando cerca de 200 objetos sagrados foram apreendidos pela polícia civil e se encontram no seu Museu até hoje. A campanha Liberte Nosso Sagrado é uma campanha conjunta do movimento negro, das lideranças religiosas da Umbanda e do Candomblé, pesquisadores e do mandato coletivo Flávio Serafini, que tem como propósito a realocação desses objetos sagrados. A campanha defende que esse acervo sagrado e histórico de matriz africana deve ser realocado em um museu em que a guarda seja compartilhada com as lideranças religiosas e acessível aos pesquisadores.

Frente a todos esses acontecimentos, foi criada a Comissão Especial de Liberdade Religiosa, uma iniciativa da sociedade civil organizada e a OAB, sob a portaria 195/2017.


Projeto de Lei nº 128 / 2015 – Cria o Estatuto Estadual da Liberdade Religiosa
CRFB – Dos Direitos e Garantias Fundamentais
Decreto Lei nº 2.848 – Código Penal
Conselho Nacional de Segurança Pública – Recomendação
Lei Federal nº 7.716 – Define os Crimes Resultantes de Preconceito
Lei Federal nº 12. 288 – Institui o Estatuto da Igualdade Racial
Lei Federal nº 11.635 – Institui o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa
Lei Federal nº 9.982 – Dispõe Sobre a Prestação de Assistência Religiosa
Lei Federal nº 8.213 – Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social
Lei Federal nº 4.898 – Regula o Direito de Representação nos Casos de Abuso de Autoridade
Lei Estadual nº 5.931 – Dispõe Sobre a Criação da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância
Lei Estadual nº 6.483 – Dispõe Sobre a Aplicabilidade das Penalidades Administrativas Motivadas pela Prática de Atos de Discriminação

Denúncias- A Ouvidoria Nacional da Igualdade Racial pode ser acionada pelo e-mail ouvidoria@seppir.gov.br e telefone (61) 2025-7000.

Com isso, a comemoração é considerada um marco pela luta ao respeito da diversidade religiosa, pois além de alertar para a discriminação no âmbito religioso, propõe a igualdade 

para professar as diferentes religiões.

 No mesmo dia 21 de janeiro é comemorado o Dia Mundial da Religião


Um afro abraço.
Claudia Vitalino

Fonte: Portal Brasil, com informações da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SDH) e do Ministério da Cultura (MinC)

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

UNE instala sede em Porto Alegre pelo direito de Lula ser candidato

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Por Naira Hofmeister de Porto Alegre
“Vamos repetir um gesto que fizemos em 1961, durante a Legalidade. Entendemos que estamos vivendo um processo de ruptura democrática muito semelhante àquele e defendemos o direito de Lula ser candidato à presidência da República”, explicou a diretora de comunicação da UNE, Nágila Maria, estudante de psicologia da Universidade Federal da Bahia.
Em 1961, diante da renúncia do presidente Jânio Quadros, um movimento se opôs à posse do então vice João Goulart na chefia do Poder Executivo. Jango era uma liderança trabalhista, herdeiro político de Getúlio Vargas e defendia políticas públicas dirigidas aos movimentos sociais. A decisão da UNE de transferir-se para a Capital gaúcha, que concentrava as ações da Campanha da Legalidade sob o comando do então governador Leonel Brizola, ajudou a criar um clima de resistência e postergou o golpe, que chegou três anos mais tarde, em 1964. Em retribuição ao gesto dos estudantes, Jango se tornou o primeiro presidente a visitar a sede da UNE, após sua posse.
Na época, a sede da UNE era no Rio de Janeiro, em uma localidade apelidada de Casa do Poder da Juventude, que foi incendiada e posta abaixo pelo regime militar. Hoje a entidade batalha para reconstruir o espaço, e tem sua sede oficial em São Paulo.
Em 2018, a entidade se mobiliza para que o nome de Lula esteja entre as opções do eleitor na urna eletrônica. A estudante ressalva que a manifestação em apoio a Lula é também um símbolo das “arbitrariedades que vem sendo feitas pela Justiça no país” e cita, além da sentença de Sergio Moro que condenou o ex-presidente a mais de nove anos de cadeia – e que é alvo de críticas de diversos juristas no Brasil – as prisões de reitores das universidades federais de Minas Gerais e de Santa Catarina, este último que acabou em suicídio, entendido pela entidade como resultado da pressão judicial sobre o gestor.
Para o ato, a UNE espera contar inclusive com a presença do então presidente da entidade estudantil, Aldo Arantes, que esteve em Porto Alegre em 61 coordenando a transferência temporária da sede e a participação do movimento na Campanha da Legalidade. “Queremos ter aqui figuras que de fato representem essa história”, acrescenta a dirigente. Estarão presentes também os três membros da Executiva Nacional e cerca de 20 diretores estudantis.
Acampamento dos movimentos sociais

Os dirigentes da UNE que virão a Porto Alegre estarão acampados junto com lideranças e militantes de outros vários movimentos sociais que começam a chegar já no final de semana para prestar apoio à Lula. O local que abrigará o acampamento está distante apenas 500 metros da sede do Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF4), onde acontecerá a sessão de julgamento.

A intenção dos movimentos sociais era acampar no Parque da Harmonia, em frente ao prédio, porém uma decisão judicial de dezembro impediu a concretização da intenção. Este parque, inclusive, estará fechado ao público no dia do julgamento. A instalação do grupo – cerca de 30 mil pessoas, segundo estimativas do movimento – no Anfiteatro Pôr-do-Sol foi acordada após cinco reuniões ocorridas ao longo da semana no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, com integrantes do Gabinete de Gestão Integrada, que reúne forças policiais e de inteligência.
O Ministério Público Federal participou das negociações e celebrou o resultado. “Trata-se de uma construção importante, que foi realizada com respeito aos Movimentos Sociais através do diálogo, garantindo-se a liberdade de manifestação e reunião em espaços públicos de Porto Alegre”, enfatiza o procurador da República.
Os dirigentes sindicais e militantes também estão contentes. “Conquistamos um lugar bem adequado para as nossas atividades”, comemorou o presidente da CUT do Rio Grande do Sul, Claudir Nespolo.
Além de servir como local de acomodação dos militantes que venham de fora, o acampamento dos movimentos sociais sediará a vigília noturna e as manifestações durante a sessão de julgamento de Lula. Espera-se que o ex-presidente esteja na cidade na véspera e participe da marcha que começará na Esquina Democrática no final da tarde, com final no próprio acampamento.
O acampamento deve começar a ser montado no final de semana pelas equipes de infraestrutura do MST. O movimento sem terra, junto com a Via Campesina, chega oficialmente à Capital na segunda-feira pela manhã, em uma marcha que vai percorrer cartões postais da cidade, como a ponte do Guaíba, passar próximo ao Viaduto dos Açorianos e terminar na beira do rio, onde está o Anfiteatro Pôr-do-Sol.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Artes quilombolas estão em exposição no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular

Arte de Quilombola de Oriximiná

Entre florestas, rios e igarapés, as mãos que dão vida ao barro e à castanha guardam memórias de encantamentos e resistência. O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) receberá a exposição “Do Barro e da Castanha: as Artes de Quilombolas de Oriximiná”. A abertura acontece no dia 25 de janeiro, a partir das 17h, na Sala do Artista Popular (SAP). A exposição, que vai até 18 de fevereiro, apresenta as obras de artesãos descendentes de negros escravizados que fugiam e construíam quilombos na região onde está Oriximiná, município no oeste do Pará.
Embora o artesanato em cerâmica fizesse parte durante gerações da rotina dos quilombolas, com a produção de peças como panelas, potes, pratos e outras para sua própria utilização, estes vinham sendo substituídos por industrializados. O Projeto Educação Patrimonial e Ambiental (PEA), desenvolvido pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Mineração Rio do Norte (MRN) junto a essas comunidades, possibilitou o resgate dessa prática, no início dos anos 2000.
O extrativismo da castanha também sempre esteve ligado à história dos quilombolas. Mas foi a parceria entre várias instituições na década de 90, entre elas a Comissão Pró-Índio de São Paulo e a Associação dos Remanescentes de Quilombos de Oriximiná (ARQMO), que possibilitou a participação de quilombolas de várias comunidades em oficinas para transformar os ouriços das castanhas em peças artesanais. O ouriço é o fruto da castanheira, que contém várias amêndoas em seu interior.
Do barro e da castanha, pelas mãos dos quilombolas são gerados potes, conjuntos de café e chá, travessas e outras peças. Todas guardando o traço comum de evocar o imaginário da floresta e dessa história de luta e resistência.
Sobre a Sala do Artista Popular (SAP)
A SAP foi criada em 1983 com o intuito de ser um espaço para difundir a arte popular, trazendo objetos que, por seu simbolismo, tecnologia de confecção ou matéria-prima empregada, revelam o modo de vida das camadas populares. Os artistas expõem seus trabalhos, estipulando livremente o preço e explicando as técnicas envolvidas na confecção. O valor obtido com as vendas vai integralmente para eles.

O catálogo de cada exposição é desenvolvido a partir de pesquisa etnográfica e documentação fotográfica realizada pela equipe do CNFCP. Assim é possível conhecer as relações entre a produção artesanal e o contexto de vida dos artesãos. Desde sua criação já foram realizadas 190 exposições SAP, sendo a dos quilombolas de Oriximiná a 191ª.
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Artes de Quilombolas de Oriximiná


Exposição “Do Barro e da Castanha: as Artes de Quilombolas de Oriximiná"

De 25 de janeiro a 18 de fevereiro
Na Sala do Artista Popular, no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
Endereço: Rua do Catete, 179 - Rio de Janeiro - RJ
Visitação de terça a sexta-feira, das 11h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 15h às 18h.


Entrada franca
Classificação livre

Fonte: IPHAN

Fortaleza do Morro de São Paulo (BA) é entregue à comunidade com modelo de gestão inovador

Fortaleza do Morro de São Paulo

Um dos mais importantes monumentos militares do Brasil, a Fortaleza do Morro de São Paulo, no município de Cairu (BA), foi inaugurada ontem dia 20 de janeiro como espaço aberto à sociedade e ao turismo, contando com locais para exposição, espetáculos teatrais e eventos, de maneira a acolher os visitantes com a infraestrutura e as condições necessárias para que conheçam e valorizem esse rico patrimônio cultural. Após uma extensa obra de restauro, supervisionada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a edificação contará agora com um Plano de Gestão Participativo que tem como objetivo garantir a sustentabilidade no uso do monumento. A edificação foi restaurada com recursos da Lei Rouanet, captados junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) pelo Instituto do Desenvolvimento do Baixo-Sul (IDES), num montante de R$ 14 milhões.
O complexo, cujo projeto é atribuído ao engenheiro militar português Miguel Pereira da Costa, é composto por 600 metros de muralhas e ruínas da construção original e passou por um intenso trabalho de recuperação, restauração e revitalização. Para implementar o uso sustentável do espaço, o projeto para restauro do bem inclui a criação de um Comitê de Governança da Fortaleza do Morro de São Paulo, envolvendo representantes da sociedade civil, trade turístico, além de órgãos públicos como o Iphan, Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), Secretaria Estadual de Turismo, Sebrae, Secretaria do Trabalho, Prefeitura Municipal de Cairu, dentre outros. O objetivo é a elaboração de um Plano de Gestão Participativo que estabeleça reflexões e deliberações em diversas áreas – como comunicação, infraestrutura e segurança – o que fortalecerá uma gestão integrada contínua do monumento, visando colocar o conjunto arquitetônico junto à dinâmica turística, econômica e cultural da região.
O evento que comemora a inauguração da Fortaleza do Morro de São Paulo tem início no dia 20 de janeiro, às 9h, com a cerimônia oficial com a presença da presidente do Iphan, Kátia Bogéa, do governador do Estado, Rui Costa, do prefeito de Cairu, Fernando Antônio dos Santos Brito, além de representantes do BNDES e da gestão da Fortaleza.
O monumento é um Sistema Fortificado tombado pelo Iphan em 1938, pelo seu relevante interesse arquitetônico e histórico para a Bahia e o Brasil. Por sua posição geográfica estratégica, o local já existia na época da Invasão Holandesa e, tempos depois, teve grande importância durante a Independência do Brasil, contribuindo para a libertação da Bahia. O bem concentra parte da rica história da Marinha Imperial do Brasil.
As obras de restauro foram executadas em duas etapas, dada a complexidade das intervenções. A primeira delas correspondeu à elaboração de projetos executivos e complementares, juntamente com a intervenção imediata e emergencial nas muralhas da Fortaleza, cujo estado de conservação oferecia risco iminente de perda de trechos consideráveis do monumento, em decorrência da ação constante das marés, as enxurradas oriundas do morro e, também, do esforço causado pelas raízes da vegetação existente nas suas imediações.
A segunda etapa contemplou a intervenção no restante do monumento, restaurando-o readequando-o aos novos usos propostos, destacando-se a restauração do Portaló, do Corpo da Guarda, do Forte da Ponta e do caminho ao longo da muralha. A intenção é valorizar o passado da região, por meio da implantação de um espaço de educação patrimonial e histórica, fazendo sua ligação com o presente e apontando caminhos para o futuro. O espaço será usado para exposição e comercialização de produtos típicos, impulsionando empreendimentos da economia criativa: artesanato, culinária, entre outros serviços da comunidade artística local. Ao ar livre haverá um anfiteatro (desmontável), dinamizando o calendário de eventos. Serão implantados também um núcleo receptivo turístico logo na entrada do monumento, bem como um pequeno núcleo de apoio aos visitantes.
Serviço
Inauguração da Fortaleza do Morro de São Paulo

Data: 20 de janeiro, às 9h
Município de Cairu
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Adaptado pelo Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN

Desaparecida há 60 anos, imagem de São Nicolau foi devolvida às vésperas do Natal

Imagem recuperada de São Nicolau
São Nicolau
O Natal do povo missioneiro foi mais especial ano passado, com a chegada de um importante personagem da região. A imagem de São Nicolau, desaparecida há 60 anos, será devolvida à sua comunidade, o município de São Nicolau (RS). Com a consultoria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Pontifícia Universidade Católica (PUC/RS) cuidou do restauro da peça sacra, que tem cerca de 300 anos.
Os moradores farão uma procissão para levar o padroeiro da cidade a seu lugar original, a Igreja Matriz de São Nicolau. O cortejo sairá da entrada da cidade nesta sexta-feira, 22 de dezembro.
No início da década de 1960, a escultura foi roubada de dentro da igreja, por um casal. “Dizem aqui que a cidade não cresceu mais porque o Santo não está mais com o povo”, conta Ana Paula Alvarenga, ex-secretária de Turismo da cidade de São Nicolau.  Muitos mitos e histórias foram criados ao redor do fato. 
Em 2016, a imagem foi descoberta em uma escola em Santa Maria (RS). Encontrado com sinais de queimadura, rachaduras e desgaste pela umidade, São Nicolau teve seu manto restaurado e a imagem foi totalmente higienizada. A técnica de recuperação adotada realizou poucas intervenções, a fim preservar as características originais, com suas feições, e manter os sinais que a história lhe proporcionou. 
Acredita-se que foi esculpida pelo artista Giuseppe Brasanelli, escultor e arquiteto italiano que se converteu sacerdote e ingressou na Companhia de Jesus no início do século 18. Em seu ateliê em São Borja, cunhou imagens do barroco jesuíta, que hoje são parte do acervo missioneiro encontrado no Brasil.
Os Sete Povos das Missões

A partir de 1576, a Companhia de Jesus iniciou o seu trabalho de evangelização dos índios Guarani no território conhecido como Os Sete Povos das Missões. O sítio arqueológico de São Nicolau foi a segunda redução jesuítica construída pelos missioneiros, em 1626. 
Construiu-se uma pequena comunidade de quase 3 mil pessoas, com ampla igreja, hospital, casa de padres, e moradias dos indígenas. Ali, nativos e jesuítas se dedicavam aos estudos, à música, ao artesanato, à agricultura, à catequese. O sítio arqueológico de São Nicolau é hoje reconhecido como Patrimônio Cultural do Mercosul.
O santo que virou o Papai Noel
Nascido na Turquia, no século 3, Nicolau foi coroado bispo na cidade de Mira. Herdeiro de grande fortuna decidiu pôr seus bens a serviço dos necessitados. Diz a lenda que, na intenção de ajudar três moças que viviam na pobreza, certa vez, na calada da noite, jogou em sua casa meias cheias de ouro. A história virou tradição e deu origem à mítica da noite de Natal. São Nicolau é o personagem que inspirou a figura do bom velhinho, que faz a alegria das noites natalinas.
Imagem de São Nicolau - busto
Serviço:

Procissão em homenagem a São Nicolau
Data: 22 de dezembro, às 19h
Entrada do município de São Nicolau (RS)

Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan
Fernanda Pereira – fernanda.pereira@iphan.gov.br 
Helena Brandi – helena.brandi@iphan.gov.br
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Adaptado pelo Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN

Centro Histórico de São Luís (MA)

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São Luís (MA)

O centro histórico de São Luís, localizado na ilha de São Luís do Maranhão, na baía de São Marcos, é um exemplo excepcional de cidade colonial portuguesa adaptada às condições climáticas da América do Sul equatorial, e que tem conservado o tecido urbano harmoniosamente integrado ao ambiente que o cerca. A capital foi tombada pelo Iphan em 1974 e inscrita como Patrimônio Mundial em 6 dezembro de 1997. Seu núcleo original, fundado pelos franceses em 1612, foi implantado na cabeça de um península formada na confluência dos rios Bacanga e Anil e caracteriza-se pela arquitetura civil de influência portuguesa, bastante homogênea.
A construção acelerou-se no período de expansão urbana dos séculos XVIII e XIX, obedecendo ao traçado original do ano de 1615, projetado pelo engenheiro português Francisco Frias de Mesquita, após a expulsão dos franceses. A posição geográfica, estratégica e favorável aos empreendimentos exploratórios do novo mundo, a força da natureza, a fertilidade das terras, abundância de águas e a excelência do clima equatorial foram elementos determinantes que despertaram a cobiça das nações europeias por estas terras em um momento histórico de expansão e conquista mundial. Nesse cenário urbano e arquitetônico prevalecem os vínculos entre os elementos materiais e imateriais, caracterizados pelo meio físico e a vivência cultural, que se manifestam em festas e folguedos como o bumba-meu-boi e o tambor de crioula.
Histórico - A região recebeu um assentamento português e espanhol, conhecido como Nossa Senhora de Nazaré, desde 1531. No entanto, a capitania do Maranhão na ilha de Trindade ficou abandonada até que em 1612, Daniel de la Touchev e François de Razily construíram um forte no local como parte da política de criação da “França Equinocial” no Brasil. O novo forte foi chamado Fort Saint-Louis em honra ao rei francês Louis XIII.
Os franceses foram bem recebidos pelas 27 tribos que viviam na ilha, mas por lá ficaram por apenas dois anos. O português Jerônomo Albuquerque os expulsou em 1615, após a batalha de Guaxenduba. No entanto, menos de três décadas depois, o Maranhão foi novamente atacado pelo poder colonial europeu. Emissários de Maurício de Nassau, da Holanda, tomaram posse da cidade em 1641 e lá ficaram até 1643, quando o espírito nativo se reafirmou. O movimento de resistência foi organizado pelo líder local, Muniz Barreto. Ele foi morto durante uma luta contra os invasores holandeses, mas seu sucessor, Teixeira de Melo, manteve a cidade até o retorno dos portugueses.
Já em 1615, quando os franceses haviam sido expulsos, um engenheiro militar, Francisco Frias de Mesquita, visitou São Luís para desenhar planos para as novas defesas do núcleo libertado. Além disso, ele preparou um plano urbanístico, que foi utilizado como guia para a sua expansão e desenvolvimento. O plano urbano teve como base a regularidade geométrica em contraste com o traçado medieval de ruas estreitas e sinuosas aplicado pelos portugueses no Rio de Janeiro, Recife e Olinda.
Pelo fim do século XVII, São Luis teve uma população com cerca de dez mil pessoas, número que aumentou para dezessete mil um século mais tarde. A economia da cidade passou por profundas transformações durante esse período devido a uma série de medidas tomadas pelo Marquês de Pombal, primeiro ministro do rei D. José I. A mais importante dessas medidas foi a introdução de escravos negros e a criação, em 1755, da Companhia Geral de Comércio do Grão Pará e do Maranhão. São Luís e Alcântara, os principais portos da região, foram integrados ao sistema mundial de comércio, exportando arroz, algodão e outros produtos regionais. A riqueza que se seguiu levou a um florescimento cultural em ambas cidades.
Como São Luís se desenvolveu nos séculos XVIII e XIX, as primeiras casas de adobe e palha foram substituídas por estruturas sólidas de pedra e cal, óleo de peixe, madeira e mármore trazido de Portugal. Particularidades adaptadas ao clima úmido tropical foram introduzidas, como as varandas de madeira. A utilização de azulejos para revestimento do exterior se tornou uma das características mais marcantes da arquitetura de São Luís.
Foi a primeira cidade dessa região do Brasil a instalar um sistema de bondes, a criar uma empresa de distribuição de água e de eletricidade, a iluminar as ruas com gás e a ter um sistema telefônico. Sua prosperidade aumentou com a criação de um número de companhias têxteis que deixaram a sua marca na forma de imponentes edifícios industriais. No entanto, no século XX, assistiu a um longo período de estagnação econômica. A expansão caiu em declínio no fim da década de 1920 e a cidade naquele momento se caracterizou no que hoje é identificado como o centro histórico de São Luís. Esse foi, de fato, um fator importante para permitir que a cidade tenha se mantido com as sua estrutura e características históricas.
Patrimônio - O centro histórico de São Luís mantém o seu tecido urbano preservado com todos os elementos que o caracterizam e lhe conferem singularidade, expressos, especialmente, pelas técnicas construtivas utilizadas em adaptação às condições ambientais  e possuindo dimensões adequadas que lhe permitem transmitir a sua importância no contexto do processo de ocupação territorial da região.  Por se tratar de uma cidade histórica viva, pela sua própria natureza, como capital do Estado do Maranhão, a cidade se expandiu, preservando a malha urbana do século XVII e seu conjunto arquitetônico original.
Essa área reúne cerca de quatro mil imóveis que, remanescentes dos séculos XVIII e XIX, possuem proteção estadual e federal. Entre as edificações mais significativas, estão o Palácio dos Leões, a Catedral (antiga Igreja dos Jesuítas), o Convento das Mercês, a Casa das Minas, o Teatro Artur Azevedo, a Casa das Tulhas, a Fábrica de Cânhamo, a Igreja do Carmo, entre outras. A arquitetura histórica de São Luís, por meio do aproveitamento máximo da sombra e da ventilação marítima, prima pela adequação ao clima.
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Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

Dia Nacional de Combate
dia nacional de combate à intolerância religiosaé comemorado anualmente em 21 de janeiro.
A data foi oficializada em 2007 através da Lei n.º 11.635, de 27 de dezembro, e a sua escolha feita em homenagem à Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum, localizado em Salvador.
Esse foi o dia em que ela, vítima do crime de intolerância religiosa, faleceu com um infarto no ano 2000.
Isso aconteceu na sequência de agressões físicas e verbais, bem como de ataques à sua casa e ao seu terreiro quando Mãe Gilda foi acusada de charlatanismo por adeptos de outra religião.
Mãe Gilda tornou-se um símbolo do combate a esse tipo de intolerância especialmente pelo fato de representar religiões de matriz africana. São os praticantes das religiões africanas que representam o maior número de vítimas de intolerância religiosa na atualidade.
Por esse motivo, como forma de combater a intolerância religiosa, surge um dia dedicado ao tema, cujos crimes aumentaram de forma substancial entre 2014 e 2015.
Com isso, a comemoração é considerada um marco pela luta ao respeito da diversidade religiosa, pois além de alertar para a discriminação no âmbito religioso, propõe a igualdade para professar as diferentes religiões.
No mesmo dia 21 de janeiro é comemorado o Dia Mundial da Religião.