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sexta-feira, 27 de abril de 2018

O discurso Odete Roitman: a guerra cultural envenenando o Brasil


Após a grotesca comemoração da prisão do Lula, promovida em larga escala pelo MBL e o cafetão Maroni(dando 9000 latinhas de cerveja) fazendo “performances” grotescas humilhando garotas na porta do prostíbulo Bahamas, com fotos gigantes, na entrada da casa, de Carmem Lúcia e de Moro[1],  pensei em começar este texto com uns versos do Cazuza, que todos já devem estar cantando em suas mentes, tentando liricizar um pouco o momento pelo qual passamos no Brasil. Mas sinto como se tivéssemos cruzado um Rubicão(do GOLPE) após o qual a poesia se tornou impossível. Como após Auschwitz. Estamos de fato sob um Holocausto político e civilizatório nessa República de Saló golpista, que nem os piores pesadelos de Pasolini poderiam prever.
Cazuza ainda era representante de uma geração artística marcada por uma certa hegemonia cultural da esquerda que, expulsa desde 1964 do poder político, construiu uma narrativa crítica, por vezes negativista e sempre avessa ao nacionalismo, como algo “dos milicos”, em seu domínio cultural nos anos 1970/80.
Nos anos 1970/80 a direita governava o Brasil no Golpe, mas deixava para a esquerda espaço de alguma hegemonia cultural no Brasil daqueles anos. Hoje, sob orientação de grupos de interesse norte-americanos, a direita decidiu disputar o espaço cultural por aqui, com consequências assustadoramente tóxicas[2]. Cazuza talvez seja um bom exemplo de um último momento daquela geração. A grande máquina da indústria cultural do Brasil (rede Globo) contratou vários desses representantes culturais como seus artistas. Sobretudo autores vindos do teatro e da esquerda para melhorarem os fraquíssimos roteiros de novelas. Realmente precisa-se de gente escrevendo nessa máquina de salsicha cultural.
Friso este ponto, pois foi numa novela do final dos anos 1980, cuja apresentação tornou-se icônica do período, com uma música do Cazuza cantada por Gal Costa, que localizo um ponto de mutação: esquerda/direita, nacionalismo/internacionalismo, liberalismo político/conservadorismo econômico, na história cultural e política do Brasil. A novela era “Vale Tudo”, escrita por Gilberto Braga, um autor que se declara de esquerda e é assumidamente homossexual. Curiosamente, no ano da novela (1988), a primeira declaração era feita com orgulho e naturalidade; a segunda, sempre com algum desconforto, senão com assombro para muitos. Em alguns círculos hoje parece que a situação se inverteu e a dita novela, defendo aqui, foi um “turning point” neste processo.
As novelas nos anos 1970 ainda respondiam à censura militar. A rede globo servia e trabalhava como uma TV pública do regime[3]. O jornal e a rádio Globo no Rio existiam há tempos, mas a emissora de televisão é fundada um ano após o golpe, em 1965, e pode ser estudada como mais uma das estatais do regime de tão próxima, coesa e financiada pelo Estado sempre foi. Depois do fim do regime militar a Globo conseguiu financiamentos no BNDES com facilidades maiores que de uma empresa pública[4]. A dita “nova direita” finge não ver o que a Globo é: um monopólio. E, desonestamente, chamam de “mercado” tudo o que é de fato capitalismo Monopolista[5], sendo a Globo um excelente exemplo disso. Em face da história de uso de fundos públicos, centralidade estratégica, importância cultural e o perigosíssimo histórico desestabilizador desse Monopólio Oligárquico que é a rede Globo, a definitiva transformação dela numa TV pública não estatal, como é a BBC, é um imperativo inescapável de segurança nacional. Tal pauta precisa se tornar CENTRAL para qualquer governo progressista, nacional/Popular que volte ao Planalto. Sobretudo depois de 2016: fazer da Globo uma BBC do Brasil.
Tal TV, nos anos 1970, era a “TV do regime”, mas parece que hoje o Brasil tem se transformado “no país da Globo”. Houve uma inversão histórica dos sujeitos: nos anos 1960/70 os militares (apoiados por civis, sobretudo pelo judiciário) organizaram pela força uma modernização do Capitalismo Monopolista no Brasil. Sob um EUA ainda em Bretton Woods até 1973, o regime militar foi industrializante até quando permitiram (chegamos a 8ª economia do Mundo capitalista ao fim do governo Geisel, e ouvimos Kissinger nos alertar que os EUA “Não tolerariam outro Japão ao sul do equador”). Parte menos à direita dos militares brasileiros, preocupados com questões de segurança, era industrializante, se compararmos o Brasil dos militares com a Argentina e o Chile após seus golpes. Pinochet e os golpistas argentinos foram pornograficamente anti industriais: literalmente desindustrializaram seus países, para destruir as combativas classes operárias de Argentina e Chile.
O Brasil dos militares não foi anti-indústria. Defendo que se matou nos períodos autoritários bem menos no Brasil do que na Argentina e no Chile (países muito menores em população) justamente pela opção desindustrailizante daquelas ditaduras. Não foi nenhuma questão cultural “weberiana” que fez com que os militares do Brasil matassem menos: isso foi resultado de uma opção econômica do regime. Mas a rede globo sempre defendeu cegamente a agenda liberalóide anti-industrialização para o Brasil, morrendo de inveja de Argentina e Chile dos anos 1976 e 1973(confesso sofrer arrepios escutando as campanhas na TV hoje de que “Agro é Pop”… a República Velha, personificada no bacharel medíocre do Temer, volta como um ataque de zumbis do Thriller do Michael Jackson. Os 1980 anteciparam muito da decadência que vivemos).
A Globo, coerente com sua cartilha de formação Time Life,[6]sempre foi pró imperialismo e anti-industrialização do Brasil. Contudo, sob os militares, tal defesa era contida nos noticiários, como as narrativas mais críticas à nação eram censuradas nas novelas. Lembremos que outra novela icônica, Roque Santeiro, de outro autor vindo da esquerda, Dias Gomes, que usava a pequena cidade fictícia de Asa Branca como metáfora do Brasil, foi proibida de ir ao ar em 1975: passou apenas 10 anos depois. Justamente no ano do fim, oficial, do regime militar.
Busco destacar que a rede Globo, fiel escudeira do regime militar brasileiro, sempre foi em economia: liberalóide, pró imperialismo, anti-indústria no Brasil. Mas disfarçou isso até a queda do regime. Após tal momento a emissora embarca no discurso liberal não só em economia, mas travestida de “defensora” do liberalismo político em geral, que estava em alta no Brasil então e usa as energias culturais da esquerda, represadas em sua folha de pagamentos e com as mágoas de uma geração excluída politicamente, com uma pletora de narrativas “anti” nacionalistas. Tal tradição crítica da esquerda brasileira, lastreada nas críticas tradicionais da esquerda europeia aos fascismos, foi, e é, usada pela rede Globo para construir um discurso de desprezo ao Brasil e a qualquer expressão de nacionalismo. Bem afinada com seu anti-Varguismo, anti-Brizolismo, anti-Trabalhismo, como “atrasados”.
Volto à novela de Gilberto Braga de 1988: nela os personagens mais sedutores, antecipando os minions, eram os bandidos mais vis. A riqueza é a busca que interessa e tudo vale para alcançá-la. Sendo a vilã principal, Maria de Fátima: nome da padroeira de Portugal, numa irônica maledicência, vinda da esquerda laica, contra as tradições ibero-católicas. Tal audácia, com “perfume” esquerdista, não passaria nos anos 1970. E revelam que após o fim do regime a Globo, se travestindo de “liberal”, “progressista”, até de “esquerda”, pôde assumir uma narrativa muito mais pró imperialismo do que foi percebido: pois usou o antinacionalismo “crítico” da esquerda de disfarce para isso.
Entre os vilões icônicos dessa novela havia a Odete Roitman, que declaradamente odiava o Brasil e os brasileiros, num total racismo e desprezo antinacional.
Longe de ter sido um momento, tal construção de personagem é um padrão interpretativo do Brasil reproduzido em seus vilões (personagens mais sedutores) e cada vez mais, por todos os personagens. A Globo canalizou, seletivamente, partes das energias da esquerda para lastrear seu discurso Anti-Brasil. O que chamo de o “discurso Odete Roitman”, que tanta gente pobre, adestrada culturalmente pelas novelas, repete hoje como papagaios.
Os do 1 por cento mais ricos que arrotam o discurso Odete Roitman, já é lastimável. Mas o assustador é a penetração em todas as classes do Brasil desse discurso de que “o Brasil é um lixo, nada funciona…”.Quando estudamos como um país que saiu da escravidão (oficialmente) em 1888, chegou em 1980 como a 8ª economia do mundo capitalista (em 2002 era a 14ª, mas em 2010, depois de 8 anos do Lula chegou a 6ª) nos damos conta de que essa narrativa Dark, do discurso Odete Roitman, é uma arma cultural de destruição nacional. Sim: a Globo, que deveria ser um monopólio brasileiro de produção cultural e jornalístico em língua portuguesa, trabalha contra o Brasil. Assim como funcionários públicos do Estado brasileiro são treinados abertamente em potência estrangeira[7] para trabalhar internamente contra um grupo político e a favor de outro, mas sempre contra a produção industrial brasileira, como as centenas de milhares de empregos industriais fechados pela Lava-Jato[8]: na indústria naval, petroquímica, construção civil e tantos outros setores, nos dão prova de forma chocante.
A Globo incorporou pautas feministas e liberais em comportamento, para radicalizar sem culpa seu monopólico “liberalismo” econômico pró monopólios privados internacionais e contrários a produção nacional. Chegamos a 6ª posição na economia mundial em 2010 em parte via a defesa de “Campeãs Nacionais” (copiada hoje pelo atual presidente francês, em suas “Campeãs Europeias). Tal política petista de fortalecimento dos monopólios internos pode ser passível de várias críticas, mas nos levou a essa posição e, parece que as pessoas não se lembram, ao quase Pleno Emprego no Brasil também.
Os EUA, porém, não estão mais em Bretton Woods. Quem representa uma força análoga ao o que os EUA foram no mundo dos “30 anos gloriosos” do capitalismo após a II Guerra hoje é a China. Obviamente a melhor aposta histórica para o Brasil seria seguir nos BRICS, equilibrando-se entre China e EUA. Contudo, as forças que tomaram o poder no Brasil em 2016 não são muito simpáticas a “equilíbrios”. Estamos sendo submetidos cegamente aos EUA nessa Nova Guerra Fria (que até já nos deu um novo Golpe, como houve na 1ª Guerra Fria), com o judiciário agindo politicamente contra um grupo político, de centro-esquerda, e a favor de outro, cada vez mais de extrema-direita. Mas talvez o mais bizarro, num governo que tomou o poder sob gritos de pessoas fantasiadas de verde-amarelo: estamos, sob orientação do departamento de justiça dos EUA, destruindo o que existe de Capitalismo no Brasil. Privatizando empresas nacionais lucrativas e estratégicas[9], destruindo setores indústrias e produtivos inteiros, com risco sistêmico no setor financeiro (que passou a ter seus fortes bancos públicos sistematicamente enfraquecidos pelos novos governantes). Evidente que o desemprego é um projeto central do golpe. É assustador ver uma classe média trabalhadora bater panela pelo desemprego. Defender o Moro, mesmo após ele prender Lula (sem provas)[10] e inocentar a titular de contas não declaradas na Suíça da mulher do Cunha, Claudia Cruz[11]. Aliás, os paneleiros ousaram fingir revolta contra a “corrupção”, pra tirar a Honesta Dilma, sob a liderança…do gangster Cunha.
Toda essa alucinação narrativa dos golpistas só é possível porque há o monopólio midiático que os blinda. Não adianta argumentar que a esposa do Cunha tem conta não declarada na Suíça e o Lula não. Alegam que o Lula “deve ter recebido propina sim”, “eu ACHO que sim” e desconversam sobre ele não ter nenhuma conta não declarada em Paraíso fiscais. Enquanto tantos dos golpistas, como suas irmãs, filhas e esposas, que têm contas não declaradas comprovadas, não são presos na “lava-jato”.
Este ambiente tóxico de Desonestidade Intelectual crônica é fruto da imbecilização de um país em que todas as classes sociais têm seu centro cultural em novelas cretinas que, em todas, reproduzem o discurso Odete Roitman. Estamos sob um envenenamento político/cultural de dimensões inauditas. Este golpe, cada dia é mais evidente, é um ato Antinacional. O Brasil está sob um ataque Neocolonial, sob uma Guerra Híbrida[12]em que os principais agentes do imperialismo são internos, pagos pelo Estado Nacional brasileiro: juízes, procuradores, Policiais, MP (todos fortalecidos nos governos Petistas), assim como o Monopólio de comunicação Globo lidera a narrativa de defesa desse Golpe Neocolonial.
Enquanto nos EUA os vilões (e alguns mocinhos) dos roteiros que ficam ricos em suas narrativas são criticados/valorizados de forma contraditória com os crimes que os enriquece, mas o capitalismo americano resultante é endeusando, no Monopólio midiático da Globo tais vilões são sempre erotizados pessoalmente, mas o Brasil que vem daí “não vale nada”. Enquanto que nas narrativas de séries e filmes norte-americanos, o fato dos crimes nas origens das riquezas familiares norte-americanas são vistos como problemáticos e errados, mas o capitalismo que brota deles é valorizado em suas narrativas nacionais, nos roteiros da Globo os vilões são valorizados e o Brasil resultante sempre desprezado.
Vendo pessoas obcecadas pela criminalização do Lula, mesmo diante da concreta falta de provas, grita em minha mente a força de reprodução, por esses midiotas, do discurso Odete Roitman. Lembro de um dentista dizendo: “devem prender mesmo, mesmo não tendo achado nada, mas ainda vão achar”. Voltaire dá cambalhotas no túmulo: estamos na presunção da culpa.
Em 2015, com a Dilma reeleita, a Globo fez uma novela, “A Regra do Jogo”. Assisti o Jornal Nacional do dia de estreia, que fez uma retrospectiva da Lava-Jato de mais de 15 minutos. Nela o juiz Moro aparecia, sempre muito editado (como sempre), dizendo a cada três frases que “a regra do jogo dessa organização criminosa”seria isso ou aquilo, fazendo um evidente trabalho de publicidade da novela no jornal da Globo de forma pornográfica para um funcionário público. Trabalhou para a globo, no que já é chamado de “justiça globeleza”, por seu servilismo e exibicionismo midiático.  Envenenando corações e mentes, num processo macabro de desprezo pela sobriedade e neutralidade que deveria ter um juiz, gerando o clima punitivista inquisitorial seletivo do Brasil do golpe que vivemos.
Tal envenenamento é fruto do Monopólio midiático gerando uma hegemonia do ódio ao Brasil, inclusive ao capitalismo brasileiro. Hoje a direita militante, sob orientação e treinamento internacional, trabalha para competir com e destruir a esquerda no campo cultural. Este fenômeno atual tem produzido as consequências mais tóxicas e destrutivas para o Brasil, institucionalizando o discurso Odete Roitman como único. Assim buscam nacionalizar a corrupção, que é sistêmica em qualquer país capitalista: EUA e Inglaterra mentem na ONU para fazer Guerras para suas empresas, mas para os midiotas do Brasil, corrupto é o Lula por levar empregos e internacionalizar as empresas brasileiras (não levar Guerras)[13]. Aceitam o absurdo da prisão dele “porque ele deve ter recebido propina.”. Explique para qualquer americano ou inglês isso: condenar porque “eu acredito que deve ter acontecido”.
A inércia do PT em reagir, mesmo juridicamente, contra pessoas que em vários “programas de TV” (como um recente Roda Viva, que foi um debate sobre o Brasil atual) dizem e repetem sem provas ou evidências de nada que: “o PT, PMDB e PP organizaram a maior quadrilha para assaltar o Brasil”. Tal repetição xerocada me assusta: são profissionais que não demonstram honestidade. Querem agradar chefes, servindo ao Tsunami de ódio que destrói a República. A desonestidade mais evidente dessa receita de acusação sempre repetida a serviço de criar uma opinião pública punitivista envenenada, é o fato de que a “quadrilha” expulsou o PT ao fazer o impeachment da Dilma. E o fizeram com o PSDB e DEM. Logo, há uma falha Lógica nessa acusação sem provas sempre repetidas por alguns: se PT, PMDB e PP são uma mesma quadrilha, por que expulsar a Dilma e governar PMDB PP, mais DEM e PSDB? Respondo: porque  tal acusação é desonesta, a serviço de alimentar um clima de ódio mentiroso, criado pela lava-jato com a mídia.
Esse clima de envenenamento antinacional esquizofrênico tem gerado círculos bizarros de ódio, nos quais busca-se uma construção do inimigo, no Brasil, hoje, análoga ao o que os nazistas fizeram com os judeus, pondo os “petistas” no pelourinho pós moderno. Curiosamente no Brasil o fascismo é, caso único no mundo, xenófobo contra o próprio povo: é a autoxenofobia. Grupos extremistas proliferam, sendo tais falanges vanguardas macabras dessa onda fascista. Mas a onda se alimenta de uma constante manifestação de desprezo nacional expressa regularmente nessas novelas, nessa indústria cultural que manipula corações e mentes de forma perigosa.
No atual Golpe a direita busca uma assustadora hegemonia Total, controlando além do poder político e econômico, o poder cultural. Aonde almejam impor uma narrativa única, de ódio ao Brasil típico do discurso Odete Roitman, marcada pela mais torpe desonestidade intelectual, sem o menor embaraço frente às mentiras de “suas ideias que não correspondem aos fatos”. Que se mude a História a força. O único Totalitarismo que ameaça o Brasil é o da direita. E de forma aterrorizante: ele não está muito longe do sucesso.
CRISTIANO ADDARIO DE ABREU
BRASIL CULTURA

UNE Volante chega ao Recife para debater política, educação e cultura na universidade


Hoje sexta-feira (27) o Campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) recebeu a UNE Volante, onde promoveu atividades de arte e cultura gratuitamente para estudantes tanto da própria instituição como de outras universidades que estejam interessados em participar. A UNE Volante é parte da campanha “Universidade não se vende, se defende”, encabeçada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade representativa dos estudantes universitários do Brasil. A atividade vai circular por 13 universidades em 11 estados brasileiros. Pernambuco é o terceiro estado do percurso.
Em cada estado a UNE Volante traz uma temática diferente para ser debatida e praticada através de oficinas. O tema escolhido para Pernambuco é a cultura, pensando o papel da universidade como espaço de produção cultural e de elaboração de políticas públicas para a cultura. A principal atividade do dia 27 ocorre no auditório do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA), a partir das 9h da manhã: uma mesa de debate com a presença da presidenta e vice da UNE, além de artistas pernambucanos e pensadores da cultura do nosso estado.
À tarde será de oficinas de produção de cultura, teatro, literatura, música, dança e turbante, além de uma homenagem ao Movimento de Cultura Popular (MCP), encabeçado pelo pedagogo pernambucano Paulo Freire entre os anos 1950 e 1964, centrado em alfabetizar as camadas mais pobres através da arte e cultura populares. Ao fim do dia haverá uma noite cultural com shows gratuitos dentro da universidade.
A estudante de teatro Rosa Amorim destaca o papel da arte nesse momento histórico do Brasil. “Nesta conjuntura política o diálogo entre os estudantes se faz extremamente necessário, porque precisamos debater o projeto de universidade que queremos para nós e para as próximas gerações. Mas como fazer o debate político chegar ao máximo de estudantes? Através da arte e da cultura. E isso tem tudo a ver com o que é a UNE Volante”, pontua Amorim.
A frente da construção dessa passagem da UNE por Pernambuco está a União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), entidade estadual de representação dos estudantes universitários. A presidenta da UEP, Manuella Mirella, vê a passagem da UNE Volante no estado como algo histórico. “Em tempos de repressão, retirada de direitos e ataques à democracia, nós trazemos o debate político para dentro da universidade e mostramos que somos filhos deste momento histórico, uma época que pede política. É colocar a política no centro do debate”, diz Manuella. “Precisamos politizar a universidade. Este é o nosso maior desafio e será o nosso maior ganho”, completa a estudante, que fez questão de lembrar da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 395, de 2014, que propõe o pagamento de mensalidades nas universidades públicas.
Inquietações
Ela destaca ainda que, no contexto da UNE Volante, algumas universidades do estado também sediam o Festival Inquietações. “O festival também dialoga muito com a temática escolhida pela UNE para Pernambuco, porque apontamos a ausência de espaços de cultura nas universidades. Outras têm esses espaços, mas os estudantes não podem utilizá-los. É algo que precisa ser regulamentado, porque no momento muitas universidades não permitem atividades culturais”, diz Manuella. “E no nosso estado isso é fundamental, porque temos uma relação muito forte com o que já foi chamado de ‘folclore’, mas que hoje é reconhecido como cultura popular. Essa cultura é um caminho para debatermos nossa história e a política”, completa.
Para ambas as entrevistadas, construir na UFPE a passagem da principal entidade de representação estudantil do país é um desafio extra, porque a UFPE, apesar de sua importância, não tem um histórico recente positivo em relação à representatividade estudantil. “A UFPE é uma universidade que está há mais de 7 anos sem Diretório Central de Estudantes (DCE). E esta universidade receber a UNE Volante neste momento é dizer para os estudantes que este é o momento de nos organizarmos, de escutarmos uns dos outros as principais questões que envolvem a nossa vida na universidade”, diz Rosa. “Precisamos fazer o debate político através da arte e cultura enquanto despertamos o sonho de uma nova sociedade”, avalia Amorim, que também é militante do Levante Popular da Juventude.
Para ela, já passou da hora de os estudantes se organizarem para enfrentar os desafios. “O momento do Brasil é de extremo ataque a esse projeto de educação que busca incluir as camadas mais pobres na universidade. Então precisamos retomar o movimento estudantil, porque precisamos impedir a retirada de direitos na educação. Não podemos ficar parados assistindo isso acontecer”, reclama Amorim. “Marcar esse espaço na UFPE mostra que queremos construir um DCE também aqui. Através de um Diretório Central é muito mais fácil dialogar com os estudantes”, completa Manuella, que milita na União da Juventude Socialista (UJS).
De acordo com as entrevistadas, durante a semana haverá atividades de mobilização de estudantes para participarem do evento na sexta-feira (27). E a mobilização não se restringe à UFPE. Na vizinha UFRPE já foi realizado, na última quinta-feira (19), o Festival Inquietações. Segundo a presidenta da UEP, também está confirmada a chegada de um ônibus saindo de Caruaru e trazendo estudantes da região Agreste para participar do evento.
A UNE Volante surgiu na década de 1960, durante o governo popular de João Goulart, já no contexto de polarização e tensão pré-golpe militar. Naquele momento a UNE circulou o Brasil debatendo a reforma universitária e, na opinião de Rosa Amorim, “praticamente fundando o movimento estudantil em vários centros de ensino”, já que teve centralidade em estimular a fundação de centros acadêmicos (CAs), diretórios acadêmicos (DAs) e diretórios centrais de estudantes (DCEs). Como a atividade deste ano está inserida no contexto da campanha em defesa de universidades públicas, gratuitas e de qualidade, os locais escolhidos para sediar a UNE Volante são as universidades públicas.
UEP Itinerante reproduzirá modelo
A entrevistada Manuella Mirela pontuou ainda que a entidade estadual deve circular todas as regiões de Pernambuco realizando festivais culturais e trazendo debates políticos urgentes para os estudantes. “Sabemos as dificuldades da UNE para circular todas as universidades do país. Então também cabe a nós fazer com que o debate alcance os estudantes que não poderão participar da UNE Volante”, diz a estudante. O lançamento da UEP Itinerante ocorre no dia de atividades da UNE Volante, passando posteriormente noutras cidades. De acordo com a entrevistada, o roteiro ainda não está fechado, mas o plano é passar em pelo menos uma universidade de cada região.
Edição: Catarina de Angola
Fonte: Brasil Cultura
Adaptado por CPC/RN

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Pousada Tavares - Melhor opção para se hospedar em Parelhas

CONTAGEM REGRESSIERAVA! FALTAM 1 DIAS PARA O V ENCONTRO DE LIDNÇAS CULTURAIS DO CPC/RN!!!

É amanhã, sexta-feira, dia 27 de abril no IFRN de Parelhas-RN, o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN com apoio de lideranças sindicais, culturais e instituições educacionais realizará o seu V ENCONTRO ESTADUAL DE LIDERANÇAS CULTURAIS DO CPC/RN, com debates, apresentações culturais, informes, aprovação de propostas e muito mais. AGUARDEM!!!

Brasília 58 anos e mantém diversidade


Brasília completou 58 anos sábado (21). Desde que foi inaugurada, numa quarta-feira de abril, no ano de 1960, a capital, construída no coração do Brasil, reúne pessoas de várias regiões do País. Foi a vinda desses brasileiros que tornou realidade a cidade sonhada por Dom Bosco.
Segundo dados da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), 49% dos moradores da capital são naturais da região e cerca de 41% vieram das regiões Nordeste e Sudeste. Uma mistura que faz de Brasília a cidade com a cara e o DNA do Brasil.

Histórico


O historiador Francisco Adolfo de Varnhagen, em 1839, fez a primeira visita prática ao centro do Brasil e definiu o lugar mais apropriado para a construção da futura capital. Seria em um triângulo formado pelas lagoas Feia (na atual Formosa), Formosa (na atual Planaltina de Goiás) e Mestre D’armas (na atual Planaltina do DF).
Mas apenas em 1955, em resposta a um cidadão durante comício, o então presidente Juscelino Kubitschek prometeu a transferência da capital. Em 15 de abril do mesmo ano, a Comissão de Localização da Nova Capital Federal escolheu o Sítio Castanho como local definitivo para sediar o governo do Brasil.

Rumo aos 60 anos


Com atuação determinante dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, Brasília resiste como importante polo de serviço público, despertando em seus moradores o interesse pela carreira e pela dedicação aos concursos. Porém, segundo o especialista em educação empreendedora Milton Camargo, um novo olhar tem tomado conta dos jovens brasilienses.
As ideias de novos negócios, muitas vezes voltados à tecnologia e à comunicação, têm ganhado mais espaço e aliado criatividade com rendimento. “Hoje, são pelo menos quatro grandes investidores que possibilitam mercado para as startups brasilienses, empresas de pessoas entre 24 e 35 anos, geralmente”, explica.
Para Camargo, Brasília tem potencial para ter ainda mais destaque no empreendedorismo e na inovação. “É um movimento sem volta”, afirma. Ele argumenta que a presença de grandes eventos do setor de tecnologia, como a Campus Party e o Capital Empreendedora, são um incentivo para que esses jovens se tornem empreendedores.
Fonte: Governo do Brasil, com informações da Codeplan

Ouça “História Hoje” 25/04/: Há 11 anos, morria a cantora Carmen Costa

No dia 25 de abril de 2007 morria, aos 87 anos de idade,  a cantora Carmen Costa.
Apresentação Dilson Santa Fé
ANTES DE OUVIR O ÁUDIO DESLIGUE O SOM DA RÁDIO BRASIL CULTURA NO TOPO DA PAGINA
Aqui Carmem no Paraná
Capaz em transformar a dor em versos, de cantar o amor em suas diferentes formas, de encantar plateias no Brasil e no exterior.
Carmelita Madriaga, conhecida como Carmen Costa, (Trajano de Morais, 5 de janeiro de 1920 – Rio de Janeiro, 25 de abril de 2007) foi uma cantora e compositora brasileira.
Nascida no interior, aos 15 anos Carmen Costa trabalhava na cidade do Rio de Janeiro como empregada doméstica do cantor Francisco Alves. Numa festa ele a fez cantar para os convidados, entre eles Carmen Miranda, e a incentivou a iniciar uma carreira.
Se apresentou como caloura no programa de rádio de Ary Barroso, saindo-se vencedora. Passou a cantar profissionalmente e a fazer dupla com o cantor e compositor Henricão.
Seu primeiro sucesso foi Está chegando a hora, versão da canção mexicana Cielito Lindo, nos anos 40. No final desta década, casou-se com um americano e foi viver com ele nos Estados Unidos.
Nos anos 50 voltou ao Brasil, quando conheceu o compositor Mirabeu Pinheiro, com quem viveu um romance por cinco anos e com quem teve sua única filha, Silésia.
Juntos tiveram sucessos como Cachaça não é água (quando foram acusados de plágio) e Obsessão.
Desta mesma época foi o samba-canção de Ricardo Galeno Eu sou a outra (“ele é casado/eu sou a outra na vida dele…”), que retratava uma situação que a própria Carmen vivia e, anos depois, assumia.
Na década de 1980, por intermédio de seu amigo, o jornalista e compositor Cláudio Ribeiro, Carmem passou a frequentar seguidamente Curitiba. Prestou depoimento para o jornalista Aramis Millarch.
Sua última gravação foi com o cantor Elymar Santos, de quem era convidada especial em alguns shows. Morreu no Hospital Lourenço Jorge, depois de alguns dias internada, aos 87 anos
Em 2003, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro tinha aprovado um projeto de iniciativa do Museu da República e tornando-a patrimônio cultural do Brasil.

Discografia
* Onde está o dinheiro?/Não dou motivo (1939) Odeon 78
* Dance mais um bocado/Não quero conselho (1940) Columbia 78
* Eu sambo meu nego/Não posso viver sem você (1941) Columbia 78
* Está chegando a hora/Só vendo que beleza (1942) Odeon 78
* Depois que ela partiu(Com Henricão)/Formosa morena (1942) Odeon 78
* Carmilito/Festa na roça (1942) Victor 78
* Caramba/A festa é boa (1943) Victor 78
* A coisa melhorou/Já é de madrugada (1943) Victor 78
* Estrela D’Alva (1943) Victor 78
* Quero ver-te uma vez mais/Velho realejo (1943) Victor 78
* Chorei de dor/Não me abandone (1944) Victor 78
* Madalena/Não há (1944) Victor 78
* Chamego/Casinha da Marambaia (1944) Victor 78
* Garota esportiva/A mulher do Lino (1944) Victor 78
* Outro céu/Manduca (1944) Victor 78
* Sarapaté/Ciúme (1945) Victor 78
* E não tarda a amanhecer/Bilu-bilu (1945) Victor 78
* No lesco lesco/Não posso aceitar (1945) Victor 78
* Siga seu destino/Meu barraco (1946) Victor 78
* Sonhei que estava em Pernambuco (1949) Star 78
* Dona Juliana/Chiquinha (1949) Star 78
* Se é pecado eu não sei/Cetim para as baianas (1951) Star 78
* Busto calado/Coco duro (1952) Star 78
* Tô te esperando/Quando chega a noite (1952) Star 78
* Não me deixe/Tô te esperando (1952) Star 78
* Cachaça (Com Colé) (1952) Copacabana 78
* Defesa/Resposta (1953) Copacabana 78.
* Maria Pé de Boi/Batendo pé (1953) Copacabana 78
* Eu sou a outra/Não pode mexer (1953) Copacabana 78
* Tranca rua/Mais tempero (1954) Copacabana 78
* Tio biruta/Mexerica (1954) Copacabana 78
* Canção da alma/Quase (1954) Copacabana 78
* Não é só vestir saia/Manchetes de jornal (1954) Copacabana 78
* Busto calado/Coco duro (1954) Copacabana 78
* Sacode a lapela/Operário (1955) Copacabana 78
* Tem nego bebo aí/Até amanhã (1955) Copacabana 78
* Gente cega/Reencontro (1955) Copacabana 78
* Presidiário/Se você me quer bem (1955) Copacabana 78
* Sei de tudo/Obsessão (1955) Copacabana 78
* Começo de vida/A morena sou eu (1955) Copacabana 78
* Drama da favela/Acacamauê (1956) Copacabana 78
* Na paz de Deus/Deixa o cabrito berrar (1956) Copacabana 78
* Amor barato/Se eu fosse contar (1956) Copacabana 78
* Don Charles/Só você (1956) Copacabana 78
* Jarro da saudade/Está bem (1956) Copacabana 78
* Gato escaldado/Nem só de pão (1957) Copacabana 78
* Jarro da saudade (1957) Copacabana 78
* Facundo/Drama de amor (1957) Copacabana 78
* Cai sereno/Palácio improvisado (1957) Copacabana 78
* Carmen Costa nº 2 (1957) Copacabana LP
* Indecisão/Como eu chorei (1958) Copacabana 78
* Lágrimas de sangue/Augusto Calheiros (1958) RCA Victor 78
* Aquela noite/Está chegando a hora (1959) RCA Victor 78
* Se eu morrer amanhã/Cretcheu (Amor) (1961) RCA Victor 78
* Marcha do cordão da Bola Preta/Se eu morrer amanhã (1961) RCA Victor 78
* Eu sou a outra/Quase (1963) Copacabana 78
* Ensina ndo a bossa nova/Melancolia (1963) Copacabana 78
* O samba no Brasil/Tem bobo pra tudo (1963) RCA Victor 78
* Não fique triste/Mal que faz bem (1964) Copacabana 78
* Embaixatriz do samba (1964) Copacabana LP
* Ziriguidum no Sambão (1971) RCA Candem LP
* Trinta anos depois (1973) RCA Victor LP
* A Música de Paulo Vanzolini – Carmen Costa e Paulo Marques (1974) Marcus Pereira LP
* Carmen Costa (1980) Continental LP
* Agnaldo Timóteo & Carmen Costa – Na Galeria do amor (1981) EMI/Odeon LP
* Benditos, Hinos e Ladainhas (1983) Alvorada/Continental LP
* Tantos caminhos (1996) Som Livre CD
* Bis Cantores do Rádio – Carmen Costa (2000) EMI CD

terça-feira, 24 de abril de 2018

CONTAGEM REGRESSIVA! FALTAM 3 DIAS PARA O V ENCONTRO DE LIDERANÇAS CULTURAIS DO CPC/RN!!!

Dia 27 de abril no IFRN de Parelhas-RN, o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN com apoio de lideranças sindicais, culturais e instituições educacionais realizará o seu V ENCONTRO ESTADUAL DE LIDERANÇAS CULTURAIS DO CPC/RN, com debates, apresentações culturais, informes, aprovação de propostas e muito mais. AGUARDEM!!!

Mostra “Tarja Preta” fica até maio no Museu da Diversidade Sexual


Inaugurada em 24 de janeiro,  a exposição “Tarja Preta” é um resumo dos trabalhos da fotógrafa Vania Toledo, com fotos clicadas entre os anos 70 a 90 e também registros produzidos especialmente para a exposição, de ícones da cultura e da diversidade.
A entrada é gratuita e está no Museu da Diversidade Sexual, da Secretaria da Cultura do Estado, administrado pela organização social de cultura APAA.
“Tarja Preta”, que conta com a curadoria de Diógenes Moura, apresenta um registro de nossa efervescência cultural – da noite LGBT, do teatro, da música, das artes em geral. Os trabalhos exibidos no museu mostram como os questionamentos comportamentais – de sexo e expressão de gênero – têm forte presença na cultura e como essa chama se mantém viva.
Entre os trabalhos selecionados para a exposição, estão retratos de grandes ícones da cultura produzidos por Vania Toledo em vários momentos de sua carreira, como os da escritora Cassandra Rios, o cantor Ney Matogrosso e o estilista Clodovil. Também foram produzidos retratos especialmente para a mostra, com personalidades que atuam em diversas linguagens na área da cultura, como Laerte, Leo Moreira, Luana Hansen, João Silvério Trevisan, As Bahias e a Cozinha Mineira, Karina Dias e Jean Claude Bernadet.
Foto: Vania Toledo – Exposição Tarja Preta

“Meu vício é gente. Gente atuante, libertária, gente que produz e faz arte, que gosta de viver como eu. Por isso ou por aquilo, sempre fotografei pessoas assim, com esse perfil”, conta Vania. “Sou contra tudo o que é muito correto, muito confortável. Minha zona de conforto é a interrogação, é procura eterna pelo novo”

Vania Toledo

“A exposição ‘Tarja Preta’ enaltece a liberdade e infinidade de possibilidades de expressões artísticas, se opondo à caretice. A tarja preta, que tanto pode ser medicamento para controlar o que se diz loucura quanto um mecanismo de censura imagética, é a barreira a ser superada, escancarando o que está por trás, que no fim das contas nada mais é do que humano”, reflete Luis Sobral, diretor da APAA.

Secretaria da Cultura abre editais para circulação de espetáculos


A Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) tornou público os editais dos projetos Domingo tem Teatro e Prêmio Arte Paraná. Ambos têm o objetivo de selecionar espetáculos que estejam prontos para circulação pelo Estado. Serão R$ 640 mil em recursos para premiar até 45 projetos de circo, dança, música, teatro e teatro infantil. O chamamento foi publicado no Diário Oficial do Paraná – Comércio, Indústria e Serviços nº 10.171 de 17 de abril de 2018. Confira os editais do Domingo tem Teatro e do Prêmio Arte Paraná.
“A gente dá continuidade à nossa maneira de pensar o Paraná e a cultura paranaense com o lançamento desses novos editais. O objetivo é fazer a produção paranaense e os artistas do Paraná circularem. Uma maneira do Paraná se autoconhecer, se ver no palco, e fazer com que a gente tenha orgulho de ser paranaense”, comentou o secretário de Estado da Cultura, João Luiz Fiani.
Domingo tem Teatro
O projeto tem como objetivo valorizar e incentivar a produção cultural dos grupos teatrais paranaenses destinada ao público infantojuvenil. Com investimento de R$ 240 mil, a quarta edição do projeto vai selecionar até 20 espetáculos, que serão apresentados em dois municípios diferentes da cidade-sede do proponente. Cada proponente poderá participar com apenas um espetáculo e recebe a premiação no valor de R$ 12 mil.

Prêmio Arte Paraná
Apresentações de Circo, Dança, Música e Teatro são o foco do Prêmio Arte Paraná, que também está em sua quarta edição. Serão selecionados até 25 espetáculos, com investimento no valor de R$ 400 mil. Os espetáculos premiados deverão realizar quatro apresentações em, no mínimo, quatro Regionais de Cultura do Paraná, sendo uma apresentação por Regional, sempre em municípios de até 50 mil habitantes. Os espetáculos não podem ser apresentados na cidade-sede do proponente. Neste edital, cada proponente classificado recebe uma premiação de R$ 16 mil.

Inscrições
As inscrições devem ser feitas exclusivamente mediante a postagem própria do serviço SEDEX, em envelope único, lacrado, contendo outros dois envelopes: 1º com os documentos de habilitação e 2º com os documentos da proposta artística. A correspondência deve ser endereçada à Coordenação de Ação Cultural da SEEC no endereço: Rua Ébano Pereira, 240, Centro. CEP 80.410-240 – Curitiba/PR. O período de inscrições vai de 17 de abril a 4 de junho de 2018.

Apresentações
As apresentações das peças do Domingo tem Teatro e dos espetáculos do Prêmio Arte Paraná estão previstas para o período de 1º de julho a 2 de setembro de 2018.

Serviço
Inscrições abertas para o Domingo tem Teatro e Prêmio Arte Paraná
17 de abril a 4 de junho de 2018
Informações: (41) 3321-4859 | cac@seec.pr.gov.br
Fonte: SEEC

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Identidade Visual do “Se Liga 16!” mostra a cara e a coragem da juventude brasileira

De cara nova, a campanha da UBES mostra que é a vez dos estudantes ocuparem as urnas do país.


A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas apresenta a nova identidade visual da Campanha Se Liga 16! Com colagens que trazem a expressão de diversos secundas de luta, a arte resgata o espírito protagonista da juventude brasileira à frente das mudanças de rumo do país.
“Para a arte do “Se liga 16” tentamos representar a alegria dos jovens invadindo as urnas e se fazendo representar. A colagem mostra vários jovens e o conceito de ocupar as urnas aliados à ideia de que são os jovens quem podem realmente mudar o rumo da história no país”, diz Juliano de Oliveira Moraes, designer que assina o conceito da peça.
Diante dos recentes retrocessos, nunca se fez tão necessária a participação do jovem na vida política do país. “Os últimos anos, principalmente depois das eleições de 2014, foram sem dúvidas os mais difíceis já vividos pela nossa geração. A sensação era de ‘todo dia um 7×1’ na vida do país. Mas, a juventude, principalmente os secundas, de forma irreverente e criativa, demonstrou que não passaria em branco. Ocupamos escolas, assembleias, câmaras, secretarias, ruas e praças brigando por democracia e direitos”, diz a diretora de Comunicação da UBES, Isabela Queiroz.
A estudante lembra ainda que 2018, além de ser um ano decisivo, é também quando a campanha completa três décadas. E a nova ID do Se Liga 16! traz justamente essa ideia de renovação da luta.
“Esse ano, completando 30 anos da campanha, nos preocupamos em dar uma cara nova a ela, algo conectado com o nosso tempo, que imprimisse a nossa cara nas paredes da escola, da cidade, nos governos, no senado, na câmara e na presidência da república. A ideia foi falar na nossa língua para outros jovens e setores desacreditados da sociedade de que essa é nossa chance de virar esse jogo.”

Relembre as artes do Se Liga 16!

Ao longo de sua história, a campanha ganhou diversas caras de acordo com o momento político que o país passava. Lembrando sempre ao jovem da importância desta conquista alcançada após forte campanha do movimento estudantil para que esse direito fosse incluído na Constituição Cidadã de 1988. Vamos relembrar? Vamos!

Teve a versão chamando os estudantes para fortalecer a luta pelas Diretas Já!, em julho de 2017:
Em março de 2016, às vésperas do golpe que retirou ilegalmente a presidenta legitimamente eleita, Dilma Roussef, a UBES convocava os jovens a participarem da vida política do país:
Em 2010, ano das eleições gerais no Brasil, a UBES mobilizava os jovens secundaristas a exercerem o seu direito ao voto:
Fonte: UBES