Postagem em destaque

FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Aprovado projeto que aumenta potência das rádios comunitárias

O Plenário aprovou  o Projeto de Lei do Senado (PLS) 513/2017, que aumenta a potência de transmissão para rádios comunitárias. A proposta segue para a Câmara dos Deputados.
A proposta estabelece aumento da potência para até 150 watts, com altura irradiante não superior a 30 metros e possibilidade de acesso a dois canais específicos em nível nacional para as emissoras em frequência modulada. O relator da matéria, senador Otto Alencar (PSD-BA), destacou que houve acordo com as lideranças partidárias para aprovação do projeto. Antes de iniciada a votação, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, também anunciou a retirada de dois requerimentos para exame do texto por outras comissões.
Potência
O texto original do projeto previa que a potência das rádios comunitárias seria aumentada de 25 para até 300 watts, com três canais designados, em vez de um, para a execução de radiodifusão comunitária voltada a uma comunidade, bairro ou vila.
O autor do projeto, senador Hélio José (Pros-DF), argumenta que o aumento da potência é necessário devido à grande diversidade geográfica do Brasil. Para ele, 25 watts são insuficientes para operação nas áreas de população esparsa, particularmente na zona rural. A ideia é viabilizar o serviço em regiões rurais, nas quais a cobertura de uma única comunidade, com moradias dispersas, exige alcance maior que o atualmente estabelecido. Segundo ele, a atual potência atinge até um quilômetro de raio de cobertura, limitando e restringindo o alcance da rádio, muitas vezes menor do que seu público potencial.
Caberá à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabelecer a potência autorizada para cada rádio comunitária para preservar a característica da cobertura restrita do serviço. A alteração possibilita a cobertura de múltiplas comunidades, bairros ou vilas pela mesma rádio comunitária, o que desvirtuaria a essência desse serviço, destaca Hélio José.
Discussão
A aprovação da matéria foi comemorada pela senadora Kátia Abreu (PDT-TO). Segundo ela, os ajustes feitos na proposta não indicam a interferência das rádios comunitárias na faixa de transmissão destinada a rádios comerciais.
A aprovação do projeto também foi saudada pela senadora Ana Amélia (PP-RS), pelos senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Lindbergh Farias (PT-RJ), Waldemir Moka (MDB-MS), Paulo Rocha (PT-PA) e pelo líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (MDB-RR).
O senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) disse que o projeto atende a todas as rádios comunitárias espalhadas pelo Brasil. Por sua vez, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) afirmou que o projeto favorece a democratização e a participação popular. Já o senador Hélio José cumprimentou as lideranças políticas pelo apoio dado à proposição.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Aberta exposição sobre cotidiano das comunidades Guarani

nossojeitodeserguarani
Nesta quarta-feira (11), o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná (MAE-UFPR) inaugurou a exposição Nhande Mbya Reko: Nosso jeito de ser Guarani. 
O trabalho, aberto ao público até agosto de 2019, é resultado da colaboração entre o museu e cinco comunidades da região litorânea do Paraná: Pindoty, da Terra Indígena (TI) Ilha da Cotinga/Paranaguá, Kuaray Guata Porã, da TI Cerco Grande-Guaraqueçaba, Guaviraty e Karaguata Poty, da TI Sambaqui/Pontal do Paraná e Kuaray Haxa de Morretes. 

Para mostrar o cotidiano dessas comunidades tradicionais, a exposição traz ao público aspectos da forma de vida, arte, cosmologia e religiosidade Guarani a partir do artesanato, apresentando o contraste entre peças fabricadas para venda aos jurua (não indígenas) e os objetos tradicionais, voltados para as dinâmicas próprias das comunidades Guarani Mbya.

A mostra é parte do projeto Mutirão Mais Cultura na UFPR que, sob financiamento do Ministério da Cultura e Ministério da Educação, desenvolve ações em vários municípios da região litorânea do Paraná em parceria com associações de comunidades tradicionais de pescadores, quilombolas, indígenas, carnavalescos e artesãos. 

Com informações do MAE-UFPR
Fonte: FUNAI

PRESIDENTE DO CPC/RN VIAJA A BRASILIA - RIO E SP NA BUSCA DE PARCERIAS PARA PROJETOS E EVENTOS DO CPC/RN


No último sábado (7), Eduardo Vasconcelos - CPC/RN participou por telefone nas Rádios Curimataú (103;5) e Agreste FM (107.5) para falar dos futuros eventos do CPC/RN (Seminário: Sindicato e Cultura - Baía Formosa-RN, final de agosto/setembro), Ato em Defesa da UERN de Nova Cruz/RN (setembro), Evento em prol da Consciência Negra - 20 de novembro, Aniversário de 09 anos do CPC/RN e audiências com órgãos públicos estaduais e autarquias).

Eduardo Vasconcelos falou da viagens que fará de 12 a 30 de julho o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos estará em viagens a Brasília Ministérios das Comunicações (MCTIC), (MinC (Proejtos/Fomento), Congresso Nacional (Projeto de Reconhecimento de Utilidade Pública Nacional), FUNAI (Em Defesa dos Índios Potiguaras - Aldeia Sagi-Trabanda Baía Formosa - RN), Editora da UnB, entre outros.

No Rio de Janeiro: Audiências na FUNARTE e Biblioteca Nacional, Museus, Editoras, entre outros.

Em São Paulo: Editoras Museus, parcerias com sindicatos e federações, entre outros.

Eduardo finalizou sua participações nas rádios conclamando a todos para se engajarem nas lutas, preservação e defesa da cultura e educação potiguar.

Acesse, também: uerneufrncampusja.blogspot.com

O rolezinho do preto na TV pública é tema de livro inovador

Branquitude e televisão. A Nova África (?) na TV pública trata, com linguagem clara e despretensiosa, da criação do programa A Nova África na TV Brasil durante o governo Dilma.
Por Gabriel Nascimento*
A presença do preto (escolhi substituir a categoria “negro” por “preto” proposital e politicamente neste texto) nos mais diversos espaços de poder tem sido uma demanda crescente também em trabalhos acadêmicos. Com o crescimento da demanda em torno do local de fala (que prefiro chamar de lócus de enunciação, por entender que lugar de fala não traduz todas as hierarquias móveis do discurso que se fixam e se impermeabilizam na fala como algo fixo), os trabalhos acadêmicos têm questionado com muita legitimidade o chamado racismo epistêmico como sendo aquele que não só mata fisicamente as vítimas, mas mata também seu conhecimento e sua memória de vítima (ao ignorar a possibilidade de seu conhecimento ser legitimado enquanto verdade).
Nesse sentido, uma das maiores lideranças negras do nosso tempo, o estudioso Richard Santos, o Big Richard, da Nação Hip Hop, ex-jornalista de portais de comunicação (em seu currículo profissional passou pela Globo, MTV e TV Record) se debruça sobre a representação do negro também na TV pública. Atuando do sul da Bahia, na Universidade Federal do Sul da Bahia, Richard Santos fala também a partir do Sul Global e a partir da necessidade de cooperação Sul-Sul, epistemicamente afrocentrada e não necessariamente afroessencializada.
Por isso, ele se apresenta ao seu trabalho e ao seu público: “Não me pretendo africanista ou nomenclatura parecida: estas construções ideológico-intelectuais eu deixo para os pesquisadores em seus laboratórios de centros europeus e estadunidenses”, diz ele já na apresentação de Branquitude e televisão. A Nova África (?) na TV pública (Editora Gramma). Ao contrário, ele se diz “afro-brasileiro/afrodescendente/ negro/crioulo, amefricano” (amefricano é o termo utilizado por Lélia González para falar da africanidade da América Latina), mas alerta: “isso é apenas um carimbo racial imputado pelo outro”.
Ao introduzir Branquitude e televisão. A Nova África (?) na TV pública (Editora Gramma), Richard Santos compreende que não é possível aceitar o lugar racializado como natural. Por isso, ele funda o termo “maiorias minorizadas” como uma das grandes inovações terminológicas do nosso tempo, que compreende que não há “minorias”, mas um processo de “minorização” de maiorias, como é o caso dos negros e das mulheres. Portanto, ele fala como negro e quer que o negro seja representado como negro, mas não sem antes compreender as amarras raciais da colonialidade e do capitalismo que o trouxeram até aqui. Trata, mas não aceita a condição racial como imposta. Ela é, antes, sua armadura ancestral, aqui suplementada. Tal como a burguesia criou o proletariado para submissão e, que, após criado se tornou a arma da insubmissão na Europa, assim é o negro na colonialidade. Lendo claramente e muito bem o filósofo Achille Mbembe, o pesquisador Richard Santos é assertivo: a raça que foi criada para submissão agora é a arma ancestral de luta contra a submissão.
Branquitude e televisão. A Nova África (?) na TV pública trata, com linguagem clara e despretensiosa, da criação do programa A Nova África na TV Brasil durante o governo Dilma. Tendo sido criado numa TV de caráter público, fortalecida durante os governos progressistas e populares com intuito de gerar conteúdo democrático e popular, o programa teve 26 capítulos, com 26 minutos de duração cada. Com objetivo de tratar de maneira não estereotipada sobe a África, o programa apresentava em seu roteiro uma só apresentadora (africana). No entanto, como observa bem o pesquisador, não havia apenas uma apresentadora negra, mas outros dois apresentadores brancos brasileiros. Assim, o programa sobre a Nova África tinha dois apresentadores brancos em um país miscigenadamente preto.
Embora o ponto pacífico do ideal de miscigenação tenha sido o embranquecimento, o projeto racial brasileiro não deu conta de todo o território nacional. O Brasil é um país miscigenadamente preto. Se se quer construir a ideia de miscigenação e Nova África, ela deve passar necessariamente pela ideia de um país que ainda busca, dia após dia, embranquecer todos os espaços de poder. É o caso da TV Brasil, que, alcançando uma suposta tentativa de democratizar e popularizar a TV pública brasileira, consolida uma visão de branqueamento em seu programa destinado a (re) pensar a África.
Com prefácio de Rosane Borges e Amauri Mendes Pereira, o livro parte de seus questionamentos pensando politicamente a construção de negritude e branquitude no Brasil. Analisa, de maneira arguta, como o conceito de TV pública (com maioria branca, desde seu corpo administrativo até o seu conjunto de entrevistados, o que o faz através de dados consolidados) não modificou em nada o projeto político de construção da branquitude e negritude no país advindo da intensa colonização e escravidão negreira, em que a visão de desenvolvimento está entrelaçada diretamente à ideia de branqueamento do povo brasileiro.
Dialogando diretamente com pesquisadores na área, ele mostra como o projeto de branqueamento está profundamente emaranhado inclusive em governos populares ou mesmo no sentido de cooperação Sul-Sul. Assim, nesse conjunto de construção racista, o programa Nova África funcionou como uma espécie de “cota” de participação negra, em que, segundo próprio pesquisador, ocorreram uma série de problemas ligados ao próprio racismo epistêmico.
Desse modo, o texto por inteiro desconstrói a sanha racista estruturante no país postergada e reforçada por vários estudiosos da moderna sociologia brasileira, como Gilberto Freyre, Sérgio Buarque, Florestan Fernandes e Caio Prado Jr. O alicerce dessa sanha racista tem sido a construção de um projeto de nação em que os negros sejam o “eles” enquanto pessoas do discurso, portanto de quem se fala e não o “eu” ou o “nós”, que são as pessoas do discurso que falam. Toda a teoria sociológica, desde a ideia de cruzamento harmônico de Gilberto Freyre, a demonização do brasileiro cordial em Sérgio Buarque ou Raymundo Faoro, ou ainda a ideia de que bastava inserir o negro na sociedade de classes que o racismo acabaria de Florestan Fernandes vão encontrar forte oposição da fotografia crítica da realidade exposta no trabalho de Richard Santos.
Há alguns anos um movimento de flash mob e ocupação dos shoppings urbanos por jovens pretos e de periferia chamou muito a atenção nacional e ficou conhecido como rolezinho. Longe de ser uma ação estrutural ou se propor, o rolezinho se disseminou pelo país, após 10 anos de governos populares, para contestar a ação estruturante racista do mercado. Nesse ínterim, considero a passagem da africanidade nos programas de TV aberta também um rolezinho da africanidade nesse espaço de política do Estado brasileiro. Porém, como no âmbito do Estado, a ação não era pensada e criada a partir dos corpos negros pelos sujeitos identificadamente negros, mas o rolezinho do preto na TV pública era, como mostra a pesquisa de Richard Santos, disfarçado com posturas eurocêntricas, que há muito vêm sendo reproduzidas pelos canais de TV aberta ligados a grupos privados, como Globo e Record.
Branquitude e televisão. A Nova África (?) na TV pública é uma verdade da porteira para dentro. É um material riquíssimo escrito por um pesquisador progressista e apoiador dos governos de Lula e Dilma, mas marcado pelas políticas e signos de morte do racismo e consciente do seu papel tanto na defesa desses governos quanto nos questionamentos de como a branquitude e a colonialidade estão presentes também em espaços mais avançados e progressistas no espectro político. Não deve e nem pode ser menor contestar a estrutura da colonialidade e do capitalismo com esses dados, ao passo em que se fala de política com uma responsabilidade inarredável de quem não quer o negro lateralizado no lugar identitário da especificidade, mas como quem vê a negritude em toda forma de desigualdade latente no país e compreende que, para ser anticapitalista, é necessário antes ser verdadeiramente antirracista, combatendo desde o racismo institucional (que torna vítima o povo preto desde o genocídio até o encarceramento) até o racismo epistêmico (que continua permitindo a produção sobre o negro sem a presença e participação ativa de sujeitos identificadamente negros, os pretos).
O quê: Branquitude e Televisão: a Nova África (?) na TV pública
De quem: Richard Santos
Onde comprar: www.gramma.com.br
*Gabriel Nascimento é linguista, autor de dois livros, e professor da Universidade Federal do Sul da Bahia.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Da aldeia de Mevzo à cela 466/64-Nelson Mandela, líder sul-africano


A tribo dos Xhosas

O povo Xhosa ,são uma Bantu grupo étnico da África Austral vivem no sudeste da África do Sul, e nos dois últimos séculos em todas as partes do sul e centro-sul do país.

O povo Xhosa são divididos em várias tribos com heranças ainda distintos relacionados. As principais tribos são o Mpondo, Mpondomise, Bomvana, Xesibe, e Thembu. Além disso, o Bhaca e Mfengu adotaram a língua Xhosa. O nome “Xhosa” vem do que a de um líder lendário chamado uXhosa. Há também uma teoria franja que, antes disso, o nome xhosa veio de uma palavra que significa “forte” ou “irritado” em alguns San língua. A Xhosa referem a si mesmos como o amaXhosa, e à sua língua como isiXhosa.

Atualmente, cerca de 8 milhões Xhosa são distribuídos em todo o país, ea língua Xhosa é a linguagem da África do Sul segunda mais populosa casa, depois de Zulu, Xhosa para o qual está intimamente relacionado. O pré-1994 apartheid sistema de bantustões negado Xhosas cidadania Sul Africano, mas permitiu-lhes ter auto-governadas “pátrias”, ou seja, Transkei e Ciskei, agora tanto uma parte do Cabo Oriental Província onde a maioria Xhosa permanecem. Muitos Xhosa viver em Cidade do Cabo (eKapa em Xhosa), East London (eMonti) e Port Elizabeth (eBhayi).

A partir de 2003 a maioria dos alto-falantes de Xhosa, cerca de 5,3 milhões, viveu no Cabo Oriental, seguida pela província de Western Cape (aproximadamente 1 milhão), Gauteng (671.045), o Estado Livre (246.192), KwaZulu-Natal (219.826 ), North West (214.461), Mpumalanga (46.553), o Cabo do Norte (51228), e Limpopo (14.225).

A Xhosa fazem parte do Africano Sul Nguni migração, que se moveu lentamente para o sul da região dos Grandes Lagos, deslocando os originais Khoisan caçadores da África Austral.Xhosa povos estavam bem estabelecidos no momento da Dutch chegada em meados do século 17, e ocuparam grande parte do leste da África do Sul a partir do rio dos peixes a terra habitada por Zulu-falantes ao sul da moderna cidade de Durban.

A Xhosa e colonos brancos encontrou pela primeira vez um ao outro em torno de Somerset


East no início do século 18. No final do século 18 Afrikaner trekboers que migram para fora da Cidade do Cabo entrou em conflito com pecuaristas Xhosa ao redor do Great Fish River região do Cabo Oriental. Seguindo mais de 20 anos de conflito intermitente, 1811-1812 os Xhosas foram forçados a leste por britânicos forças coloniais na Terceira Guerra Frontier.

Nos anos seguintes, muitos clãs de língua Xhosa foram empurrados oeste por expansão dos Zulus, como o norte Nguni colocar pressão sobre o sul Nguni como parte do processo histórico conhecido como o Mfecane, ou “dispersão”. Os de língua Xhosa pessoas Nguni do sul tinha inicialmente dividida em o Gcaleka eo Rharhabe (que tinha se mudado para o oeste através do rio Kei). Mais subdivisões foram feitas mais complicada com a chegada de grupos como o Mfengu eo Bhaca das guerras Mfecane. Esses recém-chegados vieram falar a língua Xhosa, e às vezes são considerados Xhosa. Xhosa unidade e capacidade de resistir à expansão colonial foi ainda enfraquecida pelas fomes e as divisões políticas que se seguiram ao movimento de gado matança de 1856. Os historiadores agora ver este movimento como um milenarista resposta direta a uma doença pulmonar se espalhando entre os Xhosa gado na época, e menos diretamente para o estresse para a sociedade Xhosa causada pela contínua perda de seu território e autonomia.

Alguns historiadores argumentam que esta absorção precoce na economia salarial é a origem última da longa história de filiação sindical e liderança política entre o povo Xhosa. Que a história se manifesta hoje em elevados graus de representação Xhosa na liderança do Congresso Nacional Africano, partido político dominante da África do Sul.

Xhosa é um aglutinante língua tonal da família Bantu. Enquanto os Xhosas chamar sua língua “isiXhosa”, é geralmente referido como “Xhosa” em Inglês. Escrito Xhosa usa um alfabeto latino sistema baseado. Xhosa é falado por cerca de 18% da população do Sul Africano, e tem alguma inteligibilidade mútua com Zulu, especialmente Zulu falado em áreas urbanas. Muitos oradores Xhosa, particularmente aqueles que vivem em áreas urbanas, também falam Zulu e / ou Afrikaans e / ou Inglês.

Entre as suas características, a língua Xhosa famosa tem quinze sons de clique, originalmente emprestados a partir de agora extintos Khoisan línguas da região. Xhosa tem dezoito consoantes clique, pronunciadas em três locais na boca: uma série de cliques dentais, escritos com a letra “c”; uma série de cliques alveolares, escrito com a letra “q”; e uma série de cliques laterais, escritas com a letra “X”. Não é um simples inventário dos cinco vogais (a, e, i, o, u). Alguns vogais no entanto, pode ficar em silêncio. Em outras

palavras, eles podem estar presentes na linguagem escrita, mas dificilmente audível na linguagem falada. Isso acontece especialmente no fim da palavra. Isto é porque o tom da maioria das palavras Xhosa é menor no final.

FOLCLORE E RELIGIÃO 
A cultura tradicional Xhosa inclui adivinhos conhecidos como amagqirha. Este trabalho é maioritariamente ocupados por mulheres, que passam cinco anos de aprendizado. Há também ervanários amaxhwele, profetas izanuse e curandeiros inyanga para a comunidade.

Os Xhosas têm uma forte tradição oral com muitas histórias de heróis ancestrais; segundo a tradição, o líder de cujo nome o povo Xhosa tomar o seu nome foi o primeiro rei da nação. Um dos descendentes de Xhosa nomeados Phalo deu à luz dois filhos Gcaleka, o herdeiro e Rharabe um filho da casa Mão Direita. Rharhabe o guerreiro queria o trono de Gcaleka mas foi derrotado e banido e se estabeleceram nas montanhas Amathole. Maxhobayakhawuleza Sandile Aa! Zanesizwe é o Rei do Great Place em Mngqesha. O Zwelonke Sigcawu foi coroado Rei do Xhosa em 18 de Junho de 2010.

A figura-chave na tradição oral Xhosa é o imbongi (plural:iimbongi) ou cantor louvor Iimbongi tradicionalmente vivem perto “ótimo lugar” do chefe (o foco cultural e político da sua actividade);. eles acompanham o chefe em ocasiões importantes – o imbongi Zolani Mkiva precedida Nelson Mandela em sua posse presidencial em 1994. poesia Iimbongis ‘, chamadoimibongo, elogia as ações e aventuras de chefes e antepassados.

O Ser Supremo é chamado uThixo ou uQamata. Ancestors agir como intermediários e desempenhar um papel na vida dos vivos; eles são honrados em rituais. Sonhos desempenham um papel importante na adivinhação e entre em contato com os antepassados. A prática religiosa tradicional apresenta rituais, iniciações, e festas. Rituais modernos normalmente dizem respeito a questões de doença e bem-estar psicológico.

Missionários cristãos estabeleceu postos entre os Xhosa na década de 1820, ea primeira Bíblia tradução foi em meados da década de 1850, parcialmente feito por Henry Hare Dugmore.Xhosa não se converteu em grande número até o século 20, mas agora muitos estão Christian, particularmente dentro das Igrejas Africano Iniciados como a Igreja Cristã Zion. Algumas denominações combinar o cristianismo com as crenças tradicionais.

OS RITOS DE PASSAGEM

Outras informações: nomes de clãs Xhosa

A Xhosa são um grupo cultural Sul-Africano que enfatizam as práticas tradicionais e costumes herdados de seus antepassados. Cada pessoa dentro da cultura Xhosa tem o seu lugar, que é reconhecido por toda a comunidade. A partir do nascimento, uma pessoa Xhosa passa por estágios de graduação que reconhecem o seu crescimento e atribuir-lhe um lugar reconhecido na comunidade. Cada estágio é marcado por um ritual específico, que visa introduzir o indivíduo com os seus homólogos e, portanto, aos antepassados. A partir imbeleko, um ritual realizado para introduzir um recém-nascido aos antepassados, a umphumo, de inkwenkwe (um menino) paraindoda (um homem). Esses rituais e cerimônias ainda são praticados hoje, mas muitas pessoas Xhosa urbanizadas não segui-las rigorosamente. O ulwaluko e intonjane também são tradições que separavam esta tribo do resto das tribos Nguni.Estas são realizadas para marcar a transição da criança para a vida adulta. Zulus uma vez realizado o ritual, mas King Shaka parou por causa da guerra na década de 1810. Em 2009, foi reintroduzida pelo rei Goodwill Zwelithini Zulu, não como um costume, mas como um procedimento médico para reduzir infecções por HIV. Este tópico tem causado discussões e brigas entre os Xhosa e Zulu; cada lado se vê como superior ao outro, porque ele pratica ou abandona alguns costumes.

Todos esses rituais são simbólicos do próprio desenvolvimento.Antes de cada é realizado, o indivíduo passa o tempo com os anciãos da comunidade para se preparar para a próxima fase.Ensinamentos dos anciãos não estão escritas, mas transmitida de geração em geração por tradição oral. O Iziduko (clã), por exemplo, que é mais importante para a identidade Xhosa (ainda mais do que nomes e sobrenomes) são transferidos de um para o outro através da tradição oral. Conhecendo o seu “Isiduko” é vital para os Xhosas e é considerada uma vergonha e “Uburhanuka” (de falta de identidade), se não se conhece um clã. Este é considerado tão importante que, quando dois estranhos se encontram pela primeira vez, a primeira identidade que fica compartilhada é “Isiduko”. É tão importante que duas pessoas com o mesmo sobrenome, mas diferente do clã são considerados completos estranhos, mas as mesmas duas pessoas do mesmo clã, mas sobrenomes diferentes são considerados parentes próximos. Isto forma as raízes da “Ubuntu” (vizinhos) – um comportamento sinônimo para esta tribo como estender uma mão amiga para um completo estranho quando em necessidade. Ubuntu vai mais longe do que apenas ajudando um ao outro – é tão profunda que se estende até mesmo para cuidar e repreender o filho de seu vizinho quando na errado. Daí o ditado “é preciso uma aldeia para educar uma criança”.

Um ritual tradicional que ainda é praticada regularmente é o ritual masculinidade, um rito secreto que marca a transição da infância para a idade adulta (Ulwaluko). Depois ritual da circuncisão, os iniciados (abakwetha) vivem em isolamento por até várias semanas, muitas
vezes nas montanhas. Durante o processo de cura se mancham argila branca em seus corpos e observar inúmeros tabus.

Nos tempos modernos, a prática tem causado controvérsia, com mais de 825 mortes relacionadas iniciação circumcision- e-desde 1994, ea propagação de doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV através da prática da circuncisão iniciados com a mesma lâmina. Em março de 2007, um controverso mini-série lidar com xhosa de circuncisão e ritos de iniciação estreou na SABC. Intitulado Umthunzi Wentaba, a série foi tirado do ar depois de reclamações por parte de líderes tradicionais que os ritos secretos e para não ser revelado para não-iniciados e mulheres. Em janeiro de 2014, o site ulwaluko.co.za foi lançado por um médico holandês. Dispõe de uma galeria de fotos de pênis feridos, o que provocou indignação entre os líderes tradicionais do Cabo Oriental. O Sul-Africano de Cinema e Publicação Board determinou que o site foi “científico com grande valor educativo”, abordando um “problema social necessitando intervenção urgente “.

As meninas também são iniciadas em feminilidade (Intonjane).Eles também são isolados, embora por um período mais curto.Iniciados femininos não são circuncidados.

Outros ritos incluem a reclusão das mães durante dez dias após o parto, e o sepultamento da placenta e do cordão umbilical, perto da aldeia. Isso se reflete no Inkaba cumprimento tradicional yakho iphi?, Literalmente “Onde está seu umbigo?” A resposta “diz a alguém onde você mora, o que sua afiliação clã é, e qual o seu status social é e contém uma riqueza de informação cultural. Mais importante ainda, ele determina onde você pertence”.


DIETA -A Xhosa resolvido nas encostas das montanhas da Amatola e as Montanhas Winterberg. Muitas correntes drenam para grandes rios deste território Xhosa incluindo o Kei e Pesca Rivers. Solos ricos e chuvas abundantes fazer as bacias hidrográficas boa para a agricultura e pastoreio de gado importante e fazer a base da riqueza.

Alimentos tradicionais incluem carne (inyama yenkomo), carne de carneiro (inyama yegusha), e carne de cabra (inyama yebhokwe), sorgo, leite (muitas vezes fermentado, chamado de “Amasi”), abóboras (amathanga), mielie-refeição (farinha de milho), samp (umngqusho), feijão (iimbotyi), legumes, como“rhabe”, espinafre selvagem que lembra azeda “, imvomvo”, o doce seiva de um aloe, ou “ikhowa”, um cogumelo que cresce após as chuvas de verão.
Xhosa Pratos
Isophi, milho com feijão ou sopa de ervilhas
Umleqwa, um prato feito com free-range de frango.
Umngqusho, um prato feito de milho e açúcar feijão branco, um alimento básico para o povo Xhosa.
Umphokoqo, uma salada Africano feito de farinha de milho.
Umqombothi, um tipo de cerveja feita de milho fermentado e sorgo.
Umvubo, leite azedo misturado com pap seca, comumente consumidos pelo Xhosa.
Umbhako, pão mealie
Umfino, Wild espinafre / repolho chamado imifino, espinafre misturado com mealie refeição.
Umqa, um prato feito de abóbora e mielie refeição (farinha de milho)
Umxoxozi, uma abóbora que é cozido antes de estar totalmente curado.
Amaceba, fatias de abóboras que são cozidos em água abundante.
Umcuku, um prato feito de mealie, que era popular nos anos 1900.
Amarhewu, uma bebida não alcoólica feita a partir de farinha de milho que sobra algumas noites por ele para obter um gosto amargo na boca antes de ser consumido.

ARTES E ARTESANATO - O artesanato tradicional incluem beadwork, tecelagem, madeira e cerâmica.
A música tradicional apresenta tambores, chocalhos, apitos, flautas, harpas boca, e-instrumentos de cordas e, especialmente, cantando grupo acompanhado por palmas. Há canções para várias ocasiões rituais; uma das canções mais conhecidas Xhosa é uma canção de casamento chamado “Qongqothwane”, realizada por Miriam Makeba como “Click Song # 1”. Além Makeba, vários grupos modernos gravar e tocar em xhosa. Missionários introduziu o Xhosa para canto coral ocidental. “Nkosi Sikelel ‘iAfrika”, parte do hino nacional da África do Sul é um hino Xhosa escrito em 1897 por Enoch Sontonga.

Os primeiros jornais, novelas e peças teatrais em Xhosa surgiu no século 19, e Xhosa poesia também está ganhando renome.

Vários filmes foram rodados na língua Xhosa. U-Carmen eKhayelitsha é um remake moderno de Bizet ‘s 1875 óperaCarmen. É filmado inteiramente em Xhosa, e combina a música da ópera original, com música tradicional Africano. Tem lugar no município da Cidade do Cabo de Khayelitsha.

XHOSAS NA SOCIEDADE MODERNA
Xhosa pessoas compõem atualmente cerca de 18% da população do Sul Africano.Sob o apartheid, as taxas de alfabetização de adultos eram tão baixos quanto 30%, e em 1996 estudos estimaram o nível de alfabetização dos primeira língua falantes Xhosa em aproximadamente 50%. Houve avanços desde então, no entanto.

Educação em-escolas primárias que atendem às comunidades de língua Xhosa é realizado em isiXhosa, mas este é substituído pelo Inglês após as séries primárias iniciais. Xhosa ainda é considerado como um assunto estudado, no entanto, e é possível se formar em Xhosa a nível universitário. A maioria dos estudantes na Universidade de Fort Hare falar isiXhosa. Universidade de Rhodes, em Grahamstown, além disso, oferece cursos de isiXhosa para falantes de língua materna tanto e não de língua materna. Estes cursos incluem um componente de ambos os estudos cultural. Professor Russel H. Kaschula, chefe da Escola de Idiomas em Rhodes, publicou vários trabalhos sobre cultura Xhosa e da literatura oral.

Os efeitos das políticas governamentais durante os anos de apartheid ainda pode ser visto na pobreza do Xhosa que ainda residem no Cabo Oriental. Durante este tempo, Xhosa machos só poderia procurar emprego na indústria de mineração como os chamados trabalhadores migrantes. Desde o colapso do apartheid, as pessoas podem circular livremente.

Após o colapso do apartheid, a migração para Gauteng e Cidade do Cabo é cada vez mais comum, especialmente entre rurais povo Xhosa.
Essa foi a influencia de Nelson Mandela (1918-2013) nasceu em Mvezo, África do Sul, no 

Com nove anos, com a morte do seu pai, Mandela foi levado para a vila real, onde ficou aos cuidados do regente do povo Tambu. Ao terminar sua formação elementar, Entrou na escola preparatória Clarkebury Boarding Institute, um colégio exclusivo para negros, onde estudou cultura ocidental. Ingressou no Colégio Healdtown, onde era interno.
“Ubuntu” na cultura Xhosa significa: “Eu sou porque nós somos”

Um antropólogo fez uma brincadeira com as crianças de uma tribo africana. Ele colocou um cesto cheio de frutas junto a uma árvore e disse para as crianças que a primeira que chegasse na árvore ganharia todas as frutas.

Dado o sinal, todas as crianças saíram ao mesmo tempo… e de mãos dadas! Então sentaram-se juntas para aproveitar a recompensa.

Quando o antropólogo perguntou porque elas haviam agido desta forma, sabendo que um entre eles poderia ter todos os frutos para si, elas responderam: “Ubuntu: como um de nós pode ser feliz se todos os outros estiverem tristes?”

Mandela não viu em vida seu ideal se concretizar em plenitude, mas foi o fundamental e principal responsável pelo despertar de um povo e a posterior construção de uma nação. "Amandla!" ("Poder!"), gritava Mandiba em Xhosa aos seus seguidores, que respondiam "Awethu!" ("Para o povo!"). Morre um  rei guerreiro revolucionário.

Um afro abraço.
Claudia Vitalino.

fonte:https://vivimetaliun.wordpress.com

Editais #leituragerafuturo

Edital 1 – Bibliotecas Digitais 2018
Objeto: seleção de projetos que visem a criação do conceito de Bibliotecas Digitais em Bibliotecas Públicas Estaduais, Municipais ou do Distrito Federal, no país.
Período de inscrição: 6/7 a 20/8
Recursos: serão selecionados 20 projetos, cujo valor do apoio financeiro do MinC será de R$ 100.000,00 (cem mil reais).
Contato para dúvidas sobre o edital: edital.bibliotecasdigitais@cultura.gov.br

Edital 2 – Prêmio de Incentivo à Publicação Literária, 200 Anos de Independência
Objeto: seleção e premiação de obras literárias inéditas em português do Brasil que abordem de forma livre a temática do Bicentenário da Independência do Brasil.
Período de inscrição: 6/7 a 11/9.
Recursos: Serão contempladas 25 (vinte e cinco) obras literárias inéditas, no valor de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais).
Contato para dúvidas sobre o edital: premioliterario200anos@cultura.gov.br
Onde se inscrever: inscrições somente via Correios, de acordo com as instruções no edital.

Edital 3 – Feiras Literárias 2018
Objeto: apoio financeiro a entidades para a realização de feiras e ações literárias existentes no País, de acordo com os critérios definidos no edital.
Período de inscrição: 6/7 a 11/9
Recursos: serão selecionados 10 projetos no valor total de R$ 125.000; 4 (quatro) projetos no valor total de R$ 250.000 e 3 projetos no valor total de R$ 500.000 para Feiras e Ações Literárias, incluindo a contrapartida de 20%, nos termos do art. 6º da Lei nº 8.313, de 1991.

Contato para dúvidas sobre o edital: edital.feirasliterarias2018@cultura.gov.br ou pelo telefone (61) 2024-2831.

Onde se inscrever: http://www.convenios.gov.br

O último caderno de Saramago

A tradutora e jornalista, Pilar del Río, que foi casada com Saramago, encontra textos inéditos redigidos no ano em que ele recebeu o Nobel.
O ano de 1998 começou em Lanzarote com uma tempestade noturna que arrancou as duas oliveiras que José Saramago tinha em sua casinha branca. O escritor terminou dezembro reclinado numa filial da loja de departamentos El Corte Inglés, em Madri, procurando um par de meias. A casual descoberta do sexto caderno de Lanzarote, com textos sobre sua atividade cultural e social, permitirá recompor a vida do autor português no ano em que recebeu o Nobel, duas décadas atrás.
Também era de noite quando sua viúva e tradutora, Pilar Del Río, vasculhava nesta primavera boreal os computadores de Saramago, conservados em sua casa de Lanzarote. A diretora da Fundação que leva seu nome reunia, ao lado do poeta e ensaísta Fernando Gómez Aguilera, conferências dispersas do prêmio Nobel para publicá-las neste aniversário. “Essa foi a origem da descoberta do sexto caderno de José”, explica Pilar. “No processo de pesquisa, rastreamos outra vez os computadores. Já bem de noite e muito cansada, cliquei na pasta que dizia ‘Cadernos’. Não a havia aberto em 20 anos, como não havia aberto a pasta de ‘Todos os Nomes’, pois eram pastas de livros terminados. Afinal, para que entrar e remover memórias e recordações? Mas, nesse afã de busca, cliquei em ‘Cadernos’ e ali estavam todos os publicados, do um ao quinto, mas debaixo havia um sexto. Eu não podia acreditar. Abri e o arquivo estava cheio de textos. Naquela hora da noite, me pareceu bruxaria.”
O sexto caderno de Saramago terá lançamento mundial em 8 de outubro, por ocasião do Primeiro Congresso Internacional sobre o escritor, em Coimbra. No mesmo dia, a editora espanhola Alfaguara e a portuguesa Porto publicarão outra obra com o título O Último Caderno de Lanzarote.
O mistério ou a bruxaria do sexto caderno não é tanto em relação aos escritos do próprio autor. Pois, no epílogo do quinto caderno da edição espanhola, em 1997, já se anunciava um sexto; e, em 2001, Saramago insistia de novo. “Atribuo o esquecimento ao terremoto que significou a entrega do Nobel”, explica sua viúva. “Atribuo aos acasos da vida, não às leis do marketing.” E, nesse capítulo de coincidências, vem também o fato de que este 20.o aniversário do Nobel de Saramago seja comemorado em um ano insólito, sem Nobel de Literatura.
Por vezes, o diário só enuncia um tema que passa pela cabeça do autor. Outras datas recordam encontros com colegas e compromissos culturais. Mas há dias em que Saramago não tem freio, geralmente em relação a leitores e políticos, e é então quando sai a autêntica personalidade do autor de O Ano da Morte de Ricardo Reis (Companhia das Letras, 1988). “É um diário muito completo e muito atual”, explica Pilar, “com suas inquietudes sobre os problemas da época, que continuam sendo hoje de máxima atualidade, como a imigração e a União Europeia.”
O Último Caderno de Lanzarote é um genuíno Saramago, com sua preocupação com a persiana mal fechada e com seus demônios: o FMI, os Estados Unidos da América do Norte (EUAN, como ele diz) e o então primeiro-ministro português, Aníbal Cavaco Silva, que fez tudo o que pôde para ser odiado em seu próprio país e que o motivou a se refugiar em Lanzarote.
Nesse ano extraordinário de 1998, há dias para recordar os cainitas que se negam a colocar seu nome em uma escola e para renegar os patriotas que se calam quando a OTAN ocupa território nacional, mas que se sublevam pelo fato de que a Espanha tenha dado a Portugal uma placa de Filipe II —rei de Portugal em 1580— por ocasião da Exposição Universal.
Saramago se indigna com o FMI porque mete o nariz nas instituições portuguesas. E também com os rumos da União Europeia: “A mesma Europa que gastou séculos e séculos para conseguir formar cidadãos só precisou de 20 anos para transformá-los em clientes”, escreve. O autor de Ensaio Sobre a Cegueira (Companhia das Letras, 1995) vê a globalização se aproximando (estamos em 1998): “Seja mundial ou europeia, é um totalitarismo.”
 O Nobel perde sua aspereza quando se corresponde com seus leitores e sua legião de seguidores, alguns —algumas— absolutamente rendidos aos seus pés. “A única ideia original que saiu desses cadernos”, recorda, “é pedir que a obra completa de um escritor inclua um volume com as cartas dos leitores. É um inesgotável campo de trabalho.” E também uma prova da riqueza criativa das pessoas, conforme algumas cartas incluídas em O Último Caderno.
Nessa montanha-russa que são sempre alguns diários, estes de 1998 alcançam o cume com o discurso do Nobel e descem a este mundo terrenal onde a sua companheira te coloca no seu lugar, caso a vaidade tenha subido à sua cabeça, e exige, antes de comparecer a outro prêmio, que você vá comprar meias, já que bem precisa delas. E é assim, ajoelhado, escolhendo entre o que você não sabe, que alguém reconhece um autêntico prêmio Nobel em posição “tão pouco digna”.
Por Javier Matín, no El País

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Ouça “História Hoje” 09/07/: Há 139 anos, nascia em Minas Gerais o médico e sanitarista Carlos Chagas

Em julho de 1879, nasce Carlos Justiniano Ribeiro Chagas, ou apenas Carlos Chagas, como ficou mundialmente conhecido por ter se dedicado ao combate à malária –  doença infecciosa causada pela picada de uma fêmea do mosquito Anopheles.

Apresentação Carmen Lucia
ANTES DE OUVIR O ÁUDIO DESLIGUE O SOM DA RÁDIO BRASIL CULTURA NO TOPO DA PAGINA
A doença típica de regiões tropicais e subtropicais tem cura. Mas nos casos mais graves pode matar. Os sintomas mais comuns são: febre alta, calafrios e forte dor de cabeça.
O médico sanitarista e biólogo Carlos Chagas foi também cientista e bacteriologista. As várias habilitações foram fundamentais para que o médico mineiro, que trabalhou como clínico na saúde pública do Brasil, investisse em pesquisas.
Em 1901, Carlos Chagas foi recrutado por Oswaldo Cruz para controlar a malária em Itatinga – São Paulo. A doença vinha atacando trabalhadores da Companhia Docas de Santos, provocando a paralisação das obras de reconstrução de uma represa na região.
Chagas promoveu a prevenção, inclusive nos locais onde viviam os operários.
O combate ostensivo aos mosquitos infectados com o parasita da malária possibilitou acabar rapidamente com o surto e serviu de base para o efetivo combate da doença em várias regiões do mundo.
A ação promovida por Carlos Chagas virou procedimento padrão em outras campanhas.
O pesquisador também destacou-se ao descobrir o protozoário Trypanosoma cruzi (o cruzi é uma homenagem a Oswaldo Cruz) e a tripanossomíase americana, conhecida como doença de Chagas. Ele foi o único cientista na história da medicina a descrever completamente uma doença infecciosa: o patógeno, o vetor, os hospedeiros, as manifestações clínicas e a epidemiologia.
Trabalhava durante quatorze horas por dia no Instituto Oswaldo Cruz.  Morreu enquanto dormia , de ataque cardíaco,  em oito de novembro de 1934. Sabia que era portador da doença de Chagas.
Carlos Chagas recebeu vários prêmios de reconhecimento ao seu trabalho como cientista. Entre os principais, o de doutor honoris causa da Universidade de Harvard e Universidade de Paris,   e o de membro honorário da Academia Brasileira de Medicina.
História Hoje: Programete sobre fatos históricos relacionados às datas do calendário. Vai ao ar pela Rádio Brasil Cultura de segunda a sexta-feira.
Adaptado pelo Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, em 09 de julho de 2018. 

Livro infantil desperta consciência sobre cidadania e direitos urbanos

A jornalista e escritora Manuella Bezerra de Melo acaba lançar uma obra infantil, “Existem sonhos na Rua Amarela”, cujo objetivo é despertar a consciência dos pequenos sobre coletividade, cidadania e direitos urbanos.
Um gatinho curioso e um bairro que é um reduto de cidadania e resistência contra a especulação imobiliária serviram de fundo para a obra que é o primeiro livro infantil da de Manuella. Em aproximadamente 30 páginas, o gato Milo conta a história do seu irmão Bené, que sonha em ser detetive e começa a sua “carreira” com uma investigação para salvar o bairro onde mora de um projeto devastador.
A obra é uma ficção inspirada no cotidiano recifense e trata sobre especulação imobiliária e democracia, inspirando-se nas experiências da capital pernambucana com o projeto Parque Capibaribe e o movimento Ocupe Estelita. “É absolutamente inspirado no bairro das Graças, onde morei por um bom tempo, e nas lutas por direitos urbanos do Recife, mas traz elementos totalmente ficcionais”, explica Manuela Bezerra de Melo. O livro tem ilustrações e capa de Java Araújo e posfácio de Ivan Moraes Filho, além de contar com o luxuoso auxílio de intertextos do clássico Olhai os Lírios do Campo, de Érico Veríssimo.
Os personagens principais vivem junto com seus amigos na Rua Amarela, que fica no Bairro Azul (bairro das Graças), área cortada pelo Rio Vivo (Rio Capibaribe) e ainda marcada pela presença de belas casas, árvores e fauna local. Na história, o gatinho Bené descobre que essa tranquilidade está ameaçada e começa a investigar uma movimentação que poderá transformar parte da Vila Verde em um grande empreendimento imobiliário.
Junto com seu irmão e amigos, o protagonista inicia uma verdadeira jornada contra o projeto. Ele luta para fazer valer os desejos dos moradores que esperavam a construção de um parque com ciclovia e área verde no local. No desenrolar do enredo, os gatinhos se pegam em reflexões ligadas a cidadania, direitos urbanos e meio ambiente, como verticalização e aquecimento das cidades. As aventuras de Bené e sua turma mostram que a união e organização popular são capazes de promover mudanças e garantir direitos. As questões levantadas pela obra são apresentadas aos pequenos leitores de forma lúdica e incluem também elementos polêmicos como a corrupção, ajudando a despertar o senso crítico e a ideia de coletividade.
Existem Sonhos na Rua Amarela  já está em pré-venda e pode ser encontrado no link https://editoramultifoco. . A primeira obra de Manuella foi Desanônima, lançada em agosto de 2017.