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sábado, 25 de agosto de 2018

Destinos de cinema para curtir a 7ª arte

Festivais de cinema de norte a sul do Brasil são uma aposta certeira para casar a paixão pelas telonas com o prazer de viajar. Em todo o país, os eventos se convertem em roteiros de viagem e contabilizam ganhos para a economia do Turismo, que percebeu neste nicho uma oportunidade de ampliação do fluxo de turistas nos períodos de baixa ocupação dos destinos.
Na Região Sul, um dos principais expoentes é o Festival de Cinema de Gramado, que termina neste sábado (25) e dispensa apresentações. Na cidade luz de clima e matizes europeias, das hortênsias e do Natal Luz, o festival é mais um ingrediente para reforçar a vocação turística de Gramado e região, lotando os hotéis e atrativos da serra com o movimento dos cerca de 300 mil visitantes esperados para o evento.
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Pedra Furada, “janela do céu” no Parque Nacional de São Joaquim, fica próxima a Urubici (SC). Foto: Beto Garavello/Divulgação

Subindo por Santa Catarina, São Joaquim, Urubici e Lages promovem, de 21 a 29 de setembro, o Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra Catarinense, que exibe documentários e filmes de animação. Já a capital paranaense, Curitiba, realiza de 4 a 8 de outubro o Curta 8, Festival Internacional de Cinema Super 8. Como diz o nome, a competição é para curtas captados no formato super 8 – novas tecnologias surgem a todo tempo mas o formato Super 8 continua sendo o “queridinho” dos profissionais e interessados em cinema.
Chegando ao Sudeste, está a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que promove de 18 a 31 de outubro uma competição para produções de longa-metragem. Dá pra emendar e dar um pulinho na capital carioca para o Festival do Rio, que começa dia 1º de novembro e se estende até o dia 11, com longas de todos os gêneros. Quem quer fazer as malas antes, já pode se programar para o Festival de Cinema de Vitória (ES), que começa no próximo dia 3 e reúne produções experimentais, de ficção, animação e documentários.
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Avenida Beira Mar, Vitória (ES). Crédito: VitorJubini/Divulgação MTur

Passando pelo Planalto Central, não é à toa que a capital da República é chamada de cidade cinematográfica. Palco do histórico Festival de Brasilia do Cinema Brasileiro, cuja 51ª edição acontece de 14 a 23 de setembro, aumenta sua presença no cenário cultural do país com o “Curta Brasília – Festival Internacional de Curta Metragem”, programado para dezembro. Para além da tela, os fãs da 7ª arte podem aproveitar a visita para conhecer monumentos, como a Catedral, Palácios do Itamaraty e da Justiça, e o urbanismo dos eixos e superquadras, com as assinaturas de monstros sagrados da arquitetura como Oscar Niemeyer e Lúcio Costa.
A região do Pantanal também é cenário (de cinema e) para curtir cinema. Em outubro, acontece em Cuiabá (MT) a 17ª edição da Mostra de Audiovisual Universitário da América Latina (Maual). O evento é considerado uma das principais vitrines da produção audiovisual universitária e independente do Brasil e da América Latina. É também uma oportunidade de se conhecer a capital mato-grossense e sua culinária repleta de receitas de peixes variados. Se tiver um tempinho a mais, vale pegar estrada até a Chapada dos Guimarães, a cerca de 70 km de distância, e desbravar o Pantanal Norte. É na Chapada, a propósito, que acontece o “Tudo Sobre Mulheres”, festival temático de cinema que vai de 5 a 9 de setembro.
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Entardecer na Chapada dos Guimarães (MT). Foto: Beto Garavello/Divulgação

No Nordeste, o 13º Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões, de 26 a 30 de setembro, promete lotar os cerca de 700 leitos da pequena cidade de Floriano. O município piauiense está localizado às margens do Rio Paranaíba, seu principal atrativo turístico, margeado de balneários e prédios históricos. Durante o festival serão oferecidas oficinas, palestras, debates e painéis com produtores, diretores e atores.
Em São Miguel do Gostoso, badalado point turístico do Rio Grande do Norte, a 5ª Mostra de Cinema de Gostoso se realiza de 23 a 28 de novembro. Serão seis dias dedicados à apresentação dos mais recentes lançamentos cinematográficos do país em um telão que será montado na Praia de Maceió, um cenário de areia branca e águas azuis no destino onde os ventos convidam à prática de esportes náuticos, como o windsurfe e kitesurf. Distante 110 km de Natal, “Gostoso” é cheio de charme, com praias lindas e boa comida, um destino de referência para descanso e aventura.
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Pôr-do-sol exuberante na orla de São Miguel do Gostoso (RN). Foto: André Martins/MTur

No Norte, volta à cena, depois de cinco anos, o 13º Festival Chico – Festival de Cinema e Vídeo do Tocantins. O evento, de estímulo à produção cinematográfica, promete movimentar a capital Palmas de 25 a 29 de setembro com as mostras Nacional e Tocantins. Vale dedicar um tempo para conhecer a mais nova capital do país. Localizada entre o rio Tocantins e a Serra do Lajeado, a cidade é banhada pelo lago artificial de Palmas com mais de 100 km de extensão, um dos principais atrativos locais com opção de passeios de barcos e outras atividades náuticas pelas praias urbanas e ilhas. Bares e restaurantes pontuam a orla urbana. Com maior disponibilidade, o Jalapão pode entrar na agenda.
Há também casos em que um único festival passeia por diversas cidades. É o caso da Festival Mimo de Cinema 2018, que levará em sua 15ª edição produções inéditas que tratem de música para Paraty (28 a 30/09), candidata ao título de patrimônio natural e cultural; Rio de Janeiro (15 a 17/11), principal destino de lazer do país; São Paulo (19 e 20/11), destino internacional da gastronomia, e Olinda (23 a 25/11), cujo centro histórico é patrimônio cultural da humanidade. Paralelamente ao festival, serão realizados concertos gratuitos de artistas brasileiros e estrangeiros.
Edição: Vanessa Sampaio

Comunicado: Ônibus da Cultura

A SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA, COMUNICA para conhecimento de quantos possam se interessar, que iniciou o procedimento visando a realização de implantação do projeto ônibus da Cultura. Nesse contexto, esta recebendo propostas comerciais  a ser encaminhada no e-mail smccompras@prefeitura.sp.gov.br  também poderá ser visualizado o Termo de Referência. 

Fonte: BRASIL CULTURA

Dia do Artista – 24 de agosto

Ontem foi comemorado o dia 24 de agosto foi escolhido como data para celebrar a existência do artista em nossa sociedade. O artista é qualquer pessoa que dedica sua vida ou algum tempo dela à arte. Aqui, entenda-se arte como qualquer modalidade das mais tradicionais que você faça com muito amor e dedicação. Na maioria das vezes, para ser artista é necessário que a pessoa tenha nascido com um dom. Seja ele para pintura, interpretação, atuação em peças teatrais, cinema e novelas. Esses setores se destacam como importantes espaços para o surgimento de excelentes artistas.
O mundo está cheio de artistas e não são só os famosos que fazem parte dessa lista, existem os autônomos, que são artistas de rua, que com uma maquiagem e alguns acessórios tentam viver dessa arte que nem sempre é uma fonte de riqueza. Existe também a arte de viver. A vida é uma luta constante, por onde passamos por altos e baixos, mas quase sempre saímos triunfantes.
Já tentou imaginar se eles não existissem? O mundo seria menos colorido sem as obras de arte, e menos divertido sem os atores que nos proporcionam tantas risadas, seja no palco, nas telinhas e até mesmo nas ruas.
Fonte: BRASIL CULTURA
Adaptado pelo CPC/RN

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

DEMETRIUS MONTENEGRO: Tarde de desenhos, pinturas, aprendizados e muitos abraços na APAE/Nova Cruz. Muito amor envolvido!

 Demetrius Montenegro: "Uma ciclopédia cultural fora do comum!
 Amor pela arte e pelas pessoas especiais
 Demetrius exemplo de cidadania e amor ao próximo!
Não se torna artista, as pessoas já nascem artista, é saber desenvolver seus dons e criatividade. É preciso também amar a arte! Todos esses itens estão na mente e coração do amigo, Demetrius Montenegro ! Esse gesto com os nossos irmãos da APAE, demostra isso! A cultura agradece, pois esse nossos lindos e especiais irmãos merecem! Pessoas com este coração merecem os aplausos da humanidade! Parabéns, Demetrius Montenegro, parabéns a APAE por também proporcionar esse momento tão lindo e marcante! 

Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN.

Estudante briga na Justiça contra perseguição do IBMEC e condenação em 200 mil

Imbróglio se arrasta desde 2016 e começou com a vitória do movimento estudantil com fim das cobranças de taxas nas universidades privadas do RJ.
Em janeiro de 2016, o movimento estudantil carioca conseguiu uma vitória inédita e que serve até hoje de modelo para os outros Estados. Depois de muito luta os estudantes garantiram, por meio da Lei 7.202 o fim das cobranças de taxas abusivas nas universidades particulares do estado.
Na época Pedro Auar, era estudante de Direito do Ibmec-RJ e presidente do Centro Acadêmico Ministro Evandro Lins e Silva (Camels) – entidade pioneira na luta contra as taxas. Desde então o estudante conta que a perseguição por parte da coordenação de Direito da instituição, que culminou em sua expulsão e até em pedido de prisão preventiva parece não ter limites.
“Fui condenado em 200 mil reais por danos morais pelo I Juizado Especial Cível da Barra da Tijuca que é de pequenas causas. A disparidade desse valor mostra a má-fé”, destaca.
A última foi a tentativa de penhora porta a dentro, ou seja, entrarem na casa do pai do estudante onde ele mora e levarem qualquer objeto de valor até que se atinja o valor da condenação. “A gente não pode ficar calado, é seríssimo isso que estão fazendo. Eu nem tenho esse dinheiro. Estão fazendo isso para me silenciar, para me colocar medo”.
Pedro que continua a estudar direito, agora na PUC-RJ, afirma que além de estarem infrigindo a lei do Juizado, em uma condenação de valor muito maior que o que está na lei, também querem invadir a casa do pai dele, o que de acordo com o estudante é inconstitucional.
“São os professores e advogados Daniel Brantes Ferreira e Bianca Oliveira de Farias, além do grupo do IBMEC por trás. O que leva professores a perseguirem um aluno dessa maneira cruel?”, questiona nominando os autores do processo contra ele.
Em 2017 a casa do pai de Pedro já foi alvo de uma busca e apreensão que levou o celular e o computador do estudante. Até hoje ele não conseguiu os aparelhos de volta.
“Eu acho que mexi com cachorro grande, com o cartel das universidades privadas aqui do Rio. Fiquei em evidência e não tive medo de brigar pelo que é certo”, afirma.
A briga na Justiça continua. “Estamos tentando reverter a condenação, mas com é um Juizado de Pequenas Causas não tem muito recurso. E infelizmente hoje estamos vivendo a ditadura da toga”.
Fonte: UNE

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Dia Internacional dos Povos Indígenas: a celebração da cultura e o empoderamento indígena

Mais do que simplesmente comemorar uma data e prestar homenagens, é preciso contar a sua história, suas lutas, feitos e vitórias para a garantia dos resultados mínimos esperados e para a perpetuação de um legado, e o Dia Internacional dos Povos Indígenas é uma dessas datas. 
Comemorada mundialmente no dia 9 de agosto, a data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 1992, para expressar o reconhecimento internacional em relação às tradições e costumes dos povos indígenas que carecem da manutenção de alguns de seus direitos mais básicos. Além de dar a eles voz, principalmente no que concerne aos direitos humanos e garantir a preservação da cultura tradicional de cada um desses povos, como fonte primordial de sua identidade.
A população indígena no mundo está estimada em cerca de 370 milhões de pessoas, vivendo em mais de 70 países de todos os continentes e representando mais de 5.000 línguas e culturas, o que representa algo em torno de 5% da população mundial. No dia 7 de setembro de 2007, a ONU aprovou a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, que visa garantir e reafirmar os direitos básicos dessa população em todo o mundo, servindo de instrumento para a imposição de sanções sobre aqueles países e governos que não visarem à manutenção de tais direitos.
O indígena, Srêwē da Mata de Brito, 46 anos, se autointitula bicultural - aquele que tem habilidades para viver dentro e fora da cultura indígena - pertencente ao povo Xerente, avalia que a maioria da população reconhece que a luta e a resistência indígenas são fundamentadas pelo direito sagrado. Isso envolve todas as formas de ser e viver, por serem detentores dos valores culturais, ambientais e conhecimentos ancestrais. “Com a colonização europeia muitos costumes se modificaram em virtude das pressões. Dessa forma, muitas transformações ocorreram, quer sejam positivas ou negativas. Essa imposição fez com que o indígena passasse a viver de forma bicultural, uma estratégia de resistência e sobrevivência. Aos poucos a sociedade se une em prol dos indígenas, pois reconhece que são sujeitos dotados de direitos”, argumenta.
Pertencente à Aldeia Ktēpo, onde é vice-cacique e com residência na cidade de Tocantínia (TO), Srêwē se orgulha dos trabalhos que executa. Agricultor por natureza, ele cuida da terra, planta árvores, ajuda nos diversos projetos no âmbito do cerrado, e ainda, viaja pelo Brasil, “conheci vários povos, vários lugares, sentei com autoridades políticas, autoridades terrenas, e por fim, indo a diversos países  pude perceber que o Waptokwazawre (nome dado ao Grande Espírito, podendo variar segundo o costume do povo) faz com que tudo seja possível e os que lutam conseguem vencer, e os que sonham conseguem realizar os seus sonhos”, finaliza.
Além da celebração, a data reconhece os desafios sofridos pelos índios. Muito ainda deve ser feito para garantir condições adequadas de vida a esses povos. A pobreza, a violência, mas, principalmente, a discriminação devem ser amplamente combatidas. No dia de hoje, os indígenas merecem uma homenagem à riqueza de suas tradições milenares e à contribuição para a diversidade cultural no mundo, expressando a determinação de preservar seus interesses e os seus direitos, onde quer que vivam.
Saiba mais sobre a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas aqui.
Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário

Será que Bolsonaro escuta (e entende) a música brasileira?

Será que Jair Bolsonaro gosta de Música Popular Brasileira? Reconheço que, à primeira vista, o gosto musical dele não parece ter nenhuma importância política.
Por Astrid Prange*
AP Jornalista alemã destaca força da música brasileira para a resistência à ditadura de 64 e ao golpe de hoje  Jornalista alemã destaca força da música brasileira para a resistência à ditadura de 64 e ao golpe de hoje
Mas vale lembrar que nem o samba, nem o forró e tampouco a Bossa Nova eram somente flores e amores. Nas letras e harmonias sofisticadas de Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Nara Leão e tantos outros sempre transpareceu a busca por justiça social e a vergonha da pobreza que vivia tão perto da turma da Bossa Nova nos morros do Rio.
E a oposição ao regime militar. “Podem me prender / podem me bater / podem até deixar-me sem comer / que eu não mudo de opinião”, cantou o sambista Zé Keti. E Tom Jobim e Vinicius de Moraes mandaram um recado claro na musica “O morro não tem vez: Quando derem vez ao morro / toda cidade vai cantar”.
Com seu show Opinião, já em pleno regime militar, a cantora Nara Leão, por exemplo, demonstrou coragem. E junto com ela a plateia de 100 mil pessoas que lotou o show num shopping em Copacabana por nove meses, de dezembro de 1964 até agosto de 1965. As músicas Opinião, de Zé Keti, e Carcará, de João do Vale, serviam como desabafo, como protesto.
Quem poderia imaginar que 60 anos depois do primeiro sucesso da Bossa Nova, os velhos espíritos da ditadura renasceriam, reencarnados num candidato a presidente? Um candidato que elogia a ditadura militar e que dedicou o seu voto no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o primeiro militar reconhecido pela Justiça brasileira como torturador.
Quando os militares tomaram o poder, no golpe de 1964, Jair Bolsonaro tinha apenas 9 anos. Ele então cresceu numa época forte da Música Popular Brasileira, em meio à criatividade musical de uma geração de artistas que teve que disfarçar sua crítica em versos sofisticados. Ou emigrar para respirar liberdade no exílio.
“Apesar de você / amanhã há de ser outro dia” – nunca imaginei que esse hino de resistência de suprema poesia de Chico Buarque poderia voltar a ser tão atual. Nunca imaginei que os mesmos artistas que antigamente compunham e cantaram contra o regime militar hoje se juntem para pedir a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Esses artistas brasileiros só fazem aumentar a minha profunda admiração pela música brasileira. Como ela é poderosa! Ela faz milhões de brasileiros cantar, esperar e lavar a alma. Foi ela que me trouxe para o Brasil. A beleza da MPB me fez aprender o português e me abriu um mundo novo: o Brasil. Obrigada, música brasileira!
*Astrid Prange de Oliveira é jornalista alemã. Chegou ao Rio de Janeiro solteira e voltou para a Alemanha com uma família carioca, por isso considera o Rio sua segunda casa. Hoje ela escreve sobre o Brasil e a América Latina para a Deutsche Welle
Fonte: BRASIL CULTURA

Vicente Celestino 1894/1968 (23 de agosto)

Nasceu no dia 12 de setembro de 1894, na Rua Paraíso, bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes da região da Calábria, Itália, chegados ao Brasil dois anos antes de seu nascimento. Teve cinco irmãos e cinco irmãs. Quatro deles seguiram carreira artística como ele: João, galã cômico; Pedro, tenor; Radamés, barítono e Antônio, baixo. Chegou a trabalhar na sapataria do pai, em uma fábrica de guarda-chuvas, em 1905, como servente de pedreiro em 1906, voltando ao estabelecimento de seu pai em 1910.
Após terminar o curso primário, estudou desenho industrial no Liceu de Artes e Ofícios. Casou-se, em 1933, com a cantora e atriz Gilda de Abreu. O casamento foi realizado na manhã do dia 25 de setembro de 1932 e, à noite, Gilda usou o mesmo vestido em uma cena do espetáculo “A canção brasileira” (de Luís Iglesias e Miguel Santos e música de Henrique Vogeler), repetindo, com uma revoada de pombos e ao som da marcha nupcial, a emoção do casamento, para o público do teatro. Durante a carreira, conquistou o público feminino tanto por sua voz de tenor, quanto por sua bela estampa de galã.
Em 1965, recebeu o título de Cidadão Paulistano pela Câmara de Vereadores desta cidade. No dia 23 de agosto de 1968, quando se preparava para gravar um programa de televisão, onde seria homenageado pelo Movimento Tropicalista, passou mal no quarto do Hotel Normandie, em São Paulo, falecendo do coração minutos depois. Seu corpo foi transferido para o Rio de Janeiro, onde foi velado por uma multidão na Câmara dos Vereadores e sepultado sob palmas do público.
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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

O que você tem visto na educação hoje?

Num ano movimentado como 2018, não podemos deixar esse tema de lado. Precisamos parar para analisar onde avançamos, onde ainda precisamos melhorar e aprender como criar estratégias efetivas para aumentar o aprendizado dos alunos. Somente com a participação de cada um de nós essa luta terá resultados realmente transformadores, por isso lançamos a campanha Educação: Eu vejo, Eu sonho, Eu faço, um espaço de troca sobre a educação brasileira e construção de um ensino público de mais qualidade. Um momento para você olhar ao redor, analisar os dados, sonhar e colocar a mão na massa para transformar o país.
 
De agosto a outubro, vamos fomentar no blog e nas redes sociais do Portal QEdu um debate sobre a realidade da educação no Brasil, conversar sobre sonhos para nossas escolas, compartilhar dicas práticas do que fazer para aumentar o aprendizado dos estudantes e avaliar as estratégias.

Para começar, queremos saber o que você tem visto e vivido na educação hoje. Entre no QEdu, olhe para os dados, encontre respostas e compartilhe com a gente com a hashtag #AEducaçãoQueEuVejo.

Aumentar o aprendizado é uma missão de todos nós. Vamos juntos?
Compartilhe com sua rede que você luta pela educação!
Quer saber mais? Acesse qedu.me/vamosjuntos!

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Expedição da Funai constata evidências de índios isolados e inibe a presença de infratores nas terras indígenas Vale do Javari e Mawetek

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Foto: Acervo/Funai/2018
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São regiões de difícil acesso, mas a equipe da Funai percorreu mais de 180 quilômetros em embarcações pelos rios, caminhonetes por estradas de terra, motos em trilhas fechadas e outros 120 quilômetros a pé, dentro da mata densa. E foi nesta última, mais especificamente nos afluentes dos rios Jutaí e Juruazinho, no estado do Amazonas, em que são constatadas evidências da movimentação de índios isolados.

Toda essa ação da Funai é feita para cumprir o trabalho de proteção de índios isolados, relatado pela expedição de "Monitoramento da Presença de Índios Isolados no Rio Juruazinho", realizada entre os dias 16 de julho e 1º de agosto pela Coordenação da Frente de Proteção Etnoambiental Vale do Javari (FPEVJ), por intermédio de seu Serviço de Proteção em Eirunepé-AM.
Foto: Expedição no Rio Juruazinho - Acervo/Funai/2018
O rio Juruazinho compreende o limite sul da Terra Indígena (TI) Vale do Javari e norte da Terra Indígena Mawetek. A TI Vale do Javari é a segunda maior do país e está localizada no sudoeste do Amazonas, na fronteira entre o Brasil e o Peru. Ocupada por seis povos contatados (Matsés, Matis, Marubo, Kanamari e Kulina-Pano), dois de recente contato (Korubo e Tsohom Djapa) e dezesseis registros em estudo de índios isolados (sendo 11 confirmados), ela possui a maior quantidade de registros confirmados de grupos de índios isolados do país. Já a TI Mawetek é de usufruto exclusivo do povo Kanamari e está inserida nos afluentes que formam o rio Juruá, próximo a cidade de Eirunepé, sendo contígua ao limite sul da TI Vale do Javari.


A atividade contou com a participação da Polícia Militar do Amazonas na etapa de fiscalização e, na expedição de monitoramento de índios isolados, teve a colaboração de indígenas Kanamari, que ocupam ambas as terras indígenas, e são profundos conhecedores dessa região.
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A equipe encontrou provas e registrou a presença assídua de caçadores em diversos igarapés afluentes do rio Juruazinho. Duas equipes de caça que se encontravam próximas aos limites da TI Vale do Javari foram flagradas com ilícitos ambientais, sendo realizada a apreensão e soltura de animais vivos.

Um proprietário de terras da região, que pretendia ocupar ilegalmente parte da Terra Indígena Mawetek, foi advertido pela equipe da Funai, assim como outros dois proprietários de fazendas de gado foram notificados formalmente com prazo para retirada de seus bens e correção de suas cercas de acordo com os limites da Terra Indígena Mawetek.

"Essa é a terceira expedição terrestre de monitoramento dos índios isolados em menos de um ano nessa região. Outros dois sobrevoos também foram realizados nesse período. A proposta é manter um trabalho contínuo da FPEVJ, a partir de Eirunepé-AM, ampliando-o para outras áreas de circulação dos Índios Isolados no alto curso dos rios Jutaí e Itaquaí. A vigilância e fiscalização devem ser intensificadas na região para coibir a ação de infratores e garantir a posse plena do território pelos indígenas", afirmou Vitor Góis, servidor da Funai que coordenou os trabalhos em campo. As atividades contaram com apoio local das da Coordenação Regional do Juruá/Funai, em Cruzeiro do Sul (AC), e da Coordenação Técnica Local da Funai em Eirunepé (AM).

Ana Carolina Aleixo Vilela - ASCOM/FUNAI
Com informações da Coordenação Geral de Índios Isolados e de Recente Contato

Veja, abaixo e na próxima página, algumas das fotos de evidências de índios isolados encontradas:

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Foto: maloca - Acervo/Funai/2017
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Expedição da Funai constata evidências de índios isolados e inibe a presença de infratores nas terras indígenas Vale do Javari e Mawetek



 Foto: buzina feita com casca de árvore - Acervo/Funai/2017
Foto: canoas escavadas em paxiúba (palmeira) - Acervo/Funai/2017

Fonte: FUNAI

Morre um grande líder mas, graças a ele, a cultura de seu povo permanece

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Depois de quase um século de luta, o grande cacique João de Pontes faleceu, no último sábado (18), aos 93 anos. Conhecido pelo empenho na manutenção dos costumes do seu povo, ao perceber que o idioma Yaathê poderia desaparecer conforme os anciãos partissem, criou a Escola Bilingue Fulni-ô, em meados da década de 1980. Devido a isso, os Fulni-ô são a única etnia do nordeste que ainda fala a língua materna.

Além de ressignificar a educação escolar indígena, João de Pontes atuou na defesa dos direitos dos povos originários e destacou a importância de projetos que valorizam a identidade e força de seu povo de inúmeras outras formas como, por exemplo, a conservação do sistema de parentesco Fulni-ô, que se mantém quase intacto, com seus clãs e regras de escolha de cônjuges. Dessa forma, o cacique, conhecido por sua serenidade e obstinação, foi de suma importância para o movimento social indígena, e até sua partida era consultado em todas as decisões da comunidade.

Segundo informações, João de Pontes passou mal enquanto almoçava em sua casa, na Terra Indígena Fulni-ô, localizada no município de Águas Belas -PE e, ao levarem ele ao hospital mais próximo, o cacique já chegou sem vida.

João foi um grande guerreiro, que liderou e orientou seu povo, escrevendo uma trajetória de vida, de conquista e de resistência em defesa de seu território e dos direitos da comunidade, atuando sempre em prol da preservação dos costumes e da cultura Fulni-ô.

Ana Carolina Aleixo Vilela
Ascom/Funai

Orquestra Suzuki faz apresentação gratuita domingo no Museu Oscar Niemeyer

A Orquestra Suzuki Curitiba realiza neste domingo (dia 26), um concerto comemorativo para celebrar os 40 anos da Associação da Educação do Talento Musical do Paraná (AETMP). A apresentação acontece no Museu Oscar Niemeyer, às 16h, com entrada gratuita ao público.
Músicas como Tico-tico no Fubá, A Bela e a Fera, Dança das Bruxas, Folclore Brasileiro entre outras farão parte do repertório e serão interpretadas por crianças e jovens instrumentistas, alunos de violino e violoncelo, além de professores da Associação que integram a Orquestra. Ainda dentro da programação dos 40 anos da AETMP, a Orquestra Suzuki fará outro concerto comemorativo, no dia 29 de setembro, às 19h, no Clube Curitibano, sede Concórdia.
A AETMP teve seu início em 1978 com a violinista e professora Hildegard Soboll Martins, que foi a pioneira do Método Suzuki no Paraná, juntamente com a professora e violinista Edna Ritzmann Savytzky, que iniciaram em Curitiba o método chamado de Educação do Talento ou mais conhecido como Método Suzuki.
Nessa metodologia, os alunos podem iniciar o aprendizado do instrumento a partir dos 3 anos de idade, mas também na juventude e fase adulta. Com uma dinâmica diferente das escolas de música tradicionais, na AETMP os alunos recebem aulas individuais nas residências dos professores. “Já as atividades em conjunto, aulas coletivas, ensaios e concertos acontecem em espaços diversos, o que proporciona um maior entrosamento, com grande benefício e desenvolvimento aos alunos”, conta a diretora artística da AETMP, a violinista Simone Ritzmann Savytzky.
Reconhecimento internacional
A Orquestra Suzuki Curitiba tem em seu repertório músicas de vários estilos, do erudito ao popular, música brasileira e folclórica dos mais diversos países. Ao longo de sua história, a Orquestra Suzuki tem se apresentado com sucesso em vários espaços culturais da cidade, como Capela Santa Maria, Sesc da Esquina, Canal da Música, Teatro Guaíra, em igrejas e também em outros estados. O trabalho da Orquestra teve reconhecimento internacional, sendo eleita como melhor grupo de música de Câmera na XII Convenção Mundial do Método Suzuki – Dublin, Irlanda.
Os concertos “Crianças para Crianças” foram de grande sucesso durante vários anos, realizados para alunos da rede pública de ensino, em parceria com o Governo de Estado. “Crianças na Plateia” na Capela Santa Maria em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba, concertos beneficentes para diversas instituições também são realizados anualmente.
Serviço: A Associação da Educação do Talento Musical do Paraná (AETMP) conta em seu quadro de profissionais, com as professoras Sibila Schelin, Simone R. Savytzky, Thalita Stefanichen Ferronato e Vanessa Savytzky Shiavon (violino), Edna Ritzmann Savytzky (violino e viola) e Adriane Ritzmann Savytzky (violoncelo). Mais informações no telefone 41 3285‐3309 ou www.orquestrasuzukicuritiba.com.
Serviço:
Concerto Comemorativo 40 anos AETMP
Data: 26/08/18
Horário: 16h
Local: Museu Oscar Niemeyer (Chão de Vidro)
Entrada: Gratuita
Mais informações / Agendamento de entrevistas
NCA Comunicação – (41) 3333-8017
Jornalistas responsáveis:
Bebel Ritzmann – (41) 99957-1547 (bebel@ncacomunicacao.com.br )
Tatiana de Oliveira – (41) 99671-7582 (tatiana@ncacomunicacao.com.br )

Ouça “História Hoje” 21/08/: Há 29 anos, morria o cantor e compositor baiano Raul Seixas

Em 21 de agosto de 1989, morre o cantor e compositor baiano Raul Seixas, considerado um dos maiores músicos do Brasil e pioneiro do Rock nacional.
Ele se autodenominava “Maluco Beleza” e teve cinco esposas. O abuso da bebida lhe rendeu uma pancreatite aguda e foi a causa de sua morte.
Apresentação Carmen Lúcia
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Tocador de áudio
O alcoolismo não impediu que ele lançasse um novo estilo musical. Raul fundiu o rock com todos os ritmos brasileiros e criou a nova “identidade” musical que mesclava o frenético rock com gêneros que iam do xote ao baião.
“Pai do Rock Brasileiro”,  “Maluco Beleza” ou “Raulzito”, como era e, ainda é carinhosamente chamado pela comunidade artística e pelos fãs, lançou mais de 20 discos, em 26 anos de carreira.
Por todos os recantos do Brasil, em grandes e pequenos espetáculos, em luaus, rodinhas de violão, bares e casas de Show… Raulzito virou uma mania nacional.
E sempre, no meio do povão, tem alguém gritando: Toca Rauuuuuuuuuuul.
Raul Seixas, de fato, inspirou gerações. O músico Zeca Baleiro, por exemplo, chegou a compor uma música falando das inúmeras vezes que o público pediu para que ele tocasse Raul.
De natureza inquieta o “Maluco Beleza” dizia estar sempre em transformação. E suas músicas revelaram ao mundo sua real natureza.
Um ano antes de morrer, em 1988, Raul compôs, gravou e excursionou com o também baiano Marcelo Nova, vocalista da banda punk Camisa de Vênus.
Aos 44 anos, o “Maluco Beleza” lançou seu último LP – A Panela do Diabo –, dois dias antes de ser encontrado morto, em seu quarto.
Depois de “sair de cena”, Raulzito passou a ser ainda mais venerado e seus trabalhos póstumos foram todos sucesso de vendas.
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DF possui 51 sítios arqueológicos de até 11 mil anos

No sítio arqueológico Jardins Genebra (no alto), técnicos do Iphan-DF observaram vestígios compostos por núcleos, lascas e instrumentos produzidos a partir do quartzito (acima) (Fotos: Margareth Souza/Iphan e Edilson Teixeira/Divulgação)
A faceta urbana de Brasília e de outras cidades do Distrito Federal esconde um passado rico de história. Ou melhor, pré-história. Seres humanos perambulavam pela região coletando frutos, cultivando plantas, pescando e caçando animais com lâminas de pedra lascada. O DF possui 51 sítios arqueológicos registrados, com datação de até 11 mil anos atrás.
O trabalho arqueológico desses locais é acompanhado de perto pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC). As peças coletadas estão associadas a grupos pré-históricos que habitavam o Planalto Central há milhares de anos, durante uma sequência arqueológica conhecida como Tradição Itaparica, que ocorreu entre 11 mil e 6,5 mil anos atrás.
Desses locais, 26 são vinculados a grupos de caçadores-coletores, sete são classificados como sítios cerâmicos, um traz pinturas rupestres e 17 são sítios históricos. Eles estão localizados em diversas áreas no Distrito Federal, como Ceilândia, Taguatinga, Núcleo Bandeirante, Brazlândia, Jardim Botânico, Santa Maria, São Sebastião, Riacho Fundo, Gama e Paranoá.
“Os sítios líticos estão datados entre 11 mil e 8 mil anos atrás e são vinculados aos grupos de caçadores e coletores. Há também os sítios de arte rupestre. Os sítios de agricultores e ceramistas estão presentes a partir do século VIII e os sítios históricos estão relacionados à chegada dos luso-brasileiros, a partir do século XVIII.”, explica Margareth Souza, arqueóloga do Iphan-DF.

Novo sítio

A última descoberta no Distrito Federal está em um condomínio de lotes na Região Administrativa do Paranoá. Durante a primeira fase de um trabalho de licenciamento ambiental, os técnicos do Iphan-DF observaram vestígios compostos por núcleos, lascas e instrumentos produzidos a partir do quartzito.
De restos de uma fogueira foi possível resgatar amostras de carvão, durante a escavação. Esse material foi enviado para um laboratório nos Estados Unidos, que fará a datação radiométrica. A técnica mede a radiação presente em elementos orgânicos e estima a idade de quando a fogueira e as ferramentas encontradas foram feitas.
As áreas de proteção do sítio arqueológico ainda estão sendo definidas, dentro de um espaço de 10 a 15 hectares. Porém, isso não inviabilizará o licenciamento ambiental do empreendimento. “O local, denominado Jardins Genebra, já recebeu as Licenças Prévia e de Instalação. A Licença de Operação será emitida com todas condicionantes atendidas. É possível sim compatibilizar as etapas do licenciamento ambiental com o empreendimento. Esse está sendo um exemplo de gestão do patrimônio arqueológico”, afirma Margareth.

Pré-história

Os caçadores e coletores do Planalto Central viviam em pequenos bandos e sobreviviam da caça, pesca e da coleta de frutos e plantas do Cerrado. Fabricavam instrumentos de pedra lascada de um modo específico, elaborados sobre lascas, lascões e lâminas. As primeiras populações humanas na região possuíam um sistema de subsistência e demoravam pouco tempo nos locais em que se assentavam.
Em consequência deste fato, suas estruturas habitacionais eram simples, feitas de madeira, fibras e folhas, assim como grande parte de seus instrumentos. O que torna possível achar os locais ocupados por essas populações é o que restou de sua cultura material feita com matéria prima durável, especialmente de origem mineral, como, por exemplo, objetos feitos de pedra.

Educação patrimonial

Alunos dos cursos de Biologia e Geologia da Universidade de Brasília (UnB) foram conhecer o sítio, acompanhados do arqueólogo Edilson Teixeira de Souza, responsável pela descoberta do sítio Jardins Genebra. A visita faz parte de um programa de educação patrimonial, uma das exigências do Iphan no processo de licenciamento ambiental.
Os estudantes aprenderam o que é arqueologia, como ela é estudada, o que encontraram no sítio e como são os procedimentos de metodologia e escavação. Ainda nesta frente de atuação, o projeto de pesquisa prevê uma capacitação com os trabalhadores do empreendimento para que os operários entendam o trabalho e possam ajudar a identificar novos achados.
Quando a pesquisa for encerrada, o relatório do arqueólogo responsável pelo trabalho de campo será encaminhado à Superintendência do Iphan no Distrito Federal para análise e manifestação conclusiva. As peças encontradas ficarão no Museu de Geociência do Instituto de Geociências da UnB, que é a instituição de guarda e endosso institucional de achados arqueológicos no Distrito Federal.
Fonte: BRASIL CULTURA