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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Como “Cem Anos de Solidão” redefiniu a América Latina

Antes de Cem Anos de Solidão, a América Latina já apresentava algumas semelhanças com o lugar imaginário que seria descrito no primeiro parágrafo do romance: “o mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome e para mencioná-las se precisava apontar com o dedo”.
Por Felipe Restrepo Pombo
O continente, obviamente, não era um lugar novo quando Gabriel García Márquez escreveu sua obra-prima: os escritores conhecidos como “cronistas das Índias” tinham como missão descrever a terra durante os séculos 15 e 16 e nomeavam coisas desconhecidas a eles conforme as viam.
Muitas décadas depois, García Márquez embarcou em uma segunda Descoberta da América. A partir de seu pequeno estúdio na Cidade do México, escrevendo pacientemente em sua máquina de escrever, ele reimaginou a gênesis do continente e, ao fazer isso, mudou seu futuro.
Durante a segunda metade do século 20, a América Latina passou por um período conturbado. Alguns países – como Chile, Colômbia e México – estavam lidando com instabilidades, ditaduras e violência política. Isso levou a mudanças abruptas e confusas em sua maioria, incluindo a Revolução Cubana, liderada por Fidel Castro e Ernesto Che Guevara.
Quando García Márquez estava nos primeiros estágios de sua imensa saga, ele ficou fascinado com a mudança que ocorreu em Cuba. O que mais o impressionou foi a verdadeira possibilidade de uma nova ordem para países nesse hemisfério, longe da pressão e das imposições dos Estados Unidos. Muitos intelectuais – Mario Vargas Llosa, Jean-Paul Sartre, Albert Camus e Simone de Beauvoir, entre outros – compartilhavam o entusiasmo de García Márquez.
Nos anos seguintes, alguns deles ficaram desapontados e se distanciaram do modelo cubano. Mas é inegável que a revolução teve um grande impacto no tom de Cem Anos de Solidão: ela deu a García Márquez esperança no destino da América Latina.
Criando uma lenda
Escrever sua obra-prima, porém, não foi fácil. Na época, ele morava com Mercedes, sua esposa, e seus dois filhos, Rodrigo e Gonzalo, na Cidade do México. Eles haviam deixado a Colômbia porque García Márquez não se sentia à vontade com o governo de direita em seu país. Ele estava vivendo no exterior – antes de se fixar na Cidade do México, passou um tempo em Caracas, Paris e Barcelona – tudo enquanto aspirava ser um romancista mundialmente famoso.

Mas a família passava dificuldades para se manter com seu salário baixo como correspondente internacional de uma série de revistas e jornais de língua espanhola. Seus livros anteriores, apesar de muito elogiados, foram um fracasso comercial. García Márquez sabia que tinha uma história ótima, mas não conseguia achar o caminho certo para o romance épico que tinha em mente.
Há muitas lendas – o que, ao longo de sua vida, ele nunca se importou em confirmar ou desmentir – sobre como ele encontrou inspiração e superou o bloqueio de escrita que o acometeu. Eu prefiro acreditar na versão que li na incrível biografia feita por Gerald Martin: “Ele planejou férias na praia com sua família em Acapulco, um dia de distância ao sul [de onde morava]. No meio do caminho, ele parou o carro – um Opel branco de 1962 com um interior vermelho – e voltou. Sua próxima ficção havia o acometido de uma vez só. Agora ele podia vislumbrar com a clareza de um homem que, diante de um grupo de atiradores, vê sua vida inteira em um único momento”.
Segundo Martin, Mercedes cancelou as férias imediatamente. Eles voltaram para casa e ela disse a ele para começar a escrever. Mercedes arcaria com as contas da casa contanto que ele se mantivesse focado no novo romance. E foi o que fez: ignorou a realidade e escreveu – possuído pelos personagens que haviam sussurrado suas histórias em seus ouvidos desde que era criança – por oito meses direto.
O que aconteceu depois foi repetido inúmeras vezes. A saga do Macondo e da família Buendía imediatamente se tornou um clássico moderno, frequentemente comparado aos trabalhos de Cervantes e Shakespeare. “É o livro que redefiniu não apenas a literatura latinoamericana, mas também a literatura, ponto”, disse Ilan Stavans, um eminente estudioso de cultura latina nos Estados Unidos que diz ter lido o livro 30 vezes.
García Márquez não era nem um historiador nem um sociólogo. Ele era um contador de histórias nato. Eu o via como um prisma. Era capaz de pegar uma quantidade tremenda de informação e transformá-la em uma nova mitologia. Essa é a especialidade de Cem Anos de Solidão: ele reúne diferentes fontes para chegar a um nascimento alternativo e hiperbólico da cultura latinoamericana. E, ao fazer isso, ele reinterpretou sua natureza.
Verdade e ficção
Seria impossível listar todas as fontes que configuram esse novo universo. Boa parte veio das lendas que ele ouvia em sua infância em Aracataca, a pequena cidade colombiana onde nasceu. Elas são a base das tradições orais caribenhas que estão por baixo da superfície do romance. Então, ele leu William Faulkner, assim como mitologia grega e pré-hispânica. E, por último, inspirou-se na violenta história da Colômbia entre os séculos 18 e 20. Todas essas histórias foram reunidas e amadurecidas em sua mente extraordinária para emergir em um corpo diferente, mas com um simbolismo próprio.

Gabo – como família e amigos o chamavam – também tinha a habilidade de contar essas histórias como nenhum outro antes dele. Ele pegou emprestado o ritmo da Vallenato, a música folclórica da cidade de Valledupar, e o combinou com as ferramentas do jornalismo narrativo. García Márquez também era um repórter fantástico e essas habilidades são mostradas em sua prosa. Eu tive a oportunidade de vê-lo trabalhar quando comecei minha carreira na revista Cambioin no final dos anos 1990. Como um jovem jornalista na Colômbia, testemunhei sua habilidade sobrenatural de transformar as trivialidades da vida diária em contos mágicos.
Cem Anos de Solidão é uma alegoria poderosa à identidade da América Latina. A história, que transcorre no período de um século, explora muitos dos assuntos predominantes da história perturbadora da região: caudilhismo (fenômeno político que ocorreu na América Latina após o processo de independência caracterizado pelo agrupamento de uma comunidade em torno do caudilho), machismo, rebeliões, pragas e violência política.
Mas, apesar desse tecido social denso, García Márquez o desvela com humor e uma linguagem poética refinada. E, por trás dessa espécie de afresco social de conflitos, ele foi capaz de ver a beleza que há em tudo isso. Como ele disse em seu discurso ao receber o Prêmio Nobel de Literatura: “Apesar disso, da opressão, do saque e abandono, respondemos com vida. Nem enchentes nem pragas, nem fome nem cataclismos, nem mesmo as eternas guerras, séculos após séculos, foram capazes de subjugar a persistente vantagem que a vida tem sobre a morte.”
Esse retrato pode parecer uma caricatura, mas o realismo mágico é construído sobre o exagero. O mundo que García Márquez criou é um espelho de aumento no qual a América Latina pode ver suas falhas e suas virtudes. Como ele disse em uma entrevista ao jornal The New York Times em 1988: “Eu acho que meus livros têm impacto político na América Latina porque eles ajudam a criar uma identidade latinoamericana, eles ajudam os latinoamericanos a terem uma consciência maior de sua cultura”. E é nessa consciência em que está seu poder.
Fonte: BBC

domingo, 4 de novembro de 2018

Cuba e Pernambuco: “irmãs” separadas por uma cultura de justiça social

A distância geográfica que separa Cuba e Pernambuco é encurtada por linhas históricas, sociais, culturais e religiosas. No terreiro da mãe de santo e coquista pernambucana Maria Elizabeth Santiago de Oliveira – conhecida como Mãe Beth de Oxum – essa relação ganha vida nas ondas do rádio e dos batuques que entoam o coco de Umbigada e a cumbia.
“Em Pernambuco, se curte muita música cubana, nós temos clubes específicos, DJs de música cubana. Cuba vive em Pernambuco. É diferente de outros estados do Brasil. A gente tem a rádio comunitária Amnesia FM (89.5) [no terreiro] e colocamos um programa cubano chamado Coco de La Cumbia, onde trazemos o coco e a cumbia, porque a cumbia é muito comum da gente também”, conta Mãe Beth de Oxum, que também é coordenadora do Ponto de Cultura Coco de Umbigada.
Ialorixá do Terreiro Ilê Axé Oxum Karê, em Olinda, ela conta que o sincretismo religioso cumpre papel de expressão cultural nos dois territórios, com destaque para a santeria cubana e as vertentes da umbanda em Pernambuco, por exemplo. A cultura africana também é explorada a partir do candomblé e do vodu, abordados mais pelo aspecto da espiritualidade do que propriamente como religiões.
No entanto, a similaridade religiosa entre os dois territórios esbarra em limites históricos particulares, explica Mãe Beth de Oxum. “Quando houve a Revolução [Cubana] e expulsão da dominação dos Estados Unidos, eles baniram também a dominação da Igreja e isso deu capilaridade para outra formação do povo no tocante à religiosidade. Então, como não tem a hegemonia cristã, houve um espaço para as religiões de matriz africana terem seu lugar. Aqui, já é diferente. Convivemos com a intolerância religiosa desde o tempo da invasão dos colonizadores. Nunca que a religião do povo preto e do povo indígena foi respeitada”.
A coquista destaca que a cultura pernambucana também é atingida por uma perseguição histórica e vive contexto de resistência contínua. “A cultura é protagonista porque ela está na linha de frente. Muitas vezes, ela não tem o apoio governamental, do mercado e de ninguém, mas está impregnada na alma das pessoas. Nossa cultura convive ainda com a intolerância do Estado brasileiro, ainda perseguem os nossos maracatus, as sambadas de coco e de cavalo-marinho”.
Os laços entre estado e ilha norteiam o documentário “Pernamcubanos – O Caribe que nos une”, lançado em 2012. Sob direção de Nilton Pereira, o longa-metragem evidencia a importância de religiões de matriz africana e identidades culturais – especialmente música e dança populares – para pernambucanos e cubanos.
A imersão se dá através dos olhares de duas artistas, uma em visita ao país da outra: Mãe Bete de Oxum e Fatima Paterse, atriz e diretora de teatro cubana. Adotando o conceito de Fatima, de que a cultura extrapola os limites geográficos, o documentário transita livremente entre as cores e os sons de Recife, Olinda e Nazaré da Mata a Santiago de Cuba, Baracoa, Guantánamo, Barrancas, Sierra Maestra e Matanzas.
Passando por estilos como maracatu, conga e rap, o documentário apresenta um pouco dos ritmos de cada local, sobretudo aqueles que tiveram origem com os negros.

Violência

As semelhanças entre os dois territórios param por aí e sinalizam caminhos políticos completamente distintos. Enquanto Cuba lidera com bons índices em áreas como saúde, educação e segurança, Pernambuco vive uma onda de violência ligada a indicadores sociais, como aponta o Atlas da Violência 2018 – Políticas Públicas e Retratos dos Municípios Brasileiros.
Como sexto estado brasileiro com maiores taxas de homicídios por 100 mil habitantes, Pernambuco atingiu, em 2016, o maior índice de violência desde 2008. O número (47,3 homicídios por 100 mil habitantes) supera o de Cuba no mesmo ano (30,3), que também indicou sua maior taxa desde 2006.
Carmen Diniz, coordenadora do Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba, avalia que os altos índices não são casuais e refletem o golpe parlamentar de 2016, que depôs a presidenta eleita Dilma Rousseff (PT).
“É claro que o que traz também essa violência é a questão da desigualdade social, que é o que temos aqui no nosso país de mais grave. Não é um país pobre, é um país de pobres. É um país rico e a gente poderia distribuir muito melhor tudo isso. É o segundo país mais desigual do mundo. Depois do golpe, a tendência piorou. E se nós temos Jair Bolsonaro (PSL) que acha que vai combater a violência com mais armas, eu tenho que dizer que isso é uma temeridade, porque olho por olho acaba todo mundo cego”, ressalta Carmen.
O país no Caribe, por sua vez, conta com uma das menores taxas de homicídio da América Latina. Em 2012, por exemplo, Cuba teve uma taxa de 4,2 homicídios por 100 mil pessoas, segundo dados do Estudo Global sobre Homicídios, realizado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Na contramão, Carmen argumenta que o Brasil vive uma “guerra civil silenciosa”.
“A diferença é muito grande entre um projeto de governo e outro, não somente em Pernambuco, mas para o Brasil, porque no centro do governo cubano o que está colocado é o ser humano, o cidadão cubano. É para ele que tudo é feito, é em função do povo que as coisas são feitas. Nós [Brasil] estamos com índices de 60 mil pessoas mortas por assassinato, a grande maioria pela polícia. Esse número é referente à Síria, ao Iraque, só que a gente não tem uma guerra aqui”, analisa Carmen, que também é mestre em Criminologia e Direito Penal, formada em Cuba.
Neste ano, durante a Feira Internacional de Turismo de Madri (FITUR), a ilha recebeu o Prêmio Excelência de “País Mais Seguro” para os turistas visitarem, não apenas no Caribe, mas em todo o mundo.

Educação

Luis Eduardo Mergulhão é professor da rede pública do Rio de Janeiro e estuda a história política de Cuba e processos revolucionários na América Latina. Ele ressalta que a ilha não foi criada na cultura da violência, mas voltada para a construção de uma sociedade mais igualitária e fraterna, principalmente através da educação.
Mergulhão destaca que a primeira medida da revolução vitoriosa de 1959 foi uma campanha de alfabetização. “É uma educação baseada em valores completamente diferentes dos nossos. Em Cuba, não existe criança fora da escola e há toda uma integração sistêmica para que esse ser humano novo seja criado. O Brasil embora seja uma potência econômica e tenha riquezas naturais muito maiores, não consegue chegar nos índices sociais que Cuba possui: zerar seu analfabetismo ou diminuir sua taxa de mortalidade infantil”.
Na América Latina e no Caribe, apenas Cuba atingiu os seis objetivos de Educação, no período 2000-2015, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). O Brasil cumpriu apenas duas das seis metas mundiais.
A taxa de analfabetismo brasileiro caiu de 7,2% em 2016 para 7,0% em 2017, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da queda, as mazelas sociais e econômicas são um impasse na meta de erradicar o analfabetismo até 2024, como prevê o Plano Nacional de Educação (PNE) 2014. As quedas ano a ano não só ocorrem a conta-gotas como as desigualdades regionais ainda persistem.
Em Pernambuco, por exemplo, a taxa de analfabetismo é quase o dobro da média nacional, com 13,4% (1 milhão de pernambucanos não sabem ler e escrever). Carmen Diniz destaca os programas sociais das gestões do Partido dos Trabalhadores (PT), que, segundo ela, conseguiram reduzir, significativamente, os impactos dessa desigualdade.
“Nesse mesmo Pernambuco, quantas crianças deixaram de morrer pela mortalidade infantil graças aos programas de governo, ao Bolsa Família, que representa muito pouco no orçamento do país? Graças ao Bolsa Família, ao programa de vacinação, quantos entraram na faculdade?”, argumenta.
“Cuba comprova que um país pobre em recursos naturais, mesmo bloqueado pela maior potência do planeta, pode ser um país justo socialmente. Cuba tem pobreza, mas não tem miséria, as pessoas não morrem de fome e elas têm direito à cultura e ao fundamental para se sobreviver”, completa Mergulhão.

Saúde

Daniela Brosco, médica de família e comunidade, se formou em Cuba e já trabalhou em Pernambuco, Paraíba e São Paulo. Hoje, atua no bairro Jacarezinho, no Rio de Janeiro. A médica, que fez parte do Programa Mais Médicos por quase quatro anos, analisa que as esferas política e econômica de um país determinam os projetos na área de saúde.
“Cuba, sendo uma sociedade socialista, prioriza o paciente. Cuba tem o entendimento de que é muito mais importante valorizar a saúde do paciente, primeiro por uma questão humanitária de evitar que aquela pessoa adoeça e, do ponto de vista econômico, também é mais interessante prevenir uma doença do que tratá-la, levar o paciente para a atenção secundária, para hospital”.
A Atenção Primária à Saúde (APS) – que pensa a promoção da saúde e prevenção de doenças – do Brasil é baseada e foi elaborada por meio de experiências de Cuba. Apesar das semelhanças teóricas, na prática a aplicação da especialidade funciona de maneiras distintas.
Em Cuba, um médico de família atende, no máximo, 1.500 pessoas, moradoras do mesmo bairro que o médico. No Brasil, esse número chega a 4.000 pessoas. Além disso, 100% da população cubana é coberta pela APS.
Relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) apresenta as experiências da Estratégia Saúde da Família nos municípios pernambucanos de Águas Belas, Ouricuri e Vitória de Santo Antão, com o protagonismo de médicas e médicos cubanos pelo Programa Mais Médicos (PMM). Pernambuco é o terceiro estado brasileiro — empatado com o Maranhão — que mais recebeu  médicos pelo programa.
Segundo o estudo, em 2015, Pernambuco possuía 137 municípios onde estavam presentes médicas e médicos cooperados, distribuídos por todas as regiões do estado. “O PMM contribuiu com o provimento de profissionais em regiões desassistidas e com população em situação de vulnerabilidade, como é o caso dos municípios de pequeno e médio porte visitados, principalmente em áreas rurais, ribeirinhas e quilombolas. Possibilitou, dessa maneira, a inserção de médicos em municípios que não conseguiam atrair profissionais, seja por sua condição social e geográfica, seja pela incapacidade de promoverem políticas públicas exitosas de atração e fixação desses profissionais, problemas vivenciados anteriormente ao PMM”.
Daniela, que atualmente é preceptora na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que a medicina no Brasil é mercantilista e, automaticamente, muito classista. Segundo ela, isso acaba fazendo com que o paciente seja visto como um cliente.
“A maioria dos médicos cubanos que vieram para o Brasil são negros, como a maior parte da população cubana, e o médico brasileiro não está acostumado a ver pessoas negras de jaleco atendendo como médicos. De certa maneira, o paciente também foi convidado a quebrar esses paradigmas porque ele também está acostumado a ver no médico brasileiro uma figura que representa outra classe social”, explica.

Democracia política: “Vai para Cuba!”

Em Cuba, a classe dominante não é a burguesia, mas o povo que gere o Estado e os meios de produção, destaca Mergulhão. Ele afirma que Cuba vive uma democracia socialista e política, onde a representação política é o poder popular.
“Com um traço político bastante distintivo do nosso, além da produção ter base social e da economia ser planificada, o funcionamento político em Cuba é bem diferente do Brasil porque obedece os critérios socialistas. O objetivo do socialismo é fazer com que as pessoas se incorporem cada vez mais as decisões políticas e que elas não fiquem restritas a um grupo pequeno de pessoas”.
Mergulhão ainda comenta sobre o ódio a Cuba. O professor atribui o fenômeno a um anticomunismo disseminado pela televisão, em que países que fogem da lógica societária e de mercado dos Estados Unidos se tornam inimigos.
“Então, o ódio fica por isso: primeiro, existe uma desinformação muito forte e os meios de comunicação só passam o pior de países como Cuba. São poucos os programas, inclusive, das grandes redes de comunicação que tentam fazer uma análise justa”, finaliza.
Edição: Diego Sartorato
FONTE: Portal BRASIL CULTURA

UNESCO lança em SP relatório global sobre economia criativa e políticas culturais

Em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e o Itaú Cultural, a UNESCO realiza na próxima terça-feira (6), em São Paulo, o lançamento da versão em português do relatório mundial ‘Repensar as Políticas Culturais: Criatividade para o Desenvolvimento’.
Pesquisa mostra que a economia criativa gera receitas de 2,25 bilhões de dólares por ano, além de exportações globais de mais de 250 bilhões de dólares. O ramo também responde por 30 milhões de empregos em todo o mundo.
UNESCO lança relatório em português sobre economia criativa e políticas culturais. Imagem: UNESCO
Em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e o Itaú Cultural, a UNESCO realiza na próxima terça-feira (6), em São Paulo, o lançamento da versão em português do relatório mundial Repensar as Políticas Culturais: Criatividade para o Desenvolvimento. A pesquisa mostra que a economia criativa gera receitas de 2,25 bilhões de dólares por ano, além de exportações globais de mais de 250 bilhões de dólares. O ramo também responde por 30 milhões de empregos em todo o mundo.
A apresentação do documento acontece em encontro de especialistas e gestores no Itaú Cultural — acesse a programação na íntegra clicando aqui.
A divulgação do relatório é uma das atividades da primeira edição do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), um megaevento de negócios organizado pela pasta da Cultura. De 5 a 11 de novembro, a iniciativa reunirá artistas e empreendedores dos setores culturais e criativos do Brasil e de outros países da América do Sul. Programação vai ocupar o corredor cultural da Avenida Paulista.
Participam do lançamento da pesquisa o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o secretário de governo da Cultura da Argentina, Pablo Avelluto, o diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron, e a diretora e representante da UNESCO no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto. A análise do documento será feita pelo argentino Octavio Kulesz, diretor da Editora Teseu e autor do capítulo “Políticas Culturais na era das plataformas”. Na sequência, serão realizados painéis com temas abordados no relatório.
No mesmo evento, também será discutido o relatório The Brazilian Creative Economy (em inglês), desenvolvido pela Tom Fleming Creative Consultancy, por meio de uma parceria entre o British Council, a Fundação Newton e o Sebrae. A publicação traz um panorama da economia criativa no Brasil e uma proposta metodológica para a avaliação de programas de economia criativa em áreas vulneráveis. O documento conta ainda com o Guia UK-Brazil, que para compartilhamento de boas práticas em economia criativa, com casos inspiradores de diversos países.
Para se inscrever no lançamento do relatório e/ou realizar seu credenciamento de imprensa, clique aqui.

O Brasil no relatório

No Brasil, as ferramentas de avaliação discutidas no relatório mundial já foram utilizadas localmente pela Prefeitura de Santos (SP), uma das integrantes da Rede de Cidades Criativas da UNESCO.
O país se destaca na publicação da ONU por estratégias de modernização das indústrias culturais e por incentivos ao empreendedorismo — em 2015, foi criada a Rede de Incubadoras Brasil Criativo, em âmbito nacional.
O governo brasileiro também implementou, de 2013 a 2015, o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres do Brasil, que traz visibilidade para as contribuições culturais das mulheres na sociedade brasileira. O programa aborda ainda o acesso à produção cultural, à mídia e ao conteúdo, além de cumprir a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais (2005). Esse marco tem uma meta sobre igualdade de gênero, direitos humanos e liberdades individuais.

Sobre o relatório

A pesquisa da UNESCO é um importante instrumento para implementar a Convenção de 2005 sobre a proteção e a promoção da diversidade das expressões culturais nos países. O texto foi ratificado por 146 Estados-membros. O relatório avalia os progressos e os desafios para implementar os objetivos desse marco internacional, funcionando como um guia de ação da UNESCO para fortalecer a produção, criação e disseminação de bens, atividades e serviços culturais.
Desde 2015, a UNESCO publica uma série global de relatórios, com base nas informações disponibilizadas a cada quatro anos pelos países signatários da convenção. Essas análises oferecem informações qualitativas e quantitativas sobre políticas para proteger e promover a diversidade de expressões culturais, em nível nacional e internacional. A versão em espanhol do relatório mundial foi lançada em junho deste ano em Bogotá, na Colômbia.
A Convenção de 2005 apoia o direito soberano dos Estados de implementar políticas públicas para dinamizar os setores das indústrias cultural e criativa.
Com a elaboração e divulgação do relatório, a UNESCO também esperar contribuir para a execução da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.
Fonte: BRASIL CULTURA

sábado, 3 de novembro de 2018

NATAL/RN - PALÁCIO POTENGI - CENTRO - NATAL/RN

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A Pinacoteca do Estado (Pinacoteca Potiguar), em Natal, é um exemplo de arquitetura neoclássica do século XIX. Foto: Márcio Viana

A atuação do Iphan no Rio Grande do Norte teve início com o primeiro tombamento, a Fortaleza dos Reis Magos, em 1949. Antes de ser criada a Superintendência - em 2009 - havia o Escritório Técnico vinculado a então coordenadoria do Ceará, na década de 1960. A atual sede serviu para diferentes finalidades, inclusive de residência do santo popular de Natal, o padre João Maria, cuja beatificação encontra-se em andamento. Porém, sua utilização mais remota data do início do século XVII, quando o imóvel foi construído para abrigar o Armazém Real da Capitania do Rio Grande. 
O primeiro marco de posse erguido no Brasil pelos portugueses, datado de 1501, está no Rio Grande Norte, e é conhecido como o Marco Quinhentista de Touros. Foi fincado no local onde aportou a expedição comandada por Gaspar Lemos, na praia de Touros, no Cabo São Roque. Mais tarde, foi considerada como uma pedra milagrosa pelos habitantes que começaram a retirar pedaços para fazer um chá que, supostamente, ajudava na recuperação de doentes. O Marco foi transferido para Natal, a capital do Estado, e está na Fortaleza dos Reis Magos desde 1976, protegido pelo Iphan. São 47 bens tombados em nove municípios Rio Grande do Norte, dentre os quais 37 imagens sacras, nove edificações, e um bem de natureza imaterial - a Festa de Santana de Caicó.

Nas páginas 79 e 80, da (Lista de Bens Materiais Tombados e Processos em Andamento (1938 a 2015) que reúne informações sobre todo o Brasil, estão os bens tombados pelo Iphan, no Estado do Rio Grande do Norte. 

Superintendente: Andréa Virgínia Freire Costa
Av. Duque de Caxias, nº 158 - Bairro Ribeira
CEP: 59012-200 - Natal/RN
Tels.: (84) 3211.3820, 3201.0486, 3221.3294 e 3211.6166
E-mail: iphan-rn@iphan.gov.br


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Iphan - Rio Grande do Norte - FORTE DOS REIS MAGOS - NATAL-RN

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Construção militar do século XVII, o Forte dos Reis Magos (em Natal) foi ocupado durante a invasão holandesa. Foto: Canindé Soares 

A atuação do Iphan no Rio Grande do Norte teve início com o primeiro tombamento, a Fortaleza dos Reis Magos, em 1949. Antes de ser criada a Superintendência - em 2009 - havia o Escritório Técnico vinculado a então coordenadoria do Ceará, na década de 1960. A atual sede serviu para diferentes finalidades, inclusive de residência do santo popular de Natal, o padre João Maria, cuja beatificação encontra-se em andamento. Porém, sua utilização mais remota data do início do século XVII, quando o imóvel foi construído para abrigar o Armazém Real da Capitania do Rio Grande. 
O primeiro marco de posse erguido no Brasil pelos portugueses, datado de 1501, está no Rio Grande Norte, e é conhecido como o Marco Quinhentista de Touros. Foi fincado no local onde aportou a expedição comandada por Gaspar Lemos, na praia de Touros, no Cabo São Roque. Mais tarde, foi considerada como uma pedra milagrosa pelos habitantes que começaram a retirar pedaços para fazer um chá que, supostamente, ajudava na recuperação de doentes. O Marco foi transferido para Natal, a capital do Estado, e está na Fortaleza dos Reis Magos desde 1976, protegido pelo Iphan. São 47 bens tombados em nove municípios Rio Grande do Norte, dentre os quais 37 imagens sacras, nove edificações, e um bem de natureza imaterial - a Festa de Santana de Caicó.
Nas páginas 79 e 80, da Lista de Bens Materiais Tombados e Processos em Andamento (1938 a 2015) que reúne informações sobre todo o Brasil, estão os bens tombados pelo Iphan, no Estado do Rio Grande do Norte. 

Superintendente: Andréa Virgínia Freire Costa
Av. Duque de Caxias, nº 158 - Bairro Ribeira
CEP: 59012-200 - Natal/RN
Tels.: (84) 3211.3820, 3201.0486, 3221.3294 e 3211.6166
E-mail: iphan-rn@iphan.gov.br


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Emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro

Emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro
Emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro é um novo marco para a promoção, difusão, sinalização e proteção do Patrimônio Cultural. Agora, os bens reconhecidos em nível nacional possuem uma identidade visual única e comum, a exemplo do que ocorre com o Patrimônio Mundial e Patrimônio Imaterial da Humanidade, da UNESCO, o Patrimônio Cultural do MERCOSUL e o Patrimônio Cultural Europeu.
Gestores de diversos setores e instâncias do poder público, empreendedores, detentores e comunidades locais devem adotar essa nova identidade visual na promoção do Patrimônio Cultural em suas regiões de abrangência, na criação de produtos, na sinalização de suas cidades, na realização de ações educativas, na oferta do turismo cultural, aumentando a visibilidade e promovendo a sustentabilidade desses bens.
Emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro contribuirá para que os cidadãos se apropriem e se orgulhem cada vez mais do seu Patrimônio Cultural, enxergando nele inúmeras possibilidades para o desenvolvimento das comunidades que o cercam.
As orientações técnicas para a produção de projetos gráficos, relacionados aos bens culturais declarados Patrimônio no país, estão disponíveis no Manual de Uso e Aplicação do Emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro:
Para o uso comercial do Emblema, é necessária autorização do Iphan.
Seleção do Emblema:

Emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro foi selecionado por concurso público em 2017, ano do 80º aniversário do Iphan, contando com mais de 280 propostas inscritas. Os trabalhos foram avaliados por uma Comissão Julgadora, constituída por representantes de diversas Instituições parceiras do Iphan: Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPIR), UNESCO, ICOMOS e Associação dos Designers Gráficos do Brasil. Por meio delas, a diversidade do olhar sobre as propostas foi ampliada, fato importante para alcançar a identidade e a representatividade pretendidas para o Emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro. O projeto vencedor é de autoria de Fabio Pinto Lopes de Lima (Fabio Lopez).
Fonte: IPHAN

XIII Encontro Nacional de Acervos Raros – convocatória para apresentação de trabalhos

A Biblioteca Nacional, por meio do PLANOR – Plano Nacional de Obras Raras –, comunica que está aberta a convocatória de trabalhos para serem apresentados durante o XIII ENAR - Encontro Nacional de Acervos Raros, a ser realizado nos dias 29 e 30 de novembro de 2018, no Auditório Machado de Assis da Biblioteca Nacional, de 9h às 17h.

O tema deste ano será Políticas de Segurança e Salvaguarda de Acervos Raros e Especiais. Os trabalhos deverão ser encaminhados até o dia 1º de junho de 2018, de acordo com as normas de apresentação a seguir.

Apresentação de trabalhos

  • Os autores dos trabalhos selecionados deverão confirmar sua participação através de e-mail até 45 dias antes do evento.
*Serão excluídos da relação de trabalhos aprovados, aqueles em que nenhum dos autores possa vir apresentá-lo na data do Evento.

Publicação e exposição dos trabalhos

Os trabalhos poderão ser publicados nos Anais da Biblioteca Nacional e/ou no Boletim Informativo e página do PLANOR, se devidamente autorizado pelos autores em formulário específico.

Procedimentos para o envio de trabalhos completos

A padronização dos trabalhos técnico-científicos deverá seguir as versões mais atualizadas das seguintes normas:
  • NBR 6022 Informação e documentação Artigo em publicação periódica científica impressa Apresentação;
  • NBR 6023 Informação e documentação: elaboração de referências;
  • NBR 6028 Resumo/Abstract (Tipo Informativo);
  • NBR 10520 Informação e documentação: citações em documento Apresentação.

Formatação do texto

  • O trabalho todo deverá conter no máximo entre 10 (dez) e 15 (quinze) páginas, incluindo imagens em alta resolução (300 dpis), anexos, tabelas e gráficos;
  • Cada trabalho deverá conter na primeira página, o título em letras maiúsculas, o nome do(s) autor(es), o nome e o endereço da instituição onde atua, incluindo o nome do país e os respectivos endereços eletrônicos;
  • As tabelas e os gráficos na mesma versão (fonte Times New Roman), corpo 11);
  • Espaçamento entrelinha de 1,5 cm e espaçamento duplo entre os parágrafos;
  • Margens superior e esquerda da página, de 3 cm e margens inferior e direita da página, de 2,5 cm;
  • Para a elaboração do trabalho deverá ser utilizada no mínimo a versão 7 do Windows e a versão mais atual do editor de texto.

Comunicação oral

  • Tempo para exposição de 20 minutos, seguido de 5 minutos para debate;
  • Priorizar o problema da pesquisa, a metodologia e os resultados obtidos;
  • O autor deverá informar à Comissão Técnica, em até 10 dias antes do evento, os equipamentos necessários para sua apresentação.
  • Será permitido apenas a dois autores, no máximo, apresentarem oralmente o trabalho, desde que tenham preenchido e assinado o formulário específico para este fim.

Envio do trabalho

Encaminhamento da documentação via e-mail: planor.eventos@bn.gov.br.
  1. Carta de solicitação para apreciação do trabalho;
  2. Trabalho original e completo em formato PDF.
# Serão encerrados os recebimentos de trabalhos antes do prazo estabelecido, caso tenhamos completado o número de trabalhos aceitos para o Evento (16 trabalhos).

Contatos

  • Rosângela Rocha Von Helde
    Bibliotecária
    Chefe do PLANOR
    Tel. 21- 22202588
  • Silvia Fernandes Pereira
    Bibliotecária
    Chefe Substituta do PLANOR
    Tel.: ( 21) 30953892
Fonte: Biblioteca Nacional

Funarte propõe ao MinC mudança na instituição

Resultado de imagem para LOGOMARCA DA FUNARTE

Grupo de trabalho técnico sugere a transformação da Funarte em agência pública, para atuar no fomento e no investimento da atividade artística do país.

 artes integradasartes visuaiscircodançamúsicateatro
Com o objetivo de buscar alternativa que proporcione à Fundação Nacional de Artes – Funarte um modelo de modernização administrativa, com receitas próprias e capacidade de captação de recursos, foi estabelecido um grupo de trabalho técnico, que estuda, desde 2016, as possibilidades de uma nova modelagem. O resultado é a proposta de transformação da fundação em uma agência de direito público, com ênfase no fomento e investimento.
Mesmo considerando a especificidade de cada setor das artes – circo, dança, teatro, música, artes visuais e ópera –, o projeto foi basicamente inspirado na Agência Nacional de Cinema (Ancine), dada a transformação positiva que ela provocou no mercado.
Estímulo à cadeia produtiva das artes
Para que uma reestruturação ocorra, há a necessidade de um novo ordenamento jurídico da Funarte, que seria, de acordo com a proposta dos técnicos, renomeada para Agência Nacional de Artes (Anarte). Ela trataria das políticas públicas para as artes – em especial do fomento e do investimento em sua cadeia produtiva – estímulo ao empreendedorismo; a oportunidades de emprego e renda; e à formação de público e ao consumo dessa produção.
Na exposição do projeto, a Secretaria Executiva do MinC considerou que, com ele, a Funarte elaborou uma alternativa apropriada aos modelos mais modernos de gestão pública, “buscando cooperar com a eficiência do Estado brasileiro por meio da superação das contingencias orçamentárias e operacionais”. A Secretaria considerou que a proposta do GT “soluciona um problema de ordem prática, que é o contingenciamento de recursos orçamentários, apresentando uma solução de sustentabilidade e alta eficiência”.
No momento, o Grupo segue no trabalho de difusão do estudo realizado, junto a profissionais da área e à sociedade civil em geral.
Fonte: FUNARTE

Edital seleciona projeto para produção do Bloco Rancho das Flores

Fundação Cultural de Curitiba abriu edital de chamamento público para seleção de projetos de produção do bloco Rancho das Flores, que integrará a grade das atrações do Carnaval de 2019. Grupo tradicional do carnaval curitibano, o Rancho das Flores é formado por pessoas da terceira idade participantes dos programas sociais da Prefeitura de Curitiba.
Os produtores artísticos interessados podem efetuar a inscrição até às 17h do dia 12 de novembro de 2018. A documentação e a proposta serão recebidas no protocolo geral da Fundação Cultural de Curitiba (Rua Engenheiros Rebouças nº 1732), de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h.
O edital está disponível neste link: www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br/editais/

Desfile

Para a concepção artística do desfile do Rancho das Flores, o edital prevê um total de R$ 50 mil, que devem ser empregados na confecção dos figurinos, adereços e fantasias para 300 integrantes, bem como na implementação das atividades de organização e apresentação no desfile de rua. Também deve estar incluída a criação da música e letra da marcha rancho que conduzirá a apresentação.
A produção deve se basear no enredo “Helena Kolody” e o produtor selecionado também deve se responsabilizar pela contratação de músicos, gravação e reprodução dos CDs que serão utilizados nos ensaios nas Regionais e no baile do Rancho das Flores.

Serviço

Edital de Chamamento Público – Rancho das Flores 2019
Inscrições abertas de 01 a 12 de novembro

Inscrições abertas para o Programa de Fomento ao Cinema Paulista

Até 3 de dezembro, estão abertas as inscrições para o edital do Programa de Fomento ao Cinema Paulista. O concurso irá selecionar produções divididas em dois módulos: no primeiro serão contemplados seis filmes longas-metragens de ficção e animação, com prêmio de R$ 750 mil cada; e no segundo, quatro projetos de documentários serão contemplados com o valor de R$ 375 mil cada. O edital estará disponível no site www.proac.sp.gov.br
O programa utilizará recursos das empresas estatais do Estado de São Paulo, via Lei do Audiovisual. Caberá à Secretaria da Cultura do Estado a organização do processo seletivo para escolha dos projetos que receberão o patrocínio.
“A aplicação de recursos do Estado é fundamental para o desenvolvimento da produção cinematográfica paulista, setor que, além de contribuir para a cultura, gera empregos e movimenta a economia de São Paulo e do Brasil. Muitos projetos apoiados em anos anteriores ganharam projeção e reconhecimento internacional, como o longa “Que Horas Ela Volta”, que representou o país no Festival de Sundance, nos Estados Unidos.”
Sobre o Programa de Fomento ao Cinema Paulista
Criado em 2003, o Programa de Fomento ao Cinema Paulista regula a concessão de patrocínios das estatais paulistas a projetos de audiovisual e outras linguagens por meio da Lei do Audiovisual e da Lei Rouanet. Os projetos são selecionados anualmente por meio de edital lançado pela Secretaria da Cultura do Estado. O Programa de Fomento ao Cinema Paulista apoiou filmes como a animação O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, indicado à categoria “Melhor Animação” no Oscar 2016; Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert, filme premiado no Festival de Sundance, que representou o Brasil na categoria “Melhor Filme Estrangeiro” no Oscar 2016; Como Nossos Pais, que ganhou seis prêmios no Festival de Gramado, entre eles o de “Melhor Filme”; o documentário Homem Comum, de Carlos Nader, vencedor do Festival É Tudo Verdade, em 2015; Meu amigo hindu, de Hector Babenco; Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Beto Brant e Renato Ciasca; e Xingu, de Cao Hamburger.
Fonte: Brasil Cultura