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domingo, 2 de dezembro de 2018

Funarte abre inscrições para programa gratuito de capacitação técnica, no Rio

Inscrições abertas

Oficinas de artes cênicas, música e artes visuais começam no dia 11 de dezembro na capital fluminense.

O Rio de Janeiro recebe, entre os dias 11 e 14 de dezembro, a última etapa do Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018. Serão oferecidas ao público doze oficinas gratuitas nas áreas das artes cênicas, música e artes visuais. Os cursos têm duração de 20 horas, cada, e são ministrados por profissionais reconhecidos no mercado.
Para participar das oficinas, os interessados devem preencher, até o dia 5 de dezembro, o formulário on-line nos links disponibilizados no portal da Funarte. As inscrições serão confirmadas no primeiro dia do curso e, se houver desistências, o número de vagas poderá ser ampliado. A lista preliminar de inscritos será divulgada no dia 7 de dezembro.
Na capital fluminense, serão ministradas as seguintes oficinas: Aprimoramento Vocal do Ator, com Angela de Castro; Composição Coreográfica, com Alex Neoral; Direção Cênica, com Eduardo Wotzik; O Corpo na Cena, com Marluce Medeiros; Produção e Administração Teatral, com Cacau Gondomar; Lutheria, com Orlando Ramos; Gestão Cultural, com Paula Brandão; História da Música Brasileira, com Luís Pimentel; Trilha Sonora, com Rodrigo Marsillac; O Educador-Artista: Performatividade e Práticas da Liberdade, com Bianca Bernardo; Performance negra nas artes visuais: corpo, tempo, espaço e política, com Tiago Sant’Ana; e Elaboração e Gestão de Projetos em Artes Visuais, com Ana Paula Santos.
O Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018 teve início em julho deste ano e já passou por seis cidades brasileiras: Goiânia (GO), Londrina (PR), Campina Grande (PB), Campinas (SP), Belém (PA) e Fortaleza (CE). A última etapa é no Rio de Janeiro (RJ). No total, cerca de três mil pessoas serão capacitadas pelo programa, que pretende valorizar o processo criativo, contribuindo para o aperfeiçoamento técnico e artístico dos participantes e para a geração de emprego e renda.
A seguir, a programação completa:
Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018
Oficinas de Artes Cênicas
Aprimoramento Vocal do Ator
Com Angela de Castro
20 vagas
11 a 14 de dezembro, das 14h às 19h
Local: Teatro Glauce Rocha
Avenida Rio Branco, 179 – Centro – Rio de Janeiro (RJ)

A oficina se propõe a aperfeiçoar o desempenho vocal a partir das diferenças específicas e potencialidades individuais. Tem por objetivo capacitar o profissional a desempenhar suas atividades com segurança e naturalidade, utilizando de maneira eficiente a sua voz.
Angela de Castro é fonoaudióloga e preparadora vocal. Presta serviços de consultoria em Comunicação, media training e preparação específica em voz para executivos, cantores, atores e conferencistas. Trabalha a preparação vocal de diversos artistas, como Zélia Duncan, Leila Pinheiro, Xuxa Meneghel, Padre Fábio de Melo, Simone, Ivan Lins, Pretinho da Serrinha, Marcos Valle, Quarteto em Cy, entre outros. Atuou como preparadora vocal nos filmes Cidade de Deus, Duendes 1, Diabo a Quatro, Dois Filhos de Francisco, Tropa de Elite 1 e Paraísos Artificiais. Também foi preparadora vocal do elenco principal dos seriados infantis Detetives do Prédio Azul e Valentins. Na música clássica, participou de trabalhos com a cantora lírica Maude Salazar em óperas como Bodas de Fígaro, A Viúva Alegre e La Traviata, e como assistente de direção geral de O Barbeiro de Sevilha.
Composição Coreográfica
Com Alex Neoral
20 vagas
11 a 14 de dezembro, das 9h às 14h
Local: Teatro Cacilda Becker
Rua do Catete, nº 338 – Catete – Rio de Janeiro (RJ)

A oficina oferece aulas de dança contemporânea, abordando diversos assuntos referentes à pratica de dança com apoio nas ferramentas técnicas clássicas. Os encontros serão divididos e a cada dia o foco será nos assuntos das peças do espetáculo Still Reich, que estará em cartaz concomitantemente ao curso.
Alex Neoral é coreógrafo e diretor. Iniciou seus estudos em dança em 1994. Fez parte de companhias do Rio de Janeiro, como Cia de Dança Deborah Colker, Cia Nós da Dança, Grupo Tápias e Cia Vacilou Dançou. Em 1997, fundou a Focus Cia de Dança, que atualmente é uma das mais atuantes companhias do país, já tendo se apresentado em mais de 90 cidades brasileiras e também em outros países, como Alemanha, Itália, Panamá, França, Portugal, Estados Unidos, Canadá, México e Costa Rica.
Como professor de dança contemporânea, ministrou vários workshops pelo Brasil, além de aulas nos Estados Unidos e na Itália. Como coreógrafo convidado, participou de inúmeros trabalhos com destaque para a remontagem de Pathways para o CityDance Ensemble, em Washington; peças inéditas para o Teatro Bolshoi no Brasil, para a Cia Nós da Dança e São Paulo Cia de Dança, além de musicais e peças teatrais.
Atualmente, é coreógrafo da comissão de frente da escola de samba Unidos da Viradouro, somando dez carnavais. Em 2016, sua companhia recebeu a Ordem do Mérito Cultural, a mais importante condecoração do Ministério da Cultura.

Direção CênicaCom Eduardo Wotzik
100 vagas
11 a 14 de dezembro, das 9h às 14h
Local: Teatro Dulcina
Rua Alcino Guanabara, 17 – Centro – Rio de Janeiro (RJ)

A oficina promove um encontro entre o diretor e os participantes com o objetivo de oferecer acesso aos processos de criação e direção cênica na construção de um espetáculo. O curso é voltado para diretores, atores, cenógrafos, figurinistas, iluminadores, produtores, técnicos, e público em geral.
Eduardo Wotzik fundou o Grupo Tapa, no qual desempenhou as funções de ator, produtor e diretor durante dez anos. Fez parte do Conselho da Casa de Cultura Laura Alvim e do Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro.
Representou o Brasil no Ano Brasil Portugal com apresentações no Porto/Portugal do espetáculo Bonitinha, mas ordinária, de Nelson Rodrigues. Fundou o Centro de Investigação Teatral, que durante dez anos realizou oficinas, palestras, investigações cênicas e espetáculos na Casa de Cultura Laura Alvim.
Recebeu inúmeros prêmios, entre eles, o Prêmio Mambembe de Contribuição ao Teatro Brasileiro, Prêmio Mambembe de direção, Prêmio Molière, Prêmio IBEU de melhor direção, Prêmio Teatro da Serra, Prêmio MinC-INACEN de melhor espetáculo. Considerado um dos mais destacados encenadores de sua geração, dirigiu os espetáculos Tróia, de Eurípedes; Bonitinha, mas ordinária, de Nelson Rodrigues; Um Equilíbrio Delicado, de Edward Albee; Sonata Kreutzer, de Leon Tolstoi; Escola de Mulheres, de Molière; Édipo Rei, de Sófocles; e Missa Para Clarice, sua obra mais recente, entre outras produções.

O Corpo na Cena
Com Marluce Medeiros
20 vagas
11 a 14 de dezembro, das 9h às 14h
Local: Teatro Glauce Rocha
Avenida Rio Branco, 179 – Centro – Rio de Janeiro (RJ)

A oficina propõe o desenvolvimento da consciência corporal através de atividades que observem os limites, dificuldades, descobertas de padrões e memórias posturais de cada um, que devem ser usados como facilitadores do aprendizado motor. O objetivo é possibilitar a construção de um corpo disponível para o movimento, identificando as tensões e controlando o excesso de energia gasto para desenvolver determinada ação, encontrando o momento da dança de cada um. O corpo consciente é elemento fundamental para o artista na sua criação e interação com o outro. O projeto “O corpo em cena” pretende iniciar a pesquisa corporal de cada participante, ajudando no desenvolvimento da sua arte.
Marluce Medeiros é bailarina, coreógrafa e professora, graduada em Educação Física pela Universidade Gama Filho. Atuou como diretora residente, preparadora corporal e assistente de coreografia do espetáculo Bem Sertanejo – O Musical. Ministrou oficinas no sistema Firjan e Sesc, como “A dança não tem limites” e “Dança é para todos”, voltada para o projeto Vira Vida. Coordenou o Projeto Arará, do Instituto Ary Carvalho, para 270 jovens de comunidades carentes do Rio de Janeiro, entre os anos de 2005 e 2012. Como bailarina, participou de várias produções em TV, teatro e cinema, além de diversos espetáculos de dança no Brasil e no exterior. Em 2004, fundou o Studio Talento e Arte Escola de Dança, do qual é diretora artística. É assistente do coreógrafo Renato Vieira, e preparadora corporal nos musicais Sambra – 100 anos de Samba;Gilberto Gil, Aquele Abraço – O Musical; e Zeca Pagodinho – Uma História de Amor ao Samba.
Produção e Administração Teatral 
Com Cacau Gondomar
20 vagas
11 a 14 de dezembro, das 13h às 18h
Local: Teatro Dulcina
Rua Alcino Guanabara, 17 – Centro – Rio de Janeiro (RJ)

A oficina tem como objetivo oferecer aos participantes noções gerais de produção e gestão de projetos culturais nas artes cênicas. Serão abordados os seguintes tópicos: missão, planejamento, projetos, leis de incentivo, editais, captação de recursos, planos de mídia, produção executiva, projetos de acessibilidade, democratização de acesso e prestação de contas.
Cacau Gondomar é produtora cultural, atriz e designer, pós-graduada em Gestão Comercial. Com experiência no mercado cultural há 20 anos, atuou em inúmeros trabalhos, dentre os quais destacam-se: O Bem do Mar (2009); Marlene Dietrich – As Pernas do Século (2010/2011); A Eva Futura (2011); e Lago dos Cisnes (2013). Integrou a equipe de produção da trilogia infantil Sambinha, Bossa Novinha – A Festa do Pijama e Forró Miudinho, e também do Festival Panorama 2015. No mesmo ano, foi a diretora de produção responsável pela ocupação Muito Além da Dança, no Teatro Cacilda Becker, no Rio. Em dezembro de 2015, produziu a exposição e o concerto L’homme et son désir, na Sala Cecília Meireles e na Bibliomaison; realizou a programação visual do FITA – Festival Internacional de Teatro de Angra 2016; produziu o estande “Campus France” no Club France, durante os Jogos Olímpicos 2016; integrou a equipe de produção do espetáculo franco-brasileiro Toque; produziu o espetáculo infantil Makuru – Um Musical de Ninar (2017); e assinou a produção artística do espetáculo Bem Sertanejo – O Musical (2ª temporada/2018).
Oficinas de Música
Lutheria
Com Orlando Ramos
6 vagas
11 a 14 de dezembro, das 9h às 14h
Local: Centro Técnico de Artes Cênicas da Funarte – CTAC
Rua do Lavradio, 54 – Centro – Rio de Janeiro (RJ)

O curso tem por objetivo mostrar, através da prática, as técnicas de montagem, regulagem e conservação dos instrumentos de corda com arco, para o melhor desempenho do instrumento.
Obs.: O aluno deve levar seu violino.
Orlando da Motta Ramos formou-se luthier aos 17 anos, especializando-se na confecção e restauração de instrumentos musicais de cordas friccionadas e cordas dedilhadas. Estudou com o maestro liutaio Guido Pascoli, desenvolvendo várias pesquisas na área de acústica e vernizes com o propósito de aperfeiçoar a qualidade de produção dos instrumentos musicais. Juntamente com o maestro Guido Pascoli, se dedicou ao desenvolvimento dos instrumentos do modelo Brasiliano.
Já como professor, Orlando Ramos foi convidado para trabalhar na Fundação Nacional de Artes – Funarte/Ministério da Cultura, no projeto Espiral, cuja finalidade era formar profissionais em todo o país para que propagassem a arte da luteria em seus estados de origem. Em 1980, fez o curso de Construção e Montagem de instrumento de corda com arco com o maestro liutaio Luiz Bellini. Em 1995, através do convênio realizado entre a Funarte e a Funarj (Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro), ministrou aulas de lutheria, para jovens de 14 a 16 anos, na Escola de Música Villa-Lobos. Em 1999, participou de um intercâmbio Brasil/Itália, através do qual teve aulas de restauração e montagem de instrumentos. Em 2000, fez curso na Itália, na Scuola Internazionale di Liuteria di Antonio Stradivari, em Cremona, com o maestro liutaio Claudio Amighetti, onde estudou confecção, restauração de instrumentos antigos (Renascentismo/Romantismo) e aulas de museu. Em 2011, ministrou curso de lutheria no III Fórum de Música, Gestão, Eduação e Cidadania do PIRPIM (programa voltado à integração através da música). Orlando Ramos é servidor da Funarte e ministra aulas, oficinas, cursos e palestras em todo o país, com ênfase na confecção, restauração e conservação dos instrumentos.

Gestão Cultural
Com Paula Brandão
40 vagas
11 a 14 de dezembro, das 14h às 19h
Local: Galpão da Cidadania
Avenida Barão de Tefé, nº 75 – Saúde – Rio de Janeiro (RJ)

O curso traz à discussão as possibilidades da gestão cultural e as especificidades da área da música. Como ser gestor de sua própria carreira ou do seu grupo? Qual o limiar entre a atuação do artista e do gestor? Como ser gestor cultural no Brasil e quais são os principais desafios? São questões importantes para entender a área cultural a partir da sua vivência cotidiana.
Paula Brandão é empreendedora e produtora criativa. Fundou e é a atual diretora de Criação & Planejamento da Baluarte Cultura, empresa especializada em consultoria, gestão e capacitação cultural com certificação do Sistema B e signatária do Pacto Global. Assinou a criação e realização de mais de 90 projetos por todo o Brasil e exterior. É bacharel em Produção Cultural (Universidade Federal Fluminense – UFF) e em Relações Públicas (Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ), com capacitação em Mensuração de Impactos Sociais e Innovation & Strategy pelo Insper; Design Thinking pela ECHOS; Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral (Programa 10.000 Women – Goldman Sachs); e em Empreendedorismo Sustentável pelo programa Shell LiveWIRE Brasil. É conselheira do Sistema B Brasil e coordenadora técnica do MBA Executivo em Gestão da Economia Criativa da Estácio.
História da Música Brasileira 
Com Luís Pimentel
40 vagas
11 a 14 de dezembro, das 14h às 19h
Local: Galpão da Cidadania
Avenida Barão de Tefé, nº 75 – Saúde – Rio de Janeiro (RJ)

O curso percorre a história da música brasileira, dos primeiros compositores do período colonial até os dias de hoje. Através dos mais variados ritmos e gêneros, apresenta toda diversidade da música brasileira.
Luís Pimentel é jornalista, escritor e pesquisador da música brasileira. Trabalhou em diversas redações de jornais e revistas do Rio de Janeiro, foi autor-roteirista de programas de humor para a TV, e tem livros publicados em variados gêneros (música, teatro, contos, poesia, infanto-juvenil e textos de humor). Escreveu sobre a MPB e seus principais nomes em veículos como Última Hora, Jornal do Brasil, O Dia, Opasquim21 e na revista Bundas. Publicou sobre o tema os livros Com esses vou – crônicas e perfis da MPB, Wilson Batista – na corda bamba do samba e Geraldo Pereira, um escuro direitinho, além dos volumes sobre Luiz Gonzaga e Ary Barroso para a coleção Mestres da Música no Brasil, da Editora Moderna. Por sua obra literária já recebeu vários prêmios nacionais, como o Concurso Literatura Para Todos, do MEC; e o Cruz e Souza, da Fundação Catarinense de Cultura.
Alguns títulos literários, para adultos: Aquela música (Contos, Myrrha, 2016), Contos da vida absurda (Casarão do Verbo, 2014), Que assim seja (Poesia, Mondrongo, 2016), Grande homem mais ou menos (contos, Bertrand Brasil, 2007), Cenas de cinema, conto em gotas (Myrrha, 2011) e O calcanhar da memória (Bertrand Brasil, 2006).
É autor dos textos teatrais O amor impossível do Valente Assis (Prêmio Nacional de Dramaturgia Cidade de Belo Horizonte 2009), O homem e seu cachorro (monólogo) e Correntes.
Ministra oficinas de literatura no Rio, em feiras de livros e bienais em diversas regiões do país.

Trilha Sonora
Com Rodrigo Marsillac
40 vagas
11 a 14 de dezembro, das 14h às 19h
Local: Galpão da Cidadania
Avenida Barão de Tefé, nº 75 – Saúde – Rio de Janeiro (RJ)

Aborda a música no audiovisual, sua história, os aspectos perceptivos, o processo de criação, aspectos da produção e dicas para músicos que querem entrar neste mercado.
Rodrigo Marsillac é compositor e produtor musical. Bacharel em Composição pela UNIRIO e pós-graduado em Música para Cinema e TV pelo CBM. Já atuou em diversos setores do mercado audiovisual, como cinema, teatro, publicidade, séries para TV fechada, documentários e programas para TV aberta. Atualmente, é produtor musical da TV Globo, compondo música para novelas, séries e também produzindo programas de variedades.
Oficinas de Artes Visuais
O Educador-Artista: Performatividade e Práticas da Liberdade
Com Bianca Bernardo
20 vagas
11 a 14 de dezembro, das 9h às 14h
Local: Galpão da Cidadania
Avenida Barão de Tefé, nº 75 – Saúde – Rio de Janeiro (RJ)

A oficina reflete sobre o ensino de artes e a geração de espaços para a construção do saber e do fazer artístico através da escuta, da expressão e da problematização das múltiplas vozes que compõem as relações em sala de aula.
Bianca Bernardo é gestora cultural do espaço independente Saracura, no Rio de Janeiro (RJ). Pós-graduanda em História e Cultura Africana e Afro-Brasileira; Mestre em Artes pelo Ppgartes –UERJ, atua em projetos educativos em instituições de cultura desde 2010. Foi gerente de Educação do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea entre 2013 e 2017, coordenou os projetos voltados à infância e adolescência O Museu que Nós queremos! e Merendeira Cor-de-Rosa: Rumo à Expedição!.
Foi artista-educadora do Núcleo Experimental de Educação e Arte do Museu de Arte Moderna (MAM Rio), entre 2011 e 2013; e educadora residente no Centro de Referência do Museu da Língua Portuguesa, em 2014. Em 2016, participou no Museu de Arte Contemporânea de Niterói dos Encontros de Mediação na Arte Contemporânea: a Atuação dos Públicos, do Fórum Permanente (SP) – contemplado no Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 12ª Edição. Em 2017, coordenou o programa de formação educativa da exposição Diáspora Africana en América del Sur: Brasil en la lente de Januário Garcia, no Museo Nacional de Las Culturas na Cidade do México (MEX). Em parceria com o SESC, lançou o material pedagógico Caixa dos Escolhidos e a exposição educativa O Grande Veleiro, a partir da coleção do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea (Rio de Janeiro – RJ). Ainda em 2017, foi artista residente no Hyde Park Art Center em Chicago, Illinois (EUA) com o projeto At the Studio with Mommy, uma investigação sobre “os lugares da criação entre mãe e filho”.
Atualmente, é coordenadora pedagógica da 11ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul.

Performance negra nas artes visuais: corpo, tempo, espaço e política
Com Tiago Sant’Ana
20 vagas
11 a 14 de dezembro, das 14h às 19h
Local: Galpão da Cidadania
Avenida Barão de Tefé, nº 75 – Saúde – Rio de Janeiro (RJ)

A oficina tem como objetivo a investigação da performance e suas relações com as identidades afro-brasileiras e as artes visuais. Serão abordadas a história da arte moderna e da arte contemporânea, observando os conceitos de performance, arte conceitual e happening. Além disso, serão postas em questão as ideias de arte negra e arte afro-brasileira, dando atenção especial para artistas que trabalham com o corpo para ressaltar os seus pertencimentos raciais e religiosos. Num segundo momento, a oficina vai se dedicar a exercícios de preparação mental e corporal a partir de proposições artísticas no tempo e no espaço. Posteriormente, os participantes serão provocados a compor projetos de ações que possuem as poéticas e políticas negras como eixo de investigação.
Tiago Sant’Ana é artista da performance, doutorando em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia. Desenvolve pesquisas em performance e seus possíveis desdobramentos desde 2009. Seus trabalhos como artista imergem nas tensões e representações das identidades afro-brasileiras – tendo influência das perspectivas decoloniais. Realizou recentemente a exposição solo Casa de purgar (2018), no Museu de Arte da Bahia. Participou de festivais e exposições nacionais e internacionais como Axé Bahia: The Power of Art in an Afro-Brazilian Metropolis (2017), no Fowler Museum, Reply All (2016), na Grosvenor Gallery, e Orixás (2016), na Casa França-Brasil. É um dos indicados ao Prêmio PIPA 2018. Foi professor substituto do Bacharelado Interdisciplinar em Artes na Universidade Federal da Bahia entre 2016 e 2017.
Elaboração e Gestão de Projetos em Artes Visuais
Com Ana Paula Santos
20 vagas
11 a 14 de dezembro, das 9h às 14h
Local: Galpão da Cidadania
Avenida Barão de Tefé, nº 75 – Saúde – Rio de Janeiro (RJ)

Curso de elaboração e gestão de projeto cultural voltado para a área de artes visuais. Serão abordados conceitos e técnicas desde a idealização ao desdobramento do projeto realizado, enfatizando o planejamento estratégico, o monitoramento, a avaliação, a comunicação e o marketing.
Ana Paula Santos atua no campo da produção cultural desde 2006, quando iniciou seus trabalhos na área de artes visuais, no Centro de Artes Visuais da Fundação Nacional de Artes – Funarte. Ao longo de 11 anos na Fundação, desempenhou as funções de assistente de produção, produtora, coordenadora de projetos, coordenadora administrativa e também foi membro de comissão de seleção de editais. Em 2013, na cidade do Porto/Portugal, atuou como produtora no Projeto Pneumática, do artista Paulo Paes. Em 2014, foi consultora para novos projetos do Centro de Desenvolvimento Criativo – SER, organização não governamental voltada para a realização de programas e projetos de artes cênicas para a juventude. Assumiu, em 2017, o cargo de coordenadora de Planejamento e Execução do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.
É bacharel em Ciências Sociais com ênfase em Produção e Política Cultural pela Universidade Cândido Mendes/RJ e Técnica em Produção Cultural e de Eventos pela Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro. Integrou o Programa de Fundamentação em Artes Visuais da Escola de Artes Visuais do Parque Lage/RJ. Atualmente, integra o curso de formação de Analista de Marketing Digital do Polo Criativo/RJ.

Programa Funarte de Capacitação Técnica 2018
De 11 a 14 de dezembro
Rio de Janeiro (RJ)

Quase 80% da população brasileira que usam SUS se autodeclara negra


Estudos e estatísticas oficiais de saúde apontam que as mulheres negras com idade entre 10 a 49 anos são bastante afetadas por mortes maternas provocadas por causas evitáveis como hipertensão, hemorragia e infecção puerperal. As mortes na primeira semana de vida também são mais frequentes entre crianças negras quando comparadas às brancas.Ainda no contexto de mortalidade, a estatística registra que a segunda causa de morte mais frequente entre a população negra é o homicídio, enquanto para brancos, esta aparece como a quinta causa de mortalidade mais comum. Diabetes, hipertensão e doença falciforme estão entre as doenças mais comuns na população negra brasileira. Essas enfermidades também matam mais pessoas negras que brancas, segundo dados do Ministério da Saúde.

Quase 80% da população brasileira que depende do Sistema Único de Saúde (SUS) se autodeclara negra (preta e parda). Nesse contexto, o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Apoio à Gestão Participativa e ao Controle Social da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, organizou nesta semana (4 e 5) mais uma Oficina de Monitoramento e Implementação da Política Nacional de Saúde da População Negra.

“A implementação dessa política é primordial para melhorar o acesso da população negra aos serviços de saúde e aprimorar a qualidade daquilo que lhe é oferecido. A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra é estruturante para o SUS porque reitera o impacto do racismo e de outros determinantes sociais nas condições de vida e saúde da população.

Instituída no Brasil em 2009, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra tem como 


direcionamento garantir a equidade e a efetivação do direito à saúde de negras e negros. A política também reconhece o racismo, as desigualdades étnico-raciais e o racismo institucional como determinantes sociais das condições de saúde.

A política inclui ainda ações de cuidado, atenção, promoção à saúde e prevenção de doenças, bem como gestão participativa, participação popular e controle social, produção de conhecimento, formação e educação permanente para trabalhadoras e trabalhadores da saúde, visando à promoção da equidade em saúde da população negra.

“O investimento do governo para a implementação da política contribui para que o Brasil cumpra os compromissos assumidos no âmbito da Década Internacional de Afrodescendentes da ONU. A década prevê uma discussão ampla e acentuada nos países para a plena inclusão dos negros em todos os setores da sociedade e nada mais primordial do que garantir saúde a essa população, muitas vezes marginalizada e vulnerável”...


- Além disso, quase 80% da população brasileira que depende do Sistema Único de Saúde (SUS) se autodeclara negra.

Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

Fonte:https://nacoesunidas.org

Henfil – carta a Elis Regina

Tchau, querido Magno Malta; Bolsonaro deixa bancada evangélica na mão

por Esmael Morais

Magno Malta (PR-ES) está de despedida do Senado. Ele não foi reeleito e ainda não conseguiu o emprego de ministro no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Magno Malta, se não conseguir o novo emprego, terá de voltar para Vitória porque ele perdeu a eleição para um candidato que era gay assumido na disputa pelo cargo no estado do Espírito Santo.

Além da fama de “oportunista” entre os mais próximos do capitão reformado do Exército, homofóbico entre os ativistas de direitos humanos, Magno é malvisto entre os generais e a frente política.

Há uma série de denúncias contra o parlamentar capixaba, dentre as quais aquela de tortura do cobrador Luiz Alves de Lima, acusado por Malta, quando este presidia a CPI da Pedofilia, em 2009, de ter estuprado a própria filha.

Após 9 meses na prisão, o ex-cobrador de ônibus em Vitória ficou cego de um olho em virtude das torturas policiais que sofreu [segundo a vítima, a mando de Magno Malta]. Em 2016, a Justiça o absolveu porque conseguiu provar com laudos médicos a integridade do hímen da filha.

Pois bem, Bolsonaro não cede à pressão da bancada evangélica — sobretudo do pastor Silas Malafaia – para nomear Magno Malta, agora um sem mandato.

Bolsonaro enrola a bancada evangélica, que se achava forte; sonhava indicar o Ministro da Educação, bateu na trave; pleiteou o Ministério da Cidadania, também gorou; agora luta pela alma penada de Magno Malta, um passivo político.

Uma saída para a bancada evangélica, se quiser cargo no governo do ‘Coiso’, seria indicar um novo nome para o Ministério. Mas é bom correr porque falta pouquíssimas vagas…


Fonte: https://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com/

sábado, 1 de dezembro de 2018

"PARA NÃO CAIR NO ESQUECIMENTO! JUSTIÇA, JÁ!" - Eduardo Vasconcelos - CPC/RN - TRAGAM OS BERIMBAUS! O que significa o assassinato de um Mestre da Capoeira?

Breve história da Arte e da Resistência Negra
Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, o Mestre de Capoeira “Moa do Katendê”, conhecido em nível nacional e internacional, inclusive, também era compositor, percussionista, artesão, educador e fundador do bloco carnavalesco Afoxé Badauê em maio de 1978. Ele foi brutalmente assassinado no dia 07 de outubro de 2018. Sim, foi no dia do 1º turno das eleições de 2018.
O motivo de sua morte…? Ter externado em um bar que teria votado em candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT). O seu assassino seria um eleitor do fascista Jair Bolsonaro. O assassino partiu para cima do Mestre e o matou a facadas pelas costas. Esse cenário absurdo, mas emblemático, é fruto da intolerância e da violência que vêm sendo apregoadas pelo candidato a presidência do Brasil mais votado no primeiro turno. Esse assassinato possui forte significado: intolerância versus resistência. A ordem é para matar quem resiste na luta pelos seus direitos e não se submete?
A Capoeira é um forte símbolo da resistência histórica dos milhões de negros africanos escravizados e de seus descendentes no Brasil, – entre eles os quilombolas -, sendo usada pelo menos desde o século XVII tendo se desenvolvido e se difundido como forma de sociabilidade, de solidariedade entre os negros escravizados e como estratégia para lidarem com o controle, a discriminação e a violência. Praticada inicialmente por negros escravizados trazidos de Angola nos navios negreiros, principalmente, a Capoeira foi considerada crime até o fim da década de 1930. Segundo o grande Mestre Pastinha, grande capoeirista Angola, autor do principal clássico sobre o tema, “não há dúvida que a capoeira veio para o Brasil com os escravos africanos” (PASTINHA, 1988:26).
Possivelmente, a Capoeira no Brasil foi readaptada como forma de defesa pessoal contra os opressores e perseguidores na colônia, pois como os negros escravizados não possuíam armas, então usavam o gestual corporal como forma de defesa – tornando-se uma forma de luta e resistência – uma autodefesa contra o inimigo (AREIAS, 1996). Segundo Letícia Reis (1997), a capoeira seria o resultado de uma mescla de diversas danças, rituais, lutas, cânticos, sons e instrumentos musicais advindos, por sua vez, de diversas localidades da África. Possivelmente, esta reconstrução teria ocorrido e se aprimorado especialmente no Recôncavo Baiano.
No início, os negros escravizados, mas resistentes, praticavam a Capoeira nas fazendas, terreiros, tabernas, ruas e becos das vilas de forma clandestina forjando se tratar de uma ‘brincadeira’, pois podiam ser severamente punidos e torturados quando se descobria que se tratava de uma preparação para um tipo de ‘defesa pessoal’. O instrumento berimbau era usado, dependendo do ritmo e da marcação como aviso ou sinal da chegada ou aproximação de capataz, fazendo a dança se transformar em luta, se necessário. Os outros instrumentos são: atabaque, agogô, reco-reco, pandeiro, chocalho e caxixi; sendo que o berimbau (e suas modalidades) é considerado um dos instrumentos mais antigos do mundo.
Mas segundo Luiz S. Santos (1990), com o tempo, os colonizadores perceberam o poder defensivo da Capoeira e a proibiram terminantemente, tendo sido rotulada como ‘arte negra’. Após a abolição formal da escravatura, em 13 de maio de 1888, muitos negros escravizados foram abandonados nas vilas e tiveram que usar a Capoeira como estratégia de defesa por serem perseguidos e discriminados permanentemente pela polícia e capangas dos senhores de terra.
Visando controlar os grupos ou as maltas de capoeiristas que se organizavam e se multiplicavam nas crescentes urbes oitocentistas, sobretudo na Bahia, Alagoas, Pernambuco, Rio de Janeiro e Minas Gerais, foi estabelecida em 1890 que a Capoeira seria ação ilícita pelo antigo Código Penal da República. Foi proibida a utilização de destreza corporal e exercício de agilidade nas ruas e praças públicas, penalizando de seis meses a dois anos a quem ousasse realizar ato de ‘capoeiragem’ (REGO, 1968).
Segundo Anande das Areias (1996), a arte da Capoeira foi se aperfeiçoando e acrobacias foram sendo incorporadas aos praticantes nas esquinas, portas de armazéns e na mata de forma clandestina e de forma oculta. No último decênio do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, de forma hábil e inteligente, os capoeiristas resistiram de forma heroica às perseguições e ao forte preconceito da sociedade e do governo ‘republicano’, em República proclamada dia 15 de novembro de 1889 por generais em golpe militar.
Somente na década de 1930, durante o primeiro Governo de Getúlio Vargas, a prática da Capoeira foi permitida com uma série de restrições, devendo ocorrer em recintos fechados e com o alvará de autorização da polícia. Mas segundo Anande das Areias (1996), as rodas de capoeira ocuparam as ruas se popularizando nos principais centros urbanos e festas populares.
Um marco fundamental foi o trabalho do Mestre Bimba que, em 1932, fundou a primeira Academia de Capoeira, tendo sido o grande divulgador da luta Regional Baiana, que posteriormente foi chamada de ‘Regional’ (REIS, 1997). Mestre Bimba era morador do bairro Engenho Velho de Brotas, mesma localidade em que foi assassinado o Mestre Moa, que era da ‘Terra da Capoeira’ onde conviveu com grandes mestres, tais como o Mestre Bimba, Mestre Pastinha, Mestre Gato, Mestre Canjiquinha, Mestre Valdemar e tantos outros. Mestre Moa foi estudante diplomado pelo Mestre Bobó, tendo se iniciado aos 8 oito anos de idade na Academia Capoeira Angola Cinco Estrelas. A localidade Engenho Velho de Brotas foi um dos muitos engenhos de cana de açúcar do período colonial – Casa Grande versus Senzala – e um dos focos iniciais de luta e de resistência dos negros escravizados e da capoeira.
Depois de muita luta dos Mestres Capoeiristas, incluindo o respeitadíssimo Mestre Moa, foi aceito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) o pedido de registro do ofício dos Mestres de Capoeira e da Roda da Capoeira em 2008. Já em 2014 a 9ª Sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda aprovou, em Paris, a Roda de Capoeira, como um dos símbolos do Brasil mais reconhecidos internacionalmente, portanto, com o status de Patrimônio Cultural Imaterial e Tradicional da Humanidade.
Agora teremos a mácula de um assassinato violento e execrável sob todos os aspectos de um Mestre da Capoeira… Ficam o seu fantástico legado, seus ensinamentos e seus registros. O Mestre Moa dizia: “a capoeira me ensinou tudo isso e um pouco mais. Capoeira é tudo que move para mim. É uma cultura rica, uma cultura dos ancestrais que eu procuro, sempre que posso, cultuar, zelar, transmitir conhecimentos” (Fonte: https//nossapolitica.net/2018/10/mestre-moa-triste-fim-capoeira/ ).
Durante o enterro do mestre de capoeira Moa, um ato de repúdio à candidatura de Bolsonaro foi organizado. O corpo foi sepultado ao som de uma orquestra de berimbaus. O corpo do Mestre Moa do Katendê não foi apenas enterrado, mas plantado como semente no campo sagrado do cemitério da Ordem Terceira de São Francisco, na Baixa das Quintas, em Salvador, na Bahia, onde recebeu homenagens de familiares, amigos e estudantes.
Diante de atos de preconceito e violência que se multiplicam lamentavelmente pelo Brasil, insuflados por Jair Bolsonaro, que há 28 anos como deputado federal reiteradas vezes manifestou de forma estridente e repugnante apoio a torturadores, a tortura, a pena de morte, além de discriminar maiorias, tais como indígenas, negros, mulheres, nordestinos, ciganos, LGBTs, domésticas, sem-terra, sem-teto etc, está aceso diante de nós um grande sinal: povo brasileiro, não coloque na presidência do Brasil quem estimula a violência e reforça posturas militaristas, senão estaremos autorizando o reingresso do Brasil em outra ditadura. “Felizes os que constroem a paz, pois serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5,9), bradou Jesus Cristo no Discurso da montanha na Galileia, periferia da Palestina colonizada pelo Império Romano.
Mestre Moa do Katendê! Presente!
Ritmo de revolta e de indignação…
TRAGAM OS BERIMBAUS !!!
Fonte: http://averdade.org.br

ADURN-Sindicato lança marca dos 40 anos da entidade neste sábado (1) - " Nossos aplausos pelos 40 anos de histórias, lutas e conquistas!" - EDUARDO VASCONCELOS - CPC/RN

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Em 2019 o ADURN-Sindicato completa quatro décadas de uma história de lutas e conquistas, em defesa dos interesses dos docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A data será celebrada ao longo de todo o próximo ano, mas as comemorações começam neste sábado, dia 1 de dezembro, com o lançamento da marca dos quarenta anos da entidade.
O evento acontecerá no Acabou Chorare Bar Cultural, em Ponta Negra, a partir das 19h, e contará com a apresentação do músico André Rangell e da Banda Dissonah, diversão garantida para os docentes até o início da madrugada.
Na ocasião o professor Bosco Araújo fará o lançamento dos livros “Juventudes, Desenvolvimento e Políticas Públicas” e “Juventudes, Cultura e Política”, ambos organizados por ele e pela professora Maria Aparecida Ramos.
Para participar do evento basta o professor apresentar a carteira de sindicalizado na entrada do bar. Cada docente receberá um brinde em alusão aos 40 anos do sindicato.
Serviço:
Lançamento da marca de 40 anos do ADURN-Sindicato
Data: 01 de dezembro de 2018
Local: Acabou Chorare Bar Cultural - Rua doutor Manoel Augusto Bezerra de Araujo, 135, Ponta Negra.
Horário: A partir das 19h
Fonte: Ascom ADURN-Sindicato

Bolsonaro bate continência para assessor de Trump, mas expõe ao ridículo seu próprio ministro - "Absurdo! Cadê a nossa soberania?" - Eduardo Vasconcelos

Jornalistas que testemunharam o encontro de Jair Bolsonaro com o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, disseram que o futuro presidente brasileiro bateu continência para o assessor de Trump.

Bolton, em recente discurso em Miami, retomou o discurso de George W. Bush sobre um suposto “eixo do mal”, só que desta vez na América Latina: Nicarágua, Cuba e Venezuela.
São países em que os Estados Unidos, através de bloqueios e sanções econômicas, ações clandestinas e propaganda, tentam promover troca de regime.
Para isso, agora contam com o Brasil. A primeira ação “eficaz” do ponto-de-vista de Washington foi a destruição do programa Mais Médicos no Brasil, em que Bolsonaro denunciou os médicos cubanos como “escravos”.
É importante lembrar que durante a guerra fria os EUA financiaram direta ou indiretamente intelectuais de esquerda que se opunham à União Soviética.
Bolton é o clássico apparatchik norte americano, tendo servido aos governos de Ronald Reagan e Bush filho.
Ele é um dos responsáveis pela decisão de cancelar o acordo firmado entre EUA e aliados europeus com o Irã durante o governo Obama.
O objetivo é, contando com a aliança Israel-Arábia Saudita, promover a troca de regime também no Irã. Uma aliança na qual os EUA já contam com o Brasil, depois da recente visita do filho de Bolsonaro, Eduardo, a Washington.
Eduardo disse que não teme um boicote às exportações brasileiras para países árabes se a embaixada brasileira em Israel for transferida de Tel Aviv para Jerusalém.
Segundo ele, será possível trabalhar com países árabes de maioria sunita que enfrentam o Irã xiita.
O Brasil também deu um sinal claro de que vai se alinhar a Donald Trump nas questões ambientais.
Trump disse que não acredita num relatório emitido recentemente por seu próprio governo segundo o qual o aquecimento global provocará grandes danos à economia dos Estados Unidos.
Bolsonaro, por sua vez, de olho em ocupar a Amazônia com o agronegócio, interferiu para que o Brasil não sediasse, no ano que vem, a Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP 25.
Com o título “Brasil envergonha a agenda climática”, o Greenpeace definiu como desastrosa a decisão:
É do Acordo de Clima que saem as metas para conter as emissões de gases de efeito estufa. Na conta do Brasil, isso significa principalmente acabar com o desmatamento e promover energia limpa a fim de assegurar um país e um mundo em que a biodiversidade possa ser conservada, que eventos extremos não destruam vidas e que os direitos das pessoas sejam assegurados. Porém, a retirada da candidatura brasileira ocorre no momento em que a Amazônia registra alta de 14% na taxa de desmatamento. No Brasil, o equilíbrio climático é fundamental principalmente para setores como a agricultura, que tem importante participação na economia. Assim, fazer mais pelo clima é uma questão de lógica estratégica para o país. Infelizmente, este campo parece não ser o forte do próximo governo.
No twitter, @luciocaramori fez uma brincadeira com a trapalhada entre o futuro ministro Onyx Lorenzoni e Bolsonaro sobre a desistência de sediar a COP (ver vídeo abaixo).


Onyx pretendia mentir, mas Bolsonaro admitiu sua interferência.
O clipe termina com legendas da série norte-americana Curb Your Enthusiasm, em que um dos criadores de Seinfeld, Larry David, brinca com suas próprias trapalhadas.
Vi o Mundo
C/ CTB NACIONAL

Acesse a cartilha do Projeto DST/Aids da CNTE

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No dia 1º de dezembro é celebrado o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. De acordo com dados da UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS), em 2017, havia 36,9 milhões de pessoas convivendo com HIV no mundo. No Brasil, a estimativa é de 830 mil pessoas infectadas.
Para a data, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) lançou a Cartilha “Prevenção à Vista – Além da luta por prevenção e camisinha, agora é preciso lutar para defender a saúde e o SUS”. O material aborda assuntos como a conscientização da população, o tratamento pelo SUS, o papel da educação na prevenção, além de auxiliar no combate contra o preconceito que os portadores de HIV sofrem na sociedade.
A doença
“A AIDS é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico. A síndrome é causada pelo vírus HIV, que ataca as células de defesa do corpo, deixando o organismo mais vulnerável, permitindo que aconteçam infecções oportunistas, por microrganismos que normalmente não produzem a doença e que elevam muito a mortalidade dos pacientes portadores do retrovírus”, explica o infectologista Dr. Manuel Palácios, do Hospital Anchieta.
De acordo com o médico, antigamente, entre a contaminação e a fase final, estimava-se um tempo de sobrevida médio de três anos. Hoje em dia, por haver certa ‘adaptação’ do vírus ao corpo humano, pode ser que este tempo tenha aumentado em um ou dois anos. Atualmente o vírus pode ser identificado mais precocemente e o paciente pode ter uma sobrevida mais longa e saudável devido a disponibilidade de um grande arsenal de medicamentos para conter a ação do vírus.
Prevenção
De acordo com o Ministério da Saúde, uma das formas de prevenção é a Profilaxia Pré-exposição (PrEp). A medicação deve ser ingerida, diariamente de forma contínua, antes do contato com um soropositivo e diminui em até 80% as chances de contaminação (independentemente da situação do parceiro infectado). A pílula, que combina o medicamento tenofovir e o entricitabina, bloqueia o ciclo de replicação do vírus, impedindo a infecção no organismo.
“Existem dois tipos de PrEP: oral e tópica (uso de gel genital). O Brasil, atualmente, disponibiliza pelo SUS acesso à PrEP oral somente para homens que fazem sexo com homens; transexuais; profissionais do sexo e parceiros sorodiscordantes de pessoas com HIV, porém pode ser encontrada também na rede privada de drogarias”, conclui o infectologista.
Assim pega:
• Sexo vaginal sem camisinha;
• Sexo anal sem camisinha;
• Sexo oral sem camisinha;
• Uso de seringa por mais de uma pessoa;
• Transfusão de sangue contaminado;
• Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação;
• Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.

Assim não pega:


• Sexo desde que se use corretamente a camisinha;
• Masturbação a dois;
• Beijo no rosto ou na boca;
• Suor e lágrima;
• Picada de inseto;
• Aperto de mão ou abraço;
• Sabonete/toalha/lençóis;
• Talheres/copos;
• Piscina;
• Banheiro;
• Doação de sangue.

Fonte: CNTE

“Comerciais como o da Perdigão evidenciam o racismo estrutural”

Advogado Silvio de Almeida aponta mensagem racista em campanha de Natal que associa família negra à pobreza. Empresa de alimentos lamenta repercussão negativa.
Por Breiller Pires, do El Pais
Foto: Clécio de Almeida
A cada Chester vendido, a Perdigão promete doar outro para “uma família que precisa”. Apesar da causa nobre, o comercial de divulgação da campanha cai no lugar comum de representar pessoas negras como a “família que precisa” na ceia de Natal e, por outro lado, atribuir a virtude da caridade a uma família branca. Para Silvio Almeida, advogado, professor de Direito e presidente do Instituto Luiz Gama, que promove direitos da população negra e minorias, a peça publicitária reflete as estruturas racistas da sociedade brasileira, em que os negros são automaticamente associados à condição da pobreza. Autor do livro O que é racismo estrutural (Editora Letramento), o doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela USP adverte que as empresas precisam adotar políticas antirracistas permanentes para não seguir reproduzindo preconceitos em seus discursos e produtos.
Qual mensagem o comercial da Perdigão emite ao apresentar uma família negra como necessitada e outra, branca, como abastada e caridosa?
A desigualdade racial constitui o imaginário. Naturalmente, a propaganda se utiliza desse imaginário para que as pessoas consumam. Comerciais como o da Perdigão evidenciam o racismo estrutural da nossa sociedade. Ele apela para um sentimento de caridade que se manifesta toda vez que nos deparamos com pobres. Em 30 segundos, precisa passar uma mensagem sucinta sobre compaixão que venda seu produto. Sendo assim, a imagem mais rápida é a dos negros como pessoas que merecem compaixão. Trata-se de uma visão tão arraigada, do negro em condição inferior, que a empresa ignora até mesmo os possíveis efeitos negativos que essa representação pode gerar sobre sua marca, incluindo a reação de pessoas brancas que rejeitam esses estereótipos.
Como operam as engrenagens do racismo estrutural?
O racismo estrutural se materializa pelo próprio modo de ser da sociedade. A lógica do Estado se molda a partir do individualismo, onde tudo se compra pelo dinheiro. Nesse contexto, o racismo não é algo anormal. Ele está inserido na estrutura social. Todas as áreas, da economia à política, estão atravessadas pelo racismo. E as instituições, públicas e privadas, são os pilares de toda a estrutura. Logo, o racismo não é originário das instituições. Elas apenas o reproduzem. Por isso também falamos de racismo institucional, que engloba o meio corporativo. O fato de a sociedade ser racista não significa que uma empresa tem de aderir à sua lógica racista. Pelo contrário, ela pode se contrapor ao racismo. Com isso, não só agregaria valor ao seu produto, mas também se estabeleceria com uma alternativa à sociedade.
De que forma as empresas podem evitar a reprodução de padrões racistas?
Partimos do princípio de que nossa sociedade é desigual e racista. Quando esses meios de comportamento já estão constituídos, uma empresa só não é racista se for antirracista. Isso vale também para os indivíduos e qualquer outra instituição. Como o racismo ainda é muito presente em diversas esferas, é preciso adotar políticas antidiscriminatórias permanentes e instituir mecanismos que estabeleçam questionamentos às práticas sociais vigentes nas empresas. Elas não são obrigadas a reproduzir o mundo como ele é. Elas podem melhorá-lo, ofertando coisas que concorrentes não ofertam. Isso só acontece se forem capazes de mudar a forma como estabelecem o relacionamento com o público e suas campanhas de publicidade.
Essa postura de enfrentamento ao racismo também implicaria em mudanças na própria estrutura das empresas?
É fundamental subverter os espaços de comando, desnaturalizar as posições que determinados grupos raciais ocupam. Precisamos questionar: onde estão os negros na presidência de empresas, nas altas esferas do Judiciário, na gestão dos clubes de futebol? O pensamento crítico é o caminho, mas o Estado não oferece condições adequadas para se discutir essas questões.
Nesta semana, o goleiro Jefferson, do Botafogo, afirmou ao jornal O Globo que, por ser negro, teve de “matar dois leões por dia” para triunfar no futebol. O que essa expressão revela sobre a percepção dos negros sobre o racismo?
Uma fala como a do Jefferson só parece surpreendente para quem se propõe a negar o racismo. Qualquer pessoa negra que não está no espaço previsto para ela tem de matar dois leões por dia. Não podemos tratar exceções como meros exemplos de superação. Não é admitido que o negro ocupe o lugar de representação da família rica. Quando ele protesta contra essa condição de subalternidade que lhe é imposta, falam em “vitimismo” ou “coitadismo”, que nada mais é que um discurso racista, em que o negro, mesmo oprimido e explorado, tem de se manter resignado.
Por que muitas pessoas, geralmente brancas, falam em “consciência humana” – se apegando a um argumento do ator Morgan Freeman – para desqualificar o Dia da Consciência Negra?
Gente que se dedica a estudar a fundo as questões raciais acaba sendo deslegitimada por pessoas que validam seus preconceitos amparadas na figura de um homem negro importante. Considero equivocada a declaração do Morgan Freeman, mas, se observarmos o vídeo com calma, percebemos que a fala está fora de contexto. Ele não quer dizer que o racismo não existe. É uma maneira atabalhoada de pontuar que, em linhas gerais, só se debate sobre consciência racial no mês da Consciência Negra. O Morgan Freeman é um exemplo do negro que só serve aos brancos quando diz algo aceitável para quem não reconhece o racismo como uma prática social.

Assista o comercial da Perdigão: