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Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

10 FOTOS RARAS DO RIO GRANDE DO NORTE NOS ANOS 1900

A década de 1900 (ou anos 00) foi marcada pelos primeiros saltos tecnológicos no mundo, no campo dos transportes principalmente, como o desenvolvimento da aviação e do automóvel, por exemplo.
Devido às noções e capacidades primitivas de limpeza, as condições sanitárias eram precárias e muitas doenças, como cólera, estavam sem controle na época.
Mas, deixando de lado os aspectos gerais daquele século, veja agora algumas fotos, bem raras hoje em dia, publicadas ao longo dele:
Natal (RN): Ciclistas reunidos na Praça da República (1902)

Natal (RN): Parte da fachada do palacete do coronel Romualdo Lopes Galvão, na Rua Correa Teles (1902)

Ceará-Mirim (RN): Vista da Igreja da Matriz na ocasião da instalação do seu sino grande, em 1900.

Natal (RN): Avenida Tavares de Lira, no bairro da Ribeira (1921)

Caraúbas (RN): Procissão de São Sebastião (1902)
Natal (RN): Rua Dr. Barata, vendo-se à direita a “Livraria Cosmos” (1921)
Mossoró (RN): Prédio onde funcionava a Escola Normal e as escolas anexas do Grupo Escolar 30 de Setembro (1922)
Natal (RN): Corridas do Velo-Clube Natalense (Clube de Corridas), na rua Conselheiro José Bonifácio (1903)
Canguaretama (RN): Convidados (convivas) do jantar oferecido pelo coronel Joaquim Manuel de Carvalho e Silva a seu irmão, o padre Miguel de Carvalho, por ocasião deste cantar sua primeira missa, em 8 de dezembro 1902 (Foto: Bruno Bourgard)
Natal (RN): Rua Coronel Pedro Soares, na Cidade Alta (1921)
Curiozzzo

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Ocupação 9 de julho tem lançamento de coleção de cordéis com roda de conversa

Evento, com leitura do premiado escritor e editor Marcelino Freire, acontece durante almoço mensal com as 200 famílias que vivem na ocupação, no centro de São Paulo.

A coleção de cordéis “A CÉU ABERTO”, com obras inéditas de autores selecionados está sendo lançada neste domingo (17), na Ocupação 9 de julho (Rua Álvaro de Carvalho 427), com leitura do premiado escritor e editor Marcelino Freire, seguida de uma conversa sobre literatura e resistência.
Foto: Divulgação
O lançamento acontece durante o almoço mensal de domingo, que reúne as quase 200 famílias que vivem há dois anos no antigo prédio do INSS, região central de São Paulo. A entrada é gratuita.
O Cordel tradicional traz folhetos contendo poemas populares expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, dando origem ao nome. Inspirando-se nesta arte centenária, a Editora N-1 criou a coleção “A céu aberto”, livretos que trazem uma história ou um conto, com o preço simbólico de R$ 2,00.
O objetivo que norteia esta ação é popularizar a leitura e incentivá-la, esperando que os cordéis gerem leituras, conversas e discussões pelas ruas, praças e lugares públicos.
Parte da renda com a venda de títulos da editora pelos moradores será revertida para a Ocupação. O próximo cordel será do filósofo Juliano Pessanha.
Serviço
Lançamento coleção “A céu aberto”
Local: Ocupação 9 de Julho
Rua Álvaro de Carvalho 427 – Bela Vista, SP – Entrada Franca
Almoço: R$ 20,00
Fonte: Revista Fórum

“As pessoas estão curiosas para entender o que acontece no Brasil”, diz cineasta premiada em Berlim


Ainda na Alemanha, Eliza Capai revela à Fórum que os debates sobre o filme a ajudaram a entender melhor o momento político brasileiro
O cinema brasileiro está fazendo bonito no tradicional Festival de Berlim (Berlinale), na Alemanha. O filme Espero Tua (Re)Volta”, que aborda as ocupações dos estudantes secundaristas, exigindo educação de qualidade nas escolas de São Paulo em 2015, conquistou o importante prêmio da Anistia Internacional e da Paz.
Ainda em Berlim, a diretora Eliza Capai, em entrevista à Fórum, ressalta a importância de ser uma porta-voz das questões sociais brasileiras.
Segundo Eliza, a receptividade à sua produção foi ótima. “Eu cheguei aqui muito ansiosa, nervosa sem saber se as pessoas iriam entender o filme. Nossa estreia foi em um cinema na Casa de Cultura, que tem mais de mil lugares e estava lotado. Quando acabou a sessão, as pessoas aplaudiram de pé, e isso se repetiu na segunda sessão. Aconteceram quatro sessões e mais duas no domingo (17), todas lotadas”, revela a diretora.
“É emocionante viver isso. Nesses dias aqui em Berlim houve debates muito fortes. As pessoas estão curiosas para entender o que está acontecendo no Brasil. Eu me esforcei muito para contar fatos. E ao contar o que era fato, em inglês, para pessoas que não estão em nenhum dos dois lados do Fla-Flu e me escutar falando essas coisas eu fui levando um susto muito grande com o que a gente está vivendo agora no Brasil. Isso me ajudou muito a entender esse nosso momento político. Eu me senti muito honrada de servir como porta-voz disso tudo”, diz.
Eliza destaca que já se sentiu recompensada ao ver seu filme selecionado. “Estrear em um festival do tamanho da Berlinale, em uma cidade como Berlim, já é uma grande emoção. Ainda mais por se tratar de um filme que fala sobre lutas estudantis e que discute democracia e escola pública de qualidade, que é um belo cenário para começar essa trajetória”, acrescenta.
Estímulo
Para a diretoria, receber o prêmio da Anistia Internacional por um filme relacionado a direitos humanos vai impulsionar a produção. “Vai nos ajudar na distribuição na Alemanha e em outros países da Europa. Receber o prêmio pela paz, em um filme onde se explodem tantas bombas, por intermédio da polícia, com esse uso de força desproporcional, como a polícia trata os movimentos sociais no geral e, especificamente, os estudantes, é uma honra muito grande”, destaca.
Eliza conta sobre o enredo do filme: “O objetivo número 1 é contar a história dos estudantes secundaristas que ocuparam mais de 200 escolas em São Paulo, por que isso aconteceu e quais as consequências da luta para esses meninos. Então, o filme começa em junho de 2013, quando vários deles foram para a rua pela primeira vez, conta das ocupações de 2015 e termina na eleição de Bolsonaro com a pergunta: O que vai ser desse futuro?”.
Protagonismo
O filme é contado pelos personagens Coca, Nayara e Marcela. Coca é um menino negro, Nayara é uma menina do interior, que abraça as causas LGBT, e Marcela é uma mulher negra.
“Eles são os protagonistas e nesse momento do Brasil, em que a gente vê uma tentativa de falar para os LGBTs voltarem para o armário, para os negros voltarem para a senzala e para as mulheres voltarem para a cozinha, ver essas pessoas protagonistas é muito emocionante.”
Fonte: Revista FÓRUM

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Projeto Raízes lança a antologia poética “Negras de lá, Negras daqui”


Por Lwiza Gannibal
O livro “Negras de lá, Negras daqui” traz à baila o aspecto mais importante da formação da identidade em África: o relacional. E leva essa noção a um nível intercontinental, uma vez que une mulheres negras da diáspora e do continente em uma só obra, promovendo o diálogo entre perspectivas que, a despeito de unidas pela ancestralidade comum, estão inexoravelmente distantes no espaço.
Herdeiras dos males da colonização e da escravidão que, de uma forma ou de outra, aflige a memória dos africanos e de seus descendentes, causando rupturas de toda sorte, essas mulheres são impelidas, assim, a reivindicar o que possuem de mais essencial: sua africanidade. Mas como fazê-lo em um mundo sabidamente hostil ao ser negro e feminino?
Eis a poesia: rebento da inspiração que faz da poetiza o veículo de um ânimo ancestral. A mulher negra fala por si, mas fala também pelas inúmeras mulheres negras que a precederam e foram silenciadas.
Tula Pilar, Patrícia Ashanti, Tata Alves e Lívia Prado, do Brasil. Helena Dias e Tuekiava, de Angola. E Melita Matsinhe e Eliana Zualo, de Moçambique, são, portanto, as mulheres que compõem a Antologia Internacional de Escritoras Negras África-Brasil “Negras de lá, Negras daqui”, que terá seu lançamento no Aparelha Luzia, no Centro Cultural Santo Amaro e na Casa das Rosas, em São Paulo.
Um precioso encontro que evoca signos de uma resistência coletiva. Uma oportunidade de reaver as afinidades compartilhadas no trânsito dos séculos; de reafirmar a negritude da pele, dos traços, da alma parida em África, através da linguagem poética.
Uma celebração da mulher negra, pan-africana, que, como a Mãe-África, de cujo ventre nasceram tantos povos e tradições, dão à luz poemas que perfazem, em conjunto, um retrilhar identitário.
Serviço:
Lançamento do Livro “Negras de lá, Negras daqui”
Aparelha Luzia:
Sexta feira, 22/02, às 20 horas.
Centro Cultural Santo Amaro:
Sábado, 23/02, às 18 horas.
Casa das Rosas:
Quinta-feira, 28/02, às 18 horas.

COMIDA DE VERDADE - Movimentos preparam banquetaço em prol do direito humano à alimentação

Banquetaço alimentação como direito humano consea
Banquetaço realizado no final de 2017, contra a ração humana do então prefeito Doria. Desta vez o ato será em defesa do Consea
Evento marcado para o próximo dia 27 visa chamar atenção para a extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional pelo governo Bolsonaro e os retrocessos nas políticas para o setor.
São Paulo – Entidades e movimentos de todo o país que atuam na defesa da alimentação de qualidadecomo direito, para todos, preparam para o próximo dia 27, quarta-feira, nas capitais e cidades do interior, o chamado banquetaço. Ao oferecer à população um banquete com alimentos caseiros, preparados com ingredientes naturais e de qualidade, os manifestantes pretendem chamar a atenção para a extinção do Consea – Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. O total desmantelamento do colegiado foi uma das primeiras medidas do governo de Jair Bolsonaro (PSL), por meio da Medida Provisória (MP) 870.
O Consea tinha como competência assessorar a Presidência da República na formulação, execução e monitoramento das políticas públicas de Segurança e Soberania Alimentar e Nutricional. Originalmente, na Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan, Lei 11.346/2006), profundamente modificada pela MP 870, o Consea constituía um dos componentes centrais do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), junto com a Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan).
De caráter consultivo, o colegiado era composto por 1/3 de representantes de diferentes órgãos do poder executivo e 2/3 de representantes da sociedade civil. Reunindo representantes de movimentos e organizações de diferentes setores sociais.
Entre as contribuições do Consea estão a definição e aprimoramento de políticas públicas como a estratégia Fome Zero, a Política e o Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, programas de convivência com o semiárido, a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, o Plano Safra da Agricultura Familiar, o Programa de Aquisição de Alimentos, o Programa Nacional de Alimentação Escolar e o Guia Alimentar da População Brasileira.
Um círculo virtuoso que contribuiu para que o Brasil alcançasse reconhecimento internacional nas políticas de combate à fome e promoção da segurança alimentar e nutricional. Tanto que  em 2014 o país saiu doMapa da Fome elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo os organizadores, o banquetaço é uma forma de mobilização social para exigir que a comida continue sendo direito de todos e que a participação da sociedade na tomada de decisões seja garantida. 
“A comida deve alimentar corpo, mente e alma, não matar, nem por veneno nem por conflito. Deve erradicar a fome e conservar a natureza, promover saúde e a paz entre os povos. Comer é ato político e o que comemos determina o sistema alimentar que fomentamos com nossas escolhas”, diz o manifesto publicado na página do banquetaço em uma rede social. 

Confira os locais onde acontecerão o banquetaço pró-Consea:

Fortaleza (CE) - Rua Azevedo Bolão, 2300 Loja 02 - Bairro Parquelândia, das 8 ás 10 horas
Parangaba (CE) - Local: Praça Mano Albano - em frente ao Restaurante Popular, das 9 às 11 horas
João Pessoa (PB) - Parque Solon de Lucena (Lagoa), das 8 às 12 horas
Salvador (BA) - Praia Porto da Barra - Casa Ninja Bahia, das 8 às 12 horas
Ribeirão Preto(SP) - Praça XV, das 9 às 12 horas
Maceió (AL) - Praça D. Pedro II (Praça da Assembleia Legislativa, Centro, das 9 às 13h30
Goiânia (GO) - Em frente ao Grande Hotel, na Avenida Goiás, Centro, das 9 às 14 horas
Curitiba (PR) - Assembleia Legislativa (9h), Praça Nossa Senhora da Salete, Centro Cívico, às 11h30
Santos (SP) - Praça Mauá, Centro, das 10 às 12 horas
Vitória (ES) - Praça Costa Pereira, Centro, das 10 às 13 horas
Aracaju (SE) - Praça Fausto Cardoso, das 10 às 14 horas
Campo Grane (MS) Em frente a Praça da Rádio, das 11 às 13 horas
Lavras (MG) - Praça Dr. Augusto Silva, das 11 às 13 horas
Poços de Caldas (MG) - Em frente ao banco Itaú da Assis, das 11 às 13 horas
Rio de Janeiro (RJ) - Largo da Carioca, das 11 às 16 horas
Brasília (DF) - Calçada entre o Conic e o Conjunto Nacional, das 12 às 14 horas
Botucatu (SP) - Praça do Bosque, Rua Amando de Barros, das 12 às 14 horas
São Luiz (MA) - Em frente à Igreja Santo Expedito, Bairro Liberdade, das 12 às 14 horas
Juiz de Fora (MG) - Em frente ao Cine Teatro Central, das 12 às 15 horas
São Paulo (SP) - Praça da República, das 12 às 15 horas
Recife (PE) - Em frente ao Armazém do Campo, Av. Martins de Barros, 387, das 12 às 15 horas
Porto Alegre (RS) - Praça da Matriz, das 12 às 15 horas
Porto Seguro (BA) - Reserva Indígena Pataxó da Jaqueira, das 12 às 15 horas
São José dos Campos (SP) - Centro, lado da Igreja São  Benedito/Praça Afonso Pena, das 12 às 15 horas
Belo Horizonte (MG) - Embaixo do Viaduto Santa Tereza, das 12 às 16 horas
Florianópolis (SC) - Largo da Catedral Metropolitana, das 12 às 17 horas
Natal (RN) - CECAFES - Central de Comercialização da Agricultura Familiar e EcoSol (Jaguarari x Mor Gouveia), das 12 às 17 horas
Viçosa (MG) - Feira da Economia Solidária e Agricultura Familiar - Quintal Solidário, das 17 às 20 horas

Bebianno: “Perdi a confiança no Jair. É uma pessoa louca, um perigo para o Brasil”

A demissão de Gustavo Bebianno do governo promete deixar sequelas. O ex-ministro não responsabiliza inteiramente o filho do presidente, Carlos Bolsonaro, por ter caído em desgraça, mesmo sendo chamado de mentiroso publicamente.
A um interlocutor, disse: “O problema não é o pimpolho. O Jair é o problema. Ele usa o Carlos como instrumento. É assustador”, de acordo com informações da coluna de Lauro Jardim, de O Globo.
Na tarde de sexta-feira, quando a situação ainda não estava definida, Bebianno já mostrava sua decepção. Ao mesmo interlocutor, desabafou: “Perdi a confiança no Jair. Tenho vergonha de ter acreditado nele. É uma pessoa louca, um perigo para o Brasil”.
Pivô
Gustavo Bebianno é o pivô de uma das crises mais sérias enfrentadas pelo governo de Jair Bolsonaro. O próprio presidente responsabilizou o agora ex-ministro pelo caso dos laranjas.
A situação tomou proporções depois que a imprensa publicou que o PSL, comandado à época por Bebianno, destinou verbas milionárias do Fundo Partidário para candidatas com votações insignificantes a deputado federal, os famosos laranjas.
O problema se agravou depois que o filho de Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, desmentiu o então secretário-geral da Presidência, ex-comandante do PSL e coordenador da campanha de Jair Bolsonaro.
Bebianno havia afirmado que falou por três vezes com o presidente para explicar o caso, quando Bolsonaro ainda estava internado no Hospital Albert Einstein. Contudo, foi desmentido publicamente por Carlos.
“Ontem estive 24h do dia ao lado do meu pai e afirmo: ‘É uma mentira absoluta de Gustavo Bebbiano que ontem teria falado 3 vezes com Jair Bolsonaro para tratar do assunto citado pelo Globo e retransmitido pelo Antagonista”, tuitou o filho de Bolsonaro.
Com isso, Bebianno foi perdendo força no governo, embora um grupo de ministros tenha feito pressão por sua manutenção no cargo. Resultado: sua demissão deve ser oficializada nesta segunda-feira (18).
Revista Fórum

LUTA ESTUDANTIL - ‘Espero tua revolta’, filme sobre ocupação de escolas em SP, é premiado em Berlim

filme sobre escolas ocupadas é premiado em Berlim
As ocupações se espalharam por todo o estado e levaram Alckmin a recuar e demitir o então secretário de Educação
por Redação RBA
O manifesto de alunos que em 2015 ocuparam escolas no estado de SP para evitar o seu fechamento pelo governo de Geraldo Alckmin ganhou os prêmios da Anistia Internacional e da Fundação Heinrich Böll.
São Paulo – O filme Espero tua revolta, de Eliza Capai, recebeu ontem (16), em Berlim, os prêmios da Anistia Internacional (AI) e da Paz, concedido  pela Fundação Heinrich Böll. O longa metragem mostra a ocupação de escolas em todo o estado de São Paulo em 2015, contra o fechamento proposto pela política de ajuste fiscal de Geraldo Alckmin (PSDB).
Os protestos, que duraram dois meses, desafiando a truculenta Polícia Militar paulista e levando Alckmin a recuar e a demitir o então secretário da Educação Herman Voorwald, inspirou estudantes de outros estados, como Goiás, Ceará, Rio Grande do Sul e Paraná.
O filme expõe a "repressão sofrida por estudantes que procuram defender o acesso à educação livre", conforme destacou o júri da Anistia Internacional (AI). Emocionada, Eliza Capai recebeu o prêmio como um convite a "seguir lutando por esse direito básico".
"Imaginem que seus filhos saem às ruas porque o governo quer fechar as escolas e são recebidos com bombas de gás lacrimogêneo e pancadas", apontou a atriz austríaca Feo Aladag, do júri da AI, ao entregar o prêmio.
O Prêmio da Paz, concedido pela Fundação Heinrich Böll, reconheceu o filme pelo compromisso e coragem cívica, segundo o júri.
Ambas premiações fazem parte dos prêmios dos júris independentes, antes da cerimônia de entrega dos Ursos de Ouro no Festival de Berlim.
Em seu perfil em uma rede social, Eliza destacou:  “Coração explodindo: Espero tua revolta –Your turn ganhou o Prêmio da Paz e o Prêmio da Anistia Internacional na Berlinale – Berlin International Film Festival. Obrigada a cada e todo estudante que fez a luta, que dividiu suas histórias com a gente. Meu abraço na equipe coração. Um dia hei de ter tempo de escrever o lindo que foi esta semana. Agora deixo só meu sorriso e do Yuri Amaral, parceiraço que dividiu e somou em cada uma das sessões aqui. E esta sala linda mandando os aplausos para a molecada que sonha e se organiza.

EX-BEATLE - Paul McCartney sobre Chico Mendes: como não lamentar a perda de alguém como ele?

Paul McCartney ex-Beatle homenagem Chico Mendes
por Redação RBA
"Ele foi assassinado pela máfia local, sabe como é... Essa coisa não pode continuar. Se ao menos fossem muitos... Mas só alguns poucos estão dispostos a salvar o planeta", disse, em entrevista.
São Paulo – O ambientalista e líder seringueiro Chico Mendes voltou a ser destaque esta semana, depois de o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, dizer no programa Roda Viva, da TV Cultura, que "não o conhece". E que pelo que ouviu de ruralistas, ele "não era isso que é contado", e que "usava os seringueiros para se beneficiar; fazia uma manipulação da opinião", afirmou
Bem informado, o cantor e compositor britânico Paul McCartney sabia muito bem quem era Mendes. Tanto que incluiu no disco Flowers in the Dirt, lançado em 1989, a canção How Many People.
Em diversas entrevistas, McCartney falou sobre as razões de ter homenageado o brasileiro conhecido em todo o mundo por sua defesa intransigente da floresta.
Em uma delas, afirma ter ficado impressionado com a luta do seringueiro pela floresta Amazônica. "E ele foi assassinado pela máfia local, sabe como é... Essa coisa não pode continuar. Se ao menos fossem muitos... Mas só alguns poucos estão dispostos a salvar o planeta. É tão absurdo. Como uma coisa dessas acontece?", questionou.
"Então o mínimo que eu posso fazer é mencionar isso em algum lugar. Por isso dediquei a ele. Até porque qualquer um com um pouco de bom senso hoje em dia é ecologicamente correto. As pessoas não querem tocar no assunto. Acham chato e tal. Mas você tem que ser. E alguém como ele, como não lamentar a perda de alguém como ele? Trabalhava sozinho, era casado. Era tão mais fácil pra ele tocar a vida e dizer: 'Ah, vendam isso, vendam a floresta', e voltar para casa e ficar bêbado, não sei. Mas em vez disso, ele ficou e lutou. Então acho que essa foi a maior razão de termos dedicado uma faixa a ele". 
Confira:

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Circuito de Cultura Secundarista incentiva protagonismo estudantil

Por Aline Campos. 

Carta lançada durante seminário do CIRCUS da UBES propõe arte e cultura como instrumentos para Educação

Durante o 4º .Encontro Nacional de Grêmios, em Salvador, aconteceu o Seminário do Circuito de Cultura Secundarista da UBES (CIRCUS). Os estudantes se reuniram para desenvolver ações de incentivo da arte e cultura no ambiente escolar, além de estruturar o protagonismo estudantil em produções culturais.
“Falta muito para que a escola seja um espaço de real incentivo para cultura, mas tem muita gente boa por aí fazendo coisas incríveis. Acredito que o CIRCUS vem para cumprir esse papel, de criar uma rede entre os secundas do país”, disse Igor de Lucca, Diretor de Cultura da UBES. E com este propósito, os secundaristas apresentaram a “Carta do CIRCUS”
Foto: Duda José | CUCA da UNE
Leia na íntegra:
O Circuito de Cultura Secundarista da UBES está ativo desde o 42º ConUBES, tendo organizado atividades e dialogado com estudantes em diversos estados pelo país. Acreditamos que é chegado o momento de dar maior consequência a produção cultural em nossas escolas, gerando cada vez mais Circuitos e eventualmente uma agenda nacional do CIRCUS, com momentos em cada estado e região, conhecendo e prestigiando a pluralidade do país. É certo que artistas, especialmente aqueles que não estão blindados pelos recursos da Indústria Cultural serão pouco visados e desvalorizados por um Governo Federal que extingue o Ministério da Cultura e fecha as portas para nossas agências e fundações culturais, e que é parte de uma grande onda de obscurantismo e censura, onde os primeiros afetados são artistas e estudantes.
O CIRCUS da UBES pretende debater e contribuir com a formação e o trabalho de estudantes e artistas, organizando ações e espaços de trabalho e apresentação que unifiquem a comunidade e a escola, trazendo movimentação para novos lugares e gerando um ambiente escolar mais saudável e interessante para os(as) estudantes. Tendo isso em mente, apresentamos aqui nossa visão e nossas propostas para as atividades do CIRCUS, separadas em três eixos:

Eixo Pedagógico

O quanto a arte está presente na Pedagogia? Quanto se aprende, de fato, sobre Arte, e mais importante, sobre a nossa arte? Vivemos em um ambiente escolar que pouco se aproveita da grande ferramenta que ensinar sobre arte e incentivar a criatividade do estudante pode ser para o ambiente escolar, que está em vias de perder ainda mais espaço. A escola que sonhamos precisa criar um ambiente que agregue cada vez mais estudantes. Defendemos a inclusão de arte em ainda mais espaços na escola. Defendemos também a aliança entre artistas, estudantes e professores, para combater a evasão escolar, crescer o movimento estudantil, e proporcionar um espaço melhor para o trabalho de educadores e educadoras.
O quanto se pode aprender sobre determinada escola literária em Português organizando um sarau? O quanto podemos descobrir sobre algoritmo quando vemos um filme que fale sobre em um Cine Debate na aula de matemática? Quanto do conteúdo de Arte pode ser aplicado gravando vídeos para redes sociais? As possibilidades são infinitas. Queremos levar ideias como essa para nossas escolas. A Exemplo do Colégio Estadual Central, em Belo Horizonte, onde o Grêmio Estudantil organizou um Cine Debate, ou dos Colégios Estaduais Pimentas VII e Homero Lins de Sá, ambos na cidade de Guarulhos, São Paulo. A Pedagogia tem muito a que se beneficiar do ensino e produção de arte e cultura dentro da escola.

Eixo Comunitário

Ao redor de toda escola há lojas, casas, e pessoas, porém a escola sempre foi um espaço fechado, onde somente estudantes e trabalhadores da educação tinham acesso. Acreditamos no potencial da cultura para quebrar essa barreira, e dar oportunidade do povo de conhecer o espaço escolar. Propomos a criação de oficinas e mostras de arte, em diversas modalidades e linguagens que permitam a participação do entorno e da comunidade escolar, e que incentivem o diálogo entre estudantes organizados, trabalhadores(as) da educação e associações de moradores e bairros.
É hora do conjunto da sociedade se organizar e resistir, seja fazendo um debate, uma manifestação ou uma peça de teatro. Podemos chamar mostras em que os estudantes apresentem seus trabalhos e oficinas conjuntas convidando a comunidade escolar a participar da produção. Há muito o que ser feito e muito a se descobrir.

Eixo Cultural e Artístico

O Circuito de Cultura já parou em alguns estados por nosso país. Estudantes de São Paulo e Minas Gerais organizam oficinas em escolas convidando os estudantes a repensarem o espaço que ocupam todo dia. Estudantes do Ceará e Paraná organizam companhias de teatro, assim como batalhas de RAP estão acontecendo em todos os cantos do país, de Santa Catarina ao Rio Grande do Norte. Todos esses e essas estudantes se reúnem em Salvador, na Bienal dos Estudantes, e acreditamos que não há espaço melhor para lançarmos um novo desafio para nossa entidade.
Para garantir que cada vez mais estudantes tenham acesso e construam o CIRCUS, propomos que cada entidade estadual busque condições de construir o CIRCUS no seu estado através de Festivais de Cultura e Arte. O CIRCUS da UBES só será grande com Circuitos em todos os estados, chamando atividades culturais e entrando em contato com estudantes por todo o país. Contribuindo com cada uma dessas atividades, o CIRCUS da UBES pode assumir seu real caráter de Circuito, criando uma rede de divulgação e organização de artistas de diferentes estados, cidades, estilos e linguagens. Do teatro a pichação, do desenho animado a poesia.
A UBES pode ser o grande canal de contato entre toda nossa rede, colocando cada vez mais estudantes na defesa da escola que sonhamos. Acreditamos também na urgência do movimento estudantil ocupar as redes, e por isso propomos que sejam organizados coletivos de comunicação em cada estado, trabalhando em conjunto com a organização dos festivais de cultura e arte. A força de defender nossa própria narrativa poderá contribuir tanto na divulgação de nossas ações e nossos eventos, como em qualquer momento de embate de narrativas, já comum em nossa sociedade da informação.
Também devemos cumprir o importante papel de combate à desinformação nas redes sociais, trazendo mentes, corações e projetos à defesa de uma educação pública, gratuita, de qualidade e com inserção artística, para todos e todas
.
Foto: Duda José | CUCA da UNE
Fonte: UBES

CINEMA - 'As histórias de resistência no Brasil sempre me fascinaram', diz Wagner Moura

Wagner Moura
Diretor falou a jornalistas brasileiros e internacionais em Berlim, um dia após exibição em que filme foi aplaudido
por Redação RBA
Em Berlim, onde o filme 'Marighella' foi aplaudido, diretor afirma que certamente a obra é um dos primeiros produtos culturais abertamente contrários ao que Bolsonaro representa.
São Paulo – Em entrevista à imprensa em Berlim, o diretor do filme MarighellaWagner Moura, comparou a resistência ao golpe de 1964 à atual conjuntura do país, governado por Jair Bolsonaro. “Nós podemos ver as diferenças entre o que aconteceu em 64, e a resistência daquela época... E não é diferente da resistência ao que temos no Brasil agora.” O ator-diretor citou as comunidades LGBT, as favelas e os negros, além de pessoas que provavelmente terão problemas com o governo atual como representantes dessa resistência.
“As histórias de resistência no Brasil sempre me fascinaram. A Revolta dos Malês na Bahia, onde eu nasci, os protestos contra a ditadura... Especialmente isso, porque eu nasci em 1976. Mas a minha geração era muito diferente da que lutou”, disse.
Segundo Wagner Moura, seu filme – cujo projeto foi iniciado em 2013 e desenvolvido durante o governo Temer – não é uma resposta a um governo específico, mas obviamente é “contrário ao grupo que está no poder (no Brasil)”, afirmou. “Não quero que o filme seja uma resposta a Bolsonaro. Mas certamente é um dos primeiros produtos culturais abertamente contrários ao que ele representa.”
Polidamente, o diretor criticou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, que afirmou não ter havido golpe no Brasil em 1964, mas "um movimento". "A primeira coisa é a mudança semântica, dizer que 'não foi tão ruim'. Os governos fascistas começam na semântica. Este filme existe para dizer que a ditadura foi horrível", disse.
Ele prevê que seu filme provocará polêmica no Brasil. “Imagino que será criticado pela direita, mas também pela esquerda”, disse. “Estou preparado para tudo, inclusive para que vaiem e joguem lixo na tela.”
Nascido em 1976, ele explicou que sua geração “era alienada” tanto em relação à geração de 64 quanto à atual. “Esses meninos que agora vão às ruas se parecem muito mais com a geração de 1964 do que a minha.”
Perguntado sobre a mensagem de Marighella, Moura afirmou que ele simboliza “a resistência”, e sua importância é mostrar que os “cidadãos têm o direito e a obrigação de resistir às ditaduras, aos Estados violentos e aos que não respeitam os cidadãos”.
Em sua estreia mundial, ontem, em Berlim, o filme de Wagner Moura foi aplaudido pela plateia, formada por jornalistas brasileiros e internacionais. Embora não concorra ao Urso de Ouro, o principal prêmio do festival (um dos mais importantes do circuito de cinema mundial), o filme foi exibido na programação principal.
Marighella não tem previsão de estreia no Brasil. Sua produção que resultou em uma película 155 minutos custou R$ 10 milhões.
O cantor Seu Jorge faz o papel do guerrilheiro Carlos Marighella, morto pela ditadura em 4 de novembro de 1969, depois de ser emboscado na Alameda Casa Branca, em São Paulo.
O filme é baseado no livro Marighella – O homem que incendiou o mundo (Companhia das Letras, 2012), do jornalista Mário Magalhães. O elenco é também composto de Adriana Esteves, Bruno Gagliasso, Herson Capri e Humberto Carrão, entre outros.
Marighella nasceu em 1911, em Salvador. Participou da militância comunista e foi eleito deputado federal constituinte em 1946. Rompeu com o PCB e criou a Ação Libertadora Nacional (ALN). 
Fonte: REDE BRASIL ATUAL

Cartas da Mãe, o Brasil contado por Henfil

Cartas da Mãe é uma crônica sobre o Brasil entre 1979 e 2009 contada através das cartas que o cartunista Henfil (1944/1988) escreveu para sua mãe, Dona Maria. Estas cartas, publicadas em livros e jornais, são lidas pelo ator e diretor Antônio Abujamra enquanto desfilam imagens do Brasil contemporâneo.
Política, cultura, amigos e amor são alguns dos temas que elas evocam, criando um diálogo entre o passado recente do Brasil e a situação do país há 10 anos. Artistas, políticos e amigos de Henfil, entre eles o então Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, o escritor Luis Fernando Veríssimo, os cartunistas Angeli e Laerte e o jornalista Zuenir Ventura, falam sobre a trajetória do cartunista dos anos da ditadura militar até sua morte. Animações inéditas de seus cartuns complementam o documentário dirigido por Fernando Kinas e Marina Willer em 2003.

Assista o filme: