Postagem em destaque

FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

sexta-feira, 19 de abril de 2019

ACAMPAMENTO TERRA LIVRE - 'Não é nesse governo que os povos indígenas vão baixar a cabeça'

Acampamento Terra Livre
Lindomar Terena diz que o Estado brasileiro está em dívida com os índios, cuja luta envolve também a defesa da natureza
Por Rede Brasil Atual
Liderança indígena afirma que manifestação programada para o dia 23 ocorre todos os anos com o objetivo de defender os direitos dos índios previstos na Constituição.
São Paulo – O tradicional Acampamento Terra Livre, que este ano está marcado para ocorrer entre os dias 24 e 26, nunca protagonizou violência. A afirmação é do líder indígena Lindomar Terena, integrante da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). Terena considera a decisão do ministro da Justiça, Sergio Moro, de convocar a Força Nacional de Segurança para atuar em Brasília pelos próximos 33 dias uma demonstração de incapacidade de conviver com a democracia e de respeitar os direitos dos índios.
“É um contexto diferente, em que o Estado se posiciona declaradamente contra os direitos dos povos indígenas. É evidente que não vamos sair da nossa região para afrontar alguém, vamos lá defender o nosso direito, o futuro das nossas gerações. Agora, uma vez que o Estado decreta por 33 dias o uso da Força Nacional, dizem eles que é para cuidar do patrimônio público, quando na verdade demonstra a incapacidade de diálogo no sentido de cumprir o que diz a Constituição Federal brasileira”, afirma Terena à jornalista Marilu Cabañas, na Rádio Brasil Atual. “Não vamos confrontar, mas não vamos recuar. Não é nesse governo que os povos indígenas vão abaixar a cabeça e dizer amém para eles.”
Segundo ele, o encontro será um grande evento, reunindo lideranças indígenas de diversos lugares do país. Lindomar Terena explica que o Acampamento Terra Livre, a principal e a maior assembleia dos povos indígenas do Brasil, representa uma luta de resistência pelo direito de existir e pelo reconhecimento territorial que vem desde 1500.
“A luta dos povos indígenas não é apenas dos povos indígenas, é a defesa do meio-ambiente e da natureza, e acima de tudo a luta pelos nossos direitos. O Estado brasileiro está em dívida com os povos indígenas. Os povos indígenas têm cobrado a demarcação do seu território, têm cobrado a implantação de uma saúde diferenciada, de uma educação de melhor qualidade. Tudo isso dentro da lei. É uma luta que sempre foi pacífica, sempre foi buscando o que está escrito na Constituição Federal brasileira”, pondera o também integrante do Conselho do Povo Terena.
Por outro lado, ele reclama que a violência protagonizada por ruralistas contra os índios brasileiros não é motivo de preocupação por parte do governo Bolsonaro.

Fonte: RBA

NA MEMÓRIA - Nome de Mestre Moa do Katendê substitui o de Victor Civita em escola na Bahia

Moa do Katendê
Homenagem ao Mestre Moa era uma da comunidade escolar, dos moradores do bairro e do movimento negro
por Redação RBA
Capoeirista foi assassinado durante as eleições de 2018, após uma discussão política.
São Paulo – Colégio Estadual Mestre Moa do Katendê. Este é o novo nome do agora ex Colégio Estadual Victor Civita, localizado na comunidade Dique Pequeno, no Engenho Velho de Brotas, em Salvador. O capoeirista foi assassinado durante as eleições de 2018, após discussão com um apoiador de candidato Jair Bolsonaro.
A mudança foi determinada pela Portaria 471/2019, publicada no Diário Oficial do Estado, assinada pelo secretário da Educação, Jerônimo Rodrigues. Era uma reivindicação da comunidade escolar, dos moradores do Engenho Velho de Brotas e do movimento negro.
Renilda Costa, sobrinha do Mestre Moa, comemorou a homenagem. "Estamos muito felizes e vibrando com isto que, para nós, tem um significado enorme pela importância que foi meu tio, não só para a comunidade local, mas para todo o país. É um orgulho danado ter a escola onde estudaram tantos parentes, filhos e sobrinhos com o nome dele", declarou, emocionada.
Moa do Katendê foi morto com 12 facadas por Paulo Sérgio Ferreira de Santana, eleitor de Bolsonaro (PSL), após o capoeirista declarar voto em Fernando Haddad (PT). Paulo Sérgio confessou a motivação política no assassinato. 

Hoje é Sexta-feira da Paixão

Sexta-feira da Paixão ou Sexta-feira santa é um feriado religioso comemorado pelos cristãos, simbolizando o dia da morte de Jesus Cristo, e faz parte das festividades da Páscoa, que simboliza a ressurreição do Messias.
A sexta-feira da Paixão é considerada uma data móvel, ou seja, não possui um dia específico para ser comemorado anualmente. Por regra, deve ser celebrada na sexta-feira que precede o domingo de Páscoa.
De acordo com a tradição, para se definir o dia em que é celebrada a sexta-feira santa, considera-se a primeira sexta-feira de lua cheia após o equinócio de primavera (no Hemisfério Norte) ou equinócio de outono (no Hemisfério Sul). Neste caso, a sexta-feira da Paixão pode ocorrer entre os dias 22 de março e 25 de abril.
Após a definição da data da sexta-feira santa, outras comemorações são estabelecidas, como o domingo de Páscoa, a quarta-feira de Cinzas (primeiro dia da Quaresma) e o Carnaval.
De acordo com o cristianismo, a Sexta Feira Santa é um de reflexão sobre o sacrifício de Jesus na cruz. Para os católicos, tradicionalmente, a sexta-feira da Paixão é um dia de rituais e penitências, como o jejum ou a abstinências de prazeres mundanos.
É comum ver reconstituições, encenações, homenagens e outras formas de representações artísticas de como teriam sido os últimos momentos de vida de Jesus Cristo, seu julgamento, crucificação e ressurreição do “mundo dos mortos”.

FILO tem nova gestão e depende de apoio para acontecer

“A edição dos 50 anos do FILO (Festival Internacional de Londrina) só tem chances de acontecer se a comunidade de Londrina, principalmente os empresários, se envolverem”, sentencia Maria Fernanda Coelho, produtora cultural e uma das integrantes da nova comissão gestora do evento. Formada por representantes da UEL (Universidade Estadual de Londrina), da Àmen (Associação dos Amigos da Educação e Cultura Norte do Paraná) e produtores culturais da cidade, a equipe foi criada para gerenciar a crise pela qual passou o festival, cuja edição do ano passado foi cancelada por falta de recursos financeiros. “É uma estrutura de gestão coletiva e colaborativa que visa abrir novos caminhos e soluções diante do novo cenário político nacional que não prioriza a cultura.”
Segundo os integrantes da comissão – os quais trabalham todos de forma voluntária – um novo cronograma de ações já foi estabelecido e o grupo corre contra o tempo na fase de captação de recursos emergenciais. A previsão de data para a realização do evento é de 15 de agosto e 1 de setembro de 2019. “Um grande aceno que aguardamos é por parte do Governo Estadual, via Secretária de Estado da Cultura. O novo secretário, Hudson José, e a superintendente, Luciana Pereira, firmaram o anúncio de posição no final deste mês de abril”, diz Jackeline Seglin, integrante da comissão. Ainda assim, se houver repasse, não se sabe como este será feito e, muito menos, sobre valores que, certamente, ficarão aquém do montante necessário de cerca de R$ 1,4 milhão.
O município, por meio do Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura), disponibilizará R$ 350 mil, via Lei Municipal de Incentivo à Cultura, único recurso certo. Segundo o diretor da Àmen, Luiz Bertiplagia, a resposta do Estado se faz necessária para que o evento tenha garantias mínimas de execução e prospecção de curadoria. “Diante do histórico do festival, não há como fazermos algo menor. Contudo, além do Estado, precisamos de mais parceiros. Essa é a hora da comunidade local mostrar se o festival é, realmente, importante para a cidade. Se não existe interesse para o empresário, então talvez não exista mais sentido para a cidade, infelizmente”, destacou.
Além do novo modelo de gestão, o grupo prepara uma remodelação no formato do evento, com o retorno de atividades que já foram realizadas em décadas anteriores, como os projetos socioculturais para o desenvolvimento da economia criativa. De acordo com a integrante Patricia Braga Alves, as ações do grupo também apontam para a extensão do festival, principalmente em outras cidades do Estado, transformando a região num grande corredor cultural. “Essa medida vai ao encontro da política estadual de interiorização da cultura. O FILO sempre levou a grade de espetáculos e oficinas para outras cidades, mas isso tende a se intensificar.”
OUTROS FESTIVAIS
Na contramão da grande maioria dos festivais de teatro realizados pelo Brasil e que também foram suspensos ou cancelados no ano de 2018, a última edição do Festival de Curitiba teve um orçamento estimado de R$ 11 milhões. No entanto, o formato do FILO, conforme os integrantes da nova comissão, não caminha no mesmo molde ou curadoria curitibana, que prioriza espetáculos mais comerciais, além de eventos paralelos de gastronomia. “Historicamente, as capitais sempre conseguem mais recursos. Porém, aqui, realizamos um conceito totalmente diferente de festival. Jamais faremos algo parecido com Curitiba, isso está totalmente descartado”, adiantou Bertiplagia.
GOVERNO DO ESTADO
Em recente passagem por Londrina, o secretário de Comunicação e Cultura, Hudson José, afirmou que colocaria o assunto “FILO” em pauta na próxima reunião da pasta como prioridade, mas sem garantir valores específicos ao evento. Já a superintendente Luciana Pereira disse que a gestão vai priorizar a otimização dos agentes e estruturas que demandam aporte fixo do Estado como MON (Museu Oscar Niemeyer), Teatro e Balé Guaíra e Orquestra Sinfônica do Paraná. Segundo ela, como não há previsão de recurso para ser aplicado diretamente nos eventos do Estado, uma das alternativas seria a contrapartida de participação desses agentes nos eventos de todo Estado, bem como o intercâmbio de espetáculos em todo Paraná.
FONTE - Brasil Cultura

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Nota da APIB sobre o uso de força contra o Acampamento Terra Livre (ATL)

Do site da APIB

Em defesa do direito de livre manifestação e chega de repressão
Na manhã de hoje recebemos a notícia de que o seu ministro Sérgio Moro publicou a Portaria n. 441 que autoriza o uso da força nacional de segurança na esplanada dos ministérios e na praça dos três poderes durante os próximos 33 dias.
“Seguindo a intenção de exterminar os povos indígenas do Brasil, o governo Jair Bolsonaro intensifica sua posição de quando ainda era parlamentar, quando afirmou em 15 de abril de 1998, que “a cavalaria brasileira foi muito incompetente. Competente, sim, foi a cavalaria norte-americana, que dizimou seus índios no passado e hoje em dia não tem esse problema em seu país”.
Na manhã de hoje recebemos a notícia de que o seu ministro Sérgio Moro publicou a Portaria n. 441 que autoriza o uso da força nacional de segurança na esplanada dos ministérios e na praça dos três poderes durante os próximos 33 dias. Tal medida foi incentivada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e tem como um dos motivadores a realização do Acampamento Terra Livre (ATL), que acontecerá em Brasília nos dias 24 a 26 de abril. Não é demais mencionar que o Decreto 5289/2004, que fundamenta a mencionada portaria, dispõe como ação a ser desenvolvida pela Força Nacional de Segurança, com apoio de servidores civis, o exato oposto ao que se pretende com o uso da força, ou seja, apoiar a ações que visem à proteção de indivíduos, grupos e órgãos da sociedade que promovam e protejam os direitos humanos e as liberdades fundamentais.
O ATL é um encontro de lideranças indígenas nacionais e internacionais que visa a troca de experiências culturais e a luta pela garantia dos nossos direitos constitucionais, como a demarcação dos nossos territórios, acesso à saúde, a educação e a participação social indígena. Nosso acampamento vem acontecendo a mais de 15 anos sempre em caráter pacífico buscando dar visibilidade para nossas lutas cotidianas, sempre invisibilizado pelos poderosos. Se é do interesse do General Augusto Heleno desencorajar o uso da violência, que ocupe os latifúndios que avançam sobre nossos territórios e matam os nossos parentes.
Do que vocês têm medo? Por que nos negam o direito de estar nesse lugar? Por que insistem em negar a nossa existência? Em nos vincular a interesses outros que não os nossos? Em falar por nós e mentir sobre nós?
Nosso acampamento não é financiado com dinheiro público como disse o presidente Jair Bolsonaro, ele é autofinanciado com a ajuda de diversos colaboradores e só acontece por conta do suor de tantas e tantos que o fazem acontecer. Infelizmente o governo não se dispõe a nos ouvir e não ajuda com nada, o que ao nosso entendimento deveria ser o seu papel. É necessário acabar com a farra com o dinheiro público e isso não se fará com o congelamento do salário mínimo, ou cortes em saúde e educação. Se fará com o fim da corrupção, dos cheques, dos motoristas laranjas ou de tantos outros escândalos que vemos por aí.
Parem de incitar o povo contra nós! Não somos violentos, violento é atacar o direito sagrado a livre manifestação com tropas armadas, o direito de ir e vir de tantas brasileiras e brasileiros que andaram e andam por essas terras desde muito antes de 1500.
Que saibam: A história da nossa existência, é a história da tragédia desse modelo de civilização referendado pelo atual governo que coloca o lucro à cima da vida, somos a resistência viva, e nos últimos 519 anos nunca nos acovardamos diante dos homens armados que queriam nos dizer qual era o nosso lugar, agora não será diferente. Seguiremos em marcha, com a força de nossa cultura ancestral, sendo a resistência a todos esses ataques que estamos sofrendo.
Diga aos povos que avancem!”
Fonte: Jornalistas Livres


Quando a dor é preta, não viraliza

Foto: Josh Estey/CARE via AP
Se depender da comoção das grandes mídias sobre o que acontece no continente africano, ficaremos na mesma sem saber o que se passa do lado de lá.
Parte de Moçambique, Zimbábue e Malaui foram devastadas na semana passada pelo Ciclone Idai que deixou mais de 600 mortos e milhares de pessoas que perderam plantações e suas casas.
As agências da ONU e ONG estão se esforçando para que a ajuda humanitária chegue para essas pessoas.
Crianças que perderam seus pais, pais que perderam seu filhos, intensificou os casos de cólera e malária e a água potável está contaminada devido vários corpos em decomposição.

E eu não vejo filtro de Facebook, banner no Instagram, hashtag bombada no Twitter e em nenhum local pedindo ajuda pra esse desastre gigantesco da natureza.
Cadê o Pray for Moçambique?
Agora se fosse na França, EUA e nas Europa toda, o mundo já tinha parado e estaríamos pelas ruas falando sobre isso.
O onda racista está no mundo e dor do povo preto afeta só o povo preto mesmo.

O que o mundo gosta é da cultura, música, dança, comida, hipersexualização de mulheres e homens africanos, menos da vida dos africanos, com isso ninguém se importa.
Racismo estrutural é isso também.
Existem tecnologias que avisam quando um desastre está por vir, mas em África não se investe só exploram e se apropriam de tudo que tem por lá.

Fonte: Mídia Ninja

Resistência: os desafios das mulheres indígenas no Brasil

Indígenas falam sobre o preconceito contra seus povos e sobre a luta para garantirem espaço fora das aldeias
Por: Isabela Alves
Segundo dados publicados pela Funai, a população indígena em 1500 era de aproximadamente 3 milhões de habitantes, sendo que aproximadamente 2 milhões estavam estabelecidos no litoral do país e 1 milhão no interior. Em 1650, esse número já havia caído para 700 mil indígenas e, em 1957, chegou a 70 mil, o número mais baixo registrado. De lá para cá, a população indígena começou a crescer.
De acordo com o último censo demográfico, realizado em 2010 pelo IBGE, o Brasil tem cerca de 896,9 mil indígenas. Deste total, 817,9 mil se autodeclararam indígenas no quesito cor ou raça do Censo 2010 e 78,9 mil residiam em terras indígenas e, embora tenham se declarado de outra cor ou raça (principalmente parda, 67,5%), consideravam-se indígenas de acordo com aspectos como tradições, costumes, cultura e antepassados. Ao todo, ainda existem 305 etnias, que falam 274 línguas.
Segundo o escritor inglês George Orwell, “a história é escrita pelos vencedores”. E a do Brasil é contada até os dias atuais da perspectiva dos colonizadores. Mas a realidade é que terras foram invadidas e milhares de indígenas foram mortos.
Estereotipados como selvagens, preguiçosos e seres não racionais, sem alma e sem fé, a opressão contra esse povo perdura até hoje. Os indígenas continuam lutando pelo direito à demarcação de terras, para preservar sua cultura e para combater ideias preconceituosas.
Neste cenário, as mulheres indígenas estão sendo uma peça fundamental. Cada vez mais, elas estão falando sobre a marginalização dos seus povos e toda a pressão social que sofrem. Elas se tornaram líderes para defender os seus direitos e políticas públicas para reivindicar a demarcação de terras, leis que as defendam da violência física, e para terem acesso a saúde e educação de qualidade, entre outros direitos básicos.
Conheça agora as histórias de duas ativistas da causa no Brasil.
We’e’na Ticuna
We’e’na Ticuna pertence à aldeia Tukuna Umariaçu. Seu nome significa ‘onça que nada para outro lado do rio’.  Seu povo mora na zona de Tabatinga, no oeste do Amazonas, região do Alto Solimões. Eles são o povo indígena mais numeroso do país, com 46 mil pessoas, segundo o Censo 2010.
A história da sua aldeia é marcada pela violência, principalmente por parte dos seringueiros e madeireiros, que, além de invadirem o território, roubam alimentos e poluem os rios. Por ver as dificuldades que seu povo passava, ela conta que já cresceu ativista.
“A dificuldade nos ensina a enfrentar qualquer obstáculo e nos dá forças para conquistar qualquer ideal. Nós somos conhecidos como um povo da resistência. O meu povo já teve muito sangue derramado, mas vamos lutar até o fim para que os nossos direitos sejam respeitados”, afirma.
Como mulher indígena, ela sente que a invisibilidade é ainda maior. Durante a adolescência, precisou sair da aldeia para estudar. A transição foi algo tão impactante, que ela tinha medo até de se comunicar com as pessoas.
No entanto, a ativista não desistiu dos seus objetivos, porque sempre acreditou que era necessário buscar conhecimento e lutar pela causa indígena ocupando diversos espaços. Hoje, aos 30 anos, ela é formada em Nutrição e Artes Plásticas. “Sofri preconceito, passei fome, mas não deixei de lutar pelos meus ideais. Hoje eu sou vista como um espelho para outras mulheres do meu povo”.
We’e’ena reconhece que as violações contra os povos indígenas sempre ocorreram no Brasil, porém, com o novo governo, as violações se agravaram. Em um dos seus primeiros atos na presidência, o presidente Jair Bolsonaro decretou o esvaziamento das funções da Fundação Nacional do Índio (Funai), ao destinar ao Ministério da Agricultura uma das principais atividades executadas pelo órgão indigenista nos últimos 30 anos: a identificação, delimitação e demarcação de terras indígenas no Brasil.
Pressões sociais e as limitações de território culminam em diversos problemas psicológicos e físicos para os indígenas. A diferença na taxa de suicídios entre a população em geral e a população indígena é um exemplo disso. Enquanto a taxa de suicídios no Brasil é de 5,8 por 100 mil habitantes, a taxa entre indígenas é de 15,2 por 100 mil habitantes. Só em 2017, foram 128 suicídios de indígenas no país, segundo o relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil, divulgado este ano pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
O Amazonas e o Mato Grosso do Sul são os estados que concentram mais da metade dos casos de suicídio entre indígenas em aldeias e nas cidades. No Amazonas, foram 54 mortes do tipo e, no Mato Grosso do Sul, foram 31, apenas em 2017.
“Quando o indígena vê que seu povo está morrendo e não há mais solução, ele se recolhe, faz a despedida da família e se mata. Alucinações, medo, a vergonha de perder a identidade, não ter espaço e nem voz são motivações para o ato”, explica We’e’ena.
Apesar de tudo, We’e’ena não perde a esperança. Contra todos esses desafios, o povo indígena continuará resistindo”, conclui.
Walelasoetxeige Surui
Walelasoetxeige Surui pertence ao povo Suruí e sua aldeia está localizada em Rondônia. Seu nome significa “mulher inteligente” e a menina faz jus ao nome. Ela passou no vestibular antes mesmo de completar o ensino médio. Com a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ela foi aprovada em Direito, na Universidade Federal de Rondônia (Unir).
Na época, ela precisou recorrer à Justiça para se matricular no curso, já que ainda não possuía o certificado de conclusão do ensino médio.
Ela conta que, durante o ensino fundamental, precisou sair da aldeia para ter acesso a uma educação de qualidade. Quando foi para a cidade, estava dividida entre dois mundos.
“O fato de ser mulher traz várias barreiras. Por ser mulher e indígena, as barreiras são ainda maiores. O indígena é muito estereotipado e sofre muito preconceito por ser quem é. As pessoas te questionam o tempo todo sobre ter celular e até por que você usa roupas. É como se ali não fosse o seu lugar”, desabafa.
O fato de morar na cidade não a faz ser menos indígena. Pelo contrário, ela acredita que é necessário ocupar espaços para causar impacto social. Além de estudar, ela possui dois empregos. Um deles é na Defensoria Pública da União (DPU), onde a jovem defende as violações de direitos humanos contra a população indígena.
Um dos últimos casos que ajudou a resolver foi o da invasão a uma terra indígena em Rondônia no dia 14 de janeiro deste ano. Os invasores adentraram a região da aldeia e desmataram uma faixa de aproximadamente 20 km. Segundo relatos, após os Uru-eu-wau-wau expulsarem os invasores, o chefe da invasão ameaçou voltar com mais 200 invasores e disse que, se os indígenas resistissem, eles matariam crianças para os indígenas sentirem dor.
“Com as suas declarações preconceituosas, o presidente Bolsonaro acabou legitimando essas violações de direitos humanos contra os povos indígenas. O presidente da Funai conversou com os garimpeiros e madeireiros, porém o caso atualmente continua parado”, relata com tristeza.
Para ela, a invisibilidade indígena é grande no país, mas isso lhe dá mais forças para continuar lutando. Segundo Walelasoetxeige, um movimento que vem crescendo é o das mulheres indígenas que estão se fortalecendo e ajudando umas às outras.
Uma de suas inspirações é a deputada federal Joênia Wapichana (Rede-RR), primeira indígena eleita para o cargo no país. Além de vencer a eleição, Joênia venceu o Prêmio das Nações Unidas de Direitos Humanos no ano passado. Entre as pessoas e organizações que já receberam tal prêmio estão o ativista político norte-americano Martin Luther King, o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela e a ativista paquistanesa Malala Yousafzai.
“É muito bonito ver esse movimento das mulheres se ajudando e dando força uma para a outra. Ainda há muito o que lutar, mas vamos continuar na luta pelos nossos direitos de cidadãos brasileiros e celebrar essas conquistas”, conclui.
Fonte: Observatório3setor

Racismo mata: 71% das pessoas assassinadas no Brasil são negras

Os negros representam 54% da população brasileira, mas são 71,5% das pessoas assassinadas no país
Por: Isabela Alves
Atlas da Violência 2018, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelou que a população negra está mais exposta à violência no Brasil. Os negros representam 54% da população brasileira, mas são 71,5% das pessoas assassinadas a cada ano no país.
Entre o período de 2006 e 2016, a taxa de homicídios de indivíduos não negros (brancos, amarelos e indígenas) diminuiu 6,8%, enquanto no mesmo período a taxa de homicídios da população negra aumentou 23,1%.
Em 2016, a taxa de homicídios da população negra foi de 40,2 mortes por 100 mil habitantes. O mesmo indicador para brancos, amarelos e indígenas foi de 16.
As maiores taxas de homicídios de negros no país estão em Sergipe (79 por 100 mil habitantes) e no Rio Grande do Norte (70,5 habitantes por 100 mil). Algo que chamou a atenção no levantamento foi a situação de Alagoas, pois o estado possui a terceira maior taxa de homicídios de negros (69,7 por 100 mil habitantes) e a menor taxa de homicídios de não negros do Brasil (4,1).
Taxas de homicídios de negros por 100 mil habitantes, no Brasil:
2006 – 32,7
2007 – 32,4
2008 –  33,7
2009 – 34,3
2010 – 36,5
2011 – 35,1
2012 –  36,7
2013 –  36,7
2014 – 38,5
2015 – 37,7
2016 – 40,2

Leia também: É só clicar no link: Projeto cria calendário para valorizar importantes datas da cultura negra


Fonte: https://observatorio3setor.org.br

Como fazer ovo de páscoa caseiro: aprenda as melhores receitas

Seja para quem quer degustar, presentear amigos ou ganhar uma renda extra, fazer ovo de páscoa caseiro pode ser uma excelente ideia, principalmente em tempos de crise econômica.
Conheça neste post 5 receitas de ovos de páscoa deliciosos para você surpreender quem ama, degustar sozinha ou ganhar um dinheiro na época mais deliciosa do ano. Confira!

1. Ovo de Páscoa tradicional

Essa é uma receita base para fazer ovo de páscoa caseiro e pode ser feita com chocolate ao leite, amargo, branco, entre outros.
Ingredientes:
  • 500 g de chocolate ao leite ou meio amargo;
  • 1 forma para ovo de chocolate de 1 kg.
Modo de preparo:
  1. Quebre o chocolate em pedaços e derreta-o em um recipiente de vidro, em banho-maria, com fogo baixo;
  2. Depois que o chocolate estiver completamente derretido, despeje-o sobre uma superfície de mármore e com uma espátula faça movimentos circulares para que ele esfrie. Quando estiver na temperatura ambiente, retorne o chocolate para o recipiente de vidro;
  3. Com a ajuda de uma espátula de silicone ou pincel de cozinha, aplique uma camada de chocolate nas formas, leve-as para a geladeira por 10 minutos e retire para aplicar mais uma camada de chocolate. Repita o procedimento até que a forma tenha três camadas e então deixe na geladeira por 15 minutos.
  4. Após os 15 minutos, retire as formas da geladeira e apare o excesso de chocolate que resta nas bordas. Desenforme o chocolate com cuidado, fazendo uma leve pressão com as mãos na parte externa da forma até que o chocolate se solte;
  5. Depois é só rechear com alguma surpresa de sua preferência, como balas, brinquedos ou bombons.

2. Ovo de páscoa de pão de mel

Essa é uma receita para quem quer fazer algo diferente e impressionar: um ovo de páscoa recheado com pão de mel!
Ingredientes:
  • 1 xícara de chá de mel;
  • 1 xícara de chá de leite;
  • 1 xícara de chá de açúcar;
  • 200 gramas de manteiga;
  • 3 xícaras de chá de farinha de trigo;
  • 3 ovos;
  • 1 colher rasa de fermento em pó;
  • Doce de leite cremoso;
  • 500 gramas de chocolate ao leite para cobertura.
Modo de preparo:
Pão de mel
  1. Bata a manteiga, o açúcar, o mel e os ovos por 5 minutos. Em seguida adicione leite e farinha, batendo até obter uma mistura homogênea.
  2. Acrescente o fermento, despeje a mistura em uma forma untada e asse em forno médio por aproximadamente 50 minutos. Desenforme e reserve.
Casca do ovo
  1. Derreta o chocolate em banho-maria e aplique uma camada na forma do ovo de páscoa. Leve para a geladeira até que ele endureça.
  2. Em seguida, retire da geladeira e faça uma camada de doce de leite, cubra com pedaços do pão de mel e coloque uma nova camada de chocolate;
  3. Leve à geladeira até que endureça, retire, desenforme embrulhe.

3. Ovo de Páscoa de colher ou recheado

Ovo de Páscoa de colher
Se você gosta de experimentar novas técnicas na hora de fazer ovo de páscoa caseiro, tem que fazer essa receita. Ele é recheado com um creme para comer de colher, que pode ser de diversos sabores, maracujá, limão, nuts, baunilha, damasco, etc.
Veja abaixo, uma receita com um recheio de chocolate.
Ingredientes:
  • 1 quilo de chocolate;
  • 1 lata de creme de leite;
  • 1 lata de leite condensado;
  • 4 colheres de sopa de chocolate em pó;
  • 1 colher de sopa de manteiga.
Modo de preparo:
Recheio
  1. Coloque o leite condensado, creme de leite, manteiga e chocolate em pó em uma panela e misture até formar um creme.
  2. Em seguida, leve a panela ao fogo baixo e mexa até que a mistura desgrude do fundo da panela;
  3. Espere o recheio esfriar completamente e reserve.
Casca do ovo
  1. Pique o chocolate e divida-o em três partes iguais. Derreta duas partes em banho-maria e em seguida, acrescente a terceira parte, mexendo até obter uma mistura homogênea;
  2. Faça uma camada com o chocolate derretido na forma e leve para a geladeira por três minutos. Em seguida, retire a forma da geladeira, faça uma nova camada de chocolate e leve-o de volta para a geladeira pelo mesmo tempo. Repita o processo até que a camada de chocolate esteja mais espessa;
  3. Em seguida, retire o excesso das bordas e leve a forma para a geladeira, até que ele endureça;
  4. Retire a forma da geladeira, desenforme as metades do ovo e preencha-as com o recheio. Para decorar, acrescente granulado ou raspas de chocolate.

4. Ovo de páscoa trufado

Assim como o ovo recheado, fazer ovo de páscoa caseiro trufado também é sucesso garantido!
Ele pode ser recheado com creme de diferentes sabores como avelã, brigadeiro, maracujá, morango, entre outros.
Na receita abaixo, o recheio é um creme clássico de chocolate.
Ingredientes:
  • 250 gramas de chocolate ao leite picado;
  • 150 gramas de chocolate meio amargo;
  • 100 gramas de chocolate ao leite (para recheio);
  • 1 lata de creme de leite sem soro;
  • 1 colher de sopa de mel;
  • 1 dose de licor de cacau.
Modo de preparo:
Recheio
  1. Derreta o chocolate meio amargo e 100 g de chocolate ao leite em banho-maria.
  2. Enquanto ainda estiver quente, misture o mel, o licor de cacau e o doce de leite, mexendo até que a mistura fique homogênea. Deixe esfriar e leve ao freezer até a hora de rechear o ovo de páscoa.
Casca do ovo
  1. Derreta 250 gramas do chocolate ao leite picado em banho-maria e depois resfrie em uma superfície de mármore até que o chocolate alcance a temperatura ambiente;
  2. Aplique uma camada fina do chocolate na forma e leve ao freezer por cinco minutos. Retire do freezer, faça mais uma camada fina e leve-o de volta ao refrigerador pelo mesmo tempo. Em seguida repita o processo mais uma vez para que o chocolate endureça;
  3. Depois de seco, aplique uma camada do recheio e retorne com o doce para o freezer até que esteja bem consistente.
  4. Retire-o do freezer e finalize com uma nova camada do chocolate para cobrir o recheio trufado, levando-o mais uma vez para o refrigerador até que a forma fique opaca. Após esse tempo, desenforme o ovo com cuidado, deixe secar e embrulhe.

5. Ovo fit com ganache de biomassa de banana verde

Para quem quer curtir a Páscoa, mas sem exagerar na dose do chocolate, vale a pena fazer ovo de páscoa caseiro fitness, como essa versão feita com chocolate 70% sem glúten e sem lactose e recheio de biomassa de banana verde.
Ingredientes:
  • 1 tablete de Chocolate 70% cacau sem glúten e lactose;
  • 1 1/4 xícara de chá de Chocolate 70% cacau picado;
  • 2 colheres de sopa de Biomassa de banana verde amolecida;
  • 1 colher de sopa de leite de amêndoa;
  • 3 colheres de sopa de cranberry picada.
Modo de preparo:
Recheio
  1. Coloque o chocolate em um recipiente de vidro e derreta-o em banho-maria.
  2. Em seguida, misture a biomassa e o leite. Mexa até obter uma mistura homogênea e junte a cranberry. Reserve.
Casca do ovo
  1. Derreta um pouco mais da metade (120 g) do chocolate em banho-maria, depois junte o restante do chocolate e mexa até encorpar. Deixe o chocolate esfriar até a temperatura ambiente;
  2. Em seguida, preencha a forma de ovo com uma camada fina de chocolate e leve à geladeira até endurecer (cerca de 10 minutos). Retire e aplique uma nova camada de chocolate e leve novamente à geladeira pelo mesmo tempo. Repita o processo até que a casca do ovo fique com a espessura desejada;
  3. Depois, distribua uma camada com o recheio de chocolate com a biomassa e, por cima, faça uma camada com o restante do chocolate da casca. Leve à geladeira novamente até endurecer.
  4. Para finalizar, basta desenformar, deixar secar e embrulhar.
Existem muitas outras receitas para fazer ovo de páscoa caseiro e, caso você pretenda fazer ovos para venda, é importante procurar novas técnicas e variações de recheios e sabores. A dica é começar a testar as receitas o quanto antes para se adaptar bem ao ponto do chocolate, evitando a perda de tempo e desperdício de ingredientes. Não perca tempo e mão na massa!
Você já pensou em fazer ovo de páscoa caseiro? Curtiu as nossas receitas? Então compartilhe esse post com suas amigas nas redes sociais!
Brasil Cultura