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domingo, 23 de junho de 2019

1817: Revolução com as cores de Pernambuco

Vitral no Palácio do Campo das Princesas mostra retrato da Revolução de 1817
Vitral no Palácio do Campo das Princesas mostra retrato da Revolução de 1817
A Revolução 1817 completa dois séculos, nesta segunda (6), mas ainda é episódio pouco explorado na história do Brasil.
Eram 10 horas da manhã do dia 6 de março de 1817 e o clima no Recife parecia calmo. Sinais de insatisfação com a Coroa Portuguesa vinham sendo emitidos, mas nem de longe se tinha a sensação de que estava prestes a irromper um dos movimentos mais emblemáticos da história pernambucana. Uma hora depois a aparente tranquilidade foi cortada com golpe de espada. O sangue derramado sobre o peito do brigadeiro Manoel Joaquim Barbosa de Castro foi o estopim para o início da revolução, que vinha sendo maturada em fogo brando, mas que explodiu antes da data prevista. Pela cidade, ressoavam os gritos de “Viva a Pátria! Mata Marinheiro!”. Era desse modo que os brasileiros se referiam aos portugueses. A essa altura, nos primeiros disparos, o governador da província já tinha fugido para se abrigar no Forte do Brum, de onde sairia direto para o Rio de Janeiro. Os revoltosos montaram um governo provisório e deram a chance ao governador de sair da província sem confronto. Apesar de registros o apontarem como bom administrador, a coragem não era traço marcante da personalidade de Caetano Pinto.

O relato da cena foi contado há 200 anos pelo comerciante francês Louis-François Tollenare, que viveu no Recife entre 1816 e 1818. Nesta segunda-feira (6), a revolução completa dois séculos, mas ainda é um episódio pouco explorado na historiografia brasileira.
Em 1817, o caldeirão da insatisfação fervia na província de Pernambuco, que tinha histórico de movimentos nativistas, como a expulsão dos holandeses (1654) e a Guerra dos Mascates (1710). O desembarque da Família Real no Rio de Janeiro em 1808 só aumentou a fervura da indignação. Havia uma forte discrepância social entre a vida na Corte e nas províncias – o que se arrecadava aqui era enviado para o Rio a fim de manter o estafe de Dom João VI. Fora isso, uma seca devastadora assolou a região em 1816, no mesmo momento em que a produção de açúcar em outros países fez o preço do produto nordestino despencar. “Paga-se em Pernambuco um imposto para iluminação do Rio de Janeiro, quando as do Recife ficam completamente às escuras”, descreveu o inglês Henry Koster, que viveu no Recife no período.
E foi neste caldo que a luta estourou.
Não à toa, a revolta também é chamada de Revolução dos Padres, uma vez que o Seminário de Olinda foi o nascedouro do movimento. Letrados e com acesso à informação, os religiosos tiveram papel crucial na formação do governo provisório, que durou 75 dias. O padre João Ribeiro, um dos líderes do movimento, tinha uma biblioteca fora dos mosteiros e abria o espaço à comunidade, conta Betânia Corrêa de Araújo, presidente do Museu do Recife. No Forte das Cinco Pontas, onde funciona o Museu, estreia dia 12 uma exposição sobre o período.
“A Revolução Republicana de 1817 se destaca não só por ter sido o primeiro movimento efetivo no sentido da independência do Brasil, mas também porque foi a única insurreição anticolonial que conseguiu tomar o poder em toda história da monarquia portuguesa”, explica o historiador George Cabral, professor da Universidade Federal de Pernambuco e presidente do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP).
Apesar da onda de insatisfação à época, o movimento vinha sendo pensando para a Semana Santa de 1817, em abril, mas foi adiantada por causa de um decreto de prisão emitido pelo governador Caetano Pinto Montenegro. A lista vazou e os revolucionários reagiram à ordem. A morte do brigadeiro por Leão Coroado deflagrou o movimento.
A partir daí, instalou-se o governo provisório que tomou várias decisões para garantir os direitos de cidadania e as liberdades individuais dos novos republicanos – formado em sua maioria pelos senhores de engenho, padres e comerciantes. Uma lei orgânica com 28 artigos norteou os revolucionários e a liberdade de imprensa foi uma das conquistas. O Preciso foi um panfleto divulgado na época que propagou a revolta. Outra marca presente até hoje é a bandeira de Pernambuco – composta por um fundo azul e branco. Sobre a faixa azul, figuravam um arco-íris, como símbolo da união, três estrelas (representando Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte) e o sol da liberdade.
Escravidão x Abolicionismo
Embora embebida dos ideais da Revolução Francesa, que estourou 28 anos antes, a Revolução de 1817 não tocou no regime escravocrata. O tema é, inclusive, alvo de discussão na academia. Os líderes tinham ideias abolicionistas, mas para levar o pensamento adiante era preciso romper com o status quo da época. “Era algo muito capilarizado e mexer nessa estrutura era tocar em algo essencial dessa sociedade e é onde se encontram os limites da revolução. Haviam boatos que iriam abolir a escravidão, mas o governo provisório precisou publicar uma nota informando o contrário”, explicou Cabral. No texto, o governo dizia: “A suspeita de vocês muito nos honra, porque a escravidão é ruim, mas vamos respeitar as propriedades privadas, mas desejamos abolir a escravidão gradualmente”, pontua o professor.
“A escravidão é o grande bode na sala da Revolução Pernambucana. Seus documentos defendiam ideais republicanos e liberais, inspirados pela Revolução Francesa, e propunha que todos os seres humanos nasciam livres e com direitos iguais. Apesar disso, em momento algum as proclamações de 1817 sugerem o fim do tráfico negreiro ou a abolição. O motivo é bem simples: alguns dos principais líderes do movimento eram senhores de engenho. Pertenciam, portanto, à mais fina flor da aristocracia rural escravagista da época. Um dos filhos do líder revolucionário Domingos José Martins, homônimo do pai, se tornaria alguns anos mais tarde o maior traficante de escravos na costa do Benin, na África, onde até hoje existe uma numerosa família de descendentes dele. Havia, claro, gente com simpatias abolicionistas no movimento, mas o tema era explosivo demais para ser defendido publicamente”, destaca o jornalista e escritor Laurentino Gomes, autor do livro “1808” sobre a chegada da família real portuguesa ao Brasil.
Foram 75 dias da República Pernambucana, que caiu por terra diante da falta de apoio das outras províncias, pelas falhas na organização militar do território e por contradições internas, mas os princípios de liberdade, ética e a ampliação dos direitos do cidadão perpassaram os séculos e continuam vivos. Os líderes foram mortos ou presos e documentos históricos foram destruídos a mando do Rei para evitar novas revoltas. Pouco explorada pela história brasileira, a Revolução de 1817 é considerada de suma importância para os ideais de Independência, em 1822. Pelo seu caráter regional, Paraíba, Rio Grande do Norte e parte do Ceará se juntaram ao movimento, mas capitularam rapidamente. Em 19 de maio, uma força de oito mil homens cercou Pernambuco e executou os envolvidos. Como punição, a Coroa tirou de Pernambuco o território de Alagoas. “Celebrar o Bicentenário da Revolução de 1817 é também relembrar a importância destes valores para os nossos dias”, defende George Cabral.
Por Diogo Guedes e Marcela Balbino
Veja o mapa do Nordeste na época da Revolução:
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Imagem: MultRio -  Mapa de Pernambuco, 1817/Ceert Google
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Pernambuco já foi um País - Imagem do Google
Imagem relacionada
Bandeira de Pernambuco - PE - Imagem do Google
FonteAutor: Brasil Cultura
Imagens do Google

sábado, 22 de junho de 2019

Inscrições abertas para cursos regulares do Conservatório de MPB



Estão abertas, até 27 de junho, as inscrições para cursos regulares do Conservatório de Música Popular Brasileira com início no segundo semestre de 2019. Estão sendo ofertados 27 cursos de instrumentos, canto, teoria musical, práticas de conjunto e cursos exclusivos para crianças.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo sites do Conservatório de MPB (www.conservatoriodempb.com.br). Na 1ª fase das inscrições (habilitação), o candidato deve ler atentamente o edital e a ementa do curso de seu interesse, clicar no curso e preencher a ficha de inscrição. A inscrição poderá ser feita em quantos cursos o candidato tiver interesse. Somente em relação a um mesmo curso (que seja disponibilizado por dois professores diferentes), o candidato deverá optar por um dos professores.
Após esse procedimento, o candidato deve aguardar o edital de aprovação da 1ª fase. Se for aprovado, passará para a 2ª fase das inscrições quando se submeterá a um teste prático e/ou entrevista de nivelamento, realizado mediante o pagamento da taxa de R$ 35, que será cobrada apenas para os aprovados para a 2ª fase. A lista com os nomes dos selecionados – tanto na 1ª como na 2ª fase – será divulgada no próprio site.
Cursos gratuitos – Os cursos de disciplinas teóricas e práticas de conjunto poderão ser gratuitos para os alunos matriculados como pagantes nas aulas de instrumentos ou canto. Neste caso, os candidatos deverão se inscrever normalmente conforme o procedimento padrão. Se aprovados, terão direito ao benefício.
Os cursos têm periodicidade semestral e as aulas são em grupo. Para obter mais informações e esclarecer dúvidas em relação aos cursos e inscrições, o candidato pode enviar um e-mail para secretariacmpb@fcc.curitiba.pr.gov.br ou ligar para o telefone (41) 3321-3315. O atendimento pessoal pode ser realizado na secretaria do CMPB de segunda a quinta-feira das 9h às 22h, sexta-feira das 9h às 21h e sábado das 9h às 13h. Se deseja obter informações pedagógicas sobre os cursos, deve ligar para 3321-3318.
Cursos do Conservatório de MPB
Cursos para adultos (a partir de 13 anos completos): canto popular, acordeom, bandolim, bateria, cavaquinho, clarinete, flauta doce, flauta transversal, guitarra, percussão, piano, saxofone, trombone, trompete, violão e viola caipira.
Cursos para crianças (7 a 12 anos): bateria, flauta doce, piano e violão.
Disciplinas teóricas (a partir de 13 anos completos): composição & arranjo instrumental em MPB, LEM (linguagem e estruturação musical) e harmonia funcional.
Práticas de conjunto (a partir de 13 anos completos): conjunto de choro, conjunto de MPB, conjunto de música caipira e conjunto de samba.
Serviço:
Inscrições abertas para novos alunos do Conservatório de MPB de Curitiba – Cursos regulares – 2º semestre de 2019
Até 27 de junho de 2019 pelo site www.conservatoriodempb.com.br

Endereço: Conservatório de MPB de Curitiba – Rua Mateus Leme, 66, São Francisco. Curitiba-PR
Informações: (41) 3321-3315, 3321-3208
Informações pedagógicas: 3321-3318
E-mail: secretariacmpb@fcc.curitiba.pr.gov.br
Início das aulas: a partir do dia 29 de julho de 2019

“Cinema com Partido”: o imperialismo e a defesa da pátria em Queimada

O Cine-Teatro Denoy de Oliveira apresenta neste sábado (01/06), no “Cinema com Partido, Mostra Democrática”, o filme Queimada, com Marlon Brando, Giampiero Albertini, Renato Salvato e a direção de Gillo Pontecorvo (de A Batalha de Argel).

Cena do filme <i>Queimada</i>, com Marlon Brando  Cena do filme Queimada, com Marlon Brando.
Trabalhadores sem direitos; colonialismo; imperialismo; racismo; discriminação das mulheres; extermínio das populações indígenas; degradação do meio-ambiente; ciência e escola sob censura de pretensos intérpretes das Escrituras; aversão à democracia e seu fundamento, ao livre debate entre partidos políticos; exaltação das ditaduras, do pensamento único, da violência, da intolerância, da corrupção, da hipocrisia (qualquer semelhança com o governo da família Bolsonaro será mera coincidência?) são temas que o cinema universal tem denunciado com vigor ao longo do tempo.
Para a extrema-direita, isto é doutrinação.
Para as correntes de opinião comprometidas com a democracia é cultura e arte.
SINOPSE
Londres envia à ilha de Queimada, colônia de Portugal, o fomentador de rebeliões Sir William Walker. Com José Dolores liderando a revolta dos escravos e o hesitante Teddy Sanchez à frente da elite criolla, Walker obtém a independência da ilha. Dez anos depois, ele é de novo acionado: o governo de Queimada batia continência para a companhia açucareira inglesa, mas Dolores retornara à luta revolucionária e precisava ser eliminado.
Após o filme, haverá um debate que contará com a presença de Leonardo Wexell Severo, redator-especial do jornal Hora do Povo e escritor dos livros Curuguaty – Carnificina para um Golpe e Curuguaty – O Combate Paraguaio por Terra, Justiça e Liberdade, que retrata o massacre dos camponeses do país vizinho e a derrubada do presidente Fernando Lugo.
SERVIÇO
Filme: Queimada (1969), de Gillo Pontecorvo
Duração: 112 minutos
Quando: Neste sábado,10 de junho
Horário: pontualmente às 10 horas da manhã.
Quanto: entrada franca

Onde: Rua Rui Barbosa, 323 – Bela Vista, sede central da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (Umes-SP)

Fonte> Brasil Cultura

Comidas típicas de festa Junina e muito mais…

Comidas-tipicas-de-Festa-Junina-2
Aqui no Portal da Cultura Brasileira você encontra comidas típicas como canjica, quentão, cocada, bolo de milho, paçoquinha, arroz-doce e muitas outras receitas de Festa Junina para animar o seu arraiá, seja na escola, casa ou clube!
f jbolo de fuba cremoso
Bolo de Fubá Cremoso
Bolo de fubá cremoso
Ingredientes
Serve: 10
4 xícaras (chá) de leite
3 ovos
40 g de manteiga
2 xícaras (chá) de açúcar
3/4 xícara (chá) de queijo ralado
1 1/2 xícara (chá) de côco ralado
1 xícara (chá) de fubá
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 pitada de sal
Modo de preparo
Preparo:10mins  ›  Cozimento: 30mins  ›  Pronto em:40mins
Em um liquidificador, bater o leite, os ovos, a manteiga, o açúcar e o queijo parmesão ralado. Bater por 5 minutos.
Acrescentar o fubá, a farinha de trigo e o côco ralado. Bater até obter um creme fofo.
Por último, misture o fermento.
Despeje a mistura em uma forma untada.
Assar em forno preaquecido a 150°C por aproximadamente 30 minutos.
f j bolo de milho
Bolo de Milho

Bolo de milho

Ingredientes
Rende: 1 bolo médio
1 lata de milho verde (escorrido)
3 ovos
½ xícara de óleo
1 copo (250ml) de leite
2 xícaras de açúcar
1 xícara de fubá
3 colheres (chá) de fermento em pó
1 xícara de farinha de trigo
Modo de preparo
Preparo:10mins  ›  Cozimento: 40mins  ›  Pronto em:50mins
Preaqueça o forno a 200º C.
No liquidificador, bata o milho verde, os ovos, o óleo, o leite e o açucar,até ficar bem homogêneo.
Separadamente, peneire o fubá, o fermento e a farinha. Adicione a mistura líquida e mexa bem para incorporar.
Leve para assar em uma forma untada e polvilhada por aproximadamente 40 minutos.
f j arroz doce
CANJICA DOCE CREMOSA
CANJICA DOCE CREMOSA 
Ingredientes
Serve: 10
500 g de milho para canjica
1 lata de leite condensado
100 ml de leite de coco
600 ml de leite
4 colheres (sopa) de manteiga de amendoim (opcional)
2-3 paus de canela
Cravo-da-índia a gosto
Açúcar a gosto
Canela em pó para polvilhar
Modo de preparo
Preparo:1hora20mins  ›  Tempo adicional:6horas de molho  ›  Pronto em:7horas20mins
Deixe a canjica de molho em água por 6 horas (ou deixe passar a noite).
Leve a canjica com a água do molho para cozinhar. Se necessário, acrescente mais água até ficar com cerca de 2 dedos acima da canjica. Cozinhe, mexendo de vez em quando, por cerca de 1 hora, ou até ficar macia.
Junte o leite condensado, leite de coco, leite, manteiga de amendoim, canela em pau e cravos. Misture bem e deixe cozinhar por mais uns 15-20 minutos, ou até engrossar e ficar bem cremosa. Se ficar muito grossa e você quiser mais líquida, é só adicionar mais leite. Adicione açúcar a gosto se preferir mais doce.
Sirva quente polvilhada com canela em pó.

Arroz-doce com leite condensado

Arroz-doce com leite condensado
Arroz-doce com leite condensado
Ingredientes
Serve: 4
1 xícara de arroz
3 xícaras de leite
1 pau de canela
1 lata de leite condensado
1 xícara de leite
Açúcar a gosto (opcional)
Canela em pó a gosto
Modo de preparo
Preparo:30mins  ›  Pronto em:30mins
Leve o arroz para cozinhar em 3 xícaras de leite com o pau de canela, mas não deixe secar completamente.
Junte o leite condensado, 1 xícara de leite e misture bem até ficar cremoso. Adicione açúcar se gostar mais doce. Coloque em cumbucas e sirva polvilhado com canela.
Fonte BRASIL CULTURA

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Democracia em Vertigem | Trailer oficial [HD] | Netflix

GOVERNA POR DECRETO - ‘Bolsonaro fecha Congresso com a caneta e institui República Bolsonariana’, diz Padilha


A demarcação de terras indígenas está na mira de ruralistas que comandam o Ministério da Agricultura

Para Alexandre Padilha, MP 886, publicada hoje (19), derruba decisões do Congresso. Alessandro Molon pede que Senado devolva texto ao Executivo.

Por Redação RBA 
   
ARQUIVO/EBC

São Paulo – Com as atenções voltadas para o depoimento do ministro da Justiça, Sergio Moro, à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, ao longo do dia de hoje (19), o presidente Jair Bolsonaro aproveitou para enviar ao Congresso a Medida Provisória 886..  O texto altera diversas leis para fazer mudanças na “organização básica dos órgãos da Presidência da República e dos Ministérios”. Ou seja, a MP 886 veta as modificações feitas pelos parlamentares em outra MP de seu governo, a de número 870, editada logo no seu primeiro dia de governo. Entre os atos da medida, retira novamente da Funai, vinculada ao Ministério da Justiça, a competência pela demarcação de terras indígenas, entregando novamente para o Ministério da Agricultura, conduzido pela ruralista Tereza Cristina.

“Algo muito grave para a democracia brasileira aconteceu hoje. Bolsonaro simplesmente vetou, com a caneta dele, todas as mudanças feitas na MP 870. Ele vetou a recriação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). Ele vetou que as terras indígenas continuem com o Ministério da Justiça. Vetou o tema do registro sindical. Com a sua caneta simplesmente desrespeitou o que foi debatido pelo sociedade e aprovado pelo congresso nacional”, alertou o deputado federal e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP).

Segundo o parlamentar, embora o presidente tenha  sofrido derrota no Senado quanto ao decreto de posse e porte de armas ,“na prática está fechando o Congresso Nacional”.  “Quer governar só com medida provisória. Está instituindo a República Bolsonariana. Governar por decreto e medida provisória. Bolsonaro quer fechar o Congresso”, disse, lembrando que esta semana o presidente vetou a gratuidade da  em voos nacionais.

De volta ao Executivo
O líder da oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), conversou nesta manhã por telefone com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), sobre a MP 886. Na conversa, Molon expressou que a medida afronta recente decisão do Congresso, que recentemente decidiu devolver a demarcação de terras indígenas à Funai. E pediu ao presidente do Senado que devolva a MP ao Executivo em um gesto de defesa da Constituição, da separação de poderes e das atribuições do Congresso Nacional.

“A cada nova ação, Bolsonaro deixa claro que não respeita as atribuições do Congresso Nacional”, afirma Molon. “No mesmo dia em que sancionou a lei que devolvia a demarcação de terras indígenas e quilombolas ao Ministério da Justiça, em função do resultado da votação da MP 870 pelo Congresso, publicou nova Medida Provisória (886) devolvendo ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) aquela atividade. É uma afronta ao Parlamento e à Constituição.”

Na avaliação do parlamentar, “Bolsonaro parece fazer questão de dobrar a aposta no confronto institucional, sempre piorando as relações entre os poderes”. “Por isso, defendo que a MP seja devolvida pelo Congresso e declarada inconstitucional pelo STF (Supremo Tribunal Federal), ao qual estamos recorrendo hoje”, disse, referindo-se a um aditamento à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6.062 , da transferência da demarcação para o Ministério da Agricultura.

Fonte: REDE BRASIL ATUAL - RBA

A REVOLTA DA VACINA

Governo e autoridades sanitárias gritavam: “Se não vacinar, morre!”. O povo reagia: “Se vacinar, mato!”. A 10 de novembro de 1904, o descontentamento popular explode. Bondes tombados, trilhos arrancados, calçamentos destruídos. Durante dias, o povo do Rio enfrenta a polícia a pedradas. O sanitarista Oswaldo Cruz (1872- 1917), diretor do Departamento Nacional de Saúde Pública, quer livrar o Rio da varíola.
A lei que tornava obrigatória a vacinação, batizada de “código de torturas”, é recebida com medo e revolta pelo povo desinformado. Bairros inteiros são demolidos por medida de higiene. A oposição canaliza a revolta em favor de sua causa: derrubar o presidente Rodrigues Alves. O governo age rápido, com dureza, e esmaga a rebelião. O presidente cancela a obrigatoriedade, tornando a vacinação opcional. Baixada a poeira, começa a vacinação em massa. Em alguns meses, desaparece a varíola, que havia matado cerca de 35 mil cariocas na segunda metade do século 19.

Portal BRASIL CULTURA

Hoje é Corpus Christi

Esta data é celebrada anualmente 60 dias depois da Páscoa, sempre na quinta-feira seguinte ao Domingo da Santíssima Trindade (domingo seguinte ao Domingo de Pentecostes), normalmente com procissões em vias públicas.
Vale lembrar que, mesmo sendo celebrado em quase todas as localidades brasileiras, o Corpus Christi não é oficialmente um feriado nacional.
No entanto, as capitais brasileiras costumam aderir ao feriado de Corpus Christi. Órgãos municipais ou estaduais não têm expediente neste dia, nas localidades onde é decretado feriado. O comércio abre em algumas cidades, no entanto em horário diferenciado.
Corpus Christi é feriado facultativo
O Corpus Christi no Brasil é um feriado facultativo e pode ser municipal. Isso significa que cada município deve estabelecer, através de decreto, se naquele ano o Corpus Christi será ou não feriado.
Grande parte dos governos municipais e estaduais também decretam ponto facultativo na sexta-feira que sucede o feriado de Corpus Christi.
Significado de Corpus Christi
Santíssimo sacramento
Corpus Christi é uma expressão do latim que significa “Corpo de Cristo”.
O evento é considerado uma das festas mais importantes para a Igreja Católica, pois celebra o mistério da eucaristia, ou seja, o sacramento do sangue e corpo de Jesus Cristo.
Origem do Corpus Christi
A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo começou no século XIII, mais precisamente em 1269. A Igreja Católica viu a necessidade das pessoas sentirem a presença real de Cristo.
De acordo com a história, existia um sacerdote chamado Pedro de Praga que vivia angustiado por dúvidas sobre a presença de Cristo na Eucaristia. Decidiu então ir em peregrinação ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo em Roma, para pedir o dom da fé.
Ao passar por Bolsena, na Itália, enquanto celebrava a Santa Missa, foi novamente acometido pela dúvida. Na hora da Consagração veio-lhe a resposta em forma de milagre: a hóstia branca transformou-se em carne viva.
O Papa Urbano IV pediu para que os objetos fossem levados para Oviedo em uma grande procissão, e foi nesse momento que a festa de Corpus Christi foi decretada.
Comemorações no Brasil
A celebração de Corpus Christi é marcada por procissões em diversos estados brasileiros. A procissão é feita nas ruas, onde as pessoas podem testemunhar e adorar a representação do Corpo e Sangue de Cristo.
Existem diversas cidades com procissões tradicionais, como em Pirenópolis, no estado de Goiás, que possui a tradição dos tapetes de serragem colorida e flores do cerrado.
Na cidade de Castelo, no Espírito Santo, as ruas também são decoradas com enormes tapetes coloridos, assim como em alguns municípios de São Paulo, Minas Gerais e outros estados do Brasil.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Ednardo se manifesta contra nome de sua canção “Pavão Mysteriozo” em grupo bolsonarista

Foto: Reprodução
A hashtag @pavãomisterioso caiu nas redes com memes que se referem a Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro e responsável pelas redes sociais do pai durante a campanha.

O cantor e compositor cearense Ednardo Sousa se manifestou, nesta segunda-feira (18), através de sua conta do Facebook, contra o uso do nome de sua canção “Pavão Mysteriozo”, em um grupo de extrema direita no Twitter com o objetivo, segundo ele, de “descredibilizar o jornalista profissional Glenn Greenwald e fazer campanha difamatória visando sua expulsão do Brasil”.

O TÍTULO DE UMA DE MINHAS MÚSICAS – PAVÃO MISTERIOSO.

Existem indícios que a iniciativa parte de grupo de extrema direita plantado no atual governo 2019, que visa descredibilizar o jornalista profissional Glenn Greenwald e fazer campanha difamatória visando sua expulsão do Brasil.

Caso este grupo do twitter (do qual se sabe sua origem) não retire este título, vamos procurar todas forma possíveis de processá-los.”


Coincidência ou não, pouco tempo depois da postagem de Ednardo, o grupo sumiu da rede social. O cantor comemorou: “Os caras se mancaram por si próprios, nem vou precisar dizer os nomes dos mentecaptos. Mas penso que eles viram a força de vocês todos, e com isto não se brinca. Se voltarem, voltaremos à carga da indignação”, 
Fonte: Revista Fórum

INTOLERÂNCIA - Rede Nossa São Paulo identifica omissão da prefeitura no combate à LGBTfobia

Seis em cada dez paulistanos consideram importante a elaboração de políticas públicas municipais que promovam a igualdade de direitos para a comunidade LGBTQI+

 

Pesquisa constata percepção negativa de paulistanos em relação às políticas públicas voltadas à comunidade LGBTQI+ na cidade de São Paulo

São Paulo – A percepção de paulistanos em relação às políticas públicas voltadas à comunidade LGBTQI+, na cidade de São Paulo é negativa. De acordo com a pesquisa Viver em São Paulo: Direitos LGBTQI+, da Rede Nossa São Paulo, 25% da população acredita que a administração municipal não faz “nada” no combate à LGBTfobia e 43% consideram que “faz pouco”. O levantamento mostra ainda que os paulistanos enxergam a cidade como mais intolerante.  Em 2018, o índice de pessoas que classificava a cidade como tolerante era de 50%, enquanto neste ano esse número baixou para 40%. Para Vítor DiCastro, ator e integrante da página Quebrando o Tabu, as pessoas tomaram um pouco mais de consciência após o resultados das últimas eleições.

“Diversos políticos conservadores e violentos, como Jair Bolsonaro, ganharam espaço e as pessoas que não sofriam essa intolerância acordam. Não foi a cidade que ficou mais intolerante, mas as pessoas que acordaram”, afirmou, durante a apresentação da pesquisa. Ele ainda conta que foi na capital paulista que foi vítima de homofobia pela primeira vez, após sair de Caçapava, sua cidade natal, no interior paulista. “No interior a visão das pessoas é muito limitada. Eu vim para São Paulo acreditando que era a Nova York brasileira, sendo tolerante e diversa. Assim que eu mudei para cá sofri o primeiro ataque homofóbico físico e direto.”
Rede Nossa São Paulo identifica omissão da prefeitura no combate à LGBTfobia
Políticas públicas

Os dados da Rede Nossa São Paulo revelam que três em cada cinco paulistanos consideram importante a elaboração e implementação de políticas públicas municipais que promovam a igualdade de direitos para a comunidade LGBTQI+. Para 29% é “muito importante” e para 31%, “importante”. Apenas 11% consideram “nada importante”.

Na avaliação do coordenador geral da entidade, Jorge Abrahão, apesar do contexto nacional pouco favorável, com o governo Bolsonaro, as gestões municipais não podem se omitir. “O governo federal tem agido com retrocesso. Então, as cidades precisam ter um protagonismo. Não é porque a esfera federal trabalha de forma retrógrada que as cidades não podem criar políticas públicas”, afirmou Abrahão.

Mais da metade da população paulistana também apoia a criação de uma lei que criminalize a LGBTfobia: 55% das pessoas. No último dia 14, o Supremo Tribunal Federal (STF) tornou crime a prática de homofobia. Entre as pessoas favoráveis, a maioria é de mulheres e jovens. Já o maior público contrário à criminalização está entre os homens e pessoas com idade entre 35 e 44 anos.

Apesar de a população manifestar apoio ao combate da LGBTfobia, Vitor lembra que ainda há muita resistência para que outras medidas sejam reconhecidas pela sociedade. “A gente precisa buscar políticas públicas para que as pessoas entendam o que é empatia e solidariedade. A sociedade é preconceituosa, onde muitos são a favor da criminalização da homofobia, mas ao mesmo tempo é contra casais gays adotarem crianças. É um limite que eles colocam e falam: vocês podem chegar até aqui, mas só”, critica.

Preconceito

A pesquisa também mostra que 40% dos entrevistados sofreram ou presenciaram alguma situação de preconceito por causa da orientação sexual ou identidade de gênero. Segundo os dados, espaços públicos e transporte público são os mais citados (37%), seguidos de instituições de ensino (32%) e bares ou restaurantes (31%).

A assistente social Fernanda Gomes de Almeida, integrante da Coletiva Luana Barbosa, diz que sente esse preconceito no bairro em que reside, onde não consegue andar de mão dada com a companheira, muito menos se sentir segura. E lamenta que o preconceito não afeta apenas o casal. “Eu tenho um filho de 9 anos. Recentemente, levei ele a uma festa junina e não consegui ficar perto da minha esposa, porque tinha medo do que poderia acontecer com ele. Meu filho é uma vítima indireta da lesbofobia. Por isso, mesmo com a decisão do STF, não acho que ficarei mais segura andando na rua com minha esposa”, disse.

Entre as pessoas que sofreram ou presenciaram situações de preconceito por conta de orientação sexual ou identidade de gênero destacam-se mulheres pretas ou pardas, que têm entre 16 e 24 anos, com escolaridade média e renda familiar mensal de até dois salários mínimos.

A pesquisa revela que 26% da população paulistana não se informa sobre os direitos LGBTQI+. Para VitorDiCastro, do Quebrando o Tabu, as pessoas ainda ignoram a importância de políticas para a comunidade. “Elas não buscam informação, mesmo ela sendo entregue e mastigada. Isso é falta de empatia, e medo de perder privilégios. Quando vejo essa quantidade de pessoas, é difícil saber como sensibilizá-las”, lamentou.

Celso Marconi: Elisa y Marcela, um caso homossexual no cinema

A homossexualidade é um tema em plena atualidade – e certamente um filme que o tenha em primeiro plano atrairá muito público. É o que acontece com a obra Elisa y Marcela, uma produção da Netflix com direção da cineasta espanhola Isabel Coixet, de Barcelona. Sem dúvida, é uma tática da empresa, que escolhe bem o que vai produzir, como foi o caso de Roma, dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón.
Por Celso Marconi*
  • Cena do filme <i>Elisa y Marcela</i>, dirigido pela cineasta Isabela Coixet e lançado pela Netflix
  • Eles estão jogando tudo no processo streaming para exibição de filmes, pois sabem que esse é o sistema que vencerá. É muito importante notar: as salas de cinema em todos os padrões já são objeto do passado. Nem mesmo o DVD, que poderia ser utilizado pelos espectadores em casa, não está mais sobrevivendo.
Elisa y Marcela não é uma produção vazia e sem drama. O filme não cansa o espectador e nem o constrange, pois toda estória é desenvolvida com um clima gentil de se ver, até mesmo nas cenas de sexo que acontecem entre as duas personagens jovens.
O filme, mesmo sendo feito para o streaming, foi exibido este ano na Berlinalle em Berlim. Coixet é uma diretora de 60 anos de idade, que nasceu em Sant Adrià de Besos, Barcelona, e tem uma larga produção cinematográfica, com bastante repercussão nos principais mercados exibidores, inclusive no Brasil.
Temos que destacar o trabalho cenográfico, tanto na parte espanhola quanto em Portugal. Não se pode deixar de perceber como o alto funcionário de Portugal e inclusive o governador da província se esmeram em tomar decisões que pudessem contrariar os funcionários espanhóis.
As jovens atrizes que vivem as duas personagens se mostram em perfeito clima de naturalidade, como se realmente fossem as duas jovens Elisa Sánchez Loriga e Marcela Gracia Ibeas. Como jornalista e especialista em História Contemporânea, a cineasta Isabela Coixet consegue realmente transformar essa estória em algo muito palatável, sem perder a dinâmica histórica.
* Celso Marconi, 89 anos, é crítico de cinema, referência para os estudantes do Recife na ditadura e para o cinema Super-8