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sábado, 21 de março de 2020

INFORMAÇÕES SOBRE O CORONAVÍRUS (COVID-19)



Imagem do Google
Dr. Pedro Pinheiro
A pandemia pelo novo Coronavírus é talvez a mais grave situação de saúde pública dos últimos 100 anos. O vírus é altamente contagioso e se espalha com facilidade.
Muitos sistemas de saúde do mundo, públicos ou privados, não têm recursos técnicos nem humanos para dar conta de um aumento grande e súbito do número de pacientes precisando de internação hospitalar.
Um sistema de saúde em rotura é incapaz de atender não só os casos de CoVID-19, mas também qualquer outro tipo de doença. Pessoas com doenças tratáveis, inclusive jovens, podem morrer por falta de atendimento médico.
Na Itália, centros cirúrgicos estão sendo transformados em CTI para poder atender a imensa demanda de pacientes críticos. Pessoas precisando de cirurgia não estão tendo onde operar em alguns hospitais.
Portanto, fique em casa com sua família, mesmo que você não seja grupo de risco. Libere os seus empregados para que eles também possam ficar em casa. Só saia para comprar comida e remédio. Fique a pelo menos 1 metro de distância de qualquer pessoa.
A taxa de transmissão precisa ser freada a todo custo. Você vive em sociedade. Se a sociedade entrar em colapso, você sofrerá junto.
Se o vírus SARS-CoV-2 não for travado, ele pode infectar de 60 a 70% da população. A taxa de mortalidade é de 3 a 4% dos casos notificados, mas pode chegar a mais de 10% em países com sistema de saúde em colapso. Em um país de 200 milhões de habitantes como o Brasil isso significa que centenas de milhares de pessoas podem morrer.
FIQUE EM CASA!

O que é o Coronavírus?

Os coronavírus (CoV) são uma grande família de vírus conhecidos desde os anos 1960, que podem infectar humanos e outros animais.
Os coronavírus humanos são comuns em todo o mundo. Eles geralmente causam doenças respiratórias de intensidade leve a moderada. Estima-se que até 10% dos casos de resfriados comuns sejam provocados por esse tipo de vírus. Portanto, é bem possível que você já tenha tido pelo menos uma virose por algum coronavírus e nem saiba.
Alguns sorotipos, porém, são mais virulentos e podem provocar infecção pulmonar grave, com risco de morte. Nos últimos 10 anos, surtos de estirpes mais agressivas no Oriente médio e no sudeste asiático provocaram centenas de mortes, a maioria delas por pneumonia grave.
O surto mais recente surgiu no final de 2019 na cidade de Wuhan, China. Essa nova cepa já infectou milhares de pessoas e chegou a mais de 100 países.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a doença chama-se CoVID-19 e o vírus responsável por ela chama-se SARS-CoV-2.
Inicialmente chamado de 2019-nCoV, o nome do vírus foi alterado para SARS-CoV-2 com base em sua relação genética com o SARS-CoV original que causou o surto da doença em 2002-2003.

Números atuais da epidemia

Segundo relatório da Organização Mundial de Saúde, até 21 de Março de 2020, os dados epidemiológicos sobre a infecção pelo SARS-CoV-2 são os seguintes:
  • Globalmente já foram registrados 234.073 casos (24.247 novos) com 9.840 mortes (1061 novas).
  • Na região do Pacífico Ocidental (incluindo China) são 93.349 casos confirmados (1016 novos) e 3.405 mortes (28 novas).
  • Nas Américas são 13.271 casos confirmados (4.104 novos) e 178 mortes (57 novas).
  • Na África são 473 casos confirmados (106 novos) e 8 mortes (1 nova).
  • Na Europa são 104.591 casos confirmados (17.506 novos) e 4.899 mortes (816 novas).
  • Portugal tem 1280 casos confirmados (260 novos) e 12 mortes.
  • Brasil tem 1021 casos confirmados e 18 mortes*.
* Os dados brasileiros não me parecem confiáveis, pois hospitais privados, secretarias estaduais de saúde e Governo Federal estão divulgado números contraditórios. Além disso, há clara subnotificação dos casos.

Tipos

Alguns coronavírus foram identificados já há muitos anos enquanto outros foram reconhecidos apenas recentemente, como são os casos do coronavírus da síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV) em 2012 e o coronavírus da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV) em 2003, que surgiu no sudeste asiático.
Os coronavírus infectam mamíferos e aves. Existem diversas cepas diferentes, sendo os morcegos os animais que abrigam o maior número de variantes do vírus.
Nos humanos há pelo menos 7 sorotipos de coronavírus que nos provocam doença:
  • HCoV-229E.
  • HCoV-NL63.
  • HCoV-OC43.
  • HCoV-HKU1.
  • MERS-CoV.
  • SARS-CoV.
  • SARS-CoV-2 (anteriormente 2019-nCoV).

Transmissão

Os coronavírus humanos geralmente se espalham de uma pessoa infectada para outras através de:
  • Transmissão pelo ar, quando um paciente infectado tosse ou espirra.
  • Contato pessoal próximo, como tocar ou apertar as mãos de alguém infectado.
  • Tocar em um objeto ou superfície que tenha sido contaminado com o vírus e em seguida levar a mão à boca, nariz ou olhos.
  • Raramente, contaminação por contato com fezes do paciente.
Habitualmente, as infecções pelo coronavírus humanos ocorrem nos meses de outono e inverno.
A maioria das pessoas é infectada com um ou mais dos coronavírus humanos comuns durante a vida, principalmente durante a infância.
Creches e asilos para idosos são estabelecimentos que frequentemente abrigam surtos de resfriado por coronavírus.

Surtos nos anos 2000

Alguns tipos de coronavírus são zoonoses, ou seja, podem ser transmitidos de animais para seres humanos.
O surto de MERS-CoV começou no Oriente Médio após o vírus “saltar” de camelos para humanos. Já o SARS-CoV na China provavelmente surgiu após a transmissão de morcegos para humanos.
Quando o coronavírus “pula” de uma espécie de animal para nós humanos, os surtos costumam ser mais graves, pois são vírus completamente novos para o nosso sistema imunológico. A imensa maioria das pessoas não tem grau nenhum de imunidade e aquelas mais debilitadas acabam desenvolvendo infecção severa.

Novo coronavírus de 2019 (SARS-CoV-2)

Ainda não sabemos exatamente como surgiu esse novo sorotipo de Wuhan, mas as investigações epidemiológicas apontam um mercado de frutos do mar, onde a maioria dos pacientes havia trabalhado ou visitado, como a origem desse novo surto. Esse mercado também vendia carnes processadas e animais para consumo vivos, incluindo aves, burros, ovelhas, porcos, camelos, raposas, texugos, ouriços e répteis.
Nos primeiros casos identificados desse novo surto, a maioria dos pacientes referia algum vínculo com o mercado de frutos do mar e outros animais, sugerindo que disseminação inicial tenha partido de animais para pessoas.
Conforme a quantidade de pessoas contaminadas pelo vírus foi crescendo, verificou-se um número cada vez maior de pessoas que negavam qualquer contato com o mercado ou com outros animais, sugerindo que a virose estava agora se perpetuando através da transmissão direta de uma pessoa para outra.
Na segunda quinzena de janeiro de 2020, o governo chinês anunciou que foi confirmada a transmissão de uma pessoa para outra desse novo sorotipo. As estimativas atuais sugerem que cada pessoa infectada tem transmitido o vírus para mais 2 ou 3.
Não sabemos ainda quanto tempo o SARS-CoV-2 sobrevive no ambiente, mas estudos inicias mostram que ele permanece viável para transmissão por até 4 a 5 dias em materiais como madeira, alumínio, plástico, papel e vidro. Em locais quentes e com direta exposição solar a resistência do vírus é bem menor.
Esse tempo de sobrevida no ambiente torna a propagação da infecção através de produtos importados da China muito pouco provável, pois o tempo que o material leva para chegar ao seu destino costuma ser bem maior que a capacidade de sobrevida do vírus.
Alguns estudos mostram que a taxa de transmissão é menor em países de clima quente e úmido. Porém, o clima por si só não é capaz de impedir a epidemia.

Sintomas

Coronavírus em geral

Na maioria dos casos, as infecções pelo coronavírus provoca quadros respiratórios leves. O período de incubação varia de 2 a 14 dias.
Os coronavírus humanos comuns, incluindo os tipos 229E, NL63, OC43 e HKU1, geralmente causam doenças leves a moderadas do trato respiratório superior, como o resfriado comum (leia: Você sabe qual é a diferença entre gripe e resfriado?).
Os resfriados pelo coronavírus têm curta duração e curam-se espontaneamente. Os sintomas mais comuns incluem:
  • Coriza.
  • Dor de cabeça.
  • Tosse.
  • Dor de garganta.
  • Febre.
  • Mal-estar.
  • Otite média (mais comum em crianças).
Eventualmente, os coronavírus humanos podem causar doenças do trato respiratório inferior, como pneumonia ou bronquite. Nos sorotipos listados acima, essas complicações são incomuns e só costumam acontecer em pessoas mais debilitadas, com doença cardiopulmonar, com sistema imunológico enfraquecido, em bebês ou idosos.

MERS-CoV e SARS-CoV

Sabe-se que outros dois coronavírus humanos, MERS-CoV e SARS-CoV, frequentemente provocam sintomas graves.
Os sintomas da MERS-CoV geralmente incluem febre, tosse e falta de ar. A doença frequentemente progride para pneumonia. Cerca de 30 a 40% dos pacientes diagnosticados com a síndrome respiratória do Oriente Médio acabam falecendo.
Os sintomas da infecção pelo SARS-CoV geralmente incluem febre, calafrios, tosse e dores no corpo. O quadro também costuma evoluir pneumonia. A mortalidade da síndrome respiratória aguda grave pelo coronavírus costuma ser de 9 a 12%.

CoVID-19 (novo coronavírus)

O espectro clínico do SARS-CoV-2 varia desde um quadro leve, semelhante aos resfriados provocados por outros tipos de Coronavírus, até pneumonia grave com insuficiência respiratória e choque séptico. Já existem relatos também de pacientes infectados com SARS-CoV-2 sem sintoma algum de doença.
O período de incubação médio é de 4 a 5 dias. Após cerca de 8 dias de doença, a maioria dos pacientes deixa de ser contagioso.
Entre os pacientes que desenvolvem sintomas, febre, tosse e falta de ar são os mais comuns. A febre, porém, pode não estar presente em alguns pacientes, como bebês, idosos, imunossuprimidos ou pessoas que tomam regularmente medicamentos que podem mascarar a febre, como anti-inflamatórios ou analgésicos comuns.
Em um estudo com 138 pacientes com pneumonia por CoVID-19 em Wuhan, as características clínicas mais comuns no início da doença foram:
  • Febre em 99%
  • Fadiga em 70%
  • Tosse seca em 59%
  • Anorexia (perda de apetite) em 40%
  • Mialgias (dor muscular) em 35%
  • Dispneia (falta de ar) em 31%
  • Tosse com escarro em 27%
Em outro estudo na China, considerado o maior sobre o SARS-CoV-2 até o momento, pesquisadores do Centro Chinês de Controle e Proteção de Doenças analisaram 44.672 casos confirmados na China entre 31 de dezembro de 2019 e 11 de fevereiro de 2020. Desses casos, 80,9% (ou 36.160 casos) foram considerados leves, 13,8% (6.168 casos) graves e 4,7% (2.087) críticos. Casos críticos foram aqueles que exibiram insuficiência respiratória, choque séptico ou falência de múltiplos órgãos.
A atual taxa de mortalidade está ao redor de 3 a 4%, bem mais baixa que as taxas dos surtos recentes dos Coronavírus MERS e SARS. O problema é o elevado número de pessoas contaminadas, o que torna alto o número absoluto de mortos (cada 100 mil pessoas infectadas resultam em pelo menos 3 mil mortes).
A atual taxa de mortalidade do novo coronavírus de acordo com a faixa etária é:
  • 14,8% nos pacientes com 80 anos ou mais.
  • 8% entre as idades de 70 a 79 anos.
  • 3,6% para pessoas de 60 a 69 anos.
  • 1,3% para 50 a 59 anos.
  • 0,4% para a faixa etária de 40 a 49 anos.
  • 0,2% para pessoas de 10 a 39 anos.
  • Ninguém com 9 anos ou menos morreu deste coronavírus até o momento.
O tempo médio de recuperação é de 2 semanas para os casos leves e de 3 a 6 semanas para os casos mais graves.

Quando suspeitar de infecção pelo coronavírus?

Consideramos casos suspeitos de COVID-19 quado o paciente apresenta as duas seguintes características:
  • Febre e sintomas de doença respiratória baixa, como tosse e dificuldade em respirar.
  • Residir ou ter história de viagem a cidades onde o vírus circula entre a população nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas OU contato próximo com uma pessoa que está sob investigação para CoVID-19 enquanto essa pessoa estava doente nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas.

O Coronavírus é mais grave que a gripe (vírus influenza)?

Se a pergunta for em relação ao CoVID-19, a resposta é um sonoro sim. Mas vamos começar falando de todos os tipos de Coronavírus e de Influenza.
A resposta depende de qual Coronavírus e qual Influenza estamos comparando. Também depende se estamos falando em taxa de mortalidade ou número absoluto de mortes.
O atual vírus Influenza que tem circulado no mundo entre 2019 e 2020 apresenta taxa de mortalidade de apenas 0,05%, bem mais baixa que os 3 a 4% do SARS-CoV-2. Porém, só neste inverno nos EUA, mais de 30 milhões de pessoas tiveram gripe, com até 46 mil mortes. Números absolutos muito maiores que os do Coronavírus, pelo menos até o momento.
Além disso, não é adequado comparar números de um novo surto viral, como o atual coronavírus chinês, com a gripe comum, que é provocada por um vírus já em circulação há bastante tempo. Na época do surto de gripe A em 2009, por exemplo, a taxa de mortalidade chegou perto dos 2%, valor próximo ao do atual surto de SARS-CoV-2. Já a gripe espanhola de 1918 teve uma taxa de letalidade de cerca de 8% e infectou mais de 500 milhões de pessoas.
Por outro lado, se formos ver a taxa de mortalidade dos coronavírus comuns que provocam resfriado, ela é tão baixa que é até difícil encontrar dados confiáveis sobre o assunto. Portanto, surtos devem ser comparados com surtos e infecções comuns com infecções comuns.
Outro dado importante é a mortalidade em crianças. O SARS-CoV-2 tem sido bem agressivo com pacientes idosos, mas bastante benigno nas crianças, com nenhuma morte registrada até o momento. O vírus da gripe não tem esse comportamento tão “dócil” com as crianças, principalmente os bebês.
Para finalizar, devemos levar em conta também a existência de vacina e de medicamentos eficazes contra a gripe. O Coronavírus até o momento não dispõe de nenhum dos dois.
No momento, como estamos em plena pandemia de SARS-CoV-2 e a sua mortalidade é relativamente alta em idosos e pessoas debilitadas, o COVID-19 do ponto de vista de saúde pública é uma doença bem mais perigosa que a gripe comum.

Diagnóstico

O coronavírus pode ser identificado laboratorialmente através da coleta de amostras de secreção da nasofaringe. O método mais utilizado atualmente é o RT-PCR (reação em cadeia da polimerase com transcriptase reversa).

Tratamento

Não há tratamento disponível para infecções por coronavírus. O tratamento utilizado é apenas sintomático, com controle da febre e das dores. Na imensa maioria dos casos, a doença cura-se sozinha após alguns dias.
Pacientes com quadros mais graves e suspeita de pneumonia precisam ser internados para receber cuidados de suporte. Alguns pacientes evoluem com insuficiência respiratória e precisam de intubação orotraqueal e ventilação mecânica.
Vários antivirais, como lopinavir e ritonavir, e outros agentes, como a hidroxicloroquina, estão sendo usados em vários pacientes graves, mas a eficácia desses medicamentos ainda não foi devidamente comprovada.

Prevenção

Ainda não existem vacinas disponíveis contra a infecção por coronavírus humano. A prevenção, portanto, resume-se aos cuidados pessoais para reduzir o risco de contágio, incluindo:
  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos (leia: Por que lavar as mãos é importante para evitar infecções?).
  • Se não houver água e sabão disponíveis, uma alternativa é usar soluções alcoólicas para higienização das mãos, como álcool gel (sim, funciona, não acredite em boatos da Internet).
  • Evitar tocar nos olhos, nariz ou boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas com sintomas respiratórios. Pelo menos 2 metros de distância é recomendado.
  • Evitar viajar para áreas onde estejam ocorrendo surtos.
  • Em cidades onde o vírus esteja comprovadamente circulando, evite aglomerações de pessoas, principalmente em locais fechados. Fique em casa o máximo possível.
  • Locais públicos onde as pessoas tocam com as mãos devem ser frequentemente limpos com álcool 70% ou água sanitária (lixívia).
Esperamos que as primeiras vacinas com eficácia comprovada estejam disponíveis a partir de Maio ou Junho.

Dúvidas comuns

As máscaras são eficazes na prevenção do coronavírus?
Apenas parcialmente. O vírus pode ser transmitido por gotículas das vias respiratórias e as máscaras ajudam nessa situação. Porém, mãos infectadas costumam ser a principal via de contágio nesse tipo de virose. Se você contaminar suas mãos e depois for comer ou coçar os olhos, boca ou nariz, o vírus pode ser adquirido.
Não há evidências de que o uso de mascaras faciais por pessoas saudáveis seja uma estratégia eficaz para reduzir a contaminação. A máscara deve ser utilizada apenas em pessoas com infecção comprovada ou suspeita.
Existem máscaras faciais específicas para uso médico, que efetivamente previnem a contaminação, mas essas não são comercializada normalmente nas farmácias.
Meu animal de estimação pode transmitir o coronavírus?
Não há casos relatados de contaminação de animais domésticos, como cães e gatos.
Posso morrer se pegar o coronavírus COVID-19?
Pode. A taxa de mortalidade encontra-se ao redor de 4%, ou seja, cerca de 4 em cada 100 pessoas infectadas acaba falecendo. Idosos e pacientes com doenças cardíacas, pulmonares ou do sistema imunológico são aquelas com maior risco de óbito. Porém, há também casos de morte em adultos saudáveis.
A epidemia na China começou por causa da sopa de morcego?
Não. O RNA do vírus é semelhante ao de 2 coronavírus que circulam em morcegos, mas a forma como os primeiros humanos foram infectados ainda não foi esclarecida.
O novo coronavírus é uma arma biológica desenvolvida pela China?
Não. As análises genéticas do vírus mostram que ele é uma mutação de um subtipo do vírus que está amplamente distribuído na natureza. Esse atual coronavírus é estruturalmente semelhante ao que circula entre cobras na China.
Essa também não é a primeira vez que vírus “saltam” de uma espécie para outra. A última pandemia de gripe foi causada por um vírus Influenza que circulava inicialmente em porcos, daí ter sido chamada à época de gripe suína.
Já há estudos comprovando que o CoVID-19 é resultado de seleção natural e não de manipulação genética artificial.
Existe vacina contra o coronavírus?
Até o momento, não. E vacinas contra gripe, pneumococos ou Haemophilus influenza tipo B (Hib) não são efetivas contra o Coronavírus.
Comer alho pode ajudar a prevenir a infecção pelo novo Coronavírus?
Não há nenhuma evidência de que o alho ou qualquer outro tipo de alimento tenha efeito protetor.
Secadores de cabelo ou de mãos em banheiros públicos matam o Coronavírus?
Não, o calor dos secadores é insuficiente para matar qualquer tipo de vírus.
Tratamentos homeopáticos funcionam contra o Coronavírus?
Não, não existe nenhum estudo que comprove a eficácia da homeopatia ou qualquer outro tipo de medicina alternativa contra o Coronavírus.
Óleo de gergelim é eficaz contra o Coronavírus?
Não, como já referido, não existe nenhuma evidência sobre a eficácia de qualquer tipo de alimento ou tratamento alternativo.
Antibióticos são eficazes contra o SARS-CoV-2?
Não, antibióticos são fármacos utilizados no tratamento de doenças provocadas por bactérias. O Coronavírus é um vírus. Antibióticos não são eficazes contra vírus.
O Coronavírus é menos perigoso em países quentes?
Provavelmente sim, porém não o suficiente para impedir que ocorram epidemias. O Brasil, por exemplo, tem apresentado crescimento acelerado do número de casos, comprovando que o clima sozinho não é capaz de deter o vírus.
Qual é a diferença entre distanciamento social, isolamento e quarentena?
Isolamento é utilizado em pessoas sabidamente infectadas para que não contagiem outros cidadãos. O isolamento pode ser feito nos hospitais ou em casa, se houver condições e o estado clínico do paciente permitir.
A quarentena é utilizada em indivíduos que imaginamos estarem saudáveis, mas que possam ter estado em contacto com um paciente sabidamente infectado. Estes devem ficar 14 dias reclusos em casa.
Distanciamento social é feito nas pessoas saudáveis que não tiveram contato com infectados, de forma a impedir que as mesmas possam ser contaminadas. O distanciamento é feito em casa por tempo indeterminado até que a cadeia de transmissão do vírus seja interrompida.

Referências

terça-feira, 17 de março de 2020

O Negro André o abolicionista

André Rebouças (1838-1898) foi um engenheiro, professor, abolicionista e monarquista brasileiro. O primeiro engenheiro negro a se formar pela Escola Militar

André Pinto Rebouças nasceu em plena Sabinada, a insurreição baiana contra o governo regencial. Seu pai era Antônio Pereira Rebouças, um mulato autodidata que obteve o direito de advogar, representou a Bahia na Câmara dos Deputados em diversas legislaturas e foi conselheiro do Império. Sua mãe, Carolina Pinto Rebouças, era filha do comerciante André Pinto da Silveira.

André tinha sete irmãos, sendo mais ligado a Antônio, que se tornou seu grande companheiro na maioria dos seus projetos profissionais. Em fevereiro de 1846, a família mudou-se para o Rio de Janeiro. André e Antônio foram alfabetizados por seu pai e frequentaram alguns colégios até ingressarem na Escola Militar.

Em 1857 foram promovidos ao cargo de segundo tenente do Corpo de Engenheiros e complementaram seus estudos na Escola de Aplicação da Praia Vermelha. André bacharelou-se em Ciências Físicas e Matemáticas em 1859 e obteve o grau de engenheiro militar no ano seguinte.

Os dois irmãos foram pela primeira vez à Europa, em viagem de estudos, entre fevereiro de 1861 e novembro de 1862. Na volta, partiram como comissionados do Estado brasileiro para trabalhar na vistoria e no aperfeiçoamento de portos e fortificações litorâneas.

Na guerra do Paraguai, André serviu como engenheiro militar, nela permanecendo entre maio de 1865 e julho de 1886, quando retornou ao Rio de Janeiro, por motivos de saúde. Passou então a desenvolver projetos com seu irmão Antônio, na tentativa de estruturação de companhias privadas com a captação de recursos junto a particulares e a bancos, visando a modernização do país.

As obras que André realizou como engenheiro estavam ligadas ao abastecimento de água na cidade do Rio de Janeiro, às docas dom Pedro 2o e à construção das docas da Alfândega (onde permaneceu de 1866 até a sua demissão, em 1871).

Paralelamente, André dava aulas, procurava apoio financeiro para Carlos Gomes retornar à Itália, debatia com ministros e políticos por diversas leis. Foi secretário do Instituto Politécnico e redator geral de sua revista. Atuou como membro do Clube de Engenharia e muitas vezes foi designado para receber estrangeiros, por falar inglês e francês.

Participou da Associação Brasileira de Aclimação e defendeu a adaptação de produtos agrícolas não produzidos no Brasil, e o melhor preparo e acondicionamento dos produzidos aqui, para concorrerem no mercado internacional. Foi responsável ainda pela seção de Máquinas e Aparelhos na Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.

Na década de 1880, André Rebouças se engajou na campanha abolicionista e ajudou a criar a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, ao lado de Joaquim Nabuco, José do Patrocínio e outros. Participou também da Confederação Abolicionista e redigiu os estatutos da Associação Central Emancipadora. Participou da Sociedade Central de Imigração, juntamente com o Visconde de Taunay.

Entre setembro de 1882 e fevereiro de 1883, Rebouças permaneceu na Europa, retornando ao Brasil para dar continuidade à campanha. Mas o movimento militar de 15 de novembro de 1889 levou André Rebouças a embarcar, juntamente com a família imperial, com destino à Europa.

Por dois anos, ele permaneceu exilado em Lisboa, como correspondente do “The Times” de Londres. Transferiu-se, então, para Cannes, na França, até a morte de D. Pedro 2o.

Em 1892, com problemas financeiros, aceitou um emprego em Luanda, Angola, onde permaneceu por 15 meses. Fixando-se em Funchal, na Ilha da Madeira, a partir de meados de 1893, seu abatimento intensificou-se. Suicidou-se no dia 9 de maio de 1898, e seu corpo foi resgatado na base de um penhasco, próximo ao hotel em que vivia.

O QUE POUCA GENTE SABE É :Projetado e construído no século XIX pelo engenheiro negro André Rebouças, sem a utilização de mão de obra escrava, o edifício Galpão Docas Pedro II, localizado na Avenida Barão de Tefé, região central do Rio, virou alvo de uma disputa judicial. É que no imóvel deveriam ser instalados um centro de acolhimento turístico e um memorial de celebração à herança africana, espaços integrados ao Cais do Valongo. O memorial e o centro turístico fazem parte da exigência imposta pela Unesco na ocasião em que foi concedido ao sítio arqueológico o título de patrimônio cultural mundial. Apesar da exigência, o prédio, que fica bem em frente ao ao Valongo, tem sido utilizado para outros fins.

O edifício Galpão Docas Pedro II é um imóvel que pertence à União. Mas, segundo o Ministério

Público Federal (MPF), desde de o ano 2000, o imóvel é ocupado pela ONG Ação da Cidadania. Ainda de acordo com o MPF, a ONG, que é uma entidade privada, utiliza o imóvel para, sem nenhum custo, exercer atividades remuneradas. Por conta disso e para que as exigências da Unesco em relação ao Cais do Valongo sejam atendidas, o MPF entrou com uma ação judicial exigindo a reintegração de posse do imóvel. "Vê-se clara distorção: aquilo que deveria, quando muito, ser um convênio temporário para o desenvolvimento de um projeto social, eterniza-se como principal fonte de receita de uma entidade privada, literalmente servindo para remunerar todos os seus diretores e empregados", afirmam os procuradores do MPF, para justificar a ação judicial.

Se liga:somente em 2016, a ONG Ação Cidadania teve uma receita de R$ 1, 4 milhão e que pagou aos seus diretores, a título de pró-labores, R$ 119 mil. Os números sugerem que a organização não governamental está utilizando um imóvel público para desenvolver atividades com fins lucrativos. 

Apenas no final de  2019 as partes entraram em um acordo e a ong se comprometeu a deixar o prédio..."Queremos um centro de referência da memória do Valongo, com a proposta de se trabalhar os achados arqueológicos feitos neste local, para estarem em exposição. Precisamos de um museu no prédio das Docas Pedro II, tombado pelo Iphan no ano passado, um espaço construído pelo engenheiro negro André Rebouças. É um museu que terá a participação da comunidade negra.”

Fonte: UNEGRO RJ

Lobão: o Brasil está nas mãos de um demente megalomaníaco

Lobão e Jair Bolsonaro
Lobão e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução | Reuters)

Por BRASIL 247
"O momento é muito grave e é imperativo retirar esse lunático da presidência o quanto antes.vamos impedir este presidente já!", disse o cantor Lobão pelo Twitter, ao comentar o estímulo e a participação de Jair Bolsonaro nas manifestações golpistas deste domingo.
247 - O cantor Lobão, ex-apoiador do bolsonarismo, classificou Jair Bolsonaro como "demente megalomaníaco", por estimular e participar das manifestações que pedem o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, e em meio à pandemia de coronavírus. 
"Conclusão do domingo: o Brasil está nas mãos de um demente megalomaníaco que provou a todo o mundo não ter o menor compromisso com os desígnios da nação. O momento é muito grave e é imperativo retirar esse lunático da presidência o quanto antes. Vamos impedir este presidente já!", disse Lobão pelo Twitter. 
Quebrando o isolamento no qual estava submetido após ter testado negativo para o coronavírus, Bolsonaro fez uma live nas redes sociais mostrando seu contato com apoiadores no Palácio do Planalto.
“Isso não tem preço. Não é um movimento contra nada, é a favor do Brasil”, disse o presidente na live, em que aparecem faixas contra o Congresso e pediam a saída do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) (leia mais no Brasil 247).

Patrícia Pillar diz que a História não perdoará a omissão do Congresso e do STF diante do fascismo

Patricia Pillar pede mobilização em prol de religiões de matrizes africanas

Patricia Pillar pede mobilização em prol de religiões de matrizes africanas.


Atriz protestou contra a falta de ação diante do fascismo e também questionou: onde estão os militares nacionalistas.
247 – A atriz Patrícia Pillar postou em suas redes sociais um aviso aos representantes dos poderes que se acovardam diante das provocações e do avanço do projeto neofascista representado por Jair Bolsonaro. Leia abaixo:

Editora Contracorrente anuncia Prêmio Marielle Franco por ensaios sobre feminismo

O ex-deputado estadual e conselheiro afastado do TCE-RJ Domingos Brazão negou que conheça uma testemunha que aponta o miliciano Orlando Curicica e o vereador Marcelo Siciliano como responsáveis pela execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes
O ex-deputado estadual e conselheiro afastado do TCE-RJ Domingos Brazão negou que conheça uma testemunha que aponta o miliciano Orlando Curicica e o vereador Marcelo Siciliano como responsáveis pela execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes (Foto: Midia Ninja).
O prêmio busca ensaios inéditos escritos por autoras mulheres – cis ou trans – em língua portuguesa sobre diversos aspectos do feminismo e concede um prêmio de R$ 10 mil à vencedora.

247 - No dia em que o assassinato da vereadora Marielle Franco completou dois anos, no último sábado 14, a Editora Contracorrente anunciou o Prêmio Marielle Franco, que premiará ensaios inéditos escritos por mulheres com o tema feminismo.
O “objetivo é reverenciar a memória e a luta da ex-vereadora por meio do incentivo ao pensamento feminista”, descreve a editora. “Num cenário marcado pelo ódio à cultura, à inteligência e à diversidade, a Editora Contracorrente pretende fortalecer o pensamento crítico e voz feminista no país”, acrescenta o anúncio da premiação.
Os textos, que devem ser escritos por mulheres – cis ou trans – em língua portuguesa  e enviados até o dia 14 de junho pela internet serão avaliados por três notáveis figuras: Sueli Carneiro, Marcia Tiburi e Anielle Franco.
Informações gerais
Público: Escritoras mulheres – cis e transCategoria: Ensaios sobre feminismoForma de inscrição: formulário e upload online de arquivoPremiação: publicação do ensaio + R$ 10.000,00Prazo: os textos podem ser entregues até o dia 14/06
Acesse aqui o link para o edital e o formulário de inscrição.
Fonte: BRASIL 247

Para conter coronavírus, espaços culturais suspendem atividades em BH

A onda de cancelamentos de eventos culturais na capital mineira, iniciada na sexta-feira (13), ganhou força nesta segunda (14), com diversas instituições anunciando a suspensão de suas atividades por tempo indeterminado. A medida se deve à pandemia de coronavírus e visa a evitar aglomerações, seguindo o conselho das autoridades de saúde para restringir a disseminação do vírus.
Espaço de maior visitação do Circuito Cultural Praça da Liberdade, o Centro Cultural Banco do Brasil deixou de funcionar desde a segunda-feira. A instituição orienta aqueles que adquiriram ingressos via site Eventim a procurar o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) da empresa para a devolução do dinheiro.

A unidade de BH do CCBB foi a última do país a fechar suas portas – as instituições do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília já haviam suspendido suas atividades na última semana.

Além das exposições Vaivém e Poteiro, o popular e o público, ambas gratuitas, o espaço abriga as temporadas teatrais do monólogo Eu de você, com Denise Fraga (que tinha sessões previstas até o próximo domingo, 22), e Espera, com a Cia. Mário Nascimento (que iria até o dia 30).

Além destas temporadas específicas, o fechamento do CCBB poderá afetar as programações futuras, como a estreia do espetáculo A valsa de Lili, que estava marcada para o próximo dia 27. Também é incerta a realização da mostra Stephen King: O medo é seu melhor companheiro, com 40 obras derivadas das histórias do mestre do terror, que deveria começar em 2 de abril.

Ainda no Circuito da Praça da Liberdade, três espaços anunciaram a suspensão de todas as suas atividades – a Casa Fiat, o Memorial Minas Gerais Vale e o Centro Cultural Minas Tênis Clube. Já o MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal suspendeu a programação cultural prevista para os próximos 30 dias, como as visitas mediadas oferecidas a grupos. No entanto, o museu permanecerá funcionando para visitação de suas exposições.

A programação da Academia Mineira de Letras deste mês também será adiada. O Instituto de Arte Contemporânea Inhotim, em Brumadinho, só funciona até esta terça-feira (17). O fechamento do museu a partir de quarta-feira implica também o adiamento dos eventos do Inhotim em Cena. O primeiro deles seria no próximo dia 28. Dentro da programação do projeto Sempre um Papo, a artista Adriana Varejão e a historiadora Lilia Schwarcz lançariam o livro Pérola imperfeita: A história e as histórias na obra de Adriana Varejão. O evento ainda não tem nova data.

TENORES 

Shows e espetáculos teatrais de grande porte também estão sendo adiados. Eventos no Grande Teatro do Palácio das Artes programados para até 13 de abril serão reagendados. The Ten Tenors – Love is in the air, reunião de 10 tenores internacionais marcada para esta sexta-feira (20), no Grande Teatro, foi adiada para novembro. O pianista Richard Clayderman, que se apresentaria no mesmo palco em 2 de abril, também alterou a agenda para novembro. O show de Djavan, previsto para o próximo dia 27, foi suspenso sem nova data.

Programado para o próximo sábado no KM de Vantagens Hall, o show da banda inglesa McFly foi adiado para 3 de outubro. Este seria o único evento desta semana no ginásio do bairro São Pedro. O Sesc/Palladium também está com várias atividades interrompidas. Foi adiado, por exemplo, o encontro com o historiador Leandro Karnal, que ocorreria nesta terça (17). A Orquestra Sesiminas Musicoop cancelou o concerto de abertura da série Sempre às Quartas, no Teatro Sesiminas, Beethoven e o império, que ocorreria na quarta (18).

O mesmo ocorreu com o show de abertura do Wäls Festival, programado para sábado (21), no Espaço GoFree. Os shows de Chico Chico & João Mantuano, Orquestra Atípica de Lhamas e Sinestésica deverão ser realizados em nova data. O sábado também teria uma edição da feira Experimente, no Marô, espaço no Olhos d’Água. Neste caso, a feira foi cancelada.

Entre os espetáculos em espaços menores que já anunciaram seu adiamento estão o monólogo Família é tudo, com Fabrício Carpinejar (de sexta a domingo no Teatro João Ceschiatti, no Palácio das Artes); e A arca de Vinicius (dias 22 e 29, no Teatro do Minas Tênis Clube). Já o Festival de Musicais Infantis Cyntilante, que ocorreria nos domingos de março no Teatro Santo Agostinho, foi cancelado. Os ingressos serão devolvidos (a produção orienta a fazer contato pelo e-mail contato@cyntilante.com.br).

Interditado desde 7 de março depois de visita surpresa do Corpo de Bombeiros, o tradicional bar A Obra, após realizar todas as demandas exigidas pela corporação, abriria suas portas na quarta (18), mas suspendeu a decisão. “Sentimos que é necessário aderir ao esforço coletivo de contenção da epidemia e manter a casa fechada pelo tempo que for preciso”, informou a casa, em nota.

Outro espaço que estava fechado e terá que adiar sua reabertura é o Cine 104. Quarta ocorreria uma sessão especial do filme O gabinete do Dr. Caligari (1920). No entanto, a sala no Centro de BH permanecerá fechada, sem nova data para reabrir.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Pandemia: cultura revirada em todo o mundo

Festivais ganharam novas datas e a lista de atividades culturais canceladas ou adiadas só aumenta
Um dia antes da Organização Mundial de Saúde (OMS) decretar pandemia do novo Coronavírus, a organização do Lolapalloza Brasil havia divulgado a programação do festival, marcado para os dias 3, 4 e 5 de abril, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.
Mesmo em meio ao surto que se alastrava mundo afora, a divulgação oficial das atrações do maior festival de música do País confirmava Guns N’ Roses, The Strokes, Djonga, Emicida e Pabllo Vittar entre outras dezenas de nomes na programação do evento. Ao contrário das edições do evento na Argentina e no Chile, ambos adiados para o segundo semestre, a versão brasileira do festival permanecia em silêncio até o fechamento desta edição. A ideia de remarcação do evento no Brasil ganha cada vez mais força ao observar o que tem ocorrido pelo País e pelo mundo.
Adiados
O impacto do Coronavírus na cultura já levou a adiamentos e cancelamentos de shows, festivais e programações diversas em todo o mundo, a exemplo de eventos de peso como o Coachella e o Ultra Music Festival, ambos nos Estados Unidos. No Brasil, o tradicional Festival de Curitiba, previsto para março e abril, foi remarcado para setembro; e a turnê dos mineiros do Jota Quest – EuroTour2020, que passaria por sete países do continente europeu, foi cancelada.
Os desdobramentos do surto da doença ainda devem repercutir em outras opções de entretenimento, a exemplo do cinema, ao menos em se tratando de algumas estreias, brasileiras inclusive, como “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”, sobre o caso Von Richthofen, e gravações de filmes – Tom Hanks e a mulher, Rita Wilson, foram diagnosticados com Covid-19, contraído durante filmagens na Austrália para um longa, ainda sem nome, sobre Elvis Presley; e o sétimo longa de “Missão Impossível” também teve as gravações interrompidas, na Itália.
Sem plateia
No Brasil, os “alvos” mais recentes têm sido os programas televisivos com plateia, numa tentativa de evitar aglomeração de pessoas e, dessa forma, minimizar os efeitos da doença.“Nossa plateia está com o número menor de visitantes. Foi uma medida de segurança adotada nos Estúdios Globo, exatamente para que a gente diminua o contato entre as pessoas. Normalmente, recebemos 120 pessoas. Hoje, esse número foi reduzido pela metade”.
Foi assim que a apresentadora Fátima Bernardes abriu o programa “Encontro” de ontem, na emissora que cogita retirar integralmente a plateia do Big Brother Brasil 2020 para as próximas eliminações do reality, que acontecem sempre às terças-feiras. Assim como o BBB, outros programas globais devem ter restrições de público: atrações como Domingão do Faustão, Caldeirão do Huck e o The Voice Kids podem aderir às medidas da emissora.

sábado, 14 de março de 2020

CURSO DE FLORES CHEGA A SEU FINAL COM ENTREGA DE CERTIFICADOS!

 Momento do encerramento do curso com entrega dos certificados - vespertino
 Após entrega dos certificados da turma da noite, prof. Ermilson clica para a foto

Eduardo Vasconcelos recebendo das mãos do professor, ERMILSON doação/lembrança para o Centro Potiguar de Cultura, trabalho feito pelas alunas. 

Ontem (13) o curso de flores, promovido durante chegou ao seu final com seus objetivo atingidos! Foram 24 (vinte e quatro) pessoas que concluíram o curso com êxito! Todos adoraram o curso!

O referido curso teve o apoio da Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara - Nova Cruz/RN e o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN.

O referido curso teve inicio dia 09/03 e seu final ocorreu ontem, dia 13/03.

O FOI REALIZADO PELA SULFLORES/PR.

CARTAZES DE DIVULGAÇÃO
Apoio: FJA - CASA DE CULTURA DE NOVA CRUZ E CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN!