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quinta-feira, 9 de abril de 2020

Como foi a crucificação de Jesus?

A ciência acredita que Jesus foi crucificado. Mas de maneira um pouco diferente
A CRUCIFICAÇÃO DE JESUS

Se ele foi morto como era hábito na época, esqueça a imagem clássica. Seus braços foram amarrados e os pés, pregados de lado

Quase famoso
Descoberto em 1968, Yehohanan foi crucificado no século 1, mesma época que Jesus. Por isso, os restos dele, como um osso de calcanhar perfurado por um prego com fragmentos de madeira, ajudaram cientistas a decifrar como Jesus teria sido executado

Cruz sustentável
As fontes da época sugerem que o método romano obrigava o condenado a carregar para o local da condenação apenas a haste horizontal da cruz. Como a madeira era muito escassa na época, o poste vertical já ficava fincado e era usado para várias crucificações

Morte penosa
Os braços soltavam-se das juntas, alongando-se ao limite, o que dificultava a expiração. Quando o peitoral está totalmente expandido, só dá para respirar com pequenos “goles”. Jesus provavelmente morreu num processo de sufocação lento e doloroso

Haja sofrência
Com os braços soltos das juntas nos ombros, a opção de muitos era tentar se apoiar pressionando os pés na cruz. Mas as pernas estavam dobradas e os pés pregados. Então, logo o prisioneiro perdia a força. Muitas vezes, os soldados quebravam as pernas dele, prolongando o sofrimento

Corpo exposto
A Bíblia diz que Jesus foi sepultado, mas o mais comum era largar o corpo para apodrecer na cruz. Não dar um túmulo ao morto evitava criar um ponto de peregrinação. Mas sabe-se que os romanos às vezes abriam exceções, logo é possível que Jesus tenha sido sepultado

Braços atados
Não havia um “método oficial”. Por sadismo, os carrascos podiam atar os condenados em diferentes posições, até de ponta-cabeça (como Pedro, segundo a tradição). Não se pregavam as mãos, porque isso não era eficiente (ela não aguentaria o peso e rasgaria). O mais comum era apoiar os braços na cruz e amarrá-los. É possível que Jesus tenha tido os pulsos pregados, mas não há evidências

Sem Via-Crúcis
Jesus, um judeu, foi a Jerusalém na época da Páscoa judaica, festa que celebra o fim da escravidão desse povo. Então, é difícil que os romanos tivessem prendido um líder judeu, feito um julgamento público e o torturado na frente de todo mundo. Por isso, os historiadores consideram apenas a crucificação um fato histórico

TURISMO EM JERUSALÉM
A via-crúcis mistura textos medievais com um pouquinho da Bíblia – e quase nada de história

Já é tradição
A via-crúcis está no interior das muralhas da cidade antiga de Jerusalém e virou um museu a céu aberto. As 14 estações representam as passagens do martírio de Jesus. Nem todas são citadas na Bíblia. Algumas das passagens estão só em textos da época das Cruzadas (séculos 11 a 13), quando venerar os últimos passos de Jesus virou uma tradição cristã

Obituário sem destaque
Pesquisadores acreditam que a morte de Jesus na cruz não causou a comoção que costumamos imaginar e provavelmente passou despercebida para quem vivia no Império Romano, com exceção de sua família e seus seguidores. Quer dizer: se houvesse TV na época, ela nem seria noticiada

  • A morte na cruz era um método de punição ou execução praticado por assírios, fenícios, persas, gregos e romanos, entre outros
  • Em 2015, arqueólogos disseram ter encontrado o local exato do julgamento de Jesus
FONTES Bible Archaeology, Biblical Archaeology, British Museum, Jewish Virtual Library, Journal of Archaeological Science, Slinging; livros A Bíblia: Uma Biografia, de Karen Armstrong, Bíblia, Deus, Uma Biografia, de Jack Miles, Excavating Jesus, de John Dominic Crossan e Jonathan L. Reed, The Mystic Past, de Thomas L. Thompson, e Jesus, Coleção Para Saber Mais, de Rodrigo Cavalcante e André Chevitarese
Portal BRASIL CULTURA

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Bloqueio econômico em tempos de pandemia da COVID-19: A solidariedade como principal aliada

No que se refere ao combate a pandemia do novo coronavírus que vêm acometendo pessoas no mundo todo a ilha socialista tem nos dado exemplos de como agir neste momento. Através da veiculação de informações a respeito da doença na imprensa local, somado às medidas de isolamento social e monitoramento nos casos da doença, o país tem conseguido mobilizar toda a população em torno de uma única luta: a solidariedade.
Diferente do que há séculos, os Estados Unidos vêm promovendo, através de mecanismo que buscam impedir a soberania da ilha socialista e com isso mudar o rumo das conquistas sociais e humanitárias que Cuba reafirma após a Revolução de 1959.
Mecanismos como a Emenda Platt, dispositivo criado ainda na luta pela independência que autorizava os Estados Unidos a intervir naquele país a qualquer momento, até mesmo o atual bloqueio econômico vigente desde 1962, demonstram o caráter genocida e imperialista da política implementada contra os povos que buscam conduzir sua nação de forma soberana e independente aos interesses do neoliberalismo.
Nesse sentido, é ainda mais necessário em momentos de crise humanitária como esta, a qual o mundo passa, denunciar o caráter genocida do embargo econômico. Enrijecido pela gestão Trump que através da utilização de dispositivos da Lei Helms-Burton busca internacionalizar o bloqueio unilateral dos Estados Unidos contra Cuba. Além do mais, a restrição das relações comerciais tem impedido a chegada de doações para o enfrentamento ao coronavírus.
Por fim, precisamos apontar que a solução para a saída dessa crise a qual todos os países, independente do seu regime econômico e político enfrentam, precisa necessariamente passar pela colaboração, cooperação e solidariedade mútua entre os governos de todas as nações.
Sendo assim, é fundamental reivindicar a suspensão das cláusulas econômicas dos EUA a países como Irã, Venezuela e Cuba. Como também, disputar a narrativa no Brasil protagonizada por Jair Bolsonaro e aliados de setores mais radicais da sociedade de que a pandemia não passa de uma gripe e que as pessoas devem voltar aos seus postos de trabalho. Somente assim vamos conseguir salvar vidas para posteriormente reconstruir a economia dos nossos países.
Por Igor Gonçalves Pereira

Estudante do curso de História da Universidade Federal Fluminense, atual presidente do Centro Acadêmico de História – Carlos Marighella da UFF Campos, secretário de organização da UJS Goytaca, bolsista de extensão da UENF e conselheiro universitário da UFF.

Festival Fico em Casa BR chega à sua terceira edição com mais 80 shows

Festival Fico em Casa BR chega à sua terceira edição com mais 80 shows

Até sexta serão 40 horas com shows de várias regiões do Brasil e participação especial de Luanda, Angola.

Ainda precisamos nos cuidar e ficar em casa, reduzindo as chances de contaminação, pensando coletivamente e acreditando que tudo vai ficar bem. Por isso o #FestivalFicoemCasaBR está de volta em mais uma semana de quarentena, com o mesmo formato e novas artistas. Já se passaram mais de 80 horas de transmissão com mais de 180 atrações, entre bandas, músicos e apresentadores. É tanta gente interessada em somar a esse movimento, que temos shows por meses sem parar. Ao todo foram mais de 1500 cadastros e se você mandou mensagem para o festival por qualquer mídia social, já está na lista.
Nesta semana se apresentam Mc Guimê, Braza, Edson Cordeiro, Di Melo, Deize Tigrona, Terno Rei, Ira!, Marcos Valle, Leo Justi (Heavy Baile), Hateen, Vivendo do Ócio, Illy, MC Soffia, Dazaranha, Gog, MC Sid, Ekena, Tagua Tagua e muito mais. As lives acontecem no Youtube do festival e também no Instagram de cada artista. A transmissão começa às 13h30 e vai até 23h30, com trocas a cada meia hora.

Fique ligada na programação pelo Instagram:
@FestivalFicoemCasaBR

Fonte: Mídia Ninja

18 milhões de brasileiros pediram auxílio emergencial ao governo. E agora?

Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
A arrecadação do Brasil em 2019 com impostos foi no valor de 1.537 trilhões de reais. É um valor alto, então, em teoria, pagar quase 11 bilhões de reais – até o momento –  para ajudar a população é possível. Mas vamos ver para onde vai esse dinheiro de brasileiras e brasileiros.
A dívida pública em 2019 chegou ao valor de R$ 4,248 trilhões, o maior patamar da série histórica, e as despesas com juros dessa dívida acumulam R$ 330 bilhões, e os maiores credores dessa dívida são os fundos de investimento, fundos de previdência e instituições financeiras, detentores da dívida interna. Além disso, o governo emitiu R$ 42 bilhões a mais em títulos públicos – um papel que você emite quando vai imprimir mais moeda, criando assim títulos a serem negociados no mercado financeiro – e assim endividando ainda mais o país.
A pandemia do coronavírus fez países no mundo inteiro ajustarem as contas para manter os direitos fundamentais e a sobrevivência dos cidadãos, e não deveria ser diferente no Brasil, mas, infelizmente, é. 
Na Alemanha, em 5 horas após o cadastro para o mesmo tipo de benefício, é possível sacar o valor, enquanto as medidas econômicas são feitas a toque de caixa quando é necessário salvar bancos, como o valor de 87,5 bilhões de dólares para estas instituições emitido pelo neoliberal EUA durante a crise do subprime em 2008, que levou cerca de 15 milhões de estadunidenses ao desemprego. O Brasil atualmente tem 11,9 milhões de desempregados, e diversas pessoas foram jogadas na informalidade, então esse auxílio não é somente uma medida – ou deveria ser – dos governos no mundo, mas é essencial para a sobrevivência das populações. 
O cadastro emergencial para o auxílio durante a quarentena pela pandemia do coronavírus abriu nesta terça-feira, 07 de abril, e já registrou 18 milhões de pedidos. Mais cadastros deverão acontecer, e neste governo, mesmo após um ano na liderança do Brasil não consegue melhorar a economia, retiram direitos e a cada dia já não é surpresa que uma nova notícia de erros e escândalos apareça nos noticiários e nas mídias alternativas, isso quando não é mais de uma vergonha por dia, e não é alheia, porque somos todos e todas nós que pagamos o preço. 
Porém, agora é questão literalmente de vida ou morte.
Ou o governo dá um jeito, deixa de pagar a dívida interna – que hoje é maior que externa, ou a economia não gira, o país entra em colapso e as perspectivas serão as mais negativas possíveis. Os mais velhos lembram de quando Sarney lançou o Plano Cruzado em uma sexta-feira – bancos não funcionam final de semana – e o congelamento das poupanças de Collor. Foram épocas tenebrosas, e não queremos mais isso para o nosso Brasil. Chega de sofrimento. 
Quem pode, está em quarentena, sem perspectiva real do fim deste isolamento. Quem não pode, se arrisca, e o governo Bolsonaro deve, minimamente, respeitar a toda essa população, em suas casas ou não, e pagar todo o valor a quem solicita. As capas de revista não podem, novamente, estampar crianças famintas, o coronavírus vai passar, e a população precisa do governo. Infelizmente, o presidente é Bolsonaro.

Corpo de Bombeiros orienta para cuidados no uso de álcool 70%

ASSECOM/CBMRN - DIVULGAÇÃO
O avanço do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil fez despertar uma procura intensa de produtos de limpeza no mercado nacional. Por ser recomendado para a higienização das mãos, o álcool em gel, por exemplo, se tornou um dos itens mais procurados pelos brasileiros nos últimos dias. Porém, por ser um produto altamente inflamável, o uso incorreto do antisséptico pode causar queimaduras e proporcionar incêndios.

Diante disso, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Norte (CBMRN) alerta a população para os cuidados necessários durante o manuseio do produto. Para o Comandante do Serviço Operacional do Corpo de Bombeiros do RN, major Christiano Couceiro, o álcool 70% é importante para a higienização das mãos, todavia, a limpeza com água e sabão é a maneira mais segura. 

“Como determinado pelo Ministério da Saúde, a utilização do álcool 70% é uma forma eficiente de prevenir o contágio do novo coronavírus. Porém, o manuseio deve ser feito de forma moderada e em locais onde a limpeza com água e sabão não é possível. Assim, a prioridade é lavar as mãos regularmente do jeito tradicional e seguro, sempre com água e sabão”, disse.

Se a população preferir higienizar as mãos com o álcool, o Corpo de Bombeiros recomenda o uso do gel, pois o líquido quando derramado se espalha com mais facilidade. “Tecnicamente não há diferença entre o líquido e o gel. Os dois conseguem eliminar perfeitamente os vírus e as bactérias. A questão é que a versão em gel é mais fácil para o uso nas mãos, ao contrário do álcool tradicional, que pode se perder ou escorrer facilmente. Além disso, de forma cautelosa, o líquido é altamente recomendado na limpeza de objetos”, explicou o major Christiano Couceiro.

Além dos adultos, é preciso seguir alguns cuidados com o manejo e armazenamento do álcool para evitar acidentes com crianças. De acordo com a ONG Criança Segura, a comercialização do álcool 70% estava proibida desde 2002 por causa do grande número de queimaduras envolvendo crianças, contudo, o comércio foi liberado para combater exclusivamente a pandemia do coronavírus.

Ainda de acordo com o major Christiano Couceiro, o cuidado com a criança deve ser redobrado para evitar ocorrências por causa do uso inapropriado do álcool. “As crianças estão passando a maior parte do tempo dentro de casa devido ao isolamento social, consequentemente isso aumenta os riscos de acidentes domésticos. Portanto, o cuidado deve ser redobrado. A recomendação do Corpo de Bombeiros é que os pais não comprem o álcool líquido e use o gel somente quando não houver água e sabão por perto, além disso, é necessário deixar o produto longe das crianças, armazenando em locais altos e de difícil acesso”, finalizou.

Confira abaixo alguns cuidados:

• Não coloque o álcool junto a outros produtos químicos;

• Não use álcool para acender churrasqueiras e tampouco deixe perto de fogões ou em locais que atinjam temperaturas elevadas;

• Após a aplicação do produto, a pessoa deve esperar secar e aguardar um tempo de 15 a 20 minutos, para que seja mais seguro fazer atividades que envolvam qualquer fonte de calor;

• O uso de álcool em líquido pode ser utilizado na limpeza, pois evapora mais rápido;

• O produto deve ser armazenado em local arejado e longe do alcance de crianças;

• Só utilize o álcool em gel quando não tiver água e sabão;

• Cuidado com o álcool adulterado ou caseiro, pois é extremamente perigoso. O ideal é comprar um produto legal e de qualidade;

• Em caso de acidentes a recomendação é molhar imediatamente a área atingida com água corrente e não fazer nenhuma receita caseira;

• Em caso de emergência, ligue 193.

Fonte: http://www.rn.gov.br

Banco do Brasil abre edital de patrocínio para projetos culturais

Propostas podem ser apresentadas em Artes Cênicas, Cinema, Exposição, Ideias, Música e Programa Educativo até o dia 5 de junho
Estão abertas as inscrições para o Programa Banco do Brasil de Patrocínio 2021/2022 – Edital Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O objetivo é selecionar projetos para compor a programação dos CCBBs de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas entre 06 de abril e 05 de junho, no site, onde se encontram o regulamento da seleção e informações sobre os espaços. O resultado está previsto para setembro de 2020.
As propostas podem ser apresentadas nas seguintes áreas e segmentos: Artes Cênicas, Cinema, Exposição, Ideias, Música e Programa Educativo. Podem inscrever projetos os produtores (pessoa física ou jurídica) de qualquer lugar do Brasil e não só das cidades onde estão localizados os CCBBs.
O Regulamento do Edital apresenta todos os detalhes, incluindo o eixo curatorial e os critérios de avaliação que preveem, entre outros: inovação, singularidade, valorização da diversidade, relevância da experiência para o público e a cultura nacional e internacional.
“O Edital é uma forma reconhecida de transparência no processo de seleção de projetos pelos CCBBs. Manter essa estrutura, em meio a tantas incertezas, reforça nosso compromisso com a cultura, com os empregos diretos e indiretos que geramos e com o público que nos prestigia”, afirma Alexandre Alves, Diretor de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil.
Programa Banco do Brasil de Patrocínio 2021/2022 – Edital Centro Cultural Banco do Brasil
Inscrições: www.bb.com.br/patrocinios
Quando: 06 de abril a 05 de junho de 2020
Resultado: setembro de 2020 (previsão)
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

quarta-feira, 1 de abril de 2020

5 “fake news” sobre a Ditadura Militar

5 "fake news" sobre a Ditadura Militar | Ubes - União Brasileira ...

Por Natália Pesciotta

Não tinha corrupção? A educação era melhor? Só foi torturado quem era terrorista? Oi?

Mais de 50 anos depois do golpe militar que retirou a democracia e direitos humanos no Brasil, ainda há muito desconhecimento sobre este período da História. Pior: há quem defenda camuflar o estudo deste período nas escolas e livros didáticos.
Explicamos aqui alguns dos erros mais comuns ao se falar sobre o regime militar que durou de 1964 a 1985, usando como base comentários em uma publicação da UBES no Facebook, no dia 31 de março de 2018.
Essas informações equivocadas circulam há anos, desde quando jornais, imprensa, oposição e movimento estudantil eram proibidos. Só o conhecimento pode estruturar a democracia.
1. Só foi torturado quem era terrorista
“Quem era trabalhador não teve problema”
Segundo relatório da Comissão da Verdade, entre as centenas de pessoas mortas estavam estudantes que protestavam contra alimentos caros, padres que conheciam esquerdistas e até militares que discordavam das torturas.
Para ser censurado, perseguido, torturado e morto pela repressão do regime militar, bastava contestar o governo, independente da linha ideológica. Na verdade, bastava o governo pensar que a pessoa contestava, mesmo sem provas. Ou pensar que a pessoa conhecia alguém que contestasse.
É como se ninguém pudesse criticar o governo Dilma quando ela estava na presidência, por exemplo. E nem mesmo conversar com quem criticasse. Se você acha bacana lutar pelo seu país dizendo o que pensa nas ruas, saiba: naquela época não podia.
Comentário no perfil da UBES no Facebook: “Comemorar ditadura na democracia é fácil. Quero ver pedir democracia na ditadura.”
2. Não tinha corrupção
“Pelo menos os militares tinham ética”
Quem disse foi o próprio general Estevão Taurino de Rezende, o militar responsável pela Comissão Gerais de Investigações (CGI): “O problema do comunismo perde expressão diante do problema da corrupção administrativa”.
Entre 1964 e 1986 havia corrupção, o que não tinha eram conselhos fiscalizatórios fora do controle dos militares nem acompanhamento do Congresso, até porque o Congresso foi dissolvido em 1968. Era tudo acobertado.
 Alguns casos que poderiam ter virado “escândalos”, se a política e o jornalismo fossem permitidos: Caso Halles, Caso BUC, Caso Econômico, Caso Eletrobrás, Caso UEB/Rio-Sul, Caso Lume, Caso Ipiranga, Caso Aurea, Caso Lutfalla, Caso Abdalla, Caso Atalla, Caso Delfin, Caso TAA.
Os gastos estratosféricos em “obras faraônicas”, como a hidrelétrica de Itaipu e a rodovia Transamazônica, nunca foram investigados.
Leia mais sobre isso: no livro Ditadura Envergonhada, de Elio Gaspari (2002)
3. A educação pública era melhor
Pelo contrário. O governo militar reduziu drasticamente os investimentos em Educação e liberou a venda de ensino por instituições privadas. Foi a partir daí que o ensino público perdeu qualidade e a classe média passou a pagar pelo serviço em escolas particulares.
A Emenda Constitucional número 1 desobrigou o Estado a gastar um mínimo de 12% com a área. O percentual caiu de 7,6%, em 1970, para 4,31% em 1975 e ficou em 5% em 1978.
Essa emenda de 1969 também incentivou o ensino pago: “O ensino é livre à iniciativa particular, a qual merecerá o amparo técnico e financeiro dos Poderes Públicos, inclusive mediante bolsas de estudos”.
Isso tudo sem entrar no mérito da qualidade do ensino. Os conteúdos que ensinam pensamento crítico, como sociologia e filosofia, foram trocados por matérias institucionais, como Educação Moral e Cívica. O método de alfabetização do Paulo Freire, que estava tendo aplicação ampliada, foi trocado pelo Mobral, que falhou no objetivo  de erradicar o anafalbetismo até 1984. Além disso, bilhões de reais foram gastos no projeto.
4. As ruas eram mais seguras
“Cidadão de bem podia andar tranquilo”
Podia-se andar tranquilo desde que se fosse branco, rico e estivesse em bairros nobres. 
A Polícia Militar, criada neste período, passou a ficar livre para punir pobres trabalhadores sem provas. Sem falar nos grupos de extermínio, que atuavam com liberdade para torturar e matar qualquer um que considerassem suspeitos.
A prática de “segurança” da época cometeu alguns crimes contra a humanidade como recolher menores abandonados em um ônibus e despejá-los nus no meio da estrada de madrugada.
5. Na ditadura o Brasil desenvolveu a economia
Depende para quem. Com o “milagre econômico”, o PIB brasileiro chegou a crescer 10% por ano. Mas essa realidade não bateu na porta dos trabalhadores.
No auge do crescimento, em 1974, um salário mínimo tinha menos poder de compra do que em 1960.
 Em 1980, os 10% mais ricos  acumulavam metade da riqueza do País, enquanto os 10% mais pobres ficavam só com 12% de toda a riqueza nacional. Essa conta piorou em relação a 1960, quando os mais ricos tinham 38% e, os mais pobres, 18%. Quer dizer, foi o período que mais aumentou o fosso entre pobres e ricos.
Fonte: UBES

UNE entra com representação no MP sobre mensalidades das particulares durante quarentena

Entidade quer que estudantes tenham desconto por aulas presenciais que serão dadas online.
Entidade quer que estudantes tenham desconto por aulas presenciais que serão dadas online Como entidade representativa dos estudantes, a UNE ingressou no Ministério Público no último dia 31 de março […]
Como entidade representativa dos estudantes, a UNE ingressou no Ministério Público no último dia 31 de março pedido desconto na mensalidade das universidades privadas durante o período de quarentena. Devido a pandemia o MEC possibilitou que aulas em todo país fossem dadas no modo EAD, com as devidas adequações.
A UNE argumenta que os cursos em EAD são taxados de forma mais barata em relação aos presenciais e que, uma parcela dos estudantes não tem acesso a computadores, internet e/ou plataformas de ensino fora do ambiente das faculdades e universidades.
Um levantamento realizado pelo Melhor Escola, a partir dos dados da última pesquisa TICs Domicílios em 2018, divulgado pelo Núcleo de Informação do Ponto (Nic.br), informa que 37% dos jovens de 10 a 24 anos não possuem acesso à internet em suas casas.
“Não se pode equiparar o valor despendido pelas instituições de ensino para lecionar de forma presencial ao de um curso EAD. Imperioso que essa redução de custo seja repassada às mensalidades dos alunos, uma vez que os discentes do curso presencial não estão usufruindo das aulas presenciais anteriormente contratadas”, destaca o documento.
E entidade quer a equiparação do valor dos cursos presenciais aos cursos em EAD e também reivindica que: os estudantes inadimplentes não sejam desligados das instituições de ensino durante a quarentena; a garantia de trancamento do semestre sem taxação; a impossibilidade de reprovação por falta; disponibilização de formas de continuar os estudos; e que não se altere o Coeficiente de Rendimento (CR) com base nas notas do primeiro semestre de 2020.

ASSINE O ABAIXO-ASSINADO

Depois da pressão dos estudantes a UNICAP em Pernambuco reduziu o valor das mensalidades válido para o período de suspensão das aulas presenciais. Além disso, abriu o diálogo para renegociação de dívidas e trancamento de curso.
A UNE lançou um abaixo-assinado para pressionar as outras instituições de ensino privada para seguirem o mesmo exemplo que já tem quase 40 mil signatários. ⇒ Assine AQUI. 
Fonte: UNE

Empresário que defende Bolsonaro e o fim do isolamento perde o filho para o coronavírus

Foto: Facebook
O empresário Manoel Balbino, proprietário de uma pequena fábrica de bolos em Natal (RN), perdeu seu filho, Matheus Aciole, de apenas 23 anos, em decorrência de complicações da covid-19.
Matheus é o paciente com coronavírus mais jovem do país a morrer até agora.
Balbino é relativamente assíduo nas redes sociais e fez ao menos duas postagens em apoio à postura do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) desmerecendo a crise do coronavírus.
Em uma delas, Balbino posta um card que compara a crise da gripe suína com a recente, do coronavírus. A postagem minimiza o risco do coronavírus e avisa: “Entenda como a mídia esquerdista manipula sua vida.”
Matheus Aciole morreu, no início da noite desta terça-feira (31), em um hospital privado da capital potiguar. De acordo com as autoridades locais de saúde, Aciole era obeso e apresentava pré-diabetes, fatores considerados de risco para o novo coronavírus.
Ele tinha o sonho de abrir um bistrô para colocar em prática o que aprendeu nas faculdades de Gastronomia e Nutrição.
Fonte: Revista Fórum

Golpe Civil-Militar de 1964 – 31 de março


O Golpe de 1964, também conhecido como Golpe Civil-Militar de 1964, foi realizado pelas Forças Armadas do Brasil contra o então presidente João Goulart. Esse golpe contou com o apoio de uma parcela dos quadros civis do país e foi articulado entre 31 de março, quando se iniciou a rebelião militar, e 9 de abril, quando foi publicado o Ato Institucional nº 1 (AI-1).
Resumo
O Golpe Militar conduzido entre 31 de março e 2 de abril de 1964 foi uma conspiração realizada pelos militares contra o governo de João Goulart. O conchavo contra esse presidente aconteceu por conta da insatisfação das elites com os projetos realizados nesse governo, em especial as Reformas de Base. Além disso, contou com a participação americana, pois os Estados Unidos entendiam que a política de João Goulart não atendia aos interesses americanos. Sendo assim, financiaram instituições e campanhas de políticos conservadores a fim de minar o governo de Jango.
Com a deposição de João Goulart realizada pelo golpe parlamentar, oficializou-se o Golpe Militar de 1964. Os militares, então, apresentaram à nação o Ato Institucional nº 1, que criava mecanismos jurídicos para justificar a tomada de poder. Pouco tempo depois, por meio de eleição indireta, o marechal Humberto Castello Branco foi eleito presidente.
O que foi o Golpe Militar?
O Golpe Militar foi uma conspiração realizada pelos militares brasileiros e por grupos conservadores da elite econômica do país contra o presidente João Goulart, empossado no cargo em 1961, quando Jânio Quadros renunciara à presidência.
Com a mobilização de tropas, os militares tomaram o controle de locais estratégicos do país e, apoiados por parlamentares, derrubaram de maneira inconstitucional o presidente do Brasil. Pouco tempo depois, um presidente foi escolhido por eleição indireta. O golpe de 1964 deu início à Ditadura Militar, que se estendeu até 1985.
Por que os militares tomaram o poder em 1964?
Nesta parte, entenderemos todo o processo histórico que levou os militares a organizarem um golpe contra a democracia brasileira e a destituírem o presidente João Goulart. Entenderemos, assim, as tensões que existiam na sociedade e na política brasileira e os choques de interesses que havia entre o governo e a elite econômica do país, aliada aos militares.
  • Antecedentes: o governo de João Goulart
O Golpe de 1964 foi resultado direto da crise política que atingiu o Brasil a partir de 1961, principalmente durante o governo de João Goulart. No entanto, é importante pontuar que já havia um golpismo pairando os quadros políticos do Brasil, conforme demonstrado durante os governos de Getúlio Vargas e em um período anterior ao governo de JK.
A crise política no governo de João Goulart iniciou-se pouco antes de sua posse. O político gaúcho teve de enfrentar uma forte oposição à sua nomeação como presidente, que aconteceu depois da renúncia de Jânio Quadros. Assim, surgiu uma crise política que deu início à campanha da legalidade, deixando o país sob a ameaça de uma guerra civil.
A solução encontrada foi permitir a posse de João Goulart sob um regime parlamentarista, que limitava os poderes políticos do presidente. Esse período estendeu-se de setembro de 1961 a janeiro de 1963 e foi substituído pelo presidencialismo, sistema escolhido pela população em plebiscito.
O governo de João Goulart foi caracterizado por uma forte radicalização ideológica do país que culminou em uma conspiração golpista organizada por grupos conservadores, dando início ao Regime Militar.
Quando Jango assumiu, seus dois grandes desafios foram controlar a inflação e pagar a dívida externa. O governo de João Goulart ficou conhecido por organizar um projeto de reformas estruturais chamado Reformas de Base. Esse plano visava a organizar reformas em diversos aspectos, incluindo áreas cruciais, como agrária, educacional, bancária, urbana, etc. Entre as pautas reformistas defendidas nas Reformas de Base, o projeto que mais gerou debates foi a reforma agrária.
De março a agosto de 1963, o projeto da reforma agrária foi debatido exaustivamente entre os parlamentares. Os desgastes gerados por esse debate fizeram com que o governo perdesse sua base de apoio entre os parlamentares do PSD, que passaram para oposição. O entrave aconteceu porque os parlamentares que defendiam os interesses dos grandes proprietários não se entenderam com o governo em relação à forma como a indenização para os lotes desapropriados aconteceria.
Outra questão que repercutia no cenário político brasileiro era a Lei de Remessa de Lucros, que havia sido aprovada em 1962 e esperava ser sancionada pelo presidente. Essa lei determinava que empresas estrangeiras não poderiam enviar para fora do país mais de 10% do lucro obtido. Esse projeto desagradou profundamente ao governo dos Estados Unidos.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

1º de abril é o dia da mentira

A brincadeira surgiu na França, no reinado de Carlos 9º (1560-1574). Desde o começo do século 16, o ano-novo era comemorado em 25 de março, com a chegada da primavera. As festas, que incluíam troca de presentes e animados bailes noite adentro, duravam uma semana, terminando em 1º de abril.
Em 1562, porém, o papa Gregório 13 (1502-1585) instituiu um novo calendário para todo o mundo cristão – o chamado calendário gregoriano – em que o ano-novo caía em 1º de janeiro. O rei francês só seguiu o decreto papal dois anos depois, em 1564, e, mesmo assim, os franceses que resistiram à mudança, ou a ignoraram ou a esqueceram, mantiveram a comemoração na antiga data.
Alguns gozadores começaram a ridicularizar esse apego enviando aos conservadores adeptos do calendário anterior – apelidados de “bobos de abril” – presentes estranhos e convites para festas inexistentes. Com o tempo, a galhofa firmou-se em todo o país, de onde, cerca de 200 anos depois, migrou para a Inglaterra e daí para o mundo.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA