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quarta-feira, 29 de julho de 2020

"Bolsonaro tem as características do Anticristo", diz Leonardo Boff

Leonardo Boff e Jair Bolsonaro
Leonardo Boff e Jair Bolsonaro (Foto: Guilherme Santos/Sul21 | Carolina Antunes/PR)
Em entrevista aos jornalistas Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena, o teólogo afirma que é intolerável que se coloquem mais cruzes sobre a população brasileira, como Jair Bolsonaro vem fazendo.

Por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena, no Tutaméia – “O país é governado por alguém que tem as características do Anticristo, um espírito inimigo da vida, inimigo de tudo que é bom”, diz o teólogo LEONARDO BOFF, escritor e professor emérito de ética, filosofia da religião e ecologia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Em entrevista ao TUTAMÉIA, ele diz não é mais possível tolerar que “em um país como um nosso, que tem uma população tão sofrida, se coloquem ainda mais cruzes sobre ela”.
Boff denuncia o ataque de Bolsonaro às populações indígenas, sua política antipovo e que prejudica as comunidades mais carentes, especialmente durante a pandemia. E afirma que está nascendo uma nova consciência na humanidade, que diz que o mundo e o Brasil, assim como estão, não podem continuar, porque é perverso demais.
Por isso, ele conclama as mulheres e os homens de bem: “Temos de nos indignar, não aceitar o que está aí, mas mais do que tudo temos que ter a coragem de resistir, de ir à rua. Não acreditar nas fake News, criar grupos de reflexão de articulação, sermos solidários para com todas aquelas famílias que perderam seus entres queridos, apoiar os médicos, enfermeiros que sacrificam suas vidas. Ter a coragem de alimentar essa dimensão de luz em nós e a coragem de ir à rua para destituir esse homem, porque esse é a maior pedra que caiu sobre a população brasileira. Temos que transformá-la na base de um novo tipo de Brasil, generoso, cordial, hospitaleiro e que celebra a beleza e a grandeza da vida”.
Fonte: Brasil 247

Filme sobre prisão de Caetano Veloso pela ditadura militar vai para o Festival de Veneza

Caetano Veloso

247 - Um dos grandes eventos de cinema, o Festival de Veneza selecionou o documentário brasileiro Narciso em Férias, sobre o período em que o compositor e cantor Caetano Veloso foi preso pela ditadura militar, em 1968. O festival ocorre entre 2 e 12 de setembro, na Itália.

O documentário sobre Caetano é dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil e traz depoimentos do músico relembrando a época em que ficou 52 dias encarcerado. Na época, ele e o colega Gilberto Gil, fundadores do movimento tropicalista, foram perseguidos por agentes em suas casas, em São Paulo, em dezembro de 1968, duas semanas após a instauração do AI-5, que fechou ainda mais o regime da ditadura.

Eles foram levados ao Rio de Janeiro, onde foram presos em solitárias por uma semana. Na prisão, Caetano compôs canções como Terra e Irene. “Eu tinha que comer ali no chão mesmo. Isso durou uma semana, mas pareceu uma eternidade”, conta o músico sobre o período na solitária. “Eu comecei a achar que a vida era aquilo ali. Só aquilo. E que a lembrança do apartamento, dos shows, da vida lá fora era uma espécie de sonho que eu tinha tido. Me lembro muito de uma frase que o Rogério Duarte me disse logo que eu fui solto: ‘Quando a gente é preso, é preso para sempre’. Acho que é assim mesmo.”

Fonte: BRASIL 247

Jornalista Luiz Manfredini lança biografia em Curitiba

Lembrando os dez anos do assassinato, em 31 de maio de 2010, do escritor paranaense Wilson Bueno, um dos mais férteis personagens da literatura paranaense contemporânea, o jornalista e também escritor Luiz Manfredini está lançando pela internet a biografia A pulsão pela escrita.
A pulsão pela escrita
Luiz Manfredini apresenta não apenas uma boa história, mas narrativa emocionante, plena de conflitos humanos, amálgama de biografia, romance e jornalismo em torno da tormentosa vida e a obra singular de Wilson Bueno, escritor que não viveria, absolutamente, sem escrever, e que se agarrava à literatura movido por uma pulsão vital, absoluta.
“A ampla pesquisa de A pulsão pela escrita envolveu trabalho de quase três anos em que Manfredini ouviu dezenas de amigos, companheiros de infância do escritor, especialistas em literatura, familiares de Bueno e um sem número de observadores da vida e obra do autor de O Mar Paraguayo”.
Aroldo Murá, jornalista e escritor.
“Abrindo mão dos protocolos que regem o gênero, Manfredini elabora idas e vindas de seu personagem, sem perder o fio da meada, explicitando uma existência plena de conflitos humanos”.
Jornal Rascunho
Nascido em março de 1949 no minúsculo povoado de Água do Salto, encravado no sertão no Norte paranaense, filho de um lavrador que se tornou motorista de caminhão e, mais tarde, dono de pensão, Wilson Bueno tornou-se escritor de múltiplas facetas.
Ora um flâneur, um vagau, como dizia, colhendo aqui e ali, em andanças sem destino, a vida tortuosa dos marginalizados. Suscetível a influências, ora incorporava Jean Genet, em sua mitologia pessoal de escândalos e rixas, ora o libertino Arthur Rimbaud, vestes rotas, cabelos longos e desarrumados e o comportamento considerado ultrajante.
Em seus últimos vinte anos de vida, sóbrio, fechou-se em recato, mostrando-se como um discreto e elegante cavalheiro vitoriano.
Luiz Manfredini
Veterano jornalista e escritor em Curitiba. Além de As moças de Minas e Memória de Neblina, publicou o romance Retrato no entardecer de agosto e a biografia A pulsão pela escrita.  Trabalhou em O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e revista ISTOÉ, entre outros órgãos de imprensa. É colunista do Portal Vermelho e membro do Conselho Editorial da revista Princípios, editada em São Paulo.
__________
“Em pânico, ele não percebeu o voo da faca que, afinal, penetrou-lhe o pescoço, atingindo a jugular. Por breves segundos cambaleou, a vista opaca e os sentidos afrouxados, para em seguida arriar sobre a cadeira na qual estivera sentado. Por fim, um segundo golpe, desta vez perfurando a carótida, o fez escorregar para o chão.No pescoço, a faca oscilava feito um pêndulo sinistro.
Nos olhos esbugalhados, estacionara um mortiço olhar perdido entre o sangue e o nada”.
“(…). A literatura, pra mim é isso: uma pulsão vital, absoluta (…)”
Wilson Bueno
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

segunda-feira, 27 de julho de 2020

ESCÂNDALO: Banco do Brasil é assaltado em operação com BTG Pactual

Banco criado por Paulo Guedes comprou por R$ 370 milhões carteira de crédito do Banco do Brasil que vale R$ 3 bi...
O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, entregou seu pedido de renúncia ao cargo alegando cansaço  —  sabe lá de quê —  e disse a amigos que queria estar mais próximos dos netos. Antes da demissão, há duas semanas, Novaes aproveitou seu poder para “passar a boiada”, enquanto a imprensa se preocupava com a Covid-19.
Por Dacio Malta*
Ele vendeu, por míseros R$ 370 milhões, uma carteira de crédito do Banco do Brasil no valor de R$ 3 bilhões ao BTG Pactual  —  banco criado por Paulo Guedes.
Sabem qual foi a última vez que o Banco do Brasil fez operação parecida?
Nunca.
Tudo foi feito sem licitação, sem concorrência, sem absolutamente nada.
Por que só R$ 370 milhões também é um mistério.
Para João Fukunaga, diretor executivo do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), “a venda da carteira de crédito para o BTG Pactual, dita de vanguarda, é bastante suspeita ao beneficiar, pela primeira vez, um banco fora do conglomerado e que justamente foi criado pelo ministro bolsonarista. Como saber se o BB não está sendo usado para interesses escusos do Paulo Guedes?”.
Como quem entende de economia é o Posto Ipiranga, ele faz o que bem entende, já que o capitão não entende nada de nada.
E, mais pra frente, quem sabe se torne também beneficiário dessa transação. Ou assalto, se preferirem.
Há quem acredite que a mamata acabou.
*Dacio Malta trabalhou nos três principais jornais do Rio – O Globo, Jornal do Brasil e O Dia – e na revista Veja.
Fonte: Jornalistas Livres

“Vicente e Antonio nos ensinam que é possível viver fiel a si mesmo e a uma amizade”

Autor da peça “Vicente e Antonio - A história de uma amizade: Florestan Fernandes e Antonio Candido”, Oswaldo Mendes descreve como surgiu a ideia do trabalho, que celebra o centenário do sociólogo.

Por Oswaldo Mendes, autor da peça “Vicente e Antonio - A história de uma amizade: Florestan Fernandes e Antonio Candido” (assista ao final do texto).

Por que Vicente e Antonio
Quando Florestan Júnior, na presença cúmplice de Mário Vítor Santos na Casa do Saber, me entusiasmou com a ideia de escrever uma peça de teatro sobre a amizade de seu pai com Antonio Candido, fiz dois alertas.
Primeiro, não busque ver o seu pai na peça. Esse só você conheceu, pertence à esfera privada das relações familiares. Guarde-o para si. A peça não vai olhar pelo buraco da fechadura da casa de ninguém. O Florestan Fernandes que interessa ao teatro é o personagem público, que se revela nas histórias, cartas e ideias trocadas com Antonio Candido. Interessa o seu legado.
Segundo, o teatro não é um tratado sociológico, histórico, genealógico, nem biográfico, no sentido documental. O teatro, e espero que a peça reflita isso, trata de gente, seres humanos em suas circunstâncias, com as alegrias, inquietações, conquistas, angústias e superações de cada um. Como as experimentadas por Vicente e Antonio.
Meses depois, ao concluir a peça, percebo que "sempre que chego ao fim não terminei". Ainda mais no teatro, em que o texto se destina não só a ser lido, mas a ganhar vida no palco e ali cumprir seu destino efêmero. Com a peça pronta é possível olhar o resultado e dizer do que se trata. O que é Vicente e Antonio? É o encontro em tempo de pandemia de quatro atores, dois jovens e dois na maturidade, conversando sobre a amizade exemplar de dois intelectuais, cujas vidas, ideias e histórias são trazidas à lembrança. Simples assim. A esperança é que, ao final dessa conversa, quem a assiste ou lê possa saber um pouco dos dois personagens e, como os quatro amigos atores, divertir-se, comover-se e estimular a própria imaginação, sensibilidade e pensamento.

Por fim, por que Vicente e Antonio? Por que não Florestan e Candido, como eram chamados por seus contemporâneos? Exatamente para que esse estranhamento acentue que não importam os seus nomes e sim os personagens que construíram e o que deixaram para até quando ninguém mais se lembrar quem foram eles. Sem falar no fator teatral que é alguém não ser tratado pelo próprio nome, da infância à idade adulta. A tenacidade de Vicente em ser Florestan é a síntese da sua trajetória, embora dissesse em momento de crise que "ninguém escolhe a própria história e sequer faz a própria biografia". Engano. Vicente e Antonio nos ensinam que é possível viver fiel a si mesmo e a uma amizade.
Fonte: Brasil 247

A amizade de Florestan Fernandes e Antonio Candido

A miséria de uma certa filosofia – resposta a Paulo Ghiraldelli

Em texto publicado em seu blog (1), o professor de filosofia Paulo Ghiraldelli Júnior questiona nosso artigo publicado na última quinta-feira (16) no caderno “Ilustríssima” da Folha de S. Paulo. Cabe registrar, primeiramente, nossa satisfação por ter motivado réplica em assunto tão importante. Também ficamos felizes em perceber que, em boa parte de seu texto, ele corrobora nossa argumentação, já que não enfrenta a questão central. O destaque negativo surge quando Ghiraldelli aponta supostos “erros”. Nesse caso quem se equivoca é ele — em vários pontos. Passamos, então, a uma discussão pormenorizada desses equívocos.
Antes, porém, de entrar no mérito propriamente dito da questão — e vejam que o “propriamente dito” não está aí à toa —, cabe registrar o jeito estabanado como Ghiraldelli acessa a esfera pública. Ele adentra o debate usando tom claramente professoral e desrespeitoso. Sua argumentação exala forte odor ad hominem desde o início, quando sugere que seus interlocutores, por serem “um estudante” e “um jornalista”, não estariam aptos a discutir os temas filosóficos que se propõem abordar.
O mínimo que se espera de alguém disposto a falar de ética é que saiba se conduzir no debate público. Este tem sua etiqueta — palavra que, aliás, deriva de ética. Tal etiqueta inclui coisas como ao menos saber o nome correto de seus interlocutores e não omitir de maneira desonesta seus currículos e qualificações. Chama atenção, em especial, a forma desmerecedora com que o senhor Ghiraldelli usa o termo “estudante”. Do alto de sua presunção, é compreensível que ele jamais tenha aprendido qualquer coisa com um aluno. Mostraremos, aqui, que isso é perfeitamente possível.
O senhor Ghiraldelli proclama que “erramos”. Repete isso de forma exaltada, ao longo de todo o texto, quando dizê-lo uma única vez seria suficiente — se ele de fato tivesse razão. Ele, em nenhum momento, se atreve a atacar diretamente o argumento principal de nosso texto. E que argumento é este?
A questão central de nosso pequeno ensaio sempre foi a recusa de que possa haver consequências boas ou más em si mesmas, isto é, consequências cujo caráter “bom ou “mau” possa ser avaliado de forma fática. Essa avaliação depende do arcabouço axiológico de quem julga. Vejam bem: não se trata de afirmar que não possamos atribuir bondade ou maldade aos atos éticos ou que não se possa atribuir verdade ou falsidade ao conhecimento deles. Trata-se, antes, de propor o abandono de um modelo cognitivo ingênuo e aceitar que há condições pressupostas de julgamentos éticos e cognoscentes, condições que os definem.
Na esfera moral nunca haverá um “cálculo” preciso e objetivo a partir do qual possamos prever factualmente e de uma vez por todas que um ato particular trará consequências majoritariamente benéficas. Quem pensa ser viável tal “contabilidade” revela-se tocado por uma antiga aspiração: conceber as questões morais sob a ótica de uma racionalidade matemática, de vez que todo caso concreto exigiria uma “calculadora felicínea” portátil para mensurar as consequências de cada ação. Este é o centro da nossa argumentação.
Procuramos mostrar que os pressupostos que se supõem fora do cálculo são eles mesmos condições que propiciam o cálculo. Como decorrência desse ponto central, tratamos das condições formais que atuam nas operações consequencialistas. Hélio Schwartsman ilustra sua argumentação com o exemplo: “A morte do presidente torna-se filosoficamente defensável, se estivermos seguros de que acarretará um número maior de vidas preservadas” (2). Nosso contraexemplo foi: a morte de todos os ‘comunistas’ pode ser filosoficamente defensável, se estivermos seguros de que assegurará o progresso da nação e, portanto, a felicidade da maioria. Do ponto de vista formal teríamos:
Exemplo: se um indivíduo que causa a dor de muitos for eliminado, então o sofrimento de muitos atribuído a ele também será.
Contraexemplo: se um grupo de indivíduos que causa dor a um grupo ainda maior for eliminado, então o sofrimento dos muitos desse último grupo também será.
Vemos que para cada efeito esperado é preciso o concurso das condições anteriores ao evento; é evidente que a eliminação da causa principal fará o evento não ocorrer. Do ponto de vista do cálculo formal, os dois raciocínios se equivalem. Ou seja: o mesmo raciocínio consequencialista que justifica a morte de Bolsonaro poderia ser usado pelo presidente para justificar a morte de seus adversários. Só à luz dessa argumentação faz sentido completo o contraexemplo que apresentamos.
O que faz Ghiraldelli? De maneira ardilosa, baseia-se no contraexemplo para apontar nossos “erros”. Qual seu argumento? Ele afirma que, enquanto o exemplo de Schwartsman pode ser objeto de uma “constatação empírica fundamentada”, nosso contraexemplo não pode, pois não passa de “mentira” e de “tolice”. Ora, o ponto de vista empírico-factual que deveria sustentar o raciocínio consequencialista já foi abandonado por nós desde o argumento principal, justamente por ser um modelo ingênuo de julgamento. Isso não foi contestado nenhuma vez!
Em outras palavras, a tentativa desesperada do senhor Ghiraldelli, de apelar mais uma vez para uma “constatação empírica fundamentada” no campo ético, já está descartada desde o início. A verdade é que os fatos “em si” de Ghiraldelli são por nós transformados em condições do julgamento dele, isto é, em componentes de suas próprias escolhas. Ao elevar a discussão ao lugar da filosofia, isto é, às condições pressupostas de qualquer julgamento, haverá sempre um debate envolvendo pontos de vista opostos, uns mais bem embasados, outros com menos justificativas, porém nenhum deles inteiramente empírico.
O que pretendemos demonstrar através do nosso contraexemplo é que, na pura formalidade dos argumentos, todos os desejos e preferências subjetivas são candidatos dignos de serem satisfeitos, uma vez que o resultado empírico do cálculo consequencialista é pura ilusão. Como, do ponto de vista empírico-factual, absolutamente nada pode garantir que um ato trará consequências majoritariamente benéficas, então o que fazem os adeptos do consequencialismo, no final das contas, é apresentar como “cálculo” suas próprias pretensões subjetivas. Mesmo se preenchermos o raciocínio formal com “fatos”, isso não modificará a realidade profunda de que o cálculo das consequências da ação continuará indeterminado. Senão vejamos.
Na hipótese de aceitarmos como verdadeiro o raciocínio de Schwartsman, aonde chegaríamos? Se Jair Bolsonaro desaparecesse cessaria o sofrimento causado pela covid-19? Ou o vice-presidente Hamilton Mourão assumiria o cargo e conduziria a mesma política pública? Nesse caso teríamos que torcer também pela eliminação de Mourão? Quantos mais teríamos de eliminar para fazer valer as supostas consequências positivas desse cálculo de resultados? No final, não estaríamos agindo de maneira tão delirante — embora empiricamente “justificada” — quanto aqueles que pedem a eliminação dos “comunistas”? E a exploração política da comoção gerada pela morte do presidente, não entra no “cálculo”? Ora, fica claro que essa avaliação de resultados expressa muito mais um desejo subjetivo do que qualquer “objetividade” irrecusável.
Nossa apreciação sobre o consequencialismo é que tanto sua força quanto sua fraqueza se baseiam no entendimento – bastante próximo do senso comum — segundo o qual é possível avaliar completamente o conhecimento a partir de dados da experiência. Ressaltamos que todo conhecimento é impregnado de teoria, inclusive nossas mais elementares observações. Nossos sentidos já selecionam teoricamente o que nos interessa através de uma estrutura de pressupostos histórico-sociais interiorizados. Ao contrário do que pensa o empirioutilitarismo, não há nenhuma faculdade racional ou órgão de sentido em que se achem incorporadas capacidades antecipadoras que, no campo prático, possam garantir um resultado benéfico a partir de ações particulares.
Ao obscurecer essa realidade, o objetivismo abstrato do senhor Ghiraldelli abre, paradoxalmente, uma avenida para o relativismo. Pois a ilusão positivista de uma “constatação” puramente  “empírica” pode servir de cobertura para os mais variados tipos de interesses – inclusive para os desvarios anarcoides de quem, sonhando abalar o statu quo, termina por reforçá-lo.
Na verdade, o que o senhor Ghiraldelli chama de “constatação empírica fundamentada” não passa de uma orientação pressuposta e subjetiva que elege uma preferência fática. Ou seja: estamos diante de uma crença justificada que, para tentar refutar argumentos rivais, elege uns “fatos” em detrimento de outros, umas “consequências” em detrimento de outras possíveis. Nessa perspectiva, a suposição de que Bolsonaro — vejam bem, Bolsonaro, a pessoa, não o bolsonarismo — é “algoz” de muitos é um “fato” comprovado metricamente. “Até a revista científica The Lancet chegou a publicar editorial”, diz Ghiraldelli, sem se atentar para o fato de que um editorial, por sua própria natureza — um texto opinativo —, não é o melhor exemplo para a tese que pretende provar.
Ainda assim, com o intuito de desbastar nosso “erro”, ele parte para um truque argumentativo: fixa-se num corolário da tese principal, argumentando ad hoc para, a partir daí, arrotar sua “refutação” com ar professoral. O leitor intelectualmente honesto poderá verificar, ao ler os dois textos, que a resposta do filósofo contorna o argumento central do nosso artigo para girar em torno de uma conjectura utilizada como contraexemplo da hipótese aventada por Schwartsman. Ao arrastar suas objeções para um aspecto secundário da nossa argumentação apenas porque isso serve aos seus interesses, o senhor Ghiraldelli é intelectualmente desleal.
Por ser a única alternativa que permitiria a ele abrir contestação, esquivando-se da questão central que não aborda em nenhum momento, sua única chance era esta: desviar o debate para uma vereda, armar para seus contendores um ardil. Dizer que, desde o início, o que estava em jogo era apenas o pensamento consequencialista de Mill, o qual (supostamente) não se coaduna com nosso contraexemplo. Reside aqui o “abracadabra” do senhor Ghiraldelli. Engenhoso? Talvez para o filósofo uspiano. Quem é da terra de João do Vale não se enrosca com esse tipo de artimanha.
Era necessário desviar todo o debate para o pensamento de Stuart Mill, pois, como ele expõe, o consequencialismo de Mill não seria qualquer um: “Trata-se de uma perspectiva utilitarista ligada ao hedonismo moderno. O que se deseja é que se tome o mais útil para a coletividade, para a sociedade, e o mais útil para a sociedade é o que a deixa mais feliz”. Voltemos a esse tópico, ainda que ele nunca tenha sido verdadeiramente relevante para a coluna vertebral de nossa argumentação.
A exposição de Ghiraldelli sobre o consequencialismo de Mill nem sequer pode ser tomada como parâmetro universal para toda a família das éticas utilitaristas, nem mesmo para todas as éticas hedonistas modernas. Na verdade, quando ele afirma que “para o hedonismo moderno ser mais feliz é evitar maximamente a dor”, incorre em grave imprecisão, já que “ser mais feliz” não significa necessariamente “evitar maximamente a dor”. Não há consenso entre os próprios utilitaristas sobre a equivalência entre prazer e sofrimento (3). Defender a maximização da felicidade não é a mesma coisa que sustentar a minimização do sofrimento.
A título de exemplo (4), uma pessoa rica poderia se colocar a seguinte questão: devo dividir minha fortuna com mil pessoas moderadamente felizes, aumentando assim suas felicidades ou com um pobre doente, vítima de um extremo sofrimento? Se o rico for um utilitarista convencional calcularia qual das ações produziria maior felicidade do que infelicidade para o maior número de pessoas e, obviamente, escolheria dividir o dinheiro para as mil pessoas, maximizando suas felicidades. Já o utilitarista negativo procuraria minimizar o sofrimento mesmo que de apenas uma pessoa, pois ponto chave é que nenhuma quantidade, ainda que massiva, de felicidade pode justificar qualquer sofrimento; seja qual for a presença de sofrimento ela é moralmente indesejada, o que determinaria a doação do dinheiro ao doente.
É por isso que as correntes do chamado utilitarismo negativo (UN) — focadas na eliminação do sofrimento — negam a equivalência entre prazer e dor, considerando-os assimétricos. Para essas correntes não se pode reduzir o sofrimento simplesmente maximizando a felicidade; apenas agindo sobre o primeiro é que se terá uma redução da dor. A assimetria entre dor e prazer passa a ser relevante inclusive na análise das consequências dos atos. Embora o UN não negue o valor de aumentar a felicidade daqueles que já são felizes, prioriza moralmente ações que minimizem ou eliminem o sofrimento (5).
Ao desconsiderar esses detalhes acerca da assimetria entre prazer e dor dentro do hedonismo utilitarista, Ghiraldelli simplifica a questão — resta saber se por ignorância ou para atender a seu interesse utilitário. Ele grita que erramos por não fazer a distinção entre Mill e o resto do consequencialismo — como se isso importasse para nossa argumentação —, mas peca por uma indistinção esta sim grave. Não se pode confundir a luta pela maior felicidade com a busca do menor prejuízo. Não se pode tratar hedonismo negativo e positivo como se fossem a mesma coisa, confusão que — vale notar — não é cometida por Schwartsman em seus textos sobre o tema.
Por fim, não poderíamos deixar de abordar um tema que o senhor Ghiraldelli introduz furtivamente em sua réplica. Ele afirma que “a ética consequencialista se vincula a preceitos do liberalismo humanista que […] até deram para os britânicos um tipo de pensamento socialista”. É verdade. Mas essa verdade precisa ser matizada. O campo do humanismo é muito vasto, e o de Stuart Mill não é daqueles de maior consequência (com o perdão do trocadilho). Vejamos o que ele diz em seu ensaio On Liberty, referindo-se aos povos das colônias inglesas:
“As dificuldades que inicialmente se opõem ao progresso espontâneo são tão grandes que raramente se pode escolher entre vários meios para superá-las e um governante animado por intenções progressistas pode usar qualquer meio que permita conseguir uma finalidade em outros casos impossível. O despotismo é uma forma legítima de governo quando se lida com bárbaros, desde que o objetivo seja o progresso deles e os meios se justifiquem pela eficiência, no presente, para atingir esse resultado. O princípio da liberdade não se aplica a nenhuma situação anterior ao momento em que os homens se tornaram capazes de melhorar através da discussão livre e entre iguais.” (6)
Em outras palavras, Stuart Mill não fundamentou apenas um “liberalismo humanista” que resultaria em um tipo de socialismo pré-marxista. Ele fundamentou, também, o colonialismo britânico. Seu humanismo burguês é débil e incoerente: vale apenas para os povos “civilizados”. A liberdade não é para qualquer um, mas apenas para aqueles que superaram a barbárie. Para todos os outros se pode “usar qualquer meio” que “permita conseguir” a nobre “finalidade” de removê-los do estado de natureza. Qualquer meio, repito, inclusive o despotismo, “forma legítima quando se lida com bárbaros”. Ele é válido desde que “os meios se justifiquem pela eficiência, no presente, para atingir”… Para atingir o quê mesmo, senhor Mill? Para atingir o quê mesmo, senhor Ghiraldelli? Certamente, para atingir a melhor das intenções “civilizatórias”.
Ghiraldelli também tem a melhor das intenções. Ele as considera tão justas que poderia prová-las irrevogavelmente, através de uma “constatação empírica fundamentada”. Vá em frente, senhor Ghiraldelli, mas estaremos aqui quantas vezes for necessário para lembrar que seus “cálculos” não possuem a objetividade crua das pedras de calcário. Eles se fundamentam em pressupostos axiológicos, em toda uma visão de mundo.
A mundividência do senhor Ghiraldelli inclui, pelo visto, o mesmo sentimento de superioridade que Stuart Mill ostentava em relação aos “bárbaros” das colônias. Mas Mill, ao menos, era Mill, e a história só se repete como farsa. Com seu ar professoral, Ghiraldelli mais se assemelha a um coach que amplifica um falso problema para vender uma receita pronta. Não é de admirar em alguém que emprega seu tempo postando no YouTube comentários políticos rasos, do mais absoluto senso comum, típicos de um “tio do pavê” sem experiência política real.
O problema é que — agora o constatamos — a miséria não era só no YouTube.
Notas
(1) GHIRALDELLI Jr., Paulo. Estudante e jornalista erram ao avaliar consequencialismo de Schwartsman. Paulo Ghiraldelli Jr. — Filosofia como crítica cultural [on-line]. São Paulo, 16 jul. 2020. Disponível em: https://ghiraldelli.pro.br/2020/07/16/estudante-e-jornalista-erram-ao-avaliar-consequencialismo-de-schwartsman/.
(2) SCHWARTSMAN, Hélio. Por que torço para que Bolsonaro morra. Folha de S.Paulo, São Paulo, 8 jul. 2020. p. A2.
(3) Os termos “felicidade” e “prazer” são tomados aqui como sinônimos, assim como “dor” e “sofrimento”.
(4) Exemplo extraído de: WARBURTON, Nigel. Elementos Básicos de Filosofia. Lisboa: Tipografia Guerra/Viseu. 1998, p. 39.
(5) Sobre a assimetria entre dor e prazer, cf. POPPER, Karl R. A sociedade aberta e seus inimigos. Tomo I. Belo Horizonte: Itatiaia, 1987;  PEARCE, D. The Pinprick Argument. Negative Utilitarianism, broken symmetry and the fate of the world. 2005. Disponível em: < https://www.utilitarianism.com/pinprick-argument.html >. Acessado em 19 julho de 2020.
(6) apud LOSURDO, Domenico. Liberalismo : Entre civilização e barbárie. São Paulo: Anita Garibaldi, 2006. p. 105-106.
AUTORES

sábado, 25 de julho de 2020

Os efeitos da ivermectina, por Dirce Waltrick do Amarante

Sol LeWitt, 1964
Tudo não passa de especulação, mas o fato é que muitos integrantes do governo desapareceram, entre eles, o secretário de Cultura, o ministro da Saúde e o ministro da...
Tudo não passa de especulação, mas o fato é que muitos integrantes do governo desapareceram, entre eles, o secretário de Cultura, o ministro da Saúde e o ministro da Educação. O próprio presidente aos poucos está desaparecendo (ultimamente só é visto nos finais de semana ou no gramado entre as emas). Têm-se atribuído esses sumiços aos efeitos do uso da ivermectina, que, como se sabe, elimina vermes e parasitas. Se o presidente ainda não sumiu de vez é porque, presume-se, sua dose diária do vermífugo ainda é baixa, uma vez que ele tem priorizado o uso da cloroquina que, como todos sabem, até as emas, não tem efeito nenhum.
*Dirce Waltrick do Amarante é escritora, ensaísta e tradutora.
Fonte: Jornalistas Livres

Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha

Desde 1992 o dia 25 de julho se transformou em um marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. A data foi criada a partir do primeiro Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana.
Este dia busca dar visibilidade às situações de desigualdade racial e de gênero, ao mesmo tempo em que viabiliza o fortalecimento das muitas lutas das mulheres negras seja contra o racismo, o sexismo, a discriminação de classe, o preconceito ou mobilizando ações que fortalecem e resgatam organizações e grupos de resistência.
Festa e luta
Para a militante dos movimentos sociais e fundadora do Movimento Nacional dos Quilombos, Givânia Silva, é necessário pensar no dia 25 de julho como um marco referencial e transformador para as mulheres negras. “Existe um enorme déficit entre as demais populações e as mulheres negras, existe um acúmulo de prejuízos causados por um mal que ainda não vencemos, o mal do racismo que se fortalece muito com as ações do machismo. É importante dizer que o racismo é estruturador, ele avassala, elimina, mata, e nós mulheres negras somos o alvo principal dessa ação nefasta. Por isso celebramos o dia de hoje não apenas como festa, mas como reflexão do que tem sido a vida das mulheres não só no Brasil, mas no mundo, principalmente nos países que foram colonizados e sofrem os efeitos dessa ação que ainda se faz muito presente”, constata.
Machismo e violência
Ao falar sobre as urgências que se apresentam como lutas para as mulheres negras no Brasil, Givânia Silva destaca a questão da violência. “Aqui no Brasil nós mulheres negras atuamos em várias frentes, minha atuação tem sido junto às mulheres quilombolas, mas reconheço que existe uma questão que une todas nós mulheres negras que é a questão do machismo e da violência que vem matando mulheres todos os dias, não é possível aceitar que todos os dias morram tantas mulheres em cada lugar desse nosso país vítimas das ações do machismo ou do racismo. A maior parte desses crimes ficam em pune, então mais do que qualquer outra bandeira, que também são importantes para a vida das mulheres, nós precisamos pensar o quanto elas estão sendo vítimas do feminicídio”.
O Mapa da Violência 2015  mostra que a taxa de assassinatos de mulheres negras aumentou 54% em dez anos, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013.
Processo histórico
Ao longo do processo histórico não é difícil constatar que as mulheres negras sofrem de forma mais severa os impactos da cultura machista e da ordem global econômica injusta que continua tratando mulheres negras com discriminação à medida que não discute e não aplica critérios justos no âmbito salarial, nas oportunidades de emprego ou no acesso à educação de qualidade.
No contexto atual que revela a situação de violência que as mulheres, e de modo especial, as mulheres negras enfrentam, grupos, instituições e coletivos seguem trabalhando em um conjunto de ações para divulgar e denunciar essa dura realidade que persiste no decorrer dos séculos em toda América Latina e Caribe, como lembra Givânia Silva: “Nos últimos anos o Brasil, por exemplo, conseguiu diminuir alguns indicadores importantes como os da fome e da miséria, que agora se encontram novamente ameaçados, mas não conseguiu diminuir os indicadores alarmantes do número de mulheres que morrem vítimas da violência doméstica, principalmente”.
Uma mulher que tornou-se símbolo de liderança, força e luta pela liberdade. Apesar de sua história ter sido pouco divulgada durante um longo período, hoje seu legado é cada vez mais reconhecido. Tereza de Benguela é um ícone da resistência ... Mulheres Importantes Na Historia, Mulheres Na Historia, Teresa De Benguela, Dandara Zumbi, Rainha Negra, Zumbi Dos Palmares, Herois Negros, Quilombo, Evandro
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"Sob o seu comando, o Quilombo do Quariterê resistiu por duas décadas, ganhando um parlamento, parceiros comerciais e uma eficiente força de defesa." - (https://br.pinterest.com/

Tereza de Benguela: Uma mulher que tornou-se símbolo de liderança, força e luta pela liberdade.
A partir da lei  Lei nº 12.987/2014, no Brasil celebramos também em 25 de julho o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Tereza de Benguela foi uma importante líder quilombola que viveu durante o século 18. Casada com José Piolho, negro que chefiava o quilombo do Piolho ou Quariterê, nos arredores de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso, assumiu o comando da comunidade revelando-se uma grande  líder após a morte do marido.
Por Jucelene Rocha / Assessoria de Comunicação Cáritas Brasileira
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Recursos da lei “Aldir Blanc” serão transferidos para estados e municípios pela Plataforma +Brasil

A partir de hoje (25.07), os estados e municípios do país deverão enviar as informações solicitadas pelo governo federal para o recebimento do recurso previsto pela lei “Aldir Blanc” – auxílio emergencial destinado ao setor cultural. A transferência do montante será operacionalizada pela Plataforma +Brasil, do Ministério da Economia. Ao todo, serão encaminhados R$ 3 bilhões via fundo cultural ou CNPJ, conforme definido pelo ente da federação.
Segundo o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, esse é um passo primordial para apoiar o setor que foi fortemente afetado pela pandemia do novo coronavírus. “Daremos aos artistas, contadores de histórias, produtores, técnicos e demais trabalhadores do setor, contemplados pela lei, um respiro para que possam atravessar esse momento tão difícil e para que possam continuar a levar cultura a todos os brasileiros. Contamos com a ajuda dos estados e municípios para agilizar esse processo e fazer com que estes profissionais possam logo ter esse recurso em mãos”, destacou.
O secretário Especial da Cultura, Mário Frias, declarou que essa ação se soma a outras medidas estão sendo desenvolvidas para dar sobrevida ao setor cultural. “Estamos trabalhando em alguns planos para que possamos proteger e desenvolver a cultura do nosso país. Tenho certeza que este recurso chegará em boa hora para que os que mais precisam e aliado as demais medidas ajudará os mais diversos artistas nacionais à sobreviverem”, disse.
Para auxiliar o cadastro na Plataforma +Brasil, o Ministério da Economia disponibilizou dois tutoriais: o primeiro, com informações para a validação do cadastro dos gestores locais e um segundo com um passo-a-passo para o cadastramento do respectivo fundo cultural, para aqueles que optarem por indicar esse meio como executor dos recursos. Além disso, a Pasta irá tirar dúvidas por meio do canal de teleatendimento, no número 0800 978 9008.

CRITÉRIOS – Podem solicitar o auxílio, pessoas com atividades interrompidas e que comprovem atuação no segmento nos 24 meses anteriores à publicação da lei, como artistas, produtores e técnicos. Elas também não podem possuir emprego formal ativo e nem receber benefício previdenciário ou assistencial, à exceção do Bolsa Família, além de ter renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos – o que for maior.
Os beneficiários não poderão, ainda, ter acumulado rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018. O pagamento será limitado a dois membros da mesma família, sendo que a mulher chefe de família receberá duas cotas. A lei também estabelece um subsídio mensal à manutenção de espaços, micro e pequenas empresas, cooperativas, instituições e organizações comunitárias da área que tiveram atividades suspensas por medidas de isolamento social.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA