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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Biblioteca Nacional promove audiência pública sobre edital de coedição - Por BIBLIOTECA NACIONAL

Serviço:

Audiência pública para divulgação do Edital de Chamada Pública para Coedição de Livros sem Ônus para a Fundação Biblioteca Nacional:

data: Terça-feira, 27 de outubro de 2020

Local: Youtube da BN https://www.youtube.com/channel/UCLOJDjeIojQcPX2wyaUd9Xw

hora: 17h

Perguntas e participação do público: editalcoedicao@bn.gov.br

Descrição básica do edital:

Relançado em 2018, o Edital de Chamada Pública nº 02 /CPE-2018 - Coedição de Livros sem Ônus para a Fundação Biblioteca Nacional - estabelece como objetivo a formação de parcerias para o desenvolvimento de projetos editoriais (inéditos ou reedições de títulos esgotados, catálogo etc.), sob a forma de coedição, para promover publicações relevantes para a cultura brasileira na forma de livro, impresso e/ou digital. Seu propósito é divulgar, valorizar e ampliar o acesso à cultura letrada brasileira e ao seu patrimônio bibliográfico, iconográfico, sonoro e digital, em atendimento às competências institucionais da Fundação Biblioteca Nacional (FBN).

Originalmente, as parcerias previstas no Edital só poderiam ser estabelecidas entre a FBN e instituições públicas ou instituições privadas sem fins lucrativos, ou ainda com organizações da sociedade civil que tenham entre suas finalidades a realização de projetos culturais e/ou a edição de livros. Com a modificação no edital por meio da portaria emitida pela presidência da FBN em setembro de 2019, que estende o leque de parcerias para contemplar também empresas e entidades com fins lucrativos, ampliam-se as possiblidades de parcerias.

Objetivo Geral:

O Edital de Chamada Pública nº 02 /CPE-2018 estabelece como objetivo a formação de parcerias para o desenvolvimento de projetos editoriais (cujo conteúdo seja inédito ou reedição de títulos esgotados, fora te catálogo etc.), sob a forma de coedição, para promover publicações de relevância para a cultura brasileira, na forma de livro, impresso e/ou digital, com o propósito de divulgar, valorizar e ampliar o acesso ao seu patrimônio bibliográfico, iconográfico, sonoro e digital e a cultura letrada brasileira, em atendimento às competências institucionais da Biblioteca Nacional.

As parcerias de que trata este Edital poderão ser estabelecidas entre a FBN e instituições públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, e com organizações da sociedade civil que tenham entre suas finalidades a realização de projetos culturais e/ou a edição de livros.

Formas de parceria (coedição):

As formas de coedição a serem utilizadas nas parcerias estabelecidas em comum acordo entre as partes podem ser nos seguintes formatos:

1. Coedição para cessão antecipada sem ônus para a FBN de exemplares em que uma INSTITUIÇÃO PARCEIRA, detentora dos direitos autorais de determinado livro, assume a responsabilidade pela produção de todo o conteúdo, projeto gráfico, tiragem, comercialização, promoção, direitos e obrigações autorais, inclusive para futuras reedições, se houver – sendo permitidas parcerias para cumprir esta responsabilidade. Nessa modalidade, caberá à FBN, definida como COEDITORA, a recepção sem contrapartida financeira de parcela da tiragem, em quantidade a ser definida em instrumento próprio, onde se definirão também as normas para a inserção dos créditos referentes à edição da obra, bem como local, condições para a entrega dos exemplares cedidos, e formas de distribuição e comercialização de cada uma das partes. A parceria nessa modalidade se encerrará com a entrega dos exemplares à COEDITORA.

2. Coedição para compartilhamento da produção e publicação de livro, em que a FBN, como EDITORA PRINCIPAL e detentora dos direitos autorais, se responsabilizará pela produção do conteúdo, que deverá ter o aval de um Comitê Editorial instituído pela FBN, e a INSTITUIÇÃO PARCEIRA, na condição de COEDITORA, se responsabilizará pela programação visual, produção gráfica e industrial, administração comercial, marketing, publicidade, distribuição e venda da publicação. A tiragem, estabelecida de comum acordo, quer na primeira edição quer em eventuais reedições, será definida em instrumento próprio, no qual INSTITUIÇÃO PARCEIRA assumirá o compromisso de entregar à FBN, sem qualquer ônus e no prazo de 30 (trinta) dias úteis após a publicação, a título de compensação pelo fornecimento de conteúdo, aval institucional e uso dos direitos do nome e da imagem, parte da tiragem, observados os requisitos legais, para ser distribuída gratuitamente e/ou vendida em seus canais próprios de comercialização, sendo a FBN detentora universal e gestora dos direitos autorais das livros publicados. O prazo de duração da parceria nesta modalidade será estabelecido de comum acordo no instrumento a ser celebrado, podendo ser renovado por iguais períodos, mediante manifestação por escrito das partes até 30 (trinta) dias antes do seu encerramento, observado o limite de sessenta meses.

3. Coedição para a produção e publicação de livro, em que a INSTITUIÇÃO PARCEIRA, sendo detentora dos direitos autorais, se responsabilizará pela produção do conteúdo, que deverá ter o aval de um Comitê Editorial instituído pela FBN, e, ainda, programação visual, produção gráfica e industrial, administração comercial, marketing, publicidade, distribuição e venda. A tiragem, observados os requisitos legais, quer na primeira edição ou eventuais reedições, será estabelecida de comum acordo, em instrumento próprio, no qual a INSTITUIÇÃO PARCEIRA assumirá o compromisso de entregar à FBN, definida nesta modalidade como COEDITORA, sem qualquer ônus e no prazo de 5 (cinco) dias após a publicação, como compensação pelo fornecimento do aval institucional e uso dos direitos do nome e da imagem, parte da tiragem, para ser distribuída gratuitamente ou vendida em seus canais próprios de comercialização. O prazo de duração da parceria nesta modalidade será estabelecido de comum acordo no instrumento a ser celebrado, podendo ser renovado por iguais períodos, mediante manifestação por escrito das partes até 30 (trinta) dias antes do seu encerramento, observado o limite de sessenta meses.

4. Coedição em que a FBN dará apoio institucional a projeto editorial, proposto pela INSTITUIÇÃO PARCEIRA para publicação, em edição fac-similar, crítica ou comentada, de obra ou coleção do acervo bibliográfico, iconográfico, musical, seriada ou outro. A publicação deve respeitar as leis de proteção aos direitos de autor, ser submetida ao Centro de Pesquisa e Editoração para avaliação, ter o aval de um Comitê Editorial instituído pela FBN, e sancionada pela Presidência, por meio de instrumento próprio. A FBN, aqui definida como COEDITORA, receberá parte da tiragem, observados os requisitos legais, como compensação pelo apoio institucional, cessão dos direitos de publicação, se couber, e acesso, eventualmente sem custos, à obra de seu acervo pela coeditora proponente, cessando a parceria após a entrega dos exemplares da tiragem à FBN, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, em conformidade com o estabelecido no instrumento celebrado.

Link para o edital: https://www.bn.gov.br/edital/2022/edital-chamada-publica-coedicao-livros...

Fonte: Biblioteca Nacional

Premiadas por invenção: “No nosso país existe ciência e jovens que querem contribuir com a sociedade” - Por UBES

Elas conseguiram medalha de prata em prêmio mundial ao criar bioplástico de casca de laranja, dentro da escola pública, e defendem mais acesso à ciência.

O ano de 2020 não está fácil para ninguém, mas as estudantes Bárbara Wingle e Kazue Nishi, de 18 anos, trazem uma notícia bastante inspiradora para quem acredita na ciência, na educação pública e nas novas gerações. Neste mês de setembro elas foram premiadas com medalha de prata na competição internacional de invenções World Invention Competition and Exhibition (WICE), na Malásia, com o bioplástico de casca de laranja que criaram no Centro de Ensino Médio 02 do Gama, Distrito Federal.

O experimento foi desenvolvido no Clube de Ciências Marie Curie, organizado pelo professor Alex Aragão no CEM 02, e deve ser aprimorado para aplicação em canudos e sacolas plásticas, afinal a intenção era criar uma opção mais sustentável para estes objetos. 

“Foi uma honra tremenda mostrar ao povo brasileiro que existe pesquisa, ciência e tecnologia no nosso país e também que existem pessoas, principalmente, existem jovens que querem contribuir mais com a sociedade”, diz Bárbara, que agora cursa o primeiro ano de Biomedicina, após ter aprendido na escola o quanto gosta de pesquisar – antes, como muita gente, ela também achava que ciência era algo feito por homens em laboratórios super equipados. 

Nesta entrevista a estudante conta como descobriu a ciência e por que acredita que qualquer jovem deve ter oportunidade de descobrir também: “Toda escola deveria ter um clube de ciência. É enriquecedor para qualquer aluno, independente da área que quiser seguir”.

Vocês comentam como ciência pode parecer algo distante… Para você já foi assim também?

Bárbara: Sim, no início eu acreditava que a ciência e pesquisa eram desenvolvidas apenas no ensino superior e por estar no ensino médio eu não seria capaz de desenvolver algo com grande relevância, considerando que quase não há incentivo à iniciação científica no ensino básico.

Vocês já tinham pensado em fazer ciência antes de entrar no Clube de Ciência do CEM?

Bárbara: Na verdade, não. Eu não via a ciência como algo verdadeiro, eu acreditava que a ciência era o que o filmes mostravam. Cientistas (em maioria, homens) desenvolvendo projetos surreais e até catastróficos em laboratórios ultra elaborados e equipados. Só quando entrei para o clube de ciência, em 2018, que percebi que não é assim. A ciência não é ficção, não é loucura e não deve buscar algo que prejudique a humanidade. A ciência é real, tem estudo, tem pesquisa, tem fatos, tem história e tem um objetivo quase que universal,  que é promover aos seres humanos uma vida e um mundo melhores.

Como se aproximaram do clube de ciências na escola? Você acha que toda escola deveria ter um projeto assim?

Bárbara: No nosso Clube de Ciências Marie Curie do CEM 02 Gama, DF, é possível entrar ao conversar com o responsável pelo clube, o mestre Alex Aragão. Dependendo, também é possível ser convidado a participar das atividades desenvolvidas pelo clube.


“Toda escola deveria ter um clube de ciência. É enriquecedor para qualquer aluno, independente da área que quiser seguir”

Com toda certeza. Toda escola deveria ter um Clube de ciência, pois ele não somente te permite desenvolver projetos, como também permite conhecer um pouco da vida acadêmica antes de entrar em uma universidade/faculdade. É enriquecedor para qualquer aluno, independente da área que quiser seguir, as diversas possibilidades que ele pode ter ao longo da vida profissional que escolher e o Clube de ciências auxilia nisso. Também é importante para incentivar os jovens a fazer pesquisa, ainda mais em um país onde isso não é algo comum.

O fato do clube de ciências ter o nome de uma mulher cientista é de certa forma um incentivo, já que, como você falou, costumamos visualizar homens ao pensar em ciência?

Bárbara: Exatamente, o nome da Marie Curie foi escolhido não só por ela ter sido uma grande cientista, mas porque ela não foi a única.  Há outras mulheres que contribuíram para os grandes feitos que a humanidade conquistou ao longo dos anos. E ao escolher esse nome, nós decidimos que as pessoas precisavam conhecer essas mulheres, tanto as que já fizeram quanto as que estão fazendo algo pelo mundo.

“Ao escolher o nome de Marie Curie para o clube de ciências, decidimos que as pessoas precisavam conhecer essas mulheres, tanto as que já fizeram quanto as que estão fazendo algo pelo mundo.”

A polonesa Marie Curie (1867-1934), que dá nome ao Clube de Ciências do CEM 02 de Gama (DF)

A verba que vocês tinham arrecadado para ir à entrega do prêmio na Malásia será usada para avançar com os experimentos, pois o evento acabou sendo online… Quais serão as novas etapas?

Bárbara: O dinheiro que arrecadamos ainda não foi utilizado, mas será assim que retornarmos com os experimentos. Que visam aperfeiçoar o biomaterial de uma maneira que ele possa ser utilizado como um canudo, sacola, copo etc..

“Vamos aperfeiçoar o biomaterial de uma maneira que ele possa ser utilizado como um canudo, sacola, copo etc..”

Que significado teve receber essa medalha em meio a essa pandemia, afinal um tempo de dificuldades e desafios, tanto para nós quanto para a ciência?

Foi inacreditável! kkkkkkkk Não imaginamos que ganharíamos um prêmio em meio a tantos outros projetos qualificados e até universitários. Acredito que foi uma honra tremenda mostrar ao povo brasileiro que existe pesquisa, ciência e tecnologia no nosso país e também existe pessoas, principalmente, jovens que querem contribuir mais com a sociedade. Então, para mim, o prêmio foi uma maneira sutil de dizer a todos os pesquisadores e cientistas do Brasil “vocês são capazes e esse prêmio é nosso”.

Fonte: UBES

Primavera dá nova cara ao Parque Nacional do Iguaçu - Por Portal BRASIL CULTURA

 

É tempo de pensar, repensar e respirar ar livre. E é com esse desejo de viver a natureza em sua essência que o Parque Nacional do Iguaçu, na cidade de Foz do Iguaçu, recebeu brasileiros dos 26 estados e Distrito Federal desde sua reabertura, em agosto, após ser fechado por medida de proteção contra a covid-19.

A primavera no Parque Nacional do Iguaçu tem brindado esses visitantes com cenas e sensações incríveis. A estação tem reservado dias ensolarados, aparições de bichos e, claro, aquele famoso arco-íris das Cataratas do Iguaçu. A fauna e a flora do local parecem disputar a atenção do público, que atentamente acompanha os movimentos da natureza, sem se descuidar dos protocolos de saúde.

O visitante que tiver sorte poderá encontrar a família de macacos-prego que vive nas árvores próximas ao Porto Canoas; ou o casal de tucanos, próximo ao mirante do Hotel Cataratas, no início da Trilha das Cataratas. Há a beleza dos ipês com suas floradas multicoloridas, que salta aos olhos do público. As borboletas colorem o céu do parque e enchem o ambiente de vida.

Além da beleza, o parque abriga muitos mamíferos, entre eles o quati, o rei da simpatia, que está sempre roendo algo ou correndo para a alegria da criançada. Há visitantes que sonham ver as onças-pintadas que habitam o Parque Nacional do Iguaçu, mas esses encontros são raros, apenas alguns sortudos conseguem flagrar os felinos de tempos em tempos.

E na primavera o visitante consegue ver mais bichos e flores e caminhar com muito mais tranquilidade. São 1.200 metros de caminhada pela Trilha das Cataratas, margeando a Maravilha Mundial da Natureza, com destaque aos novos sons de pássaros, que aparecem com mais frequência, às cores fortes e ao cheiro da mata.

Alexandre Bazzi, que ficou um período sem visitar as Cataratas, em razão da pandemia, disse que voltar ao atrativo é uma forma de repor energias e que sempre é um ótimo passeio. “Se fosse para vir ao Parque Nacional de olhos vendados e caminhar aqui, já valeria a pena. Sentir os sons e tudo mais, com certeza já valeria a pena”, afirmou Bazzi.

O visitante Denis Medina, que esteve no parque na companhia da esposa, Ednéia, e dos filhos Gustavo e Giovana, comentou sobre a sensação de sair de casa, após um tempo sem passeio familiar por conta das medidas restritivas de saúde: “Ficamos realmente encantados com toda a beleza e organização do local.  Foi maravilhoso conhecermos este patrimônio. Voltaremos para casa felizes e renovados”.

Ingresso exclusivamente on-line – Os ingressos para visitar o Parque Nacional do Iguaçu agora são vendidos exclusivamente on-line, no site www.cataratasdoiguacu.com.br. E como neste momento o parque está com limitação de público por hora, o visitante precisa realizar a aquisição e agendar o dia e o horário da visita. A compra está sujeita à disponibilidade de vagas. Não há restrição de idade para realizar o passeio.

Passe Comunidade – Moradores das 14 cidades vizinhas à unidade de conservação possuem 90% de desconto no ingresso. Essa categoria de ingresso também está disponível exclusivamente on-line no site https://cataratasdoiguacu.com.br/passe-comunidade/. Mas atenção: os moradores precisam comprovar residência em uma das cidades apresentando o comprovante presencialmente no acesso ao parque.

Confira como está o funcionamento do Parque Nacional do Iguaçu e Marco das 3 Fronteiras: https://youtu.be/mwufrBb90BU  

Central de Atendimento ao Visitante (WhatsApp): +55 (45) 9137-3444 (wa.me/554591373444)

Fotografias: Nilton Rolin

Parque Nacional do Iguaçu

Funcionamento: terça a domingo, das 9h às 16h

www.cataratasdoiguacu.com.br

contato@catarataspni.com.br

Telefone: +55 (45) 3521-4400

 Fonte: Portal BRASIL CULTURA

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Confira o álbum de fotos “Primavera no Parque Nacional do Iguaçu” completo em nosso Flickr: https://www.flickr.com/photos/cataratasdoiguacu/

Quino, o criador da Mafalda, morreu - Por Portal BRASIL CULTURA


Um dos mais importantes artistas gráficos da história e criador de uma das personagens mais queridas das histórias em quadrinhos.

O artista gráfico Joaquín Salvador Lavado, universalmente conhecido como Quino , faleceu aos 88 anos . Alcançou a fama por seus quadrinhos e por sua personagem mundial mais conhecida: a pequena Mafalda .

“Quino morreu. Todas as pessoas boas do país e do mundo ficarão de luto por ele”, relatou o editor Daniel Divinsky, que estava à frente das Ediciones La Flor.

Filho de imigrantes andaluzes, Joaquín Salvador Lavado nasceu na cidade de Mendoza em 17 de julho (embora os registros oficiais indiquem que ele nasceu em 17 de agosto). Desde seu nascimento ele foi chamado de Quino para distingui-lo de seu tio Joaquín Tejón , pintor e designer gráfico.

Aos treze anos se matriculou na Escola de Belas Artes, mas em 1949 abandonou essa carreira “cansado de desenhar ânforas e gessos”. Desde então iniciou sua carreira como cartunista e humorista e aos 18 anos mudou-se para Buenos Aires. Em 1954 ele publicou sua primeira tira no semanário “This is”.

Em 1963 surge o seu primeiro livro de humor, “Mundo Quino” e em 1964 a revista Primera Plana apresenta a banda desenhada Mafalda na sociedade. A menina de ideias progressistas e seus amigos tornaram-se um símbolo dos anos 60 na Argentina e sua fama alcançou todo o mundo ibero-americano.

Ao longo de sua carreira, recebeu prêmios como a Ordem Oficial da Legião de Honra, a mais importante homenagem que o governo francês concede a um estrangeiro. Em 2014 recebeu na Espanha o Prêmio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades e inaugurou a 40ª Feira Internacional do Livro de Buenos Aires.

Em uma extensa entrevista que concedeu ao jornal Página12 em 2004, Quino explicou sobre o que são suas tiras e por que continuou desenhando: “Sobre a relação entre os fracos e os poderosos. Isso sempre me assombrou. Essa sensação de impotência que eles têm. os pobres contra os ricos, os recados contra os mestres, sei lá, às vezes acho que devia parar de desenhar um pouco, para não sentir angústia nem medo de me repetir. Mas quando penso que vou abrir o jornal e meus desenhos não vão mais lá, me dá mais angústia e eu continuo desenhando. Ele é como aquele chefe de estação que se aposenta, mas volta todos os dias para ver se os trens estão no horário. Não imagino ficar esperando os trens passarem. Além disso, na minha profissão não há trens. “

Fonte: Pagina12

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

6 respostas para a pergunta: Por que estamos há 6 meses sem acesso à educação? - Por UBES

Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro veio a público dizer que a distância dos estudantes das escolas era um absurdo. Para a presidenta da UBES, Rozana Barroso, “os direitos da juventude à educação estão sendo violados sim, mas a responsabilidade disso é exatamente a omissão do governo Bolsonaro”. 

Desde a chegada do novo coronavírus ao Brasil, estudantes têm sido mais responsáveis que o próprio presidente da República. A UBES junto com os secundas têm refletido sobre cuidados, ações e planejamento para garantir a educação durante a pandemia. Por outro lado, Bolsonaro e seus ministros se preocuparam apenas em negar os problemas, desdenhar a ciência, promover polêmicas, desinformação e balbúrdia. Vamos aos pontos:

1) Inconstância no Ministério da Educação

Desde o ano passado a pasta é alvo de disputas de poder e ideologia, não ambiente de pensamento e construção de políticas públicas, como deveria ser.Ficamos um mês SEM ministro da Educação no meio de uma pandemia! Bem quando mais precisávamos de planejamento, em junho.

Segundo ministro da Educação de Bolsonaro, Weintraub caiu em junho após preferir polêmicas do que ações. O terceiro ministro da Educação de Bolsonaro, Milton Ribeiro, ainda não mostrou a que veio, após quase três meses no cargo. Antes dele, foram cogitados dois nomes para o MEC durante quase um mês sem titular da pasta.

2) Omissão do governo sobre situação das escolas 

Apenas no sexto mês da pandemia, um ministro da Educação de Bolsonaro fala pela primeira vez em pensar em um plano com estratégias para a educação no novo contexto. Mas Milton Ribeiro ainda não apresentou nada prático. No auge da pandemia, famosa reunião ministerial de abril não citou nenhuma vez nossas escolas. Em vez disso, o ministro do Meio Ambiente fala em aproveitar a pandemia para “passar a boiada” e o ex-ministro da Educação Weintraub preocupa-se em xingar o Supremo Tribunal Federal. Prioridades, né?

3) Falta de ação contra exclusão digital

4) Falta de financiamento e organização para reabertura de escolas

Diante a uma realidade de ensino a distância, nenhuma solução foi proposta para a falta de acesso à internet! Desde abril pedimos soluções para isto , mas é como se o governo simplesmente dissesse: vocês que lutem perante a um cenário de desigualdades avassaladoras.

5) Tivemos que lutar até para adiar o Enem

A UBES pede um comitê nacional para avaliar a situação da Educação na pandemia desde abril e não tem sido ouvida. Os Estados precisam de uma organização nacional perante a uma situação emergencial grave, inclusive com repasses financeiros para colocar de pé os protocolos,que envolvem reformas estruturais, materiais e contratação de novos profissionais . Em vez disso, o governo federal pensa em cortar dinheiro do Orçamento da Educação para o ano que vem!


No meio da pandemia, também foram os estudantes e comunidades escolares que tiveram que lutar para
 manter o Fundeb , essencial para manter as escolas de pé. Como criar  protocolos de reabertura das unidades se não tivermos nem papel higiênico e sabonete? Um símbolo do descaso e desconexão do governo com a realidade. Em vez de nos debruçar sobre planejamentos necessários, precisamos nos desgastar com algo tão óbvio quanto mudar a data da maior avaliação do ensino médio. 

6) Governo espalha mentiras

Além de não fazer nada para solucionar as crises de saúde e econômica, o governo federal ainda ajuda a atrapalhar, propagando desconhecimento. O presidente Jair Bolsonaro apareceu várias vezes em aglomerações sem máscara, dificultando o combate à pandemia. Sem falar da divulgação de remédios sem comprovação científica, campanha anti-vacina e negação da importância de cuidados com as escolas. Se elas não estão preparadas para a volta às aulas presenciais, é também porque o governo federal não fez nada para isso

Fonte: UBES

UBES e UNE lançam plataforma eleitoral para eleições municipais - Apoio: CPC/RN - (Centro Potiguar de Cultura)

Por cidades mais democráticas que priorizem a vida e a educação, estudantes apresentam reivindicações para candidaturas e estimulam debates construtivos

Eleições municipais chegando são mais uma oportunidade de elevar o nível de consciência e mobilização. Pensando nisso, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e a União Nacional dos Estudantes apresentam reivindicações para as candidaturas, na defesa de cidades mais democráticas que priorizem a vida e a educação. Baixe aqui:

Bora construir cidades democráticas que priorizem as vidas e a educação

O documento final, aprovado pelas diretorias plenas das duas entidades, pode contribuir com as entidades regionais e o debate eleitoral construtivo dos próximos meses. A ideia é contrapor o cenário atual de crise sanitária e econômica com propostas mais saudáveis e promissoras para a juventude.

São diversos pontos divididos em 12 eixos, como Educação, Mobilidade Urbana, Esporte e Saúde, Meio Ambiente, etc.

No documento, as entidades lembram das dificuldades atuais e o papel dos estudantes nos pleitos municipais: “Nesse momento de avanço do conservadorismo, do obscurantismo e de retirada de direitos do povo, é necessário conter possibilidade de enraizamento do bolsonarismo e dos demais projetos neoliberais nas cidades e municípios, combatendo projetos antidemocráticos, antinacionais e antipopulares”.

Fonte: UBES - UNE

Djonga é o primeiro rapper brasileiro indicado a disputar o BET Hip Hop - Por Jornalistas Livres

Músico vai concorrer, nos Estados Unidos, ao troféu de melhor artista internacional.

O músico mineiro Djonga foi indicado para concorrer ao troféu de melhor artista internacional no BET Hip Hop Awards, especializado em hap e hip hop. O rapper, compositor e historiador é o primeiro brasileiro a ser reconhecido pelo evento. O BET Hip Hop Awards é uma premiação norte-americana anual realizada pela Black Entertainment Television e voltada para rappers, produtores e diretores de videoclipes de hip hop e Rap. 

Ele vai disputar o prêmio com Kaaris (França), Khaligraph Jones (Quênia), Meryl (França), MS Banks (Reino Unido), Nasty C (África Do Sul) e Stormzy (Reino Unido). O BET Hip Hop Awards revelará os vencedores do ano no dia 27 de outubro.

Neste ano, Djonga lançou seu quarto álbum de estúdio, Histórias da Minha Área, onde conta um pouco sobre o bairro Santa Efigênia, onde mora em Belo Horizonte. O trabalho conta com participações de MC Don JuanBia NogueiraCristal, NGC Borges e FBC

Depois de surgir como grande astro na cena do hip hop nacional e colocar seu nome entre os principais personagens da cena do rap no país, Gustavo Pereira Marques (seu nome de batismo) acaba de fazer história aos 26 anos tornando-se o primeiro brasileiro a ser indicado ao prestigiado BET Hip Hop Awards, premiação musical focada na cultura negra. 

A indicação de Djonga aconteceu nesta terça-feira, 29, e ele concorre na categoria Melhor Artista Internacional. “Cravando o nome na pedra, sem emocionar!”, escreveu Djonga no Twitter ao dar a notícia. Na postagem, ele publicou um vídeo em que fala à MTV sobre a importância do rap no período da pandemia: “O rap tem que continuar fazendo o papel de sempre. O primeiro papel, e mais importante, é o papel de arte, de música, de levar alegria e reflexão para as pessoas. Em segundo lugar, continuar denunciado o que a gente sempre denunciou. Dedo na ferida, dedo na cara de quem tá errado”.

Fonte: Jornalistas Livres