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sábado, 26 de dezembro de 2020

IFRN faz abaixo-assinado para garantir posse de reitor eleito - UNE - " NÓS CONSEGUIMOS!" - EDUARDO VASCONCELOS - CPC/RN

José Arnóbio foi vencedor da eleição realizada em dezembro de 2019 e o atual reitor pro-tempore nem concorreu ao pleito.

por Redação.

A 4ª Vara da Justiça Federal do RN determinou que o Ministério da Educação (MEC) nomeie o reitor eleito do IFRN, professor José Arnóbio de Araújo Filho, em caráter de urgência.

A juíza responsável pelo caso, Gisele Maria da Silva Araújo Leite, destaca que a eleição para a escolha de José Arnóbio “observou os ditames normativos” e “transcorreu de forma regular”. Além disso, avalia que a Portaria MEC 405/2020, que nomeou o professor Josué de Oliveira Moreira reitor pro tempore, “padece de vício de legalidade”, ou seja, foi emitida de forma irregular. Por esse motivo, determina que

Considerando esses fatos o IFRN lançou um abaixo-assinado solicitando que o MEC cumpra a determinação da Justiça e nomeie o professor José Arnóbio reitor do IFRN.

⇒Para assinar CLIQUE AQUI.

Fonte: UNE

Em nota de apoio a Nassif, Advogados para a Democracia rechaçam investidas contra a liberdade de imprensa

 

NOTA PÚBLICA DE APOIO AO JORNALISTA LUIS NASSIF 

A APD – Advogadas e Advogados Públicos para a Democracia -, entidade não governamental, de caráter nacional e sem fins corporativos, que tem por finalidade estatutária o respeito aos valores do Estado Democrático de Direito, vem a público manifestar seu apoio ao jornalista Luis Nassif.

É pressuposto para o exercício pleno da cidadania e efetividade da democracia o acesso irrestrito à informação.

Somente o conhecimento sobre os acontecimentos, mediante fontes confiáveis, permite a formação de nosso juízo sobre os fatos do mundo.

Por isso, a liberdade de imprensa é uma garantia para todos e de fundamental importância para a construção de uma sociedade democrática e justa.

Todos os tipos de embaraço, perseguição, censura e intimidações à atividade jornalística, inclusive quando vêm dissimulados como legítimo exercício da atividade jurisdicional, devem ser rechaçados.

Luís Nassif, jornalista premiado, é respeitado e admirado pelos colegas e leitores em decorrência de sua atuação profissional responsável, independente, corajosa e altiva.

A APD, indignada diante das investidas ilegítimas, que tentam cercear a liberdade de imprensa, manifesta solidariedade e apoio ao jornalista Luis Nassif na resistência às ignóbeis tentativas de conspurcar sua dignidade pessoal e profissional.

Brasília, 23 de dezembro de 2020.

*Fonte: site Viomundo

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

#ArtistaFOdA Universo-Afroito

Foto: Mateus Bernardo

 POR NINJA

Por Marcelo Mucida, para @planetafoda*

Sensibilidade, memória e inquietação: de Recife, Afroito parte de uma narrativa regional para poder falar sobre sentimentos que são do mundo. A partir de composições que retratam experiências pessoais, a sua música tem conseguido romper barreiras e tocar pessoas de diferentes contextos sociais.

Com 27 anos, o artista já lançou 05 músicas, sendo uma em parceria com a banda A Banca 021, e caminha agora para a realização do seu primeiro álbum chamado “FLUIDO – circulante adentro, universo afora”. Para a editoria #ArtistaFOdA, ele falou sobre a sua vida na arte e os cruzamentos que surgem através das suas criações.

Brincante da cultura popular pernambucana, foi numa roda de coco que Afroito sentiu o impulso que o levaria a desenvolver a sua carreira na música. Ele conta que as práticas da cultura popular possuem mestres e mestras, que são as pessoas responsáveis pela condução da dança, das cantigas e do ritmo.

Foto: Divulgação

“Eu comecei a perceber que esse título de líder da brincadeira era passado apenas para pessoas heterossexuais e cisgênero. Você não vê pessoas LGBT liderando. E então me peguei pensando: por que esse corpo também não pode gerir a brincadeira? […] Infelizmente, ainda é criado um estranhamento quando uma pessoa de um demarcador específico ocupa um espaço de poder. Isso gera um impacto social que é gigante.”

E foi com esta provocação que ele compôs “Nunca Mais Eu Venho”, um coco de roda que teve uma boa repercussão com o público. Desde então, já se somam quatro anos de trabalho e, neste momento, tudo aponta para a concretização do seu primeiro álbum.

Sobre este assunto, ele conta que todas as canções já estão compostas e que elas refletem possibilidades de fluidos corporais imaginadas por ele. A obra parte de uma poética líquida para atravessar corpos com percursos diversos.

“É sobre algo para além do corpo. Algo que existe e que pode ser sentido.”

Foto: Meuja Gonzaga

Entendendo a potencialidade que o artista tem ao poder lançar um álbum, ele iniciou uma campanha de financiamento coletivo para garantir a autonomia e o protagonismo no desenvolvimento deste projeto. A campanha segue disponível até o dia 19 de dezembro (próximo sábado) e já alcançou mais de 54% da meta estabelecida. E tudo depende justamente desta arrecadação, já que ele só receberá o dinheiro se atingir o total definido previamente.

“Obará” é uma das músicas que integra o álbum, lançada como single em 2020. Desde setembro, a faixa já foi escutada mais de 50.000 vezes no Spotify. Com uma sonoridade envolvente, a música traz algumas das principais influências para as criações de Afroito: a afetividade e a sua vivência no candomblé. A música brega dos anos 2000 também é referência para o seu trabalho.

A relação com o candomblé vem desde a sua criação, já que foi adotado por uma família que tinha um terreiro em casa mas, no caso da sua obra, ele compartilha: “Eu penso que eu não estou falando apenas de uma religiosidade. Eu não pretendo falar especificamente sobre candomblé ou ancestralidade. Eu quero falar sobre existência. […] Eu não tento pautar a língua iorubá como dialeto possível para ser didático. É só o que eu senti e o que a minha mente entendeu como palavra naquele momento e foi colocado ali.”

Foto: Mateus Bernardo

Corpos em vulnerabilidade social, genocídio e experiências românticas são outros temas abordados no álbum. “Eu penso o corpo preto LGBT. Eu falo de afetividade como solidão. Mesmo quando eu falo de paixões correspondidas, eu estou contando da forma que eu gostaria que fosse. A solidão do corpo preto está super nítida nas músicas. E não tem como falar de afeto, sendo um homem negro, e não cair no lugar da solidão.”

A partir de uma abordagem pessoal, a sua música tem tudo para chegar a novos lugares, provocando sentimentos e levando também uma mistura de sons que compartilham um pouco de Pernambuco e que exploram este universo interno que é a mente criativa de Afroito.

Mais informações sobre a sua obra e sobre a campanha de financiamento coletivo estão disponíveis no Instagram: @afroito

Assista ao clipe de “Obará”:

*@planetafoda é a página de conteúdos LGBTQIAP+ produzidos pela rede FOdA, da Mídia NINJA, junto a colaboradores em todo o Brasil.

Natal Bem Brasileiro – Receitas

A valorização da cozinha brasileira pelos profissionais do fogão e pelo consumidor é muito recente. O Portal Brasil Cultura tem participação nisso! Sugestões de receitas doces e salgadas para quem quer fazer uma ceia de Natal Bem  Brasileira e com muito sabor.

Falar em cozinha brasileira está na moda e os chefs estão percebendo sua importância para fazer uma culinária com raízes próprias, capaz de ganhar respeito no cenário gastronômico mundial pela sua autenticidade. Mas parece que a maioria dos consumidores ainda tem preconceito em pedir pratos da cozinha brasileira. “Por isso tenho que colocar esse conceito de forma moderada no cardápio”. Assim,o site Brasil Cultura aproveita para introduzir releituras de doces brasileiros, como o doce de leite com açafrão, a goiabada cascão com alecrim, o doce de abóbora com cerefólio, mel com coalhada e pimenta aroeira. Uma idéia quase lúdica de comprar pronto os melhores doces típicos brasileiros e fazer harmonizações diferentes com eles, como as receitas que o Portal da Cultura Brasileira  escolheu para fazer uma ceia de Natal contemporânea, baseada nos ingredientes e receitas de nosso país, com um novo olhar. Um Natal com o sabor de uma galinhada remodelada, de um leve caruru, de uma farofa com frutas secas como a jaca e a banana, a castanha-do-pará e a castanha-de-caju e de uma verdadeira iguaria até hoje pouco valorizada que é a suã com arroz de pequi.

SUÃ DE PORCO E ARROZ COM PEQUI

6 porções

1 kg de suã de porco em pedaços

Farinha de trigo (suficiente para empanar)

1 salsão picado

Óleo de girassol

2 cenouras picadas

1 cebola picada

1 alho-poró picado

1 bouquet de ervas

500 ml de vinho branco

1 vidro de pequi em conserva

200 g de arroz

Sal e pimenta-do-reino

1. Tempere os pedaços de suã com o sal e a pimenta-do-reino. Empane-os com farinha de trigo e doure-os em uma frigideira com óleo.

2. Em uma panela funda refogue os legumes, coloque o suã, o bouquet de ervas, o vinho branco e cozinhe até quase secar.

3. Cubra com água, tampe a panela e deixe cozinhar em fogo baixo até que fique macio. Retire os pedaços de suã e reserve.

4. Separe 3/4 da conserva de pequi. Use o pequi e o líquido da conserva para fazer um purê no liquidificador e reserve.

5. Faça um arroz branco e quando pronto junte o purê de pequi.

6. Sirva em seguida a suã, acompanhada do arroz de pequi.

FAROFA COM FRUTAS BRASILEIRAS

6 porções

150 g de manteiga

1 cebola roxa picada em cubinhos

50 g de jaca seca

100 g de banana passa

50 g de castanha-de-caju

50 g de castanha-do-pará

300 g de farinha de mandioca

1 ramo de alecrim

Sal e pimenta

1. Derreta a manteiga em fogo baixo e refogue a cebola por vinte minutos.

2. Junte em seguida as frutas secas cortadas finamente, as castanhas inteiras, o ramo de alecrim e o sal. Cozinhe por mais 10 minutos e adicione a pimenta e a farinha.

3. É importante que esta farofa fique bastante úmida.

GALINHADA

6 porções

1 frango caipira em pedaços

70 ml de vinagre de vinho tinto

1 cebola

2 dentes de alho

1 folha de louro

1 ramo de cheiro-verde (cebolinha e salsinha)

1 colher (chá) de urucum

1 colher (sopa) de extrato de tomate

Sal e pimenta

1. Tempere o frango com o sal, a pimenta, o vinagre, a cebola e o alho. Deixe marinar por 2 horas.

2. Aqueça uma panela funda e doure bem os pedaços de frango. Junte então o restante da marinada, as ervas, o urucum e o extrato de tomate.

3. Cozinhe em fogo baixo até quase secar. Cubra então com água, tampe a panela e cozinhe até que o frango esteja bem macio.

CARURU

4 porções

100 g de camarão seco

100 g de castanha-de-caju

1 cebola

1 dente de alho

Suco de limão

30 ml de vinagre

Cheiro-verde e coentro

30 ml de azeite de dendê

200 g de quiabo

1. Em um processador bata o camarão seco e a castanha-de-caju até obter uma massa bem homogênea, coloque água se necessário.

2. Refogue a cebola e o alho finamente picado, e junte então a pasta de camarão. Cozinhe por 15 minutos, adicione o suco de limão, o vinagre e as ervas, misture bem e cozinhe por mais 10 minutos. Coloque então o dendê, apague o fogo e mexa vigorosamente.

3. Sirva em seguida com lâminas de quiabo cruas e também fritas. (O quiabo cru não tem baba)

DOCES DA FAZENDA

Algumas harmonizações de doces tradicionais brasileiros, mas cabem outras criações. Escolha produtos de boa qualidade.

  • Combine a goiabada cascão com folhas de alecrim.
  • O doce de goiaba com manjericão.
  • O doce de leite com pistilos de açafrão.
  • O doce de abóbora com cerefólio.
  • O figo em calda com flores de violeta.Na noite anterior, aqueça a compota com a calda e faça uma infusão de muitas flores de violeta na calda. Deixe retornar à temperatura ambiente. Na manhã seguinte, retire os figos e coe a calda. No momento de servir parta o figo ao meio e decore com uma flor.
  • Escolha um queijo-de-minas meia cura, porém macio e polvilhe com pimenta-do-reino moída na hora.
  • Aqueça o leite cru a 35ºC (pode ser usado um termômetro comum), junte então o coalho, cubra com um pano e deixe descansar por 12 horas. Em seguida, leve à geladeira. Na hora de servir, disponha uma colher num prato, regue com mel e salpique as bagas de aroeira.Disponha de maneira delicada cada doce e suas harmonizações e sirva em seguida.

Leia mais aqui

Natal Brasileiro – Bobó de camarão

Natal Brasileiro – Brevidade

Natal Brasileiro – Cobu de roça

Natal Brasileiro – Doce de Caju

Natal Brasileiro – Farofa com bacon e ameixas

Natal Brasileiro – Sorvete de graviola

Receita à Moda Dona Fádua.

Receita Bacalhau da Noruega à Brasileira

Salada de frango com milho verdeWhatsApp

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

NATAL E ANO NOVO - REFLEXÃO! - EDUARDO VASCONCELOS - "MUITA LUTA POR DIAS MELHORES E CONQUISTAS COM PAZ - SAÚDE E PROSPERIDADE!"

 
Imagem - Mundo Mensagens

"NATAL E ANO NOVO SÃO COISA BOAS PARA SE COMEMORARMOS, MAS ... É PRECISO REFLEXÃO E SOLIDIARIDADE AO PRÓXIMO, CAMINHOS PARA UMA CONSCIÊNCIA TRANQUILA! Sim! 2021 tem que ser diferente! Ou seja , MELHOR! !!! " - Eduardo Vasconcelos. Radialista, blogueiro, ativista, agente de cultura e presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

AGENTE DE CULTURA DE NOVA CRUZ/RN, EDUARDO VASCONCELOS REUNIU-SE HOJE (18) COM ARTISTAS INSCRITOS NO EDITAL DA PMNC - CONFIRA!

 

Foto (Bruno Santos) - Artistas novacruzensses pousam para foto após reunião

Hoje (18) na parte da tarde o Agente de Cultura e atual presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos reuniu-se na 3ª DIREC - Nova Cruz/RN com cantores habilitados na Lei Aldir Blanc, onde discutiram sobre o preenchimento do CONTRATO entre eles e a FJA (Fundação José Augusto -FJA), bem como novos editais que surgirão mais adiante.

Os mesmos estão esperando só receberem o contrato pela FJA para confirmar dados, imprimir e depois escanear e enviar de volta para a FJA.

Todos também estão pré-inscritos no Edital da Prefeitura Municipal de Nova Cruz/RN, esperando o desfecho final das referidas inscrições, esperançosos é claro de estarem entre os contemplados, já que também sente-se no direito de igualdade de competir.


terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Como surgiu a Declaração Universal dos Direitos Humanos? - Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM

Imagens da mostra “Declaração Universal dos Direitos Humanos por Otávio Roth”, artista plástico e ativistas dos direitos humanos que criou obra com o objetivo de democratizar o texto – Aquarelas de Otavio Roth/Coleção da família/Reprodução.

Publicado originalmente no site Brasil de Fato

POR LU SUDRÉ

“Todos iguais em dignidade e direitos”. A máxima estabelecida pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada e proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) em 10 de dezembro de 1948, inaugurou os pilares dos direitos humanos em nível internacional.

Desenvolvido com o objetivo de reconstruir novos alicerces de um mundo abalado pela barbárie da Segunda Guerra Mundial e pelo nazismo, o instrumento determina direitos iguais e inalienáveis para todos os seres humanos como fundamentos da liberdade, da justiça e da paz.

“O ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações”, ressalta o texto.

Embora a Declaração dos Direitos Humanos não tenha obrigatoriedade legal, foi utilizada como referência para outros tratados da ONU que detém força de lei, como o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos e o Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais.

A Declaração também prevê que todos os seres humanos possam invocar os direitos e as liberdades proclamados por ela, sem distinção alguma entre os cidadãos, seja de raça, gênero, língua, de religião ou de opinião política.

Formulado por 30 artigos, o instrumento global determina que os cidadãos tenham direito à saúde e ao bem-estar, à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e a todos os serviços sociais necessários.

Segundo a ONU, a Declaração está hoje disponível em mais de 500 idiomas e é o documento mais traduzido do mundo.

O dispositivo proíbe de forma veemente todas as formas de escravidão e tortura, assim como todo tratamento degradante.

Já o artigo 24 prevê que todo ser humano tem direito a repouso e lazer, destacando que as horas de trabalho devem ser limitadas e que todos devem ter férias remuneradas e periódicas.

A liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada nação, assim como o direito de deixar qualquer país, incluindo o próprio, com a possibilidade de regresso garantida, é determinado por outro artigo.

Assista ao vídeo sobre o assunto:

Contexto brasileiro

Ainda que mecanismos de controle tenham sido desenvolvidos pelas Nações Unidas para a efetivação dos artigos previstos na Declaração Universal, essa não é a realidade em diversos países.

O Estado brasileiro, por exemplo, tem falhado em assegurar direitos básicos universais para a população — um processo agravado nos últimos anos com a chegada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Palácio do Planalto.

O direito à liberdade de opinião e de expressão, previsto na Declaração, é cotidianamente ferido pelo presidente, que elegeu a mídia como sua principal inimiga.

Conforme levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em 2019 foram registrados 208 casos de violência contra a imprensa, somando episódios de descredibilização da imprensa e agressões diretas. O número é 54,07% maior do que o registrado no ano anterior.

Sozinho, o presidente Jair Bolsonaro foi responsável por 114 casos de descredibilização da imprensa e outros sete casos de agressões verbais e ameaças diretas a jornalistas em 2018, totalizando 121 casos — o que corresponde a 58,17% do total.

Um estudo da Unesco divulgado em 2 de novembro, Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, mostrou que 44 jornalistas brasileiros foram mortos entre 2006 e 2019. Desses, 32 casos permanecem sem desfecho.

A própria tradição do multilateralismo da ONU, criada em 1945 como uma organização que mediasse negociações sobre conflitos internacionais, para evitar guerras, assim como promover a paz e a democracia, é criticada por Bolsonaro.

O direito ao trabalho em condições equitativas e satisfatórias, assim como a proteção contra o desemprego, também estão previstos na Declaração dos Direitos Humanos. Entretanto, com a crise do novo coronavírus e sem medidas mais efetivas por parte do governo, a taxa de desemprego chegou a 14,1% em outubro e atingiu 13,8 milhões de pessoas.

O direito à moradia também foi amplamente violado durante a pandemia. Segundo a Campanha Despejo Zero, mais de 6 mil famílias brasileiras foram despejadas de suas casa somente durante a pandemia.

Resistência

Em razão dos 72 anos da Declaração, celebrados na última quinta-feira (10), organizações da sociedade civil reforçaram a articulação contra ataques aos direitos humanos em curso no Brasil.

Durante o webinar “Direitos Humanos importam!”, realizado pelas organizações signatárias do Pacto pela Vida e pelo Brasil, iniciativa criada no início da pandemia do novo coronavírus, o renomado jurista Fábio Konder Comparato declara que o Brasil é um notório representante de descompasso entre o que está previsto na Declaração e na Constituição Federal de 1988, e a realidade.

[11.12] Konder Comparato – Lu Sudré “O respeito às normas de direitos humanos exige a instauração de uma política a longo prazo que vise reduzir drasticamente a desigualdade social. Esse objetivo supremo só será alcançado quando instaurarmos um regime verdadeiramente democrático e republicano, onde a soberania pertença efetivamente ao povo e não à minoria abastada da população, as oligarquias”, disse Comparato, integrante da Comissão Arns.

Cármen Lúcia dá 24 h para Heleno e diretor da Abin explicarem relatórios no caso Flávio Bolsonaro - Fonte: REVISTA FÓRUM

No despacho em que fez determinação, ministra escreveu que a corte decidiu expressamente pela “ilegitimidade de uso da máquina ou de órgãos estatais para atender interesses particulares de qualquer pessoa”.

A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, deu prazo de 24 horas para que o governo explique relatórios feitos pela Agência Brasileira de Informação (Abin) para orientar a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso das “rachadinhas”. A determinação foi assinada nesta segunda-feira (14).

A ordem de Cármen Lúcia tem destinatários nomeados na ação: o diretor-geral da Abin, que é Alexandre Ramagem, e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), ou seja, o general Augusto Heleno.

A ministra deu a ordem após o partido Rede Sustentabilidade ter protocolado petição, no último sábado (12), em que denunciava a elaboração de tais documentos usando como fontes “reportagens jornalísticas”. O jornalista Guilherme Amado, da Revista Época, revelou que a Abin preparou dois relatórios para “defender Flávio Bolsonaro no caso Alerj”. O detalhe é que os próprios advogados de Flávio confirmaram a veracidade dos documentos à revista Época e o filho de Jair Bolsonaro não negou quaisquer informações publicadas.

Na petição, o partido pedia que o governo fosse intimado a enviar as informações em dez dias. Cármen Lúcia foi ainda mais rigorosa.

Ação Direta de Inconstitucionalidade

A determinação aconteceu no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6529, movida pela Rede e pelo PSB, em que foi definido qual é o escopo de atuação das atividades de inteligência, julgada pelo plenário do STF no dia 13 de agosto.

No despacho em que exigiu as informações de Heleno e Ramagem, Cármen Lúcia escreveu: “O quadro descrito pelo autor da petição é grave. Este Supremo Tribunal Federal afirmou, expressamente, na decisão da medida cautelar, a ilegitimidade de uso da máquina ou de órgãos estatais para atender interesses particulares de qualquer pessoa”.

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Fabíola Salani

Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.