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sábado, 6 de março de 2021

Governadora anuncia novo decreto com ampliação do toque de recolher

ELISA ELSIE - ASSECOM/RN

A governadora do Rio Grande do Norte, professora Fátima Bezerra, declarou em entrevista coletiva, realizada nesta sexta-feira (5) na Escola de Governo, que o toque de recolher passará a ser das 20h às 06h, de segunda a sábado, e aos domingos será integral. O novo horário é válido a partir deste sábado (6), com a publicação do decreto em edição extra do Diário Oficial de hoje. Os serviços essenciais continuarão funcionando, mas para ter o direito de circular, as pessoas deverão comprovar a necessidade. 

“O RN vive um pré-colapso no seu sistema. Todos os esforços estão sendo feitos para abertura de novos leitos, mas esse trabalho não está sendo o bastante para conter a propagação do vírus. Não vou iludir a população do Rio Grande do Norte afirmando que basta abrir leitos. É imperativo que a gente adote o isolamento social”, recomendou a chefe do Executivo estadual. Na ocasião, ela estava visivelmente emocionada ao anunciar que 73 pacientes estão na fila de espera por um leito de UTI, em Natal e região metropolitana.  

A ampliação do toque de recolher e as recomendações para os municípios, estão relacionadas ao novo decreto estadual que será publicado em edição extra do Diário Oficial do Rio Grande do Norte nesta sexta-feira (05). No mais, permanecerão em vigor as recomendações do decreto anterior, como a proibição de funcionamento de parques esportivos, circos, clubes sociais, suspensão de atividades religiosas, missas, cultos e congêneres, além de aulas presenciais e eventos corporativos. 

Fátima afirmou que conversou com o prefeito da capital, Álvaro Dias, e com o prefeito Allysson Bezerra, de Mossoró, pedindo a compreensão de ambos para a adoção de medidas restritivas. “É nesse sentido que conclamamos mais uma vez aqui, população e prefeitos, para que nós estejamos unidos no pacto pela vida.” 

A governadora disse ainda que continua lutando por mais vacinas para o estado, considerando que quanto mais avançarmos no processo de imunização, mais rápido seguiremos para a retomada da vida normal. “O Governo está fazendo sua parte e a população tem que fazer a sua parte também. É imprescindível que sejam cumpridas as determinações do decreto, para que a gente possa cuidar do povo potiguar”, reiterou. 

Por fim, fez um apelo: “Não temos o direito de vermos todos os dias os nossos entes indo embora. Tenho dito que não sossegarei um só minuto para fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para salvar vidas do povo potiguar. A vida se impõe em qualquer situação. Em primeiro lugar, nós temos o dever e a obrigação de cuidarmos da saúde do nosso povo. Para que de mãos dadas possamos conter a propagação do vírus.” 

O titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesap), Cipriano Maia, informou que o sistema Regula RN apresentou alta de 17 leitos relativos a novos óbitos - “o que mostra a gravidade da situação”, pontuou. Ele explicou que o novo decreto é baseado nas recomendações do Comitê de Especialistas da Sesap. Porém, além das medidas contidas no decreto, os especialistas emitiram um documento com uma série de recomendações, como por exemplo, a não propagação de medicamentos de prevenção, ”pois não há evidências científicas e pode dar a falsa ilusão de que as pessoas estão protegidas.” 

BOLETIM COVID 

Casos - Confirmados: 171.943; Suspeitos: 93.241; Descartados: 370.755. 

Óbitos confirmados: 3.709, sendo 14 nas últimas 24h - Natal (04), Parnamirim (02), João Câmara (01), Santo Antônio (01), Mossoró (04), Tenente Ananias (01) e São Rafael (01). 

Suspeitos: 780; Descartados: 722.  

Acesso aos Boletins: https://portalcovid19.saude.rn.gov.br 

Fonte: http://www.rn.gov.br


Lélia Gonzalez é homenageada em grafite gigante no centro de São Paulo

(Foto: Cooletivo (@Cooletivo))

Painel faz parte da “Mostra Brasileiras”, do coletivo SP Aberta, e é de autoria da artista plástica Linoca, que se inspirou nos textos e pesquisas da ativista.

Por Juca Guimarães, no Alma Preta - A artista plástica Linoca Souza, 32 anos,  é a responsável pelo painel em homenagem à ativista Lélia Gonzalez, na Barra Funda, que compõem a série de painéis gigantes ao longo do Elevado João Goulart, conhecido como Minhocão, na cidade de São Paulo. O desenho foi concluído essa semana e traz a imagem de Lélia Gonzalez, do caju, São Jorge, uma figura indígena e uma cena de congada.

Segundo a autora, a obra é cheia de referências à cultura brasileira e à ancestralidade africana. “Todos esses elementos foram pensados dentro do conceito dos brasileiros e da Lélia, por exemplo, quando ela fala do ‘pretoguês’ e da construção da nossa língua diferente”, conta Linoca. 

Lélia Gonzalez (1935-1994) foi uma antropóloga e filósofa que ajudou a fundar o Olodum, o MNU (Movimento Negro Unificado) e o Centro de Pesquisas da Cultura Negra do Rio de Janeiro.  O grafite de Linoca é a primeira grande obra em São Paulo que faz uma homenagem à ativista. “Falar dela é muito importante para mim. Conheci o trabalho dela na graduação, junto com os escritos da Sueli Carneiro. Fiquei muito encantada. Me mandaram uma foto que foi escolhida pela família da Lélia”, compartilha a artista plástica.

A ativista do movimento negro foi pioneira na produção literária sobre a intercecções de gênero e território no debate racial. Ela escreveu o livro “Por um Feminismo afro-latino-americano”, uma coletânea de textos escritos entre 1975 e 1994, lançado pela editora Zahar, com capa da Linoca e lançado em 2020.  A produção literária de Lélia segue atual no debate sobre o feminismo negro.

“Ela é uma mulher muito forte com uma pesquisa incrível. Quero que mais pessoas conheçam essa mulher, entendam e conheçam a história dela. Isso pra gente se ajudar neste processo de busca”, diz Linoca, que pinta desde a adolescência, que passou entre os bairros do Capão Redondo e Campo Limpo, na periferia da Zona Sul da cidade.

A obra, de acordo com a artista, tem um caráter também de desafio ao racismo. "A congada, por exemplo, tem um contexto afro-religioso. Sei que isso acaba incomodando quem é preconceito e racista", pondera.

A relevância de Lélia é reconhecida inclusive pela ativista norte-americana Angela Davis, que integrou os Panteras Negras. Durante uma série de palestras no Brasil, ela destacou a importância da obra de Gonzalez para a negritude. “Por que vocês precisam buscar uma referência nos Estados Unidos? Eu aprendo mais com Lélia Gonzalez do que vocês comigo”, afirmou a norte-americana em visita ao território brasileiro, em 2019.

Fonte:Brasil 247 - (https://www.brasil247.com/cultura/lelia-gonzalez-e-homenageada-em-grafite-gigante-no-centro-de-sao-paulo).

Museu Afro Brasil: horário e protocolo de funcionamento


 ATENÇÃO: ATIVIDADES SUSPENSAS ATÉ O DIA 19/03/2021,
de acordo com Plano São Paulo de Combate à COVID-19.

Após meses de paralisação em decorrência da pandemia da Covid-19, o Museu Afro Brasil retomou suas atividades presenciais com novos horários e procedimentos de funcionamento.  

Alinhado de acordo com protocolos sanitários estaduais e municipais que buscam preservar a segurança e saúde de usuários e equipes de trabalho, nosso horário de funcionamento passa a ser de terça a domingo, das 11h às 16h (com permanências até às 17h. A aquisição de ingressos deve ser feita remotamente, a partir de reserva de ingresso online (clique aqui para comprar seu ingresso). Outras atividades como visitas mediadas sem agendamento estão temporariamente suspensas. Já as visitas agendadas devem adequar-se a novos padrões, como o limite de 10 pessoas por grupo.

O Museu Afro Brasil segue os protocolos e orientações legais para a realização de atividades presenciais. Seus funcionários estão capacitados para atendimento de público e a infraestrutura do prédio está adequada com as novas normas técnicas determinadas para equipamentos culturais.

Fonte: http://www.museuafrobrasil.org.br

quinta-feira, 4 de março de 2021

Justiça suspende direito de associação da Paraíba para cultivo medicinal de maconha

 Foto: ArtistGNDphotography / Getty Images

 POR NINJA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entrou na justiça para retirar o direito da Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace), de João Pessoa, na Paraíba, de cultivar maconha para fins medicinais. Atendendo ao pedido da agência, na última sexta-feira, o desembargador Cid Marconi, do tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), determinou a suspensão da liminar que permitia a associação de exercer o cultivo da planta.

A Anvisa alega que a Abrace estava produzindo óleo de cannabis “em escala industrial”, sem tomar “medidas para evitar propagação indevida da maconha”. Além disso, a agência reguladora afirma que a entidade não teria providenciado a Autorização Especial (AE) necessária. A associação nega os apontamentos da Anvisa, diz que produz o óleo apenas para seus associados, conforme previsto pela Justiça, e que cumpria todas as regras estabelecidas pela sentença anterior. Durante o processo, o Ministério Público Federal (MPF) se manifestou de maneira favorável ao cultivo de maconha pela entidade.

Milhares de mães, pais de pacientes que dependem desse tipo de tratamento médico estão apreensivos com a possibilidade de perder acesso ao medicamento após a ação da Anvisa. Em uma reportagem de Leandro Machado para a BBC Brasil, Cíntia Duarte, de 45 anos, mãe de Bernardo, 9, que nasceu com paralisia cerebral e usa o óleo de cannabis desde 2015, conta: “Estou desesperada. É como se dissessem para mim: ‘Cíntia, seu filho vai voltar a ser como antes, seu filho não tem direito a melhorar, você vai perdê-lo”.

Segundo Cíntia, antes do medicamento, o menino tinha por volta de 100 convulsões diárias e passava semanas internado em hospitais. Hoje, as crises são raras, e ele apresentou melhoras cognitivas, motoras e de aprendizagem.


A Abrace é reconhecida por todo o Brasil pela seriedade e compromisso com milhares de pessoas que dependem de medicamentos à base de maconha. A abrace não pode parar!


Instituto Brasileiro de Museus – Ibram lança a 19ª Semana Nacional de Museus com o tema, O Futuro dos Museus: Recuperar e Reimaginar

As inscrições foram abertas e vão até o dia 19 de março de 2021. Os museus e outras instituições culturais poderão se inscrever aqui para participar da 19ª Semana Nacional de Museus (SNM) que acontece anualmente dia 18 de maio, Dia Internacional dos Museus.

As instituições interessadas em participar da 19ª SNM devem inscrever atividades para serem realizadas entre os dias 17 e 23 de maio de 2021, chamando a comunidade para refletir, discutir e trocar experiências sobre o tema sugerido pelo ICOM (Conselho Internacional de Museus): o futuro dos museus – recuperar e reimaginar.

A realização das atividades fica sob a responsabilidade da própria instituição que as inscrever, bem como a viabilização para seu desenvolvimento. Ao Ibram cabe divulgar a programação nacional da SNM e produzir o Guia da Programação Virtual.

Tema
Neste ano, o tema escolhido foi O Futuro dos Museus: recuperar e reimaginar, que propõe a reflexão sobre o futuro dos museus. De acordo com o tema, reimaginar um futuro para os museus significa não apenas dialogar com os avanços tecnológicos, os recursos e ferramentas deles advindos, mas também compreender como afetam a maneira de ser e de estar no mundo.

Fonte: BRASIL CULTURA

MUSEU DA DIVERSIDADE SEXUAL PROMOVE PROGRAMAÇÃO VIRTUAL COM RODA DE CONVERSA, AULAS DE YOGA, OFICINA DE BORDADO E A 9ª EDIÇÃO DO SARAU LGBT

Durante o período de isolamento social, as atividades online seguem sendo uma ótima oportunidade para manter a população conectada com a arte, cuidados com o corpo, promover debates e levantar pautas sociais relevantes. Pensando nisso, o Museu da Diversidade Sexual – MDS, instituição vinculada à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerido pela Amigos da Arte, transmite no mês de março aulas online de Yoga (6 a 27/3), bate-papo sobre Mediação Cultural e Feminismos (11/3), oficina de bordado (12/3) e também a 9ª edição do Sarau LGBT do Museu da Cidade em parceria com o MDS (20/3).

A programação virtual é transmitida pelas redes sociais e plataforma Cultura em Casa, criada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerida pela Amigos da Arte.

Programação

Dias 06, 13, 20 e 27 de março, sábados, 10h

Mona, se cuida, se ama!

Maratona de aulas abertas no Instagram com Vanessa Joda, idealizadora da página @Yogaparatodos. A professora fará uma introdução à prática de Yoga visando ações para todas as corpas.

Dia 11 de março, quinta-feira, 19h

Mediação Cultural e Feminismos Plurais

Bate-papo mediado pela educadora Gabriela Augusta, com três convidadas abordando questões de gênero, representatividade feminina e educação em processos de mediação cultural. Este encontro contará com as presenças de Ferícia Lopes (@fericialopes), travesti, negra, educadora e estudante de Letras na USP; Fabiana Lima (@fabianalimamulticultural), educadora, jornalista e produtora cultural e Mayana Vieira (@mayana_vieiram), educadora nas áreas de linguagem, direitos humanos e integrante do Slam do Grajaú e Brejo Produções.

Dia 12 de março, sexta-feira, 16h

Oficina de bordado com Jessica de Sá

@bordadeiradebusao, utilizando palavras, bordões e símbolos LGBTQIA+. A proposta da oficina é traçar relações entre o trabalho de Jéssica e a obra “Fresta” da artista Silvana Marcondes, que está na exposição Ressetar, do MDS. Vale lembrar que essa é uma primeira aproximação com o bordado e a participação é livre e para iniciantes. No encontro serão apresentados dicas de materiais, instruções de como passar o desenho para o tecido e dois pontos diferentes de bordado. O desenho que será bordado durante a oficina, será previamente disponibilizado.

Dia 20 de março, sábado, 14h

9ª edição do Sarau LGBT do Museu da Cidade realizada em parceria com o MDS com o tema #Ao vivo e a cores.

A plataforma #CulturaEmCasa foi lançada no dia 20 de abril do ano passado. Seu objetivo é ampliar o acesso da população a conteúdos culturais de qualidade, 100% gratuito. Nos quatro primeiros meses, registrou cerca de 1,6 milhão de visualizações e 1,2 mil conteúdos disponibilizados.

O conteúdo é gerado pelas instituições culturais vinculadas à Secretaria, por instituições parceiras e por artistas e produtores culturais independentes, que são remunerados pelo licenciamento. Trata-se, portanto, de um instrumento de geração de renda e oportunidades para o setor cultural e criativo de São Paulo.

Realizado pela plataforma, o Festival #CulturaEmCasa apresenta lives de artistas representativos da diversidade cultural de São Paulo, como Renato Teixeira, José Celso Martinez Corrêa, Supla, Sérgio Mamberti, Tom Zé, André Abujamra, Cássio Scapin, Erasmo Carlos, o pianista Marcelo Bratke, Paula Lima e Alaíde Costa, Digão (Raimundos), João Suplicy, Lucy Alves e Rodrigo Penna. É transmitido de sexta a domingo, às 21h30.

A plataforma segue apresentando as lives do Intensivão #CulturaEmCasa (que atualmente ocorre de segunda a quinta-feira às 17h). O Intensivão é uma série de aulas e palestras com temas diversos relacionados à arte e à criatividade. Já participaram nomes como Marcelo Tas, Débora Tabacof, Estéfi Machado, Ivam Cabral, Rita Von Hunty e Dona Jacira, Paulo Jackson (do Museu Catavento), Renata Lipia, William Coelho e Rogério Zaghi (Osesp), Moreira de Acopiara, Donny Correia, entre outros.

Ainda no formato live, a plataforma #CulturaEmCasa também lançou no dia 29 de junho, o programa #DiálogosNecessários, que reúne pensadores e profissionais de diversas áreas para reflexões plurais com abordagens diversificadas e antagônicas. Os encontros são moderados pelo ensaísta e professor de Literatura João Cezar de Castro Rocha e pelo jornalista Martim Vasques da Cunha. O #Diálogos Necessários é veiculado às segundas e quartas-feiras, às 17h.

Na plataforma, também é possível acompanhar o #SPGastonomia, lançado no dia 6 de julho. De segunda a quinta-feira, às 19h30, chefs, nutricionistas e especialistas brindarão o público com aulas, receitas, histórias, curiosidades e debates sobre diversos temas relacionados à gastronomia de São Paulo. É uma grande vitrine da diversidade e da qualidade do setor. As lives têm nomes como Lucas Corazza, Mohamad Hindi, André Boccato, Morena Leite e Lucas Bernardini, Fabrízio Fasano Jr, Roberta Sudbrack, o Chef teen Eduardo Prado, Dri Knapp e Angelita Gonzaga.

A plataforma reúne também conteúdos inéditos das instituições da Secretaria, entre as quais a OSESP, a Jazz Sinfônica, a Pinacoteca, o Museu da Imagem e do Som, o Museu do Futebol, o Museu da Diversidade Sexual, a São Paulo Companhia de Dança e o Projeto Guri..

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

terça-feira, 2 de março de 2021

ARTE DO CORPO OFICIAL - NOVA CRUZ-RN


ARTE DO CORPO OFICIAL - NOVA CRUZ-RN

A CIA de Danças e Teatro Arte do Corpo neste ano de 2021 orgulhosamente apresenta "Uma Viagem Para Oz", a ser realizado na Cidade de Nova Cruz - RN através da Lei 14.017/2020 Aldir Blanc, juntamente com a Fundação José Augusto (FJA), Governo do Estado do Rio Grande, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Toda a Equipe da CIA de Danças e Teatro Arte do Corpo deseja estima e apreciação ao projeto. 

Saudações Culturais.

Poema sujo: a entrega sem fim - Portal BRASIL CULTURA

“Trata-se de um acontecimento dadivoso que se esquiva do controle autoral e envolve uma comunidade contingente, que partilha e reenvia a escuta dessa ausência presente, o sujeito exilado.”

Em “Traduzir-se”, ensaio célebre sobre a poesia de Ferreira Gullar, publicado no início dos anos 1980, João Luiz Lafetá traçou uma trajetória ascendente para o poeta que, ao longo da sua obra, teria ganhado forças e amadurecido. Para o crítico, os paralelos entre a realidade histórico-cultural brasileira e os posicionamentos do autor revelavam mais que “um poeta preocupado em perseguir os acontecimentos e em retratá-los”: mostravam um autor que mantinha um constante questionamento do eu, isto é, “uma exploração intensa da subjetividade”. Ponto culminante nesse caminho exemplar seria, é claro, o Poema sujo, publicado há 45 anos. Em seus versos, anota Lafetá, “o processo se completa”, uma vez que, “a procura de si mesmo (que é o primeiro nível do texto) se dá dentro de uma realidade cultural (os hábitos de vida em São Luís do Maranhão) e acaba por nos oferecer a imagem de pelo menos uma parcela da sociedade brasileira. Ou seja: a identidade pessoal revela-se como uma identidade cultural, inserida dentro de uma mais ampla identidade nacional”.

Sem dúvida essa questão se espraia e poderia ser percorrida longamente, em diversos textos e autores; quer dizer, Lafetá não estava sozinho nessa busca por identidades e identificações ao redor do poeta e do poema. Em 1976, em importante texto de intervenção publicado na revista Manchete, Vinicius de Moraes já afirmara que o Poema sujo era um dos mais importantes poemas do último meio século, escrito por aquele que, segundo ele, era “o último grande poeta brasileiro”.

E com as projeções identitárias ainda mais inflamadas (e para ficarmos apenas nestas três ocorrências bem conhecidas, numa série de várias outras), Otto Maria Carpeaux parece não ter hesitado quando declarou que o poema de Gullar deveria ser considerado o “poema nacional”, na medida em que encarnava “as experiências, vitórias, derrotas e esperanças da vida do homem brasileiro”. Para Carpeaux, o Poema sujo era “o Brasil mesmo, em versos ‘sujos’ e, portanto, sinceros”.

É certo que o complexo contexto político acirrava a luta, e os textos acima fazem parte dos debates de muito fôlego e pouco consenso que foram travados por anos em torno de definições positivas para o “nacional”, o “popular”, a “cultura brasileira”, a “vanguarda brasileira”, a “arte brasileira”… Para dizer de outro modo: a afirmação das identidades locais – não só a identidade brasileira, ou a argentina, ou a boliviana etc., mas também a latino-americana – era então, em linhas gerais, uma condição prioritária para estratégias que enfrentavam o subdesenvolvimento, a dependência, a padronização das práticas culturais e a indissociável violência das ditaduras militares que a partir da década de 1950 tomaram conta da região.

Seja como for, não deixa de ser interessante notar que o Poema sujo, esse “poema nacional” profundamente enraizado na memória mais pungente e nas experiências absolutamente singulares de um sujeito designado como brasileiro – enfim, não deixa de ser significativo que tal poema é, em uma palavra, estrangeiro. E não apenas porque tenha nascido sob a sombra do estranhamento e do exílio, uma condição imposta por Estados em regime de exceção e fartamente registrada pelo próprio poeta e seus críticos, em inúmeras oportunidades. Para além disso, eu diria que o Poema sujo é estrangeiro justamente porque resiste à cristalização identitária que, projetando-se sobre ele, tende a limitá-lo, fixando seu centro e seu sentido, sua origem e seu fim.

Sabemos a história da vertiginosa feitura do poema, entre maio e outubro de 1975, em Buenos Aires, após anos de uma vida errática constantemente ameaçada, transcorrida entre a clandestinidade do poeta no Brasil, depois em Moscou, Santiago, Lima e outras cidades. Temos notícia da espécie de embriaguez iluminada que envolveu sua escrita, relatada por Gullar reiteradamente. Uma e outra vez foi também afirmada a importância da leitura do poema, feita na casa de Augusto Boal, igualmente exilado na Argentina, e logo a importância da sua gravação em uma fica cassete, que ficou em mãos de Vinicius de Moraes. Sabemos que, já no Rio de Janeiro, Vinicius promoveu sessões para pequenos públicos, em que a voz ausente de Gullar ressoava por longos e emocionantes minutos; e que, antes da edição feita por Ênio Silveira (Editora Civilização Brasileira), no ano seguinte, cópias da gravação circulavam pela cidade, em pequenas audições.

Se eu retomo aqui essas circunstâncias é porque elas parecem apontar algo significativo: no limite dos versos – sobre uma margem móvel, sempre reposta, entre texto e contexto – é como se o poema emergisse marcado pelo signo do trânsito, o signo da repetição e da diferença.

Mais precisamente, é como se o poema fosse mesmo inseparável da entrega e do endereçamento aberto da escuta. Nesse caso, eu diria que a singularidade da experiência de Gullar e o acontecimento chamado Poema sujo comovem, antes de tudo, pela exteriorização de uma voz: uma voz que se projeta para a escuta alheia; voz que soa e, sobretudo, ressoa em repetições diferidas. Trata-se de um acontecimento dadivoso que se esquiva do controle autoral e envolve uma comunidade contingente, que partilha e reenvia a escuta dessa ausência presente, o sujeito exilado.

Ainda insistirei nisso, nessa potência da escuta do Poema sujo, a meu ver pouco explorada. Pois em geral encontramos entre leituras críticas um reforço da autoridade do autor e das figurações identitárias. Isso pode ser acompanhado na reincidência das interpretações sobre o que seria sujo no poema. Tais interpretações pouco se afastam das próprias declarações de Gullar. Como lemos em uma entrevista de 1998, publicada na revista Poesia sempre, o Poema sujo seria “sujo” por três razões: “em primeiro lugar ele é sujo porque é nordestino”, pela “miséria, a doença, a morte, o lodaçal, a favela, as palafitas”; em segundo lugar, é “sujo também porque, de acordo com a moral estabelecida, um poema que fala de boceta, de cancro, de todas as obscenidades, é sujo”, com “sujeira da vida”; e, finalmente, arremata Gullar, o poema é “sujo porque, estilisticamente, também assim cabia ser chamado, pois não obedece a nenhuma norma”, “porque mistura prosa, ritmo, rima – enfim, mistura tudo”.

Ora, claramente o poema vai além de tipificações, gêneros, moralidades; aliás, como todo poema, vai além da autoridade do autor ou da crítica, afastando-se portanto de qualquer tutela. Como afirmei acima, trata-se da entrega ou do endereçamento aberto da escuta. Uma proposição que pode ser reformulada deste modo: no exílio do autor, o Poema sujo ganhou corpo em contato com os sons de uma língua outra, próxima, mas muito distante da sua língua materna. Gullar escreve em “A história do poema”: “Inquieto, hanté, saía para a rua e ficava andando pelos quarteirões próximos à avenida Honorio Pueyrredón, onde eu morava, ou nas vizinhanças da estação Caballito do metrô, o coração aos baques, a transformar em palavras e imagens a enxurrada de lembranças, sentimentos e ideias que, desencadeada, ameaçava sufocar-me. Em seguida voltava para casa e redigia as novas estrofes”. Como não pensar que esse mesmo sujeito assombrado pelo exílio está sujeito a uma linguagem assombrada, também ela exílica?

É uma língua estrangeira que está à escuta do poema e a ele responde. Como certa vez escutei de Raúl Antelo, Poema sujo é escutado em castelhano como poema suyo, quer dizer, como poema dele, ou como seu poema. E o pronome possessivo corresponde, nesse caso, à terceira pessoa (“seu”, “sua”, “dele”, “dela” etc.), o que significa, como mostrou Roberto Esposito, que essas formas apontam figuras que permanecem ausentes do discurso dialógico, que necessariamente presentifica os sujeitos da enunciação; figuras das quais apenas se fala com a linguagem, ou às quais a linguagem se refere e continuamente se endereça, sem nunca tomar posse.

O poema é “sujo” porque ele está sempre em direção ao outro, a um qualquer. Porque, num contínuo movimento de exteriorização, é sempre remetido, e retorna, e de novo se doa, e arrasta para fora o eu, os limites da língua, as fronteiras da pátria. Essa entrega sem fim (com a qual são construídos os trânsitos, os tráficos, as traições e as traduções – todos os movimentos do desejo) por certo contagia as figurações do corpo, da memória, da terra natal; e a figura do poeta, sempre às voltas como a exploração subjetiva, pode encontrar sua expressão autobiográfica mais fiel numa sorte de desfazimento identitário: como uma voz alheia que, vindo de longe, dos confins da língua, ressoa nas entranhas do próprio corpo, ecoando o seu mais íntimo e inevitável desconhecimento de si.

[…]

Desce profundo o relâmpago

de tuas águas em meu corpo,

desce tão fundo e tão amplo
e eu me pareço tão pouco

pra tantas mortes e vidas

que se desdobram

no escuro das claridades,

na minha nuca,

no meu cotovelo, na minha arcada dentária

no túmulo da minha boca
palco de ressurreições

inesperadas

(minha cidade
canora)
de trevas que já não sei
se são tuas se são minhas

mas nalgum ponto do corpo (do teu? do meu

corpo?)

lampeja
o jasmim

ainda que sujo da pouca alegria reinante

[…]

Me levanto em teus espelhos

me vejo em rostos antigos
te vejo em meus tantos rostos
tidos perdidos partidos

refletido

irrefletido
[…]

Talvez essa seja a verdadeira luta corporal do poeta: em busca de dizer-se, ele deve recorrer a uma linguagem que sustenta sempre, afinal, que “eu é um outro”. No túmulo da boca, esse palco de ressurreições inesperadas, falam sim muitas vozes. Escrito, lido, escutado, gravado, copiado, repetido, editado, reeditado, relido, o Poema sujo parece mostrar-se indissociável desse endereçamento: sua força recai nessa entrega a um outro que permanece imprevisto, contingente, nunca determinado previamente ou em definitivo; um outro não conciliável em termos ascendentes nem apaziguável em termos identitários. Um outro sempre outro que, em sua impossível inscrição, apresenta-se, em suma, como uma saída.

Artur de Vargas Giorgi é doutor em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e professor de Teoria Literária da mesma instituição.

Fonte: Revista Cult

Folia de Reis

De origem portuguesa, é uma Festa católica ligada à comemoração do Natal, comemorada desde o século XIX. Segundo a lenda, quando Jesus nasceu, três reis magos foram visitá-lo, levando presentes.

Essa data, fixada em 6 de janeiro, passou a ter grande importância em países de origem latina, especialmente os que a cultura é de origem espanhola. Em alguns lugares esta comemoração se tornou mais importante até que o próprio Natal. Em Muqui, no Espírito Santo por exemplo, acontece desde 1950 o maior encontro nacional de folia de reis, reunindo cerca de 90 grupos de foliões do de regiões como Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, organizado pela Secretaria Municipal de Cultura.

Cidades brasileiras como o Rio de Janeiro, realizam folias até o dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, padroeiro do estado. Em outros estados a comemoração acontece com frequência em cidades do interior. Grupos de foliões visitam as casas que os acolhem e fazem doações , cantando e tocando músicas de louvor a Jesus e aos Santos Reis , em volta do presépio, com muita alegria.

Os instrumentos utilizados normalmente são a viola caipira, o acordeom ou sanfona,  a gaita, o reco-reco e a flauta. Liderados pelo Capitão da Folia, seguem reverenciando a bandeira, carregada pelo bandeireiro. A bandeira carrega o símbolo da folia. Decorada com figuras que levam ao menino Jesus, feita geralmente de tecido, é enfeitada com fitas e flores de plástico, tecido ou papel, sempre costuradas ou presas com alfinete, nunca amarradas com nós cegos, para segundo a crença não “amarrar” os foliões ou atrapalhar a caminhada

Ao chegar às casas que os recebem, a primeira a entrar é a bandeira, que fica hasteada e todos então cantam a canção de chegada. Em seguida acontecem as paradas para os almoços e jantares, oferecidos pelos donos das casas e que são agradecidos pelos foliões com modas de viola e danças como o cateretê e catira.

O Bastião ou palhaço, que usa roupas coloridas, máscara e carrega uma espada e é o responsável por abrir passagem para a Folia, também recita poesias e cita passagens da Bíblia. Os demais participantes se dividem de forma que cada um cante de uma maneira no coro de vozes e isso traz um som muito agradável.

O mestre, sempre inicia os cânticos, é a posição mais importante do bando, pois ele é o responsável pelo andamento dos cantos, da colocação das vozes, é uma espécie de maestro, além de ser o que conhece a origem do grupo, o fundamento e a história da trajetória.

Com versos improvisados de agradecimento pela acolhida, os demais, cada qual na sua voz e vez, repetem os versos acompanhados pelos seus instrumentos. Estes instrumentos são sempre enfeitados com fitas coloridas, cada cor representa um simbolismo, rosa, amarela e azul, podem representar Maria, a branca o Espírito Santo.

Na casa que recebe os foliões tem o festeiro, que é o responsável pela preparação da festa da chegada da bandeira. Ao sair os foliões então cantam a canção de despedida e agradecem os donativos e partem para outra casa que os receberão.

Este folclore nacional, embora um pouco desconhecido das grandes cidades tem grande significância no interior de grandes Estados. Algumas destas cidades são: Campo Mourão, Pinhais, São Jose dos Pinhais, Toledo, Maringá no Paraná, Araraquara, Barretos, Bebedouro, Bom Jesus dos Perdões, Campinas, Franca em São Paulo.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Aniversário do Rio de Janeiro - " ONTEM (1) FOI O ANIVERSÁRIO DA CIDADE MARAVILHOSA! - RIO DE JANEIRO!

 O Aniversário do Rio de Janeiro é comemorado em 1 de março na capital carioca.

A cidade do Rio de Janeiro é internacionalmente conhecida como uma das mais belas do mundo, pelas suas incríveis paisagens naturais e pelo caloroso e divertido povo carioca.

Muitas pessoas confundem o dia do aniversário do Rio de Janeiro (1º de março) com o dia do santo padroeiro da cidade: São Sebastião, que é celebrado em 20 de janeiro pela Igreja Católica.

No dia do aniversário do Rio de Janeiro, 1 de março, não é feriado, mas no Dia de São Sebastião, 20 de janeiro, é feriado municipal na capital carioca.

O aniversário do Rio de Janeiro é comemorado nesse dia, pois em 1º de março de 1565 Estácio de Sá fundou oficialmente a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, com o intuito afastar tentativas de invasões deste território por parte de nações estrangeiras – como os franceses e espanhóis.

Comemorações do aniversário do Rio de Janeiro

A prefeitura do Rio de Janeiro promove várias atividades para o público como forma de comemoração do aniversário da cidade. Shows ao vivo, exposições e demais atividades culturais são algumas das atrações que os cariocas podem aproveitar durante esta data.

Tradicionalmente, também é servido um bolo gigantesco para que os populares possam “cantar parabéns” para a cidade sob o Cristo Redentor, principal símbolo da capital fluminense. Depois, o bolo é repartido e distribuído entre os presentes;

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