Postagem em destaque

FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

domingo, 4 de abril de 2021

7 bairros de Natal (RN) que não vingaram - Por Henrique Araujo

 

Você sabia que já foram propostos pelo menos 7 novos bairros para Natal?

Pois é. Começamos com o Decreto-Lei n° 245, do ano de 1947, que dividiu o município do Natal em duas áreas distintas: urbana e suburbana.

As duas áreas dividiam, por sua vez, a cidade em 11 bairros: Santos Reis, Rocas, Ribeira, Cidade Alta, Petrópolis, Tirol, Alecrim, Lagoa Seca, Lagoa Nova, Carrasco e Quintas, e ocorreu através do outro Decreto-Lei , o 251, do mesmo ano.

Só que em 1979 uma nova proposta para a delimitação de bairros foi elaborada pela Secretaria Municipal de Planejamento – SEMPLA e o Instituto de Desenvolvimento Econômico – IDEC, incorporando novos bairros, mas ainda de forma não oficial.

Matéria do jornal "O Potiguar" com João Gothardo Dantas Emerenciano, sociólogo da SEMURB.

Atualmente o município de Natal é constituído apenas de área urbana, totalizando 36 bairros distribuídos em 04 regiões administrativas. A delimitação atual ocorreu em 1994, através das Leis nº 4. 327; nº 4. 328; nº 4. 329 e nº 4. 330, sancionadas na administração do Prefeito Aldo Tinôco Filho.

Mas o que talvez você não saiba é que alguns bairros de Natal foram criados por leis mas ficaram só na teoria ou tiveram vida curtíssima. João Gothardo Dantas Emerenciano, sociólogo da SEMURB, elaborou um artigo bem detalhado sobre esses bairros, confira:

1º Bairro da Conceição

Procissão de encerramento da festa de Nossa Senhora da Conceição em Pau dos Ferros (RN).

Muito possivelmente em homenagem à Nossa Senhora da Conceição, o bairro que levaria seu nome foi criado através da Lei nº 349, de 12 de maio de 1955, na administração do Prefeito Wilson de Oliveira Miranda.

A área conhecida como “antiga Baixa da Coruja” compreendia as Ruas Antônio Glicério, Jerônimo Macedo, São Francisco, São Mateus, São Marcos, Santo Antônio, Vila Dantas e parte da Presidente Gonçalves.

2º Bairro Padre João Maria

Foto do padre João Maria Cavalcanti de Brito, nascido em Jardim de Piranhas, 23 de junho de 1848

O caridoso Padre João Maria, nascido em Jardim de Piranhas, RN, em 1848, também quase teve um bairro com seu nome. Ele foi criado através da Lei nº 836, de 18 de agosto de 1958, na primeira gestão do Prefeito Djalma Maranhão.

O sociólogo explica que a linha divisória do bairro parte da intercessão do prolongamento da Rua Dionísio Filgueira com o Oceano Atlântico; depois segue por esse prolongamento na direção leste/oeste, pela Rua Dionísio Filgueira, até alcançar a Rua Joaquim Manoel, prosseguindo por essa, na direção norte/sul, até alcançar o início da Av. Hermes da Fonseca. Depois prossegue por esta última, até o seu final, onde, sofrendo uma deflexão de 30 graus para a direita, segue, em linha reta, por uma extensão de 900 metros; daí sofre nova deflexão de 90 graus à esquerda até encontrar a linha divisória do Bairro de Mãe Luíza, prosseguindo, por esta, até o Oceano Atlântico; daí segue pela orla marítima, até alcançar o ponto de partida. Mais detalhado impossível, né?!

Dentro da delimitação do que seria o bairro do Padre, perduram as denominações populares dos trechos conhecidos por Areia Preta, Praia do Meio e Alto do Juruá, completa.

3º Bairro Ebenézer

Marcelo C. Rodrigues no Pinterest (https://br.pinterest.com/pin/773634042213854421/)

Ebenézer é uma expressão bíblica que corresponde ao nome de uma aldeia de "Efraim" onde os filisteus derrotaram os israelitas e significa literalmente “pedra de ajuda”.

O bairro foi criado através da Lei nº 1.113, de 03 de janeiro de 1961, na segunda gestão do Prefeito Djalma Maranhão.

A área compreendia os loteamentos dos Srs. Isaías, João e José Cavalcanti, na antiga propriedade denominada Quintas, limitando-se ao sul com o Rio Potengi; norte com a Estrada Vereador Felizardo Moura; oeste com o terreno da Marinha de Guerra; leste com a Estrada de Rodagem de Macaíba.

4º Bairro Presidente Goulart

Ex-presidente João Goulart

Esse foi criado através da Lei nº 1.393, de 20 de dezembro de 1963, na gestão do Prefeito Djalma Maranhão, e supostamente homenageia o ex-presidente João Goulart, chamado de "Jango".

A área desse bairro limitava-se ao norte a partir do cruzamento da Av. Bernardo Vieira, com a via permanente da R.F.N. à BR-12; ao sul partindo da BR-12 pela linha divisória das zonas suburbanas e rural do município e via permanente da R.F.N.; a leste com o trecho da via permanente da R.F.N. localizada entre a Av. Bernardo Vieira e a Colônia São Francisco de Assis; oeste ao longo da BR-12, entre a Av. Bernardo Vieira e a linha divisória das
zonas suburbanas e rural do município.

5º Bairro Jaguarari

Foto ilustrativa. Fonte: ARAGUAIA NOTÍCIA

A palavra "Jaguarari" em tupi-guarani significa literalmente: "o rio da onça", e já dá nome à uma avenida da cidade.

O bairro foi criado através da Lei nº 1.580, de 08 de setembro de 1966, na administração do Prefeito Ernani Alves da Silveira. A área, desmembrada do bairro do Alecrim, limitava-se ao norte com o riacho do Baldo que se limita com o bairro da Cidade Alta; ao sul com a Av. Alexandrino de Alencar; a leste com a Rua São José; a oeste com as Ruas Cel. José Bernardo e Cel. Estevam.

6º Bairro Riachuelo

Imagem: freepik

Apesar da famosa rede de lojas, a palavra Riachuelo significa pequeno riacho.

O bairro que levaria seu nome foi criado através da Lei nº 1.581, de 08 de setembro de 1966, na administração do ex-prefeito Ernani Alves da Silveira, falecido em 2012. A Lei não limita a área, mas ela compreendia a antiga "Brasília Teimosa".

7º Bairro São José

Bairro do Alecrim onde seria o bairro São José. Fonte: Google Maps.

O bairro São José foi criado através da Lei nº 1.851, de 23 de setembro de 1969, também na administração do Prefeito Ernani Alves da Silveira.

A área compreendia o antigo "bairro da Guarita”, que fica no bairro do Alecrim, e limitava-se ao norte com o Rio Potengi; ao sul com a Rua Ary Parreiras; a leste com a Rua Sílvio Pélico, esquina com a Rua Ary Parreira e a oeste com a Rua Cônego Monte.

Fontes: Prefeitura Municipal de Natal, Secretaria Especial do Meio Ambiente e Urbanismo, Natal 400 anos depois, Natal: SEMURB, 1999. NEGROMONTE, J. A.; VERA CRUZ, Etelvino (Orgs.). Guia da cidade do Natal. Natal: [s.n.], 1958. RIO GRANDE DO NORTE, e leis do Diário Oficial do Estado.

Comente   Ver todos os comentários

Cancele a assinatura para não receber mais posts de Curiozzzo - Super curiosidades do Rio Grande do Norte.
Altere suas configurações de email em Gerenciar assinaturas.

Problemas ao clicar? Copie e cole esta URL no seu navegador:
https://curiozzzo.com/2021/04/03/7-bairros-de-natal-rn-que-nao-vingaram/


Fpnte: 

sábado, 3 de abril de 2021

10 fotos do passado de Natal-RN que foram lindamente colorizadas [TOP!] Henrique Araujo

Depois daquelas foto comparações que foi sucesso, hoje preparamos uma lista especial de colorização de fotos antigas da cidade.

O trabalho vem sendo realizado pelo seguidor do blog, Jenônymo Tinôco, que é professor de inglês e fotógrafo amador, e que sempre que via as fotos antigas da cidade ficava imaginando como elas seriam se fossem coloridas.

Veja agora o lindo resultado:

Cruzamento da Av. Deodoro com a Av. João Pessoa

_

Teatro Alberto Maranhão, bairro da Ribeira

_

Antigo grupo escolar Augusto Severo, no bairro da Ribeira

_

Acidente no Aeroclube que vitimou o natalense primeiro civil a morrer pilotando um avião no Brasil, em 1930

_

Farol de Mãe Luiza nos anos 60

_

Maternidade Januário Cicco e Av. Rio Branco nos anos 60

_

Hidroavião amerrissando no Rio Potengi nos anos 40

_

Casarão na descida da Rio Branco, esquina com o restaurante do SESC

_

Antigo Cine Rio Grande, Cidade Alta, também pelos anos 60

_

Grande Ponto (av. João Pessoa com av. Rio Branco) ainda com o Mercado Público que pegou fogo à direita (hoje agência do BB).

Se gostou veja também os 5 fotógrafos mais antigos do Rio Grande do Norte, ah, e não esqueça de compartilhar esse post com seus amigos e parentes que gostam de fotos antigas!

Muitas das fotos foram encontradas no blog: TOK de História de Rostand Medeiros.

🔥174 Visualizações

Cruzamento da Av. Deodoro com a Av. João Pessoa

_

Teatro Alberto Maranhão, bairro da Ribeira

_

Antigo grupo escolar Augusto Severo, no bairro da Ribeira

_

Acidente no Aeroclube que vitimou o natalense primeiro civil a morrer pilotando um avião no Brasil, em 1930

_

Farol de Mãe Luiza nos anos 60

_

Maternidade Januário Cicco e Av. Rio Branco nos anos 60

_

Hidroavião amerrissando no Rio Potengi nos anos 40

_

Casarão na descida da Rio Branco, esquina com o restaurante do SESC

_

Antigo Cine Rio Grande, Cidade Alta, também pelos anos 60

_

Grande Ponto (av. João Pessoa com av. Rio Branco) ainda com o Mercado Público que pegou fogo à direita (hoje agência do BB).

Se gostou veja também os 5 fotógrafos mais antigos do Rio Grande do Norte, ah, e não esqueça de compartilhar esse post com seus amigos e parentes que gostam de fotos antigas!

Muitas das fotos foram encontradas no blog: TOK de História de Rostand Medeiros.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

RN: ATENÇÃO AOS ARTISTAS E GRUPOS CULTURAIS BENEFICIADOS PELA LEI ALDIR BLANC! LEIAM ESTA PORTARIA! URGENTE!

 


Projetos do IFRN são premiados na maior feira de ciência e engenharia do Brasil

 

O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) sai da 19ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), promovida pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), entre os dias 15 e 26 de março, levando seis premiações. Os projetos vencedores, anunciados na cerimônia de premiação, transmitida pelo canal da Febrace no YouTube, são o “pHmetro portátil”, vindo do Campus Natal-Zona Norte” e o “Game Balance”, do Campus Santa Cruz. Na premiação de voto popular, o projeto “Desenvolvimento de esteira rolante de descida autossuficiente com freio eletromagnético de baixo custo”, do Campus Mossoró, alcançou a quarta colocação.

 
Projeto “pHmetro portátil: uso de smartphone na determinação do pH de soluções utilizando imagens digitais e quimiometria”, Desenvolvido pela estudante Hanna Vitória Oliveira, do 3º ano do Curso Técnico em Eletrônica, o trabalho conquistou quatro premiações: terceiro lugar da área Ciências Exatas e da Terra; Prêmio do Instituto de Física da USP (IF-USP); Prêmio Destaque Unidade da Federação, como autora de melhor trabalho do Rio Grande do Norte; e o credenciamento para a Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), considerada uma das principais feiras científicas da América Latina e realizada anualmente pela Fundação Liberato, na cidade de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.
 
O projeto contou com a orientação da professora Pollyana Souza Castro e a coorientação do professor Daniel Lucas Dantas de Freitas e objetiva tornar análises químicas mais acessíveis e com menor custo e impacto ambiental. "Com esse propósito, extraímos do repolho roxo a antocianina para obter soluções ácidas e básicas com materiais de laboratório e que podem ser encontrados em casa. Utilizamos a câmera do celular para capturar imagens digitais das soluções. Após tratar com modelos matemáticos cada foto, conseguimos determinar valores de pH de forma precisa, baixo custo e em um experimento que pode ser aplicado em sala de aula como metodologia interdisciplinar de ensino", explica a estudante.
 
Este ano, diferente dos outros anos, em razão da pandemia do novo coronavírus, a edição deste ano da Febrace ocorreu de forma virtual, o que não desanimou a jovem: “Foi uma oportunidade incrível! Mesmo on-line, tive a oportunidade de conhecer vários projetos e receber o feedback de vários avaliadores. Além disso, ter sido finalista já tinha sido uma vitória, porque o processo de seleção é muito criterioso. Então, depois de ver tantos bons projetos, obter cada um desses prêmios se tornou realidade", disse Hanna, que já planeja seus próximos passos: "Vamos seguir aprimorando o método, testando outras fontes de antocianina e métodos de aquisição e tratamento das imagens. A ideia é, inclusive, aplicá-lo em sala de aula. Esperamos também, em breve, submeter um artigo científico para publicação".
 
Projeto “Game Balance”
 
As estudantes Maria Eduarda Guedes dos Santos, Maria da Graça Carvalho Gonçalves e Lara Virgínia Pereira de Medeiros, assinam o projeto “Game Balance”, que conquistou o 4º lugar na categoria Ciências da Saúde nesta edição da Febrace. O projeto teve a orientação e coorientação dos professores Pedrina Célia Brasil e Vinícius Carvalho Pinto, respectivamente.
 
O trabalho tem por objetivo desenvolver um sistema distribuído que promova o engajamento, o acompanhamento e a análise da performance de pacientes com sequelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC). O sistema consiste em uma plataforma inteligente capaz de calcular o equilíbrio e a intensidade vertical do paciente, baseando-se na distribuição do seu peso. Há, ainda, a criação de um jogo digital, que recebe esses valores e apresenta os exercícios para tratamento de forma lúdica e interativa ao usuário.
 
Voto popular
 
Os projetos finalistas, 345, no total, ainda concorreram à premiação de voto popular, cujo resultado foi divulgado na última segunda-feira (29). Entre os dez projetos mais votados, o “Desenvolvimento de esteira rolante de descida autossuficiente com freio eletromagnético de baixo custo”, conquistou a quarta colocação, com o total de 1510 votos.
 
O trabalho foi desenvolvido pelos estudantes Gabriel do Nascimento Carlos Leite, Mariana Moura Mendonça e Francisco Ivonêz da Silva, do Campus Mossoró, sob a orientação do professor Felipe Bento de Albuquerque e coorientação da professora Francisca Jucileuda Souza. O objetivo do projeto é desenvolver uma esteira rolante de descida autossuficiente, que contenha freio eletromagnético, de baixo custo, capaz de reduzir os efeitos causados pelo elevado consumo energético, além dos altos custos, das tradicionais esteiras transportadoras. 

Fonte: Potiguar Noticias

Morre de Covid João Acaiabe, o eterno Tio Barnabé do Sítio do Picapau Amarelo

O ator João Acaiabe, de 76 anos, estava internado no Hospital Prevent Senior, em São Paulo. O artista viveu personagens como Tio Barnabé no Sítio do Picapau Amarelo entre 2001 e 2006, exibido pela Rede Globo e fez o Seu Pimpinonni na nova versão da telenovela Uma Rosa com Amor.

247 - O ator João Acaiabe, de 76 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira (1) por causa da Covid-19. O artista estava internado no Hospital Prevent Senior, em São Paulo, e foi diagnosticado com o coronavírus no dia 15 de março. 

De acordo com publicação no perfil oficial no Instagram, da noite de quarta (31), o ator não queria que a família divulgasse a infecção causada pela pandemia "para evitar que os seus milhares de amigos, admiradores enviassem uma grande quantidade de mensagens, telefonemas e porque, no fundo, acredita que vai superar o coronavírus".

"Nós, a família que tanto o amamos pedimos a todos que o admiram que emanem energias positivas, vibrações, orações conforme a fé de cada um, para ajudar João Acaiabe, uma pessoa que ama a vida e as pessoas, a superar este momento difícil", escreveu familiares horas antes da notícia de sua morte. O relato foi publicado pelo jornal O Estado de S.Paulo. 

Em setembro do último ano, em participação no programa Balanço Geral, Acaiabe informou que estava passando por sessões de hemodiálise em um hospital de São Paulo. Ele havia sido diagnosticado com insuficiência renal e era mais um na fila esperando por um transplante de rim.

O ator viveu personagens como Tio Barnabé no Sítio do Picapau Amarelo entre 2001 e 2006, exibido pela Rede Globo e fez o Seu Pimpinonni na nova versão da telenovela Uma Rosa com Amor.

O artista também viveu Chefe Chico no remake de Chiquititas exibido entre 2013 e 2015. No cinema, seu trabalho mais recente foi dando voz ao Rafiki na versão live action de O Rei Leão.

Fonte: BRASIL 247

A reforma descabelada de Bolsonaro

 Por Rudá Ricci, cientista político e presidente do Instituto Cultiva

Após ouvir muitos analistas, interlocutores de militares e deputados do Centrão, cheguei às seguintes conclusões sobre as mudanças feitas pelo presidente Jair Bolsonaro na cúpula de seu governo:

  1. Bolsonaro está isolado. A reforma ministerial repercutiu negativamente porque foi meramente reativa ao “esfarelamento” político em curso;
  2. Tudo começou com o manifesto que foi publicado no final de março. Nele, duas assinaturas fundamentais: dos banqueiros Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles (Itaú). Essas duas assinaturas acenderam a luz vermelha no meio político porque significava o desembarque do alto empresariado;
  3. Em seguida, os presidente da Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, respectivamente, armaram reuniões com o empresariado paulista. Várias dessas reuniões foram noticiadas na última semana. Pacheco causou forte e positiva impressão nos líderes empresariais paulistas. Dizem que é um político em ascensão. Dessa conversa nasceu a declaração de Arthur Lira em que ameaça veladamente Bolsonaro;
  4. Nos meios militares, a gestão de Pazuello já tinha sido a gota d´água. Percebiam a péssima repercussão de sua imagem pública e já haviam decidido desembarcar do governo Bolsonaro quando o presidente começou a pressionar e alimentar a queda de braço entre os generais Braga Netto e Edson Leal Pujol. A demissão do ministro Fernando Azevedo gerou um desastre político entre as Forças Armadas. Isolou ainda mais Bolsonaro;
  5. Braga Netto não tem liderança e prestígio militar por si. Tal situação tem relação com a reforma das instituições militares impetrada por Castelo Branco em 1967, que reduziu a apenas dois anos o tempo que o militar da ativa pode ficar afastado das fileiras, estabelecendo o afastamento dos que escolhem o exercício de funções eletivas;
  6. Não há clareza dos desfecho de mais este impasse criado por Bolsonaro junto às Forças Armadas. Todas hipóteses que colhi são desfavoráveis ao presidente da República: renúncia, recuo ao mando total do Centrão ou não consegue sustentar sua candidatura à reeleição de 2022.
Fonte: JORNALISTAS LIVRES