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sábado, 8 de maio de 2021

Manifestações derrubam projeto impopular de reforma tributária na Colômbia - Por ANDES SN

A Colômbia completa nesta quinta-feira, 6 de maio, o oitavo dia ininterrupto de protestos contra um projeto de reforma tributária proposto pelo governo conservador de Iván Duque. A onda de manifestações teve início em 28 de abril e forçou o país a mergulhar em uma crise política e social que já vitimou mais de 20 pessoas, de acordo com grupos locais de direitos humanos.

O projeto da reforma foi apresentado pelo governo colombiano ao Congresso em meados do mês de abril como uma tentativa de mitigar o impacto negativo da pandemia de Covid-19 na economia local. No entanto, o texto continha pontos polêmicos e controversos que acabariam prejudicando mais as classes média e baixa do que a parcela mais rica da população do país.

A intenção de Iván Duque era gerar uma economia de 2% do PIB do país ao aumentar o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) para 19% sobre os serviços básicos, como luz, gás e saneamento. A proposta também determinava que aqueles que recebessem mais do que dois salários mínimos, seriam obrigados a pagar imposto de renda. De acordo com o Comando Unitário Nacional, que reúne as maiores centrais sindicais da Colômbia, ao menos 3 milhões de trabalhadores seriam prontamente afetados porque passariam a declarar imposto de renda.

Em contrapartida, Duque afirmou que a intenção era arrecadar 23,4 trilhões de pesos colombianos (R$ 33,2 bilhões) com a reforma, o que, segundo o governo, melhoraria o estado das finanças do Estado e daria garantia de continuidade aos programas sociais, diminuindo o cenário de pobreza no país.

A proposta do governo colombiano, no entanto, estabelecia que os mais ricos, que possuem um patrimônio a partir de US$ 1,3 milhão, deveriam pagar um imposto de apenas 1% nos próximos dois anos, enquanto que aqueles com patrimônio acima de US$ 4 milhões deveriam pagar 2% de imposto.

As duras críticas de parlamentares da oposição foram inevitáveis. O texto também recebeu condenações por parte de aliados do presidente Duque e causou um descontentamento geral entre a população, inflamando manifestações populares nas ruas das principais cidades do país, como a capital Bogotá e Medelín. Sufocado pela forte pressão popular, Iván Duque ordenou, no último domingo, a retirada da proposta de reforma tributária que era debatida no Congresso. Após isso, o presidente propôs a elaboração de um novo projeto que descarta os principais pontos de discórdia.

No entanto, Duque viu o chefe de sua equipe econômica, o ministro colombiano da Fazenda, Alberto Carrasquilla, renunciar ao cargo no dia seguinte. Ele alegou que sua continuidade no governo dificultaria a construção rápida e eficiente dos consensos necessários. Carrasquilla será substituído pelo economista José Manuel Restrepo, atual ministro do Comércio.

O povo nas ruas

Na última semana, o povo colombiano se levantou contra o presidente Iván Duque e contra o sistema político antidemocrático do país. O regime, apoiado pelo atual governo, carrega o recorde latino-americano e mundial de assassinatos de dirigentes e ativistas sindicais.  De acordo com informações da Defensoria Pública Colombiana, além dos mais de 20 mortos, são cerca de 800 feridos e ao menos seis estupros. A Organização das Nações Unidas (ONU) acusou as agências de segurança colombianas de ‘‘uso excessivo da força’’ após protestos na noite de 3 de maio quando, em Cali, policiais abriram fogo contra as e os manifestantes.

Solidariedade ao povo colombiano

Em nota divulgada na manhã desta quinta-feira, 6, a diretoria do ANDES-SN pontuou que ‘‘a mobilização colombiana está só em seu estágio inicial. Ela faz cambalear um regime chave para a manutenção da ordem imperialista na América Latina, no único país da América do Sul com costas no Atlântico e no Pacífico, com cinco bases militares norte-americanas, e, também, no Caribe. Uma nova etapa política pode começar no nosso continente. O combate contra o regime mais reacionário da região, o do genocida Bolsonaro, ganha um aliado de peso decisivo onde menos o capitão e sua corte militar o esperavam’’. A nota traz ainda um manifesto em solidariedade ao povo colombiano, convocando a categoria a organizar demonstrações contra a repressão que ocorre no país vizinho.

Confira documento na íntegra. Clique aqui.

Com informações da BBC 

PROIFES participa de Ato Público Nacional em Defesa da Educação no próximo dia 18 - Por PROIFES

 

O presidente do PROIFES-Federação, Nilton Brandão, participa de Ato Nacional em Defesa da Educação, que acontece no próximo dia 18 de maio, às 9h, pelo Youtube da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O evento virtual promovido pela UFBA terá como tema “Educação contra a Barbárie – Todos em Defesa da Ciência e da Vida Contra o Desmonte da Educação Pública”.

A atividade reforça a importância de derrubar a Emenda Constituição 95/2016, que tem como foco principal o desmonte dos serviços públicos de saúde e educação. A UFBA e entidades ligadas ao ensino defendem a educação com um direito humano fundamental e universal para todos os brasileiros e brasileiras. A educação e a saúde pública são essenciais para superar a crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19, que tirou a vida de mais de 400 mil pessoas no país.

#EducaçãoSim, BarbárieNão!

Com Ascom UFBA e ADUFRGS-Sindical

Votação do PL 5595 é adiada no Senado e volta de aulas presenciais na pandemia será tema de audiências

 Sessão do Senado nesta quinta-feira. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O Senado adiou a votação do projeto que obriga o retorno de aulas presenciais em escolas e universidades durante a pandemia de Covid-19. O projeto de lei 5.595/2020 seria analisado na sessão remota desta quinta-feira (6), mas acabou sendo retirado de pauta em meio à pressão de vários setores ligados à Educação.

 

A sessão aprovou um requerimento do senador Jean Paul Prates (PT-RN) que estabelece a realização de debates prévios, com audiência pública sobre a matéria, antes de votação no plenário. Segundo o requerimento, “o objetivo é debater com os especialistas uma estratégia nacional para garantir um retorno seguro às aulas na educação básica e superior”.

 

A audiência pública será realizada em data a ser definida, com a participação de representantes dos ministérios da Educação e da Saúde, Fiocruz, Butantan, estudantes e outras instituições. Segundo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, somente após o debate será avaliada a reinclusão do projeto na pauta de votações.

 

O projeto tem dividido a opinião de senadores. Na semana passada, houve uma tentativa de votação, mas o projeto foi retirado de pauta, em meio a divergências.

 

Projeto demagógico e que ameaça a vida

 

De autoria da deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF), o PL 5.595 inclui o ensino escolar como “serviço essencial”, de suspensão vedada durante a pandemia e situações de calamidade pública.

 

Os defensores deste PL, muitos ligados ao Movimento Escolas Abertas formado por empresários de escolas privadas, tentam criar uma confusão, de forma proposital, entre o que é um “serviço essencial”, que não pode fechar na pandemia, e o que deveria ser um “direito essencial” para todos, que é a educação.

 

A Educação, sendo um “direito” fundamental, deveria ser garantida pelos governos para todos e todas e, nesse momento de pandemia, isso significa garantir as condições para que alunos e professores pudessem fazer o ensino remoto, de forma temporária e emergencial, mas com estrutura adequada. Isso sim seria defender a Educação e também a vida, evitando aulas presenciais, que neste momento de descontrole da pandemia só serve para aumentar a disseminação do vírus.

 

Esse discurso de que educação é um “serviço essencial”, em plena pandemia, é pura demagogia e visa apenas atender a interesses de setores privados da Educação que querem escolas abertas a qualquer custo para garantir lucros, independente da vida.

 

A luta continua

 

A não votação do PL pelo Senado nesta quinta-feira é uma importante conquista. Mas a luta continua. Os defensores desta medida não desistiram. Mais de 30 emendas foram apresentadas ao projeto, mas o relator, o senador Marcos do Val, acatou apenas dois ajustes na redação.

 

É preciso fortalecer a mobilização pra que ele seja de fato rejeitado. Aulas presenciais só devem ser liberadas após vacinação para todas e todos e controle da pandemia. Essencial é ter vacina, auxílio e condições adequadas para o ensino remoto emergencial.

 

Leia também: 

 

Pela rejeição do PL 5595 no Senado, já! Essencial é a vida! Não às aulas presenciais na pandemia.


Fonte: http://cspconlutas.org.br

AS DROGAS SÃO MERCADORIAS E AS MERCADORIAS SÃO UMA DROGA!

(continuação deste post)

4. o Estado, a política, o mercado, o capital fictício – O capitalismo exigia uma forma política que lhe fosse consentânea. O Estado contemporâneo, republicano ou ditatorial,  funciona na chamada modernidade sob as ordens do capital, assim como antes o fazia o Estado monárquico absolutista e/ou constitucional. 

Nas democracias burguesas o Estado, seja liberal ou keynesiano, termina sempre cumprindo o papel de força auxiliar do capital. Agora, com a exigência empírica da subvenção da vida mercantil paralisada em grande parte pelo isolamento social, o Estado ganhou um protagonismo que vinha sendo eclipsado pelo liberalismo de algumas décadas anteriores. 

Desde a crise de 2008/2009 o Estado entrou em cena com o endividamento extraordinário, no sentido de dar sustentação ao iminente colapso causado pela trincadura do motor capitalista. Mas o artificialismo do socorro estatal via (des)controle monetário tem prazo de validade. 

A criação de bolhas financeiras que surgem a cada dia (a mais recente é a supervalorização sem substancia das criptomoedas, que logo se evidenciarão como verdadeiras arapucas do sistema financeiro), é o mais eloquente exemplo de desconexão do capital com seus conceitos de validade logico-econômicos. 

A falência estatal que deverá advir da presença dessa enxurrada de capital fictício (ou seja, cujo retorno não decorre da produção e circulação de mercadorias, as atividades da chamada economia real), tende a ser o fato causador do crash do sistema financeiro mundial. 

Ora, o Estado não pode continuar a emitir moeda sem lastro indefinidamente porque, se tal fosse possível, não precisaria da sincronia entre produção de mercadorias e sua comercialização, bastando que todos produzissem à medida da necessidade de consumo, sem remuneração, e o dinheiro cairia de helicóptero (como alguém já sugeriu), distribuído generosamente. 

Mas, não funciona assim a segregação capitalista; a contradição dos seus fundamentos em fase de atingimento do limite existencial está a exigir a sua superação, como já ocorreu com outros modelos de mediações sociais ao serem outrora ultrapassados.

Por sua vez, enquadrada dentro de tal circunscrição limitada e fazendo parte do circuito das correias de transmissão da lógica do capital, a política perde completamente a sua capacidade de soberania de vontade. 

Paradoxalmente, o protagonismo estatal que ora funciona como boia de salvação do naufrágio capitalista tem no segmento político um protagonismo de igual necessidade, ainda que ambos sejam ineficazes quanto à verdadeira superação das causas de todo a miséria social objetiva e subjetiva da qual são partes ativas.

Os políticos e seus partidos atuam dentro de um contexto de crise do capital como se estivessem alheios às causas subjacentes à atual falência sistêmica. 

Discutem-se medidas emergenciais, meramente paliativas da crise, como se tais remendos sanassem os problemas; e a população não compreende a  (apenas sofre os efeitos nefastos da) negatividade de toda esta entourage politico-econômica que a oprime, motivo pelo qual tudo segue como dantes do quartel de Abrantes. 

Mas, dia chegará em que os famélicos indignados hão de marchar para o Palácio de Versailles dos Bourbons ou para o Palácio de Inverno dos czares, em busca daquilo que nunca lhes será concedido de graça.  

Hoje temos uma montanha de capital fictício (expressão cunhada por Marx para designar o capital que aposta num retorno aumentado como sócio financeiro na extração de mais-valia e lucros do capital) que jamais vai retornar, seja aumentado ou não. Simplesmente não haverá mais lucros capazes de fazer a máquina do capital continuar girando em sua necessária, inatingível e eterna busca do infinito. 

Ademais, o capital necessita aumentar constantemente a possibilidade de sua expansão empírica, dentro do conceito de capital que se transforma em mercadoria, a qual se transforma em mais dinheiro (Marx); mas, tal processo tem limite existencial de expansão limitado e, consequentemente, diferenciado. 

Esta conta não fecha, e em algum momento do seu desenvolvimento a máquina vai engripar. Estamos às vésperas de tal hecatombe financeira. 

Trata-se de uma contradição insolúvel dentro da lógica capitalista e aproximamo-nos cada vez mais do momento de contradição irreversível e apocalíptica para os seus pressupostos objetivos mesquinhos e subjetividades desumanas.

Postado por celsolungaretti 

“A cor da pele e o endereço define quem vai morrer”, diz Anitta sobre chacina de Jacarezinho - Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM

Arte: Cris Vector

A cantora Anitta publicou em seu perfil de Twitter uma reflexão sobre a Chacina de Jacarezinho: 

A polícia brasileira desafia a justiça máxima do próprio país para matar. A cor da pele e o endereço define quem vai morrer. Ontem, isso ficou ainda mais evidente, quando 25 pessoas foram assassinadas de forma brutal e ilegalmente na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro.

Sem urgência e comunicação prévia, as operações policiais estão proibidas durante a pandemia. Mas a polícia civil do Rio de Janeiro invadiu casas, espalhando terror em uma das maiores favelas da capital, descumprindo sumariamente essa pré-determinação.

Com isso, o Rio ganhou a maior chacina de sua história. Das 25 pessoas mortas, 13 delas não eram investigadas pelo motivo que levou a polícia civil até à favela. Por que elas morreram? Por que tantas vidas foram postas em risco?

Como se não bastasse, a chamada “operação de inteligência” também atingiu inocentes dentro do metrô enquanto iam para o trabalho. Vale lembrar que o Brasil soma hoje 417 mil mortes pela covid 19 com 15 milhões de infectados. Chega!

Arte: Cris Vector

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sexta-feira, 7 de maio de 2021

Nota: MEC quer desmontar o Enem e prejudicar o acesso à universidade

A União Nacional dos Estudantes e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas construíram grandes mobilizações, cobrando o Ministério da Educação por um Enem justo, seguro e democrático nesse momento da pandemia da Covid-19. A pressão aconteceu tanto pelas redes quanto no debate com entidades e também judicialmente. As entidades estudantis alertaram insistentemente sobre o descaso do MEC, seja na organização, seja na condução do exame. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada na ultima segunda-feira, 3 de maio, o ex-presidente do Inep Alexandre Lopes, demitido do cargo em fevereiro, expôs a negligência do Ministério da Educação, com omissão do ministro Milton Ribeiro, diante do processo de aplicação do Enem. Ele prevê, ainda, que em 2021 o exame não aconteça por falta de recursos. Assim, o que já era denunciado, agora é declaradamente constatado.  O órgão foi totalmente omisso!

Diante desse cenário, a UNE e a UBES defendem a tomada de medidas urgentes para que sejam dadas explicações sobre o processo de aplicação do Enem 2020, inclusive por meio de investigação e auditoria, com o objetivo de preservar esse programa e evitar que estudantes sejam novamente prejudicados ou que o acesso à universidade se torne ainda mais restrito. Não aceitaremos que esse exame, o principal mecanismo de ingresso dos estudantes ao ensino superior perca credibilidade e eficiência, diante de tantos tropeços e descaso.

A criação do Exame e sua ampliação foi uma bandeira de luta histórica do movimento estudantil e o seu processo de desmonte, que começou em 2019 a partir do “pior Enem de todos os tempos”, com erros na correção, conseguiu ser ainda pior em 2020, com tantas turbulências, falta de diálogo, em um momento de insegurança sanitária, candidatos barrados em salas lotadas, recordes de abstenção e também, novamente, problemas nas notas e falta de transparência na correção das redações. Diante disso,  uma geração inteira será afetada no acesso ao ensino superior.

Ressaltamos que o aparelhamento ideológico do MEC nesses pouco mais de dois anos do Governo Bolsonaro tem gerado danos ao futuro da educação, em todos níveis educacionais, que levarão anos para serem corrigidos. Não bastasse os efeitos de não ter projeto de investimento, os cortes orçamentários e a ausência de soluções, com o indefensável veto ao projeto de conexão aos estudantes de baixa renda para resolver a falta de acesso à internet durante a pandemia (PL 3477/20), o governo Bolsonaro coloca como prioridade – nesse momento de crise que atravessamos – , a pauta de costumes, o projeto de lei do Homeschooling, com total desconexão das urgência dos estudantes e dos brasileiros.

União Nacional dos Estudantes – UNE
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES

Obs. Adaptado pelo CPC-RN, em 07 de maio de 2021,

Inscritos na Bienal da UNE terão acesso a conteúdos e informações prévias

Festival vai promover debates de 4 a 13 de maio, e no dia 18 é a data do espetáculo com Elza Soares e Renegado; mostras selecionadas serão apresentadas de 19 a 23 de Maio

A 12ª Bienal da UNE – Festival dos Estudantes está vindo aí, e vai movimentar o mês de maio com atos, debates e apresentações, além da exposição da mostra de arte selecionada nas categorias Artes Visuais, Música, Artes Cênicas, Literatura, Audiovisual, Projetos de Extensão, Ciência & Tecnologia, e estreando este ano Jogos Digitais.

Os debates acontecerão a partir do dia 04 até 13 de maio. Já no dia 18 acontece o grande espetáculo com a homenageada desta edição, a cantora Elza Soares e o rapper mineiro Renegado.

A partir do dia 19 a 23 começão as exibições das mostras selecionadas, tudo pelo canal oficial da UNE no YouTube. A inscrição é gratuita para ouvintes e para a apresentação de trabalhos e pode ser feita no site bienaldaune.org.br

Confira AQUI a programação da Bienal 

Brasil, um povo que resiste

Na edição de 2021, em meio a crise sanitária e econômica provocada pelo Covid-19 e pelo desgoverno Bolsonaro os estudantes querem responder com arte aos desafios impostos ao povo brasileiro. O festival traz o tema “Brasil, um povo que resiste”, homenageia os cem anos da Semana de Arte Moderna e convida a desenhar coletivamente um Brasil antropofágico e possível, um país legítimo, pintado de ‘nois’ : a juventude. Os estudantes escolheram também homenagear a cantora Elza Soares como o “Brasil que deu certo”, espelho de vitórias e representatividades.

Por que se inscrever?

Os inscritos com 70% de frequência nas atividades poderão receber um certificado de 40 horas complementares por uma taxa de R$9,90 e um cupom especial para comprar os produtos da loja da UNE. Além disso, garantindo sua inscrição você recebe informações sobre a programação e links de TODAS as atividades direto no seu e-mail.

Como me inscrever?

Acesse o site oficial da 12ª Bienal da UNE, preencha seus dados e aguarde o e-mail de confirmação. No site você encontra ainda informações sobre as mostras e sobre o conteúdo do maior festival estudantil da América Latina.

Fonte: UNE - UBES

Ação desobedece decisão do STF OPERAÇÃO POLICIAL NO JACAREZINHO QUE CULMINOU EM MASSACRE É ILEGAL - BRASIL 247

 Operação no Jacarezinho 

Publicado originalmente no site Rede Brasil Atual (RBA)

A Polícia Civil deu início a uma ação nesta quinta-feira (6) na comunidade do Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro, que já é considerada a operação mais letal da história da cidade. Oficialmente, ao menos 25 pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas, segundo a corporação. A ação ocorreu em violação a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proíbe operações policiais nas favelas e periferias do Rio de Janeiro.

CONFIRA – “Ninguém troca tiro sentado numa cadeira”, diz morador sobre chacina no Jacarezinho

Entre as vítimas, estão o policial civil André Leonardo de Mello Frias, morto com um tiro na cabeça, e 24 moradores, que a polícia diz serem “suspeitos”, mas não informa como chegou a essa informação ou em que situação elas foram assassinadas. Outros dois policiais também foram feridos com tiros na perna e de raspão no braço. A operação em Jacarezinho começou ainda durante a manhã de hoje, quando moradores deixavam suas casas a caminho do trabalho. Os tiros atingiram dois passageiros que estavam dentro de uma composição do metrô na estação Triagem.

LEIA – Comissão de Direitos Humanos classifica como “chacina” operação no Jacarezinho

Movimentos sociais e moradores denunciam que o número de vítimas, no entanto, pode ser ainda maior do que o registrado oficialmente. De acordo com informações do coletivo A Voz das Comunidades, já são mais de seis horas da operação com o pretexto de prender traficantes. Mas relatos de moradores apontam que policiais invadiram casas, agrediram e confiscaram celulares da população local. Imagens da operação também mostram um helicóptero da Polícia Civil com dois atiradores armados sobrevoando a comunidade nas primeiras horas da ação. 

Execução

Desde o ano passado, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como a ADPF das Favelas, referendada pelo STF, não só limita operações policiais nas favelas e periferias do Rio para casos excepcionais, como também proíbe o uso de helicóptero por atiradores de elite enquanto perdurar a pandemia de covid-19. Por volta das 14h, as Comissões de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), e a Defensoria Pública e o Instituto de Defesa da População Negra (IDPN) entraram institucionalmente na comunidade para acompanhar a operação ao lado da população que protestava por justiça.

No local, os representantes flagraram uma série de violações. Pelo twitter, o advogado Joel Luiz Costa, co-fundador e coordenador do IDPN divulgou imagens que mostram muitos projéteis e sangue espalhados pelo chão das ruas e casas que foram invadidas por criminosos e policiais. Em um dos vídeos, uma mãe denuncia que o filho foi executado pela polícia, “que já chegou atirando”. “Eles apontaram o fuzil para mim, falando que eu tinha que morrer só porque eu fui perguntar onde o corpo do meu filho estava”, contou. Segundo Costa, o grupo conseguiu acesso a seis casas e os sinais são de arrombamento, com civis mortos e sem marcas de troca de tiros. “Foi execução”. “Dói na alma vê um cenário de guerra dentro da sua própria favela, sabe. É cruel”, escreveu o advogado. 

Jacarezinho, chacina mais letal

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Projeto Casa das Palavras lança Prêmio Antônio Francisco de Literatura de Cordel

Com o objetivo de estimular a leitura e a produção literária no Rio Grande do Norte, o Projeto Casa das Palavras lança, neste sábado, o Prêmio Antônio Francisco de Literatura de Cordel, que acontecerá no mês de junho.

Patrocinado pela Cosern, Instituto Neoenergia e Governo do Estado, através da Lei Câmara Cascudo e Fundação José Augusto, o prêmio homenageia o mestre Antônio Francisco, nome reconhecido nacionalmente como um dos grandes poetas do Brasil. O tema desta primeira edição será "O sonho de cada um e quando todos sonham juntos!"

Dividido em três categorias – Ensino Fundamental II; Estudante do Ensino Médio e Universitário; e Livre -, o Prêmio distribuirá aos vencedores mais de R$ 12 mil em prêmios, sendo R$ 2.000 para o primeiro, R$ 1.200 para o segundo e R$ 800 para o terceiro colocado de cada categoria.

O lançamento ocorrerá na 5ª edição da Jornada Potiguar de Leitura e Educação, que acontece neste sábado, 08, de forma virtual. As inscrições do Prêmio Antônio Francisco de Literatura de Cordel serão abertas na primeira quinzena de maio pela página da Casa das Palavras no Facebook (https://www.facebook.com/casadaspalavras), onde será divulgado também todo o cronograma e o regulamento.

Sobre Antônio Francisco

Poeta e Cordelista da cidade de Mossoró. É membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, na cadeira de número 15, cujo patrono é o poeta cearense Patativa do Assaré. Em dezembro de 2018 recebeu a Comenda de Incentivo à Cultura Luís da Câmara Cascudo , reconhecimento do Senado Federal a personalidades e instituições que tenham uma contribuição relevante ao registro da cultura e do folclore no Brasil.

Fonte: POTIGUAR NOTÍCIAS

'Atitude de Biden sobre quebra de patentes faz crer no progresso ético da Humanidade', diz Celso Amorim

Ex-chanceler Celso Amorim comemorou o apoio dos Estados Unidos à quebra de patentes de vacinas contra a Covid-19 e lembrou do pioneirismo do Brasil no tema em relação aos medicamentos genéricos.

247 - O embaixador Celso Amorim, ex-ministro de Relações Exteriores dos governos Lula, comemorou o anúncio dos Estados Unidos nesta quarta-feira (5) de apoiar a quebra de patentes de vacinas contra a Covid-19. 

"Isso é fantástico. Não sei se há um "catch" [outros interesses] por trás, mas a atitude de Biden faz crer no progresso ético da Humanidade", disse Amorim ao 247. 

O ex-chanceler que a tradição do Brasil na quebra de patentes de remédios. "O Brasil foi pioneiro ao defender esses princípios na OMC e ao orientar por eles sua política de saúde, em relação a medicamentos genéricos", afirmou. 

Mais cedo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou sobre o anúncio do governo dos Estados Unidos e lembrou que ele e líderes políticos de outros defendem desde de junho de 2020 a quebra das patentes das vacinas para agilizar a vacinação global contra a Covid-19. 

Fonte: BRASIL 247

Em homenagem a Paulo Gustavo, Jornal Nacional destaca que Covid avança por negacionismo

Artistas como Regina Casé, Tatá Werneck, Caetano Veloso e Fábio Porchat se emocionaram durante o telejornal.

Por Lucas Rocha

Gustavo nesta quarta-feira (5). O artista faleceu em decorrência da Covid-19 na terça-feira (4).

O telejornal mostrou as homenagens recebidas pelo humorista durante todo o dia, incluindo os aplausos nas janelas, lembrou da carreira de sucesso do ator e ouviu pessoas próximas a ele.

Entre os artistas escutados estão Leandro Hassum, Regina Casé, Tatá Werneck, Caetano Veloso, Fábio Porchat e Marcus Majella. A homenagem da cantora Beyoncé também foi exibida.

“Tem um violência. Violência contra tudo que o Brasil tem de melhor. É muito simbólico ele partir nesse momento. O Paulo Gustavo simboliza o trabalho honesto, a prosperidade pelo trabalho honesto, a bondade. Paulo Gustavo, a gente vai ralar pra manter aquela ideia de que o Brasil é alegre, que o Brasil é bom”, disse, emocionada, Regina Casé. A atriz lembrou da doação de oxigênio feita por ele para Manaus.

A reportagem conduzida pelo jornalista Paulo Renato Soares fez que questão de destacar que Paulo Gustavo “teve que lutar contra uma doença que avança pelo negacionismo e pela falta de ação eficiente das autoridades”.

Fonte: REVISTA FÓRUM