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segunda-feira, 17 de maio de 2021

MUSEU DA CASA BRASILEIRA RETOMA PRÊMIO DESIGN

Em 2021, o MCB adota mudanças para manter sua premiação viva.

No dia 20 de maio (quinta-feira) – às 17h – Miriam Lerner, diretora geral do MCB, e Meire Assami, gerente do Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo – irão se reunir ao vivo pelo YouTube da instituição com Gerson Lessa e Teresa Riccetti, coordenadores da comissão julgadora nas modalidades de produtos e trabalhos escritos, respectivamente, para um ‘bate-papo’ sobre o 34º Prêmio Design MCB.

A premiação – realizada desde 1986 – teve sua 34ª edição interrompida após o Concurso do Cartaz devido à pandemia de Covid-19 e, em 2021, retoma suas atividades com as inscrições para o concurso de produtos e trabalhos escritos.

O encontro terá como objetivo apresentar o calendário do evento e explicar as principais mudanças na realização, incluindo informações sobre: novo formato (online), novo regulamento para inscrições, categorias para concorrência, avaliação do júri, divulgação dos premiados nos meios digitais e muito mais.

A retomada do Prêmio Design MCB se estabelece como um ato de resistência para manter a premiação viva, uma vez que esta vem enfrentando um cenário atípico e desafiador desde o início da crise mundial de saúde surgida no início de 2020.

Além da roda de conversa, o Museu da Casa Brasileira também realizará uma mentoria com os interessados em inscreverem seus projetos para concorrerem nesta edição.

Confira a programação abaixo e conheça o cartaz do 34º Prêmio Design MCB de autoria de Leonardo Sá Rocha (vencedor do Concurso do Cartaz em 2020).

SERVIÇO:

Roda de conversa virtual | 34º Prêmio Design MCB: com Miriam Lerner (diretora geral do MCB), Gerson Lessa (coordenador da comissão julgadora de Produtos do 34º Prêmio Design MCB), Teresa Ricetti (coordenadora da comissão julgadora de Trabalhos Escritos do 34º Prêmio Design MCB).

Mediação: Meire Assami (gerente do Prêmio Design MCB)

Dia 20 de maio, quinta-feira.

Horário: às 17h00

Transmissão: ao vivo pelo YouTube MCB

Gratuito

Encontro Virtual Prêmio Design MCB | Orientações sobre a 34ª edição (2021), com a equipe do MCB

Dia 10 de junho, quinta-feira.

Horário: às 16h00, via Zoom – mediante inscrição

Vagas: 90

Gratuito

Clique aqui e saiba mais

Vencedor do Concurso do Cartaz (2020). Autor:  Leonardo Sá Rocha Sarabanda.

Clique aqui e saiba mais.

34º PRÊMIO DESIGN MCB

Inscrições: 20 de maio a 4 de agosto de 2021

Valor da inscrição: R$ 98,00 (desconto de 50% para estudantes e 25% aos associados ao programa Amigos do MCB)

Categorias: Mobiliário, Iluminação, Utensílios, Têxteis, Construção, Transportes, Eletroeletrônicos e Trabalhos escritos.

Coordenador da comissão julgadora de Produtos: Gerson Lessa

Coordenadora da comissão julgadora de Trabalhos Escritos: Teresa Riccetti

Clique aqui e saiba mais

Sobre o MCB

O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, dedica-se à preservação e difusão da cultura material da casa brasileira, sendo o único museu do país especializado em arquitetura e design. A programação do MCB contempla exposições temporárias e de longa duração, com uma agenda que possui também atividades do serviço educativo, debates, palestras e publicações contextualizando a vocação do museu para a formação de um pensamento crítico em temas como arquitetura, urbanismo, habitação, economia criativa, mobilidade urbana e sustentabilidade. Dentre suas inúmeras iniciativas destacam-se o Prêmio Design MCB, principal premiação do segmento no país realizada desde 1986; e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a rica diversidade do morar no país.

SITE: mcb.org.br/

Museu da Casa Brasileira | Av. Faria Lima, 2705 | Tel.: (11) 3032-3727

Acompanhe o Museu da Casa Brasileira também pelas redes sociais.

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Informações para imprensa – Museu da Casa Brasileira

Jaqueline Caires – (11) 3026-3910 | comunicacao@mcb.org.br

Rachel Brito – (11) 3026-3900 | auxcomunicacao@mcb.org.br

Giovanna Borghi – (11) 3026-3900 | auxcomunicacaojr@mcb.org.br

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Comuna de Paris: Para virar as armas contra você, por Jenny Farrel

A trama desenvolvida em “Os dias de Comuna”, de Bertold Brecht, mostra os passos que os comunas dão para começar uma nova vida.

Ao comemorarmos o 150º aniversário da heróica primeira luta do proletariado francês para instalar La Commune em Paris, vamos examinar a interpretação de Brecht deste grande evento em sua peça “Os dias da Comuna”.

A Comuna surgiu espontaneamente em 18 de março de 1871. A guerra com a Alemanha, as dificuldades, o desemprego e a raiva contra as classes altas, entre outras coisas, levaram a população de Paris à revolução e colocaram o poder nas mãos da classe trabalhadora e da pequena burguesia que se juntou a ela.

No entanto, somente o proletariado francês estava ao lado de seu governo; abandonado por seus aliados, a Comuna estava condenada. A burguesia francesa se uniu em uma coalizão apoiada por Bismarck. Em 21 de maio, o exército invadiu Paris e matou milhares. Em 28 de maio de 1871, o exército havia derrotado a Comuna.

Em 1948/49 Brecht adaptou uma peça de teatro, “A Derrota”, que tratava do mesmo assunto e foi escrita pelo poeta norueguês Nordahl Grieg em seu retorno da Guerra Civil espanhola. Tendo a situação política mudado significativamente após a rendição da Alemanha nazista, Brecht quis focalizar as lições da derrota da Comuna de Paris.

Brecht conta a história da comunidade em torno da costureira Madame Cabet, que se envolve na revolução simplesmente para sobreviver. As pessoas dentro da Comuna experimentam brevemente uma nova forma de existência social. A trama revela tanto as conquistas quanto os erros da revolução. As pessoas ao redor do Madame Cabet perecem com a comunidade. O novo modo de vida é destruído pelo uso do terror impiedoso da burguesia, que a comuna hesitou em usar contra seu inimigo.

A peça de Brecht começa com a situação antes do aumento, em 22 de janeiro de 1871. Tijolo “Papa”, o relojoeiro Coco e o seminarista François percebem que a burguesia está lucrando com o aumento dos preços, enquanto os guardas nacionais estão morrendo defendendo Paris dos prussianos. O conflito social que exige que o proletariado assuma o Estado torna-se óbvio.

A trama mostra os passos que os comunas dão para começar uma nova vida. Um canhão adquirido dos estoques do exército para defender os bairros populares torna-se um símbolo da classe trabalhadora armada. Madame Cabet, na Rue Pigalle, se encarrega disso. A comunidade a protege contra as tentativas de retirá-la deles.

Após a eleição da Comuna, “papai” e outros estão convencidos de que o povo triunfou. Em sua primeira reunião, a Comuna proclama os princípios de seu trabalho futuro: a substituição do exército permanente pelo povo armado, a separação da igreja do Estado, nenhum trabalho noturno em padarias, todas as fábricas, que haviam sido abandonadas por seus proprietários, para serem entregues aos trabalhadores, os salários dos funcionários públicos para não exceder o salário médio de trabalho. Mas falta à Comuna a resolução de marchar sobre Versalhes ou de ocupar o Banco da França, os bastiões simbólicos do poder e do capital. Eles não compreendem totalmente a necessidade de fazê-lo. E assim Versalhes desencadeia uma guerra civil contra as comunas. Na Rue Pigalle, o bairro constrói uma barricada para defender suas vidas e a Comuna.

Cenas envolvendo a comunidade da Rue Pigalle estão no centro da trama. Elas mostram a velha ordem substituída por novas relações humanas, mas estressantes: “Nunca esperem mais da Comuna do que vocês esperam de vocês mesmos”. O trabalho e a diversão não são mais divorciados. O povo como legislador se vê a si mesmo como trabalhando e desfrutando da vida; eles adotaram uma nova atitude em relação à vida. Pão e rosas também.

Os comunas, que não conheceram nada além de violência e exploração, desejam a paz. Eles poupam seu inimigo, porque a nova era parece incompatível com o terror. No entanto, a história exige a assunção inequívoca do poder político sob pena de derrota. As comunas são confrontadas com esta contradição, e Brecht mostra como elas se debatem com ela e como são destruídas.

Esta peça dificilmente poderia ser mais atual agora do que foi quando o mundo socialista se formou no rescaldo da Segunda Guerra Mundial. Foi imensamente significativa em 1970 na Tanzânia, onde meu pai Jack Mitchell estudou e interpretou o drama com seus alunos, menos de dez anos após a independência. E hoje, testemunhamos o ataque total e freqüentemente militar do complexo industrial militar ao pacífico povo trabalhador do mundo. Como disse Brecht: “O útero é fértil, mas de onde se origina esse crepúsculo”. (o rebento ainda é fértil, do qual se arrastava)

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

SE ELAS LUTARAM , LUTAREMOS TAMBÉM, ACORDA BRASIL - UNIDOS SEREMOS MAIS FORTES! PARABÉNS A TODAS AS MULHERES QUE LUTAM! EDUARDO VASCONCELOS - CPC-RN

 

Eva Tudor, Tônia Carrero, Eva Wilma, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Benguel. Passeata dos 100 mil contra a ditadura militar, RJ. 

Imagem do Google

domingo, 16 de maio de 2021

Fórum de Mulheres das Centrais promove debate sobre equidade salarial na segunda-feira

O Fórum Nacional de Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (CGTB, CSB, CTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT) promove na segunda-feira (17), às 17 horas, pela plataforma zoom, uma live para debater com o Senador Paulo Paim (PT) e a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) a questão da equidade salarial.

Igualdade na vida e no trabalho. Mediadoras: Celina Areas – secretaria da mulher trabalhadora da CTB e Sonia Zerino -Secretaria Nacional para Assuntos da Mulher da NCST.

O debate será transmitido nas páginas das entidadesno facebook, Assista no:

https://www.facebook.com/portalctb/posts/3780448042054149

Fonte: CTB NACIONAL

Vereadora bissexual reforça as lutas da população LGBT em Natal

 

O dia 17 de maio é marcado como uma data de luta para a população LGBT, pois relembra o preconceito vivenciado historicamente por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e as reivindicações pelo fim dessa violência. A vereadora Brisa Bracchi (PT) reconhece esses desafios e com o objetivo de contribuir com uma vida mais digna para essa população, carrega as lutas pela diversidade sexual e de gênero dentro da Câmara Municipal de Natal.
 
O Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia é referência simbólica da luta por direitos e contra o preconceito, pois rememora a data que a Organização Mundial da Saúde (OMS) deixou de considerar a homossexualidade como uma doença, há 31 anos atrás, em 1990. 
 
Mesmo com pouco tempo de mandato, a parlamentar já move esforços para que essa pauta seja mais reconhecida e legitimada pelo poder público da cidade, propondo políticas públicas para essa população que muitas vezes é silenciada e invisibilizada. Durante os 4 primeiros meses de mandato foram apresentados dois projetos de lei, um sobre a criação do Dia Municipal da Visibilidade Bissexual, como também, outro projeto que dispõe sobre a inclusão de perguntas sobre a sexualidade e transgeneridade no atendimento realizado nos serviços de saúde no âmbito do Município do Natal/RN. 
 
Antes disso, a vereadora Brisa já havia apresentado uma alteração ao projeto do prefeito Álvaro Dias que criou a Secretaria Municipal da Igualdade Racial, Direitos Humanos, Diversidade, Pessoas Idosas e Pessoas com Deficiência (SEMIDH), para alterar nomenclaturas ultrapassadas, como também qualificar as atribuições da secretaria, garantindo que seja da responsabilidade da SEMIDH, a promoção de políticas públicas de construção de autonomia e combate à opressão contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros bem como das demais orientações sexuais e identidades de gênero.
 
Brisa Bracchi é a primeira bissexual assumida que chega à Câmara Municipal e reforça pautas que considera centrais para Natal: “Cheguei nesse espaço do parlamento sem esconder minha sexualidade, pelo contrário, reforçando que sou LGBT. Esse é um tema central para a Natal que sonhamos, em que todos e todas possam ter sua sexualidade e identidade de gênero respeitadas e expressar seus afetos sem medo. Por isso, por exemplo, apresentei um projeto de lei para instituir o dia da visibilidade bissexual, para combatermos a visão que ainda nos representa como pessoas confusas, indecisas, através de campanhas educativas que promovam o respeito a diversidade sexual. Nosso mandato também destinou uma emenda orçamentária para efetivação do programa Transcidadania, para fomentar a qualificação profissional da população transexual”, diz a parlamentar.
 
O mandato de Brisa destinou mais de R$ 50 mil reais para a implementação do projeto “Transcidadania” em Natal pelo Centro Municipal de Cidadania LGBT de Natal. O objetivo do projeto é desenvolver ações de qualificação profissional inicial e continuada para as pessoas atendidas no Centro LGBT. De acordo com o Observatório LGBT de Natal, entre os usuários acompanhados pelo Centro no último trimestre de 2020, 72% estão desempregados, sendo em sua maioria homens e mulheres transexuais. Por isso, o projeto Transcidadania se destina a atuar nesse problema da nossa cidade, visando superá-lo com promoção da cidadania de travestis e transexuais através dos direitos humanos e da educação, possibilitando formas de acesso ao mercado de trabalho.

Fonte: Potiguar Notícias

Governo do RN assegura obra que beneficia 500 mil pessoas na região Agreste; beneficiando municípios da região Potengi

Por 

Nova adutora do Agreste Potiguar deverá ficar pronta em 2024 e irá ampliar o abastecimento em 12 cidades, além de garantir melhor oferta de água já existentes em outras 27 cidades.


A nova adutora do Agreste Potiguar, que irá beneficiar mais de 500 mil pessoas, deverá ficar pronta em 2024. Ela vai ampliar o abastecimento em 12 cidades e garantir melhor oferta de água de sistemas já existentes em outras 27 cidades. Orçada inicialmente em R$ 260 milhões, a obra é uma iniciativa do Governo do Estado, através da Caern, que solicitou recursos ao Governo Federal, para viabilizar sua construção.

A Caern fez estudos de concepção e anteprojeto. Contou com o apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), que fez o estudo hidrogeológico. A captação de água será feita a partir do rio Guaju, no município de Baía Formosa, próximo à divisa com o estado da Paraíba.

A governadora Fátima Bezerra destaca a importância da ampliação da rede de abastecimento e do esforço conjunto na busca pela melhoria da qualidade de vida, proporcionando mais dignidade às pessoas que a partir desta obra passarão a ter uma melhor oferta de água. “Tem sido um esforço contínuo da nossa gestão, seja com investimentos próprios ou buscando recursos para assegurar mais dignidade ao nosso povo. E esta obra representa o empenho das nossas equipes”, ressaltou.

O diretor-presidente da Caern, Roberto Sérgio Linhares, explica que trata-se de um projeto que a Caern está trabalha há 20 anos. “É uma obra de extrema importância. Tanto pela questão do abastecimento, como pela questão ambiental. Estamos ampliando a oferta de água diretamente para 12 cidades e redistribuindo mais água para outras 27. Redistribuindo com ampliação da oferta porque iremos garantir mais água de outros sistemas já existentes. Além disso, estamos dando uma alternativa viável de captação para essa região do Estado”, ressalta.

O empreendimento também trará, a longo prazo, melhorias para a Lagoa do Bonfim. “O manancial da Lagoa do Bonfim, atualmente responsável pelo atendimento da adutora Monsenhor Expedito, será diretamente beneficiado com a nova adutora, atendendo assim um pleito da população”, ressalta o Secretário da Semarh, João Maria Cavalcanti.

Ficará a cargo do Ministério do Desenvolvimento Regional e Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF), os estudos de viabilidade técnica e ambiental, projeto e execução da obra. Conforme o cronograma do Ministério, a obra estará pronta até 2024. As cidades beneficiadas diretamente são Boa Saúde, Canguaretama, Lagoa D’anta, Montanhas, Monte das Gameleiras, Nova Cruz, Passa e Fica, Pedro Velho, Santo Antônio, São José do Campestre, Serra de São Bento e Serrinha.

As cidades que terão reforço do abastecimento em sistemas já existentes são: Barcelona, Bom Jesus, Campo Redondo, Coronel Ezequiel, Espírito Santo, Ielmo Marinho, Jaçanã, Japi, Lagoa de Pedras, Lagoa de Velhos, Lagoa Salgada, Lajes Pintadas, Monte Alegre, Passagem, Rui Barbosa, Santa Cruz, Santa Maria, São Bento do Trairi, São Paulo do Potengi, São Pedro do Potengi, São Tomé, Senador Elói de Souza, Serra Caiada, Sítio Novo, Tangará, Várzea, além da zona rural de Macaíba.

Fonte: http://lucasthavares.com.br

sábado, 15 de maio de 2021

Esmeralda no Sertão Wilson Galvão – AGIR/UFRN

Imagens Portal da UFRN - Wilson Galvão – AGIR/UFRN

Wilson Galvão – AGIR/UFRN

Uma pesquisa realizada dentro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) resultou no desenvolvimento de uma tecnologia que consegue, a partir de um resíduo da produção do sisal, obter a formulação de sabonete em pó, produtos de limpeza para o cabelo, pele facial e corporal, além da alternativa de aplicação em animais.

Essa invenção tem importância singular quando pensada para o contexto da região nordestina, pois no Brasil o cultivo dessa planta ocupa uma extensa área de solos na região semiárida dos estados da Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte, em locais com escassa ou nenhuma alternativa para exploração de outras culturas. Juntos, esses estados têm uma população de aproximadamente 800 mil pessoas que vivem, direta ou indiretamente, em estreita relação com essa fibrosa. E não por acaso.

A introdução do sisal no Brasil data de 1903, no estado da Bahia. As primeiras mudas foram provavelmente trazidas do México – Fotos: Pimentel et al (2006)/ Pereira, A. V (2016)

Resistente à aridez e ao sol intenso do sertão nordestino, com haste longa e suculenta, da Agave sisalana sai uma fibra resistente e dela se faz muita coisa. Cordas e artesanatos são exemplos. Contudo, o setor produtivo, usualmente, só compra a fibra, que representa 5% da planta. A polpa, que é a maior parte, termina indo para o lixo. E é aqui que o resultado da pesquisa da UFRN mostra sua relevância.

“O uso desse resíduo como matéria-prima para as indústrias cosmética e farmacêutica pode contribuir para o desenvolvimento econômico da região, em especial a agricultura familiar, bem como, ao recolhermos o resíduo dos locais de onde é realizada a retirada da fibra da Agave, mitigar o impacto ambiental. O resíduo das folhas da Agave sisalana será retirado do meio ambiente e será tratado de forma sustentável e ‘verde’ para transformá-lo em uma matéria-prima de valor comercial”, nos conta o cientista Márcio Ferrari.

Em vídeo, cientistas explicam aspectos adicionais da nova tecnologia

Para a obtenção da fração de saponinas do resíduo, o professor do Departamento de Farmácia acrescenta que o processo utiliza a água como solvente, em substituição aos solventes orgânicos, característica que torna o insumo não poluente ao meio ambiente. A fração desenvolvida é considerada um produto eco-friendly, não poluente, portanto, ao meio ambiente. O uso da água também representa maior facilidade e economia de processo, agilizando o tempo e reduzindo as etapas para preparo da fração e redução da geração de resíduos orgânicos.

A pesquisa teve análises realizadas no Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos Cosméticos da UFRN, coordenado pelo professor Márcio Ferrari – Foto: Cícero Oliveira – Agecom/UFRN

O nome saponina é derivado da palavra latina sabão, devido à sua propriedade surfactante, que forma espuma estável e se parece com sabões quando em agitação em uma solução aquosa. “É o maior e o mais diversificado grupo de produtos naturais bioativos, encontrados primariamente em plantas”, realça Elissa Arantes Ostrosky. Junto com Márcio, Flávia Scigliano Dabbur e Jean Antônio Aderaldo da Silva Filho, Elissa compõe o grupo de inventores responsável pela descoberta científica, cujo depósito de patente ocorreu no mês passado sob a denominação Processo de extração e obtenção de uma fração de saponinas a partir do resíduo das folhas de Agave sisalana, uso da referida fração em composições e produtos cosméticos.

Em fase de construção de um protótipo, a tecnologia já está à disposição para os futuros parceiros, seja por transferência tecnológica ou licenciamento. “A formulação em forma de pó é uma tendência de mercado por não ter água na sua formulação, apresentando maior estabilidade e facilidade no transporte do produto, que pode ser comercializado como dose unitária ou não”, afirma Ferrari.

Márcio Ferrari é um dos pesquisadores do estudo – Foto: Cícero Oliveira – Agecom/UFRN

O que é um pedido de patente?

Patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, outorgado pelo Estado aos inventores, autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre a criação. Assim, o depósito de pedido de patente é o primeiro passo para garantir direitos de comercialização exclusivos, por um determinado período, de uma nova invenção com aplicação industrial. Na UFRN, as notificações de invenção são feitas mediante o Sigaa, por meio da aba Pesquisa. Em seguida, a equipe da AGIR entra em contato com o inventor para dar prosseguimento aos trâmites.

O ato de patentear significa, portanto, conferir à Universidade e ao pesquisador a justa precedência sobre o que foi desenvolvido, com a possibilidade de captação de recursos, via royalties. Contudo, para além do retorno financeiro, há o retorno do reconhecimento intelectual. É o que pontua a docente Elissa Ostrosky, para quem o processo de patenteamento é relevante por envolver a formação de recursos humanos, desde alunos de iniciação científica até doutorado, além de ser fruto de um projeto de pesquisa com aplicabilidade. “No caso desse novo invento, temos a geração de um protótipo obtido por tecnologia limpa, com redução de resíduos orgânicos, insumos naturais e sustentáveis, além de contribuir para o desenvolvimento econômico da região”, elencou a cientista.

Nesse primeiro momento do depósito, o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) “guarda” o documento por 18 meses em sigilo. Em seguida, o estudo é publicado e fica aberto a contestações durante o mesmo período. Após os três anos, o Instituto parte para a análise em si e, se não encontrar nada parecido, faz a concessão. Por causa disso, o processo de expedição da carta patente acontece costumeiramente após cinco anos do depósito. Para Jean Filho, estudante de graduação, ter a oportunidade de acompanhar todo o desenvolvimento da patente foi enriquecedor. “Participar do processo, desde a obtenção da matéria-prima até a escrita, somou, de forma singular, à minha formação acadêmica e amadurecimento científico, situação responsável também por abrir portas para outras oportunidades dentro e fora do meio acadêmico”.

Essa proteção das tecnologias desenvolvidas por inventores da UFRN tem como objetivo não somente resguardar os direitos patrimoniais da instituição frente aos investimentos intelectuais e financeiros despendidos durante o seu desenvolvimento, mas também permitir que esses novos produtos e processos sejam licenciados por empresas que possam explorá-los comercialmente, gerando recursos para a instituição na forma de royalties, os quais, novamente, serão investidos em inovação. Doutoranda na UFRN, Flávia Scigliano Dabbur frisou que o Programa de Pós-Graduação ao qual ela está vinculada, de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica em Medicamentos (DITM), tem a característica de incentivar os alunos a desenvolver produtos e depositar patentes. “Esse estímulo aproxima a academia da realidade e do público, pois pesquisamos para obtenção de algo útil, que seja tendência e com aplicabilidade. É excelente para a Universidade, para os pesquisadores e para a população, de uma forma geral, que pode se beneficiar”, lista. O DTIM é uma iniciativa resultante da associação da UFRN com a Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Portal da UFRN

Estudante do Campus de Assú toma posse como coordenadora geral do DCE

 

“Se a UERN não se chamasse UERN, ela deveria ter o nome Resistência!”. A frase marcante foi proferida pela coordenadora geral do Diretório Central das e dos Estudantes Anatália de Melo Alves (DCE), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), Yamara Santos, em seu discurso de posse, nesta quinta-feira (14), durante cerimônia híbrida realizada no auditório do Campus de Assú e Google Meet.

Mulher e negra, Yamara Santos é a primeira estudante de um campus avançado a assumir a coordenação geral do DCE. Em seu discurso de posse, ela ressaltou a importância desta descentralização e enalteceu as lutas para a construção e defesa da Uern. “Nossa querida Universidade é fruto da luta de muita gente que sonhou com uma educação pública, gratuita, de qualidade, socialmente referenciada, do povo e para o povo. Hoje nós estamos escrevendo mais uma página na história do movimento estudantil”.

A reitora da Uern, Fátima Raquel Morais, participou da solenidade de forma presencial. Ela parabenizou a nova coordenação do DCE pela vitória, e ressaltou a missão do Diretório em engajar os estudantes na luta em defesa da Universidade e de uma educação inclusiva, pública e de qualidade, com uma formação técnica e cidadã. “É preciso entender que o espaço de formação, o espaço acadêmico, não é apenas técnico, mas também é político. É um espaço em que a voz do estudante precisa reverberar para garantir que continuaremos firmes e fortes, na luta em defesa da nossa universidade. Tenho certeza de que essa coordenação que hoje toma posse, será persistente nesta luta. Tenham certeza de que estaremos ao lado de vocês’, afirmou a reitora.

Ao falar em luta, a reitora lembrou dos desafios e do esforço da gestão universitária para promover o ensino de qualidade durante a pandemia. Ela destacou a importância do auxílio inclusão digital para facilitar o acesso dos estudantes às aulas remotas e anunciou que o auxílio não será disponibilizado somente durante a pandemia, mas um programa permanente da política de assistência estudantil da Uern.

A reitora eleita da Uern, Cicília Maia, acompanhou a reitora Fátima Raquel na solenidade e reafirmou o compromisso com os estudantes em sua gestão, que tem início no dia 28 de setembro. Ela parabenizou os eleitos e falou sobre a importância da participação do movimento estudantil para uma gestão cada vez mais próxima da realidade da comunidade acadêmica.

“Quantas coisas nós fizemos a partir da inquietação dos nossos estudantes. É assim que vamos avançar cada vez mais com a nossa universidade. Vamos fazer uma gestão para toda a Universidade. Peço que agora, passada a eleição, que a gente possa alimentar esse sentimento de união. Cada vez que eu falo com os estudantes, é uma oportunidade de se energizar, de aprender, de se reinventar. E é disso que a gente precisa para os próximos anos, se reinventar. Mas não adianta se reinventar se a gente não tem o apoio da nossa comunidade”, afirmou Cicília Maia.

Egressa da Uern, a reitora eleita se colocou, ao lado de Yamara, como exemplos para os estudantes da instituição. “Veja só onde nós chegamos! Não tenho medo de dizer que nós somos exemplos para tantos meninos e meninas que hoje estão na universidade, exemplos de onde eles podem chegar. Não aceitem que alguém diga que você não pode, que você não consegue. Você pode tudo”.

Ela também pediu o apoio da classe política, na solenidade representada pelas deputadas Natália Bonavides e Isolda Dantas, e pelas vereadoras Marleide Cunha e Brisa Bracchi, das câmaras municipais de Mossoró e Natal, respectivamente.

A solenidade também contou com a participação do subsecretário de juventude do Governo do Estado, Gabriel Medeiros; a pró-reitora adjunta de assuntos estudantis, Sephora Edite; do vice-reitor eleito, Chico Dantas e de representantes de entidades estudantis e sindicais.

Fonte: UERN

Exposição que marcaria data da abolição é censurada em Santa Catarina

Exposição "Pertencimento" (Foto: Divulgação)

Quadros de Bruno Barbi seriam expostos no Shopping Iguatemi de Florianópolis e retratam dez rostos de mulheres negras aquareladas. Artista denuncia “covarde tentativa de ocultar um racismo latente, sob a justificativa de que temas polêmicos poderiam melindrar seus clientes brancos e ricos”

247 - O artista Bruno Barbi denuncia que sua exposição “Pertencimento”, que seria exposta no Shopping Iguatemi, de Florianópolis, Santa Catarina, foi alvo de censura e teve a abertura cancelada. A inauguração aconteceria nesta quinta-feira, 13 de maio - data que marca a abolição da escravatura.

O artista chama a decisão de “ato covarde” e uma “tentativa de ocultar um racismo latente, sob a justificativa de que temas polêmicos poderiam melindrar seus clientes brancos e ricos”. Leia abaixo a íntegra de seu manifesto sobre o tema:

A exposição PERTENCIMENTO, com quadros pintados por mim e texto de apresentação escrito por Gislene Santos, com data marcada de abertura hoje, dia 13 de maio de 2021 às 10 horas da manhã no Vila Romana Shopping, antigo shopping Iguatemi, no bairro Santa Mônica em Florianópolis, sofreu um ato de CENSURA e não será realizada.

A exposição retratando 10 rostos de mulheres negras aquareladas, tem como argumento central do texto de apresentação o quão a presença Negra pode ser incômoda em espaços não reservados a ela, e aonde quer que seja que ela incomode este será o seu lugar. 

Com quase uma década de arte e ativismo dedicado a luta antirracista, aprendi nesta curta trajetória de que esta arte ativista incomoda e provoca, mas sempre tende a ser melhor aceita quando não vem acompanhada de vozes negras reais. A partir deste entendimento e de que não precisamos de mais 'Princesas Izabel' e de que a arte carrega esse poder da transformação social efetiva, nada mais que eu produzo deixou de vir acompanhado de falas e demandas reais do povo negro, convidando sempre mulheres e homens negras e negros para legitimar e dar sentido aos trabalhos. A partir disso ficou cada vez mais evidente em quais lugares ela seria aceita ou não. 

A série PERTENCIMENTO foi CENSURADA às vésperas de sua abertura oficial, no ato covarde de tentativa de ocultar um racismo latente, sob a justificativa de que temas polêmicos poderiam melindrar seus clientes brancos e ricos, admitindo com isso que a presença Negra dentro desse espaço é um tema polêmico e de que seus clientes não a admitem. Este manifesto denuncia e rechaça a atitude elitista, racista, irresponsável do Shopping Iguatemi. Desde sempre sabemos que estamos em uma cidade de valores ultraconservadores, colonialistas, preconceituosos e entendemos que essa exposição que não aconteceu, cumpre seu maior papel de denunciar a segregação e a discriminação pela população negra historicamente apagada da cidade é submetida sistematicamente. 

Pertencimento é resistência e protesto, sobre uma política social higienista que impede toda sociedade de avançar em nome da manutenção dos privilégios de muito poucos. Não desistiremos, não a baixaremos nossas cabeças, a luta anti-racista é uma obrigação de todos e nós nos orgulhamos de estar deste lado da trincheira.

Fonte: BRASIL 247

Pfizer confirma à CPI que governo Bolsonaro ignorou cinco ofertas de vacinas em 2020 - Por GEORGE MARQUES - NINJA

 

Carlos Murillo da Pfizer na América Latina durante depoimento na CPI da Pandemia. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado.

Chamado à CPI da Covid nesta quinta-feira (13), o representante da Pfizer, Carlos Murillo, revelou que o governo Bolsonaro ignorou ao menos cinco propostas de vacinas ano passado. A primeira delas foi ofertada em agosto do ano passado prevendo 70 milhões de doses. Já neste ano, a Pfizer fez mais uma oferta ao governo em 15 de fevereiro oferecendo 100 milhões de doses. De novo, a gestão Bolsonaro não fechou o acordo.

O Ministério da Saúde, porém, assinou contrato com a farmacêutica em março deste ano, prevendo 100 milhões de doses, onde 14 milhões devem ser entregues entregues até julho e os 86 milhões de doses restantes chegarão até o final do ano.

Senadores da oposição avaliam que o depoimento de Murillo foi importante para atestar a inação por parte do governo Bolsonaro diante da pandemia de Covid-19.

Presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM) sublinhou o cálculo feito pelo gerente-geral da Pfizer: se o governo Bolsonaro tivesse assinado o contrato de agosto, o país teria garantido 18,5 milhões de doses da vacina, até o segundo trimestre deste ano. O Brasil recebeu, até agora, apenas 1,6 milhões de doses.

Carluxo e Martins em reunião sobre vacinas

Carlos Murrilo confirmou à CPI a participação do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) em reunião para tratar de vacinas. Ele citou que duas representantes do jurídico da empresa mantinham reunião no Palácio do Planalto com o ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten e seus auxiliares, para esclarecer pontos relativos à aquisição da vacina.

O representante da farmaceutica citou uma reunião que estivera com o ex-secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, que recebeu um telefonema e deixou a sala onde discutiam entraves da vacina. Ao retornar, estava acompanhado de Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, e do assessor internacional da Presidência, Filipe Martins.

Martins é o assessor do presidente no qual a polícia do Senado decidiu indiciar por gesto de conotação racista feito com a mão durante uma sessão da Casa em 24 de março. O assessor de Bolsonaro foi enquadrado no artigo 20 da lei 7.716 que trata dos crimes de preconceito de raça ou de cor.

Para integrantes da CPI da Covid ficou evidenciado que Carluxo e Martins eram integrantes assíduos do “gabinete paralelo”, citado pelo ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta, e que davam uma orientação paralela a Bolsonaro na gestão da pandemia.

Araújo é o próximo a depor

O próximo a depor será o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Ele deverá ser inquirido sobre as estratégias internacionais para o Brasil adquirir mais vacinas. Durante sua passagem pelo Itamaraty, Araújo sofreu forte pressão de senadores que reclamavam de sua diplomacia com a China. Os mais recentes ataques de Bolsonaro à China bloquearam envio do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) e devem atrasar a produção de vacinas pelo Instituto Butantan, em São Paulo.


Fonte: Mídia Ninja