Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membros,. ativistas, poetas, escritores, produtores culturais, grupos culturais, violeiros, pensantes e os que admiram e lutam pela cultura potiguar. Cultura! A Cultura, VIVE e Resiste! "Blog do CPC/RN, notícias variadas na BASE DA CULTURA!
Primeira turma de diretores - Marcelo Júnior de Assis da Silva, dando as boas vindas aos dirigentes escolares na Abertura da Formação Financeira.
Dirigente financeiro, professor, João Maria
Parada para o Coofeebrake
Debates - vejam fotos abaixo: 1º e 2º DIAS
IMAGENS DOS DOIS DIAS DA FORMAÇÃO FINANCEIRA
Todos os participantes presentes prestaram bastantes a atenção, tirando assim as suas dúvidas. Tanto os dirigentes do primeiro dia como os do segundo dia.
Inscrições
Nos dias 11 e 12/11/2021 a 3ª DIREC - SEEC-RN, sediada em NOVA CRUZ, promoveu Curso de FORMAÇÃO FINANCEIRA para os diretores/as de escolas, bem como também para os funcionários que trabalham no setor de finanças.
As pautas, foram: Resolução/CD/FNDE nº 14 de 16 de setembro de 2021; Resolução/CD/FNDE nº 15 de 16 de setembro de 2021; Resolução/FEE/SEEC nº 03 de 19 de novembro de 2019; Normas para uso do PAGUE -PDDE e Etapas de montagem de uma prestação de contas.
PROGRAMÇÃO
07:30 - Credenciamento.
08:00. Abertura.
08:05 - Boas vindas - Diretor da DIREC (Marcelo Silva - Diretor) e representantes (João Maria Oliveira e Gilson - financeiro).
08:20 - Resolução/CD/FNDE nº 15 de 16 de setembro de 2021
10:20 - Coofeebrake
10:40 - Resolução/CD/FNDE nº 14 de 16 de setembro de 2021
11: 30 - Normas para solicitação de PAGUE - PODE
12:00 - Almoço
13:00 - Normas para uso do PAGUE - PODE
14:10 - Questionamentos
15:00 - Coofeebrake
15:20 - Manipulações dos formulares
17:00 - Encerramento
O Curso de Formação Financeira foi dividido em duas etapas - totalizando 40 (quarenta) escolas estaduais, ligadas da 3ª DIREC. 20 escolas participaram dia 11 e as outras 20 escolas participaram dia 12.
A referida formação foi muito salutar e proveitosa, pois foi um momento onde todos os presentes tiraram suas dúvidas e daqui por diante será muito mais fácil para os dirigentes escolares, juntamente com os diretores financeiros a desenvolverem o prestamento de contas com clareza e sem muita dificuldades.
No encerramento, Marcelo Júnior de Assis da Silva, agradeceu a todos e a todas os diretores/as presentes, bem como os dirigentes financeiros pelas suas presenças, ficando a disposição para qualquer esclarecimentos que por ventura surja e para isso a equipe financeira e administrativa da 3ª DIREC - SEEC-RN estarão sempre a disposição para tirarem suas dúvidas, caso apareçam.
Cupim é um tipo de corte de carne de boi localizado atrás do pescoço do animal. É uma carne extremamente macia e muito saborosa. Vamos a uma receita fácil e deliciosa!
INGREDIENTES:
1 cupim de 1,5 a 2 kg
1 pimenta dedo de moça
4 dentes de alho
1 folha de louro
1 punhado de sal grosso
Pimenta do Reino a gosto
MODO DE PREPARO:
Cozinhe a carne na panela de pressão (cobrindo 3/4 da carne com água) com todos os ingredientes por 1 hora e 30 minutos.
Retire da panela, corte em fatias de uns 2,5 cm e coloque na churrasqueira (ou na grelha) ainda bem quente.
Toste bem de ambos os lados. Estando tostado, corte em tiras e, em seguida, em cubos.
Sirva com uma boa farofa e tempere à mesa com chimi churri.
No final da década de 1880, a monarquia brasileira estava numa situação de crise, pois representava uma forma de governo que não correspondia mais às mudanças sociais em processo. Fazia-se necessário a implantação de uma nova forma de governo, que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.
Crise da Monarquia
A crise do sistema monárquico brasileiro pode ser explicada através de algumas questões:
– Interferência de D.Pedro II nos assuntos religiosos, provocando um descontentamento na Igreja Católica;
– Críticas feitas por integrantes do Exército Brasileiro, que não aprovavam a corrupção existente na corte. Além disso, os militares estavam descontentes com a proibição, imposta pela Monarquia, pela qual os oficiais do Exército não podiam se manifestar na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra;
– A classe média (funcionário públicos, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, artistas, comerciantes) estava crescendo nos grandes centros urbanos e desejava mais liberdade e maior participação nos assuntos políticos do país. Identificada com os ideais republicanos, esta classe social passou a apoiar o fim do império;
– Falta de apoio dos proprietários rurais, principalmente dos cafeicultores do Oeste Paulista, que desejavam obter maior poder político, já que tinham grande poder econômico;
Diante das pressões citadas, da falta de apoio popular e das constantes críticas que partiam de vários setores sociais, o imperador e seu governo, encontravam-se enfraquecidos e frágeis. Doente, D.Pedro II estava cada vez mais afastado das decisões políticas do país. Enquanto isso, o movimento republicano ganhava força no Brasil.
A Proclamação da República
No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, com o apoio dos republicanos, demitiu o Conselho de Ministros e seu presidente. Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório.
Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa. Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de presidente do Brasil. A partir de então, o pais seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço rumo a consolidação da democracia no Brasil.
"Se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder." - Abraham Lincoln.
Fazendo uma ponte para a realidade do nosso país, sim, é fato que nós escolhemos os governantes que estão atuando nas esferas municipais, estaduais e federais. Demos poderes a eles, em confiança.
Isso porque somos um povo que carrega uma grande esperança no coração, de que a política deve ser transformadora, que pode mudar para melhor uma sociedade.
E poderia ser assim mesmo, se não prevalecesse a soberba e a ganância pelo poder a todo custo.. Definitivamente não, não nos sentimos representados, com raríssimas exceções.
Para alguns, seletivamente, o cenário que estamos vivendo pode até ser ou parecer irrelevante, mas para a grande massa, a vida tem se tornado mais difícil a cada dia. Não tem sido nada fácil viver e mesmo sobreviver a essa crise.
A maioria da população brasileira é formada por pessoas de baixa renda. Esta é a parcela que mais sofre com os mandos e desmandos, com tamanha irresponsabilidade governamental.
A única saída é nos unirmos, arregaçar as mangas e ir à luta por nossos direitos, sermos cada vez mais participativos. Hoje sabemos quem são os lobos em pele de cordeiro, que estão acabando com a dignidade da nossa gente, do povo que verdadeiramente constrói o Brasil.
Teremos essa oportunidade nesta quinta-feira, dia 18 de novembro, às 20h (horário de Brasília) no nosso debate com Leonardo Boff, João Pedro Stédile e Eduardo Moreira. Vamos fazer a diferença!
Grande abraço,
Equipe Instituto Conhecimento Liberta
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Composto por quatro canções inéditas de autoria de Ana Tomaz, o EP “Ventre e Voz” têm lançamento no dia 19 de novembro em todas as plataformas digitais. Com direção musical de Iury Matias e identidade visual de Rita Machado, o Ep foi produzido com apoio do Edital Economia Criativa 2021 do Sebrae RN e tem lançamento pelo selo Dosol.
“Ventre e Voz” marca uma nova fase na carreira da cantora e traz em cada canção uma atmosfera inspirada nas fases da lua.
“A música feita por mulheres é música para todas as pessoas”, cita Ana Tomaz. Por isso “Ventre e Voz” conta com a participação de artistas potentes em sua construção. Na percussão Aiyra, violino e rabeca Tiquinha Rodrigues, flautas nativas Larissa Paraguassú e vocais Clara Menezes e Babi Freire.
Aprofundando as expressões de “Ventre e Voz”, sob direção de Rita Machado e roteiros de Ana Tomaz, seráé lançado o conteúdo audiovisual: uma Web Série e PodCast, ambos com quatro episódios e que contaram com o apoio da Galeria de Arte B612 para sua realização. Eles contextualizam as canções e apresentam de forma poética, intimista e documental, as inspirações, raízes, fragmentos das composições e gravação.
Ana Tomaz é cantora, compositora, artista e doula. Atua na cena musical potiguar desde 2015. Iniciou na música aos 13 anos atuando em corais. Em 2014 iniciou seu percurso enquanto cantora solo se apresentando na cena cultural de Natal e RN. Ana nesse momento dá um novo passo em sua carreia trazendo à tona suas composições. Dessa forma nasce o EP Ventre e Voz, fruto criativo das vivências da artista que traz a marca das experiências e versatilidade da cantora.
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou nesta quarta-feira que procuradores da Lava Jato devolvam recursos gastos em diárias e viagens. O ministro Bruno Dantas, relator da tomada de contas especial, afirmou que houve prejuízo ao erário público e violação ao princípio de impessoalidade. Argumenta que houve modelo “benéfico e rentável” aos integrantes da força-tarefa.
Na decisão, cita “indústria de pagamento de diárias e passagens”. Também alega que o valor era pago “a certos procuradores escolhidos a dedo, o que é absolutamente incompatível com as regras que disciplinam o serviço público brasileiro”.
A apuração teve início após representação do subprocurador-geral do Ministério Público, Lucas Furtado. Parlamentares também questionavam os gastos com diárias e passagens da operação. O TCU concluiu que o modelo de funcionamento das viagens “não representou o menor custo possível para a sociedade brasileira”. Eles não eram removidos para Curitiba e moravam na cidade, recebendo diárias e gastando em passagens todas vezes que se deslocavam para a capital paranaense.
“Resultou em interessante ‘rendimento extra’ em favor dos beneficiários, a par dos elevados valores das diárias percebidas”, diz o subprocurador-geral.
Veja a lista dos procuradores da Lava Jato e os valores recebidos
Cinco procuradores devem ser citados pelo TCU para devolver os valores, que ultrapassam R$ 1,8 milhão. São eles:
• Antonio Carlos Welter: R$ 506 mil em diárias e R$ 186 mil em passagens;
• Carlos Fernando dos Santos Lima: R$ 361 mil em diárias e R$ 88 mil em passagens;
• Diogo Castor de Mattos: R$ 387 mil em diárias;
• Januário Paludo: R$ 391 mil em diárias e R$ 87 mil em passagens;
• Orlando Martello Junior: R$ 461 mil em diárias e R$ 90 mil em passagens.
Rodrigo Janot, que comandava o MPF (Ministério Público Federal) à época, também será citado para devolver os recursos. Deltan Dallagnol também deve ser citado para devolver solidariamente os recursos. Ele supostamente idealizou o modelo de trabalho do grupo de procuradores.
A grandeza do escritor russo, duzentos anos depois, está na investigação meticulosa de como o ser humano processa a maldade e constitui a resistência da civilização a partir dela.
Para Dostoiévski, o mal era um segredo indizível. Disse em Subssoil Memories que existem segredos que confessamos a poucos, outros que não confessamos a ninguém e que nos atormentam escondidos, e aqueles que, como o mal, povoam as mais profundas e ocultas profundezas da alma.
Em grande parte, o mal e o ódio vêm da ofensa e da humilhação, do orgulho ferido. Escrevendo sobre Dostoiévski, o escritor André Gide reconheceu que “a humildade abre as portas do paraíso; a humilhação as do inferno ”.
O orgulho implica o desejo de superioridade e é o núcleo moral do narcisismo, do qual brota a indiferença para com o sofrimento dos outros e o desprezo. A ferida no orgulho desencadeia frustrações e ressentimentos que corroem a consciência.
Sofrer humilhações e ver a dignidade ser retirada pode ser o prelúdio para o surgimento da vergonha e da ruína. Uma sociedade que humilha multiplica os males entre os humilhados. O ódio alimenta o ódio e a miséria material pode levar à miséria moral, como lemos em Humilhados e Ofendidos
Em O Diabo , Giovanni Papini observou que “quem é mais alto também está mais sujeito ao orgulho”. E se Lúcifer foi punido por seu orgulho, “enterrado e confinado na escuridão ilimitada da solidão e do ódio”, o que pensar do desejo ilimitado de ser cada vez mais alto? Para basear nossas vidas no sucesso, na ambição e na inveja do parasita, e teme o fracasso mais do que qualquer coisa?
O desprezo
Em Crime e Castigo , arrogância e deificação significavam que Raskolnikof não tinha escrúpulos em matar uma velha porque a considerava um obstáculo em seu caminho.
Para o mal, os outros nada mais são do que instrumentos que se opõem aos seus fins, coisas que devem ser sacrificadas para alcançar o sucesso. Eles são desprezados porque não são reconhecidos como seres humanos, mas como objetos que nos servem. E quem despreza se sente superior, experimenta um prazer voluptuoso em exercer a dominação.
Fotografia de Hannah Arendt em 1933.
Mesmo a maldade e o desprezo absoluto dos outros podem ser banalizados e feitos todos os dias. O mal pode se tornar uma rotina a seguir, como a filósofa Hannah Arendt explicou sobre o paroxismo do mal que era o nazismo.
E esse desprezo excessivo era também o que, na história, Vlas fazia dois camponeses lutarem pela façanha de cometer o crime mais vil. O que os movia era “a necessidade de chegar ao limite, de almejar fortes sensações que conduzem ao abismo”.
Tédio e liberdade
Se não tivéssemos a liberdade de decidir como somos, o mal não existiria, nem a virtude. Nos personagens de Dostoiévski, a batalha interior sangrenta que surge da capacidade de escolher nosso destino é travada.
E às vezes a infâmia é escolhida, mesmo que seja para sair da rotina. Talvez seja essa necessidade de quebrar a monotonia que nos leva a lutar com os outros. Talvez seja assim que se justifique nossa tendência a rejeitar o descanso e a tranquilidade. Talvez porque muito do mal nasce do tédio, porque preferimos a oportunidade de fazer o mal a não fazer nada. E talvez seja por isso que Blaise Pascal disse:
“Todo o mal humano vem de uma única causa, a incapacidade do homem de ficar quieto em uma sala.”
Escolhemos o abjeto seduzido pelo fascínio da transgressão, daquilo que contraria a norma e a lei. Lemos em Os Irmãos Karamazov :
“Não há nada mais sedutor para o homem do que o livre arbítrio, mas também nada mais doloroso.”
Nesse sentido, os personagens de Dostoiévski estão relacionados à filosofia existencialista de Jean Paul Sartre :
“Estamos condenados a ser livres.”
Amor e ódio
Os personagens de Dostoiévski nunca são planos ou superficiais. Vislumbramos neles a dualidade profunda e paradoxal do ser humano, sua complexa contradição, pois em uma mesma pessoa convergem dois personagens opostos e indissolúveis: o bem e o mal.
É assim que em Os Demônios , o personagem de Stavróguin aponta que ele sente a mesma satisfação em querer fazer uma boa ação e em desejar o mal. Os extremos se encontram e a beleza acaba se fundindo com o grotesco.
Ilustração para Dr. Jekyll e Mr. Hyde , de Robert Louis Stevenson, de Charles Raymond Macauley (1871 – 1934). Wikimedia Commons
Em Dostoiévski, virtude e mal são simultâneos. É assim que o lemos em Doctor Jekyll and Mr. Hyde, de Robert Louis Stevenson: em uma única pessoa encontramos a contradição do céu e do inferno, a luz e a sombra do claro-escuro de Rembrandt.
É sobre a oposição entre uma inclinação para a união e o desejo de destruição. É o que Sigmund Freud chamou de Eros e Thanatos : pulsão de vida e morte.
Acima de tudo, Dostoiévski buscava realização, vida infinita. Por isso mesmo, era insuportável para ele deixar de lado sua dimensão perversa e degradada. Teria sido algo como retirá-lo de uma de suas partes fundamentais. Seus personagens são lançados no precipício moral, na crueldade e na libertinagem do mal. E então o escritor Stefan Zweig avisou :
“Viver bem significa para ele viver intensamente e experimentar tudo, o bom e o mau ao mesmo tempo, e em suas formas mais intensas e inebriantes.”
Dostoiévski explorou esses abismos de maldade em toda a sua crueza. Revelou a verdade secreta do mal, aquele lado que ninguém quer ver cara a cara. Sua leitura não é fácil nem confortável, requer o comprometimento afetivo do leitor. Pode ser que o que ele nos descobre não seja de fato do nosso agrado, que até nos enoja. Mas, como Kafka observou, “um livro deve ser o machado que quebra o mar congelado dentro de nós”. E Dostoiévski sem dúvida provoca uma agitação interna em quem ousa lê-lo.
Lemos em seu romance O Idiota , nascemos para fazer o outro sofrer. No entanto, em O sonho de um homem ridículo , talvez a mais bela de suas histórias, um homem à beira do suicídio sonha com um mundo de harmonia desprovido de baixeza desumana. E embora seja uma ilusão utópica, um paraíso inatingível dada a nossa natureza, aquele “homem ridículo” que não ligava para nada e ninguém acaba dizendo:
“Eu não quero e não posso acreditar que o mal é uma condição normal das pessoas”.