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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Sexta-feira de muita cultura em Caicó com a Casa das Palavras

Nesta sexta-feira, a partir das 19h em frente à Casa de Cultura, acontece a grande noite cultural do projeto Casa das Palavras, com apresentações de cordel, a cargo dos poetas Antônio Francisco, Grupo Caçuá de Mamulengo, de Currais Novos, e a Banda Filarmônica de Cruzeta, com regência de Bembem Dantas.  Ao final das atividades, será instalada uma Minibiblioteca Pa praça de Sant’Ana. O evento é gratuito.
Em Caicó, estão sendo ministradas oficinas de Mamulengo e Contação de Histórias na Escola Municipal Presidente Kennedy e na Dired.  Um dos objetivos das oficinas da Casa das Palavras é promover o intercâmbio cultural entre os artistas e educadores, atuando no aperfeiçoamento dos participantes.
A Casa das Palavras tem o patrocínio da Cosern, Oi e Governo do RN – através da Lei Câmara Cascudo, Unimed Natal, Arena das Dunas e Prefeitura do Natal – através da Lei Djalma Maranhão. Em Caicó, as ações têm o apoio da prefeitura de Caicó e Casa de Cultura.

Por Robson Pires

PF confirma: ENEM vazou. E agora, Mendonça?

Em relatório da PF enviado ao Ministério Público Federal, a PF apontou o cometimento de crime de estelionato qualificado e disse que ao menos duas pessoas foram beneficiadas com o vazamento da prova antes de sua aplicação.
Por Brasil 247
Mergulhado em escândalos de corrupção e à frente da maior recessão da história do País, o governo de Michel Temer tem agora mais um problema pela frente. A Polícia Federal confirmou, nesta quinta-feira 1º, que as provas do primeiro Enem conduzido pelo ministro da Educação de Temer, Mendonça Filho, vazaram.
Em relatório da PF enviado ao Ministério Público Federal, a PF apontou o cometimento de crime de estelionato qualificado e disse que ao menos duas pessoas foram beneficiadas com o vazamento da prova antes de sua aplicação.
No dia 6 de novembro, segundo dia de prova do Enem, candidatos foram presos em operação da PF no Ceará e no Amapá. Eles sabiam antecipadamente o tema da redação – Intolerância religiosa -, que foi aplicada a quase seis milhões de candidatos em todo o País.
“Uma quadrilha organizada nacionalmente teve acesso antecipado às provas. Isso compromete a lisura do exame e a própria credibilidade da logística de segurança que vem sendo aplicada”, afirmou o procurador da República Oscar Costa Filho, em nota.
Ele informou que a íntegra do relatório e peças do inquérito serão anexadas ao recurso do MPF que tramita no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife (PE).
Leia mais na reportagem da Agência Brasil:
Polícia Federal constata vazamento do Enem 2016, diz MPF
Mariana Tokarnia – O Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE), informou que recebeu relatório da Polícia Federal (PF) que constata que as provas do primeiro e do segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além da prova da redação, vazaram para pelo menos dois candidatos entes do início da aplicação do exame.
O Enem foi aplicado nos dias 5 e 6 de novembro para 5,8 milhões de candidatos em todo o país.
Em nota, o MPF diz que – em trecho do relatório – a PF destaca que, após a análise de celulares apreendidos durante operações nos dias do exame, concluiu-se que os candidatos receberam fotografias das provas e tiveram acesso aos gabaritos e ao tema da redação antes do início do exame.
Os estudantes tiveram acesso à “frase-código” da prova rosa, o que permitia que candidatos que deveriam fazer provas diferentes da rosa pudessem preencher o cartão de respostas de acordo com o gabarito transmitido pela quadrilha, não importando a cor da prova que o candidato tenha recebido no exame, já que a frase-código é o que legitima a correção conforme a cor referente à frase.
Candidatos presos em Minas Gerais e no Maranhão

Os dois candidatos foram presos, um em Minas Gerais e outro no Maranhão. Ambos receberam exatamente as mesmas fotografias com gabaritos das provas, porém, de intermediários diferentes, “deixando claro que a origem do vazamento é a mesma”.
Quanto à prova de redação, a perícia da PF identificou que os candidatos presos iniciaram pesquisas no Google sobre o tema da redação a partir de 9h38 do dia 6 de novembro, indicando que tiveram acesso ao tema antes do início da aplicação das provas.
O procurador da República, Oscar Costa Filho, do MPF/CE, disse que a íntegra do relatório e peças do inquérito serão anexadas ao recurso do MPF que tramita no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife (PE). Em novembro, o procurador ingressou com ação na Justiça Federal pedindo que fosse anulada a prova de Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Fonte: Revista Fórum

Obrigada por nos ensinar o caminho, agora é com a gente, comandante! – Por Mariana Serafini

São incontáveis os ensinamentos que o gigante barbudo nos deixou, mas dois deles são fundamentais: não se faz uma revolução sozinho, a revolução não termina quando derrubamos o ditador. Fidel nos ensinou o valor da unidade de ação e da persistência em acordar todos os dias disposto a lutar por um mundo mais justo.
Ser militante da UJS é acreditar que cabe a nós também escrever as páginas vermelhas da história. Acredito que muitos dos jovens brasileiros chegaram a esta entidade de formas bem parecidas: pode ter sido aquele dia, no meio de uma aula talvez não muito empolgante, que apareceu um dirigente estudantil para apresentar um universo vasto de luta pela educação e por direitos sociais; ou talvez um amigo que é amigo do primo de alguém que “vai numas reuniões de política”.
Chegamos na tal reunião, sem entender muito bem o que estamos fazendo ali, e de repente dos deparamos com um monte de gente da nossa idade, ou um pouco mais velhos que parecem muito decididos a fazer as coisas darem certo. Este sentimento de identificação e vontade de mudar que invade nosso coração é o que nos move a um caminho incerto, mas cheio de certezas.
Temos certeza de que não é justo ver pessoas com fome, desabrigadas, com frio. Temos certeza de que há quem trabalhe muito e jamais será rico e que há quem não trabalhe e mesmo assim tem uma conta bancária digna de garantir as farras das próximas 8 gerações. Temos certeza de que é possível viver melhor nas grandes cidades, com mais acesso à cultura, educação, saúde, mobilidade urbana. E também temos certeza de é que possível ter uma vida digna no campo, sem sentir medo de ser mais uma vítima do latifúndio. Temos certeza ainda de que educação pública e de qualidade pode existir para todos. E temos certeza de que o mundo pode ser mais justo e menos desigual.
Todas essas certezas nos fazem tremer de indignação quando vemos uma injustiça, e por isso, somos companheiros. Não foi isso que nos ensinou o Che? Se somos companheiros nossa luta é irmã da luta do povo cubano. Cabe a todos nós dar continuidade à revolução que aqueles jovens dos anos 60 começaram com coragem e bravura, sem saber que fariam escola, mas com a certeza de que seriam absolvidos pela história.
Ao longo dos anos de militância é normal que percamos o impulso do primeiro contato com a luta revolucionária, e que apareçam dúvidas de para onde vamos, de que forma podemos ser maiores… Nestes momentos recorremos aos grandes, aos que não desistiram e não fraquejaram um segundo sequer. Um destes é Fidel que chegou aos 90 anos com o mesmo olhar cheio de esperança e certezas de quando aos 33 tomou o quartel de Moncada e derrubou a ditadura de Fulgêncio Batista.
E como ficamos nós agora, órfãos de Fidel? Para seguir seus passos devemos lembrar sempre que a partir de uma pequena ilha no Caribe, quase sem recursos naturais e estrangulada pela maior potência imperialista do mundo, Fidel mostrou ser possível garantir que todas, absolutamente todas, as crianças tenham uma caminha confortável para passar a noite, uma alimentação saudável para se desenvolver com saúde e professores dedicados e cheios de carinho para torná-las pequenos heróis e heroínas que darão continuidade à luta por justiça social.
Desta ilha sem recursos, Fidel provou ser possível manter hospitais prontos para atender dos mais simples procedimentos até cirurgias de alta complexidade com profissionais da saúde capazes de ver em cada paciente um ser humano que precisa mais do que atendimento médico, respeito e dedicação.
Nós, que crescemos escutando as façanhas deste comandante e seu povo, acordamos meio atordoados ao saber que ele se foi. E sequer tivemos tempo de digerir esta dor, fomos novamente golpeados por todos os lados ao ver nossos direitos sociais sendo transformados em migalhas pelo governo golpista do Brasil. Esta PEC 55 que vai congelar os investimentos sociais significa que muitos de nós passaremos toda a vida adulta sem presenciar nenhum avanço.
A violência policial desta terça-feira (29) sangrenta em Brasília nos mostra que eles estão dispostos a qualquer coisa para passar por cima de todas as nossas conquistas. E nós, apesar dos golpes, temos que lembrar das lições do comandante e seguir em frente. Ele nos mostrou que é possível, e agora é nossa vez.
Somos jovens, socialistas, capazes de tremer de indignação diante de uma injustiça, temos uma lição e um caminho a percorrer. Agora é com a gente. Ao comandante: obrigada e até a vitória! Venceremos!
Fonte: UJS

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

VII FINC Aluno do Campus Nova Cruz vence o VII Festival Internacional de Cinema de Baía Formosa

A sétima edição do Festival Internacional de Cinema de Baía Formosa – FINC – teve como tema SOU BRASILEIRO e ocorreu nos dias 25 e 26 de novembro, na paradisíaca praia de Baía Formosa, uma das mais belas do litoral norte-riograndense. 
O evento é uma realização da GREMI Film, The Sckaff Movie and Pictures e IFRN, com patrocínio da Cosern por meio da Lei Câmara Cascudo; Governo do Estado, Fundação José Augusto e Dragmor. O festival conta também com apoio da Universidade Potiguar – UnP e Band Nordeste.
Com o curta "Sabor da Nação", o aluno Diego Alves, do IFRN/Campus Nova Cruz, foi o grande vencedor. Como prêmio, Diego Alves participará e terá seu filme exibido em 2017 no Festival OFF CAMERA, em Cracóvia, na Polônia! Além disso, terá todas as despesas da viagem pagas (aéreo, hospedagem, alimentação, translado e visitas a pontos históricos e turísticos da Cracóvia) e participação no Festival.
Para assistir ao curta clique no link abaixo!
Fonte: IFRN

Eva viu a Uva - CONTEE

LISTA DOS 49 MUNICÍPIO DO RN QUE SERÃO CERTIFICADOS pelo Selo UNICEF Município Aprovado - Edição 2013-2016


Foram quatro anos de muito trabalho para garantir o direito a saúde, educação, proteção e participação social às crianças e adolescentes de centenas de municípios do Semiárido brasileiro. Foram 1.502 municípios convidados em 2013, dos quais 1.134 se inscreveram e 658 seguiram na iniciativa até 2016. E agora 308 municípios de 10 Estados são certificados com o Selo UNICEF Município Aprovado, um reconhecimento internacional aos municípios que mais avançaram na direção da direção da redução das desigualdades sociais e garantia dos direitos dos nossos meninos e meninas.

Acari – RN
Afonso Bezerra – RN
Alto do Rodrigues - RN
Antônio Martins – RN
Apodi – RN
Baía Formosa – RN
Bento Fernandes – RN
Brejinho – RN
Cerro Corá – RN
Coronel João Pessoa – RN
Currais Novos – RN
Doutor Severiano – RN
Parnamirim – RN
Extremoz – RN
Florânia – RN
Guamaré – RN
Ipueira – RN
Itaú – RN
Janduís – RN
Jucurutu – RN
Lajes – RN
Lucrécia – RN
Macaíba – RN
Major Sales – RN
Martins – RN
Messias Targino – RN
Nova Cruz – RN
Olho-d'Água do Borges – RN
Ouro Branco – RN
Parazinho – RN
Parelhas - RN
Rio do Fogo – RN
Passa e Fica – RN
Pau dos Ferros – RN
Portalegre – RN
Serra Caiada – RN
Riacho da Cruz – RN
Rodolfo Fernandes – RN
Santa Cruz – RN
Santana do Seridó – RN
São João do Sabugi – RN
São Paulo do Potengi – RN
São Tomé – RN
Severiano Melo – RN
Tenente Laurentino Cruz – RN
Timbaúba dos Batistas – RN
Venha-Ver – RN
Vera Cruz – RN
Viçosa – RN

Veja por Estados:

Alagoas: 10 Municípios
Bahia: 28 Municípios
Ceará: 82 Municípios
Espírito Santo: 08 Municípios
Minas Gerais: 16 Municípios
Paraíba: 32 Municípios
Pernambuco: 35 Municípios
Piauí: 40 Municípios
Rio Grande do Norte: 49 Município

Fonte: SELO UNICEF - Edição 2013/2016

SELO UNICEF: O que mudou nos municípios

O objetivo do Selo UNICEF Município Aprovado é contribuir para o fortalecimento da gestão municipal no cumprimento do seu papel constitucional, alcançando resultados por meio de políticas púbicas efetivas para promover a proteção integral da população de até 17 anos. Os 308 municípios do Semiárido Brasileiro recebem o Selo UNICEF Município Aprovado - Edição 2013-2016, cumprindo todas as etapas necessárias da iniciativa, comprovando avanços na redução das desigualdades sociais e na garantia dos direitos dos meninos e meninas. Eles representam 27,5% dos municípios inscritos.
Em comum, estes municípios incluíram a infância e adolescência entre as prioridades das políticas públicas municipais e entenderam a importância das ações integradas para se alcançar resultados. Porque foi a partir de esforços conjuntos entre as áreas de saúde, educação, proteção e assistência das gestões municipais e estaduais e participação da sociedade civil, que estes municípios conseguiram realizar pelo menos 70% das ações estimuladas pelo Selo UNICEF.
Os maiores beneficiados pelos resultados do Selo UNICEF não são apenas as crianças e adolescentes dos municípios certificados. São também todas aquelas dos 658 municípios que participaram durante todo o período e foram avaliados pelo UNICEF. Os resultados nestes municípios podem ser divididos em cinco grupos:
Gestão por resultados e intersetorialidade – Entre os municípios avaliados no Semiárido, 607 realizaram os dois fóruns comunitários (diagnóstico e de devolutiva das ações implementadas) com a participação da população e planejamentos intersetoriais. Ao mesmo tempo, eles fortaleceram a capacidade de registro e monitoramento de suas ações e resultados. Outro exemplo foi o uso expressivo da plataforma virtual Crescendo Juntos, lançada nesta edição do Selo UNICEF, que permitiu compartilhar experiências e dúvidas com os outros municípios, comprovar as ações realizadas e, mais importante, permitirá uma continuidade de monitoramento pelas próximas gestões. Em cada estado, o Selo também dependeu do papel essencial de organizações da sociedade civil, parceiros técnicos da iniciativa. Em cada município, por sua vez, os resultados só foram alcançados com o compromisso e o engajamento das gestões municipais, representadas pelos seus técnicos e gestores, e dos conselhos municipais dos direitos da criança e do adolescente.
Primeira infância – A Semana do Bebê foi um sucesso nesta edição do Selo UNICEF, realizada pelo menos uma vez durante o período por 523 municípios – sendo que 484 incluíram o evento no calendário municipal oficial. O Plano Municipal pela Primeira Infância foi desenvolvido de forma integral por 331 municípios, ao mesmo tempo em que 383 implementaram ações de atenção ao pré-natal. Essas ações ajudaram, por exemplo, a melhorar o percentual de mulheres com sete ou mais consultas pré-natal entre os 658 municípios avaliados, que passou de 58,1% em 2011 para 66,6% em 2014 (no mesmo período, a média nacional passou de 61,3% para 64,6%). Esse trabalho contribuiu também para reduzir a mortalidade infantil na região: enquanto no Brasil a redução foi de 5,2% entre 2011 e 2014, nos municípios avaliados esse avanço chegou a 7,3% e entre os municípios certificados atingiu 8,3%.
Educação – Saber quem são e onde vivem as crianças que estão fora da escola é um passo fundamental para enfrentar a exclusão escolar. Para isso, em 395 municípios avaliados essas crianças foram mapeadas. Ter deficiência também é um obstáculo à educação no Semiárido, mas 427 municípios realizaram busca ativa para atualizar suas taxas de crianças com necessidades educacionais especiais, outro passo importante para garantir seu acesso à escola. Já a taxa de abandono do ensino fundamental caiu de 3,2 para 2,1 entre 2012 e 2015 – uma melhoria de 33,8%, enquanto o Brasil melhorou 26% (de 2,4 para 1,7 no mesmo período). As condições sanitárias de 2.710 escolas melhoraram em 316 municípios ondem estudam cerca de 500 mil crianças.
Proteção integral – Peças fundamentais para garantir a proteção de meninos e meninas, os Conselhos Tutelares avaliados apresentaram os padrões mínimos de funcionamento – de acordo com o que recomenda o ECA – em 638 municípios. Num contexto em que situações de trabalho infantil são percebidas como algo aceitável e casos de violência sexual são frequentemente tolerados, os 346 municípios que realizaram ações de prevenção ao trabalho de crianças e adolescentes e os 158 que implementaram algum programa para prevenção e acolhimento de meninos e meninas vítimas de violência doméstica e sexual merecem destaque.
Participação social – Para que os municípios que participam do Selo UNICEF possam direcionar esforços para as áreas da infância e adolescência que mais precisam de atenção, saber ouvir os adolescentes é imperativo. São eles que viveram os desafios atuais da infância e podem apontar com precisão o que funciona e o que precisa melhorar com mais urgência. Os Núcleos de Cidadania dos Adolescentes (NUCAs) foram um sucesso nesta edição. Mais de 11.500 meninos e meninas de 525 municípios se mobilizaram e participaram regularmente de atividades ligadas ao Selo UNICEF. Os NUCAs tiveram papel decisivo para realização da campanha do UNICEF Por Uma Infância sem Racismo, que aconteceu em 389 municípios. E participaram de mutirões de combate ao mosquito Aedes aegypti em 516 municípios.
O UNICEF parabeniza todos os 658 municípios que participaram do Selo UNICEF Município Aprovado – Edição 2013-2016 e, em especial, os 308 que conseguiram avançar ainda mais nos direitos das crianças e adolescentes.
Mas ainda há muito o que fazer. E, por isso, em 2017 um novo ciclo terá início. Até lá.
Fonte: SELO UNICEF

10 DICAS PARA COMBATER O RACISMO NA INFÂNCIA


Como você pai, mãe, responsável e educador pode contribuir para uma infância sem racismo? O Unicef lançou, em 2010, a campanha Infância sem racismo, do qual o vídeo acima fazia parte. Na ocasião, a instituição divulgou a lista das dez maneiras de combater a infância sem racismo.
Leia, siga e compartilhe:
1. Eduque as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias. As diferenças enriquecem nosso conhecimento.
2. Textos, histórias, olhares, piadas e expressões podem ser estigmatizantes com outras crianças, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer – contextualize e sensibilize!
3. Não classifique o outro pela cor da pele; o essencial você ainda não viu. Lembre-se: racismo é crime.
4. Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, apoie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente. Toda criança tem o direito de crescer sem ser discriminada.
5. Não deixe de denunciar. Em todos os casos de discriminação, você deve buscar defesa no conselho tutelar, nas ouvidorias dos serviços públicos, na OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.
6. Proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar.
7. Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico-racial.
8. Muitas empresas estão revendo sua política de seleção e de pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde você trabalha participa também dessa agenda. Se não, fale disso com seus colegas e supervisores.
9. Órgãos públicos de saúde e de assistência social estão trabalhando com rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras. Você pode cobrar essa postura dos serviços de saúde e sociais da sua cidade. Valorize as iniciativas nesse sentido.
10. As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Em muitas, as crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra; e como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a também adotar essa postura
Fonte: .https://www.faecpr.edu.br

Por uma infância sem racismo

O DELITO DE FALAR SOBRE COISAS INOCENTES

Estudantes ousaram falar de sonhos de um futuro melhor, de uma educação digna, da esperança de um parlamento que os ouça
“Que tempos são estes, em que é quase um delito falar de coisas inocentes, pois implica silenciar tantos horrores”, questionou em um poema o dramaturgo e poeta Bertold Brecht (1898-1956).
Neste dia 29 de novembro, em Brasília, foi este o delito dos estudantes brasileiros: falar de coisas inocentes. Estudantes de ocupações de todo o Brasil que ousaram ocupar suas escolas e universidades para mostrar sua voz, vieram para a capital federal em nome dos seus sonhos.
Sonhos de um futuro melhor, de uma educação digna, da esperança de um parlamento que os ouça.
O objetivo maior uniu diferentes forças do movimento estudantil em um cordão à frente da marcha, todas as siglas e coloridos das camisas marchavam num passo só. Uniu também professores e técnico-administrativos que vieram em caravanas apoiar a manifestação. E não silenciaram horrores, denunciaram os retrocessos da PEC55 e uma MP da reforma do Ensino Médio ineficaz que querem enfiar guela abaixo da comunidade escolar.
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A festa pacífica de bandeiras, gritos de ordem e baterias acompanhou o cortejo por toda a Esplanada dos Ministérios. No espelho d’água o tradicional mergulho, a celebração da chegada, a irreverência da juventude. O intuito dos estudantes era acompanhar dali a votação no Senado Federal sobre a mudança na Constituição que pode acabar com as possibilidades de futuro de todos os jovens brasileiros ao congelar por 20 anos investimentos na educação.
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Mas não foi isso que decidiu a polícia sob o comando do governador Rollemberg. Como se manifestar-se fosse crime, os estudantes foram tratados como criminosos. Uma chuva de bombas, spray de pimenta e balas de borracha transformou o cartão postal da capital em um espetáculo de barbárie. Dezenas foram feridos e os apelos por paz da presidenta da UNE, Carina Vitral, do caminhão de som não foram ouvidos. O gás lacrimogêneo tomou conta e ensinou uma terrível lição aos milhares de meninos e meninas que lutam para ser protagonistas de suas vidas: a PM é inimiga dos estudantes.
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Dispersos sob violência, perdidos, feridos e assustados, muitos só queriam voltar para casa. Até isso a polícia impossibilitou. A chuva de bombas não cessou até a noite, tornando impossível retornar as centenas de ônibus estacionados nos arredores da Esplanada.
Dentro do Senado Federal nenhum dos seus gritos foram ouvidos. Indiferentes a mobilização de 50 mil pessoas a sua porta, os senadores aprovaram em primeiro turno por 61 votos favoráveis e 14 contrários. Assim selaram o destino de milhões que virão depois de nós.
Fonte: UNE

MEUS INIMIGOS ESTÃO NO PODER, IDEOLOGIA, EU QUERO UMA PRA VIVER!

cazuza85.jpg
 Cazuza (Arquivo disponível no site Cazuza: http://cazuza.com.br/gallery/fotografia-2/)
PUBLICADO EM SOCIEDADE POR 
Quais as prerrogativas dos eleitores? Quais as prerrogativas existentes num sistema democrático em que seu eleitorado não se reconhece enquanto político? Nesse contexto, é necessário considerar a complexidade que o brasileiro enfrenta diante dos partidos políticos, e mais que isso, das ideologias que fundamentam os mesmos. A partir da música "Ideologia" de Cazuza lançada em 1988, o presente artigo contextualiza considerações acerca do cenário político hodierno brasileiro com o pensamento agambeniano.
Lançada em 1988, “Ideologia” é considerada a melhor canção da carreira solo de Cazuza, faixa-título de seu terceiro álbum, foi escrita pelo próprio cantor. Mas parece que foi escrita hoje. Apesar das entrelinhas ocultarem a particularidade referente a um momento difícil da vida do cantor, os versos desenham também uma revolta pela realidade política. Mais que uma obra de arte que reflete o próprio período em que foi escrito, a música é mais uma evidência de que a história brasileira passa por períodos de ciclos que se repetem, de formas características, e que permitem talvez o vislumbre da essência do brasileiro.
Mesmo escrito há 28 anos, o poema de Cazuza contextualiza problemas que podem ser observados sob a ótica atual. Tratando do cenário político hodierno brasileiro, o trecho da música citada permite a análise por várias perspectivas, entre elas: 1) o paradoxo da Democracia; 2) Condição de poder; 3) Crise de identidade; 4) Necessidade de pertencimento.
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 Giorgio Agamben, filósofo Italiano (1942-)
A partir de Agamben, é possível pensar que a condição de democracia no cenário brasileiro põe em questão considerações sobre legitimidade. A legitimação do soberano só se dá pelo conjunto, pela legitimidade do “bando”. Nesse sentido, a democracia não é um processo em que a soberania é imposta como ente transcendente, mas é propriamente decorrente do processo democrático. Quando os líderes políticos são execrados pela antipatia do seu povo, há um problema na sistemática da democracia. Quando o povo não se vê representado pelos seus líderes políticos, há um problema na sistemática da democracia. Se o oportuno “poder de escolha” deriva das mãos da maioria, como o poder vai parar na mão de seus inimigos?

Quais as prerrogativas dos eleitores? Quais as prerrogativas existentes num sistema democrático em que seu eleitorado não se reconhece enquanto político? Nesse contexto, é necessário considerar a complexidade que o brasileiro enfrenta diante dos partidos políticos, e mais que isso, das ideologias que fundamentam os mesmos. A modernidade, reconhecida pela era de relações efêmeras e fragmentadas acentuam a crise em torno de pretensões de pertencimento, de identidade, de comunidade e isso implica diretamente em ideologias que não são tão ideológicas. Há uma prostituição das legendas partidárias, que remam conforme a maresia, ou em casos extremistas há uma defesa arbitrária de argumentos totalitários (o que aponta para posições racistas, xenofóbicas, preconceituosas, etc).
O descuido com os critérios que deveriam sustentar a condição de um partido passa a influenciar nitidamente no comportamento do eleitorado. Ora se reconhecem como tal. Ora não se reconhecem como tal. A manifestação de democracia soa mais em um emaranhado de causas que devem ser abraçadas para ampliar o público eleitor interessado, do que propostas de políticas públicas e lúcidas que possam solucionar problemas na própria estrutura democrática. Em momentos de crises, o eleitorado critica o governo sem reconhecer-se como o bando que legitimou o soberano. É visível que grande parte dos indivíduos, estes mesmos que entoam a canção de Cazuza talvez sem se dar conta do conteúdo que pode ser traduzido em seus versos são os mesmos azêmolas que não querem ser reconhecidos como tais.
¹Publicado originalmente no jornal Correio do Norte, em julho 2016. Canoinhas-SC.
Conheça o Grupo de Estudos em Giorgio Agamben: http://www.agambenbrasil.com.br/

Fonte: http://obviousmag.org/

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Com a inspiração das ideias e do exemplo de Fidel, sempre!

O falecimento do Comandante em Chefe da Revolução Cubana traz profunda consternação aos comunistas brasileiros. A notícia entristece o nosso povo, pelo qual, como por todos os povos do mundo, o Companheiro Fidel nutriu os melhores sentimentos de solidariedade.
Fidel dedicou sua vida à libertação dos povos, às grandes causas da humanidade – a paz, a libertação nacional, a emancipação social dos trabalhadores, o socialismo. Lutar era seu elemento. E lutou como poucos, arrostando perigos, enfrentando inimigos poderosos.
Foi o grande mentor dos combatentes por um mundo melhor, de justiça e fraternidade. Sua obra atravessou grande parte do século 20 e a década e meia transcorrida do século 21. Uma obra perene, que deixa indeléveis marcas na história.
Em nossos combates, sempre teremos presentes o pensamento lúcido e agudo, as ideias afiadas de Fidel, homem de pensamento e ação, um líder de expressão mundial a orientar os lutadores pela causa do progresso social e a emancipação da humanidade. Foi a personalidade mais lúcida de nossa época, a voz mais enérgica na denúncia dos crimes do imperialismo. Fidel compreendeu em toda a sua complexidade os gravíssimos problemas políticos e socioeconômicos mundiais e deu certeiras diretrizes para a luta dos povos por liberdade, independência, autodeterminação, progresso social, justiça e o socialismo.
Fidel infundiu na nossa geração de combatentes princípios e fundamentos ideológicos, teóricos, culturais e éticos imperecíveis. Ao liderar a batalha das ideias, desafiou o lugar comum, rechaçou a rendição, pôs de pé, nas condições adversas da brutal ofensiva dos inimigos dos trabalhadores e dos povos, uma imensa legião de homens e mulheres em todo o mundo, dispostos a dar continuidade à luta pelo socialismo num momento de transe para os povos. Levaremos como insígne o seu pensamento: “A vida sem ideias de nada vale. Não há felicidade maior que a de lutar por elas”.
Com seus princípios revolucionários, Fidel Castro abriu caminhos, apontou rumos, descortinou horizontes. Teve como poucos perspicácia estratégica, compreensão profunda dos males que assolam a humanidade e suas causas: o sistema capitalista, o imperialismo, as políticas espoliadoras de opressão e guerra aos povos e nações, políticas que levariam à destruição da própria espécie humana se não se lhe opusesse tenaz resistência e luta.
Fidel segurou com pulso firme a bandeira da Revolução em seu país. Foi o que salvou a heroica nação cubana e redimiu seu povo, quando a potência imperialista estadunidense empreendeu durante décadas a fio uma ofensiva para estrangular a construção nacional.
Fidel desenvolveu e enriqueceu o marxismo-leninismo em fusão com o pensamento da libertação do povo cubano e latino-americano. No início dos anos 1990, quando a contrarrevolução grassava em toda a parte, em histórica entrevista à imprensa internacional, disse perante pasmados jornalistas que vaticinavam a queda iminente da Revolução Cubana, no “efeito dominó″ da derrocada do socialismo no Leste europeu. “Cuba é o símbolo da resistência. Cuba é o símbolo da defesa firme e intransigente das ideias revolucionárias. Cuba é o símbolo da defesa dos princípios revolucionários. Cuba é o símbolo da defesa do socialismo” (…) “O povo cubano vai saber estar à altura de sua responsabilidade histórica” (…) “E aqueles que mudaram de nome, não sei a quem vão enganar com isso! Imaginem que amanhã nós mudemos de nome e digamos: Senhores, o congresso aprovou que em vez de Partido Comunista de Cuba nos chamemos Partido Socialista de Cuba, ou Partido Social-Democrata de Cuba. Vocês creem que realmente mereceríamos algum respeito? Porque os que mudam de nome são os que mudaram de ideias ou perderam toda a sua confiança nas ideias, perderam suas convicções” (3 de abril de 1990).
Fidel deixa em nós o espírito revolucionário, o patriotismo, o anti-imperialismo, a cultura socialista.
Do seu inesgotável legado, o mais precioso patrimônio é a Revolução Cubana, que prossegue nas novas condições do mundo contemporâneo e do desenvolvimento nacional. Com Raúl Castro à frente do Partido Comunista e do Poder Popular, o povo cubano, educado por Fidel, seguirá dizendo presente na defesa das suas conquistas, na construção do socialismo, no exercício da solidariedade internacionalista, expressões máximas de que a história o absolveu, da invencibilidade de sua obra teórica e prática.
E nós, comunistas e povos do mundo, seguiremos nas nossas trincheiras da luta anti-imperialista, pelo socialismo, a paz e a emancipação de toda a humanidade. Com a inspiração das ideias de Fidel e do seu exemplo, até a vitória, sempre!
Por José Reinaldo Carvalho, no Portal Vermelho 

Especial mês da Consciência Negra: Diretoria executiva da UBES fala sobre a realidade do jovem negro no Brasil

Experiências, desafios pessoais e empoderamento são temas de depoimentos dos secundaristas que constroem a entidade, composta majoritariamente por jovens negros.
No mês de novembro, período de intensa mobilização por conta do Dia Nacional da Consciência Negra, o site da UBES entrevistou a diretoria da entidade que historicamente atua no combate ao racismo, contra o genocídio e a criminalização da juventude negra do Brasil.
Nesta gestão, segundo a presidenta da UBES, Camila Lanes, a própria composição da diretoria executiva, formada majoritariamente por jovens negros de diferentes regiões do país, fortalece o papel histórico do movimento estudantil como espaço de empoderamento e luta contra a segregação racial.
“Lutamos pela aplicação da Lei 11.645/08, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas, públicas e particulares, do ensino fundamental até o ensino médio, assim como também lutamos pelo fim da intolerância religiosa dentro e fora das salas de aula. Uma educação pública de qualidade também é uma educação não racista, laica e que garanta direito para todos e todas”, diz.
Há um ano, a UBES assumiu uma das principais trincheiras de luta contra o conservadorismo do Congresso Nacional e sua medida de ataque aos jovens negros das periferias, que foi o enfrentamento à PEC 171/93, barrada pelos estudantes. Relembre aqui os motivos.
“O Congresso mais atrasado dos últimos tempos ataca as conquistas dos movimentos sociais. Em sua maioria, é formado por homens brancos, ricos, acima de 50 anos”, critica o secundarista Ericleiton Emidio.

AS JOVENS NEGRAS

A pernambucana Stephannye Vilela é a primeira secundarista negra a ocupar o cargo de tesoureira da entidade, ela conta que foi nesta nova fase de atuação no movimento estudantil que se reconheceu como mulher negra.
“Assumir meu cabelo crespo foi o primeiro passo para o meu empoderamento, mas isso não é uma questão apenas de aparência. Usar meu black na rua e abandonar a chapinha é o reflexo do meu descobrimento como mulher negra, uma reconexão com minhas raízes. Hoje, quando participo de reuniões como dirigente da UBES, sei que estou quebrando padrões, mostrando que as meninas podem sim ocupar lugares de decisão, como provou a própria Primavera Secundarista no Brasil com jovens comandando o movimento em suas escolas”.
Enquanto as estatísticas apontam que o número de mulheres negras mortas cresceu em 54% nos últimos 10 anos, segundo o Mapa da Violência 2015, na Primavera Secundarista as jovens negras têm respondido com resistência e organização na liderança das ocupações de suas escolas.
“Ser mulher negra e participar da política é lutar todo dia, me orgulho de participar de uma das entidades estudantis mais importantes da América Latina com maioria de mulheres e de negros e negras. Continuaremos combatendo qualquer tipo de opressão, construindo espaços políticos mais feministas e mais enegrecidos”, pontua a diretora de Mulheres da UBES, Brisa Bracchi.
A secundarista Jéssica Lawane conta que, apesar de constar em sua certidão de nascimento a cor parda e algumas pessoas dizerem que ela é uma jovem “socialmente branca”, a diretora de Movimentos Sociais afirma que o fato de não sofrer racismo não muda sua condição de negra.
”Quando entrei no movimento social um amigo me chamou para organizar a frente de negros e negras da minha organização. Perguntei o porquê do convite, ele me respondeu dizendo que eu era negra. Fiquei um pouco constrangida por não ter certeza disso, o que foi positivo, me fez ter vontade de procurar entender melhor a questão racial no Brasil”, conta Jéssica.
Desde que ingressou no movimento estudantil, a 1ª vice-presidenta da UBES, Mariana Ferreira, conta que muita coisa mudou em sua vida. “Durante muito tempo fiz piadas racistas pensando que se tratava apenas de uma brincadeira. Às vezes as piadas agrediam a mim mesma e à minha família, mas eu não percebia. Só depois de entrar no Movimento Estudantil que eu fui ter acesso ao debate sobre o racismo e as diversas formas de propagação desse tipo de preconceito. Foi um aprendizado importante que o movimento estudantil me proporcionou e foi capaz de mudar a minha percepção sobre o povo negro e, consequentemente, sobre a minha própria história”, relembra Mariana.
“Sou negro e fazer parte da UBES é uma oportunidade de me empoderar ainda mais, é muito importante quando passo nas salas de aula para dialogar com tantos jovens que ainda não se reconhecem”, conta o 1º diretor de Grêmios, Fernando Alves.

A LUTA NA EDUCAÇÃO

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a falta de acesso à educação de qualidade aumenta a desigualdade entre brancos, pretos e pardos. As populações pretas e pardas representarem 69% dos brasileiros com a renda mais baixa do país, são o grupo onde há maior taxa de analfabetismo e evasão escolar entre os jovens de 15 a 17 anos.
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Juliene da Silva é uma das jovens negras que compõe a executiva da UBES, para ela, a escola ainda é um espaço de intensos conflitos. “Os professores e diretores não sabem lidar com a discriminação racial que sofremos todos os dias, e para piorar, não temos a oportunidade de conhecer a nossa própria história. O mês da Consciência Negra nos permite discutir o privilegio branco e nos posicionar pela necessidade de mudar as estruturas sociais que confinam os negros aos piores espaços educacionais, profissionais e habitacionais”, aponta a secundarista.
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OS ATAQUES DO GOVERNO

“A história do Brasil é de exploração e sempre quem mais sofreu, desde a escravidão, foi o povo negro. Hoje atacam a educação e outros serviços públicos que atendem a parte mais pobre da população que é negra. Não interessa aos golpistas e poderosos nossa emancipação, por isso, o mês de novembro é simbólico em resistência e combate ao racismo e a todos os preconceitos da sociedade”, critica o 1º secretário da UBES, Rafael Araújo.
Ø  Entenda mais sobre o assunto, leia aqui o posicionamento da UBES contra a PEC 241, agora 55, que congela gastos e impactará a educação, a saúde e áreas sociais.

LUTA HISTÓRIA DA UBES POR MAIS DIREITOS

Em agosto de 2012, o Brasil sancionou a Lei da Reserva de Vagas nas universidades federais, em que estudantes autodeclarados negros, pardos e indígenas passaram a ter reserva de cotas. A educação passou a garantir o acesso ao ensino superior, passo inédito e transformador na democratização do acesso à universidade, fruto da mobilização da juventude secundarista, universitária e do movimento negro.
“A UBES é uma entidade muito importante para a luta contra as opressões, é a entidade que representa a parcela da juventude que mais sofre com o preconceito dentro das escolas, preconceito esse reproduzido pelo modelo de escola que temos. Para nós, jovens negros diretores da UBES, é um desafio enorme – e ao mesmo tempo gratificante – saber que a juventude negra ocupa espaço na política”, afirma Jairo Marques, diretor de Relações Internacionais.​
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