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domingo, 18 de junho de 2017

Pela primeira vez, Flip terá mais autoras que autores na programação

A escritora Conceição Evaristo é um dos destaques da programação deste ano
A escritora Conceição Evaristo é um dos destaques da programação deste ano


“Havia expectativa para que essa edição tivesse mais negros e mulheres. São dois movimentos paralelos de ativismo muito importantes e isso nos fez repensar a representação dos eventos literários. Há cinco anos, ninguém era perguntado sobre isso, ficava todo mundo silencioso, era naturalizado”, disse a curadora.

Nas últimas edições do evento, a baixa diversidade e a pequena representatividade na programação recebeu críticas do público e dos próprios autores. Na edição do ano passado, por exemplo, a falta de autores negros em mesas centrais da Flip causou debates entre os presentes – inclusive, a escritora Conceição Evaristo, um dos nomes confirmados para esta edição, chegou a chamar a atenção do então curador, Paulo Werneck.

“É muito fácil fechar três programações só com homens, é muito mais rápido”, disse Aguiar, refletindo que, para as mulheres, batalhar por um lugar ao sol no mercado literário é mais difícil, já que a elas é empurrada a função da maternidade, as tarefas domésticas e outras responsabilidades que envolvem a família. “Não necessariamente as mesas vão falar sobre feminismo, mas muitas delas foram pensadas a partir desse ponto de vista, desse olhar e dessa contribuição.”

Programação

Entre os nomes confirmados estão a ruandesa Scholastique Mukasonga, a britânica da África do Sul Deborah Levy, o islandês Sjón e o rapper ativista angolano Luaty Beirão. Um dos principais encontros será entre os autores negros Marlon James, da Jamaica, e Paul Beatty, dos Estados Unidos, ambos vencedores do Man Booker Prizer, prêmio mais prestigiosa da língua inglesa. A romancista e poeta Conceição Evaristo encerra o evento ao lado de Ana Maria Gonçalves, em um tributo a autoras africanas e da diáspora negra.

Um dos eixos da curadoria foi a busca por autores renovadores da linguagem – como Lima Barreto (1881-1922), grande homenageado desta edição, que aparece como tema, direta ou indiretamente, de dez mesas. A curadora diz que espera que a programação da Flip deste ano seja um “ponto de virada” para a própria festa, para outros eventos literários que acontecem pelo país e para o próprio mercado editorial.

“Estamos trazendo autores que há muito tempo já poderiam ter vindo, mas que talvez por fugirem do padrão e por trabalharem com editoras independentes não vieram”, disse a curadora. “São autores que estão aí já presentes, e que a gente pode redescobrir. É como entrar numa livraria e ir ali para baixo na prateleira, ou então em cima – e não apenas ver o que está só ali na frente como proposta.” 


Fonte: Revista Cult

Com avanço do conservadorismo, ativistas veem retrocessos para a população LGBT


Por Walber Pinto, do Portal da CUT
No mês em que se celebra a diversidade, gays, lésbicas, travestis e transexuais sairão às ruas em São Paulo neste próximo domingo (18) para denunciar o crescimento da LGBTfobia e o retrocesso nas políticas públicas como resultado da ascensão do conservadorismo e do agravamento da crise política no país.
À véspera da Parada do Orgulho LGBT, em entrevista ao Portal da CUT, ativistas de três capitais do país apontaram que o cenário mudou drasticamente nos últimos anos, e para pior.
Referência mundial de enfrentamento à violência homofóbica, a cidade do Rio de Janeiro vê suas principais ações, que buscavam atendimentos para casos de discriminação, serem esvaziadas. Os Centros de Cidadania LGBT que atenderam mais de 95 mil pessoas entre 2010 e 2016 estão parados. Dos atendimentos que eram realizados, 40% tratavam de casos de violência homofóbica, o equivalente a 40 mil casos.
“Estávamos numa onda positiva e, de repente, o governo começa a nadar no mar revolto religioso. Com Crivela aprofundou a crise, temos uma agenda conservadora que pretende diminuir recursos da Parada do Rio, do Carnaval e diz que a prefeitura não apoiará a marcha LGBT este ano”, explica o ativista e ex-coordenador do Programa Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento.
Segundo ele, há um forte movimento financeiro para proibir políticas públicas de igualdade de gênero e esse cenário tende a aumentar a violência em um estado pioneiro no combate à discriminação. “Foi do Rio que se iniciou a união estável para casais do mesmo sexo, logo depois teve o reconhecimento no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e foi aqui que criamos o Programa Rio Sem Homofobia”, lembra.
Essa dificuldade apontada por Nascimento é endossada pela ex-presidenta do Conselho Nacional LGBT, Janaína Oliveira. Negra e lésbica, a militante que reside em Brasília aponta que na capital federal também não há mais nada em andamento.
“Há um desejo por parte do governo para que as políticas não saiam do lugar. No governo da ex-presidenta Dilma Rousseff nós já tínhamos certa dificuldade, entretanto, existia uma Coordenação LGBT, mesmo que pequena, e isso hoje praticamente acabou. Não tem orçamento e nem ajuda da ministra de Direitos Humanos que sequer dialoga conosco”, reafirma.
Janaína recorda de outro retrocesso no MEC (Ministério da Educação), que retirou as expressões “identidade de gênero” e “orientação sexual” do documento da Base Curricular após pressão da bancada religiosa. “Temos que abordar nas escolas, nas universidades, a questão da identidade de gênero”.
Se para gays e lésbicas essas políticas estão escassas, para travestis e transexuais é ainda pior.  No mundo do trabalho, por exemplo, elas seguem distantes do processo de inclusão. Mulher transexual e representante do ANTRA (Articulação Nacional de Travestis, Transexuais e Transgêneros no Brasil) Fernanda de Moraes afirma que a retificação do nome social nos documentos é a única política que existe para travestis, mulheres transexuais e homens trans, entretanto, “não é efetiva de fato”.
“Se o nome social fosse implementado pelo governo do estado de São Paulo, seria diferente. A lei 10948/2001 (lei anti-homofobia) que existe é para orientação sexual, não para identidade de gênero”.
Fernanda ocupava uma vaga no programa Transcidadania, criado pela gestão do ex-prefeito Fernando Haddad, mas foi demitida pelo governo Doria.  “Se temos uma política voltada para a empregabilidade de travestis, mulheres transexuais e homens trans como é que fomos demitidas? Além disso, o programa foi descentralizado, e dificulta as meninas saberem se estão ainda no projeto”, finaliza.
VIOLÊNCIA E ASSASSINATO DE LGBT
O resultado desse processo de desmonte é que em um ano, o golpe também atingiu seriamente o combate à violência contra LGBTs. Em 2017, até o início do mês de maio, foram 117 lésbicas, gays, travestis ou transexuais assassinados em razão da orientação sexual e identidade de gênero.
Com isso, o Brasil continua sendo o país que mais mata LGBTs no mundo por não ter uma lei que penalize e tipifique crimes de ódio em relação ao gênero.  Em nível federal, estadual e municipal, os projetos que pedem punição contra a intolerância são distorcidos pela bancada conservadora que tem apoio do governo Michel Temer.
“Há um inconsciente coletivo que, sob o pretexto de que a ‘homofobia não é crime’, acha que haveria um ‘direito’ a ofender, discriminar e até mesmo agredir ou matar pessoas LGBTs por sua mera orientação sexual e identidade de gênero”, afirma Paulo Iotti, advogado e Diretor-Presidente do GADvS (Grupo de Advogados Pela Diversidade Sexual e de Gênero).
Segundo o levantamento feito pelo portal G1 através da Lei de Acesso à Informação, divulgado nesta semana, mostra que 465 vítimas, em 10 anos, procuraram ou foram encaminhadas ao Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) para registrar uma queixa de crime motivado por homofobia em São Paulo.
De acordo com o advogado, o crescimento da bancada fundamentalista piora o cenário para se aprovar uma lei no Congresso Nacional que criminalize a LGBTfobia. “Vivemos tristes tempos na seara política, há uma maioria reacionária não só no Congresso, mas também nas Assembleias Legislativas estaduais e Câmaras municipais”, completa Iotti, que defende que é necessário equiparar os crimes motivados por ódio à sexualidade ao racismo.
A CUT defende esses princípios e novamente participará da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, cujo o tema deste ano é ‘Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei. Todas e todos por um estado laico”. Para Jandyra Uehara, secretária nacional de Políticas Sociais da CUT,  enfrentar o fundamentalismo religioso é defender a laicidade do estado. “É lutar sempre contra a discriminação, a intolerância e a violência que tem origem em convicções religiosas”, finaliza a dirigente.
(Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas) - Fonte: Revista Fórum

Autonomia financeira da UERN é discutida em Audiência Pública na AL/RN

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A situação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) foi discutida na tarde da última quarta-feira (14), na Assembleia Legislativa. Por iniciativa da deputada Larissa Rosado (PSB), a Casa realizou uma audiência pública contando com representantes da instituição, da Secretaria de Educação do Estado e de entidades sindicais ligadas à universidade. O principal tema em discussão foi a autonomia financeira da instituição e seus impactos para o RN.
Contando com as presenças da deputada Larissa Rosado (PSB) e dos deputados Souza Neto (PHS) e Fernando Mineiro (PT), a audiência debateu a proposta de fazer com que a UERN tenha orçamento garantido e os repasses realizados integralmente pelo Estado, fazendo com que a instituição tenha a possibilidade de se planejar e realizar a gestão da universidade, que existe desde 1968 e está presente em todas as regiões do estado.
O presidente da ADUERN, Lemuel Rodrigues, destacou em sua fala a importância da autonomia financeira para a manutenção do trabalho prestado pela universidade. Ele também relembrou os perigos da ofensiva neoliberal em todo o mundo, que vem promovendo uma série de contrarreformas no Estado e privatizando serviços públicos.
A secretaria de Educação do RN, Cláudia Santa Rosa, que representou o Governo do Estado, reafirmou que a questão da autonomia financeira da UERN é bastante complexa. Segundo ela, a situação financeira do RN é um fator de complicação.
“Sugiro que seja realizada uma discussão mais ampliada com o Governo, com quem tem condições de fazer esse debate com mais consistência, e até sobre o próprio projeto que está sendo estudado”, destacou Santa Rosa.
Confira a intervenção completa do Presidente da ADUERN na audiência pública
Com informações da assessoria de comunicação da AL/RN

PROIFES realiza Seminário Nacional sobre Privatização e Mercantilização da Educação


 O PROIFES-Federação, em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE) e a Internacional da Educação (IE), realiza, nos dias 20 e 21 de junho em Brasília (DF) o Seminário Nacional sobre Privatização e Mercantilização da Educação. O objetivo do encontro é aprofundar o debate sobre os processos, alcance e efeitos da privatização do ensino público, para gerar resoluções e sistematizar ações das entidades para a defesa da Educação Pública.
Serão discutidas as conjunturas internacional e nacional voltadas para a educação, com apresentação da agenda privatista e análise de dados orçamentários, de transferência de recursos e de políticas para o setor que demonstram o avanço da privatização, além de avaliações e pesquisas dos dirigentes sindicais sobre o processo de privatização do ensino no Brasil.

No evento, no dia 20, às 18h, haverá também o lançamento da Conferência Nacional Popular de Educação CONAPE – 2018. O Seminário será realizado no Hotel Nacional, na capital federal, com início às 9h.
 Veja abaixo a programação:
20 de junho

Privatização e Mercantilização da Educação no Brasil
07h30 às 08h30: Panfletagem no terminal rodoviário de Brasília: Esquenta para Greve Geral do dia 30 de junho
09h00: Abertura
IE/IEAL
PROIFES
CONTEE
CNTE
09h30: Apresentação do Contexto da Pesquisa Privatização e Mercantilização da Educação no Brasil no contexto da Resposta Mundial à Privatização da IE
Conjuntura Internacional na Educação
Combertty Rodriguez Garcia
Coordenador Regional da Internacional da Educação para a América Latina
10h30: Mesa 1: A Bancada da Educação no Congresso Nacional Brasileiro: perfil e agenda privatista
Apresentação de Pesquisa da CNTE

Maria Lúcia Santana Braga - DIAP
11h30: Debate
12h30: Almoço
14h00: Mesa 2: Privatização e Mercantilização da Educação Básica no Brasil: Análise das matrículas, orçamentos públicos, transferências de recursos públicos à iniciativa privada, políticas de renúncia e isenção fiscal e a percepção dos dirigentes sindicais sobre as políticas de privatização em curso no Brasil
Apresentação de Pesquisa da CNTE
Pesquisadores Universidade de Brasília – UnB
15h00: Debate
16h00: Mesa 3: Privatização do Ensino Superior Público
Apresentação da pesquisa
Gil Vicente Reis de Figueiredo - PROIFES
16h45: Debate
17h30: Lançamento da Conferência Nacional Popular de Educação – CONAPE 2018
21 de Junho
09h00: Mesa 4: O avanço da Privatização da Educação Superior no Brasil e as consequências nas politicas educacionais
Apresentação da Pesquisa realizada pela CONTEE
09h30: Debate
11h15: Trabalho em Grupos
Apresentação do Planejamento realizado na Costa Rica
Tarefa dos grupos:
Com base no planejamento já apresentado no encontro da Costa Rica, refletir quais componentes, além dos já previstos, são necessários para nossa RESPOSTA ao fenômeno da Privatização da Educação no Brasil, considerando as vertentes:
  1. Educação Básica Pública
  2. Ensino Superior Público e Técnico-Tecnológico
  3. Ensino Privado
12h30: Almoço
14h00: Mesa
Sistematização das Ações
Encaminhamentos
Iniciativas das entidades para enfrentar os desafios com relação ao tema
16h00: Encerramento

Fonte: PROIFES-Federação c/ a ADURN

sábado, 17 de junho de 2017

Corte de 50% da subvenção do Rio de Janeiro considerado o espetáculo do carnaval do Mundo


Com raízes históricas no período colonial, o Carnaval tornou-se uma lucrativa atividade comercial no século XX.

Na verdade, essa história começou muito, mas muito antes do Brasil ser Brasil. Ela tem início lá naAntiguidade, com os gregos, hebreus e romanos, mas com uma cara e um objetivo totalmente diferentes do carnaval como conhecemos: as festas, que aconteciam entre novembro e dezembro, eram promovidas para comemorar o sucesso nas colheitas e homenagear as divindades – sempre com muita bebida e muita comida....

A história do carnaval no Brasil iniciou-se no Período Colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que, na colônia, era praticada pelos escravos. Estes saíam pelas ruas com seus rostos pintados, jogando farinha e bolinhas de água de cheiro nas pessoas. Tais bolinhas nem sempre eram cheirosas. O entrudo era considerado ainda uma prática violenta e ofensiva, em razão dos ataques às pessoas, mas era bastante popular.
Muito além da escola de samba!
A palavra samba, de origem africana, significa provavelmente brincando como um cabrito, pulando e se divertindo. A origem do Samba remonta à cultura africana e isso pode ser comprovada, por exemplo, através da introdução, já na América, de inúmeros instrumentos musicais, tais como cuíca, berimbau, ganzá e reco-reco. Certamente, os africanos do grande grupo etnolinguistico chamado banto deram a maior contribuição para a base do samba na música brasileira e outras manifestações.

-"Isso pode explicar o fato de as famílias mais abastadas não comemorarem com os escravos, ficando em suas casas. Porém, nesse espaço, havia brincadeiras, e as jovens moças das famílias de reputação ficavam nas janelas jogando águas nos transeuntes."

Por volta de meados do século XIX, no Rio de Janeiro, a prática do entrudo passou a ser criminalizada, principalmente após uma campanha contra a manifestação popular veiculada pela imprensa. Enquanto o entrudo era reprimido nas ruas, a elite do Império criava os bailes de carnaval em clubes e teatros. No entrudo, não havia músicas, ao contrário dos bailes da capital imperial, onde eram tocadas principalmente as polcas.

-"A elite do Rio de Janeiro criaria ainda as sociedades, cuja primeira foi o Congresso das Sumidades Carnavalescas, que passou a desfilar nas ruas da cidade. Enquanto o entrudo era reprimido, a alta sociedade imperial tentava tomar as ruas".

As comunidades negras do Rio de Janeiro criaram as Escolas de Samba, nas quais os terreiros (ainda não eram as quadras como conhecemos atualmente) eram similares aos templos de Candomblé da década de 70, nos quais somente as mulheres faziam parte dos rituais. As mulheres eram


representantes de um tema muito comum na África. Por exemplo, a ala das baianas, um grupo de idosas, referência aos movimentos de dança circulares as manifestações rituais das religiões afro- brasileiras simbolizando a Mãe África.

Os enredos...
O Enredo é um samba canção que consiste de letra e música criados a partir de um resumo do tema. Uma época especial para letras de samba do Grupo Especial foi entre 1986 e 1996 quando o universo cultural e simbólico afro-brasileiro foram amplamente enfatizados. Este período inclui dois momentos históricos muito importantes para os negros: o centenario de abolição da escravatura no Brasil (1888-1998) e o terceiro centenário da morte de Zumbi dos Palmares (1695-1995) - um líder da causa negra. Podemos mencionar outras referências importantes para a cultura afro neste período: em 1986, Grande Othelo (G.R.E.S. Estácio de Sá), Caymmi (G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira) e Ganga Zumba (G.R.E.S. Engenho da Rainha); em 1988, quatro Escolas de Samba que tiveram temas focados sobre a Abolição da Escravatura no Brasil - G.R.E.S. 

Se liga: - O Sambódromo carioca e os desfiles
As escolas de samba e o carnaval carioca passaram a se tornar uma importante atividade comercial a partir da década de 1960. Empresários do jogo do bicho e de outras atividades empresariais legais começaram a investir na tradição cultural. A Prefeitura do Rio de Janeiro passou a colocar arquibancadas na avenida Rio Branco e a cobrar ingresso para ver o desfile. Em São Paulo, também houve o desenvolvimento do desfile de escolas de samba a partir desse período.

Em 1984, foi criada no Rio de Janeiro a Passarela do Samba, ou Sambódromo, sob o mandato do ex-governador Leonel Brizola. Com um desenho arquitetônico realizado por Oscar Niemeyer, a edificação passou a ser um dos principais símbolos do carnaval brasileiro.

O carnaval, além de ser uma tradição cultural brasileira, passou a ser um lucrativo negócio do ramo turístico e do entretenimento. Milhões de turistas dirigem-se ao país na época de realização dessa festa, e bilhões de reais são movimentados na produção e consumo dessa mercadoria cultural.

HOJE : A decisão do prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella sobre o corte de 50% da subvenção dada para todas escolas de samba do Grupo Especial para o Carnaval 2018 atingiu em cheio o mundo do samba que ainda está atordoado com a novidade. A redução deve atingir em cheio também todos os grupos de acesso, da Série A e da Liesb, e muitas escolas dificilmente terão condições de colocarem seus desfiles na rua. O site CARNAVALESCO apurou que a prefeitura da cidade que abrir o debate se é necessário ter o super espetáculo das escolas, com comissão de frente mirabolante, alegorias opulentas e fantasias recheadas de materiais exorbitantes.


- "Mais em entrevista a G1 logo depois de eleito Crivella disse em entrevistas destacou a importância do carnaval e do desfile das escolas de samba para o turismo do Rio. Disse inclusive que iria estudar uma mudança de datas do repasse municipal para facilitar os preparativos do desfile. Mas condicionou tudo isso à avaliação dos contratos e das dívidas da prefeitura que vai assumir em janeiro". (em nenhum momento falou de corte)

Além disso, Crivella espera receber soluções criativas das agremiações, como festas e eventos sociais e culturais durante o ano inteiro, e que não sejam somente os ensaios técnicos no Sambódromo e os
desfiles oficiais. A Riotur deve ter R$ 200 milhões por ano para apoiar eventos que atraiam turistas e a alocação desses recursos será feita pelo Conselho de Turismo.

Sobre a “valorização” dos sambistas em detrimento do espetáculo, o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) Jorge Castanheira espera uma reunião das escolas com o prefeito.

Finalizando: Rio recebeu 977 mil turistas no carnaval em plena crise e arrecadou R$ 2,2 bilhões

A cidade do Rio de Janeiro recebeu 977 mil turistas neste carnaval, que geraram uma receita ao município de US$ 782 milhões (cerca de R$ 2,2 bilhões) e uma ocupação média de 84% na rede hoteleira, segundo dados divulgados hoje (22) pela Secretaria Municipal de Turismo (Riotur).

Durante o carnaval, dez navios atracaram no porto do Rio, trazendo 26 mil turistas. Nos bairros de Ipanema e do Leblon, na zona sul da cidade, a ocupação chegou a 92%, enquanto em Copacabana, também na zona sul, foram ocupados 85% dos quartos.

Em relação aos blocos carnavalescos, o público somado chegou a 4,5 milhões, incluindo os desfiles
pré-carnavalescos de janeiro e fevereiro. No desfile de hoje do Monobloco, por exemplo, a prefeitura estimou um público de 500 mil pessoas
-E ai seu prefeito como vai "cuidar neste milhões de trabalhadores" em plena crise...
Um afro abraço.

Claudia Vitalino

Fonte:www.suapesquisa.com/carnaval\www.brasil.gov.br ›

PRESIDENTE DO CPC;RN PARTICIPA DA REUNIÃO DE CRIAÇÃO DA ABNS DE PARELHAS-RN

 Membros da ABSN após reunião
 Momento histórico em Parelhas: Reunião de criação da ABSN


 Jovens dando seus depoimentos sobre a importância da criação da ABSN


 Leitura da ata de Fundação da Criação da Associação Brasileirinhos Sensação Nordestina - ABSN
 Momento da Aprovação da Criação da ABSN
 Agradecimento da Presidenta eleita provisoriamente da ABSN, Maria de Lourdes
 Pose para a foto no clic do Eduardo Vasconcelos (Messias Medeiros-esquerdo da foto, Secretário Municipal de Cultura, representando o prefeito de Parelhas, Alexandre
 Jovens talentosos que ingressarão as fileira do CPC/RN: Guarani e Larissa
Eduardo Vasconcelos - CPC/RN ao lado de Ricardo, Larissa e Guarani após reunião

Hoje (17) pela manhã no Auditório da Escola Municipal ARNALDO BEZERRA, Parelhas – RN, região do Seridó o presidente do Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN, Eduardo Vasconcelos se reuniu com a Quadrilha Sensação Nordestina, cujo objetivo foi sua legalidade jurídica, a lida do Manifesto em Defesa da Cultura Potiguar, informes e convite para representantes da quadrilha se engajem na diretoria do CPC/RN.

Quem presidiu a reunião a diretora da escola e representante da quadrilha a professora, Maria de Lourdes Santos Medeiros, que agradecendo a presença do CPCRN, narrando as dificuldades que a quadrilha enfrenta no dia a dia, mas também falando das conquistas da mesma e o sonho da legalização da mesma.

Com esse proposito iniciou a reunião com a presença de jovens participantes da quadrilha.  Após as colocações de Maria de Lourdes, Eduardo Vasconcelos fala da importância de se criar a Associação Brasileirinhos Nordestina – ABSN o que após horas de debates os presentes aprovaram a criação da mesma, criando sua diretoria provisória e também deliberam a sua Assembleia Geral, que será realizada dia 12 de agosto de 2017 no mesmo local da reunião, cujo objetivo será o de aprovar seus Estatutos e eleger sua primeira diretoria de fato. O nome da senhora Maria de Lourdes Santos Fernandes foi unanime para presidir a ABNS.

Eduardo Vasconcelos – CPC/RN parabenizou a todos pela iniciativa e se comprometeu-se de encaminhar o Edital de Convocação da referida assembleia geral da ABNS para publicação no Di[ario Oficial do Estado o mais rápido possível e aproveitou para convidar os jovens talentosos da Quadrilha Brasileirinhos Nordestina,  LARISSA YSMÊNIA, GUARANI ARAÚJO DE ANDRADDE e JOSÉ RICARDO DA SILVA para fazer parte da Diretoria do CPC/RN, mas antes os nomes serão encaminhados a diretoria do CPC/RN para apreciação e posteriormente sua aceitação. Todos agradeceram a iniciativa.

A recém eleita provisoriamente da ABNS, Maria de Lourdes agradeceu a força do CPC/RN em ajudar na legalização da entidade e convidou o CPC/RN a se fazer presente a Assembleia Geral dia 12 de agosto, o que de imediato Eduardo já confirmou a presença do CPC/RN na referida assembleia.

Participou também da reunião o Secretário Municipal de Cultura de Parelhas, Messias Medeiros, que prometeu apoiar as iniciativa da recém criada ABSN.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

HOJE (15) PRESIDENTE DO CPC/RN REUNIU-SE COM REPRESENTANTES DA COMUNIDADE QUILOMBOLA "BOA VISTA DOS NEGROS - PARELHAS-RN

 Inicio da reunião proveitosa na Comunidade Quilombola BOA VISTA DOS NEGROS - Parelhas-RN, ocorrida hoje (15-06 )



Hoje (15) a tarde na Comunidade Quilombola BOA VISTA DOS NEGROS na cidade de Parelhas aconteceu a reunião tão esperada com o representante do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos, cujo objetivo foi a divulgação do Manifesto em Defesa da Cultura Potiguar, avaliação das dificuldades constantes para desenvolver a cultura local e a participação de 2 (dois) representantes da Comunidade na direção do CPC/RN, entre outros.

Após o presidente do CPC, Eduardo Vasconcelos levar ao conhecimento do Manifesto, abriu-se um espaço para que os presentes relatassem suas dificuldades e desse ideias para amenizá-las. Logo após as discussões será remetido pela comunidade relatório contendo-as as solicitações que serão enviadas para o CPC/RN, que constarão no documento que será brevemente aprovado e será enviados as autoridades competentes, entre as propostas destaca-se a Legalidade dos Grupos Culturais e a Preservação do NEGRO DO ROSÁRIO.
Foto: Eduardo Vasconcelos-CPC-RN(esquerda), Maria das Graças (Preta), Jerônimo Lima e Messias Medeiros (Secretário M. de Cultura)

Eduardo Vasconcelos aproveitou para convidar MARIA DAS GRAÇAS FERNANDES e JERÔNIMO ROQUE DE LIMA a fazerem parte (representar) do CPC/RN, mas que ambos serão avaliados e posteriormente será levados a reunião da executiva do CPC/RN para análise e em seguida a sua aprovação, como os nomes de outros. Foi colocado em votação e aprovado por unanimidade os nomes de ambos pela comunidade.

 No final uma rápida apresentação do Grupo Percussão AFROREGUEIROS da Comunidade Quilombolas BOA VISTA DOS NEGROS - Parelhas/RN
 Eduardo Vasconcelos como sempre no seu clic!
A reunião aconteceu no prédio do Ponto de Cultura e contou com a participação do Secretário Municipal de Cultura, Messias, representando o prefeito Alexandre. Encerrando com chave de ouro, o Grupo Percussão AFROREGUEIROS fizeram uma linda apresentação improvisada.

Amanhã (16) pela manhã haverá mais uma reunião, mas com representantes da Quadrilha Junina "Sensação Nordestina" para a sua legalização.  A reunião ocorrerá na Escola Municipal ARNALDO BEZERRA, ás 9h.

Estudante Ana Júlia faz novo discurso histórico e cala deputados na Câmara


A estudante secundarista, que já havia emocionado o país no ano passado em um discurso sobre a luta dos estudantes, discursou em sessão solene sobre trabalho infantil e afirmou que o parlamentar que vota a favor da terceirização ou da flexibilização da CLT, por consequência, vota a favor da ampliação do trabalho infantil. Assista
Por Redação
Foi lançada, nesta terça-feira (13), a campanha global “100 milhões por 100 milhões”, contra o trabalho infantil e toda forma de exclusão de crianças e adolescentes, com uma audiência pública no Senado Federal. O evento contou com a participação do ativista indiano Kailash Satyarthi, Nobel da Paz no ano de 2014. A audiência pública, além de marcar a abertura da campanha, debateu também a implementação do Plano Nacional de Educação (PNE), na Comissão de Educação, Cultura e Esporte da Casa.
A estudante secundarista Ana Júlia Ribeiro, que no ano passado emocionou o país com um forte discurso sobre a luta dos estudantes no país, foi uma das convidadas da mesa. Ela também participou de uma sessão solene na Câmara dos Deputados que tinha o mesmo tema: o trabalho infantil.
Aos deputados, Ana Júlia fez mais um discurso histórico que os deixou sem palavras. Ela relacionou as atuais reformas que vêm sendo encampadas pelo governo como medidas que ampliam a exploração do trabalho infantil. “Se você é a favor da flexibilização da CLT, você é, por consequência, a favor do trabalho infantil.
Confira a íntegra de seu pronunciamento.
Saiba mais detalhes da campanha “100 milhões por 100 milhões” aqui.
Fonte: Revista Fórum

Secretário de Doria coloca morador de rua em ônibus de volta pro Nordeste e divulga vídeo

   Foto: Mastrangelo Reino/A2img
Morador identificado apenas com Antônio estaria recebendo passagem e kit com escova de dente e toalha para voltar à sua terrinha com dignidade, segundo as palavras do secretário de Assistência Social, Filipe Sabará
Por Redação 
A gestão do prefeito Doria em São Paulo está começando um programa que muitas cidades do interior fazem há décadas. Pagar passagem para os moradores de rua ou usuários de droga irem para outras cidades e se livrarem do “problema”. O secretário de Assistência Social, Filipe Sabará, declarou ao UOL que o programa já existe em São Paulo, mas “a proposta é ampliar isso, mas os termos e as condições serão definidos até o fim deste mês.
Para ilustrar a nova política, o secretário fez vídeo e postou em seu facebook com um rapaz identificado apenas como Antônio, que veio de São Luiz do Maranhão em busca de oportunidade, foi parar na rua e agora está sendo levado para a rodoviária. Assista aqui. O secretário ainda faz questão de dizer que ele ganhou um “kit com toalha e escova de dente para “voltar para sua terrinha com dignidade”.
Aliás, uma visita ao Facebook do secretário é interessante para entender um pouco a ideologia de quem está administrando a cidade. A foto principal é com os braços pintados com a frase “I believe in good people”, é o governo para as “pessoas boas, ou de bem”, de preferência que saibam falar inglês.
Questionado pela reportagem se a ida de Antônio já estava sendo custeada pela Prefeitura, o secretário afirmou que “estava pagando de seu próprio bolso. E negou que esse tipo de remoção tenha “qualquer verniz higienista”. O vídeo foi postado após nova operação policial na Praça Princesa Isabel, na Cracolândia, em São Paulo, em que os moradores de rua foram removidos e voltaram para o local poucas horas depois.
Fonte: Revista Fórum

quarta-feira, 14 de junho de 2017

UERN vai encaminhar proposta de autonomia financeira ao Governo em agosto


 Eduardo Vasconcelos, coordenador da Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN na Região do Agreste Potiguar, discursando em favor da AUTONOMIA FINANCEIRA DA UERN


 Presidente da ADUERN, Lemuel: discurso contudente
 Vice Reitor, Aldo: Relatando a luta, resistência e avanços da UERN
  Secretária de Educação, Claudia Santa Rosa, representou o Governador, Robinson Farias
 Mesa oficial da Audiência Pública

 Plenário

 
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A UERN vai apresentar ao Governo do Estado, no início de agosto, a proposta de autonomia financeira da Universidade, e a Frente Parlamentar e Popular em Defesa do Ensino Público vai solicitar audiência com o governador Robinson Faria, para pedir que o mandatário seja célere em enviar o projeto para os deputados estaduais apreciarem, votarem e aprovarem a demanda ainda no exercício de 2017. Esses foram os encaminhamentos da audiência pública proposta pela deputada Larissa Rosado e realizada na tarde desta quarta-feira(14), na Assembleia Legislativa, em Natal.
Com a apresentação da proposta de autonomia financeira no início de agosto, conforme garantiu o Pró-reitor adjunto de Planejamento, Orçamento e Finanças, Adonias Vidal de Medeiros Júnior, o reitor em exercício Aldo Gondim Fernandes disse não ver impedimentos para a celeridade do encaminhamento do projeto à Assembleia Legislativa. “Os ordenamentos legais para a autonomia já estão estabelecidos. A UERN já fez sua parte. Esperamos que o Governo faça a dele”, disse em seu pronunciamento, acrescentando que a administração da Universidade está ciente de que com a autonomia aumenta a responsabilidade da gestão.
O Governo do Estado foi representado pela secretaria de Educação, Cláudia Santa Rosa, que disse: “Não trouxe respostas, mas levarei inquietações”, justificando ter ido à audiência para ouvir e levar encaminhamentos, já que a autonomia financeira da UERN não depende de sua pasta, mas sim da equipe jurídica e de planejamento e finanças. Questionada sobre sua posição sobre o tema, Santa Rosa, respondeu: “No momento oportuno, avaliado como viável pelas instâncias do Governo, que lidam com o planejamento, orçamento e as finanças.
Ninguém é contra”.

A deputada Larissa Rosado lamentou a ausência do secretário estadual de Planejamento e Finanças, Gustavo Maurício Filgueiras Nogueira, que foi convidado, mas não compareceu à discussão.
Também participaram da audiência a senadora Fátima Bezerra, que ressaltou a importância das universidades estaduais, levantando a proposta de um programa como o Fies, para aporte de verbas federais para as Instituições de Ensino Superior dos Estados; e os deputados estaduais Souza Neto e Fernando Mineiro, que junto com a deputada Larissa Rosado compõem a Frente Parlamentar, ao lado dos vereadores mossoroenses Francisco Carlos, Sandra Rosado e Isolda Soares, e representantes da UERN e da sociedade civil.
O deputado Souza, assim como a vereadora Sandra Rosado, cobrou união política pela causa da autonomia financeira, ressaltando que a UERN não quer mais recursos, mas apenas pleiteia administrar o que lhe cabe no orçamento estadual. Mineiro foi mais específico: “A UERN não quer autonomia para dar aumento aos professores, como dizem por aí, mas sim para discutir, planejar e decidir sobre seu futuro”. O parlamentar ainda suscitou a importância do projeto de autonomia financeira deixar amarrada o percentual do orçamento estadual destinado à Universidade.
O vereador Francisco Carlos, idealizador da Frente Parlamentar; o presidente da Aduern, Lemuel Rodrigues da Silva, e o vice-presidente do Sintauern, Fábio Bentes, também compuseram a mesa, ao lado do prefeito de Patu, Rivelino Câmara, presidente da Associação dos Municípios do Oeste do RN, que garantiu que a autonomia financeira da UERN também é uma luta dos municípios, pela importância que a Universidade tem na formação de profissionais, que ficam nas cidades do interior do RN, contribuindo para o desenvolvimento social e econômico de todas as regiões potiguares, especialmente o Oeste.
O deputado estadual Raimundo Fernandes também esteve presente.
Fotos: EDUARDO VASCONCELOS