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Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

quarta-feira, 5 de julho de 2017

CASA DO ESTUDANTE DO RN EM AGONIA TOTAL! CADÊ OS POLÍTICOS? SALVE-A!

  Casa do Estudante palcos de muitas lutas pela democracia, agoniza por falta de apoio!
  Provas da resistência


 Provas da resistência


 Banheiros em ruínas 
 
 As paredes ainda resistem, como aqueles que acreditam na preservação do patrimônio histórico do seu povo

 Após o bate papo, foto do Eduardo Vasconcelos com Romário Paiva
Eduardo (direita) ao lado de Romário e Hedras da cidade de José da Penha no Alto Oeste

Ontem (4) o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos esteve ontem visitando a Casa do Estudante do Rio Grande do Norte - CERN, que há anos está em COMA INDUZIDO!  Eduardo Vasconcelos foi recebido pelo também sobrevivente, Romário Aquino de Freitas, estudante de Engenharia Civil, natural de Pilões, que resiste, juntamente com seus 59 amigos estudantes oriundos também de interiores diferentes, mas que todos tem os mesmos SONHOS! O de se formarem e ver a Casa do Estudante do RN sair desse coma induzido.

Após um bate-papo, Romário e Eduardo Vasconcelos resolveram não desistirem e "comprar a briga", irão marcar audiência com os Juízes da 20ª Vara Cível para garantirem a legalidade da Diretoria Provisória que foi formada em Assembléia Geral para fins de legalidade da mesma, mas recentemente foi indeferida pelo 2º Ofício de Notas, por isso o CPC/RN e a CERN, através de seu provisório presidente estará em contato com a Justiça Civil para esclarecimentos e apoio para a sua legalidade.

Ambos fazem um apelo aos ex-presidentes, ex residentes, a Classe Política e Empresarial, que abracem de fato essa luta, pois a CASA DO ESTUDANTE DO RN tem muita coisa pra contar e não morrer na mesmice de pessoas que torcem para o fechamento completo da casa, talvez até com intenções de oferecer-la para o mercado imobiliário, quem sabe?

Agradecemos aqui ao eterno funcionário, FRANCISCO LOPES  cedido á Casa do Estudante, que faz de tudo em prol dos residentes. (cozinha, conserta quase tudo). Gente simples e finíssima

Vamos a luta com essa mocidade que não foge dá raia por nada! Avante! Os potiguares estão com vocês residentes da CASA DE ESTUDANTE DO RIO GRANDE DO NORTE!

Aguardem mais notícias"

Mês de julho tem intensa programação cultural pelo País

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Ao longo do mês de julho, museus, teatros, cinemas e pontos de cultura espalhados por todo o País oferecem uma ampla agenda de eventos culturais. Confira algumas atividades de lazer para o mês:
Exposições
Belo Horizonte (MG)
O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Belo Horizonte traz neste mês parte do acervo do Museu de Arte de São Paulo (Masp) para as terras mineiras. Os visitantes terão contato com quadros das coleções europeia, pré-colombiana, africana, brasileira e latino-americana.
A visitação é gratuita, mas é preciso retirar ingressos na entrada. A exposição acontece das 9h às 21h.
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Macapá (AP)
A Galeria Antônio Munhoz Lopes do Sesc Araxá, em Macapá (AP), recebe a mostra do artista amapaense Lene Moraes. A exposição é gratuita e segue aberta até 5 de julho das 8h30 às 11h30 e das 14h30 às 17h30.
O espaço reúne imagens, desenhos e pinturas e une cultura com a percepção da existência do indivíduo e sua relação coletiva com o social, instigando a reflexão diante do que conduz a localização e a compreensão de como o mundo é construído, repleto de razão e sensibilidade.
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Feiras
São Paulo (SP)
A 2ª Craft Beer é um evento gratuito que reúne produtos e serviços para os apreciadores de cervejas. A feira conta com stands de cervejeiros, máquinas para produção, insumos e projetos de engenharia. A entrada é gratuita, e a exposição fica aberta das 12h às 22h, no Centro de Convenções Frei Caneca (SP), até 1/07.
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Brasília (DF)
Para levar a cultura gaúcha à capital federal, a 25ª Feira de Produtos, Serviços e Cultura do Rio Grande do Sul, também chamada de Expotchê, oferece produtos regionais, comidas típicas aos visitantes no Pavilhão de Feiras e Exposições do Parque da Cidade, em Brasília.
A feira funciona até o próximo dia 09/07, das 16h às 22h. As entradas custam R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia-entrada.
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Teatro
Rio de Janeiro (RJ)
O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro oferece uma programação diversificada aos visitantes. Neste mês, o espaço apresenta a montagem de uma das tragédias mais importantes do escritor inglês, William Shakespeare: Hamlet.
A peça segue em cartaz até 6 de agosto, sempre de quarta-feira a domingo, às 19h. Os ingressos custam R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia. O CCBB fica na Rua 1º de Março, no Centro.
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Salvador (BA)
O Museu de Arte da Bahia (MAB) vai exibir em julho o espetáculo “Frida e Eu”, que retrata a vida da artista mexicana, baseado no texto da biografia dela. O monólogo é encenado pela atriz Iêda Dias, que busca retratar as paixões e cores da pintora.
O MAB é o mais antigo museu do estado e fica no Corredor da Vitória. As apresentações serão em 7 e 8 de julho, às 16h. Os ingressos custam R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia.
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Cinema
Fortaleza (CE)
Em julho, o Cineteatro São Luiz de Fortaleza (CE) vai contar com uma programação especial para o mês de julho. Além dos filmes clássicos, como “Ghost” e “Taxi Driver”, também haverá shows musicais em homenagem a grandes artistas, como Elis Regina e Belchior.
As exibições são gratuitas, e a programação completa será divulgada na página do teatro, que fica na Rua Major Facundo, no Centro.
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Música
Garanhuns (PE)
A cidade de Garanhuns recebe de 20 a 29 de julho a 27ª edição do Festival de Inverno. O evento gratuito, que reúne diversos artistas, também homenageia o cantor Belchior e o escritor Ariano Suassuna. A cantora de samba Mart’nália será uma das atrações.
garanhuns

Bumba-Meu-Boi representa cultura e identidade do Maranhão

boi
Na sexta-feira (30) próxima passada, comemorou-se o Dia Nacional do Bumba-Meu-Boi, manifestação símbolo da cultura do Maranhão. Os rituais possuem elementos ligados à religiosidade católica, como o artesanato, instrumentos musicais, bordado do couro do boi e o figurino dos participantes, que representam a devoção a São João, São Pedro e São Marçal. As coreografias, por sua vez, trazem elementos de cultos afro-brasileiros.
Personagens humanos e animais fantásticos participam da dança, que dramatiza história da morte e ressurreição de um boi. A brincadeira do Boi conta, por meio de danças, músicas e vestimentas, a história de Pai Francisco e sua mulher, Mãe Catirina.
Na lenda, Pai Francisco, trabalhador de uma fazenda, rouba a língua do boi para satisfazer os desejos de sua mulher Catirina, que estava grávida. O dono da fazenda encontra o animal doente e pede ajuda aos pajés para cura. Depois de ver seu boi curado, o fazendeiro perdoa Pai Francisco e celebra a saúde do boi com uma grande festa.
Patrimônio 
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aprovou a candidatura do Complexo Cultural Bumba-Meu-Boi do Maranhão para a Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Com a decisão, o Iphan iniciará a elaboração de um dossiê que será apresentado à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Se for aceita, a inscrição do Bumba-Meu-Boi na lista indicativa na Unesco permitirá maior visibilidade deste bem como Patrimônio Cultural Imaterial.
O Complexo Cultural do Bumba Meu Boi do Maranhão foi inscrito no Livro de Registro de Celebrações, em 2011. O Livro registra rituais e festas que marcam vivência coletiva, religiosidade, entretenimento e outras práticas da vida social, considerados Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Cultura, do Iphan e do Governo do Maranhão
Brasil Cultura

4 de julho: Há 69 anos, morria o escritor Monteiro Lobato

Monteiro Lobato Biografia resumida
Quem ouve a música “Sítio do Pica Pau Amarelo”, de Gilberto Gil, logo lembra do escritor Monteiro Lobato. Ele encantou crianças e adultos com estórias mirabolantes.
Apresentação Carmen Lúcia
ANTES DE OUVIR O ÁUDIO DESLIGUE O SOM DA RÁDIO BRASIL CULTURA NO TOPO DA PAGINA

José Renato Monteiro Lobato, considerado o pai da literatura infantil no Brasil, morreu de derrame, no dia 4 de julho de 1948, em São Paulo.
Filho do fazendeiro José Bento Marcondes Lobato e de Olímpia Augusta Monteiro Lobato, formou-se em Direito na Faculdade do Largo São Francisco e logo passou em um concurso público para promotor.
Em 1908, casou com Maria Pureza da Natividade com quem teve quatro filhos. Dez anos depois, publicou o primeiro livro, o Urupês. Uma obra que marcou época. Mostrava os problemas do país e do povo brasileiro e condenava a miscigenação.
Lobato se dedicou à literatura para crianças: escreveu 26 livros. Mas também foi jornalista, tradutor, editor e empresário. Chegou a fundar a própria editora, mas faliu.
Em 1921, publicou Narizinho Arrebitado, um grande sucesso, que deu origem ao Sitio do Pica-Pau Amarelo. Entre as obras infantis: O Saci, Fábulas do Marquês de Rabicó, Memórias de Emília e O Pó de Pirlimpimpim.
Mas Monteiro Lobato escreveu para adultos também, como o Escândalo do Petróleo. Ele fala do nacionalismo e se mostra favorável à exploração do petróleo apenas por empresas brasileiras. Chegou a enviar uma carta ao então presidente Getúlio Vargas onde denunciava o interesse estrangeiro. Acabou preso… A carta foi considerada ofensiva.
Em 2010, mais de 60 anos após sua morte, Monteiro Lobato ainda causa polêmica… No Supremo Tribunal Federal um mandado de segurança pedia a retirada do livro “Caçadas de Pedrinho” da lista de leitura obrigatória em escolas públicas. O Conselho Nacional de Educação alegava que a obra possui teor racista. O ministro Luiz Fux negou o pedido.
Monteiro Lobato era assim. Cético, polêmico, nacionalista, fantasioso, sonhador… como ele mesmo dizia:
“Tudo tem origem nos sonhos. Primeiro sonhamos, depois fazemos”.
História Hoje: Programete sobre fatos históricos relacionados às datas do calendário. Vai ao ar pela Rádio Brasil Cultura de segunda a sexta-feira

A reforma trabalhista fere a democracia

A contrarreforma trabalhista que o governo do usurpador Michel Temer se empenha em impor ao país – aprovada, na quarta-feira (28), pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, por 16 votos a 9 e uma abstenção, não fere apenas os direitos dos trabalhadores.
O PLC 38/2017, da ‘reforma” trabalhista, é – como as demais “reformas” reacionárias propostas por Temer – um grave atentado contra a democracia e os direitos do povo.
A “reforma” que a direita tenta impor – e será submetida agora ao plenário do Senado – afeta negativamente a democracia e também, fortemente, os direitos sociais e civis da democracia, assegurados pela Constituição de 1988, que fica gravemente desfigurada pelas mudanças restritivas impostas pelo governo da direita.
Os senadores Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Paulo Paim (PT-RS), que estiveram entre os que apresentaram votos em separado que sequer foram considerados pela CCJ, demonstraram como aquela “reforma” afronta a Constituição. Para a senadora amazonense, a pretexto da redução de custos e prevalecimento do negociado sobre o legislado, a reforma vai precarizar ainda mais as relações de trabalho. O parlamentar gaúcho, por sua vez, lembrou que o PLC 38/2017 desrespeita os princípios da Dignidade da Pessoa Humana e do Valor Social do Trabalho, assegurados pelos ítens III e IV do artigo 1º da Constituição Federal.
A mudança, que joga a CLT no lixo, atinge o conjunto da sociedade. A mudança pretendida fere em profundidade a democracia. Por uma razão fundamental: se efetuada aquela “reforma”, o princípio da igualdade perante a lei que a CLT assegura, na prática, ao impor regras que regulam a ganância do capital, fica gravemente comprometido. E assegura aos donos do capital o exercício de um poder à margem da lei, o poder econômico discricionário do capital. A desigualdade fica exposta nas relações de trabalho que, sem lei, e podendo os donos do dinheiro usarem a força de seu domínio sobre a sociedade para impor seu mando aos demais, àqueles que são obrigados a vender sua força de trabalho aos que dominam na economia.
A democracia está intimamente ligada às relações existentes nos locais de trabalho, já se disse. Por isso, quando o Estado deixa de regular as relações no mundo do trabalho, quando renuncia à lei, deixa prevalecer a vontade individual dos protagonistas da produção – situação em que, sem lei, o homem é o lobo do homem, como a filosofia clássica já notou. Não é apenas a legislação trabalhista que fica desprezada pela direita – abandona qualquer legislação que, assegurando na prática a igualdade entre todos, está na base da vida civilizada.
Editorial Portal Vermelho 

terça-feira, 4 de julho de 2017

NATAL/RN: BAIRRO DA RIBEIRA RESISTE, MAS ATÉ QUANDO?

 Teatro Alberto Maranhão - RIBEIRA - Tradição


 Antigo Terminal Rodoviário, hoje Museu Djalma Maranhão (Ex prefeito de Natal)
 Tradicional Colégio SELESIANO
 Solar BELA VISTA
 Capitania das Artes
 Casarão Tradicional (Hoje
 Solar JOÃO GALVÃO MEDEIROS - Centro de Documentação Cultural
 Praça das Mães MARTHA SALEM


 Prédio da Antiga OAB/RN (Ordem dos Advogados do Brasil)
 Prédio da Antiga Secretaria Estadual de Saúde do Estado do RN
 Fachada de prédio colonial
 Casa da Estudante resiste

Antigo Palácio do Governo (Palco de muitas manifestações Políticas e Culturais)

Hoje (4) a tarde após sair do prédio da Receita Federal, resolvi clicar vários prédios no Bairro da Ribeira, bairro famoso nas décadas de 30, 40, etc, me deparei com um momento de reflexão e comecei a viajar no tempo, após caminhar raras vezes com meu saudoso pai, Eider Xavier de Vasconcelos nos anos 80/90 e nesses momentos ele sempre me relatava como era movimentado o bairro da Ribeira na época de sua juventude, foi um filme que gostei de assistir/lembrar!

Ao mesmo tempo ele ficava triste quando via esses prédios históricos, que retrata a vida e a história dos natalenses e de marinheiros (cariocas/americanos,etc) que após terem folgas frequentavam a Ribeira em busca de um amor anônimo, entre eles o meu querido pai, que adorava um cavaquinho.

Mas depois dessa viajem memorável cheguei ao presente e por um instante me revoltei, pois tudo o que representa o inicio da minha amada Natal passa pela Ribeira e vejo ela aos poucos desaparecendo.  Por isso renova as minhas idéias e acho que NATAL e aqueles que lutam pela preservação do Patrimônio Público começarmos a fazer a nossa parte para mobilizarmos mais e mais pessoas para lutarmos pelo resgate e permanência do nosso patrimônio e identidade histórica da nossa querida RIBEIRA!

No nosso Encontro Estadual dos Dirigentes do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, que ocorrerá dia 6 de agosto em Nova Cruz levarei para o debate esse resgate cultural que acabo de presenciar, antes que seja tarde, pois hoje mesmo quando estava dentro de um coletivo escutei de uma mulher/moça guerreira que panfletava dentro deste ônibus, falou de viva voz, que o atual prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves enviou um projeto de lei para a Câmara Municipal com a finalidade de DEMOLIR o Teatro SANDOVAL WANDERLEY, que fica no Centro do Alecrim, outro bairro histórico! Fiquei pasmo! Pois a finalidade, diz a jovem do ônibus era, que depois de aprovar a lei entregar aos empresários para construir um SHOPPING, pode um negócio desse?

Acorda NATAL, vamos a LUTA! E não deixaremos no passado ser apagado! BAIRRO DA RIBEIRA PATRIMÔNIO do POVO NATALENSE e de todos os BRASILEIROS!

Amanhã falarei da CASA DO ESTUDANTE DE NATAL (RIO GRANDE DO NORTE)

CPC/RN: EDITAL DE CONVOCAÇÃO - DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO - DEI/RN

 

CENTRO POTIGUAR DE CULTURA – CPC/RN
EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
NOVA CRUZ/RN

A Diretoria do Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN, reunida no dia 02 de julho de 2017 em sua sede, situada a Rua 15 de novembro, 174 – Centro – Nova Cruz/RN, deliberou: Assembleia Geral Extraordinária para o dia 06 de agosto às 9h, horas da manhã no Auditório da Terceira DIRED/SEEC – Nova Cruz/RN , cujas pautas serão: a) Mudanças Estatutárias: Capitulo 1, Artigo 02 e 03 e  Capitulo 05,  Art. 21.

Desde já ficam convocados todos os sócios em dia com suas obrigações estatutárias.
Nova Cruz/RN, 02 de julho de 2017.

EDUARDO Henrique Félix de VASCONCELOS
Presidente


Obs. Publicado em 04/07/2017

segunda-feira, 3 de julho de 2017

EDUARDO VASCONCELOS: "MEU ALFABETO POLÍTICO"

MEU ALFABETO POLÍTICO
 AMOR
BONDADE
CARINHO
DIGNIDADE
ESPERANÇA
FELICIDADE
GENEROSIDADE
HONESTIDADE
INFINITO
KISSI
JUSTIÇA
LIBERDADE
MARAVILHOSO
NUNCA
OBRAS DIVINAS
PERSEVERANÇA
QUERER
REALIDADE
SAUDADE
TEMOR
UNIR
VENCER
WALTSAPP
XICA
YASMIN
ZUMBI

EDUARDO VASCONCELOS  - Presidente do Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN

Racismo e luta de classes: Dr. Frantz Fanon

"Frantz Fanon morreu em 1961, quando tinha 36 anos, o pensamento do autor ainda é discutido por acadêmicos e ativistas políticos em diferentes línguas e regiões. Entretanto, essa presença no cenário atual é acompanhada por intensos debates sobre o que se considera como estatuto central de sua obra, e principalmente, quais categorias apresentadas por ele podem ser apropriadas como elementos relevantes para a compreensão da sociedade contemporânea" (MBEMBE, 2011 e GORDON, SHARPLEY-WHITING E WHITE, 2000).

“Nossos pais os Gauleses”

Frantz Omar Fanon nasceu em Julho em 20 de julho de 1925, no seio de uma família de classe média em Forte de France, Martinica, região francesa no Caribe. A Martinica ainda hoje é considerada um departamento ultramarino insular francês, e os seus habitantes – a grande maioria composta por negros que se sentem franceses – aprendiam nas escolas assimiladas, frequentadas por Fanon, que os “pais de sua Pátria” eram os Gauleses. Em 1944, quando a França estava invadida pela Alemanha nazista, Fanon alistou-se no exercito francês para lutar contra a invasão, mas lá no front de guerra, junto aos franceses brancos nascidos na metrópole, percebeu que a sua cor o impedia de ser visto como igual pelos seus “compatriotas”. Por mais que pensava, sentia ou desejasse o contrário, em face do Branco era visto apenas como Preto:

Subjetivamente, intelectualmente, o antilhano se comporta como um branco. Ora, ele é um preto. E só o perceberá quando estiver na Europa; e quando por lá alguém falar de preto, ele saberá que está se referindo tanto a ele quanto ao senegalês. (FANON, 2008:132)

"A percepção deste não-reconhecimento em face do branco francês exerceu grande influência em Fanon impactando os seus futuros escritos e prática política."

Os chamados estudos culturais ou pós-coloniais, embasados em uma perspectiva pós-estruturalista, têm retomado a leitura fanoniana a partir de uma leitura do colonialismo como “discurso” (ou paradigma) implícito à sociedade moderna, promotora de experiências racializadas. A contribuição central de Fanon, 
segundo esta corrente, seria a ruptura com uma noção essencialista de identidade (hegeliana) rumo a uma noção aberta aos jogos fluidos – como contraposição a ontológicos – da identificação (HALL, 1996 e 2009; APPIAH, 1997 e ÁLVARES, 2000).

Outra linha de estudos um pouco diversa desta anterior é uma corrente originalmente surgida na América Latina, autodenominada pensamiento decolonial. Esta vertente, também conhecida como proyecto decolonial ou proyecto de la modernidad/colonialidad, visualiza em Fanon a possibilidade de analisar o 
capitalismo (Sistema-Mundo) contemporâneo a partir de uma “perspectiva do Sul”. Pautadas em uma crítica ao pós−modernismo e o pós−estruturalismo, pelo que atribuem ser uma demasiada vinculação desses estudos à “matrizes de poder colonial”, esta corrente difere dos Estudos Pós-Coloniais ao divergir da ideia de superação do colonialismo que o termo “Pós” atribui.

Além disso, identifica nos estudos pós-coloniais uma subestimação dos aspectos econômicos da realidade social, em detrimento das dimensões culturais e subjetivas. Propõe nesse sentido, a noção de Heterarquia – relação entre as várias esferas sem uma atribuição prévia de hierarquia – entre economia, cultura, subjetividade e política (DUSSEL, 1977; MINGOLO 2000; MALDONADO-TORRES, 2005 e QUIJANO 1991, 1998, 2000).

A terceiro-mundismo e a luta de classes- Em dezembro de 1960, depois de circular por várias partes do continente africano fomentando a necessidade de expandir a guerra de libertação a outros países, no auge de sua atuação política, Fanon inicia a escrita de um livro que problematizaria a relação da revolução argelina com outros povos do Continente. No entanto, para a sua surpresa é diagnosticado é diagnosticado com leucemia, e percebe, mediante aos estágios a medicina se encontra nesta época, que lhe resta pouco tempo de via.

Inicia assim a escrita apressada do que sabidamente seria o seu livro, alterando o curso da escrita de forma a sintetizar seus acúmulos teóricos antes que seu tempo esgote. É neste contexto, que será escrito em questão de meses o famoso Les damnés de la terre. Enquanto escrevia o livro e revisava os trechos, chegou 
a voar para Itália a fim de encontrar Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir, para encomendar a Sartre o Prefácio do seu livro.

O livro trata, entre outros assuntos, dos conflitos implícitos ao colonialismo e à luta anticolonial. Alerta que a violência é parte fundante da sociedade colonial, estando presente em todas as suas expressões materiais e simbólicas. Constata ainda que a superação da lógica colonial só seria viável náquelas situações em que os colonizados empreendessem força material proporcionalmente capaz de abalas as forças sociais a ponto de fazer surgir um homem novo:

A descolonização se propõe a mudar a ordem do mundo, é, como se vê, um programa de desordem abosoluta(…)é um processo histórico: isto é, ela só pode ser compreendida, só tem inteligibilidade, só se torna translúcida para si mesma na exata medida em que discerne o movimento historicizante que lhe dá forma e conteúdo. A descolonização é o encontro de duas forças congenitamente antagônicas, que têm precisamente a sua origem nessa espécie de substancialização que a situação colonial excreta e alimenta. (…) a descolonização é verdadeiramente a criação de homens novos. Mas essa criação não recebe a sua legitimidade de nenhuma potência sobrenatural: a “coisa” colonizada se torna homem no processo mesmo pelo qual ela se liberta. (FANON, 2010:52-3)

Num diálogo constante com os movimentos internacionais ligados ao terceiromundismo, Frantz Fanon alerta que mesmo na África, o processo de revolução nacional não podem ignorar as especificidades de entificação da capitalismo, a composição das diferentes de classes sociais e seus interesses. Os países coloniais são economicamente mente mortal, tal como descreve Hegel em sua metáfora do senhorio e do servo, e que parecia impossível atrasados e subdesenvolvidos a partir da relação histórica com suas metrópoles sanguessugas. Esta realidade relega as colônias uma produção de bens primários voltados à exportação, uma classe operária insipiente, um campesinato palperizado e analfabeto e uma burguesia local subordinada à interesses externos.
Acrítica à negritude

"Os povos colonizados, não seguiram inertes à colonização e buscaram desenvolver estratégias diversas de resistência e emancipação. É o Branco que cria o Negro, mas é, por outro lado “o negro que cria a negritude” (FANON, 1968:20), afirmando-se na luta por um reconhecimento objetivo".

A pesar de reconhecer a legitimidade histórica da luta anti-racista e dos movimentos de afirmação cultural (FANON, 2010:244), na medida em que promovem o questionamento dos valores racistas europeus, Fano 
alerta que muitas vezes a luta anti-racista – classificada por ele como “racismo anti-racista” – ou de afirmação cultural não consegue superar os limites e contradições históricas que a forjaram.

“conceito de negritude” admite, “é a antítese afetiva, senão lógica, desse insulto que o homem branco fazia á humanidade”. E completa: “Essa negritude lançada contra o desprezo do branco se revelou, em certos setores, como o único fator capaz de derrubar interdições e maldições” (FANON, 2010:246). No entanto, essa contraposição, historicamente necessária, levou o movimento a um impasse: “ à afirmação incondicional da cultura europeia sucedeu a afirmação incondicional da cultura africana” (Idem).

Se o colonialismo definiu como essencialmente negro a emoção, o corpo, a virilidade, ludicidade, mas, sobretudo, classificou hierarquicamente estes elementos como inferiores, frente à não menos fetichizada (e ilusória) imagem criada para o Europeu – Razão, civilização, cultura, universalidade -, o movimento de negritude, sem romper com estes fetichismos, apenas inverteu os polos da hierarquia, passando a considerar como positivo àquilo que o colonialismo classificou como inferior.

Assim a inocência, musicalidade, o ritmo “nato” do africano, passam a ser afirmados pelos movimentos anti-racistas como elementos essencialmente africanos, mas agora, vistos como superiores e desejáveis frente à frieza tecnicista ocidental (SENGHOR, 1939). As “almas da gente negra” passam a ser classificadas como essências metafísicas, ou no mínimo históricas, que precisariam ser resgatas e afirmadas para que o negro se reencontre consigo próprio.

Para Fanon, está aí uma armadilha que o movimento de negritude – e talvez o conjunto do movimento negro contemporâneo – corria o risco de ficar preso. Esta “essência negra” que se busca restaurar ou libertar, é na verdade uma invenção do racismo colonial, a serviço da desumanização do africano escravizado nas Américas e aceitá-la, é afirmar retoricamente a rejeição aos pressupostos coloniais, sem rejeitá-los de fato. (FANON, 2010:253)

Os seres humanos são o que fazem e como fazem, mas ter como objetivo último a preservação ou resgate cultural é inverter a ordem de prioridade do mundo, tomando o secundário como primário, valorizando o produto em detrimento do produtor. Esta postura, inicialmente legítima, poderia segundo Fanon levar os movimentos anti-racistas a alguns impasses perigosos, tais como: meter todos os negros no mesmo saco; busca por um passado glorioso em detrimento de uma realidade objetivamente desumanizadora; valorização acrítica e apaixonada de “tudo que for africano”, acompanhada por uma negação quase religiosa de tudo que for “ocidental”; aceitação do pressuposto racista de que a cultura negra é estática e fechada, portanto morta; valorização cultural tomada por central.

Para Fanon seria necessário ir além da – e não se limitar à – afirmação das especificidades culturais historicamente negadas, mas não se limitar a ela. Não é a cultura – historicamente negada – que deve resistir mas sim as pessoas que a produzem, a partir de seus referenciais que estão em constante transformação. É certo que o colonialismo nega ao colonizado a possibilidade de entificação de uma cultura autêntica, e por isto, a emancipação cultural, passa pela emancipação das pessoas que produzem e se produzem pela cultura. É o colonialismo em seu ato negador e reificador que atribui uma ausência de movimento histórico à cultura colonizada, engessando-a em catálogos antropológicos, vendo-as e tratando-as como elementos mortos…

Fanon no século XXI- Recuperar Fanon na atualidade é como afirma Wallerstein (2008:11), apostar numa “luta cujo desfecho é completamente incerto”. Muitos acontecimentos históricos posteriores à morte de Fanon nos levantam o questionamento de como ele analisaria ou confrontaria o colonialismo no século XXI? Os retrocessos políticos observados na Argélia com a islamização do Estado após a independência; as diversas e sucessivas ditaduras e decapitação de lideres anti-imperialistas nos países africanos recém-libertos; a queda do Muro de Berlin e o surgimento de uma geração para o qual a perspectiva de futuro está
ausente; as conquistas democráticas ( relativas) obtidas sem violência nos países subdesenvolvidos; e mesmo as drásticas alterações na sociedade moderna, provocada pela reestruturação produtiva e sua crescente financeirização da economia e readequação das fronteiras nacionais; o surgimento dos Novos Movimentos Sociais, suas viradas paradigmáticas e o próprio Neoliberalismo. Todos estes novos conflitos e contradições, impensáveis à época de Fanon levantam o questionamento se o autor estaria ultrapassado.

Do genocídio perpetrado pelo Estado de Israel aos palestinos à Erupção da Primavera Árabe; do alto e desproporcional índice de mortalidade materna das mulheres negras no Brasil, em relação às mulheres brancas às políticas higienistas de faxina urbana, tirando de circulação a força usuários de drogas e moradores de rua indigestos à especulação imobiliária de determinadas áreas; da persistência do racismo no Brasil ao atual e violento processo de extermínio vivenciado pela juventude negra no Brasil; da manutenção atualizada da “exploração do homem pelo homem”, reconfigurada e ressignificada não para se desfazer, mas para se intensificar… Em todos estes e outros problemas sociais presentes e latentes, colocam-nos diante de dilemas para os quais Frantz Fanon tenha muito a dizer.

Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

Fonte:ÁLVARES, Cláudia. “Teoria pós-colonial, Uma abordagem sintética” in Revista de Comunicação e Linguagens - Tendências da Cultura Contemporânea”, J. Bragança de Miranda e E. Prado Coelho (org.), Lisboa, Relógio de Água, 2000/APPIAH, Kwame Anthony. Na casa de meu pai: a África e a filosofia na cultura / Kwame Anthony Appiah: tradução Vera Ribeiro; revisão de tradução Fernando Rosa Ribeiro. – Rio de Janeiro: Contratempo, 1997/BHABHA, Homi K. O local da cultura / Homi K. Bhabha, tradução de Myriam Ávlila, Eliana Lourenço de Lima Reis, Glauce Renata Gonsalves – Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998. 395 p. Coleção Humanitas./BRAH, Avtar Difference, Diversity, Differentiation. In:. Cartographies of Diaspora: Contesting Indentities. Longon/New York, Routledge, 1996, capítulo 5,pp.95-127.