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terça-feira, 8 de agosto de 2017

“Imperialismo do Século XXI: o lobo em pele de cordeiro”

Henrique Domingues, estudante da FATEC e integrante do Comitê Organizador Internacional do XIX Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes reflete sobre a política externa atual

Quando se ouve falar de “imperialismo” quase que automaticamente nossa memória nos remete às aulas de história, quando estudamos aquele punhado de impérios que se levantaram e depois sucumbiram ao longo do desenvolvimento político, social e econômico da humanidade no decorrer dos anos. Império romano, Império persa, Império turco-otomano, entre outros. Todos, em tese, muito distantes da nossa realidade, seja pelo modo como se organizavam ou mesmo pelas centenas ou milhares de anos que separam aqueles tempos dos atuais.
Existem ainda bons exemplos de movimentações que carregam relevantes motivações imperialistas em nossa história recente. Ao final do século XIX e durante boa parte do século XX, guerras foram estimuladas com o objetivo de garantir e expandir a supremacia política, cultural e econômica de países como Inglaterra, Estados Unidos da América, Japão e Alemanha. Sendo as duas grandes guerras mundiais o ápice da violência e da ganância imperialistas, que custaram centenas de milhões de vidas, cidades e países inteiros, deixando marcas e sequelas para toda a eternidade.
Ao contrário do que imaginamos, políticas imperialistas seguem sendo sofisticadas e aplicadas em todo o mundo. O que configura um grave ataque à autodeterminação, soberania, liberdade e independência de países e nações que buscam se estabelecer e desenvolver-se. Sendo o mundo divido entre nações desenvolvidas e subdesenvolvidas, é possível notar que entre os desenvolvidos estão aqueles que atingiram tal patamar através de iniciativas imperialistas. Curiosamente, entre os subdesenvolvidos podemos encontrar as vítimas dos impérios.
O império estadunidense que se amplia cotidianamente após a 2º Grande Guerra, produz exemplos de como desenvolve o caráter imperialista de sua política externa em todo o mundo, com intervenções na Ásia, Oriente Médio, Europa e sobretudo na América Latina. Aqui, começaram primeiro com a Operação Condor, que financiou e respaldou politicamente a ascensão dos regimes militares que assaltaram o poder em diversos países latinos, inclusive no Brasil com o golpe de Estado de 1964. Naquele período, o grande objetivo era neutralizar a influência soviética na região e impor o domínio norte-americano.
Já no século XXI, o movimento se repete: Frente a ascensão de governos populares, democráticos, progressistas e patrióticos o império se articula novamente. Agora com nova roupagem a “Operação Condor 2.0” ou Plano Atlanta, tem por objetivo derrotar o projeto desenvolvimentista soberano de integração e cooperação latino-americana, não mais com a presença de militares mas com todo o apoio da grande mídia, do parlamento e do judiciário. Ignoram-se as regras da democracia e, de maneira “branda”, deslocam governos eleitos em detrimento de uma falsa maioria política. Brasil (2016), Paraguai (2012) e Honduras (2009) são grandes provas.
Há, contudo, valiosos exemplos de resistência no nosso continente. Cuba que segue firme mesmo após meio século de um embargo que a impediu de se relacionar política e economicamente de maneira plena com outros países. E também a Venezuela que passa por um duro ataque midiático e econômico que visa pôr fim à revolução bolivariana responsável por elevar a qualidade de vida de dezenas de milhões de venezuelanos nas últimas décadas. Ante a sanha para controlar as maiores reservas de petróleo do mundo, os EUA esmagam a soberania e a dignidade do povo venezuelano para alcançar os mais obscuros objetivos políticos.
O imperialismo é uma realidade. Conta com aliados nas mais variadas esferas da sociedade globalizada. É fundamental, portanto, que a juventude rompa com o senso comum, com o bombardeio midiático e busque informações para além dos meios tradicionais. Apenas desse modo será possível organizar uma resistência popular que garanta o desenvolvimento das forças produtivas nacionais e de todos os povos. Nossa agricultura, nossa indústria, nossos postos de trabalho, nossos bancos e toda a nossa estrutura deve prevalecer às intentonas imperialistas. Só o próprio povo pode garantir o desenvolvimento que o país precisa.
Caso contrário seguiremos encarando com absoluta normalidade nos locomovermos em nossos veículos “General Motors”, rumo a um cinema para assistir um filme de “Hollywood” e depois comer um sanduíche no “Burger King” em algum “Shopping Center” qualquer.
Que floresça a primavera anti-imperialista. Que vença a soberania dos povos de todo o mundo!
Rumo ao XIX Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes!
*Henrique Domingues é estudante da FATEC e do COI – Comitê Organizador Internacional do XIX Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes.

Imperialismo no século XXI: O lobo faminto em pele de cordeiro – Por Henrique Domingues

Quando se ouve falar de “imperialismo” quase que automaticamente nossa memória nos remete às aulas de história, quando estudamos aquele punhado de impérios que se levantaram e depois sucumbiram ao longo do desenvolvimento político, social e econômico da humanidade no decorrer dos anos. Império romano, Império persa, Império turco-otomano, entre outros. Todos, em tese, muito distantes da nossa realidade, seja pelo modo como se organizavam ou mesmo pelas centenas ou milhares de anos que separam aqueles tempos dos atuais.
Existem ainda bons exemplos de movimentações que carregam relevantes motivações imperialistas em nossa história recente. Ao final do século XIX e durante boa parte do século XX, guerras foram estimuladas com o objetivo de garantir e expandir a supremacia política, cultural e econômica de países como Inglaterra, Estados Unidos da América, Japão e Alemanha. Sendo as duas grandes guerras mundiais o ápice da violência e da ganância imperialistas, que custaram centenas de milhões de vidas, cidades e países inteiros, deixando marcas e sequelas para toda a eternidade.
Ao contrário do que imaginamos, políticas imperialistas seguem sendo sofisticadas e aplicadas em todo o mundo. O que configura um grave ataque à autodeterminação, soberania, liberdade e independência de países e nações que buscam se estabelecer e desenvolver-se. Sendo o mundo divido entre nações desenvolvidas e subdesenvolvidas, é possível notar que entre os desenvolvidos estão aqueles que atingiram tal patamar através de iniciativas imperialistas. Curiosamente, entre os subdesenvolvidos podemos encontrar as vítimas dos impérios.
O império estadunidense que se amplia cotidianamente após a 2º Grande Guerra, produz exemplos de como desenvolve o caráter imperialista de sua política externa em todo o mundo, com intervenções na Ásia, Oriente Médio, Europa e sobretudo na América Latina. Aqui, começaram primeiro com a Operação Condor, que financiou e respaldou politicamente a ascensão dos regimes militares que assaltaram o poder em diversos países latinos, inclusive no Brasil com o golpe de Estado de 1964. Naquele período, o grande objetivo era neutralizar a influência soviética na região e impor o domínio norte-americano.
Já no século XXI, o movimento se repete: frente a ascensão de governos populares, democráticos, progressistas e patrióticos o império se articula novamente. Agora com nova roupagem a “Operação Condor 2.0″ ou Plano Atlanta, tem por objetivo derrotar o projeto desenvolvimentista soberano de integração e cooperação latino-americana, não mais com a presença de militares mas com todo o apoio da grande mídia, do parlamento e do judiciário. Ignoram-se as regras da democracia e, de maneira “branda”, deslocam governos eleitos em detrimento de uma falsa maioria política. Brasil (2016), Paraguai (2012) e Honduras (2009) são grandes provas.
Há, contudo, valiosos exemplos de resistência no nosso continente. Cuba que segue firme mesmo após meio século de um embargo que a impediu de se relacionar política e economicamente de maneira plena com outros países. E também a Venezuela que passa por um duro ataque midiático e econômico que visa pôr fim à revolução bolivariana responsável por elevar a qualidade de vida de dezenas de milhões de venezuelanos nas últimas décadas. Ante a sanha para controlar as maiores reservas de petróleo do mundo, os EUA esmagam a soberania e a dignidade do povo venezuelano para alcançar os mais obscuros objetivos políticos.
O imperialismo é uma realidade. Conta com aliados nas mais variadas esferas da sociedade globalizada. É fundamental, portanto, que a juventude rompa com o senso comum, com o bombardeio midiático e busque informações para além dos meios tradicionais. Apenas desse modo será possível organizar uma resistência popular que garanta o desenvolvimento das forças produtivas nacionais e de todos os povos. Nossa agricultura, nossa indústria, nossos postos de trabalho, nossos bancos e toda a nossa estrutura deve prevalecer às intentonas imperialistas. Só o próprio povo pode garantir o desenvolvimento que o país precisa.
Caso contrário seguiremos encarando com absoluta normalidade nos locomovermos em nossos veículos “General Motors”, rumo a um cinema para assistir um filme de “Hollywood” e depois comer um sanduíche no “Burger King” em algum “Shopping Center” qualquer.
Que floresça a primavera anti-imperialista. Que vença a soberania dos povos de todo o mundo!
Rumo ao XIX Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes!

CELEBRAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS 2017 – RJ

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A celebração do Dia Internacional dos Povos Indígenas ocorrerá nos dias 12 e 13 de agosto, das 9h às 18h, com exposição e venda de artesanatos; pintura corporal com grafismos étnicos; apresentações de cantos e danças indígenas; contação de histórias; e debates na Oca Huni-kuin do Parque Lage.
Uma grande feira cultural indígena, para adultos, jovens e crianças, com entrada franca. Excelente programa para o público carioca curtir em família e também para os turistas em visita ao Rio.
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A energia da floresta paira sobre as árvores da bela área verde do Parque Lage e dos jardins do palacete onde funciona a Escola de Artes Visuais (EAV). Neste local, ideal para celebrar o Dia Internacional dos Povos Indígenas, no final de semana de 12 a 13 de agosto, das 9 às 18 horas, dezenas de indígenas de diferentes etnias de todo o Brasil se reúnem para entoar cantos e danças indígenas, expor e vender seu artesanato tradicional, fazer pintura corporal, contar histórias e promover debates sobre a questão indígena.

O evento está em sua sétima edição e é realizado pela Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura (SEC) e a Escola de Artes Visuais (EAV). A programação é a seguinte:
Sábado 12/08 e Domingo 13/08
  • 9h – Abertura da Feira de Artesanato Indígena*;
  • Das 10h às 12h30 – Apresentações de grupos culturais indígenas;
  • Das 12h30 às 14h – Contação de histórias na Oca Huni-kuin;
  • Das 14h às 16h30 – Mesas de debates indígenas na Oca Huni-kuin;
  • Das 16h30 às 17h30 – Roda de cantos e danças com o público presente ao evento
  • 18h – Encerramento.
* Exposição e venda de artesanato indígena em 40 barracas por mais de 100 indígenas de diversas etnias; apresentações de cantos e danças indígenas; pintura corporal étnica; contação de histórias.
Mesas de Debates
SÁBADO (12/08), das 14h às 16h30
“A Saga da Aldeia Maracanã: sua história de lutas, conquistas e desafios atuais”
Palestrantes: lideranças da Aldeia Maracanã
  • Carlos Tukano, presidente da AIAM
  • Marize Guarani
  • Arassari Pataxó
  • Dauá Puri
DOMINGO (13/08), das 14h às 16h30
“Ameaças a demarcação das terras indígenas e a inconstitucionalidade do marco temporal”
Palestrantes: lideranças do movimento indígena nacional
  • Luiz Eloy Terena, advogado indígena da APIB e doutorando em Antropologia pelo Museu Nacional/RJ;
  • Felipe Cruz Tuxá, pesquisador indígena e Mestre em Antropologia Social pela UnB ;
  • Edson Kayapó, professor indígena e doutor em História pela USP.
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O projeto faz parte do Programa Territórios Culturais RJ / Favela Criativa, da Secretaria de Estado Cultura em parceria com a Light e a Agência Nacional de Energia Elétrica.
A diversidade do artesanato, o grafismo étnico das pinturas corporais e a riqueza musical dos povos originários contam a história ancestral de uma cultura dos primeiros habitantes da terra hoje chamada Brasil.
Indígenas Pataxó, do sul da Bahia, Kaingang do Rio Grande do Sul, Fulni-ô, de Pernambuco, povos do Alto Xingu, os Guarani e Puri do Rio de Janeiro, Tukano do Amazonas, Guajajara do Maranhão, Kariri-Xocó e Potiguara do nordeste serão algumas das etnias presentes à celebração, que também contará com apresentações do Grupo Multiétnico da Aldeia Maracanã.
Além dos rituais, cantos e danças, muitas contações de história serão feitas por indígenas do movimento da Aldeia Maracanã, que reúne diferentes etnias em contexto urbano na cidade do Rio de Janeiro.
“Cada qual aprende com outro e, assim, temos uma potência cultural no plano nacional. Representamos a cultura viva dos povos indígenas de todo Brasil”, explica Carlos Tukano, cacique da Aldeia Maracanã e presidente da AIAM, liderança do povo Tukano da região do Alto Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas.
A preservação de uma cultura se dá através do reconhecimento de suas práticas e crenças, e a oportunidade de encontro entre várias etnias aproxima narrativas e expande a interação entre os povos e o público, demonstrando a força e a diversidade da cultura indígena.
Este ano, com o agravamento das ameaças aos direitos dos povos indígenas, o evento será enriquecido através de mesas de debates ao longo dos dois dias.
A mesa de sábado (12/08 – 14h), será sobre “A Saga da Aldeia Maracanã: sua história de lutas, conquistas e desafios”, e será composta por Carlos Tukano, Marize Guarani, Arassari Pataxó e Dauá Puri, lideranças da origem do movimento Aldeia Maracanã que, em 20 de outubro de 2006, iniciaram a ocupação cultural indígena do prédio do antigo Museu do Índio.
A mesa de domingo (13/08 – 14h) tratará das “Ameaças a demarcação de terras indígenas e inconstitucionalidade do marco temporal”, e contará com a presença de Luiz Eloy Terena, advogado e militante indígena, natural da aldeia Ipegue, na região de Aquidauana, no Mato Grosso do Sul.
Luiz Eloy é uma jovem liderança de 27 anos, ameaçado por pistoleiros da região devido ao seu trabalho na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e na defesa dos direitos indígenas e na luta contra o assassinato de muitas lideranças indígenas dos povos Guarani Kaiowá e Terena, no Mato Grosso do Sul.
Nessa mesa também estarão as lideranças indígenas Felipe Cruz Tuxá, doutorando em Antropologia pelo Museu Nacional do Rio, e Edson Kayapó, professor e doutor em História pela USP.
O DIA INTERNACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS
Celebrada mundialmente no dia 9 de agosto, a data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1995 para expressar o reconhecimento internacional em relação aos povos que ainda carecem da manutenção de seus direitos mais básicos, como a autodeterminação de suas condições de vida e cultura, respeito a sua espiritualidade, bem como o direito a seus territórios ancestrais e a preservação de suas próprias línguas, costumes e saberes tradicionais.
A ASSOCIAÇÃO INDIGENA ALDEIA MARACANÃ (AIAM)
Após a truculenta desintrusão dos indígenas da Aldeia Maracanã pela tropa de choque da Polícia Militar, ocorrida em 22 de março de 2013, as principais lideranças indígenas do movimento concluíram que, para ter sucesso em sua luta pela preservação do prédio do antigo Museu do Índio e outras conquistas, seria necessário estruturar uma associação para fortalecer seu diálogo junto ao poder público e encaminhar soluções concretas e políticas públicas para os indígenas residentes no Estado Rio de Janeiro. Assim, em janeiro de 2015 foi formalmente criada a Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM), formada por cerca de 50 associados indígenas representando mais de 20 povos indígenas do Brasil.
– Abrimos diálogo porque os povos precisam de respostas e não-indígenas precisam saber quem somos, o que queremos e o que temos a oferecer. O cidadão comum do Rio de Janeiro não conhece a história de sua própria terra. O passado indígena nunca foi colocado na historia da construção do Brasil. Hoje, nós sabemos falar português, não precisamos de tradutores, e temos capacidade de discutir direitos para cumprir deveres – explica Carlos Tukano, cacique da Aldeia Maracanã e presidente da AIAM.
Através desse diálogo, várias conquistas foram possíveis tais como: o tombamento pelo INEPAC e pelo IRPH do prédio do antigo Museu, que sediou o SPI de Rondon e o Museu do Índio de Darcy Ribeiro; e a publicação em 16/12/13 de um decreto do governador do Rio de Janeiro destinando o prédio ao “Centro de Referência da Cultura Viva dos Povos Indígenas”, a ser implantado no emblemático prédio após seu restauro, com gestão compartilhada com os próprios índios.
No momento, em função da grave crise financeira que acomete o Estado do Rio e restringiu seus recursos para investimentos, a AIAM está articulando com a Secretaria de Estado de Cultura um projeto para captação de recursos que viabilizem o restauro do prédio e a breve implantação do prometido centro cultural indígena no local.
Desde 2014, a AIAM vem realizando também diversos eventos culturais indígenas, como a celebração da “Semana do Índio no Parque Lage 2017”, realizada no Parque Lage pela sexta vez; o Seminário “O Rio continua Índio”, realizado em parceria com o Museu da Justiça em 2015; a “Grande Feira Cultural Indígena” na Fundição Progresso durante a Rio 2016; entre várias outras atividades voltadas a valorização e divulgação da cultura indígena no âmbito do Rio de Janeiro.
Outra iniciativa importante liderada pela AIAM foi a criação do Conselho Estadual dos Direitos dos Povos Indígenas, articulada em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), em fase final de publicação no Diário Oficial do Estado para sua criação e início de funcionamento.
Serviço:
Data: Sábado (12/08) e Domingo (13/08)
Horário: das 9h às 18h
Local: Parque Lage – Rua Jardim Botânico, 414, Rio de Janeiro, RJ
Entrada franca
Mais informações:
Toni Lotar
Indigenista Responsável pelo evento – Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM)
Telefone: (21) 98881-4419
Assessoria de Imprensa – Sandra Menezes – smenezescomunicacoes@gmail.com
21 – 9 97669787
Fonte: BRASIL CULTURA

Brasil adere a Programa de Crédito para ampliar turismo na Rota das Missões

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O ministro do Turismo, Marx Beltrão, participou nesta segunda-feira (7), em São Miguel das Missões (RS), da primeira reunião do Conselho Executivo da Rota Jesuítica Internacional da América do Sul. Durante o encontro, o ministro assinará uma carta de adesão do Brasil ao Programa Global de Crédito, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para a Integração Regional dos Países da Bacia do Prata, com o intuito de integrar o turismo regional. O valor total da iniciativa é de US$ 100 milhões para os cinco países.
“O Ministério do Turismo tem total interesse no sucesso desta rota integrada. Por isso, fiz questão de aproveitar este ato para assinar na frente de todos aqui presentes a carta de crédito que representa o ponta pé inicial para termos acesso aos recursos do BID para o nosso projeto”, afirmou o ministro Marx Beltrão.
A rota, composta por destinos do Brasil, Uruguai, Bolívia, Paraguai e Argentina, é um tema fundamental para o desenvolvimento econômico da região. O evento contou ainda com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Osmar Terra; o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, – que assinou, como testemunha, a carta de adesão – e de representantes da Argentina e Paraguai.
No encontro, organizado pela Associação dos Municípios das Missões (AMM), os países participantes discutiram, ainda, estratégias para consolidar a rota, que recebe cerca de 250 mil visitantes por ano em seus mais de 30 atrativos integrados. Na parte brasileira, a expectativa é triplicar o número de visitantes da região em dois anos, passando dos atuais 100 mil anuais para 300 mil.
“Sabemos que não adianta investirmos em infraestrutura se não promovermos os destinos. Por isso, imagens de atrativos da Rota das Missões vão entrar na campanha do Sul do país que vamos lançar no próximo dia 24, com o objetivo de divulgar tudo os que essa região tem de melhor”, concluiu o ministro.
Também foram debatidos a maior interação do setor público com a iniciativa privada nos atrativos do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, além de assuntos relacionados a linhas de financiamento para promoção e estruturação da rota e diretrizes sobre formatação e comercialização do roteiro no mercado internacional.
Ministro Marx beltrão assina carta de adesão. Crédito: Roberto Castro
ROTEIRO – A beleza e importância das Ruínas de São Miguel das Missões (RS), garantiram ao conjunto remanescente dos Sete Povos das Missões Jesuíticas na América o título de patrimônio cultural da humanidade, concedido pela Unesco. O local conta um pouco da história da Companhia de Jesus, que tinha os objetivos de doutrinar e catequizar a população indígena da região.
Integram o roteiro turístico, na parte brasileira, a Aldeia Guarani, o Museu das Missões, a Cruz Missioneira, a Fazenda da Laje, a Fonte Missioneira, o Ponto de Memória Missioneira e o Pórtico com escrita em guarani – CO YVY OGUERECO YARA, que significa “esta terra tem dono”. O visitante pode aproveitar para conhecer outros atrativos da região como a Catedral Angelopolitana, de Santo Ângelo, e os Sítios Arqueológicos de São João Batista, São Lourenço e São Nicolau.
BRASIL CULTURA

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Colóquio sobre a Arte e a Revolução de Outubro dia 16 em São Paulo

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O programa do Colóquio Arte & Revolução terá como foco a arte russa e seu importante papel influenciador dos movimentos artísticos do século XX. Os temas, com seus apresentadores, são estes:
Cinema soviético: apresentação de Jeosafá Fernandes, doutor em Letras pela Universidade de São Paulo, cineclubista de longa data e estudioso do cinema russo. Jeosafá também é poeta e escritor.
Pintura realista russa: apresentação de Mazé Leite, artista plástica, bacharel em Letras-USP e pesquisadora de história da arte e de pintura russa. Do Ateliê Contraponto de Arte de São Paulo.
A poesia de Maiakovski: apresentação de Alexandre Pilati, doutor pela Universidade de Brasília, poeta, crítico literário e escritor. Professor de Literatura Brasileira na UnB.
Este é um momento de grande importância para os trabalhadores de todo o mundo, assim como para seus aliados do campo político, intelectual e cultural. A Revolução de 1917 foi o acontecimento mais importante da história do século XX, trazendo para todo o globo as fortes e luminosas cores do Socialismo sendo construído pela primeira vez em um grande país como a Rússia. Este evento inspirou ondas de movimentos revolucionários em todo o planeta, carregando consigo o sonho e a esperança de um mundo justo, socialista. Sonho que inspirou não só os trabalhadores das cidades e dos campos, mas também diversas gerações de intelectuais e de criadores em geral no campo da Cultura e da Arte.
Célula

O Partido Comunista do Brasil, nascendo em 1922, surge como fruto desse amplo movimento revolucionário, aqui também atraindo para dentro de seus quadros milhares de trabalhadores, de intelectuais e de artistas. O Partido Comunista, em terras brasileiras, inspirou movimentos culturais de grande profundidade e alcance, marcando indelevelmente as nossas artes e a nossa cultura.

Célula Comunista de Cultura Paulistana, que nasceu em 2010, é um Organismo de Base do PCdoB que vem atuando ininterruptamente ao longo destes sete anos, reunindo poetas, cineclubistas, ilustradores, quadrinistas, pintores, jornalistas, escritores e professores em torno de atividades políticas e culturais. Como base de atuação partidária – em acordo com o modo leninista de funcionamento do Partido Comunista – nestes 7 anos desenvolvemos diversas atividades culturais, entre elas:  criação do Forum Mudar São Paulo de Cultura e Educação; lançamentos de livros; exposições de arte; sessões de cinema seguido de debates no Cineclube Baixa-Augusta e recentemente no Cineclube Vladimir Herzog do Sindicato dos Jornalistas; seminários internos sobre temas atuais, como pós-modernidade, educação, cultura popular; seminários abertos como os em homenagem a Jorge Amado e Nelson Weneck Sodré, em parceria com a FMG; atividades culturais em parceria com o movimento hip-hop de São Paulo; palestras sobre arte e cultura em diversos locais, incluindo universidades, como a PUC-SP e UnB.
Além disso, nas atividades políticas, estivemos presentes em ações e atividades recentes em defesa da Democracia, contra o Golpe; nas campanhas eleitorais, apoiando candidatos comunistas ou progressistas; nos atos políticos em defesa do Brasil, da cultura brasileira e do legado histórico deixado pelos governos Lula-Dilma.
Serviço:
Colóquio Arte & Revolução
DIA 16 de agosto, às 18h30
Auditório da Sede Nacional do PCdoB (Rua Rego Freitas, 192, República, São Paulo)
Com: Jeosafá Fernandes, Mazé Leite e Alexandre Pilati.

FONTE: Brasil Cultura

Filme da Lava Jato é fantasia!



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Policiais reprovam "A lei é para todos, menos para tucanos"
Policiais Federais estão irritados com a produção do filme “Polícia Federal – A Lei é Para Todos“. Segundo eles, a trama sobre a Operação Lava-Jato não corresponde à realidade.

“Delegado não investiga. É um burocrata que não entende como funciona uma investigação policial. Romantizaram o trabalho deles e ignoraram o esforço dos agentes, que fizeram todo o trabalho”, disse um dos policiais. (...)

Fonte: CONVERSA AFIADA

domingo, 6 de agosto de 2017

PROPOSTAS APROVADAS NA ASSEMBLEIA DO CPC/RN

 Votação das propostas e aprovação dos novos dirigentes do CPC/RN
 Momento do debate
 Parada para o Almoço no Restaurante Flor de Liz - NOVA CRUZ-RN
 Lideranças Culturais visitam a sede do CPC/RN em Nova Cruz
Hoje (6) o CPC/RN aprovou propostas após um longo debate em torno do  RACISMO e PRECONCEITO, temas abordados na Assembleia Geral Extraordinária e Encontro com Dirigentes ocorrido hoje no Auditório da Escola Estadual ROSA PIGNATARO - Nova Cruz/RN (lembrando que o local seria na 3ª DIRED, mas devido alguns problemas estruturais da mesma a direção do CPC/RN achou por bem mudar de local.). Os temas de discussão foram RACISMO e PRECONCEITO.

Propostas aprovadas após discussão do grupo: 

1 - "Que seja trabalhado em sala de aula desde a educação infantil, os temas das diversidades culturais e sociais intensificando a discriminação racial ou de gêneros";
2 - " Que em todas as manifestações culturais, devem haver ações contra o preconceito e discriminação racial";
3 - " Promoção de eventos de conscientização";
4 - Grupos Culturais trabalharão os respectivos temas em suas danças, denunciando o preconceito, LGTB e racismo"e,
5 - "Abordar o conhecimento em todas as classes, como RAÇAS, ETNIAS, RELIGIÃO E OPÇÃO SEXUAL". 
6 - Encontro Regional dia 9 de setembro em Parelhas (Escola Municipal ARNALDO BEZERRA).

Novas Lideranças Culturais reforça o "meio" de campo do Centro Potiguar de Cultura, são eles: José RICARDO da Silva, Maria das Graças Fernandes (Preta), ambos de Parelhas; Lucas Rodrigues e Emerson Silva do Nascimento, ambos de Currais Novos. Cristiane Souza de Lima e Igrid da Silva, ambas de Nova Cruz.


Bispo defende que homossexualidade pode ser dom de Deus


Da Redação
O bispo Dom Antônio Carlos Cruz Santos, de Caicó (RN), fez um sermão contra o preconceito, durante missa de encerramento da Festa de Santana de Caicó, no último domingo (30).
“Na perspectiva da fé quando a gente olha para a homossexualidade a gente não pode dizer que é opção. Opção é alguma coisa que livremente você escolhe e orientação ninguém escolhe”, explicou. “Se não é escolha, se não é doença, na perspectiva da fé só pode ser um dom. É dado por Deus”, completou.
Segundo o bispo, são “tantos irmãos e irmãs com orientação homoafetiva que se sentem incompreendidos e não amados pela igreja, pelas suas famílias, pela sociedade e até por si mesmo, como acontecia na época da escravidão”.
“Talvez por conta dos nossos preconceitos a gente não consiga perceber o dom de Deus, assim como o preconceito com os negros”, disse.
Assista:
(Foto: Paulo Pinto)
Revista Fórum

Artistas negros no Brasil e identidade...



Passado e presente de discriminação - A ciência dos séculos 18 e 19 considerava que os brancos possuíam maior capacidade intelectual. Depois vinham os índios e, por último, os negros. Alguns estudos afirmavam que os negros se situavam abaixo dos macacos. "Qualquer que seja o grau dos talentos dos negros, ele não é a medida dos seus direitos", Thomas Jefferson (1743-1826), político americano.

A identidade da criança negra- O trabalho de educação e cultura anti-racista deve começar cedo. Na Educação Infantil, o primeiro desafio é o entendimento da identidade. A criança negra precisa se ver como negra, aprender a respeitar a imagem que tem de si e ter modelos que confirmem essa expectativa. Por isso, deve ser cuidadosa a seleção de livros didáticos e de literatura que tenham famílias negras bem-sucedidas, por exemplo, e heróis e heroínas negras e etc... Se a linguagem do corpo é especialmente destacada nas séries iniciais, por que não apresentar danças africanas, jogos como capoeira, e músicas, como samba e maracatu e outras expressões culturais a criança e jovens negros precisam se enxergar... 
O silêncio é uma constante nas relações raciais. De forma consciente ou inconsciente, como agem os que não sabem lidar com o assunto. Desse modo, tornou-se natural tratar a história do negro apenas na perspectiva da escravidão e aceitar padrões estéticos e culturais de uma suposta superioridade.branca.


Jesuíno Francisco de Paula Gusmão (1764 – 1819) Nascido em São Paulo era conhecido como Frei Jesuíno do Monte Carmelo. “Ecce Homo” foi a obra que o projetou nas artes plástica. A maior parte do seu trabalho foi murais para igrejas, reformas na arquitetura dos prédios destruíram a maioria. Um dos poucos murais restantes está na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Itu.

Emmanuel Zamor (1840-1917) Baiano, foi adotado pelos franceses Pierre Emmanuel Zamor e Rose Neveu, na paróquia de Nossa Senhora da Conceição da Praia. Aprendeu música e desenho na Europa, por volta de 1845. Freqüentou a Academie Julian, em Paris, anos antes de Tarsila do Amaral. De acordo com a documentação da época é possível que ele tenha convivido com Cézanne, Renoir, Degas, Pisarro, Monet e Sisley. Um incêndio destruiu seu acervo quase por completo.

Estevão Silva (1845-1891) Nasceu no Rio de Janeiro, foi o primeiro pintor negro formado pela Academia Imperial de Belas Artes, teve como companheiros Almeida Junior, Rodolfo Amoedo, Firmino Monteiro. Estevão Silva é referência no pioneirismo das naturezas mortas, buscava representar a natureza ao ar livre e não mais dentro do ateliê.

Horacio Hora (1853 – 1890)  Nasceu no Sergipe, subsidiado pelo governo imperial viajou para a Europa, tornou-se um frequentador do Louvre. Ganhou vários prêmios, tornou-se especialista em retratos, a tela Pery e Cecy, inspirada na literatura de José de Alencar, é considerada sua obra prima.

Firmino Monteiro (1855 – 1888)  Nasceu no Rio de Janeiro Menino pobre, cedo teve de trabalhar como caixeiro, encadernador e tipógrafo. Devido a isso demorou para iniciar os estudos nas artes plásticas. Cursou a Academia Imperial de Belas Artes, onde foi aluno de Victor Meireles, e foi incentivado, por meio de uma viagem à Europa, patrocinada por D. Pedro II. Viveu mais no exterior do que no Brasil e teve as suas paisagens chamaram atenção. Recebeu contínuos elogios do crítico Gonzaga Duque. Na 26ª Exposição Geral de Belas Artes, em 1884, expõe 18 paisagens e cinco quadros históricos, pelos quais recebe o título de Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa, conferido pelo imperador.

Essência ou aparência?
Sempre polêmico, o tema da igualdade racial geralmente desperta calorosas discussões. As atuais políticas de cotas para ingresso nas universidades exemplificam o quanto essa questão pode ser mesmo difícil de se 
tratar. O ponto não é somente tratar do racismo no Brasil, nos EUA ou na Europa. A realidade é que a humanidade, tão absolutamente igual em sua essência, faz um esforço enorme para se diferenciar na aparência.

Utopia racial- A humanidade constitui-se das mais diversas raças, e, por mais que se esforce, parece bastante difícil valorizar e respeitar tais diferenças. Dessa forma, a igualdade racial apresenta-se como uma utopia, uma realidade de que pouco provavelmente o homem será cúmplice, nesta ou nas futuras gerações.

Desde o início da existência humana, os indivíduos já apresentavam particularidades e características inerentes a sua condição como ser, influenciados por fatores ambientais dos quais faziam parte. Com o passar do tempo, diferentes raças de pessoas surgiram, proporcionando uma diversificação de povos com culturas - religiões, costumes, línguas, ideologias - bem específicas. No entanto, o desrespeito e, sobretudo, a intolerância às diferentes raças tornam difícil a convivência harmônica dos indivíduos entre si. Um triste retrato dessa realidade são os conflitos ocorridos entre países do Leste Europeu e do Oriente Médio, onde pessoas inocentes morrem em nome de desavenças políticas, econômicas e, notadamente, étnicas. O Apartheid na África, o nazifascismo na Europa, a expurgação dos latinos (mexicanos) dos EUA e, recentemente, o embargo de brasileiros à Espanha, esses são apenas alguns exemplos da discriminação que sofre uma infinidade de pessoas por pertencerem a essa ou àquela raça.

Da mesma forma, num universo mais próximo - Brasil -, somos testemunhas das injustiças sociais que já se tornaram comuns ao nosso cotidiano. São presídios abarrotados de gente pobre e miserável, em sua maioria, negros. São universidades repletas de estudantes onde os negros são a minoria, apesar da política de cotas. São empresas que ainda utilizam o critério da aparência física como requisito para contratar funcionários, quando, na maior parte das vezes, sabemos que as vagas existentes são reservadas aos indivíduos de raça branca, sendo os negros mais uma vez discriminados, e, o que é pior, de forma sutilmente escamoteada. Quantas vezes ouvimos as expressões "Tinha que ser negro!", "Coisa de negro!", ou "Olha a raça!"? São frases que, se ainda não ouvimos, mais cedo ou mais tarde soarão aos nossos ouvidos por conta de algum "cidadão" com mentalidade retrógrada e hipocritamente preconceituosa. Infelizmente, a raça negra continua a carregar o fardo da discriminação que sempre fez parte da história do Brasil. A senzala apenas mudou de nome: passou a chamar-se preconceito. A raça negra libertou-se da escravidão apenas no papel, pois, no dia-a-dia, segue sofrendo os açoites silenciosos e as chibatadas veladas dessa sociedade cínica e demagoga.

Diante desse panorama, resta à humanidade refletir sobre os verdadeiros valores do ser humano, despindo-se de toda e qualquer forma de preconceito e discriminação racial. Somente quando o 
homem entender que não é a raça do indivíduo que definirá seu caráter e sua personalidade, conseguiremos chegar, talvez, à igualdade racial, que, ainda hoje, é uma utopia.

Se liga: Alguns artistas negros da Historia brasileira
Rafael Pinto Bandeira (1863 – 1896) | Nascido no Rio de Janeiro começou a academia imperial de Belas artes com 16 anos. Permaneceu vários anos em salvador trabalhando como professor de desenho e paisagismo. É considerado uma referencia na pintura de paisagens e marinhas feitas, no Brasil, durante o século XIX.

João Timótheo da Costa (1879 - 1932) | Nasceu no Rio de Janeiro, foi pintor, decorador, gravador. Começou os seus estudos na Casa da Moeda do Rio de Janeiro em 1894. La conheceu o diretor Enes de Souza, que se tornou seu protetor. No mesmo período estudou desenho e pintura na Escola Nacional de Belas Artes. Trabalhou, junto com o seu irmão, Arthur Timótheo da Costa, na decoração do pavilhão brasileiro na cidade de Turim (Itália), por ocasião da Exposição internacional de 1911. Também junto com Arthur executou, o primeiro de uma série de painéis decorativos para o Fluminense Futebol Clube, trabalho que terminou sozinho em 1924. Em 1925 executou cinco painéis para a ornamentação do Salão Nobre da Câmara dos Deputados, atual Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Participou de diversas edições do Salão Nacional de Belas Artes, em 1926 é homenageado com a pequena medalha de ouro.

Arthur Thimóteo da Costa (1882 – 1922) | Estudou na Casa da Moeda e na Escola Nacional de Belas Artes. Ainda muito jovem trabalhou com o cenógrafo italiano Oreste Colliva, esta experiência parece ter influenciado sua técnica, no destaque do jogo de luzes e composição. Em 1906 com a obra, “Antes da Aleluia”, ganhou o premio que o levou a Europa onde percorreu a Itália e a Espanha. Retornou a Europa em 1911 integrando a equipe de pintores que trabalharam na decoração do pavilhão do Brasil na exposição de Turim. A sua procura por uma expressão o levou a contrariar o modelo acadêmico, da época, o que atraiu criticas do meio artístico. O MARGS (Museu de Artes do Rio Grande do Sul) possui a obra deste artista intitulada “A Dama de Branco”.

Benedito José Tobias (1894 – 1963) | A sua obra é pouco pesquisada. Os trabalhos mais conhecidos, deste artista, são pequenos retratos de negros e negras, realizados a óleo sobre madeira ou a guache sobre papel. Emanoel Araujo usou a expressão “maestria expressionista” para definir a obra de Benedito José Tobias.

Finalizando-O ser humano apresenta uma tendência muito forte a rejeitar e oprimir aquilo que destoa de seus padrões e estereótipos. Assim como nos processos evolutivos - nos quais todo elo fraco, mais cedo ou mais tarde, será eliminado -, talvez parta desse princípio o comportamento humano frente a situações de confronto étnico. No âmago de nossas personalidades, resguardamos o impulso inconsciente de discriminar e nos ater a detalhes tão insignificantes como a cor da pele, no ímpeto de reduzir alguém que nos evoca ameaça. Quem nunca oprimiu outra pessoa - mesmo que silenciosa e inconscientemente - utilizando-se das características físicas desse indivíduo em um momento de raiva?

Não e fácil esta realidade pra nasce com a pele negra como eu ou você pois realidade é que a 
igualdade racial ainda é um horizonte muito distante de ser atingido. As pessoas não estão preparadas para enxergar o mundo com outros olhos.. 
-"A vida de cada um destes artistas foi de grandes dificuldades, que exigiu tenacidade e força de vontade, em alguns casos com final trágico, como o caso dos irmãos Arthur Thimóteo da Costa e João Timótheo da Costa que terminaram a sua vida internados num hospício no Rio de Janeiro".


Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

Fonte:www.artistasgauchos.com.br/portal/

Pontos turísticos históricos de Penedo (AL) são restaurados

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Depois das reformas promovidas pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), dois pontos turísticos históricos de Penedo (AL) serão entregues à população: o Convento Franciscano de Santa Maria dos Anjos e os galpões da Marina e Escola Náutica.
O órgão investiu R$ 11,6 milhões ao longo de quatro anos na restauração dos dois locais. Também foram captados recursos do PAC Cidades Históricas. O conjunto histórico e paisagístico de Penedo foi tombado pelo Iphan em 1996 e se destaca pela arquitetura religiosa.
O Convento Franciscano de Santa Maria dos Anjos foi idealizado ainda no século XVII em estilo tipicamente barroco. O edifício foi utilizado durante anos como hospital. Tombado pelo Iphan desde 1941, ele é formado também pela igreja e o prédio da Ordem Terceira com a capela.
Os galpões da orla do São Francisco, por sua vez, estão localizados às margens do rio, no bairro que deu origem à cidade de Penedo – o Barro Vermelho. Os investimentos possibilitam a implantação de novos usos no local, com a Escola Náutica, a Oficina e a Marina durou um ano e meio.
A previsão é de que serão investidos R$ 20,89 milhões em onze ações do PAC Cidades Históricas no município, sendo que três obras já foram concluídas: o Casarão do Montepio dos Artistas, o Círculo Operário – Escola de Santeiros e o Casarão da Biblioteca.
Além delas, também estão em andamento as obras de restauração do Chalet dos Loureiros e implantação do Centro de Referência do São Francisco; a restauração do Teatro Sete de Setembro e a requalificação urbanística do Largo de S. Gonçalo.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Cultura

Universidades federais sofrem com cortes e contingenciamentos

Universidades federais sofrem com cortes e contigenciamentos

Laboratórios fechados, dívidas acumuladas, redução drástica na oferta de bolsas e de políticas de permanência estudantil, demissão de funcionários terceirizados. Universidades públicas federais de todo o Brasil já começam a sentir fortemente os impactos dos altíssimos cortes e contingenciamentos imputados pelo governo federal. Aliado ao arroxo histórico, há também a sombra da PEC do Teto dos Gastos Públicas (PEC 55), sancionada no fim de 2016 por Michel Temer, que já compromete o orçamento das instituições pelos anos vindouros. 
 
“O retrocesso das IFES é uma clara demonstração da opção dos que estão no poder para colocar a educação superior em segundo plano”, avalia o presidente do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte.
 
Quase sem exceções, as instituições vêm encontrando dificuldades para arcar com serviços básicos, como o pagamento de contas de luz e água. Em comum, elas relatam perdas milionários em seus orçamentos que podem ultrapassar até mesmo 50% de investimentos e custeios para todo o ano de 2017. Em alguns casos, as verbas federais para despesa e manutenção devem durar apenas até o mês de setembro. Um choque e tanto para um setor que experimentou inédita expansão a partir do início do governo Lula até metade do governo Dilma.  
 
A situação alarmante vivenciada pelas Universidades é resultado de uma série de fatores. Desde 2014 são feitos cortes consecutivos nos investimentos na Educação. No entanto, o montante nunca foi tão grande quanto agora. Em abril, o governo federal divulgou que contingenciaria R$ 42,1 bilhões das contas públicas. No Ministério da Educação, este corte foi de R$ 4,3 bilhões, sendo que pelo menos R$ 3,6 bilhões ocorreram em despesas diretas na pasta. Como resultado, o orçamento total aprovado pelo Congresso, de R$ 35,74 bilhões, passou para R$ 31,43 bilhões. Em comparação a 2014, as perdas orçamentárias, sem contar a inflação do período, representam mais de 20%.
 
Universidades pelo país
 
UFRN - A Universidade Federal do Rio Grande do Norte relata um orçamento 15% menor que o de 2016. De acordo com o que adiantou a reitora da instituição, Ângela Paiva, a UFRN terá dificuldades para fechar suas contas até o fim do ano. Embora não tenha precisado quais áreas sofrerão com os cortes, a contratação e manutenção do quadro de terceirizados foi colocada em xeque. Dado o contexto atual, a Universidade não será capaz de ampliar o seu número de vagas em 2018 - às avessas do que vinha ocorrendo em anos anteriores.
 
UFRJ - A Universidade Federal do Rio de Janeiro é quem apresenta um dos quadros mais críticos nacionalmente. Nos últimos 30 meses, a instituição sofreu com um corte bruto que ultrapassa R$ 150 milhões. De acordo com a reitoria, só há verba para custear as despesas até setembro. Os cortes já atingiram imensamente o fornecimento de energia, que segue com contas atrasadas - já são 3 meses de contas não pagas, que totalizam uma dívida de aproximadamente R$ 11,5 milhões - e prédios com fornecimento interrompido. Os cortes também afetam os alunos de iniciação científica que recebem bolsa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico): a partir de setembro, eles não mais contarão com o benefício. 
 
UFPB - A reitoria da Universidade Federal da Paraíba anunciou que o dinheiro em caixa só deve custear as despesas até outubro. A verba destinada para pesquisa, extensão e manutenção de serviços básicos, que era de R$ 59 milhões ano passado, passou para R$ 47 milhões em 2017. Com a contingência do governo federal, somente R$ 35 milhões foram repassados até agora, o que deve afetar segmentos como Restaurante Universitário, Residência Universitária, pagamento de terceirizados e mais. A situação caótica levou a instituição a reduzir 21% do número de bolsas ofertadas para o CNPq, que voltou a patamares inferiores aos de 2007.
 
UFES - A Universidade Federal do Espírito Santo sofreu um corte que chega a até 50% de investimentos e custeios em determinadas áreas. Os cortes afetam diretamente questões como pagamento de diárias, continuidade de obras, compra de equipamentos e inclusive a vigilância do campus universitário. A limpeza da instituição já foi atingida: antes realizada diariamente, agora só ocorrerá semanalmente. Por sua vez, o Restaurante Universitário passará a servir somente uma opção de carne e a sobremesa já foi retirada do cardápio. A Ufes deveria receber, por mês, R$ 11.851.035,25 para custeio e R$ 1.416.556,33 para investimentos. Mas esses valores chegaram em tamanho menor em janeiro, fevereiro e março: R$ 7.900.690,17 e R$ 944.370,88.
 
UFC - A Universidade Federal do Ceará sofreu corte de R$ 18 milhões de reais em seu orçamento de 2017. Uma redução de 12,34% em detrimento ao ano anterior. É o maior arroxo por que passa a instituição desde 2003. Os gastos com investimentos, que abrange obras e compras de bens, máquinas e equipamentos, sofrerá uma redução de 46,3%.
 
UFPI - Pela primeira vez em anos a Universidade Federal do Piauí tem um orçamento menor do que o do ano anterior. Conforme divulgado pela instituição, até o mês de julho somente 70% do orçamento de custeio foram liberados e apenas 40% do de capital foi disponibilizado. Ainda de acordo com a reitoria da instituição, o MEC já sinalizou que os repasses poderão não ser liberados em sua totalidade até o fim do ano. Na prática, isto justifica as medidas de contenção de gastos com laboratórios, telefone, água e luz que a Universidade vêm tomando. Hoje, faltam insumos nos laboratórios da graduação. Até o fim do ano, a previsão é ter somente R$ 125 milhões e R$ 20 milhões de capital, o que coloca a UFPI em uma situação de arroxo sem precedentes.
 
UFMG - As perdas na Universidade Federal de Minas Gerais são tão grandes que estudantes e professores decidiram criar o Tesourômetro, um mecanismo para apurar os cortes na instituição. Lá, a falta de recursos já afetou as construções de prédios. Além disso, contas de água e luzes seguem atrasadas há quatro meses.
 
UFRGS - A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) anunciou que, diante dos cortes promovidos pelo governo federal, precisará, em última instância, parcelar salários na instituição. Hoje, a Universidade trabalha com um déficit estimado em R$ 45 milhões só neste ano. A curto prazo, contudo, o reitor Rui Oppermann comenta quanto à dificuldade de quitar contas básicas e pagar terceirizados. "Estamos agora vivendo na lei da Emenda Constitucional do Teto (de gastos), ou seja, não podemos ir além do orçamento deste ano. Veja o drama da situação: nosso custeio aumenta de acordo com a inflação, de acordo com o mercado. Terceirizados, água, luz… isso geralmente aumenta mais que a inflação. Se batermos no teto com essas despesas, os recursos que terão que ser alocados para isso virão não de uma suplementação, mas do orçamento. Nosso receio é que isso signifique achatamento salarial ou, sem imaginar que isso possa acontecer, até mesmo um parcelamento de salários”, avaliou.
 
UFAC - A Universidade Federal do Acre perdeu 16% em repasses do Ministério da Educação em 2017. Um número que equivale a aproximadamente R$ 11 milhões a menos que seriam investidos em manutenção dos campi da instituição e investimentos em novas obras.
 
UnB - A Universidade de Brasília tem sobrevivido a duras penas aos cortes. Com um déficit de quase R$ 100 milhões, a instituição recebeu do governo federal em 2017 R$ 136,6 milhões. O valor, insuficiente, acarretou em medidas drásticas: foram demitidos mais de 130 funcionários terceirizados e, desde fevereiro, a administração tem revisado os contratos da Universidade. Com uma previsão de gastos de R$ 230 milhões para 2017, o cenário vivenciado na UnB tem alarmado os funcionários. A reitoria já fez apelo às empresas para que os empregos fossem preservados o máximo possível, mas diante dos números que não batem esta saída parece pouco possível de ser viabilizada.
 
UFBA - A Universidade Federal da Bahia também informou que os cortes impostos pelo MEC estão afetando o planejamento da execução de obras e investimentos em infraestrutura por parte da instituição. A Universidade anunciou que pelo menos 10% dos seus recursos de custeio e 30% dos recursos de capital do orçamento foram contingenciados. Caso os recursos contingenciados não sejam liberados a tempo pelo governo, o pagamento dos contratos de serviços continuados será afetado.
 
UNIFAP - Com cortes que chegam a 60% em 2017, a Universidade Federal do Amapá poderá ter suas atividades suspensas. A exemplo das demais instituições de ensino, a Unifap relata dificuldade em dar continuidade aos investimentos e pagar serviços básicos como vigilância e limpeza. Nesta conjuntura, o comprometimento das verbas com pagamento de pessoal chegou a 74,4% dos recursos recebidos, diante de 61,4% no ano passado, segundo relatórios apresentados pela administração.
 
Capes - Até a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vem sofrendo com o cortes. Desde 2015, a coordenação vem perdendo, por ano, R$ 1 bilhão de orçamento. Em 2018, é esperado que novo corte seja realizado. O limite orçamentário proposto pelo Ministério do Planejamento para o ano que vem, segundo ele, é de R$ 4,2 bilhões, comparado ao orçamento atual de R$ 4,9 bilhões (dos quais R$ 500 milhões estão contingenciados). Caso o corte aconteça, o sistema da Capes teria seu funcionamento afetado.

Fonte: ADURN