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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Tribalistas lançam novo disco com música sobre refugiados

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Por Alessandra Monterastelli*
Triade, trinomio, trindade, trimero, triângulo, trio, trinca, tres, terno, triplo, triplice, tripé, tribo…
O trio é responsável por um dos projetos de maior sucesso no mercado da música nacional. Há 15 anos, foi lançado o disco “Tribalistas”, com 14 faixas, que vendeu mais de três milhões de cópias e também foi sucesso em países como França, Itália, Espanha, Portugal e Argentina. Depois disso, apesar do enorme sucesso e aclamação pela crítica, o grupo não lançou mais nenhum trabalho, até agora.
O novo CD possui 10 faixas, entre elas “Aliança”, “Diáspora”, “Fora da Memória” e “Um Só”, que foram lançadas como prévia do álbum (“para dar um gostinho do trabalho”, segundo o trio), tocadas durante a transmissão e já estão disponíveis no Spotify e no Youtube para o público. Pessoas de 102 países acompanharam a transmissão efetuada na quinta-feira (10).
“Essa não é a nossa volta, porque os Tribalistas nunca se foram”, declara Arnaldo Antunes, confirmando que o grupo nunca parou de compor e tocar junto. “Temos outras músicas, mas essas pareciam mais potentes com nós 3 juntos. Elas já pareciam criar uma identidade própria”, completa Marisa Monte. “A gente canta como cantamos em casa, na cozinha. Acho que essas músicas que nos escolheram”, diz Carlinhos Brown.
Meio milhão de pessoas ouvem Tribalistas no Spotify todo mês e só no último mês a música dos Tribalistas foi ouvida em mais de 134mil playlists em todo o mundo. A notícia do novo álbum já foi divulgada no site da Billboard, revista de música famosa dos EUA. Apesar do levantamento de duvidas por parte da imprensa e do público de um possível retorno do trio, a ideia de só divulgar agora teve o intuito de provocar surpresa.
Quando questionados sobre a semelhança do novo trabalho com o primeiro, lançado em 2002, o grupo conta que “há mais semelhanças do que diferenças”: os músicos e a equipe técnica continuam os mesmos. “Gravamos uma música por dia para compor o CD, o que resultou em um processo completamente imersivo”, conta Marisa; tudo foi filmado em audiovisual, para que o público possa escutar e ver como aquilo foi produzido. “Tem também reflexos do contemporâneo na gente, as músicas surgem como um reflexo da nossa vida”, dizem, referindo-se aos temas abordados nas canções do disco.
Os refugiados
Uma das novas composições já divulgada nas plataformas digitais chama-se “Diáspora”, e toca a questão da imigração, principal tema mundial da atualidade. A música sensibiliza para o drama vivido pelos refugiados de maneira simples, até um tanto ingênua, ao narrar as sensações de perda, confusão e desesperança vividas pelas pessoas forçadas a abandonar seu país de origem.
“Eu acho que em algum momento todos nós somos imigrantes, estamos sempre procurando o outro como uma maneira de construirmos algo. Esse coletivo firma que nós não temos fronteiras” começa Brown, que logo é contemplado por Arnaldo Antunes quanto a questão dos limites territoriais: “a gente tá assistindo nesse momento refugiados fugindo de guerras, desastres naturais, entre outras razões, e estamos sempre desejando que não haja mais fronteiras; que as pessoas possam circular pelo planeta livremente”.
“Nós, nordestinos e brasileiros, somos todos um pouco retirantes, então entendemos um pouco essa causa. Portanto devemos receber essas pessoas”, conscientiza Carlinhos quanto a recepção dos refugiados.
Confira abaixo o clipe de “Diáspora”: 
ANTES DE ASSISTIR O VÍDEO  DESLIGUE O SOM DA RÁDIO BRASIL CULTURA NO TOPO DA PAGINA
O coletivo 
Quando questionados sobre o tipo de ritmo presente nas 10 faixas, Carlinhos responde: “o ritmo é Tribalista!”, explicando que o que este se forma a partir do coletivo tocando junto – “o ritmo desses corações que batem juntos”, diz, apontando para os colegas.
“A música fala da convivência com as diferenças” conta Arnaldo, referindo-se a canção “Um Só”. Relembrou o momento vivido no Brasil, em que “há muita polarização e uma guerra entre as diferenças”. “Essa música fala sobre poder viver as próprias contradições; ser uma coisa, mas também ser outra”, completa o cantor.
“O tribalismo é você estar à vontade com você mesmo e com os outros, basta você assumir quem você é” responde Marisa ao ser questionada sobre o significado do tribalismo, ao que Brown completou com uma reflexão que sintetiza a presença da temática social presente nas músicas “Um Só” e “Diáspora”: “ as canções também espelham o desejo de um coletivo. Não tem como não sentir o que acontece no dia a dia e no mundo; um cantor é como um cronista, trazemos para o inconsciente percepções do cotidiano e com certeza há algo no nosso sentimento, que unido a voz e a melodia, usamos para defender os demais”.
“A música popular é coletiva”, continuou Arnaldo. Marisa declarou, com tom de admiração, como a música brasileira é tradicionalmente coletiva, composta, tocada e cantada em conjunto “o estar junto faz parte da nossa tradição, da nossa história, do que a gente sempre viu acontecer. Mas é uma característica brasileira da música, que é muito bonita e muito exemplar para o mundo todo”.
“A solução do país nesse momento vem do povo, vem de nós”, declarou Brown, relacionando a tradição coletiva da música brasileira e os significados da música popular com a crise e as dificuldades vividas no brasil atualmente; “a felicidade não pertence a um só, e sim a um todo”, completa o músico.
As músicas prometem resgatar os Tribalistas de 15 anos atrás, mas com o acréscimo da atualidade, onde tanto o ritmo quanto as palavras são sentidos; as canções conseguem carregar facilmente o ouvinte para o universo sensorial. Quando Arnaldo apontou a semelhança com que o primeiro disco foi gravado, referindo-se à naturalidade de como as músicas surgiram, Marisa completou: “a arte é soberana, as canções acontecem quando elas querem; e nós estamos a serviço disso”.
* estgiária do Portal Vermelho
Do Portal Vermelho 

Ancine seleciona filmes para concorrer ao Prêmio Goya

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Até o dia 26 de agosto, a Ancine recebe inscrições de filmes para o processo de seleção do indicado brasileiro ao Prêmio Goya. Interessados podem enviar longas-metragens para que possam concorrer a uma indicação para o prêmio de Melhor Filme Ibero-americano na 32ª edição do evento, que acontece em fevereiro de 2018.
A avaliação será feita por um júri formado por representantes de cinco entidades e instituições do setor audiovisual brasileiro, e o resultado será anunciado em 22 de setembro.
Desde 1987, a Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha promove o Prêmio Goya, o mais importante do país, concedido aos destaques de cada ano.
Inscrições
Produtores de filmes brasileiros que se enquadrem nas regras e interessados em se inscrever devem enviar um e-mail para o endereço premio.goya@ancine.gov.br, com a ficha de inscrição preenchida, até o dia 26 de agosto, impreterivelmente. A confirmação da inscrição será feita por e-mail.
Os filmes inscritos devem ter estreado comercialmente em cinema, no Brasil, entre os dias 1º de novembro de 2016 e 31 de outubro de 2017, e devem ter permanecido em cartaz durante pelo menos sete dias consecutivos. O regulamento específico do Prêmio Ibero-americano pode ser encontrado entre as páginas 26 e 31 do regulamento geral, que pode ser consultado no site oficial do prêmio.
Na própria ficha de inscrição, o produtor deverá indicar um link de acesso ao filme com senha (de preferência com marca d’água específica), para a avaliação do júri. Em vez do link de acesso, caso seja de sua conveniência, o produtor poderá enviar 5 (cinco) cópias do filme em formato DVD (preferencialmente com marca d’água específica) pelos correios ou entregá-las na portaria da sede da Ancine, no Rio de Janeiro.
Fonte: Portal Brasil, com informações da Ancine

terça-feira, 15 de agosto de 2017

UNE e UEE-SP empossam nova gestão 2017/2019 na SanFran

Diretas Já e defesa da educação pública e gratuita serão principais bandeiras da juventude
por Cristiane Tada.Os oitenta diretores que ficam à frente da União Nacional dos Estudantes pelos próximos dois anos tomaram posse nesta última sexta-feira (11), dia do Estudante. Em ato conjunto a nova diretoria da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) também foi empossada.
O ato no Largo São Francisco, coração de São Paulo, teve a presença de movimentos sociais, parlamentares, entidades do movimento educacional e artistas que saudaram vida longa aos 80 anos da UNE. Ex-presidentes da entidade também vieram prestar a sua homenagem.
A presidenta da UNE, Marianna Dias, afirmou que a ideia de tomar posse em praça pública e não em um auditório, se deu por conta do momento político que o Brasil vive em que os estudantes precisam mostrar a sua cara.
Para ela o papel da UNE, o maior desafio é encantar cada jovem brasileiro da sua missão de defender o Brasil. “Não combina com os estudantes desistir perante as dificuldades, porque somos a UNE que derrubou a ditadura militar e que fez a liberdade raiar nesse país e será pelas nossas mãos que nós vamos reestabelecer a democracia, que nós vamos gritar bem alto que nós queremos e que vamos votar para presidente da República e que sobretudo nós não permitiremos que a universidade pública, que o Fies e ProUni sejam destruídos, porque nossos sonhos não tem preço e não pagaram pela crise”.
Marianna Dias, presidenta da UNE

Para vice-presidenta Jessy Daiane, os golpistas tiraram o povo do jogo e “a tarefa da UNE é colocar o povo e os estudantes na cena da política, pra jogar nessa partida, recolocar o povo nas ruas, dando centralidade a luta de massa, as ocupações e aos atos de rua”.
Já a secretária-geral da entidade, Mariana Jorge lembrou na necessidade de proteger um legado que colocou a classe trabalhadora dentro da universidades, culminando em uma mesa diretora feminista e Nordestina. “Para defender esse legado precisamos combater essa ameaça privatista e neoliberal”, afirmou.

OCUPAÇÃO DA CÂMARA

O dia foi de celebração completa. Desde cedo os estudantes paulistas comemoravam o fim vitorioso da ocupação da Câmara dos Vereadores da capital. Contra o projeto de privatização da cidade, e o corte no passe-livre estudantil, estudantes tomaram a casa legislativa e resistiram por 48 horas.
“Já iniciamos o período com a juventude cumprindo seu papel de resistência e luta. Saúdo a unidade dos movimentos para barrar o golpe e os projetos que estão em curso e cortam nossos direitos e afrontam a sociedade”, destacou a presidenta da UEE-SP, Nayara Souza.
Já o vice-presidente da UEE-SP, Diego Pandullo, lembrou que além do dia do estudante, no dia 11 se comemora o dia do advogado e dia da Advocacia, bem como 190 anos do CA XI de Agosto do qual faz parte. “Eu não podia deixar de lembrar da hipertrofia do poder judiciário, desse ativismo judicial desenfreado por parte de um poder aristocrático que não foi constituído nas ruas e não tem controle social, que é cada vez mais seletivo e arbitrário. Esse poder judicial está inscrito numa lógica de perseguição as organizações de esquerda e criminalização dos movimentos sociais e por isso temos que estar atentos”.
Diego, vice-UEE/SP; Marianna, presidenta da UNE, Carina, ex-presidenta; Jessy, vice UNE, Mariana, secretária-geral UNE

 

Supremacistas brancos nos EUA deixa ao menos 1 morto e 33 feridos...



Grupos racistas e rivais se enfrentam nas ruas de Charlottesville com socos, chutes e golpes de bastões de pau e ferro; motorista joga carro sobre multidão e pelo menos uma pessoa morreu e outras 33 ficaram feridas neste sábado (12) em um protesto de supremacistas brancos na cidade universitária de Charlottesville, no Estado americano de Virgínia.

Durante o confronto, um homem atropelou um grupo de pessoas que protestava contra a marcha da extrema-direita dos EUA, que é contra negros, imigrantes, gays e judeus. A vítima, que segundo a imprensa norte-americana uma mulher de 32 anos, não teve a identidade divulgada.

-Além disso, dois policiais morreram na queda de um helicóptero perto do local dos confrontos. A informação foi confirmada pelo Departamento de Polícia de Charlottesville.

Se liga: Pouco antes, o governador da Virgínia (EUA), o democrata Terry McAuliffe, havia declarado estado de emergência para “ajudar na resposta do poder público” à onda de violência, que começou na noite de sexta-feira por causa de uma manifestação de militantes nacionalistas e racistas de direita contra a retirada de uma estátua do general Robert E. Lee, líder dos confederados na Guerra Civil americana. Horas depois, um carro atropelou uma multidão que protestava no centro da cidade, deixando vários feridos – o número não foi divulgado.

O presidente Donald Trump em seu pronunciamento disse: “Nós devemos TODOS estar unidos e condenar tudo o que representa o ódio”, escreveu em mensagem no Twitter. “Não há lugar para esse 


tipo de violência na América”, disse.Segundo o site TMZ, o motorista do veículo era James Alex Fields Jr, de 20 anos, natural de Ohio. Ele já foi preso e acusado formalmente de assassinato em segundo grau. O jovem, residente em Maumee (Ohio), está detido na prisão do condado de Albermarle-Charlottesville. O chefe de Polícia da cidade, Al Thomas, afirmou em coletiva de imprensa que o atropelamento foi um ato premeditado.

Fontes no Hospital da Universidade da Virgínia informaram que outras 19 estavam sendo atendidas após terem ficado feridas no atropelamento.



Estudo revela que 50% das vítimas de homicídio nos EUA é negra
De acordo com a ONG, que considera que se trata de um problema com características de “crise nacional”, o foco dos esforços para reduzir os números de homicídios nos Estados Unidos passa por “reduzir o acesso e a exposição às armas de fogo”. O estudo, segundo a VPC, foi elaborado a partir dos dados mais recentes do FBI sobre o tema, contidos no “Relatório Suplementar de Homicídios” até agora não publicado e correspondente ao ano de 2013.

Nesse ano, 6.217 negros foram vítimas de homicídio, o que significa 16,91 para cada 100 mil habitantes, enquanto no caso dos brancos a taxa foi de 2,54 para cada 100 mil. A taxa nacional de homicídios foi em 2013 nos Estados Unidos de 4,27 por 100 mil. A maioria das vítimas é homem (87%) e a idade média é 31 anos.

Para a VPC, esses números mostram a “devastação” que os homicídios estão causando entre os adultos e as crianças negras, uma comunidade à qual pertence 13% da população do país.

Ao todo, 84% dos homicídios de negros que se tem conhecimento foram cometidos com arma de fogo. Em 72% dos casos o autor do crime era alguém conhecido da vítima.

Na metade dos casos contabilizados em 2013 nos quais a vítima era negra houve uma discussão antes. Dos 6.217 negros assassinados em 2013, 140 o FBI classifica como “justificado” pela lei, ou seja, cometido por policiais. A VPC não indica se houve casos “injustificados” nessa mesma categoria e lembra que o FBI prometeu fornecer em 2017 mais dados sobre as mortes de negros provocadas por agentes da lei.
O estado com maior índice de homicídios com vítimas negras em 2013 foi Indiana (34,15 por 
cada 100 mil), seguido do Missouri (30,42) e Michigan (30,34).

“No Brasil é normal ser racista, anormal é lutar contra isso”
O racismo no Brasil é escancarado: O racismo no Brasil pelo olhar de quem vem de fora: documentário Open Arms, Closed Doors aborda o problema do nosso racismo disfarçado.

Discutir o racismo na sociedade brasileira sempre é um assunto controverso. Para início de conversa, uma parcela significativa da nossa população insiste em dizer que este é um problema que não enfrentamos. Somos miscigenados, multirraciais, coloridos. Como um país assim pode ser racista?

Foi essa a pergunta que o angolano Badharó, protagonista do documentário “Open Arms, Closed Doors” (Braços Abertos, Portas Fechadas – vídeo no fim do texto), que dirigimos para a rede de TV Al Jazeera e que será veiculado a partir de hoje em 130 países, se fez quando chegou ao Brasil em 1997 esperando encontrar o Rio de Janeiro que ele via nas novelas.

Badharó é um dos milhares de angolanos que vieram viver no Brasil. Depois de fugir da guerra civil no seu país de origem, escolheu aqui como novo lar – um país sem conflitos, alegre, aberto aos imigrantes e cuja barreira da língua já estava ultrapassada à partida. Foi parar no Complexo da Maré, onde está localizada a maior concentração de angolanos do Rio de Janeiro.

O racismo está desde o genocídio da população negra provado por números, até na ausência dos tons de negro nas maquiagens. Então concordo, sempre que uma pessoa negra é agredida, todos nós 
somos. Entretanto reagíamos a isso de forma distinta. Tem pessoas que perdoam, tem pessoas que fingem que não aconteceu, tem pessoas que ficam deprimidas...

Para quem defende que o Brasil não é um país racista, vale ouvir o que ele, um imigrante negro, tem a dizer sobre a nossa sociedade. Badharó não nasceu aqui, não carrega nossos estigmas, não foi acostumado a viver num lugar em que muitos brancos escondem a bolsa na rua quando passam ao lado de um negro. Depois de 15 anos vivendo numa comunidade carioca, ele tem conhecimento de causa suficiente para afirmar: “O Brasil é um dos países mais racistas do mundo, mas o racismo é velado”. O documentário segue a rotina deste rapper de 35 anos e mostra o dia a dia de quem sofre na pele uma cascata de preconceitos, por ser pobre, negro e imigrante.

Nós negros ainda temos muita dificuldade de agir, porque a lei é falha e engloba atos como esses em injúria e porque nos falta recursos  ou porque fingimos que ele não existe porque ainda aceitamos que
o racismo seja naturalizado acreditando que a problema é o negro e não o racista, só mudando essa lógica que vamos fazendo com que as estruturas não se mantenham intactas.
REBELE-SE CONTRA O RACISMO!
Um afro abraço.
Claudia Vitalino.
Fonte:www.correiodacidade.com.br/https://brasil.elpais.com - fotos internet

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Primavera dos Museus recebe inscrições até hoje

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Hoje último dia, museus e outras instituições culturais poderão se inscrever para participar da 11ª Primavera dos Museus, ação coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).
As instituições interessadas em participar de sua 11ª edição devem acessar a página de Eventos Ibram e inscrever as atividades. O evento acontece entre os dias 18 e 24 de setembro de 2017, chamando, assim, a comunidade a refletir, discutir e trocar experiências sobre o tema Museus e Suas Memórias.
A Primavera dos Museus acontece anualmente no início da estação homônima, quando museus brasileiros, convidados pelo Ibram, desenvolvem uma programação especial.
Primavera dos Museus
Desde sua primeira edição, em 2007, a Primavera dos Museus tem abordado temas que têm relações estreitas com tópicos contemporâneos e a memória social brasileira – como meio ambiente, direitos humanos, cultura afro-brasileira e questões ligadas a mulheres.
“Em 2018 iremos comemorar os 200 anos da criação da primeira instituição museal brasileira – o Museu Nacional/UFRJ no Rio de Janeiro (RJ)”, lembra Marcelo Mattos Araujo, presidente do Ibram.
“Desde então, milhares de museus foram criados no Brasil – o Ibram tem hoje mais de 3,7 mil deles mapeados. Cada um carrega consigo histórias, contextos, objetivos e memórias. A Primavera dos Museus nesta edição quer dar visibilidade a esses processos”, finaliza.
Dúvidas e outras questões devem ser enviadas para o endereço eletrônico primavera@museus.gov.br.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ibram

Aldo Rebelo: Capistrano de Abreu

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A moderna historiografia brasileira nasce com a obra e a trajetória do cearense João Capistrano Honório de Abreu e seu livro Capítulos de História Colonial (1500-1800), publicado em 1907. Capistrano e sua atividade de historiador impõem-se até hoje como referência obrigatória para quem se aventura, por interesse ou paixão, no universo da história do Brasil.

Capistrano teve precursores; comerciantes, viajantes ou amadores que deixaram crônicas e registros dignos de nota. Alguns escreveram livros de verdade, mas nenhum foi historiador de ofício, profissional, e acima de tudo com o talento de Capistrano de Abreu.

O primeiro desses aventureiros foi Pero de Magalhães Gândavo, português, que publicou sua História da Província de Santa Cruz em 1576, em Lisboa. Outro português, Gabriel Soares de Sousa, editou em seguida, também em Lisboa, o Tratado Descritivo do Brasil (1587), revelando ao mundo o inventário conhecido da terra recém descoberta e exaltando suas potencialidades.

O primeiro cronista nascido na terra a dedicá-la um esboço biográfico foi o baiano Frei Vicente do Salvador com a publicação, em 1627, do seu História do Brasil. O Frei foi secundado por outro baiano, Sebastião da Rocha Pita, em 1730, com História da América Portuguesa.

Em 1819 aparece o primeiro brasilianista, o inglês Roberto Southey, autor de uma História do Brasil que escreveu a partir de pesquisas e informações recolhidas em Lisboa, onde vivera com o pai comerciante. Episódio importante de nossa historiografia constitui a publicação da História do Brasil de Francisco Adolfo de Varnhagen, visconde de Porto Seguro, com sua visão enaltecedora da colonização portuguesa e da monarquia.

Quando Capistrano de Abreu surge é para fazer o primeiro esboço de uma história da formação social brasileira. O Capítulos de História Colonial é aberto com a descrição da presença e da influência indígenas na construção do Brasil, tentativa de aproximação do Brasil profundo e sertanejo, da civilização cosmopolita do litoral.

O louvável esforço de Capistrano padeceu das limitações da época, tanto das ideias quanto das fontes nas quais se baseou para suas pesquisas. Não escapou da visão pessimista que presidia o mundo intelectual sobre a civilização mestiça que se constituía no Brasil, depois tão combatida por Gilberto Freyre. Triste ironia constatar o retorno, hoje, das ideias racialistas agora importadas dos Estados Unidos por ONGs e movimentos sociais ditos progressistas.

Jaime Cortesão também aponta vício de fonte na apreciação que Capistrano faz da presença dos bandeirantes na formação do Brasil. De acordo com o historiador português autor de uma monumental biografia de Raposo Tavares, Capistrano toma de forma unilateral os relatos do jesuíta espanhol Antônio Ruiz de Montoya sobre os paulistas. Montoya era aberto e conhecido desafeto e inimigo dos bandeirantes, por espanhol e por jesuíta, e não perdoava aos aventureiros paulistas a perda de domínios da coroa espanhola e da Companhia de Jesus no Guairá (Paraná), Itatim (Mato Grosso do Sul) e Tape (Rio Grande do Sul), em jornadas comandadas por Raposo e seus seguidores. A verdade é que Capistrano incorpora a demonização dos bandeirantes produzida por Montoya, segundo Cortesão, parcial, duvidosa e viciada no interesse do religioso espanhol contra o adversário português.


Celebrar Capistrano de Abreu é homenagear seu esforço em defender e proteger a memória e a história do Brasil. Devemos compreender seus limites como parte das condições da época, mas exaltá-lo como homem de estudo, formador de gerações de historiadores brasileiros.
AldoRebelo*Aldo Rebelo, jornalista, foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), presidente da Câmara dos Deputados e ministro de Estado da Coordenação Política; do Esporte; da Ciência, tecnologia e inovação, e da Defesa.

domingo, 13 de agosto de 2017

Especial #UNE80anos: Marianna Dias conta a história da entidade - por Cristiane Tada.

Entrevista em vídeo conta alguns momentos importantes na trajetória da UNE
São 80 anos de histórias e marcos na vida democrática do Brasil. A União Nacional dos Estudantes celebra seu 80º aniversário neste dia 11 de Agosto, dia do Estudante, com a posse de mais uma gestão.
Em entrevista especial, a estudante de pedagogia Marianna Dias, eleita presidenta da entidade que representa mais de 7 milhões de estudantes, conta um pouco da trajetória da UNE, desde os marcos de sua fundação até os dias de hoje.
A baiana de Feira de Santana foi eleita durante a plenária final do 55º Congresso da UNE, realizado em Belo Horizonte com 3.788 votos (79%) em uma das eleições mais representativas da história da entidade com a presença de 15 mil estudantes de todas as regiões do Brasil.
Sob o seu comando e dos 80 diretores que tomam posse nesta sexta-feira (11)  no Largo São Francisco em São Paulo, a UNE promete defender a Educação Pública Gratuita com unhas e dentes pelos próximos dois anos. 
Assista:

Supremacistas brancos nos EUA deixa ao menos 1 morto e 33 feridos...



Grupos racistas e rivais se enfrentam nas ruas de Charlottesville com socos, chutes e golpes de bastões de pau e ferro; motorista joga carro sobre multidão e pelo menos uma pessoa morreu e outras 33 ficaram feridas neste sábado (12) em um protesto de supremacistas brancos na cidade universitária de Charlottesville, no Estado americano de Virgínia.

Durante o confronto, um homem atropelou um grupo de pessoas que protestava contra a marcha da extrema-direita dos EUA, que é contra negros, imigrantes, gays e judeus. A vítima, que segundo a imprensa norte-americana uma mulher de 32 anos, não teve a identidade divulgada.

-Além disso, dois policiais morreram na queda de um helicóptero perto do local dos confrontos. A informação foi confirmada pelo Departamento de Polícia de Charlottesville.

Se liga: Pouco antes, o governador da Virgínia (EUA), o democrata Terry McAuliffe, havia declarado estado de emergência para “ajudar na resposta do poder público” à onda de violência, que começou na noite de sexta-feira por causa de uma manifestação de militantes nacionalistas e racistas de direita contra a retirada de uma estátua do general Robert E. Lee, líder dos confederados na Guerra Civil americana. Horas depois, um carro atropelou uma multidão que protestava no centro da cidade, deixando vários feridos – o número não foi divulgado.

O presidente Donald Trump em seu pronunciamento disse: “Nós devemos TODOS estar unidos e condenar tudo o que representa o ódio”, escreveu em mensagem no Twitter. “Não há lugar para esse 


tipo de violência na América”, disse.Segundo o site TMZ, o motorista do veículo era James Alex Fields Jr, de 20 anos, natural de Ohio. Ele já foi preso e acusado formalmente de assassinato em segundo grau. O jovem, residente em Maumee (Ohio), está detido na prisão do condado de Albermarle-Charlottesville. O chefe de Polícia da cidade, Al Thomas, afirmou em coletiva de imprensa que o atropelamento foi um ato premeditado.

Fontes no Hospital da Universidade da Virgínia informaram que outras 19 estavam sendo atendidas após terem ficado feridas no atropelamento.



Estudo revela que 50% das vítimas de homicídio nos EUA é negra
De acordo com a ONG, que considera que se trata de um problema com características de “crise nacional”, o foco dos esforços para reduzir os números de homicídios nos Estados Unidos passa por “reduzir o acesso e a exposição às armas de fogo”. O estudo, segundo a VPC, foi elaborado a partir dos dados mais recentes do FBI sobre o tema, contidos no “Relatório Suplementar de Homicídios” até agora não publicado e correspondente ao ano de 2013.

Nesse ano, 6.217 negros foram vítimas de homicídio, o que significa 16,91 para cada 100 mil habitantes, enquanto no caso dos brancos a taxa foi de 2,54 para cada 100 mil. A taxa nacional de homicídios foi em 2013 nos Estados Unidos de 4,27 por 100 mil. A maioria das vítimas é homem (87%) e a idade média é 31 anos.

Para a VPC, esses números mostram a “devastação” que os homicídios estão causando entre os adultos e as crianças negras, uma comunidade à qual pertence 13% da população do país.

Ao todo, 84% dos homicídios de negros que se tem conhecimento foram cometidos com arma de fogo. Em 72% dos casos o autor do crime era alguém conhecido da vítima.

Na metade dos casos contabilizados em 2013 nos quais a vítima era negra houve uma discussão antes. Dos 6.217 negros assassinados em 2013, 140 o FBI classifica como “justificado” pela lei, ou seja, cometido por policiais. A VPC não indica se houve casos “injustificados” nessa mesma categoria e lembra que o FBI prometeu fornecer em 2017 mais dados sobre as mortes de negros provocadas por agentes da lei.
O estado com maior índice de homicídios com vítimas negras em 2013 foi Indiana (34,15 por 
cada 100 mil), seguido do Missouri (30,42) e Michigan (30,34).

“No Brasil é normal ser racista, anormal é lutar contra isso”
O racismo no Brasil é escancarado: O racismo no Brasil pelo olhar de quem vem de fora: documentário Open Arms, Closed Doors aborda o problema do nosso racismo disfarçado.

Discutir o racismo na sociedade brasileira sempre é um assunto controverso. Para início de conversa, uma parcela significativa da nossa população insiste em dizer que este é um problema que não enfrentamos. Somos miscigenados, multirraciais, coloridos. Como um país assim pode ser racista?

Foi essa a pergunta que o angolano Badharó, protagonista do documentário “Open Arms, Closed Doors” (Braços Abertos, Portas Fechadas – vídeo no fim do texto), que dirigimos para a rede de TV Al Jazeera e que será veiculado a partir de hoje em 130 países, se fez quando chegou ao Brasil em 1997 esperando encontrar o Rio de Janeiro que ele via nas novelas.

Badharó é um dos milhares de angolanos que vieram viver no Brasil. Depois de fugir da guerra civil no seu país de origem, escolheu aqui como novo lar – um país sem conflitos, alegre, aberto aos imigrantes e cuja barreira da língua já estava ultrapassada à partida. Foi parar no Complexo da Maré, onde está localizada a maior concentração de angolanos do Rio de Janeiro.

O racismo está desde o genocídio da população negra provado por números, até na ausência dos tons de negro nas maquiagens. Então concordo, sempre que uma pessoa negra é agredida, todos nós 
somos. Entretanto reagíamos a isso de forma distinta. Tem pessoas que perdoam, tem pessoas que fingem que não aconteceu, tem pessoas que ficam deprimidas...

Para quem defende que o Brasil não é um país racista, vale ouvir o que ele, um imigrante negro, tem a dizer sobre a nossa sociedade. Badharó não nasceu aqui, não carrega nossos estigmas, não foi acostumado a viver num lugar em que muitos brancos escondem a bolsa na rua quando passam ao lado de um negro. Depois de 15 anos vivendo numa comunidade carioca, ele tem conhecimento de causa suficiente para afirmar: “O Brasil é um dos países mais racistas do mundo, mas o racismo é velado”. O documentário segue a rotina deste rapper de 35 anos e mostra o dia a dia de quem sofre na pele uma cascata de preconceitos, por ser pobre, negro e imigrante.

Nós negros ainda temos muita dificuldade de agir, porque a lei é falha e engloba atos como esses em injúria e porque nos falta recursos  ou porque fingimos que ele não existe porque ainda aceitamos que
o racismo seja naturalizado acreditando que a problema é o negro e não o racista, só mudando essa lógica que vamos fazendo com que as estruturas não se mantenham intactas.
REBELE-SE CONTRA O RACISMO!
Um afro abraço.
Claudia Vitalino.

Fonte:www.correiodacidade.com.br/https://brasil.elpais.com - fotos internet

História do Dia dos Pais

pai e filho
Atualmente, tal como o dia das mães, o dia dos pais é uma das datas mais prestigiadas no mundo como um todo e no Brasil, em especial. Entretanto, pouco se sabe sobre a origem dessa data.
No Brasil, ela é comemorada no segundo domingo de agosto, mas já foi comemorada fixamente no dia 16 desse mesmo mês. Nos Estados Unidos e em várias outras nações, a data é comemorada no terceiro domingo de junho; em Portugal e Espanha, em 19 de março; na Rússia, no dia 23 de fevereiro. Mas qual é a razão dessas diferenças?
  • Origem da comemoração nos Estados Unidos
O dia dos pais passou a ter repercussão mundial a partir do início do século XX, quando a data foi institucionalizada nos Estados Unidos da América. Os Estados Unidos comemoraram pela primeira vez o dia dos pais em 19 de junho de 1910. Tal data foi escolhida a partir da sugestão de uma moça chamada Sonora Louis Dodd, que quis homenagear seu pai, William Jackson Smart.
Smart era um veterano da Guerra Civil Americana que, após a morte da esposa, teve que criar sozinho Sonora e os outros filhos. A homenagem de Sonora começou em 1909, em sua cidade, Spokane, no estado de Washington. O dia em questão, 19 de junho, era a data de nascimento de seu pai. O gesto simples da moça acabou por mobilizar muitas pessoas da mesma cidade a fazer o mesmo tipo de homenagem. De Spokane, a prática alastrou-se para outros estados dos EUA.
Entretanto, em 1966, houve uma alteração na comemoração da data em decorrência de outros fatores. Do dia 19 de junho, a comemoração passou para o terceiro domingo de junho. Em 1972, o presidente Richard Nixon declarou o terceiro domingo de junho como o dia oficial da comemoração do dia dos pais. Essa data foi adotada como modelo por vários países ocidentais.
  • Origem da comemoração no Brasil
No Brasil, o dia dos pais só foi comemorado pela primeira vez em 1953, no dia 16 de agosto. Ao contrário do que ocorreu nos EUA, essa data não foi pensada como forma de homenagem local e simples, que se alastrou depois, sem planejamento. Na verdade, ela foi pensada por um publicitário chamado Sylvio Bhering, à época diretor do jornal O Globo e da rádio homônima.
O objetivo de Bhering era tanto social quanto comercial. A tentativa inicial foi associar a data ao dia de São Joaquim, pai de Maria, mãe de Jesus Cristo, que é comemorado em 16 de agosto, no calendário litúrgico da Igreja Católica, já que a população brasileira era predominantemente constituída de católicos. No entanto, nos anos seguintes, a data também foi deslocada para um domingo, o segundo domingo do mês de agosto – e assim permanece até hoje.
  • O caso particular de outros países
Há o caso de outros países nos quais o dia dos pais está relacionado com aspectos culturais muito específicos. É caso, por exemplo, de Portugal, Espanha, Itália, Andorra, Bolívia e Honduras, que o comemoram em 19 de março. Isso ocorre porque tais países, também de tradição católica, associam o dia dos pais ao dia de São José, esposo de Maria.
Um caso curioso é o da Rússia, que celebra o dia dos pais em 23 de fevereiro. O motivo é o fato de que esse dia também é reservado à comemoração do Dia do Defensor da Pátria Local – data celebrada desde 1919. As duas datas acabaram por se entrelaçar.

Por Me. Cláudio Fernandes
Brasil Cultura