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domingo, 21 de janeiro de 2018

Artes quilombolas estão em exposição no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular

Arte de Quilombola de Oriximiná

Entre florestas, rios e igarapés, as mãos que dão vida ao barro e à castanha guardam memórias de encantamentos e resistência. O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) receberá a exposição “Do Barro e da Castanha: as Artes de Quilombolas de Oriximiná”. A abertura acontece no dia 25 de janeiro, a partir das 17h, na Sala do Artista Popular (SAP). A exposição, que vai até 18 de fevereiro, apresenta as obras de artesãos descendentes de negros escravizados que fugiam e construíam quilombos na região onde está Oriximiná, município no oeste do Pará.
Embora o artesanato em cerâmica fizesse parte durante gerações da rotina dos quilombolas, com a produção de peças como panelas, potes, pratos e outras para sua própria utilização, estes vinham sendo substituídos por industrializados. O Projeto Educação Patrimonial e Ambiental (PEA), desenvolvido pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Mineração Rio do Norte (MRN) junto a essas comunidades, possibilitou o resgate dessa prática, no início dos anos 2000.
O extrativismo da castanha também sempre esteve ligado à história dos quilombolas. Mas foi a parceria entre várias instituições na década de 90, entre elas a Comissão Pró-Índio de São Paulo e a Associação dos Remanescentes de Quilombos de Oriximiná (ARQMO), que possibilitou a participação de quilombolas de várias comunidades em oficinas para transformar os ouriços das castanhas em peças artesanais. O ouriço é o fruto da castanheira, que contém várias amêndoas em seu interior.
Do barro e da castanha, pelas mãos dos quilombolas são gerados potes, conjuntos de café e chá, travessas e outras peças. Todas guardando o traço comum de evocar o imaginário da floresta e dessa história de luta e resistência.
Sobre a Sala do Artista Popular (SAP)
A SAP foi criada em 1983 com o intuito de ser um espaço para difundir a arte popular, trazendo objetos que, por seu simbolismo, tecnologia de confecção ou matéria-prima empregada, revelam o modo de vida das camadas populares. Os artistas expõem seus trabalhos, estipulando livremente o preço e explicando as técnicas envolvidas na confecção. O valor obtido com as vendas vai integralmente para eles.

O catálogo de cada exposição é desenvolvido a partir de pesquisa etnográfica e documentação fotográfica realizada pela equipe do CNFCP. Assim é possível conhecer as relações entre a produção artesanal e o contexto de vida dos artesãos. Desde sua criação já foram realizadas 190 exposições SAP, sendo a dos quilombolas de Oriximiná a 191ª.
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Artes de Quilombolas de Oriximiná


Exposição “Do Barro e da Castanha: as Artes de Quilombolas de Oriximiná"

De 25 de janeiro a 18 de fevereiro
Na Sala do Artista Popular, no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
Endereço: Rua do Catete, 179 - Rio de Janeiro - RJ
Visitação de terça a sexta-feira, das 11h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 15h às 18h.


Entrada franca
Classificação livre

Fonte: IPHAN

Fortaleza do Morro de São Paulo (BA) é entregue à comunidade com modelo de gestão inovador

Fortaleza do Morro de São Paulo

Um dos mais importantes monumentos militares do Brasil, a Fortaleza do Morro de São Paulo, no município de Cairu (BA), foi inaugurada ontem dia 20 de janeiro como espaço aberto à sociedade e ao turismo, contando com locais para exposição, espetáculos teatrais e eventos, de maneira a acolher os visitantes com a infraestrutura e as condições necessárias para que conheçam e valorizem esse rico patrimônio cultural. Após uma extensa obra de restauro, supervisionada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a edificação contará agora com um Plano de Gestão Participativo que tem como objetivo garantir a sustentabilidade no uso do monumento. A edificação foi restaurada com recursos da Lei Rouanet, captados junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) pelo Instituto do Desenvolvimento do Baixo-Sul (IDES), num montante de R$ 14 milhões.
O complexo, cujo projeto é atribuído ao engenheiro militar português Miguel Pereira da Costa, é composto por 600 metros de muralhas e ruínas da construção original e passou por um intenso trabalho de recuperação, restauração e revitalização. Para implementar o uso sustentável do espaço, o projeto para restauro do bem inclui a criação de um Comitê de Governança da Fortaleza do Morro de São Paulo, envolvendo representantes da sociedade civil, trade turístico, além de órgãos públicos como o Iphan, Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), Secretaria Estadual de Turismo, Sebrae, Secretaria do Trabalho, Prefeitura Municipal de Cairu, dentre outros. O objetivo é a elaboração de um Plano de Gestão Participativo que estabeleça reflexões e deliberações em diversas áreas – como comunicação, infraestrutura e segurança – o que fortalecerá uma gestão integrada contínua do monumento, visando colocar o conjunto arquitetônico junto à dinâmica turística, econômica e cultural da região.
O evento que comemora a inauguração da Fortaleza do Morro de São Paulo tem início no dia 20 de janeiro, às 9h, com a cerimônia oficial com a presença da presidente do Iphan, Kátia Bogéa, do governador do Estado, Rui Costa, do prefeito de Cairu, Fernando Antônio dos Santos Brito, além de representantes do BNDES e da gestão da Fortaleza.
O monumento é um Sistema Fortificado tombado pelo Iphan em 1938, pelo seu relevante interesse arquitetônico e histórico para a Bahia e o Brasil. Por sua posição geográfica estratégica, o local já existia na época da Invasão Holandesa e, tempos depois, teve grande importância durante a Independência do Brasil, contribuindo para a libertação da Bahia. O bem concentra parte da rica história da Marinha Imperial do Brasil.
As obras de restauro foram executadas em duas etapas, dada a complexidade das intervenções. A primeira delas correspondeu à elaboração de projetos executivos e complementares, juntamente com a intervenção imediata e emergencial nas muralhas da Fortaleza, cujo estado de conservação oferecia risco iminente de perda de trechos consideráveis do monumento, em decorrência da ação constante das marés, as enxurradas oriundas do morro e, também, do esforço causado pelas raízes da vegetação existente nas suas imediações.
A segunda etapa contemplou a intervenção no restante do monumento, restaurando-o readequando-o aos novos usos propostos, destacando-se a restauração do Portaló, do Corpo da Guarda, do Forte da Ponta e do caminho ao longo da muralha. A intenção é valorizar o passado da região, por meio da implantação de um espaço de educação patrimonial e histórica, fazendo sua ligação com o presente e apontando caminhos para o futuro. O espaço será usado para exposição e comercialização de produtos típicos, impulsionando empreendimentos da economia criativa: artesanato, culinária, entre outros serviços da comunidade artística local. Ao ar livre haverá um anfiteatro (desmontável), dinamizando o calendário de eventos. Serão implantados também um núcleo receptivo turístico logo na entrada do monumento, bem como um pequeno núcleo de apoio aos visitantes.
Serviço
Inauguração da Fortaleza do Morro de São Paulo

Data: 20 de janeiro, às 9h
Município de Cairu
Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan

comunicacao@iphan.gov.br
Fernanda Pereira – fernanda.pereira@iphan.gov.br 
Carmen Lustosa - carmen.costa@iphan.gov.br
(61) 2024-5516 - 2024-5504 / (61) 99381-7543
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Adaptado pelo Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN

Desaparecida há 60 anos, imagem de São Nicolau foi devolvida às vésperas do Natal

Imagem recuperada de São Nicolau
São Nicolau
O Natal do povo missioneiro foi mais especial ano passado, com a chegada de um importante personagem da região. A imagem de São Nicolau, desaparecida há 60 anos, será devolvida à sua comunidade, o município de São Nicolau (RS). Com a consultoria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Pontifícia Universidade Católica (PUC/RS) cuidou do restauro da peça sacra, que tem cerca de 300 anos.
Os moradores farão uma procissão para levar o padroeiro da cidade a seu lugar original, a Igreja Matriz de São Nicolau. O cortejo sairá da entrada da cidade nesta sexta-feira, 22 de dezembro.
No início da década de 1960, a escultura foi roubada de dentro da igreja, por um casal. “Dizem aqui que a cidade não cresceu mais porque o Santo não está mais com o povo”, conta Ana Paula Alvarenga, ex-secretária de Turismo da cidade de São Nicolau.  Muitos mitos e histórias foram criados ao redor do fato. 
Em 2016, a imagem foi descoberta em uma escola em Santa Maria (RS). Encontrado com sinais de queimadura, rachaduras e desgaste pela umidade, São Nicolau teve seu manto restaurado e a imagem foi totalmente higienizada. A técnica de recuperação adotada realizou poucas intervenções, a fim preservar as características originais, com suas feições, e manter os sinais que a história lhe proporcionou. 
Acredita-se que foi esculpida pelo artista Giuseppe Brasanelli, escultor e arquiteto italiano que se converteu sacerdote e ingressou na Companhia de Jesus no início do século 18. Em seu ateliê em São Borja, cunhou imagens do barroco jesuíta, que hoje são parte do acervo missioneiro encontrado no Brasil.
Os Sete Povos das Missões

A partir de 1576, a Companhia de Jesus iniciou o seu trabalho de evangelização dos índios Guarani no território conhecido como Os Sete Povos das Missões. O sítio arqueológico de São Nicolau foi a segunda redução jesuítica construída pelos missioneiros, em 1626. 
Construiu-se uma pequena comunidade de quase 3 mil pessoas, com ampla igreja, hospital, casa de padres, e moradias dos indígenas. Ali, nativos e jesuítas se dedicavam aos estudos, à música, ao artesanato, à agricultura, à catequese. O sítio arqueológico de São Nicolau é hoje reconhecido como Patrimônio Cultural do Mercosul.
O santo que virou o Papai Noel
Nascido na Turquia, no século 3, Nicolau foi coroado bispo na cidade de Mira. Herdeiro de grande fortuna decidiu pôr seus bens a serviço dos necessitados. Diz a lenda que, na intenção de ajudar três moças que viviam na pobreza, certa vez, na calada da noite, jogou em sua casa meias cheias de ouro. A história virou tradição e deu origem à mítica da noite de Natal. São Nicolau é o personagem que inspirou a figura do bom velhinho, que faz a alegria das noites natalinas.
Imagem de São Nicolau - busto
Serviço:

Procissão em homenagem a São Nicolau
Data: 22 de dezembro, às 19h
Entrada do município de São Nicolau (RS)

Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan
Fernanda Pereira – fernanda.pereira@iphan.gov.br 
Helena Brandi – helena.brandi@iphan.gov.br
(61) 2024-5511- 2024-5526
(61) 99381-7543

Adaptado pelo Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN

Centro Histórico de São Luís (MA)

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São Luís (MA)

O centro histórico de São Luís, localizado na ilha de São Luís do Maranhão, na baía de São Marcos, é um exemplo excepcional de cidade colonial portuguesa adaptada às condições climáticas da América do Sul equatorial, e que tem conservado o tecido urbano harmoniosamente integrado ao ambiente que o cerca. A capital foi tombada pelo Iphan em 1974 e inscrita como Patrimônio Mundial em 6 dezembro de 1997. Seu núcleo original, fundado pelos franceses em 1612, foi implantado na cabeça de um península formada na confluência dos rios Bacanga e Anil e caracteriza-se pela arquitetura civil de influência portuguesa, bastante homogênea.
A construção acelerou-se no período de expansão urbana dos séculos XVIII e XIX, obedecendo ao traçado original do ano de 1615, projetado pelo engenheiro português Francisco Frias de Mesquita, após a expulsão dos franceses. A posição geográfica, estratégica e favorável aos empreendimentos exploratórios do novo mundo, a força da natureza, a fertilidade das terras, abundância de águas e a excelência do clima equatorial foram elementos determinantes que despertaram a cobiça das nações europeias por estas terras em um momento histórico de expansão e conquista mundial. Nesse cenário urbano e arquitetônico prevalecem os vínculos entre os elementos materiais e imateriais, caracterizados pelo meio físico e a vivência cultural, que se manifestam em festas e folguedos como o bumba-meu-boi e o tambor de crioula.
Histórico - A região recebeu um assentamento português e espanhol, conhecido como Nossa Senhora de Nazaré, desde 1531. No entanto, a capitania do Maranhão na ilha de Trindade ficou abandonada até que em 1612, Daniel de la Touchev e François de Razily construíram um forte no local como parte da política de criação da “França Equinocial” no Brasil. O novo forte foi chamado Fort Saint-Louis em honra ao rei francês Louis XIII.
Os franceses foram bem recebidos pelas 27 tribos que viviam na ilha, mas por lá ficaram por apenas dois anos. O português Jerônomo Albuquerque os expulsou em 1615, após a batalha de Guaxenduba. No entanto, menos de três décadas depois, o Maranhão foi novamente atacado pelo poder colonial europeu. Emissários de Maurício de Nassau, da Holanda, tomaram posse da cidade em 1641 e lá ficaram até 1643, quando o espírito nativo se reafirmou. O movimento de resistência foi organizado pelo líder local, Muniz Barreto. Ele foi morto durante uma luta contra os invasores holandeses, mas seu sucessor, Teixeira de Melo, manteve a cidade até o retorno dos portugueses.
Já em 1615, quando os franceses haviam sido expulsos, um engenheiro militar, Francisco Frias de Mesquita, visitou São Luís para desenhar planos para as novas defesas do núcleo libertado. Além disso, ele preparou um plano urbanístico, que foi utilizado como guia para a sua expansão e desenvolvimento. O plano urbano teve como base a regularidade geométrica em contraste com o traçado medieval de ruas estreitas e sinuosas aplicado pelos portugueses no Rio de Janeiro, Recife e Olinda.
Pelo fim do século XVII, São Luis teve uma população com cerca de dez mil pessoas, número que aumentou para dezessete mil um século mais tarde. A economia da cidade passou por profundas transformações durante esse período devido a uma série de medidas tomadas pelo Marquês de Pombal, primeiro ministro do rei D. José I. A mais importante dessas medidas foi a introdução de escravos negros e a criação, em 1755, da Companhia Geral de Comércio do Grão Pará e do Maranhão. São Luís e Alcântara, os principais portos da região, foram integrados ao sistema mundial de comércio, exportando arroz, algodão e outros produtos regionais. A riqueza que se seguiu levou a um florescimento cultural em ambas cidades.
Como São Luís se desenvolveu nos séculos XVIII e XIX, as primeiras casas de adobe e palha foram substituídas por estruturas sólidas de pedra e cal, óleo de peixe, madeira e mármore trazido de Portugal. Particularidades adaptadas ao clima úmido tropical foram introduzidas, como as varandas de madeira. A utilização de azulejos para revestimento do exterior se tornou uma das características mais marcantes da arquitetura de São Luís.
Foi a primeira cidade dessa região do Brasil a instalar um sistema de bondes, a criar uma empresa de distribuição de água e de eletricidade, a iluminar as ruas com gás e a ter um sistema telefônico. Sua prosperidade aumentou com a criação de um número de companhias têxteis que deixaram a sua marca na forma de imponentes edifícios industriais. No entanto, no século XX, assistiu a um longo período de estagnação econômica. A expansão caiu em declínio no fim da década de 1920 e a cidade naquele momento se caracterizou no que hoje é identificado como o centro histórico de São Luís. Esse foi, de fato, um fator importante para permitir que a cidade tenha se mantido com as sua estrutura e características históricas.
Patrimônio - O centro histórico de São Luís mantém o seu tecido urbano preservado com todos os elementos que o caracterizam e lhe conferem singularidade, expressos, especialmente, pelas técnicas construtivas utilizadas em adaptação às condições ambientais  e possuindo dimensões adequadas que lhe permitem transmitir a sua importância no contexto do processo de ocupação territorial da região.  Por se tratar de uma cidade histórica viva, pela sua própria natureza, como capital do Estado do Maranhão, a cidade se expandiu, preservando a malha urbana do século XVII e seu conjunto arquitetônico original.
Essa área reúne cerca de quatro mil imóveis que, remanescentes dos séculos XVIII e XIX, possuem proteção estadual e federal. Entre as edificações mais significativas, estão o Palácio dos Leões, a Catedral (antiga Igreja dos Jesuítas), o Convento das Mercês, a Casa das Minas, o Teatro Artur Azevedo, a Casa das Tulhas, a Fábrica de Cânhamo, a Igreja do Carmo, entre outras. A arquitetura histórica de São Luís, por meio do aproveitamento máximo da sombra e da ventilação marítima, prima pela adequação ao clima.
http://portal.iphan.gov.br

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

Dia Nacional de Combate
dia nacional de combate à intolerância religiosaé comemorado anualmente em 21 de janeiro.
A data foi oficializada em 2007 através da Lei n.º 11.635, de 27 de dezembro, e a sua escolha feita em homenagem à Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum, localizado em Salvador.
Esse foi o dia em que ela, vítima do crime de intolerância religiosa, faleceu com um infarto no ano 2000.
Isso aconteceu na sequência de agressões físicas e verbais, bem como de ataques à sua casa e ao seu terreiro quando Mãe Gilda foi acusada de charlatanismo por adeptos de outra religião.
Mãe Gilda tornou-se um símbolo do combate a esse tipo de intolerância especialmente pelo fato de representar religiões de matriz africana. São os praticantes das religiões africanas que representam o maior número de vítimas de intolerância religiosa na atualidade.
Por esse motivo, como forma de combater a intolerância religiosa, surge um dia dedicado ao tema, cujos crimes aumentaram de forma substancial entre 2014 e 2015.
Com isso, a comemoração é considerada um marco pela luta ao respeito da diversidade religiosa, pois além de alertar para a discriminação no âmbito religioso, propõe a igualdade para professar as diferentes religiões.
No mesmo dia 21 de janeiro é comemorado o Dia Mundial da Religião.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Vida de Amílcar Cabral o revolucionário negro...


Amílcar Cabral nasceu em Bafatá, Guiné-Bissau, a 12 de Setembro de 1924 e foi morto a 23 de Janeiro de 1973. Filho de Juvenal Cabral e Iva Pinhel Évora, Cabral foi poeta, agrónomo, fundador do PAIGC e “pai” da independência conjunta de Cabo Verde (5 Julho de 1975) e Guiné-Bissau (oficialmente a 10 Setembro de 1974).

Vida e Obra - Em 1932 Amílcar Cabral muda-se com a família para a ilha de Santiago, Cabo Verde onde vive grande parte da sua infância e juventude, na localidade de Santa Catarina. Entra para o liceu em S. Vicente no ano de 1937-38, onde completa em 1944 os seus estudos secundários.

Amante do desporto, em S. Vicente, Amílcar Cabral foi secretário do “Boavista Futebol Clube” entre 1944-45. Após terminar o liceu em São Vicente obtém uma bolsa de estudos para o Instituto Superior de Agronomia e viaja para Portugal em 1945-46, onde acaba por conhecer e casar, em 1946, com a sua primeira mulher Maria Helena de Ataíde Vilhena Rodrigues.

Em Portugal, Cabral participou ativamente na luta anti-fascista conjuntamente com outros estudantes africanos. Foi militante do Movimento de Unidade Democrático da Juventude (MUDJuvenil) da qual afastou por divergências em relação às questões coloniais.

Amílcar Cabral sempre defendeu os seus ideias de libertação das colónias africanas de uma forma muito 
ativa, assim sendo, em 1948-51 foi eleito presidente do Comité da Cultura da Casa dos Estudantes do Império (CEI), secretário-geral em 1950 e em 1951 vice-presidente da CEI.

Conjuntamente com outros estudantes africanos (Francisco José Tenreiro e Mário Pinto de Andrade) cria em Lisboa, o Centro de Estudos Africanos, em 1951. Em 1956, com Viriato da Cruz e outros africanos fundam o PLUA – Partido da Luta Armada Unida dos Africanos.

Mais tarde em Bissau, cria o PAI – Partido Africano da Independência, que mais tarde viria a chamar-se PAIGC – Partido Africano para a Independência de Cabo Verde e Guiné-Bissau.

Em 1952 regressa a Bissau, onde trabalha no posto experimental de Pessubé e realiza o recenseamento agrícola, o que viria a servir de base a preparação da estratégia da luta armada em 1963. Na Guiné-Bissau, Amílcar Cabral casa, em Maio de 1965, com a sua segunda esposa Ana Maria Fos de Sá.

Amílcar Cabral manteve contatos com comandante Ernesto “Ché” Guevara em 1965 e com Fidel Castro em Escambray e Havana em 1966, para discutir pormenores da ajuda cubana ao PAIGC, numa altura em que o PAIGC já controlava metade do território Guineense.

No dia 1 de Julho de 1970 o Papa Paulo VI recebe em audiência Amílcar Cabral (PAIGC), Agostinho Neto (MPLA) e Marcelino dos Santos (FRELIMO). No mesmo ano Cabral recebe o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Lincoln, EUA.

"Em 24 de Janeiro de 1973 na presença da sua mulher Ana Maria em Conacry, Amílcar Cabral assume uma figura de destaque no continente Africano, como um dos líderes mais influentes." 

O autor dos disparos foi Inocêncio Kani, guerrilheiro do PAIGC. Após a morte de Cabral e sobre o comando de Sekou Touré, presidente da Guiné Conacry, foi constituída uma comissão internacional para apurar às circunstâncias envolventes da morte do líder do PAIGC. Os conspiradores foram presos e entregues aos militantes do PAIGC, que prossegue ao fuzilamento dos mesmos.

-Um ano e três meses depois do assassínio de Amílcar Cabral, dava-se o 25 de Abril. Seguir-se-ia a independência das colônias. Talvez nessa altura, alguns dos responsáveis militares portugueses, alguns mesmo dos que tinham estado por trás da operação que terminou com a sua morte, tenham sentido a falta de um interlocutor que muitos insistem em considerar um dos maiores dirigentes africanos de sempre: Amílcar Cabral, engenheiro agrônomo.

Fonte:repositorio.unesp.br/www.esquerda.net

A tradição e o legado de Eisenstein no cinema

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Por José Carlos Ruy
Após o fim da Guerra Civil contra-revolucionária, em 1922, Lênin – que era o principal dirigente do governo soviético – mandou reabrir os estúdios cinematográficos. “De todas as artes, o cinema é para nós a mais importante”, justificou o fundador do Estado Soviético.
O cinema nascia então como uma arte de massas de intensa vitalidade, que permitiu o aparecimento de filmes e diretores que contribuíram para consolidar as bases da arte da modernidade – o cinema. A linguagem fílmica foi sistematizada, experimentada, na tentativa de apreender os dramas humanos diretamente em seu meio social. Na URSS revolucionária, herdou do teatro do Proletkult o protagonismo das massas populares, magnificamente exemplificada nos filmes Encouraçado Potemkim (1925) e Outubro (1928), ambos de Serguei Eisenstein (1898-1948). Em Encouraçado Potenkim ele ousou e inovou ao usar a população de Odessa, cidade à margem do Mar Negro, para reconstituir o levante de 1905 e pela primeira vez na história do cinema trabalhou com massas de 10 mil figurantes, polarizados em torno de dois personagens coletivos: o “encouraçado” e a “cidade”. Em Outubro, foram as m assas que protagonizaram a célebre cena da tomada do Palácio de Inverno, em São Petersburgo, no dia 7 de novembro de 1917.
Uma das inovações mais importantes dos cineastas soviéticos – principalmente de Eisenstein – foi o uso da montagem como elemento fundamental da linguagem do cinema, enriquecendo a experiência de pioneiros do cinema com o conhecimento do mecanismo da escrita chinesa na qual a justaposição de ideogramas permite a formulação de ideias.
Com mais de 90 anos após seu lançamento, O Encouraçado Potemkim (1925) mantém a atualidade. Não apenas pelo seu tema, que o tornou um clássico do cinema mundial, mas também pela maneira revolucionária de sua realização.
Seu tema exemplifica o desenvolvimento da consciência de classe: marinheiros mal tratados pelos oficiais que os comandam, em condições de trabalho profundamente degradadas, revoltam-se e acompanham a revolução proletária que ocorria em Odessa em 1905.
A história foi narrada de maneira inovadora por Eisenstein, o grande mestre da montagem que baseia a narrativa na maneira como as imagens são usadas.
A tecnologia ainda não havia desenvolvido a maneira de unir som e imagem em movimento. O cinema era mudo, e tudo o que havia para transmitir a mensagem desejada eram as próprias imagens em movimento, reforçadas em certos momentos por letreiros projetados junto com o filme. E pela música tocada por instrumentistas postos diante da tela onde o filme era projetado.
Sendo o cinema mudo, eram as imagens que precisavam falar! E a ferramenta para fazer as imagens transmitirem o que o cineasta pretende é a montagem. No O sentido do cinema (Sergei M. Eisenstein, El Sentido del cine, México DF, Siglo Veintiuno Editores, 1974), Eisenstein descreveu a montagem de maneira simples: “suponhamos, por exemplo, um túmulo e uma mulher de luto chorando: dificilmente alguém deixará de chegar a esta conclusão: uma viúva”.
A inspiração vinha dos ideogramas chineses, que Eisenstein estudou, e também de autores clássicos, como Leonardo da Vinci e suas anotações sobre o uso da perspectiva; ou da literatura russa (Tolstói, sobretudo); e Karl Marx, de quem cita a frase: “não apenas o resultado mas também o método são parte da verdade. A investigação da verdade deve ser verdadeira em si mesma; a verdadeira investigação é a verdade desdobrada, cujos membros deslocados se unem no resultado”.
Este esforço todo teve o objetivo de compreender como o pensamento se forma no cérebro através da justaposição de imagens, traduzidas em palavras. Ele buscava traduzir, no cinema, os sentidos que o cineasta pretendia transmitir. Por exemplo, em chinês, a justaposição de um ideograma que significa “telhado” ao lado de outro que significa “esposa” resulta em outro, que significa “lar”.
Um exemplo do uso dessa técnica narrativa pode ser visto, em O Encouraçado Potemkim, na célebre cena da escadaria, que justapõe imagens de luz (“alegria”) a outras da repressão czarista contra os revoltosos, na escadaria (ela própria um signo da hierarquia social existente então). Naquela cena, o horror é traduzido pelo assassinato de uma mãe e a descida, escada abaixo, do carrinho com o bebê que ela conduzia. É uma das cenas mais famosas de toda a história do cinema, tendo sido lembrada no filme Os Intocáveis (1987), de Brian de Palma, de 1987, que faz referência a ela.
Assista ao trailer de Outubro: 

“Meu amigo Che”, um livro, um medo, um regime

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Por Alberto Villas
Num desses dias, logo cedo, fui na Livraria do Amadeu em busca de um livro que Aretuza me indicara. Éramos cúmplices na luta e tínhamos medo, juntos.
Líamos Eram os Deuses Astronautas e sonhávamos pegar o primeiro foguete com destino à felicidade. Cabo Kennedy ainda era chamado de Canaveral.
Distribuíamos, no recreio, escondido dos professores, um pequeno calendário do ano novo, na certeza de que aquele mil novecentos e sessenta e oito era iria terminar.
Ainda não havia para nós o Festival de Woodstock, sequer o da Ilha de Wigh, mas os Mamas & Papas anunciavam um verão cheio de amor na Califórnia.
O estudante Edson Luís de Lima Souto estava morto na porta do Restaurante Calabouço, caído de susto e de bala. O sangue no chão era vermelho forte, quase bonina.
Os nossos cabelos haviam crescido e florescido caracóis que despertavam em nós um soluço, talvez uma vontade de ficar um pouco mais.
Peguei alguns cruzeiros do meu trabalho na Brasanitas para comprar aquele livro que Aretuza falou. O vendedor embrulhou num pedaço de papel, porque saco plástico ainda não havia. E eu fui-me embora.
Minha casa era uma casa grande onde a gente jantava com os nossos pais, uma mesa farta, feijão, verdura, ternura e paz. Minha mãe acendia uma vela toda noite e pedia: Ó Deus nos salve essa casa santa!
No meu quarto havia uma escrivaninha de madeira de lei onde, nas gavetas, guardava meus diários, meus calendários da UNE, régua, compasso e a minha coleção da revista Fairplay.
Foi ali, numa delas, a segunda à direita, que guardei o livro que trouxe da Livraria do Amadeu, cheirando a novo, uma capa marrom e preta, com o título escrito em vermelho.
O homem ainda sonhava e ir à lua e eu acompanhava nos fascículos da revista Veja, cada capítulo da epopeia no espaço, a conquista definitiva.
O sonho não tinha acabado, mas John Lennon não acreditava mais em Jesus, Buda, IChing, Tarô, Hitler, Elvis, em Zimmerman, acreditava apenas nele. John e Yoko.
Com o meu inglês ruim e um dicionário no colo, eu amava a Rolling Stone tentando decifrar as letras do rock and roll, digerir a macrobiótica e entender o significado do Yin Yang.
Gostava das páginas cor de rosa do Jornal dos Sports, me emocionava com o rosto de Fidel na capa da Realidade e com as manchetes criativas do Sol nas bancas de revista.
Rompíamos com aquelas camisas caretas da Casa José Silva que o meu pai comprava, trocando-as por camisetas coloridas, manchadas de água sanitária.
Mas o medo nos perseguia pelos corredores enormes do Colégio Arnaldo, onde o jogral entoava José porque, afinal de contas, Drummond estudara ali e a festa parecia ter acabado.
A bandeirinha da UNE, feita de pano branco e tinta azul, eu e Aretuza nunca conseguimos uma. Ela bem que tentou conseguir uma pra mim mas nunca conseguiu.
O álbum branco dos Beatles nos contaminava, ouvíamos do início ao fim várias vezes e a canção que mais gostávamos era a mais estranha do long-play: Revolution 9!
Tínhamos um pé ali e outro ainda na infância, com gosto de Cremogema, chuviscos na televisão em preto e branco e Guaraná Champagne Antártica na mesa aos domingos.
Aquele talvez foi o quinto livro que comprei. Já tinha lido Voo Noturno, de Saint Exupéry, O Velho e o Mar, de Hemingway, Agonia e Êxtase, de Irving Stone, além dos Deuses Astronautas.
Comecei a leitura tarde da noite, debaixo do cobertor, escondendo o livro com uma capa falsa das Mais Belas Histórias caso fosse pego em flagrante.
Quando terminei, dei um jeito de escondê-lo bem escondido na gaveta da escrivaninha, entre os números da Fairplay. Ele ficou ali entre Tania Sherer e Cely Ribeiro.
O livro chamava-se Meu Amigo Che, escrito por Ricardo Rojo e, dias depois, proibido pela censura.
*Alberto Villas é jornalista e escritor
Fonte: Carta Capital

SINTEST/UFERSA lança nota em apoio aos servidores da UERN


A coordenação da Seção Sindical se solidariza com os mais de 80 servidores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte que foram demitidos por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), em virtude da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 1241.

Sabemos que essa medida violenta serve como artimanha para tentar justificar a necessidade de enxugamento da folha, pauta defendida pelo Governo Robinson.

No entanto, enxergamos essa medida como mais um ataque à classe trabalhadora e o enfraquecimento do serviço público, que tanto vem sendo penalizada com esse Governo. 

Enquanto isso, os cargos comissionados da Assembleia Legislativa só aumentaram, além das regalias que existem nos outros poderes do Estado, questões amplamente divulgadas na mídia.

O SINTEST/UFERSA externa sua indignação e se solidariza com os colegas que tanto se dedicou em erguer e transformar a UERN em uma instituição que, apesar do grande descaso, é referência no ensino público.

Juntos somos mais fortes

A Direção do SINTEST/UFERSA

Atenciosamente,
Assessoria de Comunicação
Seção Sindical do SINTEST/UFERSA

Mulheres respondem a funk com apologia ao estupro: “É crime”

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“Só surubinha de leve com essas filhas da puta, taca a bebida, depois taca a pica e abandona na rua”, canta MC Diguinho no funk “Surubinha de Leve”, uma das faixas mais ouvidas no Brasil nas plataformas de streaming.

A polêmica em torno da temática da canção, interpretada como uma apologia ao crime de estupro (além de machista), gerou críticas, paródias e denúncias de usuários ao longo do dia nesta quarta-feira (17). Na letra em questão de Diguinho, fala-se claramente sobre uma relação não-consensual com uma mulher bêbada, com o agravante do “depois abandona na rua”.

“Sua música ajuda para que as raízes da cultura do estupro se estendam. Sua música aumenta a misoginia. Sua música aumenta os dados de feminicídio. Sua música machuca um ser humano. Sua música gera um trauma. Sua música gera a próxima desculpa. Sua música tira mais uma. Sua música é baixa ao ponto de me tornar um objeto despejado na rua”, reagiu Yasmin Formiga.
O que era um desabafo pessoal tornou-se uma das “respostas” mais reproduzidas pelos críticos de “Surubinha”, com mais de 127 mil compartilhamentos.
“Essa música é um total desrespeito contra as mulheres! E essa é a nossa resposta pra ela”, fez coro à crítica a dupla Carol e Vitória, responsáveis por publicar no Youtube uma paródia com letras feministas para a música:
“Abusar de mulher é crime, estupro é violência, tira as mãos de cima dela e coloca na consciência. Só um recadinho de leve para quem fala o que quer: não calo a minha voz pra defender uma mulher”.
No início da tarde, por meio de uma nota, o Spotify anunciou a retirada a música da plataforma pela distribuidora. Já a produtora responsável pela carreira de Diguinho, informou que dará uma resposta “nas redes”.
A viralização de “Surubinha de Leve” trouxe à tona, novamente, as questões da objetificação da mulher e da normalização da cultura do estupro que permeia a sociedade brasileira. Não é, por exemplo, a primeira vez que a violência contra a mulher é utilizada levianamente em uma letra de funk. Em 2016, na esteira do estupro coletivo de uma adolescente no Rio de Janeiro, rapidamente emergiram músicas ao estilo “proibidão” que insultavam e descreditavam a vítima. Já “Covardia”, de MC Livinho, tem entre os seus versos “Vou abusar bem dessa mina, toma, toma pica tranquilinha”.
Fonte: Carta Capital

Especialistas descobrem desenho inédito de Van Gogh

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“A descoberta foi confirmada após uma extensa pesquisa realizada pelo museu Van Gogh de estilo, técnica, materiais e procedência do que até agora era um desenho desconhecido da coleção da fundação Van Vlissingen Art”, disse o museu em nota.
A obra, intitulada A Colina de Montmartre com a Pedreira, era investigada desde 2013. O novo desenho apareceu na coleção de Georgina Vermeer, que o comprou em 1917 e conhecia o famoso pintor. O trabalho esteve desaparecido durante anos e foi recuperado pelo neto de Vermeer, em 2013.
Com a descoberta, os especialistas confirmaram a autenticidade de outro desenho que era atribuído a Van Gogh. O trabalho intitulado A Colina de Montmartre, também de 1886, foi inicialmente rejeitado como sendo legítimo do pintor.

“Os dois desenhos são claramente feitos pela mesma mão e o estilo está relacionado com os desenhos modelo que Van Gogh fez pela primeira vez na Antuérpia e depois no estúdio de Cormon em Paris”, afirmou Teio Meedendorp, pesquisador do Museu Van Gogh.
Segundo Meedendorp, os materiais de desenho utilizados também são idênticos e os temas podem ser vinculados às pinturas que o artista fez em Montmartre na primavera e no começo do verão.
“A Colina de Montmartre com a Pedreira” ficará exposta ao público no Museu Singer, localizado na cidade holandesa Laren, até 6 de maio, junto a obras de Monet, Renoir e Picasso como parte de uma exposição de impressionistas, pós-impressionistas e expressionistas.
Desde 1970, quando foi feito o último catálogo de Van Gogh, foram descobertos nove desenhos e sete pinturas do artista holandês.
Fonte: Opera Mundi