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sábado, 7 de julho de 2018

Caminhada: MNU 40 anos de luta conta o racismo”. São Paulo, 7 de julho

 
Em comemoração a sua fundação,  o Movimento Negro Unificaado (MNU)  Convida a todos  para  participarem  da  “Caminhada: MNU 40 anos contra o racismo” que será realizada em São Paulo, neste sábado, 7 de julho de 2018. Concentração às 16h30, na Rua da Consolação X Rua Visconde de Ouro, depois saída  rumo à Praça Ramos de Azevedo, nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo.
 
Em comemoração aos 40 de fundação, o Movimento Negro Unificado (MNU) realiza neste 7 de julho de 2018,  data do lançamento público da entidade, em 1978,  no “Ato Público Contra a Violência, Discriminação e o Racismo”, em São Paulo, nas escadarias do Teatro Municipal.
A entidade foi fundada no dia 18 de junho de 1978 quando o Brasil vivia sob o regime militar, e nessa data foi marcado o ato de lançamento público para 7 de julho.
Neste sábado, o MNU fará o mesmo percurso de 1978 quando militantes marcharam  contra a violência racial do cruzamento da avenida Consolação com a  rua Visconde de Ouro Preto  rumo  à Praça Ramos de Azevedo, nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo.
Os fundadores do MNU, Milton Barbosa  e José Adão de Oliveira,  vão liderar, mais uma vez,  os passos de uma militância de  todo o Brasil, de  parceiros  e apoiadores da luta antirracismo,  na “Caminhada MNU: 40 anos contra o racismo”.
No “Ato Público Contra a Violência, Discriminação e o Racismo” de 7 de julho de 1978 foi lida a Carta de manifesto do MNU denunciando o racismo e  afirmando  a necessidade  do negro reagir à violência racial. “O MNU foi um dos primeiros grupos a denunciar, de forma sistemática, o racismo e a violência policial, assim como falar da história do povo africano, do negro no Brasil e da questão as empregadas domésticas. Há pontos fundamentais que o MNU colocou e que motiva a luta cotidianamente”, explica Milton Barbosa, presidente de Honra do MNU. “Hoje, o Movimento Negro Unificado celebra seus 40 anos de luta  por justiça para o povo o negro e reafirma em suas ações seu princípio de defesa inegociável por uma sociedade sem racismo,  define  Iêda Leal, Coordenadora Nacional do MNU.
Serviço 
Atividade: Caminhada MNU: 40 anos contra o racismo”.
Data: 7 de julho de 2018 ( sábado) 
Horário:  Concentração a partir de 16h30 –  na Rua da Consolação X Rua Visconde de Ouro, São Paulo.
Saída para Praça Ramos de Azevedo, nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo. 
Fonte: Movimento Negro Unificado - MNU

Do Conjur - DIREITO DE RESPOSTA TVs são condenadas a veicular programas sobre religiões de origem africana

Obs. Publicado no MNU, em 07 de abril de 2018
Duas emissoras de TV foram condenadas a conceder direito de resposta às religiões de origem africana por veicularem constantes agressões a quem professa tais crenças. Pelas ofensas, a TV Record e a Rede Mulher terão de exibir oito programas cada uma para esclarecer aspectos culturais e “recompor a verdade”. A decisão é da 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
A ação foi movida pelo Ministério Público Federal em conjunto com o Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira (Itecab) e o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (Ceert).
Os autores alegam que as religiões afro-brasileiras vêm sofrendo constantes agressões em programas veiculados por essas emissoras, o que é vedado pela Constituição Federal, que “proíbe a demonização de religiões por outras”. Como exemplo, os autores citaram ofensas proferidas no programa Mistérios, no quadro “Sessão de descarrego”, e ainda na obra Orixás, Caboclos e Guias, Deuses ou Demônios.
O TRF-3 manteve a sentença que considerou comprovadas as ofensas e que as emissoras sequer negaram os fatos, apenas procuraram extrair a “conotação de ofensivos” atribuída pelos autores.
Segundo a relatora do acórdão, desembargadora federal Consuelo Yoshida, as emissoras terão que conceder estúdio, estrutura e pessoal de apoio necessário à produção de quatro programas de TV por emissora, com duração mínima de uma hora cada um, a serem exibidos em duas oportunidades, totalizando oito exibições por emissora, observando o intervalo de sete dias entre uma e outra.
As transmissões deverão ser precedidas de pelo menos três chamadas durante a programação, nos mesmos padrões que as emissoras usam para as chamadas de sua própria programação.
Deverão observar, ainda, a abrangência territorial dos programas que praticaram as ofensas e priorizar conteúdos informativos e culturais para esclarecer aspectos sobre a origem, tradições, organização, seguidores, rituais e outros elementos, com o propósito de recompor a verdade. O voto da relatora foi acompanhado também pelos desembargadores federais Johonson Di Salvo e Diva Malerbi. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-3.
Apelação Cível 0034549-11.2004.4.03.6100
Fonte: Movimento Negro Unificado - MNU

Memória - Em plena ditadura militar, MNU iniciou a luta por direitos dos negros

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Bebendo da fonte pioneira do MNU, os coletivos negros vêm aglomerando e organizando cada vez mais os afrodescendentes brasileiros
por Ana Carolina Pinheiro
Há 40 anos, um ato de repúdio contra a discriminação de quatro jovens negros em São Paulo marcou a criação do Movimento Negro Unificado.
Nos degraus da escada do Theatro Municipal em São Paulo, no dia 7 de julho de 1978, o Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial (MNU) começava a construir uma nova fase para a militância negra no Brasil.
O ato aconteceu após quatro jovens negros serem discriminados no Clube de Regatas Tietê. No dia 18 de junho daquele ano, o Movimento foi fundado, mas o lançamento para o público aconteceu no dia 7 de julho, considerada a data oficial de criação do MNU.
“Quando criamos o MNU foi em plena ditadura militar de um país racista e fascista que não aceitava a organização da população pobre e oprimida”, comenta Milton Barbosa, cofundador do MNU. A partir dos anos 60, com os militares comandando a política brasileira, as manifestações de cunho racial eram expressamente proibidas. Na época, a parcela da população que combatia a discriminação era vista como inimiga da pátria e facilmente influenciada pelos ativistas norte-americanos que lutavam pelos direitos civis.
Sobre a estrutura do Movimento, Milton explica que a troca entre grupos distintos politicamente, mas com interesses parecidos, era necessária. “Articulamos com setores burgueses, como imprensa nacional e internacional, que naquele momento tinham interesse em derrotar a ditadura, e setores da esquerda no Brasil e em outras partes do mundo”, aponta.
A forma de organização da comunidade negra naquela época já era plural. Entidades culturais como escolas de samba, grupos de capoeira, casas de religiões de matriz africana, Candomblé e Umbanda, e grupos musicais eram algumas das maneiras populares de preservar a cultura africana no Brasil.
Entretanto, pela primeira vez na história dos movimentos raciais no país, uma instituição articulou essas organizações populares com discursos políticos. “Nós desenvolvemos formas de unir as ações políticas dos grupos de esquerda com estas práticas culturais, além disso o MNU também propôs o enfrentamento político sistemático do racismo e das formas de discriminação correlatas”, considera Milton.
Com 20 anos destinados aos movimentos sociais, Regina Lúcia dos Santos encontrou no MNU um espaço de identificação e estrutura para lutar contra o racismo. Na época, ela relata que a família não compreendia o seu objetivo de luta social. “Não houve resistência por eu ser mulher, até porque já vinha numa trajetória de militância política.
Entretanto, houve uma incompreensão em relação à militância política, pois para minha família, que pode ser considerada de classe média, era difícil compreender a luta pelo coletivo”, revela.
Do início da trajetória do MNU às demandas raciais contemporâneas, a desconstrução do mito da democracia racial continua sendo um dos principais pontos de cobranças realizados pelos movimentos. “Hoje temos vários institutos de pesquisa mostrando dados que comprovam as denúncias que o MNU fazia há 40 anos sobre a violência policial, o genocídio do povo negro, o desemprego, o aviltamento do salário da população negra, a exploração da mulher negra”, argumenta Regina Lúcia.
Sobre os avanços nesse período, a militante elenca os seguintes pontos: “a visibilidade da questão racial e do racismo existente no Brasil melhorou em relação há décadas atrás. Outro ponto importante foi a criação da lei 10639/03 que torna obrigatório o ensino da história da África e da Diáspora brasileira nas redes públicas e privadas de educação”, comenta. A medida é uma forma de garantir a disseminação da contribuição dos negros sobre o processo civilizatório da humanidade e do Brasil.
Para Regina, a fórmula para o Movimento perdurar por tanto tempo no ativismo é a persistência da população aliada à seriedade da causa. “Eu credito à existência do MNU nesses 40 anos a resistência do povo negro brasileiro e a legitimidade da pauta de combate ao racismo colocada pelo MNU”, afirma.
Inspiração para o ativismo negro atual
Bebendo da fonte militante e pioneira do Movimento Negro Unificado, os coletivos negros vêm aglomerando e organizando cada vez mais os afrodescendentes brasileiros em diversos espaços de convivência.
“O MNU desenvolveu formações políticas, culturais e educacionais que incentivaram o nascimento de novas organizações a exemplo de grupos teatrais, hip hop, escolas de samba, instituições de ensino, entre outras”, exemplifica Milton Barbosa. “Essas ações criaram condições do aparecimento de amplos setores antirracistas no seio da sociedade brasileira”.
Para Barbara Vicente, integrante do coletivo negro estudantil NegraSô, da PUC-SP, o legado do MNU é um exemplo de auto-organização entre os afrodescendentes. “Ainda que sujeitos de uma história de opressão, olhar para tantos movimentos e lutas e poder comemorar 40 anos de existência de MNU, nos mostra como agentes da nossa história, não há só resignação”, comenta.
Assim como os quatro jovens negros que foram discriminados no clube majoritariamente branco, em 1975, os negros que conseguem ocupar o espaço universitário atualmente também sofrem a exclusão étnica. “Manter em nossa memória a luta do MNU é saber que não estamos sozinhos, a caminhada em uma sociedade racista é difícil, mas nós podemos estar entre nós e nos articulares politicamente. Nós, negros, estivemos e estamos em movimento", afirma Barbara.
Fonte: Carta Capital

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Brasil: Chega de Globo! Chega de selecinha! Chega de Galvinho! O Neymar jogou?

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Cai, meu filho! Cai! (Crédito: Sergio Perez/Reuters)
A derrota por 2 a 1 para a Bélgica livra o Brasil de uma insuportável tirania.
A avassaladora hegemonia da Globo Overseasempresa holandesa, que ali suborna agentes da FIFA para ser a única a transmitir os jogos da seleção.
O Brasil é o único país "democrático" em que uma única emissora privada de televisão tem o monopólio para exibir o time que representa a nação.
"A Bélgica veio para ganhar o jogo", disse o Galvinho que chega melancolicamente ao fim.
Ser obrigado a ouvir tal pérola... a Bélgica veio para vencer...
A Globo não voltará a ter essa hegemonia nos jogos da Copa do Mundo.
Galvinho vai produzir vinho.
E o Neymar não será o melhor jogador do mundo.
Está na hora de volta à mediocridade reinante.
À usurpação dos bens públicos, enquanto a sociedade se enganava com essa seleção fake.
Uma seleção medíocre.
De Tite, Fagner, Paulinho, Renato Augusto... já se sabia que não passava da linha do Equador.
A seleção do Corinthians e dos herois do Brasileirão da Globo!
Ufa!
O espectador da tevê aberta se livra das ameaças verbais do Ronaldo Fenômeno e da incontrolável mão esquerda do Galvinho.
Agora, o brasileiro pode assistir à Copa em paz.
Em tempo: o Conversa Afiada saúda com entusiasmo um dos "analistas" da equipe da Globo que acha o De Bruyne um abestalhado! Arrogantes e minúsculos.
Em tempo²: agora vamos ver só no PSG se o Neymar é um cretino ou um dramaturgo, como diz o jornal inglês num campeonato da segunda linha da Europa.
Em tempo³: o Fenômeno dá a impressão de que o Fernandinho deveria ter decepado o De Bruyne antes de fazer o maravilhoso segundo gol...
Fonte: CONVERSA AFIADA - Paulo Henrique Amorim

Bélgica elimina o Brasil da Copa! O SONHO DO HEXA ACABOU

O Brasil deu adeus ao sonho do hexa na Rússia. Nesta sexta-feira, a Seleção não fez um grande jogo diante da Bélgica em Kazan, reagiu tardiamente, perdeu por 2 a 1 e caiu nas quartas de final.
Na semifinal, terça-feira, às 15h (de Brasília) em São Petersburgo, a ‘geração belga’ vai enfrentar a França, que eliminou o Uruguai.
Fernandinho, contra, de cabeça, aos 13, e De Bruyne, em chute de fora da área, aos 31, construíram o triunfo belga no primeiro tempo. O Brasil reagiu aos 30 da etapa final, com gol de Renato Augusto, depois de cruzamento perfeito de Philippe Coutinho.
A Bélgica chega à sua segunda semifinal de Copa na história. Em 1986, perdeu por 2 a 0 para a Argentina.
Essa foi a primeira derrota do técnico Tite à frente da Seleção Brasileira por torneios oficiais. A primeira foi num amistoso contra a Argentina, por 1 a 0, na China. O retrospecto agora é de 26 jogos, com 20 vitórias, 4 empates e 2 derrotas: 54 gols pró e 8 contra.
Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM

"Retrospectiva" - Globo tenta embranquecer a Bahia

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(Reprodução/Rede Globo)
Leci: dá vontade de dar um murro na tevê!
De Pedro Alexandre Sanches, na Carta Capital:
Até pareceu que desde sua origem a Rede Globo não elegeu representar brasileiros negros como protagonistas apenas quando produz novelas e séries sobre escravizados ou presidiários.
Nas semanas que antecederam a estreia de Segundo Sol, a nova novela principal da casa, por algum despertar ainda inexplicado, o Movimento Negro conseguiu articular uma reação rumorosa à ausência quase completa de personagens e atores negros numa história sobre axé music ambientada na Bahia.
É o mesmo que já aconteceu em dezenas de novelas com sotaque baiano ou nordestino, mas desta vez não passou batido.
Chefões globais tiveram de se explicar, e se embananaram. O diretor-geral da casa, Carlos Henrique Schroeder, afirmou em entrevista que a Globo investe, sim, em elencos negros, e citou como exemplo a novela Lado a Lado (2012) – justamente uma história sobre o final da era de escravização oficial no País, como gostariam de demonstrar os antirracistas.
“Isso tem que vir naturalmente”, socorreu-o o diretor-geral da nova novela, Dennis Carvalho, o mesmo que em 2015 escalou para a novela Babilônia um elenco com forte presença negra. Babilônia foi amplamente rejeitada pelo público, e o fracasso foi atribuído a um romance com beijo na boca entre as personagens vividas pelas atrizes Fernanda Montenegro e Nathalia Thimberg.
Agora, a axé music embranquecida de Segundo Sol rendeu à Globo a melhor primeira semana de uma novela desde 2014. A história que a antecedeu, O Outro Lado do Paraíso, também contou com altos índices de audiência e de branquitude. Na semana final, uma vilã pálida e loira teve como punição definitiva o encarceramento numa cela em que todas as demais presas eram negras e carrancudas. 
Na quarta-feira 16, já com Segundo Sol no ar, a militante negra, cantora e compositora carioca e deputada estadual por São Paulo Leci Brandão promoveu, na Assembleia Legislativa, um debate sobre o voto negro em 2018, e o assunto do racismo global veio à tona.“Há muitos anos escrevi um negócio chamado Eu Quero uma Novela Negra no Ar, mas nunca consegui concluir essa música”, contou Leci.
Não quero mais viver carregando bandeja na televisão, isso é um samba lá de trás, gente negra, gente negra, de se acomodar acho que já chega. A gente só vivia carregando bandeja, o homem abrindo porta de carro. E piorou, porque os escritores de novelas começaram a botar as nossas companheiras fazendo personagem de novela entregando copo d’água e levando bronca de patroa, ‘não fica olhando para a minha cara!, sai daqui!’ Eles querem cada vez mais rebaixar a gente.
Dá vontade de dar um murro na tevê. Fiz papel de escrava, lá na Xica da Silva (1996). Mas eu era a líder do quilombo, fazia uma confusão danada e morria no tiro. Mas a gente cansou. Desta vez os próprios atores da Globo fizeram uma reunião, parece que Lázaro Ramos participou, está uma confusão danada.”
Durante o encontro promovido por Leci, a socióloga negra Mariana Anto-niazzi apresenta os resultados da pesquisa Afrodescendentes & Política, realizada pelo Painel BAP. Ela cita que 54% dos brasileiros se autodeclaram pretos ou pardos e que 77% afirmam não se sentir representados pelas marcas e propagandas.
Num recorte de 1.067 eleitores afrodescendentes paulistanos, 35% declararam trabalhar com carteira assinada e 30% disseram não se identificar com nenhum presidenciável. “Essa pesquisa é tão importante que tinha que ser noticiada no horário nobre de uma tevê que tivesse coragem, qualquer uma do quinteto da mídia que manda no País e não tem nada a ver com a gente”, provoca Leci.
“A boa notícia é que estão acontecendo mudanças. A população não está mais se calando. Como uma novela feita na Bahia, onde 75% da população se declara negra ou parda, não tem nem pelo menos um núcleo negro?”, indaga Mariana. 
A controvérsia em torno de Segundo Sol coincidiu com o impacto do lançamento mundial de This Is America, videoclipe explosivo do rapper estadunidense Childish Gambino (codinome musical do também ator e roteirista Donald Glover), que emprega cenas explícitas de assassinatos para criticar a violência institucional dos Estados Unidos contra seus afrodescendentes.
Com uma dança desengonçada, ele parece ironizar o papel dos negros como entretenedores numa sociedade dominada por brancos - entre um rebolado e outro, Gambino interrompe a diversão para disparar tiros contra outros afrodescendentes.
O caso brasileiro demonstra uma população que tenta reagir timidamente e uma rede hegemônica anos-luz atrás de qualquer reflexão racial. Também presente no debate de Leci, o mestre em jornalismo (e afrodescendente) Juarez Tadeu de Paula Xavier compara as experiências dos dois países no enfrentamento ao racismo institucional e institucionalizado.
“Nos Estados Unidos eles sabem que O Nascimento de uma Nação (1915), de D.W. Griffith, teve papel importante na construção da imagem do homem negro como predador e estuprador e da mulher negra como lasciva e preguiçosa”, afirma.
“Aqui, a ideia das novelas é fazer a representação do lugar do negro na sociedade, num processo extremamente articulado de negação absoluta da população negra. É uma longa narrativa de persuasão que justifica a brutal repressão contra a população negra por um Estado que é genocida em relação a essa população. 
No Brasil ainda precisamos construir essa narrativa: qual é o papel que os meios de comunicação têm na legitimação da violência contra o negro?”, pergunta. A resposta, irmãs e irmãos, sopra com os ventos globais.
Fonte: Conversa Afiada (Paulo Henrique Amorim), publicado em, 02/06/2018.

"Nova Embraer" é 80% Boeing!

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Brito: Brasil à venda a preço de Vale!

Na terra, mar e ar, vender o Brasil, e rápido, antes que acabe!

Ontem à noite, o lixo majoritário na Câmara dos Deputados aprovou a venda de jazidas da Petrobras – nas áreas concedidas conhecidas como de “cessão onerosa”, por terem sido usadas na capitalização da estatal, em 2010 – no valor de cerca de R$ 100 bilhões, segundo estimativas dos jornais. Áreas “prontinhas”, sem risco, mapeadas sismicamente e com diversos poços exploratórios feitos com ciência, trabalho e dinheiro brasileiros, a garantir a quantidade e a qualidade do petróleo a ser extraído 
Hoje de manhã, anunciou-se o que será a “nova” Embraer: 80% para a Boeing e um “tasquinho” de 20% para Embraer, além de uma sede no Brasil, para dar emprego a executivos e gerentes, enquanto a produção vai sendo espalhada pelo mundo, por onde melhor convier o preço e a capacidade da mão de obra. A “parceria” do elefante com a formiguinha, claro, vai se dar sobre os produtos concebidos e desenvolvidos aqui, como a bem sucedida linha de jatos médios E2, a aviação executiva e o imenso potencial de mercado do transporte militar KC-390.
O Governo Michel Temer e as ratazanas políticas que ele reúne têm pressa. E, convenhamos, em matéria de lesa-pátria estão se saindo como um “Governo FHC concentrado”, com um grau de traição nacional extremamente elevado, nestes dois anos e pouco de golpe.
Que, afinal, fizeram para isso.
São negócios imensos, certamente com comissões a granel, enquanto nós discutimos a diferença de preço do apartamento do Lula. Ou melhor, “atribuído” a Lula, que jamais passou um dia lá, para gozar do banheirão identificado como piscina e da churrasqueira “gourmet” cuja triste imagem todos vimos.
Não há quem grite contra isso e, ainda mais vergonhoso, não há quem o faça nas Forças Armadas, empenhadíssimas em subir as favelas cariocas e em fazer de uma caricatura que bate continência à bandeira norte-americana o presidente da República.
Não importa que estejamos dizendo adeus não só a riquezas, mas também ao nosso potencial de desenvolvimento tecnológico.
Afinal, para quem quer ser brucutu, tacape basta.
Em tempo: sobre o "preço de Vale do Rio Doce", veja a histórica entrevista do FHC Brasif.
Fonte: Conversa Afiada (Paulo Henrique Amorim)

Cidade cubana se mobiliza pelo Brasil durante Copa do Mundo

A única vez que Cuba esteve em uma Copa do Mundo foi em 1938 e por isso, a cada torneio, o país escolhe por qual seleção vai torcer. Uma das exceções é a cidade de Bauta, onde, em todo os Mundiais, o coração de seus 50 mil habitantes é sempre verde e amarelo.
As ruas da cidade são enfeitadas com bandeiras que proclamam “Ordem e Progresso” e jogos são transmitidos no teatro do povoado. Quem não consegue entrada para assistir no telão, se reúne em casa com os amigos para acompanhar a equipe de Tite. O narrador esportivo da “Tele Rebelde” deixa bem claro durante a transmissão do jogo: “o Brasil é o país que mais torcedores tem em Cuba”.
Na última quarta-feira (27), durante o jogo da Seleção Brasileita contra a Sérvia, a chuva caia na cidade localizada nos arredores da capital Havana, e raios geravam interferência na imagem da velha TV de tubo chinesa, da marca Panda. Mas pouco importava. Quando Paulinho fez o primeiro gol do Brasil, os moradores pularam de alegria.
“Isso nasceu em 2006. Toda vez que o Brasil joga pintamos tudo de verde e amerelo. Os rapazes pintam os cabelos. Os cubanos se identificam muito com os brasileiros, o samba, o ritmo, a raça. Somos cubanos, somos latinos, somos Brasil”, afirma Alberto Izquierdo, de 65 anos.
Junto com outros vizinhos, o cubano convidou brasileiros residentes em Havana para ver a partida contra a Sérvia em sua casa. A torcida é embalada por gritos entusiasmados, música e muita dança. Em cima da TV, um boneco de Ronaldinho Gaúcho foi colado para dar sorte.
“Estou muito emocionado. Fomos acolhidos de forma tão carinhosa. Me disseram que Bauta era a cidade mais brasileira de Cuba. Eu não conhecia. E vou voltar. Estou em casa. Eles nos trouxeram boa sorte. Ganhamos e jogamos bem”, comenta o embaixador Antonio Alves Júnior, chefe da missão diplomática do Brasil em Cuba.
No teatro da cidade, cubanos comemoravam a vitória brasileira agitando bandeiras ao som de gritos e vuvuzelas. “Somos fãs do Brasil. Vamos ganhar. A Alemanha já se foi. É um a menos. Cuba inteira apoia o Brasil e estamos com eles”, diz María Esther Ríos, de 55 anos.

Bandeira paraibana registra a rebeldia de João Pessoa

No fim dos anos 1920, reinava ainda a política do café com leite, pela qual paulistas e mineiros revezavam-se na presidência da República. Washington Luís, no entanto, indicou outro paulista para lhe suceder: Júlio Prestes. Minas se revoltou, e logo recebeu o apoio do Rio Grande do Sul. Também conquistou outro aliado decisivo: a Paraíba, por meio do governador João Pessoa.
Em 29 de julho de 1929, o político enviou um telegrama de protesto ao Governo Federal. Negava qualquer apoio à candidatura de Prestes. Não foi usada exatamente a expressão “nego”, mas a palavra ficou como um símbolo do acontecimento. Os três estados propuseram o nome de Getúlio Vargas, que chegaria ao poder com a Revolução de 1930.
João Pessoa morreria também em 1930. Seus seguidores decidiram registrar o episódio na bandeira do estado. O verbo “nego” entrou como um símbolo da rebeldia paraibana. O vermelho, de sangue. E o preto de luto.
Por Bruno Hoffmann

Carré de cordeiro

carre
Os dias e as noites começaram a ficar um pouco frios? Então se quer comer deliciosas receitas de INVERNO, não perca essas dicas do Portal da Cultura Brasileira. Que tal um delicioso Carré de Cordeiro e acompanhamentos?
Modo de preparo
Limpe o carré, tempere com molho inglês, sal e pimenta do reino a gosto e reserve. Pegue uma frigideira, leve ao fogo com azeite e frite o carré e acrescente o molho de tamarindo e deixe ferver.
  • Molho de tamarindo
Modo de preparo
  • Junte o tamarindo descascado com açúcar e 4 litros de água, leve ao fogo e deixe cozinhar até reduzir um terço da água. Em seguida peneire para retirar as sementes e as impurezas. Por fim, repasse novamente em uma peneira mais fina e reserve. Em outra panela acrescente 300ml de Azeite deixe esquentar, junte, cebola cotada a Juliana, alho cortado em laminas e a polpa do tamarindo, deixe ferver e junte o vinho tinto seco. Peneire novamente para retirar a cebola e o alho. Em uma outra panela leve o molho ao fogo deixe ferver e acrescente o mel de engenho com sal e pimenta do reino a gosto, deixe cozinhar mais um pouquinho e por fim, acrescente o creme de leite, engrosse com amido de milho se preciso, reserve.
Purê de banana
Ingredientes
4 bananas compridas
2 colheres de sopa de requeijão
2 colheres de manteiga
Creme de leite
500g de queijo de coalho
100ml de azeite de oliva
Folhas de alecrim
Modo de preparo
Corte as extremidades da banana e arrume no tabuleiro untado com pouco de manteiga, azeite e alecrim, cubra com papel alumínio e leve ao forno para assar por aproximadamente 30 minutos, retire do forno e deixe esfriar. Retire as casca das bananas e a sementes e amasse com a ponta do garfo. Em uma panela, junte a banana amassada, requeijão, creme de leite, manteiga e 100g de queijo de coalho por fim, sal a gosto. Mexa até ficar homogêneo.
Arroz de castanha
2 xícara de arroz já cozido branco
Meia Xícara de chá de coco queimado
3 Colheres de sopa de azeite
Meia xícara de chá de cebola a Juliana
Pitada de tempera tudo
Xícara de chá de castanha moída
Xícara  de cebolinho
Xícara de milho verde
Modo de preparo
Leve uma panela ao fogo junto com azeitona, acrescente a cebola e deixe refogar, junte a castanha, coco queimado e o milho verde. Depois refogar por 3 minuto e acrescente o cebolinho e o arroz e mecha  bem, tire do fogo e reserve.
Fonte: BRASIL CULTURA

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Formação e atendimento qualificado são caminhos para a inclusão

GIL editado
A secretária geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Fátima Silva, representou a entidade em audiência pública, nesta quarta-feira (4), na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, sobre o Projeto de Lei nº 278, de 2016, que altera a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (13.146/2015). O debate teve como foco as mudanças propostas pelo senador Romário (PODE/RJ) nos artigos relativos ao apoio aos estudantes nas instituições de ensino.
Para Fátima Silva, há grande dívida com as pessoas com deficiência, quanto às políticas de inclusão. Nesse sentido, a CNTE apoia a iniciativa do Senado e assume o compromisso da construção coletiva daquilo que for melhor para o conjunto da sociedade e que leve à responsabilização do Estado para implementar. Assim, ela pontuou o posicionamento da entidade quanto às modificações sugeridas ao texto, também conhecido como Estatuto da Pessoa com Deficiência.
Em relação à alteração proposta ao artigo 3º, a dirigente sinaliza que o acompanhamento individualizado aos estudantes, conforme emenda sugerida pelo senador Romário, precisa ser revisto. “Isso impede o processo de inclusão escolar. Segundo as estimativas, 10% dos alunos brasileiros possuem algum tipo de deficiência”, explica.Uma emenda do senador também prevê a contratação de funcionários de apoio aos estudantes com deficiência, pelas famílias e sem ônus ao Estado. Sobre essa questão, a representante da CNTE lembrou que, no espaço público da educação, a prática só pode ocorrer com a realização de concurso público, sob pena de todo o projeto ficar eivado de inconstitucionalidade.
Acerca do artigo 28, a Confederação defende a manutenção da redação original da lei, onde está escrita a expressão "todas as modalidades, etapas e níveis de ensino", de forma que as políticas de inclusão abarquem da creche ao ensino superior. A entidade indica, ainda, que os Projetos Políticos Pedagógicos das escolas devem estimar o quantitativo de profissional necessário para o atendimento aos educandos, mediante avaliação e necessidade das crianças e adolescentes com deficiência. “Haverá casos em que o profissional pode atender um e, em outras vezes, cinco. Isso passa por uma discussão que deve ser feita dentro unidade escolar. Se nós colocarmos um número fixo, sem modulações, inviabiliza outras questões, como o financiamento e o Fundeb”, esclarece Fátima Silva.
A respeito disso, Fátima mencionou que o debate não pode estar descolado do atual momento político do país, sob a vigência da Emenda Constitucional nº 95/2016 (Emenda do Teto dos Gastos) que, ao fim e ao cabo, inviabiliza a implementação de políticas de inclusão como as que estavam sendo ali discutidas.
Ela destacou, ainda,  por um lado, a importância da formação continuada para os trabalhadores da educação já em exercício e, por outro, da inserção de disciplinas especiais nos currículos dos cursos nas universidades, voltadas aos futuros profissionais no atendimento aos estudantes com deficiência.
Participaram, também, da audiência pública, presidida pelo senador João Capiberibe (PSB-AP), Luciene Andrade (Abraci), Patrícia Neves (MEC), Cláudia Regina Costa (Sinepe/RJ), Diva da Silva (APAE) e Deusina Lopes (AMA/AP), além do próprio senador Romário e da assessora dele, Loni Manica.
Acesse:
Fonte: CNTE

RETROSPECTIVA: BRASIL Índios e quilombolas protestam por bolsas de estudos em universidades

Estudantes, indígenas e quilombolas fazem manifestação

Manifestação: uma das faixas da Esplanada dos Ministérios, avenida que fica entre o Planalto e o Congresso Nacional, foi bloqueada (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Concessão da bolsa permanência para 2018 só foi autorizada na semana passada e cerca de 150 jovens se revezaram em danças típicas e cantos de protesto

Um grupo de indígenas e quilombolas fez um protestaram no último dia 19 de junho do ano em curso  em frente ao Palácio do Planalto contra cortes à assistência estudantil e pela garantia permanente de liberação de bolsas universitárias.

Classificando a demora na concessão da bolsa permanência, que para 2018 só foi autorizada na semana passada, cerca de 150 jovens de diferentes etnias se revezaram em danças típicas e cantos de protesto.
Durante pouco mais de uma hora, eles bloquearam uma das faixas da Esplanada dos Ministérios, avenida que fica entre o Planalto e o Congresso Nacional, a espera de uma resposta do governo sobre as reivindicações.
Segundo eles, as negociações anteriores com o Ministério da Educação não surtiram o efeito desejado, apesar da autorização de 2,5 mil bolsas de estudos para o segundo semestre deste ano. Eles argumentam que a demanda anual é de 5 mil vagas e que as bolsas liberadas terão repasse somente no prazo de dois meses.
A estudante de química Roseli Batalha Braga, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), pertence à etnia Omágua/Kambeba, que fica no município São Paulo de Olivença (AM), no Alto Solimões. “Hoje em dia tem 42 etnias estudando na Ufscar. Entraram 76 estudantes este ano e até agora o ministro não tinha liberado as bolsas permanências que auxiliam os estudantes nas universidades”, afirmou.
Segundo ela, os estudantes protestam também contra a possibilidade de o Plano Nacional de Assistência Estudantil passar a ser administrado pelo Ministério da Educação, e não por cada centro universitário. “Isso não pode acontecer. Lutamos para continuar essa gestão nas universidades”, disse Roseli,
Para Joane Santos, estudante de Filosofia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, outra demanda dos estudantes é para que a forma de repasse das bolsas seja garantida por meio de uma legislação que não dependa de portarias periódicas.
“A gente não quer ter que se deslocar até Brasília todos os semestres para se preocupar com nossa permanência na universidade. Estamos lutando para ter visibilidade e para que eles não esqueçam que estamos aqui não para pedir um favor, e sim reivindicando uma coisa que é nossa”, disse.
O Palácio do Planalto e o MEC ainda não se manifestaram sobre o protesto.
Fonte: EXAME.ABRIL

"PARA NÃO CAIR NO ESQUECIMENTO!" - BRASIL Atores protestam em Cannes contra genocídio indígena no Brasil

Atores protestam no Festival de Cannes contra o genocídio indígena no Brasil

A equipe de "Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos" protestou com cartazes "Pelo fim do genocídio indígena" e "Demarcação já" no tapete vermelho de Cannes

A equipe do filme “Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos” denunciou no tapete vermelho de Cannes o “genocídio indígena” no Brasil com cartazes em vários idiomas.
A produção da brasileira Renée Nader Messora e do português João Salaviza, exibida na mostra Um Certo Olhar, foi filmada na comunidade Krahô, no estado de Tocantins, durante nove meses.
Os dois cineastas, assim como os protagonistas do filme, Ihjãc Krahô e Koto Krahô, e os produtores compareceram à exibição com roupas pretas e cartazes de protesto.
“Pelo fim do genocídio indígena” e “Demarcação já”, afirmavam os cartazes em português, inglês e francês.
O protesto responde à mobilização de líderes indígenas no Brasil, que acusam o governo do presidente Michel Temer de se negar a demarcar as terras indígenas e favorecer os empresários rurais.
Em uma entrevista à AFP, Renée Nader Messora e João Salaviza criticaram o “perigoso discurso” político atual que “nega” aos índios sua condição, simplesmente porque adotam costumes ocidentais, como usar roupas ou ter um celular.
“Ser indígena é um modo de ser e não de aparentar”, declarou Salaviza.
Fonte: Revista EXAME

Avanço no negro no cenário atual...


É uma reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A semana dentro da qual está esse dia recebe o nome de Semana da Consciência Negra.

A lei N.º 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Com isso, professores devem inserir em seus programas aulas sobre os seguintes temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. 

Com a implementação dessa lei, o governo brasileiro espera contribuir para o resgate da contribuição dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país. 

A escolha dessa data não foi por acaso: em 20 de novembro de 1695, Zumbi - líder do Quilombo dos Palmares- foi morto em uma emboscada na Serra Dois Irmãos, em Pernambuco, após liderar uma resistência que culminou com o início da destruição do quilombo Palmares. 

Então, comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra nessa data é uma forma de homenagear e manter viva em nossa memória essa figura histórica. Não somente a imagem do líder, como também sua importância na luta pela libertação dos escravos, concretizada em 1888. 

Muito embora tenhamos estatísticas sobre o povo brasileiro ainda espelham desigualdades entre a população de brancos e a de pretos e pardos. Por isso, é importante conhecermos algumas informações sobre o assunto. 

Entidades do mov. Negro, como a UNEGRO e outras organizam palestras e eventos educativos, visando concientização da população negra da capital do Rio de Janeiro e em todo pais. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.

Nos lembramos nesta data do assassinato de Zumbi, em 1665, o mais importante líder dos quilombos de Palmares, que representou a maior e mais importante comunidade de escravos fugidos nas Américas, com uma população estimada de mais 30 mil.

Em várias sociedades escravistas nas Américas existiram fugas de escravos e formação de comunidades como os quilombos. Na Venezuela, foram chamados de cumbes, na Colômbia de palanques e de marrons nos EUA e Caribe. Palmares durou cerca de 140 anos: as primeiras evidências de Palmares são de 1585 e há informações de escravos fugidos na Serra da Barriga até 1740, ou seja, bem depois do assassinato de Zumbi.

Embora tenham existido tentativas de tratados de paz os acordos fracassaram e prevaleceu o furor destruidor do poder colonial contra Palmares. A diversidade de formas de celebração do 20 de novembro permite ter uma dimensão de como essa data tem propiciado congregar os mais diferentes grupos sociais. "Os adeptos das diferentes religiões manifestam-se segundo a leitura de sua cultura, para dali tirar elementos de rejeição à situação em que se encontra grande parte da população afro-descendente”.
A luta ainda é grande.
Na semana do dia 20 de novembro, inúmeros temas são abordados pela comunidade negra e os que ganham evidência são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc. Algumas entidades organizam palestras e eventos educativos em que se procura evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.
A marginalização dos negros ocorre dentro de um contexto histórico, processo de abolição da escravidão e formação econômica moderna, em que a estrutura de classes da sociedade está se constituindo tendo como conseqüência o posicionamento desfavorável dos negros, devido à forma de inserção desigual na estrutura de classes, no que se refere à renda, escolaridade e ocupação. 

Nesse sentido, uma das características marcantes do mercado de trabalho brasileiro até hoje é a desigualdade de oportunidades entre os grupos raciais. As estatísticas revelam um quadro assustador sobre a maneira de como brancos e negros estão distribuídos na estrutura ocupacional. Dados estatísticos do IBGE mostram que o rendimento médio da população branca no Brasil é de em media R$ 812; e a dos negros é de R$ 409.

Estas desigualdades presentes no mercado de trabalho estão presentes, também na educação. Pesquisa revela a baixa freqüência dos negros nas universidades brasileiras. Enquanto 80% dos universitários são brancos, somente 2,2% são negros. Juridicamente discute-se a constitucionalidade da política de quotas para negros nas universidades a partir do dispositivo do princípio da igualdade do artigo 5º da Constituição Federal de 1988. Apesar de muitos defenderem essa política como forma de assegurar ao negro a sua participação na sociedade, muitos estudiosos vêem nessa política o aumento da discriminação entre brancos e negros.

São essas práticas discriminatórias presentes no cotidiano que indicam a permanência do racismo. A sociedade brasileira preserva profundas desigualdades raciais, de rendimentos, educacionais e ocupacionais.

A marginalização dos negros ocorre dentro de um contexto histórico, processo de abolição da escravidão e formação econômica moderna, onde a estrutura de classes da sociedade nacional está se constituindo e como conseqüência terá o posicionamento desfavorável dos negros, devido à forma de inserção desigual na estrutura de classes, no que se refere à renda, escolaridade e ocupação. 

Em outros termos, poderíamos dizer que o Estado a partir da segunda metade do século XIX, pós-1850, e, principalmente, início do século XX, até meados dos anos 40, foi o veículo primordial da formação de um mercado de trabalho fundado na exclusão dos negros e descendentes. 


Esse mercado de trabalho, estruturado de cima para baixo pelo poder estatal, privilegiava os indivíduos brancos e dificultava o acesso de outros grupos raciais tendo em vista a crença, então em voga por aqui, a respeito da superioridade dos brancos. Essa ideologia racial irá, evidentemente, dificultar a inserção dos negros no nascente mercado de trabalho tendo em vista sua suposta inferioridade e a discriminação racial será, então, uma das marcas visíveis que o negro encontrará na busca por trabalho.

O Dia da Consciência Negra, portanto, deve ser comemorado como uma data para se lembrar da resistência do negro à escravidão em contraposição ao 13 de maio quando foi decretada a abolição da escravatura pela princesa Isabel. É a celebração da generosidade de uma branca em relação aos negros. Neste dia, os negros exaltam a sua origem africana e exaltam a sua luta pela liberdade de informação, religião e cultural. Buscam maior participação e cidadania para os afro-brasileiros associando-se a outros grupos para dizer não ao racismo, à discriminação e ao preconceito racial.

O dia da consciência negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte de africanos para o solo brasileiro (1594) portante é acima de tudo um mês de reflexão e que a festividade, alegria renove as energias para continuar a trajetória para a conquista de direitos e igualdade de oportunidades. Estejamos todos engajados nesta caminhada pela liberdade e pela consciência da riqueza da diversidade racial para toda a sociedade brasileira.

Por: Claudia Vitalino.
Fonte: ultimainstancia.uol.com.br/artigos/pt.wikipedia.org/wiki/IBGE/UNEGROO.