Postagem em destaque

FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

FÁTIMA BEZERRA CONVIDA O PROFESSOR GETÚLIO MARQUES PARA A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO! ÓTIMA ESCOLHA!!!

Eduardo Vasconcelos e professor, Getúlio Marques
Professor, Getúlio Marques Ferreira (direita da foto abaixo), qualificadíssimo para o cargo de Secretário Estadual de Educação do RN! Experiência fora do comum! Compromisso com a EDUCAÇÃO BRASILEIRA! Nota 10 para a Governadora, FÁTIMA BEZERRA! Foto: Belchior (Ex Reitor do IFRN, Cid Arruda, Fátima Bezerra e Getúlio Marques).
A imagem pode conter: 4 pessoas, incluindo Cid Arruda, pessoas sorrindo, pessoas em pé
Foto da inauguração do Núcleo do CEFET de Nova Cruz/RN, em 05 de maio de 2008

Cid Arruda...

#tbt - Inauguração do Núcleo do Cefet, hoje IFRN/Nova Cruz, em 05.12.2008, com a então Deputada Federal, Fátima Bezerra e os Professores Belchior de Oliveira Rocha e Getúlio Marques Ferreira. Eleita Governadora do Estado, Fátima Bezerra escolheu o Professor Getúlio Marques para ser o futuro Secretário de Educação do Estado. Uma excelente escolha de nossa Governadora para substituir a Professora Cláudia Santa Rosa, que fez um eficiente trabalho à frente da pasta. Desejo ao Professor Getúlio sucesso nesta nova e importante missão.

Tênis de Mesa de Mossoró encerra ano com confraternização e última etapa do rating local neste sábado, 1º



tm6.jpg
Na oportunidade será feito o balanço dos resultados de 2018; entrega de premiação e informes das ações para 2019
O esporte amador na cidade de Mossoró, apesar das dificuldades em conseguir apoios comerciais, continua atuante motivado pela paixão e dedicação de seus praticantes. O Tênis de Mesa é um exemplo disso.
O esporte que surgiu na Inglaterra, no século XIX, e chegou ao Brasil na primeira década do século seguinte, teve suas atividades iniciadas oficialmente em Mossoró no início dos anos 2000 – com representação e conquistas em competições estaduais, regionais e até nacionais. Além disso, se destaca também na arbitragem com o professor Mário Paz, que atua desde 2002 em competições regionais e desde 2006 em eventos nacionais, tendo obtido a certificação de árbitro internacional do esporte – onde atuou junto com mais dois árbitros de Mossoró nas Paralimpíadas Rio 2016.
Desde então essas representações e conquistas continuam – sobretudo em âmbito estadual com a realização de Etapas do Campeonato Estadual de Tênis de Mesa e na arbitragem com participação na Etapa Nacional dos Jogos Escolares da Juventude realizado este ano em Natal. Diante desse quadro, há ótimas perspectivas para realização de duas etapas em Mossoró do campeonato estadual em 2019, além de muitas outras atividades; como o tradicional rating local, cursos e aperfeiçoamento de árbitros.
Interessados em conhecer e saber mais do esporte na cidade podem entrar em contato com o Prof. Mário Paz pelo telefone (84) 9 8882-5255. 
No sábado (1º), a partir das 14h, será realizada a V Etapa do Rating Mossoroense de Tênis de Mesa 2018, e logo após terá uma confraternização entre os praticantes do esporte com o balanço dos resultados obtidos neste ano, além de entrega de premiação e informes sobre o planejamento para o próximo ano. O encontro acontece no Diocesano Clube Tênis de Mesa, localizado na área de lazer Drácon Bessa, que fica por trás do Ginásio Padre Sátiro (Carecão) – o acesso ao espaço se dá pelo Colégio Diocesano Santa Luzia.

Fonte: Tênis de Mesa Mossoró por e-mail ao CPC/RN.

Juntos pela proteção da Terra Indígena Kaxuyana Tunayana

Kaxuyana Tunayana
Foto: Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé)

Entre os dias 20 e 22 de novembro, na Aldeia Santidade, indígenas e servidores se reuniram para a elaboração do Plano de Proteção da Terra Indígena (TI) Kaxuyana Tunayana, localizada no Estado do Pará, e a Festa de comemoração pela publicação da Portaria do Ministério da Justiça nº 1.510, de 19 de setembro de 2018, a qual declarou a posse permanente dos povos indígenas residentes na TI.

O evento foi organizado pela Associação Indígena Kaxuyana Tunayana Kahyana (AIKATUK) e contou com a participação de servidores da Coordenação Geral de Monitoramento Territorial (CGMT), da Coordenação Regional de Manaus (CR MAO), da Coordenação Técnica Local (CTL) Nhamundá e da Frente de Proteção Etnoambiental (FPE) Cuminapanema. Participaram também representantes da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), da Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (Coica) e do Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé).

Ângela Amanakwa Kaxuyana, que é membro da coordenação executiva da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e  liderança local, avalia que "o encontro entre todos os caciques e representantes das aldeias das calhas dos rios da TI Kaxuyana Tunayana foi um momento oportuno para discussão deste plano que abarca um objetivo comum a todos, que é a proteção do território; além de possibilitar a discussão junto aos servidores do órgão indigenista e demais parceiros sobre a necessidade do avanço na demarcação física da área, passo importante para sua homologação. Esses encontros fortalecem as alianças entre os diferentes povos residentes na TI para garantia da proteção das suas comunidades e dos povos isolados que também residem neste território".

A TI Kaxuyana Tunayana é o lar de inúmeros indígenas dos povos Hixkaryana, Waiwai, Kaxuyana, Kahyana, Tunayana, Txikyana, Katwena, Xerew, Xowyana, Mawayana, Tiriyó, Okomoyana, Karahawyana, Yaskuriyana, Farukwoto, Kararayana, Prowyana, Akuriyó, Wayana e Apalai e Isolados.

Declarada recentemente, a TI Kaxuyana Tunayana está apta à etapa de demarcação física. Todavia, enquanto são realizados os encaminhamentos necessários para a contratação de empresa especializada para a realização do serviço de alocação dos marcos físicos, o Plano de Proteção Territorial da TI Kaxuyana Tunayana, discutido durante o encontro, visa implementar medidas emergenciais que contribuam para a redução das ameaças atualmente vivenciadas pelos indígenas residentes nesta Terra Indígena, sobretudo a pressão exercida por grupos responsáveis por atividades ilícitas dentro dos limites da TI.

Durante o encontro foi definida a alocação de placas indicativas dos limites da TI Kaxuyana Tunayana nos seus pontos mais vulneráveis, açãõ que será desenvolvida por meio de uma parceria entre os povos residentes na TI Kaxuyana Tunayana, a AIKATUK, as CTLs Nhamundá e Oriximiná, a CR Manaus, a FPE Cuminapanema e o Iepé.

Coordenação-Geral de Monitoramento Territorial
Fonte: FUNAI

Armazenagem de obras de arte voltará a ser taxada por peso em aeroportos

Armazenagem de obras de arte voltará a ser taxada por peso em aeroportos
As taxas de armazenagem de obras de arte e instrumentos musicais nos aeroportos voltarão a ser cobradas pelo peso e não pelo suposto valor de mercado dos bens. Esse é o parecer final do Conselho de Aviação Civil (CONAC), em decisão ad referendum de seu presidente, o ministro Valter Casimiro Silveira, dos Transportes, Portos e Aviação Civil, publicado no Diário Oficial da União, nesta quarta-feira (21). A medida reduz de forma significativa os valores cobrados pelas concessionárias de aeroportos brasileiros, seguindo tendência internacional.
“Trata-se de uma vitória da Cultura e das instituições culturais brasileiras. A cobrança pelo suposto valor de mercado das obras inviabilizaria a realização, no Brasil, de exposições e concertos musicais com coleções vindas de fora”, comemora o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.
Defensor da manutenção da cobrança da taxa com base no peso dos bens, o ministro desde abril vinha realizando reuniões com representantes das instituições envolvidas, com o objetivo de sensibilizá-los sobre a questão. Essa articulação resultou na criação, pelo Ministério dos Transportes, de um Grupo de Trabalho para propor regras mais claras para a cobrança de tarifas de armazenagem pelas concessionárias de aeroportos. O relatório final do GT foi entregue no dia 12 de setembro.
Na decisão publicada hoje, o Conselho determinou que deve ser mantida a interpretação anterior sobre o sentido da expressão “cívico-cultural” que consta nos contratos de concessão de aeroportos. Ficou estabelecido que a expressão se refere a “obras de arte, instrumentos musicais e outras cargas que entram no Brasil sob regime de admissão temporária destinadas a eventos de caráter cívico e cultural”. Trata-se de uma diretriz de política setorial que consagra essa definição.
Na prática, a definição estabelece que os bens destinados a fins cívicos-culturais sejam cobrados pela tabela 9 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ou seja, pelo peso, e não por seu suposto valor de mercado.
Histórico
O impasse sobre a mudança na cobrança de tarifas de armazenagem para bens culturais teve início em outubro de 2017, quando houve tentativa de mudança na tarifação dos instrumentos da Orquestra Nacional do Conservatório de Toulouse, que se apresentou no Teatro Cultura Artística, em São Paulo. Na ocasião, a direção do teatro conseguiu junto à Justiça impedir a mudança tarifária e garantir a realização do concerto.
Já no início de 2018, a partir de uma nova interpretação da expressão “cívico-cultural”, algumas concessionárias de aeroportos passaram a aplicar a taxa de armazenagem sobre o valor de mercado das obras de arte e instrumentos musicais, e não sobre o seu peso, como era feito anteriormente. A nova modalidade de cobrança elevou alguns valores em mais de 900%, o que impossibilitaria a realização de diversos concertos, mostras e exposições. Durante esse período, várias instituições, como o Museu de Artes de São Paulo (MASP) e a Bienal de Arte de São Paulo, tiveram que recorrer à Justiça para viabilizar suas exposições e evitar a cobrança de tarifas abusivas.
Diante da importância do tema e da mobilização do setor cultural, o ministro Sá Leitão se engajou na questão em defesa da cobrança por peso. Em abril, encontrou-se com o diretor-geral da Anac, José Ricardo Botelho. Em maio, depois de reunião de Sá Leitão com o ministro Valter Casimiro, o Ministério da Cultura enviou ao Ministério dos Transportes um aviso alertando sobre o risco de inviabilização de concertos, exposições, mostras e festivais de arte no País, com sérios prejuízos para a cultura e para a sociedade brasileiras, devido à alteração unilateral por parte de concessionárias de aeroportos da metodologia de cobrança das taxas de armazenagem de bens culturais.
O aviso também sugeria que houvesse a regulamentação do conceito de atividade cívico-cultural, a fim de garantir a clareza necessária sobre quais atividades poderiam se beneficiar do regime especial de tarifas garantido pela tabela 9 do contrato de concessão dos aeroportos (que estabelece a cobrança por peso, e não pelo valor de mercado). As reuniões e o aviso encaminhado pelo Ministério da Cultura resultaram na criação, pelo Ministério dos Transportes, de um GT para propor regras mais claras para a cobrança das tarifas.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Grandes livrarias quebram e arrastam setor editorial

Foto: EBC
Depois de Cultura em outubro, agora foi a vez da Saraiva pedir recuperação judicial. Gigantes do varejo devem R$ 325 milhões para editoras. Os porquês da crise e os caminhos para evitar o colapso.
Por Gabriel Valery, da RBA
O modelo de negócio das livrarias brasileiras está em xeque. Neste ano, as duas maiores redes no país, Livraria Cultura e Saraiva, entraram com processo de recuperação judicial. Quantidade expressiva dos livros vendidos no Brasil, quatro em cada dez, passa por essas lojas. A quebra arrasta toda a cadeia editorial, altamente dependente desse oligopólio que hoje não consegue mais se sustentar.
O problema é mais complexo do que parece. Culpar a crise econômica ou o fraco hábito de leitura dos brasileiros não basta. E as soluções também são delicadas, mas existem.
Diferente de um senso comum que culpa os brasileiros por lerem pouco, a busca por livros vem aumentando ano a ano no país. A Associação Nacional de Livros (ANL) promove mensalmente um estudo sobre o comportamento do varejo de livros no Brasil. A procura por livros cresceu 4,2% este ano – na comparação com 2017. Destaque para áreas como HQs, com alta de 27,1%, e Turismo, Lazer e Culinária, 21,5%.
Apesar do aumento na demanda, é importante perceber um dado contrastante. Após mais de uma década de crescimento desde o início dos anos 2000, a partir de 2015, o setor editorial apresenta resultados negativos na quantidade de títulos e também na lucratividade. No auge, em 2014, foram produzidos 501.371.513 exemplares em todo o país. Em 2017, após consecutivas quedas, esse número caiu para 393.284.611. Os dados são da série de pesquisas realizadas pela Fipe em parceria com a Câmara Brasileira do Livro.
O presidente da ANL, Bernardo Gurbanov, explica que “os tempos do varejo são diferentes dos tempos da produção”. “As pessoas estão começando a consumir um pouco mas, no caso do livro, temos de entender que o processo de produção é demorado. Esse é um elemento importante para entender que o aumento do consumo não está necessariamente relacionado com o aumento da produção. A produção está mais lenta do que o consumo e as livrarias são o principal canal de vendas para 50% da produção.”
Mas se existe a demanda, então quais seriam as razões pelo enfraquecimento da indústria de livros? Para Bernardo, destacam-se dois fatores: a concorrência predatória de grandes grupos e a hiperconcentração do varejo.
Selvagens
O hábito de compra de livros em todo o mundo foi alterado significativamente graças à ascensão das compras via internet. Bernardo disse à RBA que a representatividade das vendas on-line da Saraiva, por exemplo, corresponde proporcionalmente às vendas da melhor de suas lojas físicas. É um processo natural que cresce com o advento das novas tecnologias, mas o problema começa com práticas predatórias de empresas digitais, como a Amazon, e também o e-commerce das grandes varejistas.
Para a gigante norte-americana, os livros não passam de meras iscas de clientes. “Os principais players do comércio eletrônico utilizam o livro, em muitos casos, como uma isca para atrair o consumidor de outros produtos. É uma técnica de vendas que utiliza o livro para apontar para produtos que têm maior valor agregado. Então, eles abaixam radicalmente o valor do livro, sacrificam uma linha de produtos em função de um lucro posterior”, explica Bernardo.
“Temos de identificar o que é livre concorrência e o que é concorrência predatória. Isso contribui para o fechamento do varejo físico. Colocam um produto a preço inferior do custo. Isso faz parte de uma estratégia para eliminar a concorrência. Entramos em um território difícil que é a questão da ética comercial”, completa. Por isso, muitas vezes, os livros são muito mais baratos pela internet do que em lojas físicas, o que cria um mal estar no consumidor.
Oligopólios
O outro aspecto central que ajuda a explicar o processo de falência do setor é a concentração do mercado nas mãos de poucas empresas. “Verificamos um efeito perverso disso. Na medida em que o varejo se concentra, o fornecedor também concentra sua atenção. As principais redes, Saraiva e Cultura, significam aproximadamente 40% de todas as vendas. Então, as editoras passaram a fornecer com privilégios e grandes descontos para essas redes. Agora elas estão quebrando e arrastando o mercado inteiro. A lista de credores da Saraiva arrasta todo o mercado editorial.”
É o caso da Editora Contraponto. A empresa busca novas formas de sustento com a quebra da cadeia, como explica o editor César Benjamin. “Somos uma pequena editora. Como todas as demais, fomos atingidos pela crise que quebrou a cadeia de livros brasileira com muitas falências. Estamos nos esforçando para estabilizar e poder voltar a crescer em 2019.”
Para isso, eles iniciaram campanhas de financiamento coletivo, com contrapartida de distribuição de livros para os que ajudaram. “Estamos em um esforço de manutenção da cultura viva no Brasil. É um momento de resistência em uma situação tão difícil em que a vulgaridade avança sobre todas as áreas. Ajude as editoras, não deixe o livro morrer”, apela.
Passado e futuro
Ações como a da Contraponto revelam um dos caminhos possíveis para a sustentabilidade da indústria de livros. Para Bernardo, o varejo é dinâmico, com transformações, e isso não significa uma tragédia. “Temos que ter claro que o mundo não acabou, não é estático. Tem renovação e adaptação permanente às exigências do consumidor.”
Um dos movimentos que tende a ganhar força para Bernardo é uma espécie de “retorno às origens”, com a ampliação da rede de pequenas livrarias. “Há um movimento de renovação dos menores. Fecharam muitas nos últimos anos, mas estão aparecendo novas. E com isso vêm as novas gerações que chegam ao mercado de trabalho. Jovens que amam o livro e o ambiente cultural e não carregam os modelos do passado. Muitas vezes os próprios proprietários atendem o público.”
“O passo é procurar alternativas que passam pela maior atenção com essas livrarias pequenas e médias. Também podemos pensar no comércio online das próprias editoras que precisam escoar seus produtos. São alternativas que estão em curso. Não digo que sejam estratégias definitivas e nem a salvação da pátria. Mas são saídas, tal como maior participação em eventos literários, feiras, enfim, uma maior aproximação com o consumidor vai ser essencial”, completa.
As livrarias físicas possuem importância social e devem se renovar. É possível citar o exemplo da Tapera Taperá, em São Paulo, que promove cursos e palestras quase que diariamente. “A livraria traz a experiência para o consumidor mais exigente. É um lugar de encontro com livros, autores, colegas e pessoas afins. As livrarias, desde que existem, sempre propuseram algo além da compra e venda. A estratégia de transformar a livraria em um centro cultural tende a se fortalecer”, argumenta Bernardo.
Fonte: RBA

Manual orienta como enfrentar a “Escola sem Partido”

Mais de 60 entidades e organizações que atuam na área da educação lançaram, nesta terça-feira (27), o Manual de Defesa Contra a Censura nas Escolas. A iniciativa oferece estratégias pedagógicas e jurídicas para professores e instituições em casos de perseguições, intimidações e ataques originados em projetos ligados ao “Escola Sem Partido”.
Com base em 11 casos de cerceamento das liberdades dos docentes, o manual, além de destacar formas de enfrentamento políticas e jurídicas, reforça o pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela análise de inconstitucionalidade, adiada na semana passada, da lei estadual aprovada em Alagoas (Lei 7.800/2016), que implanta projeto semelhante ao Escola Sem Partido no estado.
Em São Paulo, entidades de professores também criaram uma frente pela defesa da educação, liberdade de cátedra e contra a Lei da Mordaça. De acordo com os sindicatos, o principal objetivo da frente é unificar a luta dos professores da rede pública e privada, e de todas as esferas de governo – municipal, estadual e federal – do ensino fundamental ao superior, com movimentos e ativistas da educação.
“Quando colocam ‘Escola Sem Partido’, o que na verdade querem é a ideologia deles, é o partido deles, a escola de um partido só. É matar a escola e amordaçar o professor”, diz o presidente do Sindicato dos Professores do ABC (Sinpro), José Jorge Mággio,
Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e especialista na área, elucida que “a falta de confiança nas relações entre os atores escolares seja discutida, prioritariamente e como sempre foi, nas escolas, a partir do marco de uma gestão democrática comprometida com a defesa do direito à educação de todos e todas”.
“Qual é o papel das instituições de ensino (públicas e privadas) diante do assédio individual sofrido pelos seus professores? Há uma dimensão coletiva, da esfera do trabalho (e da justiça do trabalho), que deve ser invocada quando professores e professoras são agredidas. As escolas precisam defender seus professores de tentativas de cerceamento de suas liberdades constitucionais. No caso da educação pública, o Estado precisa começar a defender seus professores”, defende Daniel Cara.
Além da Rede Escola Pública e Universidade, do QuatroV, do Coletivo de Advogad@s de Direitos Humanos e da Ação Educativa, assinam o Manual diversas associações científicas ligadas à educação, sindicatos nacionais da educação como CNTE e CONTEE e ANDES-SN, e entidades representativas das redes municipais como Undime e UNCME. Destacamos o apoio importantíssimo da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal (MPF) e do Fundo Malala.
No próximo dia 6 de dezembro as entidades sindicais divulgarão um manifesto contra a Lei da Mordaça.

Acessem o manual: – Acesse o manual completo. Cortesia: cartaeducacao.com.br
Do Portal Vermelho, com informações da RBA e do Brasil247

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

POESIA - CARLOS EDUARDO DRUMMOND - RJ

Oração carioca

Cristo nosso que estais no Corcovado,
Santificado seja o vosso Rio,
Sejam belas vossas praias,
Do Leme ao Pontal...
O Pão-de-Açúcar nosso de cada dia nos dai hoje,
Perdoai-nos em fevereiro, é Carnaval.

Direito penal

Diz o Direito:
Não há homicídio sem morte!
Mas eu me pergunto calado:
O que pode o juiz fazer,
Se eu morrer, aqui, de saudade,
Vivendo de amor por você?

Direito Penal II

Não se condena duas vezes
Pelo mesmo crime.
Assim afirma o Direito.
Mas eu não aceito!
Ontem, morri de saudade;
Hoje também; amanhã idem,
Depois, bis in idem...
E você, solta no mundo,
A zombar dessa gente,
Continua a me matar impunemente.

Poema de aniversário

Procurei no dicionário,
Com paciência e cuidado,
O real significado
Da palavra aniversário.
Aquele livro pesado,
Mestre dos visionários,
'Pai dos burros' batizado,
Pareceu-me sectário,
Ao responder meu chamado.
Deveras decepcionado,
Joguei o meu dicionário
Na estante, empoeirado,
Para pregar, solitário,
O meu significado
Da palavra aniversário.
Diz assim, o verbete lendário,
Ontem, por mim criado:
“Aniversário: Espécie de relicário,
Muitíssimo bem guardado
Nas folhas do meu diário,
Dos versos que eu escrevi,
Com todo amor, e não li,
Durante o ano passado

Maria Firmina dos Reis - Primeira Romancista brasileira!

..Passei toda minha vida de estudante sem ouvir falar de MARIA FIRMINA DOS REIS. Esquecida pela história oficial, essa mulher extraordinária tornou-se a primeira romancista brasileira, ao publicar seu livro “Úrsula”, em 1859. Graças à FLUP (Feira Literária das Periferias) desse ano, ganhei de presente sua incrível história. Negra, nascida no Maranhão, escritora, professora, abolicionista. MARIA FIRMINA DOS REIS é uma heroína brasileira, contudo, o silêncio persistente em torno de seu nome quase fez com que eu não tivesse o privilégio de conhecer sua obra. Parafraseando o samba da Mangueira do próximo ano: “Brasil, meu nego, deixa eu te contar a História que a História não conta.

Fonte: cedrummond.blogspot.com

Universidade de Brasília lança edital para vestibular indígena

UnBestudanteindigena
A Universidade de Brasília divulgou a abertura do vestibular destinado a selecionar candidatos indígenas para ingresso em cursos de graduação da instituição no 2º/2019. No total, são 85 vagas, distribuídas entre 30 cursos presenciais nos campi Darcy Ribeiro (Asa Norte), de Ceilândia (FCE) e de Planaltina (FUP).

Podem concorrer às vagas candidatos indígenas que tenham cursado ou estejam cursando a maior parte do ensino médio em escolas da rede pública. Se aluno da rede particular, o candidato precisa ter recebido bolsa de estudos, integral ou parcial. Neste último caso, de no mínimo 50%.

As inscrições começam em 3 de dezembro e vão até 14 de janeiro de 2019. Os interessados devem confirmar a participação pelo site do Cespe. A seleção não possui taxa de inscrição. A avaliação será feita por meio da aplicação de prova objetiva e de redação em Língua Portuguesa. Haverá ainda uma fase de entrevista pessoal.
As provas ocorrem na data provável de 16 de fevereiro de 2019, nos polos regionais das cidades de Aracruz/ES (Aldeia Caieiras Velhas), Boa Vista/RR, Brasília/DF, Imperatriz/MA, São Gabriel da Cachoeira/AM, Tabatinga/AM e Tacaratu/PE (Aldeia Brejo dos Padres). O edital é uma iniciativa da Fundação Universidade de Brasília (FUB), levando em consideração o Acordo de Cooperação Técnica com a Fundação Nacional do Índio (Funai).
CONTATO – Outras informações no site do Cespe, pela Central de Atendimento ao Candidato, de segunda a sexta, das 8h às 19h, no campus universitário Darcy Ribeiro, edifício sede do Cebraspe, ou pelo telefone (61) 3448 0100.
SERVIÇO
Vestibular Indígena UnB/Funai 2018
Vagas: 85
Inscrições: de 3 de dezembro a 14 de janeiro de 2019
Provas: 16 de fevereiro de 2019
Fonte: UnB Notícias
C/ FUNAI

Virada Cultural 2019 já tem data marcada e inscrições abertas

Click da Virada Cultural de São Paulo em edições anteriores

Maio é mês de ocupar SP e participar de atividades culturais na rua!

Alô, paulistanos de plantão! A Secretaria Municipal de Cultura divulgou as datas oficiais que a Virada Cultural de SP, um dos maiores eventos da capital, acontece em 2019.

Durante os dias e as noites de 18 e 19 de maio, o eventão promete misturar muita música, teatro, cinema, projeções, dança, literatura e performances, tudo isso do jeito que a gente gosta: com entrada GRATUITA, nas ruas de SP!
Quer levar seu projeto para o evento? O formulário de inscrição online fica disponível até dia 20 de novembro. A partir desta data, a comissão que faz a curadoria elege os convocados. Os nomes dos curadores ainda não foram anunciados.
Não serão aceitos projetos enviados por e-mail e nem entrega de materiais pessoalmente.


Crédito: Leandro Martins - Milenar Imagem | Fotos Públicas
Tradicional na capital, o evento promove 24 horas consecutivas de muita cultura, arte e diversidade
A Virada Cultural é um dos maiores eventos do calendário cultural da cidade e, em 2019, chega à sua 15ª edição sempre recheada de atrações diversificadas.
Gostou? Então confirme presença no evento da Virada Cultural 2019 e acompanhe todas as novidades em primeira mão!
Fonte: https://catracalivre.com.br/agenda/virada-cultural-sp/

terça-feira, 27 de novembro de 2018

II NOITE DAS HOMENAGENS É ADIADO PARA O DIA 30 DE DEZEMBRO!!!

LOGOMARCA DO CPC/RN
O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, INFORMA que a II NOITE DAS HOMENAGENS, que seria realizado no dia 30 de novembro, foi adiado para o dia 30 de dezembro (local a ser confirmado), em virtude de alguns HOMENAGEADOS justificarem suas suas ausências na data que seria 30/11. 

Desde já, agradecemos a compressão de todos/as!

Atenciosamente,

DIRETORIA DO CPC/RN

Ouça “História Hoje” 27/11/: Há 47 anos, morria o jornalista Aparício Torelli, o Barão de Itararé

Ele foi o pioneiro do humorismo político, além de jornalista e um frasista de primeira…
O irreverente Aparício Torelly, o Barão de Itararé, morreu em 27 de novembro de 1971.
Apresentação José Carlos Andrade

ANTES DE OUVIR O ÁUDIO DESLIGUE O SOM DA RÁDIO BRASIL CULTURA NO TOPO DA PAGINA

Tocador de áudio

Biografia

Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly

Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, o Barão de Itararé, nasceu na cidade de Rio Grande, no interior do Estado do Rio Grande do Sul, um local próximo à fronteira com o Uruguai, no dia 29 de janeiro de 1895. Em 1906 
matricula-se, como interno, no Colégio Nossa Senhora da Conceição, em São Leopoldo-RS, onde faz o seu primeiro jornal manuscrito, intitulado “Capim Seco”, com tiragem de um exemplar, em 1909. Deixa o colégio após cursar o 5º. ano ginasial, em 1911. Anos depois, por pressão familiar, matricula-se na Faculdade de Medicina de Porto Alegre-RS. 

“Pontas de Cigarros”, “versos diversos” e “poemas bem humorados”, o primeiro e único livro com seu nome verdadeiro, é publicado em 1916. Em 1918, durante suas férias, sofre um derrame quando andava a cavalo na fazenda de um tio. Face ao problema surgido, abandona a Faculdade no 4º. ano e inicia viagens pelo interior do estado, fazendo conferências sobre diversos assuntos. Publica sonetos e artigos em jornais e revistas, como: “Kodak”, “A Máscara” e “Maneca”. A partir de então, dedica-se exclusivamente ao jornalismo. Nessa mesma época funda “A Noite e a Reação”, “A Tradição” e ” O Chico”, seu primeiro jornal de humor. Casa-se com Alzira Alves, com quem tem três filhos: Ady, Ary e Arly.
 Já separado, em 1925, muda-se para o Rio de Janeiro. Começa a trabalhar no jornal “O Globo” como articulista, tendo como padrinho Irineu Marinho, Director-proprietário daquele matutino. Com sua morte, naquele mesmo ano, Aparício Torelly desliga-se do jornal e, a convite de Mário Rodrigues (pai de Nelson Rodrigues), ex-secretário do Correio da Manhã, começa a escrever uma coluna na primeira página da que, no futuro, seria “A Manhã”. Com ele vai Andres Guevara, ilustrador, que conhecera há pouco. No dia 2 de janeiro de 1926 estréia n'”A Manhã” com a coluna intitulada “A manhã tem mais…”, assinada sob o pseudônimo de Apporelly. Diante da boa receptividade que obteve, o humorista é levado a criar outra coluna, também na primeira página. Aproveitando-se da data, em 13 de maio de 1926 abandona o emprego e funda seu próprio jornal, “A Manha”, um tablóide de circulação nacional. O jornal é um sucesso completo, superando as fórmulas já velhas conhecidas dos leitores, como “O Malho”, “Fon-Fon” e “Careta”.
Historia contada sobre o autor: Corria o ano de 1928. Em Porto Alegre, uma conferência sobre pesquisa para descobrir a causa da febre aftosa (doença que ataca o gado) mobilizava um público atento. Getúlio Vargas, então deputado no Distrito Federal (Rio de Janeiro), estava presente. O conferencista, dono de argumentação técnica consistente, impressionava. No encerramento, disse:
— É imperioso que desenvolvamos esse tipo de pesquisa, para benefício do Brasil, pois que uma vacina eficaz contra a aftosa tem grande significado económico.
Criado o clima de “gran finale”, aumentou a voltagem atmosférica, ao desafiar, subitamente:
— Afinal de contas, quem é que somos nós? Repito: quem é que somos nós?
Ato contínuo, frente a uma plateia literalmente hipnotizada, o conferencista começou a dançar e a cantar o conhecido hino: “Nós somos da pátria amada, fiéis soldados…”. E dançando e cantando saiu da sala.
Em 1929 “A Manha” circula como encarte semanal do jornal “O Diário da Noite”, por quatro meses. O jornal, do conhecido Assis Chateaubriand, na primeira semana dobra a tiragem, vendendo 15.000 exemplares, até atingir a marca de 125.000 exemplares na data da publicação do programa da Aliança Liberal. Sempre irreverente, em 1930, com a revolução, o autor proclama-se Duque de Itararé, herói da batalha que não houve. Semanas depois, rebaixa-se a Barão como prova de modéstia. No dia 02 de Setembro de 1932 é preso pela 4º. delegacia auxiliar (responsável pela ordem política e social), após “delirante actividade revolucionária” mantida nas páginas d’ “A Manha” e constantes estocadas contra o governo instalado pela revolução.
O ano de 1934 marca a abertura do “Jornal do Povo”, em Outubro, em companhia de Aníbal Machado, Pedro Mota Lima e Osvaldo Costa. Nos dez dias em durou, o jornal publica em fascículos a história de João Cândido, um dos marinheiros da revolta de 1910. O Barão é sequestrado e espancado por oficiais da marinha nunca identificados. Depois do atentado retorna à redacção e afixa uma placa na porta: “Entre sem bater”.
Preso, novamente, em 09 de Dezembro de 1935, por ser militante e um dos fundadores da Aliança Nacional Libertadora, permanece “em cana” durante todo o ano de 1936, primeiro a bordo do navio presídio D. Pedro I, depois na Casa de Detenção do Rio de Janeiro; juntamente com Hermes Lima, Eneida de Morais, Nise da Silveira e Graciliano Ramos. Dona Zoraide, sua segunda mulher, falece nesse ano.
Este último, em “Memórias do Cárcere”, referiu-se por diversas vezes ao Barão, tendo dito: “… Ao fundo, Apporelly arrumava cartas sobre uma pequena mesa redonda, entranhado numa infinita paciência. Avizinhei-me dele, pedi notícias do livro que me anunciara antes: a biografia do Barão de Itararé. Como ia esse ilustre fidalgo? A narrativa ainda não começara, as glórias do senhor barão conservavam-se espalhadas no jornal. Ficariam assim, com certeza: o panegirista não se decidia a pôr em ordem os feitos do notável personagem.”
Mas suas citações sobre o Barão em seu famoso livro desagradaram a amigos do enfocado, como se pode perceber nas declaração de Carminda de Azevedo Mendes Steed, amiga de Apparício: “…E quem leu “Memórias do Cárcere” e quem conheceu o Apporelly, fica com uma bruta duma raiva do seu Autor, o insigne, amargo, festejado, realista, seco como o sertão — ah, um cactos o cáustico Graciliano, quando relata o dia a dia de seus companheiros presos e onde focaliza um Apporelly piadista, loquaz e festeiro, durante o dia sempre tentando levantar o moral de todo o mundo e um pobre desvalido, acometido de tremuras e suadeiras à noite como que atrapalhando, incomodando o repouso de seus companheiros. Um covarde travestido de bufo? Não seria isso mesmo que a gente lê nas entrelinhas?”. E concluía: “…Sabia lá Graciliano se essas noites nos dormitórios extensos de altas paredes e silêncios seculares onde o interno de São Leopoldo, nas mãos daqueles Mestres (que Ele, convenhamos, amava) alemães e jesuítas, como se não bastasse serem só alemães ou só jesuítas, aquele menino carente e vulnerável, órfão de mãe e premiado por um pai truculento e lacónico, ou seriam essas noites no Pedro I não o reflexo de sua infância já tão antiga, mas, a realidade do aqui e agora da infância e adolescência de seus filhos — sem mãe também e jogados às traças por um amigo desleal a quem Apporelly os confiou.”
Solto em 21 de Dezembro de 1936, com outros 100 presos, reabre “A Manha”, que só consegue funcionar por um ano, sob severa censura do DIP. Casa-se, pela terceira vez, com D. Juracy, que lhe dá mais um filho, Amy Torelly.
Janeiro de 1938 marca sua volta ao “Diário de Notícias”, do Rio de Janeiro, e da coluna “A manhã tem mais…”, onde colabora por quase seis anos. No dia 27 de Janeiro de 1939 é preso novamente por três dias. O facto se repetirá diversas vezes até o fim do Estado Novo.
  1. Juracy, sua esposa, falece em 1940, ao dar à luz àquele que seria seu segundo filho com ela. A criança também falece. Apporelly retira-se para uma chácara em Bangu, no Rio, cedida pelo industrial Guilherme da Silveira Filho, e ali instala um laboratório onde desenvolve pesquisas sobre a vacina contra a febre aftosa, baseado em teorias de Pasteur. Sua filha Ady morre em 1943, vítima de complicações pós-operatórias provocadas pela extração do apêndice.
Homenageado com um jantar na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), por amigos e jornalistas, em 1944, pelos seus 25 anos de jornalismo, no ano seguinte o Barão encabeça, no ano seguinte, um abaixo-assinado por liberdades democráticas. Ressurge “A Manha” com enorme sucesso, superando o que havia feito nas décadas de 20 e 30, contando com a colaboração de renomados escritores, tais como: José Lins do Rego, Sérgio Milliet, Rubem Braga, Raimundo Magalhães Jr. e Álvaro Lins. Arnon de Melo assume a área comercial do jornal e incentiva o aparecimento da figura do Barão como garoto-propaganda. Participa ativamente da campanha de Yedo Fiuza, candidato oficial do Partido Comunista Brasileiro (PCB) à presidência da República.
Candidata-se à Câmara do Distrito Federal pelo PCB e, provando sua popularidade, é o oitavo mais votado de sua bancada, a qual obtém maioria na Câmara de Vereadores. O slogan da campanha foi: “Mais leite, mais água, mas menos água no leite — Vote no Barão de Itararé, Apparício Torelly.” A convite de Luiz Carlos Prestes, passa a colaborar com a “Folha do Povo”. Faziam parte da equipe Carlos Drummond de Andrade, Di Cavalcanti, Jorge Amado e o jovem Sérgio Porto (posteriormente conhecido como Stanislaw Ponte Preta). No final do ano o registo do PCB é cassado e seus representantes eleitos perdem seus mandatos.
Fortuna, um dos melhores humoristas que este país já teve, disse: “…Se, primeiro por inexistência e depois por criancice, não o alcancei nos anos 30, nem por isso ele deixou de me alcançar através d’ “A Manha” de 46, “o único quintaferino que sai às sextas”. Ele podia achar o máximo essa autogozação, mas em São Luís do Maranhão eu tinha que reciclá-la para “o único quintaferino que chega dois meses depois”. Parece que devido a gastos de guerra estava em vigor o racionamento de troco. “A Manha” custava um passe de bonde. Eu ia para o colégio a pé, rindo. Sou-lhe grato por ter amenizado as ladeiras que por sua causa tive que subir.” Em virtude de problemas financeiros, “A Manha” deixa de circular, em 1948.
O Barão associa-se a Guevara e lança o primeiro “Almanhaque” ou “Almanaque d'”A Manha” em São Paulo (1949). Com o sucesso do lançamento, anima-se o Barão e, em 1950 “A Manha” volta a circular, editada em São Paulo, onde o humorista passa a viver por algum tempo, ou seja, até setembro de 1952, quando o jornal deixa de circular, definitivamente.
Em 1955 lança dois “Almanhaques”, no 1º. e 2º. semestres. Colabora com o jornal “Última Hora”. Velho e cansado, fixa-se novamente no Rio e casa-se, pela quarta e última vez com Aida Costa, que teve fim trágico anos depois.
Viaja pela China, em 1963, a convite do governo de Pequim, com passagem por Praga e Moscovo. Nos anos seguintes (1964/1970), dedica-se a seus “horóscopos biônicos” e “quadrados mágicos”. Passa a maior parte do tempo estudando e vive só em um pequeno apartamento em Laranjeiras, bairro do Rio de Janeiro.
Carminda diz mais: “…Esclerose — só é! Sentenciavam alguns sectários, donos da verdade. Pureza, alma sensível, gentil. Carácter impoluto. Teve dignidade por toda sua vida — respeito por todo mundo e por todas coisas. E teve dignidade ao morrer. Morreu sozinho para não sofrerem por ele enquanto estava morrendo.”
No dia 27 de Novembro de 1971, falece aos 76 anos de idade, Apparício Torelly.
Livros Publicados:
Do Autor:
– Pontas de Cigarros, Apparício Torelly, Rio de Janeiro – 1925
– “O Globo” – Rio de Janeiro – 1925 – artigos
– “A Manhã” – Rio de Janeiro – 1926 – artigos
– “A Manha” – Rio de Janeiro – 1926-1952 – artigos
– “Jornal do Povo” – Rio de Janeiro – 1934 – artigos
– “Avante”, “Homem Livre”, “O Povo” – RJ – Década de 30 – artigos
– “Diário de Notícias” – Rio de Janeiro – 1938-1942 – artigos
– “Almanhaque” – São Paulo – 1949 – 1º. semestre
– “Almanhaque” – São Paulo – 1955 – 1º. semestre
– “Almanhaque” – São Paulo – 1955 – 2º. semestre
– “Última Hora” – São Paulo – 1955-1959 – artigos esparsos
– “Almanhaque” – Agência Studioma Editora – São Paulo – 1989 (reedição de 1955)
Sobre o Autor:
– “Apporely Cientista”, in Revista Diretrizes, 06/03/1941 – Otávio Malta
– “O único Barão da República”, in Realidade, janeiro/1970 – Fortuna
– “Barão de Itararé” – Leandro Konder, Edit. Brasiliense – São Paulo/1983
– “O Barão de Itararé” – Ernani Só, Porto Alegre/1984
– “Máximas e Mínimas do Barão de Itararé” – Afonso Felix de Souza (org) – Editora Record – Rio de Janeiro/1986
– “As duas vidas de Apparício Torelly”, Cláudio Figueiredo, Editora Record – Rio de Janeiro/1987
História Hoje: Programete sobre fatos históricos relacionados às datas do calendário. Vai ao ar pela Rádio Brasil Cultura de segunda a sexta-feira.