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domingo, 9 de junho de 2019

Desenvolvimento com sustentabilidade é o foco dos povos indígenas para o Acre

Joel Puyawanawa
Por Arison Jardim
A partir de Cruzeiro do Sul, está sendo formado um consórcio envolvendo oito prefeituras das regiões do Juruá e Tarauacá/Envira. A iniciativa é um mecanismo de buscar investimentos para desenvolvimento e um dos eixos principais é a população indígena. Os outros municípios inseridos são Porto Walter, Marechal Thaumaturgo, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá, Feijó e Jordão.
Nas duas regiões existem 28 terras indígenas (TI), concentrando a maior parte dos 19 mil indígenas do Acre. Esse grupo reivindica dialogar com todas as instâncias públicas e estar presente na construção dos projetos de desenvolvimento. Parte deste processo com o consórcio já iniciou, nesta semana, ocorreram diversas reuniões entre os prefeitos e lideranças indígenas, em Cruzeiro do Sul.
As duas primeiras pautas mais urgentes, que foram tratadas, são a construção de uma via de ligação entre a cidade de Mâncio Lima e a cidade peruana de Pucallpa e a construção de um projeto de desenvolvimento para ser apresentado ao programa federal Fundo Amazônia.

Grande obra ao Peru

O Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, cancelou sua agenda que faria no Juruá entre os dias 4 e 5 de maio. Mas as discussões para a abertura de uma rodovia, ou ferrovia, ligando o Brasil ao Peru ocorreram com as lideranças indígenas da região. O consenso é que antes mesmo da suspeita de início da obra, tem que se seguir todo e qualquer processo de análise do impacto e as consultas públicas com os afetados.
O impacto é uma realidade, a via iria afetar pelo menos três terras indígenas e um parque nacional, que é a Serra do Divisor, diretamente, mas também afeta todas as outras terras indígenas da região. O primeiro território com maior impacto seria do povo povo puyanawa, em Mâncio Lima, que já sofre as consequências de ações desordenadas no seu entorno, como abertura de ramais e invasão de sua área.
Joel Puyanawa, cacique da Aldeia Barão, já relata as mudanças nos regimes de seca e cheia dos cursos d’água de sua terra nos últimos anos.
“Esta foi a primeira vez que o rio secou antes de o capim florar. O piau sumiu, deu um desequilíbrio total. Comprei minha canoa e ainda está lá em casa”, conta.
Essas mudanças não ocorrem por causa da estrada ou ferrovia, porém trazem o alerta para o que pode ocorrer caso a grande obra prossiga sem atenção para seus impactos. Ele afirma ainda que seu povo não abre mão de nenhum direito para manter sua terra protegida.
“Pelos impactos que já sofremos por aqui, nós já temos posicionamento. Para essa rodovia ou ferrovia acontecer, nossa área de amortecimento em primeiro lugar. Queremos ter uma área segura, onde está nosso sítio sagrado, que por direito, a gente acredita que vai ser respeitado. É nesse sítio que está nossas energias, nossa história”, declara Joel. A zona de amortecimento compreende a 10 km depois do limite da TI.
A Funai também está presente nesta discussão, ela trabalha para a garantia de que os indígenas tenham direito a consulta, neste caso de empreendimento. Luiz Valdenir, coordenador regional da Funai no Juruá, explica: “Está previsto grandes projetos para essa região do Juruá e agora esta possível BR nos traz atenção, enquanto instituição. Nos compete acompanhar os procedimentos oficiais que estão estabelecidos na legislação, como consulta às populações. A Funai segue acompanhando, garantindo a consulta aos povos indígenas”, afirma.
Uma das grandes preocupações é que esta estrada abra caminho para ações de grande impacto, que tanto prejudicam a floresta em outras regiões do Brasil e do Peru, como a mineração, extração de petróleo e extração ilegal de madeira. Joel explica que alguns impactos já são sentidos, com a invasão de seu território e pequenas estradas no entorno.

Desenvolvimento regional

Francisco Piyãko, coordenador da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (Opirj), é um dos grandes defensores de políticas sustentáveis para o desenvolvimento socioambiental Da Amazônia. Para ele, com sustentabilidade e estratégia é possível criar meios para o crescimento da região, sem aumentar o desmatamento e aproveitando os recursos naturais.
“Nós, povos indígenas, escolhemos viver a partir das tradições, a partir de nossos valores e identidade. Temos uma forma de fazer o uso do que a natureza oferece, olhando os rios e as relações da floresta de uma forma profunda”, explica.
Piyãko traz a experiência de projetos bem desenvolvidos na terra de seu povo, Ashaninka, em Marechal Thaumaturgo.
Com planejamento, conseguiram construir um modelo de cooperativa para a produção de artesanato e comércio de produtos da comunidade para todo o Brasil. Os ashaninka conseguiram também realizar o manejo da caça e pesca, juntamente com os roçados de verduras e raízes, de uma maneira que garante a alimentação para uma população crescente.
Recentemente, a associação Apiwtxa, do povo ashaninka, foi a primeira comunidade indígena a desenvolver e executar um projeto pelo Fundo Amazônia de forma direta com o BNDEs. Este trabalho se tornou exemplo por levar para a aldeia e para a Reserva Extrativista Alto Rio Juruá, ações de produção sustentável, fortalecimento institucional e gestão territorial.
“O natureza é nossa casa e o meio ambiente é nossa proteção”, afirma Piyãko.
O líder ashaninka relata que teve várias conversas com o prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, principal idealizador deste consórcio e incentivador dos projetos de forma sustentável e com diálogo. Ele afirma que Ilderlei visualiza esta união como uma oportunidade de trazer investimentos para a região, principalmente na área de turismo, produção agrícola, fortalecimento institucional e cultura.
“Além disso, o prefeito explicou que deseja que o diálogo seja constante e que todas ações sempre serão feitas ouvindo os povos indígenas, principalmente em uma possível construção da rodovia”, relata.
Para Piyãko, a defesa é para que qualquer empreendimento nesta região sirva ao povo e à sociedade que está aqui. “Não podemos criar uma atividade que vai contribuir, que vai levar a população da floresta e os agricultores familiares a se transformarem em mão de obra barata. Não podemos, em nome do desenvolvimento, criar áreas de pobreza e uma guerra por espaço, queremos garantir que a sociedade seja a principal beneficiada de qualquer atividade”, declara.

Cláudio Daniel: Paulo Leminski, 30 anos de saudades

Paulo Leminski, escritor, ensaísta, letrista de música popular, crítico literário, tradutor e um dos mais inventivos poetas de sua geração, faleceu há 30 anos, no dia 7 de junho de 1989, com apenas 45 anos de idade, vítima de cirrose hepática.
Por Cláudio Daniel*
O poeta curitibano Paulo Leminski  (1944-1989), que faleceu há 30 anos: sua obra ainda preserva extrema atualidade O poeta curitibano Paulo Leminski  (1944-1989), que faleceu há 30 anos: sua obra ainda preserva extrema atualidade
“Paulo Leminski virou uma legenda, uma espécie de ‘mito’ da poesia mais recente produzida no Brasil. Para isso contribuiu, sem dúvida, a sua morte prematura; nesse sentido, está ao lado de companheiros ilustres: Mário Faustino, Torquato Neto. Foi um tipo algo romântico e radical, que via (e vivia) a poesia em tudo”, conforme escreveu o poeta mineiro Carlos Ávila.
A vida irreverente e boêmia do poeta, sem dúvida, contribuiu para a construção do mito, que recorda a jornada de astros de rock como Jimmi Hendrix e Janis Joplin. Sua obra, porém, supera o encanto circunstancial da biografia pela densidade estética e referencial.
A poesia de Leminski descende do rigor formal do Concretismo, mas ele também incorporou influências da contracultura, da linguagem publicitária, da cultura japonesa, do zen-budismo, da música pop, das histórias em quadrinhos e escreveu sobre os mais variados temas, desde questões políticas (“en la lucha de clases / todas las armas son buenas / piedras, noches, poemas”) até existenciais (“apagar-me / diluir-me / desmanchar-me / até que depois / de mim / de nós / de tudo / não reste mais / que o charme”), quase sempre fazendo uso da ironia, do humor, da linguagem coloquial, dos trocadilhos e da musicalidade dos versos.
A gíria, o palavrão e a dicção urbana também são frequentes em sua obra, como neste poema: “o pauloleminski / é um cachorro louco / que deve ser morto / a pau a pedra / a fogo a pique / senão é bem capaz / o filhadaputa / de fazer chover / em nosso piquenique”, assim como elementos formais assimilados da vanguarda, como a eliminação da pontuação, o uso exclusivo de letras minúsculas, a disposição geométrica das palavras na página, o emprego de neologismos e de palavras-valise, que multiplicam as possibilidades de significação do texto. O artesanato poético de Leminski valoriza ainda recursos da poesia tradicional, como as rimas, que são essenciais para a estrutura rítmica de seus poemas.
O autor curitibano, “mestiço de polaco com negra”, como ele mesmo gostava de se apresentar, ingressou aos 12 anos no Mosteiro de São Bento, onde adquiriu conhecimentos de latim, teologia, filosofia e literatura clássica. Em 1963, abandonou a vocação religiosa. Viajou a Belo Horizonte para participar da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, onde conheceu Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos, criadores do movimento internacional da Poesia Concreta. No ano seguinte, publicou seus primeiros poemas na revista Invenção, editada pelos concretistas, e torna-se professor de História e Redação em cursos pré-vestibulares, experiência que motivou a criação de seu primeiro romance, Catatau (1976), ambientado em Recife, durante as Invasões Holandesas. Leminski também atuou como diretor de criação e redator em agências de publicidade, o que contribui com a sua atividade poética, pela convivência com profissionais de comunicação visual.
Fascinado pela cultura japonesa e pelo zen-budismo, Leminski foi faixa-preta e professor de judô, escreveu haicais e uma biografia de Matsuo Bashô. Colaborou em revistas de vanguarda, como Raposa, Muda, Qorpo Estranho e fez parcerias musicais com Caetano Veloso e Itamar Assumpção, entre outros. O interesse pelos mitos gregos, por sua vez, inspirou a prosa poética Metaformose.
Paulo Leminski exerceu atividade intensa como crítico literário e tradutor, vertendo para o português obras de James Joyce, Samuel Beckett, Yukio Mishima, Alfred Jarry, entre outros. Politicamente, foi de esquerda, integrou os quadros do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e escreveu no jornal Voz da Unidade, embora nunca tenha sido um marxista-leninista ortodoxo. Seu temperamento, talvez, estivesse mais próximo ao anarquismo.
Em 1968, casou-se com a poeta Alice Ruiz, com quem viveu durante 20 anos, e teve três filhos: Miguel Ângelo (morto aos 10 anos de idade), Áurea e Estrela. Em 7 de junho de 1989, o poeta faleceu no Hospital Nossa Senhora das Graças, vítima de cirrose hepática, e foi velado na Reitoria da Universidade Federal do Paraná.
Obra criativa, densa e plural
Os primeiros livros do autor, Não Fosse Isso e Era Menos / Não Fosse Tanto e Era Quase e Polonaises (1980, ed. do autor), foram reunidos, com o acréscimo de novos poemas, em Caprichos e Relaxos (1983), que desde a sua primeira edição exerceu notável influência nas gerações mais jovens. Em Distraídos Venceremos (1987), o poeta curitibano reuniu peças densas e reflexivas que discutem temas relacionados à história, à leitura, ao amor, à perda da fé religiosa, e sobretudo à própria poesia, como em M, de Memória: “Os livros sabem de tudo. / Já sabem deste dilema. / Só não sabem que, no fundo, / ler não passa de uma lenda”. No final do volume, Leminski incluiu um caderno chamado Kawa Cauim: Desarranjos Florais, uma seleção de 27 haicais irônicos e concisos como este: “alvorada / alvoroço / troco minha alma / por um almoço”. Após a morte do poeta, foram editados dois livros com poemas póstumos, La vie em close (1991) e O Ex-Estranho (1996), que reafirmam a posição Leminski como o nome mais destacado de sua geração.
A prosa de ficção de Leminski inclui os romances Catatau (1976), Agora É que São Elas (1984), Metaformose (1994) e o livro de contos O Gozo Fabuloso (2004). Classificar esses textos como “romances”, “novelas” ou “contos”, porém, é bastante arriscado, conforme escreveu Maria Esther Maciel, pois “Leminski experimentou e mesclou todos os gêneros, num movimento de abertura ao híbrido, ao mutante”, não respeitando as fronteiras entre poesia, ficção ou ensaio. O romance Catatau, por exemplo, embora tenha uma trama ficcional que se desenvolve a partir de uma visita imaginária do filósofo francês René Descartes ao Brasil, acompanhando a comitiva de Maurício de Nassau, no período das Invasões Holandesas, descarta a construção linear de tempo, espaço e personagem, própria do realismo, e se aproxima de textos experimentais como o Finnegans Wake, de James Joyce, do Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, ou das Galáxias, de Haroldo de Campos. Como declarou o próprio Leminski “O Catatau não tem enredo. Tem apenas um contexto. No Catatau, quase nada acontece. No sentido da narrativa do século 19, claro. No plano da linguagem e do pensamento, acontece quase tudo”.
O texto inventivo de Catatau dissolve a distinção entre prosa e poesia e faz amplo uso da paródia e da sátira, incorpora neologismos, arcaísmos, palavras em línguas estrangeiras, citações eruditas e provérbios populares, sendo por isso considerado um exemplo de literatura neobarroca, gênero fundado na América Latina pelo cubano Lezama Lima, que tem como principal característica a mestiçagem de estilos.
O trabalho de Leminski como tradutor não foi menos notável. O poeta traduziu Satiricon, de Petrônio, diretamente do latim para o português; traduziu o relato Sol e Aço, de Yukio Mishima, e haicais de Bashô a partir dos textos originais japoneses; traduziu o Supermacho, de Alfred Jarry, escrito em francês, além de poemas, novelas e textos inventivos de James Joyce, Lawrence Ferlinghetti e John Lennon, escritos em inglês, entre outras obras.
Paulo Leminski deixou ainda um livro de literatura infantil, Guerra Dentro da Gente (1988); uma coletânea de ensaios, Anseios Crípticos (1986); e dezenas de parcerias musicais feitas com músicos como Caetano Veloso, Moraes Moreira, Arnaldo Antunes e Itamar Assumpção. Sua correspondência com Régis Bonvicino foi publicada no livro Envie Meu Dicionário (1998), que reúne ainda textos críticos de autores como Carlos Ávila e Boris Schnaiderman sobre o trabalho do poeta curitibano. Nos dias de hoje, Paulo Leminski é ainda um dos poetas que mais influenciam as gerações mais novas, o que só revela a extrema atualidade de sua poesia.
* Claudio Daniel, poeta, tradutor e ensaísta, é formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, com mestrado e doutorado em Literatura Portuguesa pela USP, além de pós-doutor em Teoria Literária pela UFMG. É colaborador do Prosa, Poesia e Arte.

sábado, 8 de junho de 2019

2ª REUNIÃO COORDENADA PELOS AGENTES DE CULTURA APROVAM CALENDÁRIO DE AÇÕES E RELATÓRIO JULHO/DEZEMBRO/2019


 
Equipe de artistas, professores e estudantes se unem em torno da cultura novacruzense
 Reunião que fechou o calendário de atividades julho a dezembro de 2019
 A reunião foi coordenada pelo Agentes de Cultura, Eduardo Vasconcelos e Teobânio Tavares 
 Eduardo Vasconcelos fala da importância da valorização dos artistas da casa e das ações que a casa deve realizar junto com outras instituições como a FJA, SEEC/RN, SINDICATOS, INSTITUIÇÕES de Ensino, Artistas locais e a sociedade.
 Eduardo e Teobânio falam da importância da integração dos artistas com a Casa de Cultura

Na tarde deste sábado (8) os Agentes de Cultura da Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" - Nova Cruz/RN se reuniram mais uma vez e após 3 horas de debates fecharam a programação de julho/dezembro 2019.
JULHO - DIA 16
ANIVERSÁRIO DE 16 ANOS DA CASA DE CULTURA

- Aniversário da Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" - Dia 16, durante todo o dia, com palestras, apresentações culturais, exposição de artesanato local, exposição de quadro do jovem artista novacruzense, RAFAEL(filho do popular Marcelino Confeiteiro), Forró Pé de Serra, entre outras atrações. Sujeito a alteração ou ampliação. Com palco e som ao vivo.

AGOSTO
SEMANA DO ESTUDANTE E DO FOLCLORE
De 05 a 11 de agosto

Roda de Poesia e Cordel - Palestra - Filme - Exposições de Fotos e Quadros e Festival da Canção Estudantil.

SETEMBRO

Cinema na Casa - com participação das escolas municipais, estaduais e federal (IFRN); ; Encontro de Capoeira, entre outras. Data a ser definida.

OUTUBRO

- FESTIVAL DA CANÇÃO ESTUDANTIL
- Exposição de fotos do fotógrafo, Abílio, entre outros e Filme
para as crianças com pipoca

NOVEMBRO
Semana da Consciência Negra e Áudio Visual - eventos em parceira com as escolas.

DEZEMBRO
Centenário de Nova Cruz
Exposição dos Patronos das Escolas de Nova Cruz, Filmes, entre outras atividades.

Obs. Sujeito a alteração.

Próxima semana os agentes de cultura entregarão a Fundação José Augusto Relatório da real situação da Casa de Cultura, como também a agenda julho/dezembro 2019 para análise e posteriormente apoio para realizações culturais e estruturais da casa.

Participaram da reunião, além dos Agentes de Cultura, Eduardo Vasconcelos e Teobânio Tavares, os professores (as), Francinaldo Soares, Narcíso Genuino, Lene Rosa e Maria José Portugal; as estudantes e representantes do Grêmio Estudantil do IFRN (Nova Cruz) Saniely Rodrigues Neves e Maria ELIETE da Costa, o radialista e professor, Cláudio Pereira de Lima, Fram Emídio, radialista, o cantor e compositor, Diego Ramos de Oliveira, o musico, Adalberto Luiz (Betinho) e Kézia Antero.
       

sexta-feira, 7 de junho de 2019

NECROPOLÍTICA Judiciário tem que ser reconduzido à normalidade, defende advogada

"Amarelando": STF, e Judiciário como um todo, autoriza decisões que deveriam ser barradas, segundo advogada
Integrante do coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia demonstra preocupação com o adiamento de temas importantes no STF e denuncia plano de "prisão perpétua" para o ex-presidente Lula.

Publicado por Tiago Pereira, Da RBA 
  
VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

São Paulo – A advogada Tânia Mandarino diz que o alinhamento do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, com setores conservadores do governo Bolsonaro é “assustador” e “preocupante”. Ainda na semana passada, ele decidiu adiar a apreciação de temas importantes, como a descriminalização do porte de drogas, e adiou a retomada do julgamento que pede a criminalização da homofobia. Tudo isso ocorreu após o chefe do poder Judiciário se reunir com o presidente Jair Bolsonaro,  além dos presidentes do Senado e da Câmara, para esboçar um a assinatura de um pacto entre os Poderes em favor de “reformas estruturantes”, entre elas, a “reforma” da Previdência.

“O STF parece estar refém das forças golpistas”, diz ela, que também é integrante do coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia. Ela critica não apenas o Supremo. “É o Judiciário hoje o pior algoz do país. É de onde tem vindo as piores decisões, que autoriza as coisas mais absurdas que legalmente deveriam ser barradas“, afirmou a advogada em entrevista aos jornalistas Marilú Cabañas e Glauco Faria para o Jornal Brasil Atual nesta sexta-feira (7).

Entre as piores decisões, ela cita os casos que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tânia denuncia que há um “projeto de prisão perpetua para o ex-presidente”. Ela diz não conservar ilusões sobre a possibilidade de Lula ir para o regime semiaberto.. “Outras forças devem atuar para que isso não aconteça”, diz Mandarino.

A advogada prevê o aceleramento de outras ações, como o processo do sítio de Atibaia, onde Lula sequer foi ouvido, mais um sinal do “estado de exceção” em voga no país. Se condenado, o ex-presidente deixaria de ser réu primário, perdendo assim o direito à progressão de regime. Ela diz que não será pelas mãos do Judiciário que Lula será libertado. “O jogo perverso está só começando. Estamos num estado de necropolítica onde a morte fala muito mais do que a vida”, declara Tânia Mandarino.

Ouça a entrevista na íntegra

REGISTRADO EM: 

Saiba preparar 10 comidas típicas de festa junina

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Confira as melhores receitas salgadas e doces de festa junina, além de bebidas típicas como quentão e quentão de vinho (a moda paranaense).
  • – Paçoca de carne-seca
Ingredientes
3 colheres (sopa) de manteiga de garrafa
2 xícaras (chá) de carne-seca dessalgada, cozida e desfiada
½ xícara (chá) de farofa pronta
1 cebola picada
2 dentes de alho amassado
Coentro a gosto
Modo de Preparo
Derreta a manteiga e frite a carne até ficar bem sequinha. Acrescente a cebola, o alho e refogue. Desligue o fogo e misture a farofa e o coentro.
  • – Petisco de tapioca
Ingredientes
250 g de queijo de coalho ralado
250 g de tapioca granulada
500 ml de leite fervendo
sal e pimenta-do-reino preta moída a gosto
orégano a gosto
Modo de Preparo
Em uma tigela, junte o queijo de coalho e a tapioca. Despeje o leite fervendo, misture bem e tempere com sal, pimenta-do-reino e orégano. Deixe esfriar um pouco. Transfira a mistura para um refratário e cubra com filme plástico, apertando bem. Leve à geladeira para endurecer, por aproximadamente três horas. Corte em cubos e frite em óleo quente ou, se preferir, grelhe de todos os lados, em uma frigideira antiaderente.
  • – Arroz com pinhão, couve e queijo de coalho
Ingredientes
150 g de pinhão
1 colher (sopa) de óleo
1 xícara (chá) de arroz lavado e escorrido
1 sachê do tempero pronto para arroz com alho
1 folha média de couve cortada em tiras
2 xícaras e meia (chá) de água fervente
100 g de queijo de coalho
Modo de Preparo
Em uma panela de pressão, coloque os pinhões e cubra com água. Tampe a panela e cozinhe em fogo médio por 20 minutos contados a partir do início da pressão. Retire a panela do fogo e aguarde sair todo o vapor. Abra a panela e verifique o cozimento. Se necessário, cozinhe por mais 5 minutos com a panela destampada. Deixe esfriar, descasque e pique os pinhões. Reserve. Em uma panela média, aqueça o óleo e refogue o arroz por 2 minutos. Acrescente o sachê do tempero para arroz e mexa rapidamente. Junte o pinhão, a couve e refogue por mais 1 minuto. Adicione a água fervente e cozinhe em fogo médio, com a panela parcialmente tampada, por 10 minutos. Abaixe o fogo e cozinhe por mais 5 minutos ou até secar todo o líquido. Misture o queijo e sirva em seguida. Reserve alguns pinhões inteiros para decorar o prato.
  • – Caldinho de feijão
Ingredientes
½ xícara (chá) de feijão preto
2 litros de água
1 cubo de caldo de bacon e louro
1 colher (sopa) de óleo
1 dente de alho picado
3 colheres (sopa) de cebola picada
½ tomate sem sementes cortado em cubos pequenos
2 colheres (chá) de molho de pimenta
Modo de Preparo
Em uma tigela pequena, coloque o feijão e cubra com metade da água. Reserve por 1 hora. Escorra e reserve. Em uma panela de pressão, coloque a água restante e o feijão. Cozinhe por 25 minutos contados a partir do início da pressão. Retire a panela do fogo e aguarde sair todo o vapor. Abra a panela e verifique o cozimento. Se necessário, cozinhe por mais 5 minutos com a panela destampada. Adicione o cubo de caldo de bacon e louro e misture até dissolver; se necessário, leve ao fogo até o caldo dissolver. Deixe esfriar e, depois de frio, bata no liquidificador até obter uma mistura homogênea. Passe por uma peneira e volte para a panela do cozimento. Reserve. Em uma frigideira pequena, aqueça o óleo e doure o alho e a cebola. Junte o tomate e refogue por mais 3 minutos ou até murchar. Misture ao feijão batido e deixe ferver em fogo baixo por mais 5 minutos. Retire do fogo, junte o molho de pimenta e sirva em seguida.
Dica
Se desejar, sirva com cachaça. Retire do fogo, junte 1 colher (sopa) de cachaça e sirva em copinhos.
  • – Pão caipira
Ingredientes
2 tabletes de fermento biológico (30 g)
1 colher (sopa) de açúcar
1 e ½ xícara (chá) de leite morno
1 lata de milho verde escorrido
2 ovos
1 colher (sopa) de aguardente
1 tablete de margarina culinária (100 g)
1 embalagem de creme de cebola
5 xícaras (chá) de farinha de trigo
150 g de queijo minas frescal picado
Para untar e enfarinhar:
margarina culinária
farinha de trigo
Modo de Preparo
Unte e enfarinhe duas fôrmas grandes para bolo inglês (28 x 11 cm). Reserve. Em uma tigela grande, misture o fermento e o açúcar até ficar líquido. Bata no liquidificador o leite, o milho verde, os ovos e a aguardente. Junte ao fermento, acrescente a margarina culinária, o creme de cebola e a farinha. Misture até obter uma massa pastosa e homogênea. Acrescente o queijo delicadamente. Divida a massa nas fôrmas reservadas, cubra e deixe-os crescer por 30 minutos ou até dobrarem de volume. Pré-aqueça o forno em temperatura média (180°C). Leve ao forno por 30 minutos ou até dourarem. Sirva a seguir.
  • – Sonho de fubá recheado de catupiri
Ingredientes
Massa
2 xícaras (chá) de fubá (320g)
1 colher (chá) de sementes de erva doce (1,85g)
2 xícaras (chá) de leite fervente (cerca de 500ml)
4 colheres (sopa) de açúcar (40g)
1 colher (sopa) de farinha de trigo (10g)
2 a 3 ovos
1 colher (sopa) de fermento em pó
óleo para fritar
Recheio
açúcar e canela para polvilhar
1 embalagem de catupiri (410g)
Modo de Preparo
Massa
Misture o fubá e a erva doce. Despeje o leite fervente, mexendo sempre, para escaldar o fubá. Junte o açúcar e a farinha de trigo. Adicione os ovos um a um, misturando sempre após cada adição, até obter uma massa homogênea e firme. Por último acrescente o fermento. Misture. Divida a massa em 15 porções. Enrole as porções nas mãos, para obter 15 sonhos redondos.
Reserve. Preencha metade da capacidade de uma panela média com óleo. Leve ao fogo alto até aquecer. Acrescente 2 a 3 porções de massa. Abaixe o fogo e frite até dourarem por igual. Retire do óleo com uma escumadeira e escorra em papel toalha. Corte cada sonho ao meio, sem separá-lo, passe na mistura de açúcar e canela e recheie com o catupiri. Sirva em seguida.
Dicas
A massa do sonho deve ser macia e não grudar nas mãos, caso ela grude, polvilhe as mãos com farinha de trigo. Os sonhos devem ser fritos em fogo baixo, para que cozinhem por dentro e dourem por fora. Antes de acrescentar as sementes de erva-doce à massa, esfregue-as nas mãos, para que soltem mais aroma e sabor na massa.
Variação
Adicione outros sabores aos sonhos com catupiri: goiabada, geleia, doce de leite, etc.
  • – Cocada queimada com catupiri
Ingredientes
1 xícara (chá) de açúcar (180g)
1 xícara (chá) de leite (240ml)
1 xícara (chá) de flocos de coco fresco (65g)
1 colher (chá) de manteiga (5g)
¼ da embalagem de catupiri (cerca de 100g)
Modo de preparo
Numa panela média, coloque o açúcar e leve ao fogo brando, mexendo sempre, até o açúcar derreter completamente e ficar cor de caramelo claro. Abaixe o fogo, junte o leite, os flocos de coco e a manteiga e cozinhe por cerca de 15 minutos, mexendo de vez em quando até o açúcar ficar totalmente dissolvido e o doce, ligeiramente cremoso.
Montagem
Separe 12 copinhos (de plástico, acrílico ou vidro) com cerca de 40 ml de capacidade e preencha até a metade com o doce de coco. Finalize a preparação com cerca de 1 colher (chá) de catupiri. Sirva quente ou em temperatura ambiente.
Dica
O coco fresco deve ser ralado na parte grossa do ralador para que a preparação fique com textura flocada.
Variação
Substitua o leite por leite de coco.
  • – Quentão
Ingredientes
600 ml de cachaça
600 ml de água
2 xícaras de açúcar
1 colher (sopa) cheia de gengibre
Casca de 2 laranjas
Casca de um limão
Cravo e canela em pau
Modo de Preparo
Comece colocando o açúcar para derreter em fogo bem alto, dentro de uma panela grande, até ele se tornar um caramelo. Não é necessário mexer muito. Depois, inclua o gengibre, as cascas de limão e laranja, a canela e o cravo, tomando cuidado para não queimar a calda. Quando o líquido estiver homogêneo, tampe a panela e deixe ferver entre 10 e 15 minutos, em fogo baixo. Após isso, desligue o fogo e acrescente a cachaça. Esta etapa deve ser realizada desta forma, já que a bebida é inflamável. Por fim, ligue o fogo novamente, tampe o recipiente e deixe ferver por mais cinco minutos.
  • – Quentão de Vinho (Quentão Paranaense)
Ingredientes
2 litros de vinho
3 xícaras de água
2 xícaras de açúcar
2 maçãs picadas
2 xícaras de abacaxi picado (ou outra fruta que tiver em casa)
Cravo e canela em pau
Modo de Preparo
Em uma panela, com fogo alto, coloque o açúcar e a água, como se preparasse um chá. Em seguida, acrescente a canela e o cravo. Tampe a panela e deixe a mistura ferver por 10 minutos. Depois, inclua o suco de uva e após levantar fervura, desligue o fogo. Por fim, ponha as frutas, de acordo com sua preferência.
  • – Bombocado de coco e catupiri
Ingredientes
1 xícara (chá) de açúcar (180g)
2 ovos (120g)
1 gema (20g)
1 colher (sopa) de farinha de trigo (10g)
1 e 1/2 colher (sopa) de manteiga em temperatura ambiente (30g)
3 xícaras (chá) de coco fresco ralado em flocos (200g)
cerca de ¼ da embalagem de catupiri (cerca de 100g)
Modo de Preparo
Forre 16 forminhas de alumínio (capacidade 60ml – 6 cm de diâmetro por 2,5 cm de altura) com forminhas de papel (nº1). Unte as forminhas de papel e reserve. Numa tigela, junte o açúcar, os ovos, a gema, a farinha de trigo e a manteiga. Misture bem até obter uma massa homogênea. Acrescente os flocos de coco e misture novamente. Divida a massa de bombocado entre as forminhas reservadas. Forre as laterais de cada forminha de papel com a massa de bombocado, deixando um espaço no centro para o recheio. Preencha o centro com cerca de 1 colher (chá) de catupiri. Distribua as forminhas numa assadeira e leve ao forno médio (180ºC), preaquecido, por cerca de 35 minutos ou até dourar as bordas.
Dica
Para forrar as laterais das forminhas, coloque 1 porção de massa de bombocado no centro da forminha e, com as costas de 1 colher de chá ou café, empurre a massa para as bordas, subindo nas laterais. É importante fazer esta “lateral” do bombocado para colocar o catupiri, porque o catupiri ao assar, irá ferver, podendo vazar. Para ralar o coco fresco em flocos: com uma faca afiada descasque a película marrom do coco e rale na parte grossa do ralador.
Variação
Acrescente canela em pó à massa do bombocado