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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Coalizão de movimentos apresenta denúncia contra flexibilização de armamento


Foto de Lucas Martins / Jornalistas Livres

Denúncia foi apresentada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e pede ajuda para evitar aumento do genocídio no país.

Em denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) uma coalizão de movimentos de representantes da população negra e da sociedade civil solicitou posicionamentos sobre as propostas de flexibilização e liberação de posse e porte de armas do governo Bolsonaro.

Formada por diversos movimentos, entre eles Educafro, Frente Favela Brasil, Geledés, Instituto Marielle Franco, Mandata Quilombo da Deputada Estadual Erica Malunguinho, MNU – Movimento Negro Unificado, Rede de Proteção e Resistência ao Genocídio, Renafro, Uneafro e Unegro. No total o documento conta com 63 assinaturas.

Ele descreve o contexto político e social, com ênfase aos aspectos socioeconômicos e étnicos, e como o projeto pode afetar o estado de violência nas cidades brasileiras. O decumento foi elaborado por conta da preocupação de que “a adesão à políticas armamentistas que propiciam a facilitação da posse e do porte de armas de fogo representam importante impacto à segurança pública e radical ameaça à vida de milhares de cidadãos e cidadãs brasileiras, sobretudo da população negra e pobre, alvo preferencial da violência letal em nosso país”.

Reforçando o impacto que o projeto pode ter o documento também coloca que, de acordo com o Atlas da Violência elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), a no país entre “2016 e 2017, o número de pessoas assassinadas com armas de fogo cresceu 6,8%. O ano de 2017 chegou à assombrosa marca de 65.602 mil pessoas assassinadas no Brasil, 72,4% (47.510 mil) delas foram mortas por arma de fogo. As vítimas principais desta violência são, tragicamente, a população jovem e negra, 75,5% das vítimas de homicídio no Brasil”.

O documento destaca os decretos que considera os mais impactantes “foram editados 7 decretos, sendo que os mais graves foram os de 07 e 21 de maio, pois aumentaram as categorias profissionais que poderiam portar armas para 19, aumentaram o número de munição de 50 unidades para 5 mil unidades por ano, aumentaram o prazo de porte de 5 para 10 anos e também aumentaram a potência cinética das armas de 400 joules para 1620 joules, passando a permitir ao cidadão comum o uso de armas que anteriormente era restrito somente às forças armadas”.

A denúncia termina com solicitações à CIDH, entre as quais,

Seja emitido posicionamento público contrário às medidas aqui denunciadas;
Sejam enviados observadores internacionais para acompanhar os trâmites destas propostas nas comissões e nas votações em plenário do Congresso Nacional;
Seja estabelecido um canal de diálogo permanente com o movimento negro brasileiro.
Flexibilização
No dia 20/05 o presidente Bolsonaro publicou três decretos sobre armas no Brasil. Os três textos (Decretos Nº 9.845, Nº 9.846 e Nº 9.84) dispõem sobre a compra, a posse e o porte de armas para civis e caçadores, colecionadores e atiradores. Os três textos reformulam a Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003 (o Estatuto do Desamamento), que tratava dos dispositivos de compra, posse e comercialização de armas de fogo e munição e sobre o Sistema Nacional de Armas (Sinarm). As mudanças aumentam o número de munições e os calibres acessíveis, além do número de armas e os tipos que uma pessoa pode comprar.

Em conjunto com os decretos o Congresso também tem tramitando dois projetos de lei que tratam de posse e porte de armas de fogo para residências e domicílios em áreas rurais. O PL n° 3715 muda a compreensão do espaço definido para o porte e aumenta o que é considerado como residência ou domicílio, que agora “compreende toda a extensão do imóvel rural”. Já o PL n° 224 permite que maiores de possam comprar armas de fogo. Ambos foram aprovados no dia 26/06 na Câmara e no Senado, respectivamente.

Fonte: JORNALISTAS LIVRES

Presidentes da Ditadura Militar no Brasil

Os presidentes do Brasil na época da época da Ditadura militar, governos militares do Brasil
Presidentes da Ditadura Militar no Brasil
Castelo Branco
Mandato: 15/04/1964 a 15/03/1967
Governo (realizações, acontecimentos, atos):
– Cassações políticas.
– Fim da eleição direta para presidente, criação do bipartidarismo.
– Limitação de direitos constitucionais.
– Suspensão da imunidade parlamentar.
Arthur da Costa e Silva
Mandato: 15/3/1967 a 31/8/1969
Governo (realizações, acontecimentos, atos):
– Ato Institucional nº 5 (AI-5).
– Política econômica voltada para o combate da inflação e expansão do comércio exterior.
– Investimentos nos setores de transporte e comunicações.
– Reforma administrativa.
Junta Governativa provisória
Mandato: 31/08/1969 a 30 de outubro de 1969
Formada por:
– Aurélio de Lira Tavares, ministro do Exército;
– Augusto Rademaker, ministro da Marinha, e
– Márcio Melo, ministro da Aeronáutica.
Emílio Garrastazu Médici
Mandato: 30/10/1969 a 15/3/1974
Governo (realizações, acontecimentos, atos):
– Repressão política; “Anos de Chumbo” – exílios, tortura, prisões, desaparecimento de pessoas, combate aos movimentos sociais e censura.
– “Milagre Econômico” – forte crescimento do PIB.
– Propaganda patriótica.
Ernesto Geisel
Mandato: 15/03/1974 a 15/03/1979
Governo (realizações, acontecimentos, atos):
– Propôs a abertura política desde que fosse “lenta, gradual e segura”.
– Aumentou o mandato de presidente de 5 para 6 anos.
– Pacote de Abril (1977): mudanças nas regras para as eleições de 1978, com o objetivo de barrar o crescimento do partido de oposição (MDB).
– Criação do senador biônico (eleito indiretamente).
– Alta da inflação e dívida externa.
– Restauração do habeas corpus e fim do AI-5.
João Baptista Figueiredo
Mandato: 15/03/1979 a 15/03/1985
Governo (realizações, acontecimentos, atos):
– Início da transição para o sistema democrático.
– Restabelecimento do pluripartidarismo.
– Crise econômica, greves e protestos sociais.
– Restabelecimento das eleições diretas para governadores dos estados.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

EDUARDO VASCONCELOS, PRESIDENTE DO CPC/RN ELOGIA APROVAÇÃO DO PROJETO DE LEI QUE GARANTE CONTRATAÇÃO DE 30% DE ARTISTAS LOCAIS EM EVENTOS

Deputado Estadual, ALLYSSON BEZERRA


Nobre Deputado, ALLYSSON BEZERRA, nosso abraço!

Parabenizamos-lhe pelos constantes apresentações de importantes projetos no plenária da Assembleia e principalmente pelas respectivas aprovações por unanimidade pelos seus pares. ( https://centropotiguardecultura.blogspot.com/2019/07/projeto-de-lei-que-garante-contratacao.html - )

Projeto de lei que garante contratação de 30% de artistas locais em eventos é aprovado na AL - Autoria do Deputado, ALLYSON BEZERRA


Parabéns, mesmo!  Conte conosco!

Saudações culturais,

EDUARDO VASCONCELOS
Presidente do CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN e Coordenador da Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN na Região do Agreste Potiguar
(84) 98804 6338 - 98101 7222 - Waltsap

BIPARTIDARISMO NA DITADURA MILITAR

No processo eleitoral vigente, diversos partidos prometem atender os princípios de diferentes causas sociais e princípios ideológicos. Entretanto, cada vez mais, os eleitores vêem deixando a questão partidária de lado para escolherem aquele candidato que melhor represente os interesses pessoais do cidadão, respondendo de forma imediata a demanda específica do momento. Apesar de ser um problema contemporâneo, a livre associação ainda é considerada o sustentáculo da nossa democracia.
Esse cenário atualizado de nossa situação política pode ser uma interessante questão a ser abordada em sala de aula pelos alunos durante as aulas sobre a Ditadura Militar. Muitas vezes, a valorização do autoritarismo e da opressão exercidas dentro desse regime ofusca do olhar dos alunos algumas particularidades históricas que podem ser trabalhadas como forma de compreender melhor esse período e estabelecer um olhar crítico sobre nossa situação atual.
Para isso, o professor pode utilizar os Atos Institucionais que reorganizaram a política nacional durante a Ditadura como fonte de análise histórica. Nesse caso, a compilação de alguns artigos do AI-2 e AI-4 podem ajudar imensamente o aluno a compreender melhor esse período com a leitura e a interpretação de alguns itens concernentes ao regime político-partidário brasileiro entre as décadas de 1960 e 1980. Se o tempo de aula permitir, o professor pode ainda tentar destacar de que maneira os partidos se organizavam antes do golpe militar.
Depois de realizar a leitura desses documentos, o professor pode salientar que muitos livros didáticos e historiadores diziam que o bipartidarismo no Brasil serviu para que existisse uma “fachada democrática” no país. Entretanto, seria muito interessante mostrar quais as contribuições dadas pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partido de oposição ao regime, para que o governo militar e o regime democrático pleno fosse restabelecido no país.
Com isso, apesar de admitir que o campo de atuação política do MDB era extremamente limitado, o professor pode assinalar seu importante papel, principalmente, com o fim do “milagre econômico”. Em tal contexto, o professor pode assinalar como durante as eleições de 1974, o partido utilizou a campanha presidencial da época para denunciar as injustiças promovidas pela ditadura e conclamar a população à defesa da democracia.
Trabalhando com estes elementos o aluno pode ter condições de perceber que a ditadura não teve condições de promover, durante toda sua vigência, uma ação totalmente repressora. Dessa forma, os velhos jargões que sintetizam erroneamente esse período de nossa história dão lugar a uma visão mais coerente. Ao mesmo tempo, os alunos podem perceber que, mesmo com a falta de outros partidos, diversas figuras políticas de diferentes orientações se uniram em torno do ideal democrático.
Por Rainer Sousa
Graduado em História

HÁ 69 ANOS O BRASIL PERDIA A FINAL DA COPA PARA O URUGUAI

Mais de 200 mil torcedores acompanhavam no recém inaugurado Maracanã a final da Copa de 1950, entre Brasil e Uruguai em 16 de julho de 1950, 65 anos atrás.
Para a seleção brasileira, que vinha de quatro vitórias 4 a 0 no México, 2 a 0 na Iugoslávia, 7 a 1 na Suécia e 6 a 1 na Espanha) e um empate (2 a 2 contra a Suíça), bastava um empate (por qualquer placar) contra os uruguaios para conquistar seu primeiro mundial.
Campeã da primeira Copa, em 1930, disputada exatamente no Uruguai, a seleção celeste absorveu bem o gol brasileiro de Friaça aos 2 minutos do segundo tempo para chegar à igualdade no placar aos 21, com Schiaffino.
Gighia, com um arremate rasteiro no canto esquerdo de Barbosa desempatou aos 34, calando a torcida brasileira.
Barbosa, ótimo goleiro do Vasco da Gama, foi massacrado pela torcida e boa parte da imprensa, sobretudo pelo segundo gol sofrido na partida, que ganhou a alcunha de “Maracanaço”, ou “Maracanazo”, em espanhol.
Não bastasse o trauma da Copa de 1950, quando o Brasil voltou a sediar o Mundial, em 2014, a Alemanha massacrou o time comandado por Luiz Felipe Scolari por 7 a 1, no Mineirão, página negra da história do futebol brasileiro que certamente nunca será esquecida, assim como a derrota frente aos uruguaios há 69 anos.

Grupo folclórico curitibano participa do maior festival de danças culturais da Europa

Pela segunda vez, o Original Einigkeit Tanzgruppe se apresenta em solo estrangeiro e participa da abertura do Europeade
O grupo folclórico curitibano de dança germânica Original Einigkeit Tanzgruppe embarca para Frankenberg, na Alemanha, a fim de se apresentar no Europeade, que acontece entre os dias 17 e 21 de julho. O Europeade é o maior festival de danças e costumes folclóricos do continente.
Esta é a segunda vez que o Tanzgruppe participa do evento, sendo também o primeiro grupo de fora da Europa aceito para dançar no festival. Além disso, devido ao destaque das apresentações no ano passado, em Portugal, este ano os curitibanos terão a oportunidade de dançar o clássico alemão Stern Polka (Polka da Estrela), na abertura, em conjunto com os demais grupos alemães.
Desde 1964, uma vez por ano, grupos folclóricos tradicionais e modernos de dança apresentam seus espetáculos em uma cidade da Europa. São mais de 180 regiões do continente representados por diferentes grupos, com cerca de 5 mil participantes e 10 mil visitantes ao ano. No ano passado, o Europeade foi realizado em Viseu, Portugal, com mais de 5 mil pessoas só na abertura do evento, considerado uma verdadeira celebração da comunidade europeia e seus costumes.
Sobre o Original Einigkeit Tanzgruppe
O grupo foi fundado em 1991, com a missão de preservar a cultura dos antepassados germânicos em Curitiba e divulgar as tradições alemãs, austríacas e suíças.  O Original Einigkeit Tanzgruppe realizou diversas apresentações de dança no Brasil e no exterior, mantendo-se sempre fiel às características e ideais propostos desde sua fundação.
Brasil Cultura

REUNIÃO DA CASA DE CULTURA DE NOVA CRUZ/RN ENCERRA-SE COM OS PARABÉNS DOS 16 ANOS DA PRIMEIRA CASA DE CULTURA DO RN, A DE NOVA CRUZ!

    Os parabéns para a casa! 16 anos! A primeira do RN
   Os parabéns para a casa! 16 anos! A primeira do RN
  Agente de Cultura, Teobanio Tavares lendo a proposta do Termo de Cooperação que será assinado entre Governo do Estado (FJA) e a Prefeitura M. de Nova Cruz/RN.
 Agente de Cultura, Teobanio Tavares lendo a proposta do Termo de Cooperação que será assinado entre Governo do Estado (FJA) e a Prefeitura M. de Nova Cruz/RN.
  Professores, artistas culturais e convidados cantando os parabéns da casa, após reunião de agenda de atividades.
Foto histórica da Inauguração da Primeira Casa de Cultura do RN - "Casa de Cultura Lauro Arruda Câmara" - Nova Cruz/RN, em 16 de julho de 2003 - Prefeito Cid Arruda Câmara ao lado da Governadora Vilma de Farias.

Ontem (16), após a reunião dos agentes de cultura, Eduardo Vasconcelos e Teobanio Tavares com artistas, diretores de escolas, secretários municipais e convidados foi "cantado os parabéns" dos 16 anos da Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" - Nova Cruz/RN, lembrando que a mesma foi a Primeira a ser inaugurada no RN na administração da Governadora, Vilma de Farias, em 16 de julho de 2003.

Antes foi aprovada a agenda dos dias 08 e 09 de agosto!  Brevemente divulgaremos a PROGRAMAÇÃO de AGOSTO! Aguardem!

Participaram da reunião/aniversário, diretores de estolas, secretários/as municipais, artistas e convidados.

Coordenaram a reunião os Agentes de Cultura, Teobanio Tavares e Eduardo Vasconcelos.

Os nossos agradecimentos a todos e a todas que de forma direta ou indireta aos que colaboram para o canto dos parabéns da casa, como a SMAS, SME, Escolas Estaduais, Rosa Pignataro, Alberto Maranhão e Djalma Marinho, IFRN (prof. Arthur), CPC/RN, entre outros.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

MEIO AMBIENTE: AMAZÔNIA Desmatamento invade assentamentos, parques e terras indígenas

Desmatamento em área privada no Mato Grosso, na fronteira do Território Indígena do Xingu

Os desmatadores apostam na redução dos limites ou até mesmo extinção dessas áreas e na consequente regularização para agricultura e pastagem.

São Paulo – A destruição da cobertura vegetal da Amazônia não tem limites. A devastação em áreas privadas para instalação de pastos ou da monocultura de soja ou cana se repete também em áreas que, a princípio, deveriam estar sob proteção: assentamentos, unidades de conservação e terras indígenas estão entre as áreas mais desmatadas na região, segundo o boletim do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) publicado esta semana pelo Instituto do Homem e Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia  (Imazon).

Conforme o boletim, com dados referentes a junho, os estados do Amazonas e do Pará lideram o ranking do desmatamento, com 30% e 26% do total desmatado, respectivamente, seguido por Rondônia (19%), Mato Grosso (17%), Acre (5%), Roraima (1%), Tocantins (1%) e Amapá (1%).

Embora a comparação do total desmatado em junho de 2019 com o mesmo mês do ano anterior aponte para uma redução de 31%, a variação requer cuidado na interpretação. Isso por que quele mês de 2018 foi o que registrou o maior desmatamento da série histórica do SAD, desde 2008.

“Isso se deve, em parte, à comparação com um número muito elevado detectado no ano passado, o maior já registrado pelo SAD em um único mês desde o início do seu monitoramento em 2008. Portanto, não houve recuo do desmatamento, pois o acumulado dos 11 meses do calendário 2019 indica um aumento de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior”, explica o pesquisador Antônio Victor Fonseca, do Imazon.

Em junho de 2019, o desmatamento ocorreu no Amazonas (30%), Pará (26%), Rondônia (19%), Mato Grosso (17%), Acre (5%), Roraima (1%), Tocantins (1%) e Amapá (1%). As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 49 quilômetros quadrados no período, enquanto que em 2018 a degradação florestal detectada totalizou 40 quilômetros quadrados, um aumento de 23%. No mês passado, a degradação foi detectada em Roraima (55%), Mato Grosso (17%), Acre (10%), Pará (8%), Amazonas (6%) e Rondônia (4%).

Desmatadores

Em sua maioria (56%), a derrubada de floresta nativa foi feita em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse – áreas ainda sem destinação pelo Estado. O restante do desmatamento foi registrado em Assentamentos (26%), Unidades de Conservação (13%) e Terras Indígenas (5%).

“Quem realiza o desmatamento dentro de áreas protegidas (UC e TI) tem a expectativa de que essas áreas sofram processo de redução dos seus limites ou até mesmo a extinção, e consequentemente a regularização futura dessas áreas para uso agrícola e pecuária”, explica Fonseca.

Segundo ele, o padrão do desmatamento observado nos últimos meses reflete grandes áreas sendo desmatadas, que variam entre 10 e 20 hectares.

Confira as áreas que estão perdendo a vegetação que deveria ser protegida:

Reprodução/Imazon
Reprodução/Imazon
Reprodução/Imazon
Reprodução/Imazon
Reprodução/Imazon
Reprodução/Imazon

Fonte: Rede Brasil Atual

CULTURA A arte no capitalismo, ou as 100 mil gravações originais incineradas no incêndio da UMG

  
 


“A maior tragédia do mundo da música”, tem sido como uma parte da imprensa americana tem tratado as novas revelações sobre o incêndio da Universal Music Group em 2008. Mas porque a imprensa tem usado esta proporção para descrever o ocorrido agora, 11 anos depois? Porque a UMG escondeu de todo o público, incluíndo os próprios artistas que assinaram com a gravadora, que neste incêndio foram incineradas 100 mil gravações originais – mais de 500 mil músicas -, com a queima das “fitas mestras” de clássicos mundiais de um período da gravadora que vai de 1940 até 2000.

A UMG, um grande monopólio que é, sozinho, a participação de 25% do mercado fonográfico mundial escondeu este fato do público e dos próprios artistas que tiveram seus originais perdidos para sempre. Junto com estes, dezenas de milhares de outras gravações de artistas que já morreram, e que que deveriam ser simplesmente patrimônio da música mundial – mas que eram mantidas guardadas pelos capitalistas da UMG como se fossem ações de um investimento muito lucrativo, o da propriedade intelectual – também foram incinerados.

O conhecido só veio à público à partir de uma reportagem do jornalista investigativo, Jody Rosen, publicada em 11 de junho deste ano no NY Times. Só aí que a UMG admitiu ter escondido o fato do público. Algumas centenas de processos judiciais os aguardam, já a arte, no entanto, foi perdida para sempre.

Abaixo segue uma pequena e muito resumida lista de artistas publicada na primeira matéria do jornalista no NY Times:

Benny Goodman, Cab Calloway, the Andrews Sisters, the Ink Spots, the Mills Brothers, Lionel Hampton, Ray Charles, Sister Rosetta Tharpe, Clara Ward, Sammy Davis Jr., Les Paul, Fats Domino, Big Mama Thornton, Burl Ives, the Weavers, Kitty Wells, Ernest Tubb, Lefty Frizzell, Loretta Lynn, George Jones, Merle Haggard, Bobby (Blue) Bland, B.B. King, Ike Turner, the Four Tops, Quincy Jones, Burt Bacharach, Joan Baez, Neil Diamond, Sonny and Cher, the Mamas and the Papas, Joni Mitchell, Captain Beefheart, Cat Stevens, the Carpenters, Gladys Knight and the Pips, Al Green, the Flying Burrito Brothers, Elton John, Lynyrd Skynyrd, Eric Clapton, Jimmy Buffett, the Eagles, Don Henley, Aerosmith, Steely Dan, Iggy Pop, Rufus and Chaka Khan, Barry White, Patti LaBelle, Yoko Ono, Tom Petty and the Heartbreakers, the Police, Sting, George Strait, Steve Earle, R.E.M., Janet Jackson, Eric B. and Rakim, New Edition, Bobby Brown, Guns N’ Roses, Queen Latifah, Mary J. Blige, Sonic Youth, No Doubt, Nine Inch Nails, Snoop Dogg, Nirvana, Soundgarden, Hole, Beck, Sheryl Crow, Tupac Shakur, Eminem, 50 Cent and the Roots.

Uma lista mais completa pode ser encontrada aqui.

Para os que não estão familiarizados com o mundo da música, uma gravação original recebe o termo técnico de fita mestra – mestra porque ela é gravação original da música do artista e é à partir dela que se reproduzem os CDs, Long Plays, fitas K7 e o atual formato digital do streaming, mp3 etc. Todos estes formatos são obtidos à partir de uma cópia da fita mestra (a “master tape”), cópia que altera as características da gravação original para adequá-lo à um modelo de distribuição – por exemplo, os mp3 e o formato streaming são conhecidos por um tipo de compressão de baixa qualidade e menos fidelidade, enquanto que Long Plays tem mais fidelidade, assim como outros formatos digitais que comportam mais informação também podem ser mais fiéis. A fidelidade, por sua vez, também é compatível com o desenvolvimento técnico: um mp3 ou mesmo um CD do início daquela tecnologia, um pouco antes dos anos 2000, muito provavelmente terá menos fidelidade do que aquele mesmo CD feito à partir da mesma fita mestra após os anos 2000. Finalmente, remasterização, no vocabulário das grandes gravadoras, ocorre quando estes, que monopolizam o mercado da música, decidem re-lançar algum sucesso comercial, prevendo lucros com isso – e, como o nome indica, “re-masterizar” produzir o formato à partir das fitas mestras.
E não menos importante: contratualmente a gravadora “se oferece” ao artista para representá-lo nas transações comerciais com a sua música. Ou seja, assume os direitos autorais do artista, pagando a ele uma parcela firmada em contrato. E com isso, armazena as “fitas mestras” – que pertencem ao artista mas ficam com a gravadora em seu depósito. Este é o modelo adotado em geral, variando na realidade a parcela que é paga, à depender do artista – um artista comercial “mais famoso” pode ter mais correlação de forças para negociar detalhes do tipo de contrato, mas em geral este é o padrão.

O que está contribuindo para abafar o caso?

O primeiro fator para responder esta pergunta é bem simples: a UMG detêm a participação de 25% do mercado fonográfico mundial. Como tal, é dona de grande lobby nos próprios EUA, detém muitos políticos no próprio bolso inclusive. Neste ano ainda, durante a negociação para a venda de parte da companhia – que pode ter sido ameaçada pela notícia do incêndio – esta foi estimada no valor de US$ 33 bilhões de dólares.

O segundo elemento para responder esta pergunta é que, finalmente, UMG e youtube conseguiram entrar em uma acordo de como dividir os royalties das músicas colocadas em streaming. Não só entraram num acordo lucrativo para ambas as partes, como ainda, a UMG e Youtube tiveram a coragem de anunciar no dia 19 de junho – após as revelações do NY Times - uma parceria para “remasterizar” mais de mil vídeos na plataforma virtual. Remasterizar à partir do quê? Esta pergunta ambos escapam de responder. Estão praticando propaganda enganosa, afinal de contas, para se remasterizar algo precisa ter as “fitas mestras”, que a UMG deixou queimar.

Outro elemento é este desconhecimento de como o processo de gravação é feito. Acessamos tudo via streaming – grande parte dos consumidores jovens sequer baixam mais os mp3, uma vitória das gravadoras que agora recebem pelos anúncios do Youtube e de outras plataformas de streaming, royalties que não recebiam com os mp3 “piratas”.

No caso da UMG, mais absurdo, a empresa recebeu por anos, desde o incêndio de 2008, e continua ainda recebendo royalties por uma propriedade totalmente fictícia, afinal de contas, as fitas mestras da maioria dos direitos autorais que a Universal cobra não existem mais, por pura incompetência e ganância. O streaming faz parecer que esta tudo ao alcance da mão – e que nada se perdeu; e por trás desta ideia esconde-se que o que se esta ouvindo é apenas uma cópia virtual, cópia que aliás, as empresas de streaming podem à qualquer momento começar a cobrar por audição, tudo em base à detenção do direito autoral por grandes corporações, que como vimos, tem interesses contrários aos dos próprios artistas.

Os três elementos poderiam ser resumidos à um só, mais fundamental: o tratamento da arte como mercadoria, os direitos autorais como um se fosse uma "passivo" que se valoriza, e a desvalorização do artista em todo este processo, o qual fica com a menor fatia - excetuando-se algumas figurinhas "favoritas" das gravadoras, criando toda uma cultura de arte como mercadoria de grandes monopólios - na qual não há valor a história da arte, o valor reside na história dos lucros destas mesmas gravadoras.

Esquerda Diário

EDUCAÇÃO Dória colocará policiais para "disciplinarem" estudantes de escolas da periferia de SP

 Fotos do Google
Mantendo as escolas sucateadas e professores com salários baixos, Dória apresenta projeto que inicia com mais de 600 policiais que começará a ser experimentado em agosto deste ano e visa escolas da periferia que já sofrem com presença ostensiva da PM racista e assassina.
Apesar da conhecida situação de sucateamento das escolas públicas de SP o governo Dória segue seu projeto elitista para a educação para maior repressão e militarização das escolas da periferia enquanto, por outro lado, segue sua cartilha de arrocho salarial para os servidores públicos do setor, e logo após atacar o direito dos professores se aposentarem.
A ideia é já começar com mais de 620 policiais militares da reserva ou em folga para policiar internamente mais de 200 escolas. Com o discurso demagógico de “combate à violência”, sabemos que por trás destes projetos está uma maior militarização e repressão nas escolas, não por acaso, localizadas na periferia de SP.
Os policiais terão liberdade para intervir nos processos pedagógicos internos e determinarem medidas disciplinares para casos que eles mesmos julgarem como ‘vandalismo’, atropelando a autonomia das comunidades escolares que sofrem historicamente com a falta de estrutura. Além disso, Dória também imporá um Regimento obrigatório elaborado em conjunto com Secretaria de Segurança que deverá impor regras mais restritas sobre abertura e fechamento das escolas, tirando o poder das mesmas decidirem de acordo com as necessidades e anseios da comunidade.
Sabemos que não são isolados os casos de policiais armados violentamente agredirem estudantes que se posicionam cotidianamente nas escolas. Muitos destes casos foram agressões explicitas contra manifestações estudantis, organizadas por melhores condições de ensino ou contra o nefasto projeto “Escola sem Partido”.
Os problemas da educação não se resolverão com mais policiamento: é urgente um plano de carreira digno para os professores, para que não tenham que trabalhar 12 horas seguidas, em 3 ou 4 escolas, para receber um misero salário e, assim, tenham tempo para a sua formação continuada.
Também deveria ser prioridade maior investimento na estrutura e nos materiais educacionais, assim como diminuição de alunos por sala de aula com a reabertura das mais de 10 mil salas de aulas fechadas em São Paulo nos últimos 4 anos. Auxilio transporte e bolsa para que os alunos não precisem abandonar a escola para entrar no mercado de trabalho sem formação mínima. Estes são pontos básicos para começar algum sinal de melhoria na educação.
Fonte: esquerdadiario.com.br

domingo, 14 de julho de 2019

Tchau, Querida, uma perspectiva popular do Golpe de 16

Resultado de imagem para IMAGENS Tchau, Querida, uma perspectiva popular do Golpe de 16
Tchau, Querida é um road movie popular do Golpe, um exercício de cinema direto em que o tempo presente, o fato, participa como personagem transversal da trama. Um filme de camada única, que busca o tempo todo as contradições, os conflitos e os desejos dos manifestantes que foram para Brasília e que fazem a ponte do abismo ideológico que caracteriza a disputa política no país até os dias de hoje. Um filme cru, seco, que não explica o que mostra, mas que tem uma intuição quase profética do que emergiria do Brasil pós-golpe.
Mas, para falar do Tchau, Querida, eu tenho que voltar em fevereiro de 2016, quando Maria Carol me convidou para participar de uma reunião de pauta dos Jornalistas Livres no antigo Hotel Cambridge – na época ainda uma ocupação liderada pela Carmen Silva. Essa reunião foi conduzida pela Laura Capriglione, uma espécie de espinha dorsal dos Jornalistas Livres. A pauta era o depoimento do Lula no Fórum da Barra Funda, cancelado em cima da hora, mas que propiciou uma batalha campal entre militantes de esquerda e meia dúzia de integrantes do movimento Vem pra Rua, protegidos pelo batalhão de choque, que tentaram inflar um boneco do Lula com roupa de presidiário, conhecido como Pixuleco, e foram impedidos pelos manifestantes contrários. Foi meu primeiro vídeo para os Jornalistas Livres, “A Batalha do Pixuleco”.
Um mês depois, em 04 de março, houve a condução coercitiva do Lula. Nove dias depois a maior manifestação pró-impeachment. Dia 16, nomeação de Lula para a Casa Civil e divulgação do grampo ilegal da presidente Dilma no Jornal Nacional. Mais dois dias e Gilmar Mendes suspende a nomeação de Lula. E nesse clima fomos para Brasília fazer a cobertura jornalística da votação na Câmara dos Deputados em 17 de abril de 2016.
Mil quilômetros de São Paulo a Brasília num Fiesta Vermelho comunista, com o devido Terço pendurado no espelho retrovisor, ao lado do Sato, Ioiô e Thadeu entoando o mantra da derrota: Não vai ter golpe!
Éramos 15 pessoas na equipe dos Jornalistas Livres, minha tarefa não era ir atrás de notícia, e sim gravar um filme sobre a cobertura da imprensa alternativa sobre o processo de impeachment. A mídia independente não era bem uma novidade, mas se consolidava como ente importante na disputa de narrativa jornalística com a imprensa comercial depois da popularização das redes sociais.
A ideia inicial fazia sentido, mas a falta de contraponto – a grande imprensa não saia dos estúdios e os poucos jornalistas que tive contato se recusaram a dar entrevistas – se transformou em interesse pelos milhares e milhares de manifestantes que se deslocaram de todos os cantos do país para acompanhar esse momento histórico da política. Mas, se você reparar, tem umas pitadas de “Profissão Repórter” durante a montagem.
Brasília é imensa, o sol é escaldante, eu estava sem um puto no bolso, o acampamento vermelho ficava no Estádio Mané Garrincha e o acampamento verde e amarelo no Parque da Cidade, uns três quilômetros de distância um do outro, mais uns dois até a Esplanada, onde aconteciam os eventos. Entre votações da Câmara e do Senado, foram quatro dias indo de lá pra cá, de cá pra lá, entre vermelhos e amarelos, atravessando o imenso muro cinza instalado para confinar a plateia no devido lugar que lhe cabia no espetáculo da democracia.
Dizer que foi uma experiência angustiante entrar em contato com desejos, ideais e leituras do mundo tão distintas seria chover no molhado. Fato é que de um lado existia um povo sedento, bravo, disposto a abraçar Eduardo Cunha e Michel Temer “pelo fim da corrupção e da ditadura comunista que destruiu o país”; e, do outro, um povo agarrado às conquistas sociais da última década gritando pela legitimidade do voto popular que elegeu Dilma diante de um golpe parlamentar visto como uma orquestração da elite política e econômica.
Um mês depois da votação na Câmara nós viríamos a conhecer o famoso áudio do Jucá, que abre o filme, anunciando “o grande acordo nacional”.
É importante notar que nesse período, Aécio Neves e outros caciques do PSDB já haviam sido pegos em diversos escândalos de corrupção, a direita vivia um vácuo de liderança, que concentrou a oposição ao governo em torno de Temer e Cunha para derrubar a presidente eleita. Enquanto o inimigo claro dos manifestantes amarelos era o PT, Lula e a ditadura comunista, para os vermelhos o inimigo era o sistema, representada principalmente pela Rede Globo.
De volta a São Paulo eu reunia em torno de dez horas de material filmado. Como autor das entrevistas e imagens, achei por bem dividir a direção com um parceiro de ideais e de ideias, e convidei o jornalista Vinícius Segalla para essa tarefa. O processo de montagem durou uns dois meses de intensa disputa por cenas, falas e personagens. Rigor da informação versus necessidade estética, clareza dos fatos versus opção dramática. Madrugadas acesas na ilha de edição improvisada na bancada de uma padaria caseira. Era o primeiro filme do Vinícius e meus primeiros passos no jornalismo. Acho que o resultado agradou aos dois.
Enfim, depois de algumas exibições muito especiais, de muitas contribuições de amigos para que esse filme fosse feito, Tchau, Querida segue pro mundo. Sem muro e com todas as cores.
Bom filme!

Tchau, Querida estará disponível no YouTube a partir das 19H00 do dia 14 de julho.
JORNALISTAS LIVRES