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domingo, 8 de março de 2020

Conheça Clara Zetkin, a feminista antifascista que impulsionou o Dia Internacional da Mulher

Clara Zetkin
Diferente de outras datas comemorativas criadas pelo comércio, o Dia Internacional da Mulher foi criado por uma socialista alemã fervorosa: Clara Zetkin, autora do livro Como nasce e morre o fascismo, que a editora Autonomia Literária tem a honra de trazer ao Brasil este ano.
No inicio do século 20, o incipiente movimento feminista começa a se organizar no interior das fábricas na Europa e nos EUA visando deflagrar uma campanha dentro do movimento socialista para reivindicar melhores condições de trabalho — que eram ainda piores que a dos homens proletarizados, chegando a ter jornadas de 16h por dia, seis dias por semana. 
Enquanto crescia o movimento no interior das fábricas, a marxista Clara Zektin propôs, em agosto de 1910, na Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, a criação de uma jornada de manifestações anualmente, a fim de paralisar as fábricas para chamar a atenção da sociedade às demandas feministas. A conferência, realizada em Copenhague, Dinamarca, reuniu mais de 100 mulheres de 17 países que pertenciam a sindicatos, partidos socialistas, associações de trabalhadoras e as 3 primeiras mulheres eleitas no parlamento da Finlândia. A proposta de Zetkin foi aprovada e assim se celebrou pela primeira vez na Áustria, Dinamarca, Suíça e Alemanha o Dia Internacional da Mulher.

Quem foi Clara Zetkin?

Socialista, marxista e feminista, Clara Zetkin nasceu em Königshain-Wiederau, Alemanha, em 5 de julho de 1857. Estudou direito e começou a ter contato com movimentos operários alemães em 1874. Quatro anos depois, inicia sua militância no Partido dos Trabalhadores Socialistas (SAP), que se converte no Partido Social-democráta Alemão (SPD) em 1890. Zetkin torna-se uma das principais referência dentro da organização.
Em 1882, Zetkin se exila na Suíça e França por causa da proibição do governo Bismack em manter os movimentos comunistas na legalidade. Em Paris, é uma das criadoras da Internacional Socialista e começa a editar livros na clandestinidade. Sua principal luta foi pelo sufrágio feminino, revindicado por uma ótica marxista de classe, e a denuncia certeira sobre os perigos que a ascensão do fascismo traria à humanidade.
Principais passagens em vida foram:
  • 1891: Com sua amiga íntima de Rosa Luxemburgo, assassinada em Berlin em 1919, editou entre 1891 e 1917 o jornal “Die Gleichheit” (A Igualdade), uma revista bimensal para mulheres operárias.
  • 1907: Naquele ano, 10.500 mulheres formavam parte do SPD e criaram a primeira Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Stuttgart, Alemanha, onde fundaram a Internacional Socialista das Mulheres, cuja Zetkin se tornou a Secretária Internacional.
  • 1916: Durante a Primeira Guerra Mundial, foi abertamente antibelicista e presa diversas vezes por ser contrária a guerra. Essa posição a leva romper com o SPD e no mesmo ano se torna uma das fundadoras do Partido Socialdemocrata Independente Alemão (USPD).
  • 1919: Participa da Revolução Alemã e se une ao Partido Comunista Alemão (KPD).
  • 1920: Entrevista Lenin e publica seu famoso artigo “Lenin sobre a questão feminina”. Zetkin se torna esse ano deputada do KPD no Congresso da República de Weimar.
  • Entre 1921 e 1933 ocupa diferentes postos dentro da esquerda alemã, tanto nos órgãos do partido como no Comitê Internacional Socialista.
  • 1933: Diante da chegada dos nazistas ao poder se exila na União Soviética.
Clara Zetkin morre aos 76 anos em Moscou, capital russa, em 20 de junho de 1933. Em sua vida pessoal, teve filhos com o revolucionários russo Ossip Zetkin, que faleceu em 1889. Posteriormente, se casou com o pintor alemão Georg Friedrich Zundel, 18 anos mais jovem que ela, até o divorcio que aconteceu em 1927.

10 características do fascismo

Em 1923, ao observar a conjuntura internacional e a ascensão do fascista Benito Mussolini na Itália, Clara Zetkin elabora uma das primeiras — e mais profundas — análises sobre o fascismo:
1 – O surgimento do fascismo está intrinsecamente atado à crise do capitalismo e ao declínio de suas instituições. Esta crise é caracterizada por uma escalada de ataques à classe trabalhadora, enquanto as camadas sociais intermediárias são espremidas e rebaixadas ao proletariado:
“As raízes do fascismo estão, de fato, na dissolução da economia capitalista e do Estado burguês… A guerra destruiu a economia capitalista a partir de suas bases. Isso é evidente não apenas pelo empobrecimento assustador do proletariado, como também pela proletarização de amplas massas pequeno e médio burguesas”.
2 – A ascensão do fascismo é baseada na incapacidade do proletariado resolver a crise social capitalista pela tomada do poder para reorganização da sociedade. Esta incapacidade da liderança da classe trabalhadora gera desmoralização entre os trabalhadores e das forças sociais que vislumbravam o proletariado e o socialismo como uma solução para a crise.
Essas forças sociais, indica Zetkin, acreditavam que “o socialismo pudesse acarretar uma transformação completa. Essas expectativas foram dolorosamente destroçadas… Perderam sua fé não apenas nos líderes reformistas, como no próprio socialismo”.
3 – O fascismo possui um caráter de massas, com apelo especial às camadas pequeno-burguesas ameaçadas pelo declínio da ordem capitalista.
O declínio capitalista resulta na “proletarização de amplas massas pequeno e médio burguesas, na situação de calamidade entre os pequenos camponeses e na aflição melancólica da ‘intelligentsia’. (…) O que pesa acima de tudo sobre eles é a falta de segurança para sua subsistência básica”.
4 – Para conquistar o apoio dessas camadas, o fascismo faz uso de demagogia anticapitalista:
“As massas aos milhares se juntaram ao fascismo. Ele se transformou em um asilo para todos os desabrigados políticos, os socialmente desenraizados, os destituídos e desiludidos… A pequena-burguesia e as forças sociais intermediárias inicialmente vacilam entre os poderosos campos históricos do proletariado e da burguesia. São levadas a simpatizar com o proletariado por conta das dificuldades em suas vidas e, em parte, pelos desejos nobres e ideais elevados em seus espíritos, na medida em que este aja de forma revolucionária e apresente perspectivas de vitória. Sob a pressão das massas e de suas necessidades, e influenciados por essa situação, até mesmo os líderes fascistas são forçados a, minimamente, flertar com o proletariado revolucionário, ainda que não possuam por ele qualquer simpatia”.
5 – A ideologia fascista eleva a nação e o Estado acima de todos os interesses e contradições de classes:
“O que as massas não esperavam mais da classe proletária revolucionária e do socialismo, agora esperam que seja atingido pelos elementos mais capazes, fortes, determinados e impetuosos de todas as classes sociais. Todas essas forças deveriam unir-se em uma comunidade. E essa comunidade, para os fascistas, é a nação… O instrumento para atingir os ideais fascistas é, para eles, o Estado. Um Estado forte e autoritário que será sua própria criação e ferramenta obediente. Este Estado estará suspenso acima de todas as diferenças de classe e partido”.
6 – A ideologia do nacionalismo chauvinista é utilizada pelos líderes fascistas como cobertura para incitar o militarismo e a guerra imperialista:
“As forças armadas da Itália fascista eram apenas para defender a pátria. Esta era a promessa. Mas o aumento do exército e a aquisição de armamentos estão dirigidos a grandes aventuras imperialistas… Centenas de milhões de liras foram aprovadas para a indústria pesada construir as mais modernas maquinas e impiedosos instrumentos de morte”.
7 – Uma característica fundamental do fascismo é o uso da violência organizada levada à frente por tropas de choque contrárias à classe trabalhadora, com o fim de esmagar toda atividade proletária independente.
Na Itália, as forças de Mussolini ocuparam-se do “terror direto, sanguinário”, indica Zetkin. Partindo de áreas do interior, os fascistas “atacaram os trabalhadores rurais, de quem as organizações foram devastadas e incineradas, enquanto seus líderes eram assassinados”. Mais tarde “o terror fascista estendeu-se ao proletariado das grandes cidades”.
8 – A ideologia do racismo e o bode expiatório racista é central na mensagem do fascismo. Mesmo que esse aspecto ainda não estivesse inteiramente nítido em 1923, Zetkin lembra como na Alemanha “o programa fascista é esgotado pela frase: ‘porrada nos judeus’.”
9 – A certa altura, setores importantes da classe capitalista passaram a apoiar e financiar o movimento fascista, encarando isso como uma maneira de conter a ameaça da revolução proletária: 
“A burguesia não pode mais confiar nos meios de força regulares de seu Estado para garantir sua dominação de classe. Para tal, ela precisa de um instrumento de força extralegal e paramilitar. Isto lhe foi oferecido pelo aglomerado heterogêneo que constitui a turba fascista. Os capitalistas patrocinam abertamente o terrorismo fascista, apoiando-o com dinheiro e de outras maneiras”.
10 – Uma vez no poder o fascismo tende a se burocratizar e distanciar dos apelos demagógicos de antes, levando a um ressurgimento das contradições e conflitos de classes:
“Existe uma contradição flagrante entre o que o fascismo prometeu e aquilo que entregou às massas. Toda conversa sobre como o Estado fascista colocará o interesse da nação acima de tudo, uma vez exposta aos ventos da realidade, estoura como uma bolha de sabão. A ‘nação’ revelou ser a burguesia; o ideal fascista de Estado revelou-se como o vulgar e inescrupuloso Estado burguês… As contradições de classe são mais poderosas do que todas as ideologias que negam a sua existência”.
***
A análise completa sobre a natureza do fascismo e como é possível derrotá-lo, estará livro Como nasce e morre o fascismo.
Fonte: Revista Fórum

8 de março Dia da Mulher

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Objetivo da Data
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.
Conquistas das Mulheres Brasileiras
Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.
Marcos das Conquistas das Mulheres na História
1788 – o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
1840 – Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
1859 – surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
1862 – durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
1865 – na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
1866 – No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
1869 – é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
1870 – Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
1874 – criada no Japão a primeira escola normal para moças
1878 – criada na Rússia uma Universidade Feminina
1901 – o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

sábado, 7 de março de 2020

Cabeleireiro preso injustamente é inocentado por falta de provas

PM acusa Lucas de roubar moto, mas provas apontam que ele estava em casa na hora. Liberdade provisoria foi concedida, mas a prisão ainda não liberou
Silva ficou preso por mais de um mês após ter sido acusado de roubo por PMs.
Depois de passar quatro meses sendo acusado injustamente de roubo, Lucas Bispo da Silva, de 19 anos, foi julgado inocente por falta de provas. Ele passou mais de um mês, na virada do ano, no Centro de Detenção Provisória 2 (CDPII) de Guarulhos. Silva conseguiu liberdade provisória em janeiro, mas ainda respondia pelo crime.
No último dia 5 de março, o juiz Rodrigo César Müller Valente, da 2ª Vara Criminal de São Paulo, decidiu arquivar o processo em decisão na qual  julgou “improcedente a ação penal”. Para ele, que acompanhou a recomendação do Ministério Público, faltaram provas para considerar Silva culpado. Na decisão afirma: “conclui-se que os policiais não confirmaram a narrativa inicial do flagrante, pelo contrário, ensejaram fundadas dúvidas sobre as circunstâncias da apreensão da motocicleta roubada e posterior abordagem do réu em seu local de trabalho”.
Silva não entende o motivo do erro. “Até hoje fico me perguntando: por quê comigo? Eu sempre acordei cedo e trabalho desde os 13 anos. Talvez eu seja parecido com o autor do roubo… Não sei… Mas sei que isso me prejudicou demais. Passei natal e ano novo longe da minha família e fique sem poder trabalhar na melhor época do ano, quando faço mais dinheiro. Só que agora vou atrás dos meus direitos!”
Na decisão, o juiz ainda aponta que o reconhecimento da vítima teve problemas. “Tem-se tão-somente o reconhecimento pessoal procedido na lavratura do flagrante, não confirmado sob o contraditório. A vítima inquirida por carta precatória não confirmou o reconhecimento do suspeito”.

Relembre o caso

Na manhã do dia 13 de dezembro de 2019 Silva foi para o salão onde trabalhava, como era sua rotina. Mais tarde naquele dia os policiais Marcos Fernando e Adriano de Oliveira Silva foram até o salão e pediram para que o jovem os acompanhasse até a 95º Delegacia de Polícia (D.P.) em Heliópolis. Silva, informado que só esclareceria alguma questão relativa a um roubo na região, concordou em ir.
Um colega de Silva, que presenciou a abordagem dos PMs no salão, contou em uma carta como se deu a cena.
“CONFORME NOSSA ROTINA, ESTÁVAMOS EXERCENDO NOSSA FUNÇÃO COMO BARBEIROS EM NOSSO LOCAL DE TRABALHO. DOIS POLICIAIS PASSARAM EM FRENTE À BARBEARIA, DENTRO DE UMA VIATURA, QUANDO O POLICIAL DESCEU ARMADO NOS INTIMIDANDO. LOGO APÓS, O MESMO POLICIAL INTIMOU O LUCAS. DEPOIS ME CHAMARAM PEDINDO MEU RG, E O MESMO QUE INTIMOU PEDIU FOTOS NOSSAS. ELES NOS INTERROGARAM SOBRE UMA MOTO ROUBADA, PRINCIPALMENTE O LUCAS, COMO SE ELE FOSSE O CULPADO SENDO QUE ELE NÃO SABE PILOTAR NENHUM TIPO DE MOTO. DEPOIS DISSO O LUCAS RETORNOU PARA DENTRO DA BARBEARIA PARA TERMINAR O CORTE DE SEU CLIENTE E, ASSIM QUE ACABOU, FOI PARA FORA COM OS POLICIAIS. ELES CHAMARAM O LUCAS PARA ACOMPANHAR ATÉ A DELEGACIA. LUCAS ENTROU NA BARBEARIA, PEGOU SUA CAMISETA E PERGUNTAMOS: ‘VAI PARA ONDE?’ ELE RESPONDEU: ‘VOU ALI NA DELEGACIA PROVAR QUE SOU INOCENTE E JÁ VOLTO’”.
A versão dos PMS, no Boletim de Ocorrência (B.O.), é que após saberem de um roubo de moto que, segundo o testemunho da vítima, ocorreu por volta das 07:20h daquela manhã, na da Av. Comandante Taylor, passaram a patrulhar a região e encontraram “com o indiciado de prenome Lucas, aquele que estava na garupa, de bermuda e moletom”. E disso se seguiu a prisão de Lucas.
A vítima apresentou outra versão. “Quando estava retornando para sua casa, foi informado que sua moto fora recuperada. Os policiais foram buscá-lo onde se encontrava, e, de viatura, foi levado ao local onde estava sua moto. A seguir, no percurso para esta delegacia, em local próximo aonde estava sua motocicleta, viu o autor do roubo, que tinha um sinal no rosto e que conduziu sua moto, encostado em uma parede. Informou os policiais sobre isso e o indivíduo foi trazido a esta delegacia. Aqui chegando, em sala preparada, reconheceu o indivíduo”.
Já na época a família apresentou a versão de Silva, apoiada pelos testemunhos do colega e provas matérias do que ocorreu naquele dia. Na versão da família, Silva estava em casa enquanto acontecia o roubo. De casa foi para o trabalho e de lá foi levado pelos dois policiais.
As provas juntadas para confirmar a versão de Silva, além do depoimento do colega que viu a abordagem, foi o depoimento do porteiro do prédio onde mora, no qual afirma que o jovem só teria saído de casa por volta das 10:00h. Imagens das câmeras do circuito interno do prédio, que comprovam a versão do porteiro, foram apresentadas. Conseguiram também o testemunho da dona do salão onde Silva trabalha, que também confirma a versão. “Eu estava voltando da escola onde meu filho estuda, passando em frente ao salão, onde também resido, e avistei dois policiais abordando Lucas e G.. Ouvi Lucas perguntar se poderia terminar de cortar o cabelo, então entrei em casa para fazer serviços domésticos… Assim que minha mãe chegou em casa, ela me informou que Lucas teria sido encaminhado para a 95° DP”.

Outro Lado

Questionada a Secretaria de Segurança Pública do Estado respondeu:
“O autor foi preso em flagrante e o caso registrado pelo 95º DP. Na época dos fatos, a vítima reconheceu o suspeito sem sombras de dúvidas. Ele teve todas as garantias constitucionais concedidas. O inquérito policial foi concluído e relatado à Justiça”
Fonte: JORNALISTAS LIVRES

5 belas postagens que você deveria ver neste Dia da Mulher

A Mulher potiguar é forte, inteligente, lutadora, e já promoveu verdadeiras revoluções na história Aqui estão 4 artigos que são a melhor maneira de você comemorar este 8 de Março, Dia Internacional da Mulher!
Parabéns a todas as mulheres que nos leem. E se você gostou veja também: 12 postagens maravilhosas sobre fotos do Rio Grande do Norte.

Fonte: curiozzo

Dia de luta: por que não se deve dar parabéns ou presentes às mulheres no 8 de Março?

Pamela Oliveira, do Brasil de Fato - Presentes e parabéns passaram a compor as referências ao Dia Internacional da Mulher cada vez com mais força nas duas últimas décadas. Uma das razões é o uso da efeméride pela publicidade e o mercado, que começaram a tratar o 8 de março como data comemorativa tal qual o Dia das Mães, com a finalidade de venda de produtos direcionados ao público feminino.

Entretanto, as origens deste dia remontam a mais de cem anos, quando mulheres socialistas – entre as quais estavam Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo e Alexandra Kollontai –, durante a Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, definem a realização de um dia internacional de luta que fosse inteiramente dedicado às reivindicações das mulheres.

Pelo calendário juliano utilizado no czarismo russo até sua dissolução, a data escolhida foi 23 de fevereiro, que no calendário gregoriano equivale ao dia 8 de março. A data foi oficializada em 1918, com o triunfo da Revolução Russa. Desde então, se espalhou pelo mundo, tornando-se um dia-símbolo para as reivindicações pelo direito ao voto na primeira metade do século XX e pelos direitos reprodutivos na segunda metade do século. 
Apesar das conquistas, o Dia Internacional da Mulher segue como uma data para a realização de manifestações e lutas feministas. Em 2016, as hashtags #nãoqueremosflores e #nãoqueremosparabéns chegaram a alcançar os Trending Topics do Twitter BR como um manifesto na web em defesa das origens revolucionárias do 8 de março.
Neste ano, o Brasil de Fato preparou um vídeo especial para explicar quais desigualdades ainda persistem e porque as mulheres do Brasil e do mundo, do campo, das florestas e das cidades se organizam em todo o mundo para defender o Dia Internacional de Luta das Mulheres como um símbolo da revolução feminista. Confira!

sexta-feira, 6 de março de 2020

Visitação ao Parque Nacional do Iguaçu cresce 15% em fevereiro

Número de visitantes superou o registrado no mesmo período de 2019; turistas de 129 países estiveram na unidade de conservação
A visitação ao Parque Nacional do Iguaçu (PR) registrou aumento em relação ao mesmo período do ano passado. Em fevereiro de 2020, 155.771 pessoas passaram pela atração, 15% a mais do que as 134.474 que passaram pela unidade de conservação no mesmo mês em 2019. O Parque Nacional do Iguaçu é considerado Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco e uma das Novas Sete Maravilhas da Natureza.
De acordo com dados da administração, turistas de 129 países estiveram na atração em fevereiro. Os brasileiros lideraram com 72.418 pessoas. A lista de países que mais visitaram o Parque em fevereiro traz na segunda colocação a Argentina (27.049), seguida de Paraguai (6.287), Estados Unidos (6.239) e França (3.745). Já o ranking de turistas por estado brasileiro é liderado por São Paulo (26.728). Paraná (19.054), Rio Grande do Sul (5.067), Rio de Janeiro (4.760) e Santa Catarina (4.366) ficaram logo atrás.
Em dezembro de 2019, o Parque Nacional do Iguaçu registrou a marca de dois milhões de visitantes na unidade de conservação que abriga as famosas Cataratas do Iguaçu. As atividades relacionadas ao turismo correspondem a mais de 50% da arrecadação de Foz do Iguaçu (PR) e quase 30% da economia da cidade está relacionada à visitação do parque, responsável por mil empregos diretos e cerca de 15 mil indiretos.
O Parque Nacional do Iguaçu é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão federal responsável pela administração das unidades de conservação federais do Brasil. Desde 1999 o parque conta com a gestão dos serviços de visitação turística da concessionária Cataratas do Iguaçu S.A., empresa genuinamente iguaçuense, que integra o Grupo Cataratas.
Em seus 185 mil hectares de florestas, guarda a memória dos ambientes naturais da Região Oeste do Paraná. A memória das paisagens naturais, dos rios e riachos livres, límpidos e cheios de vida protege uma vasta, rara e especial manifestação de nossa fauna e flora. Em seu território, o Parque Nacional abriga perto de 400 espécies de aves, 158 espécies de mamíferos, 175 espécies de peixes, mais de duas mil espécies de plantas e mais de 750 espécies de borboletas.
Ranking de visitação ao Parque Nacional do Iguaçu – Fevereiro 2020
 Países
1 – Brasil: 72.418
2 – Argentina: 27.049
3 – Paraguai: 6.287
4 – Estados Unidos: 6.239
5 – França: 3.745
6 – Inglaterra: 3.177
7 – Coreia do Sul: 3.026
8 – Alemanha: 3.018
9 – Israel: 2.962
10 – Chile: 2.681
Estados
1 – São Paulo 26.728
2 – Paraná: 19.054
3 – Rio Grande do Sul: 5.067
4 – Rio de Janeiro: 4.760
5 – Santa Catarina: 4.366
6 – Minas Gerais: 2.185
7 – Bahia: 1.542
8 – Mato Grosso do Sul: 1.051
9 – Espírito Santo: 839
10 – Pernambuco: 710
Edição: Vagner Vargas
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

As 10 cidades mais altas do Rio Grande do Norte

10ª Coronel Ezequiel


A pequena cidade de cerca de 6 mil habitantes tem em torno de 
584 metros de altitude

9ª Serrinha dos Pintos

Foto: Bruno Souza via: serrinhapintos.blogspot.com-
A cidade que é emancipada da cidade de Martins (RN) tem cerca de 615 metros de altitude

8ª Luís Gomes

Foto: Foto Ideal
Essa que é emancipada da quente cidade de Pau dos Ferros (no Alto Oeste Potiguar), tem cerca de 636 metros de altitude

7ª Portalegre

Foto: www.jornalpotiguar.com
O “Paraíso Serrano” do Rio Grande do Norte tem cerca de 642 metros de altitude

6ª Venha-Ver


A cidade que abriga o ponto mais alto do Rio Grande do Norte, a Serra do Coqueiro (link), não é a mais alta do estado, e tem cerca de 
650 metros de altitude

5ª São Miguel


A maior produtora de milho do Rio Grande do Norte tem cerca de 679 metros de altitude

4ª Jaçanã

Foto: www.jacanafotosrn.blogspot.com
A pequena Jaçanã é alta e tem temperaturas amenas. Ela tem cerca de 684 metros de altitude

3ª Lagoa Nova

Foto: www.paisagensdoserido.openbrasil.org
A cidade fria que fica próxima à Currais Novos tem cerca de 686 metros de altitude

2ª Martins

Foto: www.jaldesmar-costa.blogspot.com
Considerada a cidade mais fria do RN, ela tem cerca de 703 metros de altitude

1ª Tenente Laurentino Cruz


A pequena cidade de cerca de 6 mil habitantes é considerada uma das mais frias do Rio Grande do Norte. Ela registra alturas entre 
740 e 750 metros, no mirante “Pedra da Lagoa” pode se registrar até 837 metros.

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Fonte: CURIOZZZO

Foi um natalense o primeiro civil a morrer pilotando um avião no Brasil

Era 23 de Maio de 1930, manhã de uma Sexta feira. Desde bem cedo alunos do curso de pilotagem da “Escola de Voo Aeroclube” circulavam pelo campo de pouso da instituição.
O Aeroclube do Rio Grande do Norte havia sido fundado há dois anos atrás, em 29 de dezembro, e possuía uma boa infraestrutura de ensino aeronáutico, com sede, hangar e duas aeronaves modelos “Blue Bird”: a Natal I e a Natal II.
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Aeroclube de Natal
Eles estavam no hangar da escola, se preparando para uma costumeira aula de voo sobrevoando a “periferia” da pequena cidade de Natal, na região do atualmente populoso e verticalizado bairro do Tirol.
A turma de futuros pilotos civis, que haviam se matriculado em Dezembro do ano anterior, era formada por filhos da elite da sociedade local. Nela estavam: Otávio Lamartine, Fernando Pedroza, Aldo Carielo, Eloy Caldas, Plínio Saraiva e Edgar Dantas.
Naquela tranquila manhã, segundo o jornal “A Republica”, o aluno Plinio Saraiva não se encontrava, mas estavam presentes o mecânico Abel de Oliveira e o instrutor carioca e militar da Marinha do Brasil, Djalma Fontes Cordovil Petit, que era também muito hábil com um avião em mãos.
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Djalma Petit (à esquerda) e Juvenal Lamartine (à direita). Foto da Revista Cigarra. Fonte-http://peryserranegra.blogspot.com
Os primeiros a fazerem voos foram Otávio Lamartine e Eloy Caldas à bordo do avião Natal I. Logo depois subiria à bordo o aluno Edgar Dantas. No exercício daquele dia cada aluno deveria decolar, dar duas voltas no campo do clube e depois aterrissar. Uma tarefa aparentemente simples.
Segundo relatos, Edgar fez uma decolagem tranquila, efetuando suas duas voltas sem problemas, porém, segundo o jornal A Republica, o jovem de apenas 21 anos já no final do seu exercício quando se preparava para aterrisar, realizou uma manobra imprudente, fazendo uma curva fechada a apenas 20 metros do solo, e o resultado foi desastroso.
A notícia do acidente na época pelo jornal A Republica
Para a surpresa de todos, devido tanto à pouca velocidade quanto à baixa altitude, o avião foi de encontro ao solo. A aeronave, conforme você pode ver na foto abaixo, caiu quase que na vertical. Edgar foi atingido por uma estaca de uma cerca em um curral, e fraturou seu crânio no frontoparietal, provocando forte hemorragia.
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Segundo o escritor Paulo Pinheiro de Viveiros, autor livro “História da aviação no Rio Grande do Norte”, do hangar do Aeroclube o instrutor Petit disse “-Vejam como se morre em plena mocidade!”.
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Edgar Dantas é o primeiro a esquerda. Ao centro, de branco, o instrutor Petit. Foto: Jorge Maciel
Gostou desta história? Então você precisa ver também: 5 curiosidades sobre o dia em que o Zeppelin sobrevoou Natal
Fonte: Rostand Medeiros do TOK de História

7 prédios históricos no centro de Natal (RN) que são belos exemplos de conservação e respeito - Por Henrique Araujo

7 prédios históricos no centro de Natal (RN) que são belos exemplos de conservação e respeito.

Hospital Infantil Varela Santiago, Av. Deodoro da Fonseca.
Igreja da rua João Pessoa (em frente às Lojas Riachuelo)
Memorial da Justiça (em frente a parada metropolitana)
Museu Café Filho
Casarão na Av. Deodoro da Fonseca (ao lado do Nordestão)
Casarão por trás da Igreja Matriz
Casa da “Viúva Machado”
Depois daqueles 6 lugares lamentavelmente abandonados em Natal (RN), aqui estão 7 belos exemplos de conservação do patrimônio e da história da cidade, registrados pelas lentes do fotógrafo Jeronymo Tinoco – pra não dizerem que não falamos de flores:
Lembrando sempre que é preciso respeitar a história, preservando objetos, monumentos, prédios e etc, antigos de nossas localidades. E você que ta aí lendo esse post deve ajudar sempre que possível, combinado?
Ah e pra ver mais fotos do Jeronymo clique aqui!
Fonte: CURIOZZZO