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sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Cultura do Nordeste - Por Daniela Diana

 

A cultura do Nordeste apresenta características próprias herdadas da interação da cultura dos colonizadores portugueses, dos negros e dos índios.

É importante destacar que a cultura representa uma complexa teia. Nela estão incluídos conhecimentos, costumes, artes, crenças, cultos religiosos, literatura popular, danças e hábitos de determinado grupo.

A cultura do Nordeste brasileiro (que compreende os estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia) desenvolveu hábitos próprios com relação ao mundo e às manifestações culturais. Esses hábitos foram transmitidos de geração em geração.

Manifestações Culturais do Nordeste

As manifestações culturais que mais se destacam na região nordeste do Brasil são: festas juninas, Reisado, poesia popular, artesanato, capoeira, frevo, culinária e religiões afro-brasileiras.

Festas Juninas

Quadrilha
Quadrilha

As festas juninas, as principais festas representativas da cultura do Nordeste, são comemoradas no mês de junho.

São festejadas com danças típicas como a quadrilha e o forró, bandeirolas, balões e fogos de artifício. As festas juninas fazem homenagem aos seguintes santos católicos: Santo Antônio (13/06), São João (24/06) e São Pedro (29/06).

As comidas de milho e de coco são típicas da época. Entre elas a canjica, a pamonha, o bolo de milho e o pé de moleque preparado com massa de mandioca, o milho assado, o milho cozido, o quentão etc.

A cidade de Caruaru, estado de Pernambuco, é considerada a capital do forró. A cidade de Campina Grande, na Paraíba, é reconhecida por realizar o maior São João do mundo.

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Reisado

Reisado

O Reisado é uma festa católica que celebra a visita dos Reis Magos ao menino Jesus. Essa festa faz parte da cultura do nordeste, sendo festejada em alguns estados, entre eles Alagoas e Piauí.

O Reisado ou Folia dos Reis reúne um grupo de foliões trajados com roupas típicas enfeitadas de fitas e espelhos. Eles visitam as casas das pessoas hospitaleiras, dançando e cantando as músicas típicas da festa.

Poesia Popular

literatura de cordel
Literatura de cordel

A poesia popular é representada pela literatura de cordel, recitada ou publicada em folhetos. Esse tipo de poesia relata os costumes e as crenças do povo, no qual os personagens podem ser reais ou fictícios.

Os repentistas são os cantadores que divulgam a poesia popular da cultura do Nordeste.

Artesanato

Artesanato

O artesanato da Região Nordeste é bastante diversificado. A região produz trabalhos decorativos e utilitários confeccionados em cerâmica, madeira, conchas, rendas, dentre outros materiais.

A arte da renda foi trazida pelos portugueses, onde a mulher rendeira é uma personagem típica da cultura do Nordeste.

Capoeira

Capoeira

A capoeira, originária da África, trazida pelos escravos, é uma luta ritmada, com acrobacias, tocada ao som do berimbau, pandeiro e palmas.

É muito difundida na Bahia, estado com grande número de descendentes africanos.

Frevo

Frevo

O frevo é uma dança típica do carnaval pernambucano. Foi declarado Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Essa dança se caracteriza pelo ritmo acelerado, onde os passistas realizam passos acrobáticos, levando numa das mãos a típica sombrinha colorida do frevo.

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Culinária

Culinária Nordestina

A culinária nordestina foi desenvolvida sob a influência da comida portuguesa, africana e indígena.

O consumo de raízes, o preparo de comidas bem temperadas e apimentadas, as comidas de milho e coco, o cuscuz, a pamonha e a canjica são heranças que foram adaptadas em cada estado.

São exemplos de raízes: macaxeira, inhame, batata doce. Quanto às comidas bem temperadas podemos citar: acarajé, vatapá, bobó de camarão, moqueca de peixe, sururu.

Religiões Afro-Brasileiras

Candomblé

Entre os cultos africanos trazidos pelos escravos, e enraizados na cultura do Nordeste, destacam-se o candomblé e a umbanda. Seus rituais, hierarquias e cerimônias reverenciam suas divindades.

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Fonte: https://www.todamateria.com.br

Pierre Verger - Percursos e Memórias

O Instituto Tomie Ohtake apresenta a exposição individual dedicada ao fotógrafo Pierre Verger 


(1902, Paris – 1996, Salvador, BA, Brasil), com curadoria de Priscyla Gomes, do Instituto Tomie Ohtake, e Alex Baradel, da Fundação Pierre Verger. Com mais de uma centena de fotografias e documentos, a mostra Pierre Verger: Percursos e Memórias, abrirá ao público dia 13 de agosto no Instituto Tomie Ohtake.  


Fotógrafo por excelência, Pierre Verger aprendeu o ofício da fotografia aos 30 anos e, ao longo da carreira, a dedicação e minúcia no conhecimento de povos e culturas que lhe interessavam foi tamanha que se alçou à condição de antropólogo e etnógrafo. Iniciou sua obra em 1932, quando decidiu unir a expertise que havia adquirido na fotografia com sua vontade de viajar para conhecer e registrar outras pessoas e lugares; partiu levando como única bagagem uma máquina fotográfica Rolleiflex.  


A articulação entre imagem, escritos e uma extensa pesquisa resultou em uma obra vasta, muitas vezes desconhecida do público que aproxima-se de Verger por intermédio de suas fotografias mais icônicas. Entre 1932 e 1970, foram décadas de viagens ao redor do mundo, passando pela Europa, Ásia, América e Oceania.  


Esta exposição é uma correalização do Instituto Tomie Ohtake, Fundação Pierre Verger e Fundação Bienal de São Paulo e integra a rede da 34ª Bienal de São Paulo. A mostra é dedicada a expor as diferentes documentações da trajetória de Pierre Verger durante suas principais viagens. Além de imagens inéditas ou raramente mostradas, visando contextualizar sua produção e relacionando aspectos da vida pessoal do fotógrafo ao contexto histórico a que pertenceu, a mostra trará seus cadernos de viagens, publicações e periódicos nacionais e internacionais, cartas e textos inéditos, negativos e estudos de ampliações, bem como trechos de documentários icônicos sobre o fotógrafo e etnógrafo. 


Os núcleos pelos quais se divide a exposição propõem-se a contar as diferentes viagens de Verger, utilizando esses percursos para narrar como o artista tornou-se pioneiro em muitas de suas abordagens sobre fotografia, no registro e investigação dos locais aos quais visitava e na sua forma de estabelecer diálogo com as diferentes populações. Cabe especial destaque, o ano de 1946, que marca sua chegada ao Brasil, um trajeto que resultaria numa longa permanência e na descoberta de um universo que mudaria em definitivo sua vida. Sua chegada deu início à sua pesquisa afro-americanista e africanista, que propiciou importantes desdobramentos na sua trajetória. 


Verger passou a registrar também por escritos as informações coletadas em suas viagens entre o Brasil e a África. É nesse universo que o fotógrafo e etnógrafo concentrou seus estudos, dedicando décadas de sua vida às culturas iorubá e fon, além de suas diásporas religiosas.  


Por se tratar de um recorte e material inéditos, a curadoria realizada por Priscyla Gomes, curadora do Instituto Tomie Ohtake e Alex Baradel, curador da Fundação Pierre Verger, visa trazer novas leituras à trajetória desse fotógrafo expoente. Com base numa imersão em seus arquivos, anotações, registros e escritos, a mostra é a primeira a apresentar Pierre Verger como fotógrafo, pesquisador, etnógrafo e também líder religioso. 


Parte-se de algumas imersões na vida privada do fotógrafo explicitando questões como religiosidade, cultura local, sexualidade e as linhas editoriais de revistas de extrema importância no período. 


A exposição é uma coprodução com a Fundação Bienal de São Paulo, Fundação Pierre Verger e Instituto Tomie Ohtake.  

Curadoria: Priscyla Gomes e Alex Baradel 

Saiba mais sobre o artista aqui. 

Quer saber mais sobre a programação da exposição? Confira aqui! 

 

Serviço Pierre Verger - Percursos e Memórias 
De 13 de agosto a 21 de novembro de 2021. 
De terça a domingo, das 12h às 17h. Entrada franca. 
Conheça os protocolos de segurança do Instituto Tomie Othake, clicando aqui! 

 

Apoio international: Institut français à Paris 


Fonte: http://34.bienal.org.br/exposicoes/8943