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sábado, 23 de outubro de 2021

NEGROS NÃO SÃO DESCENDENTES DE ESCRAVOS

“... NEGROS NÃO SÃO DESCENDENTES DE ESCRAVOS, COMO DIZEM OS LIVROS ESCOLARES.

SÃO DESCENDENTES DE CIVILIZAÇÕES AFRICANAS, DE REINADOS FORTES E PODEROSOS. SÃO DESCENDENTES DE REIS, RAINHAS, PRÍNCIPES E PRINCESAS. SÃO PARENTES DE HOMENS E MULHERES QUE DESENVOLVERAM A ESCRITA, A ASTROLOGIA, AS CIÊNCIAS E AS PIRÂMIDES.

SÃO FRUTO DE UM POVO QUE DESENVOLVEU AS TÉCNICAS AGRÍCOLAS E QUE DOMINA A MEDICINA ALTERNATIVA. SÃO FRUTO DE UM POVO QUE CONHECE AS FOLHAS E COMO DESPERTAR O PODER DELAS”.

Ricardo de Andrade - (Arqueologia e História da Religiões)

Você conhece a curiosa e trágica morte do escritor Euclides da Cunha?

 

A morte do escritor Euclides da Cunha, autor do clássico Os Sertões, que retrata a história da Guerra de Canudos, ficou conhecida como a "Tragédia da Piedade".

A esposa de Euclides, conhecida como Anna de Assis, tornou-se amante de um jovem cadete 17 anos mais novo do que ela, Dilermando de Assis. Ainda casada com Euclides, teve dois filhos de Dilermando. Um deles morreu ainda bebê. O outro filho era chamado por Euclides de "a espiga de milho no meio do cafezal", por ser o único louro da família. Aparentemente, Euclides criou como seu esse menino.

A traição de Anna desencadeou uma tragédia em 1909, quando Euclides entrou armado na casa de Dilermando dizendo-se disposto a matar ou morrer. Dilermando reagiu e matou Euclides, mas foi absolvido pela justiça militar. Até hoje discute-se o episódio. Dilermando mais tarde casou-se com Anna. O casamento durou 15 anos.

Veja nossas dicas de livro da semana:

O corpo de Euclides foi velado na ABL. O médico e escritor Afrânio Peixoto, que assinou o atestado de óbito, mais tarde ocuparia sua cadeira na Academia. 
Ver menos.

Fonte: - 
NotaTerapia

Você sabe quem foi o soldado mais alto da Segunda Guerra Mundial?

Você sabe quem foi o soldado mais alto da Segunda Guerra Mundial? 

Este é Jakob Nacken, de 2,21 metros de altura, o soldado alemão mais alto da Segunda Guerra Mundial. Na fotografia, ele foi flagrado conversando com o cabo britânico Bob Roberts depois de se render a ele perto de Calais, na França, 1944

Incrível, não?

Quer dicas de livros? Entra aqui ó:

Você conhece o genocídio que matou mais de 10 milhões de africanos? " UM ABSURDO! CONFIRA A MATÉRIA!'' - EDUARDO VASCONCELOS - BLOGUEIRO

Você conhece o genocídio que matou mais de 10 milhões de africanos? 

O nome do rei era Leopoldo II e ele comandou a região no final do século XIX e escravizou nativos para exploração de recursos naturais.

O genocídio comandado pelo rei belga Leopoldo II, no território que hoje pertence à República Democrática do Congo, é uma das maiores barbáries da história contemporânea. Entre 1885 e 1924, estima-se que ao menos dez milhões de congoleses foram mortos em nome da exploração de recursos naturais, como marfim e látex, usado para produção de borracha.

Na época, as terras, quase todas compulsoriamente expropriadas de famílias africanas, foram organizadas em sistema tripartite, formado por terras de domínio exclusivo da pessoa do soberano, terras da coroa (pertencentes ao Estado belga) e terras pertencentes a companhias privadas de exploração econômica. A fim de garantir a ordem na colonização, Leopoldo ordenou a criação de Força Pública, formada por quase 18 mil homens. O uso indiscriminado da força por essa milícia pode ser inferido de suas práticas de recrutamento compulsório e de violência contra a população camponesa.

Na virada do século 20, os africanos eram usados como escravos a serviço dos belgas. Castigos físicos e mutilações de pés e mãos eram usados para punir os trabalhadores que não alcançavam a meta de produção estipulada pelo rei.

Em 1958, ou seja, já na metade do século XX, a Bélgica foi cenário de um acontecimento inimaginável: um zoológico humano foi montado em Bruxelas, onde uma família inteira do Congo foi posta em uma jaula para a exposição e diversão dos belgas.

Hoje, a Bélgica é a 15ª no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial e tem o 22º maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do planeta, equivalente a 0,896. O IDH da República Democrática do Congo é estimado em 0,435, o 13º mais baixo do mundo.

E não há reparação histórica a ser feita?

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Fonte: FACEBOOK ( NOTA TERAPIA).

UMA HISTÓRIA DE AMOR, Quinta das Lágrimas a Alcobaça… - Por: LILIANA BORGES

 UMA HISTÓRIA DE AMOR, Quinta das Lágrimas a Alcobaça…

Uma história de amor proibido ocorrido no século XIV com D. Pedro I e Inês de Castro, memórias que resistiram ao longo do tempo…
 
D. Pedro I foi um monarca português da primeira dinastia (1143-1383), o qual governou em 1357 a 1367 era filho do Rei D. Afonso IV e D. Beatriz de Castela, foi nominado como “O Justiceiro”, também, lembrado como “Pedro I um doido com intervalos lúcidos de justiça e economia”.
 
Entretanto, o povo o adorava e em noites de insônia o rei dançava pelas ruas com seus súditos, pois promovia festas, dava-lhes comida, controlava as pestes, geria paz, além de ser justiceiro. Na ocasião de sua morte era comumente a expressão popular: “10 anos como estes nunca houve em Portugal”. 
 
Os casamentos dos membros da monarquia eram na maioria acordos políticos e entre muitos os noivos nem se quer eram consultados ocasionando várias uniões desastrosas. Sua primeira noiva D. Branca foi tomada por enfermidade, o infante a rejeitou terminando o compromisso, logo seu pai tratou de escolher outra pretendente D. Constança Manoel, descendente dos reis de Castela, Leão e Aragão, este o matrimônio foi realizado.
 
O infante não teve conhecimento prévio, gerando insatisfação que provocou seu distanciamento da esposa, preferiu ocupações como caças nas terras de Touguia e vários outros excessos até chamar sua atenção a dama de companhia da esposa, D. Inês de Castro. Contam que era linda e “loura como o sol”, apelidada como “colo de garça”.
Daí iniciaram um grande romance. Na altura da morte de sua esposa em decorrência do parto do seu terceiro filho D. Pedro trouxe sua amada para Portugal, pois seu pai a forçou sair do país em decorrência dos sucessivos escândalos, embora que mantinham contato por intermédio de amigos.
 
Os amantes foram viver nas terras de Lourinhã que passaram bons tempos mesmo com desaprovações de muitos, inclusive Inês era sinônimo de maus presságios e com surgimento de pestes a atribuíam a culpa. Durante o romance residiram em várias localidades, porém continuavam a não ser bem vistos.
 
D. Afonso IV instigado pelos seus conselheiros que temiam os ambiciosos irmãos da bela Inês e além de que se preocupavam com a vida do filho legítimo com Constança, D. Fernando, tramam sua morte no início de janeiro de 1355 convencendo o rei. Este partiu para Coimbra com seus seguidores armados, executaram o plano e depois enterram seu corpo na Igreja de Santa Clara.
 
A tragédia ocorreu na Quinta das Lágrimas e dizem que aconteceu junto à “Fonte das Lágrimas”, a qual foi batizada por Camões por ter nascido das lágrimas de Inês no momento de sua morte e seu sangue teria ficado preso às rochas do leito e ainda vermelho depois de 650 anos. “As Lágrimas são a água e o nome amores”, como escreveu nos “Lusíadas”.
 
 A Quinta das Lágrimas está situada em Coimbra com seus belos jardins, lendas e histórias. Lugar que acreditam que seria local de encontros românticos de Pedro e Inês, uma das fontes é nominada como “Fonte dos Amores”, onde provavelmente namoravam e tentavam manter seu segredo.
 
D. Pedro indignado com a notícia do falecimento de seu amor levantou um exército contra seu pai e seus fiéis, porém sua mãe a Rainha D. Beatriz com apoio do Prior Crato interveio e conduziu a assinar a paz. O infante voltou a Touguia para viver de suas recordações até subir ao trono com a morte de D. Afonso IV.
 
Uma de suas primeiras providências foi vingar os responsáveis pela tragédia, o qual mandou tirar o coração pelo peito de Pero Coelho e pelo omoplata de Álvaro Gonçalves, contam que ainda não satisfeito pediu que trouxessem cebola e vinagre e em seguida temperou os corações e cortou com os dentes. Todavia Lopes Pacheco conseguiu fugir a tempo para Aragão e depois à França.
 
 Mais adiante D Pedro I determinou a construção de um belíssimo túmulo para sua adorada em Alcobaça e fez a trasladação de seu corpo e, ainda, segundo a tradição, colocou o cadáver de Inês em um trono, encaixou a coroa real no seu crânio e obrigou os nobres a beijar a mão da rainha morta. Ademais construiu seu túmulo na frente do dela acreditando que iriam permanecer juntos por toda eternidade.
 
Seu reinado foi marcado por momentos de loucura que inúmeras vezes com doses de crueldade, embora foi adorado pelo povo que os alimentava e costumeiramente se divertia entre eles. Desenvolveu a economia, era fiel a princípios de neutralidade, pois não apreciava a guerra celebrando tratados de paz e amizade.
Não existe força maior que o amor…

Fonte: POTIGUAR NOTÍCIAS

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Caetano Veloso ataca Bolsonaro e a extrema direita em seu novo álbum

Em seu novo álbum, Caetano expõe uma leitura diferente da ascensão da extrema direita em vários países. "O que eu vejo nisso, também, é uma demonstração de uma certa fragilidade do conservadorismo"

247 - Caetano Veloso lança nesta sexta-feira seu novo álbum. As 12 faixas de "Meu Coco" articulam profecia, nomes —muitos nomes—, amores carnais e leituras do mundo e da cultura brasileira. Sua linha profética surge em "Meu Coco" e "Enzo Gabriel", enquanto a canção-ensaio "Anjos Tronchos" reflete sobre a ascensão macabra de "palhaços líderes" e ilumina as utopias dentro da distopia digital. Com cara de hit, "Não Vou Deixar" enfrenta o desmonte de seu projeto Brasil nos anos Bolsonaro. A reportagem é do jornal Folha de S.Paulo. 

O fraseado de briga amorosa de "Não Vou Deixar" tem um sentido político explícito ao alvejar os retrocessos do governo Jair Bolsonaro. "Não vou deixar, não vou, não vou deixar você esculachar/ com a nossa história/ é muito amor, é muita luta, é muito gozo, é muita dor/ e muita glória."

Ao comentar a canção, Caetano expõe uma leitura diferente da ascensão da extrema direita em vários países. "O que eu vejo nisso, também, é uma demonstração de uma certa fragilidade do conservadorismo. Porque eles eram a maioria silenciosa. Não podem mais ser silenciosos, não querem mais e não podem mais. É perigoso, muita turbulência tem acontecido e acontecerá, mas uma vitória de uma atitude conservadora no mundo que seja estável não é possível".

Fonte: BRASIL 247

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Agentes Indígenas Agroflorestais dão exemplo de desenvolvimento sustentável no Acre

 

Viveiro de mudas construído pelo Agente Agroflorestal Indígena (AAFI) e a comunidade, Terra Indígena Kaxinawa da Praia do Carapanã, Tarauacá-Acre, 2019. Foto: Paula Lima.

 POR EDUARDO SÁ

Desde 1996, a Comissão Pró Índio do Acre (CPI-Acre), uma organização da sociedade civil que atua no estado, promove o programa Formação de Agente Agroflorestal Indígena (AAFI). O projeto iniciou com 15 alunos em quatro terras indígenas e, atualmente, existem cerca de 40 agentes agroflorestais entre os mais de 200 que passaram pelo curso. Essa é mais uma experiência identificada pela iniciativa Agroecologia nos Municípios, realizada pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA).

Fruto de uma geração de ONGs que surgem no cenário pré-anistia no Brasil com a vontade de democratização e transformação da nossa sociedade, a CPI-Acre foi fundada em 1979 e passou a dar apoio aos  povos indígenas  ainda sem visibilidade na sociedade. Composta, inicialmente, por um antropólogo, filhos de seringueiros, jornalistas e artistas , a organização passou a auxiliar grupos indígenas nas lutas por terra, saúde, educação, entre outras necessidades das comunidades locais. A partir, de então,  as demandas por direitos passaram a ser apresentadas para os governos. 

O projeto da AAFI surgiu nesse contexto, para apoiar as comunidades na gestão dos seus territórios recém-demarcados e potencializar os processos sociais e ambientais. Tem como base o princípio da “autoria” e segue uma filosofia pedagógica e socioambiental intercultural. A formação profissional ocorre por meio de cursos presenciais, oficinas itinerantes em aldeias indígenas, assessorias aos agentes e às comunidades e viagens de intercâmbio. Tudo levando em consideração a cultura e os saberes dos aprendizes indígenas. Desde então, houve uma maior incidência de políticas nas comunidades, assistência técnica em sistemas agroflorestais, apoio à recuperação de terras degradadas, melhoria e adequação à criação de animais, manejo integrado de pragas, caça sustentável e, principalmente, a melhoria na segurança e soberania alimentar.  

Agente Agroflorestal Indígena (AAFI) trabalhando na produção de mudas, Terra Indígena Kaxinawa da Praia do Carapanã, Tarauacá-Acre, 2019. Foto: Paula Lima.

O trabalho de gestão territorial e ambiental com os AAFIs tem apoio do Fundo Amazônia e da Rainforest Foundation da Noruega. A bolsa dos AAFIs é paga via governo do Acre e conta com doação do banco alemão KfW. Um programa foi instituído pela Lei nº 3.357/2017 garantindo uma bolsa de estudo, cujo valor mensal atual é de R$ 800,00, mas os alunos relatam que estão desde o ano passado sem recebê-la. Com a pandemia, também foram estabelecidos novos apoios emergenciais para garantir a manutenção das iniciativas. 

De acordo com Paula Lima Romualdo, assessora técnica da CPI-Acre, durante os cursos de formação presencial são implementados e manejados modelos demonstrativos no Centro de Formação dos Povos da Floresta (CFPF), localizado em Rio Branco. Os modelos dialogam com os saberes tradicionais de cada povo indígena participante e em interface com os princípios da agroecologia. Cada turma envolve, anualmente, uma média de 35 Agentes Agroflorestais  representantes de até 14 povos indígenas do Acre. São ministrados módulos de formação por meio de metodologias participativas, que  integram e articulam a educação profissional à educação escolar indígena de jovens e adultos em nível básico, contabilizando aproximadamente 300 horas/aula. Além dos cursos intensivos anuais, a formação agrega intercâmbios, oficinas itinerantes e assessorias técnicas realizadas nas aldeias. Atualmente, existem 239 Agentes Agroflorestais Indígenas  em atividade no estado e destes, 50 já concluíram a formação. Muitos deles ganharam destaque político dentro e fora de suas comunidades.

“A formação dos AAFIs é referência nacional para a formação indígena em gestão territorial e ambiental. Com o propósito de formar indivíduos que atuem junto às suas comunidades nos sistemas agroflorestais, no manejo e conservação dos recursos naturais e articuladores dos processos de gestão territorial; suas atividades são desenvolvidas no cotidiano e transformadas em reflexão sobre a ação. Nesse processo, foi criada a Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre (AMAAIAC), que desenvolve iniciativas em estreita parceria com a CPI-Acre. Atualmente, uma das principais lutas da entidade é pelo reconhecimento da categoria profissional do AAFI. O trabalho dos Agentes procura fortalecer a segurança e soberania alimentar junto às comunidades, além dos aspectos de conservação ambiental e geração de renda”, afirmou Paula.

Agente Agroflorestal Indígena (AAFI) realizando o plantio de mudas na Terra Indígena Kampa do Igarapé Primavera, Tarauacá-Acre, 2019. Foto: Paula Lima.

No Acre vivem cerca de 15 povos indígenas, segundo a Funai, além de dois grupos em isolamento, em 36 terras reconhecidas pelo governo federal distribuídas em 11 municípios. Esses territórios constituem um mosaico de unidades de conservação abrangendo em torno de 8 milhões de hectares, atingindo aproximadamente 46% do estado do Acre, onde se tem registro de 209 aldeias com uma população indígena de cerca de 20 mil pessoas.

Um dos idealizadores do projeto, o geógrafo indigenista e professor da CPI-Acre, Renato Antônio Gavazzi, ressalta que no processo de formação dos professores foi identificada a necessidade de uma ação educativa e participativa. A primeira turma já trabalhava com frutíferas e hortas, no ano de 1996, e depois a proposta curricular foi se ampliando cada vez mais. O Conselho de Educação do Estado reconheceu o currículo específico, intercultural, bilíngue, para formação de agentes agroflorestais de nível médio profissionalizante, mas mesmo assim são muitas dificuldades para a manutenção das bolsas de estudo nos últimos anos.  

“Quem protege os territórios indígenas são os próprios indígenas, que precisam ser formados, saber de leis e de gestão. É a única escola no Brasil que reconhece a formação dos AAFIs. Durante a formação, são discutidos temas como gestão territorial, cartografia indígena, ecologia, ilustração científica, artes, esculturas, música etc. Pode-se observar mudanças nas terras indígenas com o plantio de espécies frutíferas, troca de sementes entre povos, quintais agroflorestais, implementação de parques medicinais pelos pajés. O primeiro plano de gestão territorial do Brasil foi realizado no Acre pelo movimento dos AAFIs no estado. É uma contribuição enorme e ajudou a discutir a gestão de forma coletiva no território”, afirmou.

Agente Agroflorestal Indígena (AAFI) analisando as sementes de hortaliças recebidas, Terra Indígena Kampa do Igarapé Primavera, Tarauacá-Acre, 2019. Foto: Paula Lima.

Os agentes e sua Associação

No ano de 2002 foi criada a Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre (AMAAIAC), que presta assessoria política e jurídica aos indígenas envolvidos visando o fortalecimento da categoria. A partir da mobilização, algumas conquistas foram alcançadas, como a formalização do curso, em 2009, no ensino médio profissionalizante, com o aval do Conselho Estadual de Educação e do Ministério da Educação, com carga horária de 7.795 horas pelo curso total durante os cinco anos.  

Morador do município de Feijó, onde se localiza a terra indígena  Katukina/Kaxinawa, do povo Shanenawa, Ismael Menezes Brandão (Siã Shanenawa), que é agente agroflorestal e conselheiro fiscal da AMAAIAC, explica que a entidade foi fundada para atuar em todas as terras indígenas do estado a partir de uma iniciativa dos primeiros alunos formados pelo curso. O objetivo é dar apoio para a organização da categoria, captação de recursos e políticas públicas, intercâmbio entre as comunidades e com os brancos, a fim de levar e trazer cultura e informações, explicou. 

“A formação e os professores são muito bons. Aprendemos horta, arqueologia, matemática, agroecologia, a língua indígena, agrofloresta, entre outras. A ideia é compreender o trabalho pra levar melhoria para a comunidade. O melhor é sair formado com o ensino médio profissionalizante, otimiza o tempo de estudo e trabalho. Fortalece a língua indígena, a nossa formação para acessar espaços políticos e a melhoria da alimentação dentro das comunidades. E motiva as crianças a cuidarem da floresta e das culturas tradicionais”, destacou.

Agentes Agroflorestais Indígena (AAFIs) realizando o monitoramento do viveiro de mudas na Terra Indígena Kaxinawa do Rio Humaitá, Tarauacá-Acre, 2021. Foto: Jocemir Kaxinawa.

Um dos idealizadores do projeto, o geógrafo indigenista e professor da CPI-AC, Renato Antônio Gavavzzi, ressalta que no processo de formação dos professores foi identificada a necessidade de uma ação educativa e participativa. A primeira turma já trabalhava com frutíferas e hortas, no ano de 1996, e depois a proposta curricular foi se ampliando cada vez mais. O conselho de Educação do Estado reconheceu o currículo específico, intercultural, bilíngue para formação de agentes agroflorestais de nível médio profissionalizantes, mas mesmo assim são muitas dificuldades para a manutenção das bolsas de estudo nos últimos anos.  

“Quem protege os territórios indígenas são os próprios indígenas, que precisam ser formados, saber de leis e de gestão. A escola do CPFP é a única no Brasil que reconhece a formação dos AAFIs. Durante a formação são discutidos temas como gestão territorial, cartografia indígena, ecologia, ilustração científica, artes, esculturas, música, etc. Pode-se observar mudanças nas terras indígenas com o plantio de espécies frutíferas, troca de sementes entre povos, quintais agroflorestais, implementação de parques medicinais pelos pajés. O primeiro plano de gestão territorial do Brasil foi realizado no Acre pelo movimento dos AAFIs no Acre. É uma contribuição enorme e ajudou a discutir a gestão de forma coletiva no território”, afirmou.

Agentes Agroflorestais Indígena (AAFIs) realizando o monitoramento do Sistema Agroflorestal (SAF) na Terra Indígena Kaxinawa do Rio Humaitá, Tarauacá-Acre, 2021. Foto: Jocemir Kaxinawa.

Agentes Agroflorestais Indígena (AAFIs) realizando anotações sobre o monitoramento do Sistema Agroflorestal (SAF) na Terra Indígena Kaxinawa do Rio Humaitá, Tarauacá-Acre, 2021. Foto: Jocemir Kaxinawa.

Agentes Agroflorestais Indígena (AAFIs) participando do Curso de Formação no Centro de Formação dos Povos da Floresta (CFPF), em Rio Branco-Acre, 2019. Foto: Acervo CPI-Acre.


Fonte: MÍDIA NINJA

Seminário online sobre documentário brasileiro reúne 24 cineastas


Com o tema Clássicos e Novos Clássicos, o na Real_Virtual acontece em novembro e está com inscrições abertas

247 - O Seminário NA REAL_VIRTUAL sobre Documentário Brasileiro, um dos grandes sucessos da temporada de 2020 na internet, anuncia uma nova edição em novembro próximo. Com o tema Clássicos e Novos Clássicos, o evento vai reunir 24 cineastas de diferentes gerações para discutirem seus trabalhos e o pensar/fazer documentários no Brasil.

Serão 12 encontros entre 3 de novembro e 10 de dezembro, ambientados na plataforma Zoom. As inscrições estão abertas (aqui) até o dia 31 de outubro.

A curadoria é assinada pelo documentarista e professor Bebeto Abrantes, o crítico e pesquisador Carlos Alberto Mattos e a pesquisadora e programadora Carla Italiano. A produção é capitaneada por Kerlon Lazzari, a Associação Imaginário Digital e a Supimpa Produções. 

Nos dois módulos realizados em 2020, o NA REAL_VIRTUAL consagrou um modelo de debate ao mesmo tempo denso e informal, com alto padrão de conteúdo e muita simpatia. Previamente a cada encontro os participantes recebem bibliografia, material de apoio com textos e links de filmes sobre cada realizador. Será emitido certificado de participação para quem frequentar, no mínimo, oito encontros do seminário.

O conceito da curadoria para esta na nova edição é estabelecer pontes entre os diretores ou diretoras de cada dupla e seus filmes. Sejam linhas de continuidade, sejam rupturas no tratamento da linguagem cinematográfica, sejam ainda apenas pequenas variações de alguns dos elementos temáticos ou da gramática audiovisual. Assim, cada encontro vai propiciar um diálogo entre dois realizadores ou realizadoras com diferentes inserções históricas no cinema brasileiro, mas com pontos de contato que favoreçam o debate e as possíveis convergências. 

A programação é a seguinte:

3 Nov 21: Silvio Tendler e Eliza Capai – Lugares da política       

5 Nov 21: Theresa Jessouroun e Cristiano Burlan – O corpo como alvo

10 Nov 21: Marcos Pimentel e Marília Rocha – Essa gente brasileira     

12 Nov 21: Tetê Moraes e Camila Freitas – Lutas pela terra      

17 Nov 21: Geraldo Sarno e Henrique Dantas – Sociedade, religiosidade e arte popular        

Fonte: BRASIL 247

VIAGEM LITERÁRIA LEVA CONTADORES DE HISTÓRIAS PARA BIBLIOTECAS PÚBLICAS DO ESTADO DE SÃO PAULO

O Viagem Literária é um programa de estímulo à leitura mantido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e realizado pela SP Leituras. Desde o início do programa, em 2008, até o ano passado, foram percorridos 224 municípios paulistas, com 220 convidados que dialogaram com mais de 345 mil pessoas. Foram bate-papos, oficinas, rodas de histórias e outros eventos que fizeram conhecimento e afeto circularem no território estadual.

Neste módulo as contações de histórias acontecem presencialmente, respeitando os protocolos sanitários, em função da pandemia de Covid-19 e em respeito às mais de 580 mil histórias perdidas no país nesse período.

Contadores de histórias percorrerão 60 cidades do Estado de São Paulo, compartilhando a força de relatos que começaram na oralidade há muito tempo e que até hoje permanecem vivos na cultura popular. São atividades para todas as idades, todos os gêneros e de alcance universal.

Os eventos acontecem sempre em bibliotecas públicas da região metropolitana, interior e litoral do Estado de São Paulo, em parceria com as prefeituras das cidades participantes. A proposta é estimular a formação de novos leitores e fortalecer os vínculos entre as bibliotecas públicas e a população local.

Conheça a agenda da próxima semana:

Contação de Histórias: Contos Populares

Baixada Santista:
18.10.2021 | Cananéia • 9h e 14h
19.10.2021 | Ilha Comprida • 9h e 14h
20.10.2021 | Itanhaém • 9h e 14h
21.10.2021 | Cubatão • 9h e 14h

Itapetininga
18.10.2021 | Barão de Antonina • 9h e 14h
19.10.2021 | Fartura • 9h e 14h
20.10.2021 | Pardinho • 9h e 14h
21.10.2021 | Tatuí • 9h e 14h
22.10.2021 | Itapetininga • 9h e 14h

Lins
18.10.2021 | Ubarana • 9h e 14h
19.10.2021 | Avanhandava • 9h e 14h
20.10.2021 | Promissão • 9h e 14h
21.10.2021 | Lins • 9h e 14h
22.10.2021 | Garça • 9h e 14h

Presidente Prudente e Marília
18.10.2021 | Junqueirópolis • 9h e 14h
19.10.2021 | Adamantina • 9h e 14h
20.10.2021 | Herculândia • 9h e 14h
21.10.2021 | Marília • 9h e 14h

Ribeirão e Franca
18.10.2021 | Ribeirão Corrente • 9h e 14h
19.10.2021 | Colina • 9h e 14h
20.10.2021 | Sertãozinho • 9h e 14h
21.10.2021 | Santa Rosa de Viterbo • 9h e 14h

São Carlos e Araraquara
18.10.2021 | Descalvado • 9h e 14h
19.10.2021 | Santa Cruz das Palmeiras • 9h e 14h
20.10.2021 | Mococa • 9h e 14h
21.10.2021 | Espírito Santo do Pinhal • 9h e 14h

Acesse o site do Viagens Literárias e confira a programação completa. https://siseb.sp.gov.br/viagem-literaria/modulo/contacao-de-historias-contos-populares

Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo

Assessoria de Imprensa

(11) 3339-8116 / (11) 3339-8162

(11) 98849-5303 (plantão)

imprensaculturasp@sp.gov.br

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

domingo, 17 de outubro de 2021

Receita de Balas de Coco

 

A bala que, fresquinha, é uma delícia e derrete na boca. A confecção da receita de bala de coco exige paciência, atenção e cuidados. Excelente para vendas.

Ingredientes

  • 1 vidro de 200 ml de leite de coco (integral)
  • a mesma medida de água
  • 1 kg de açúcar refinado

Modo de preparo

  1. A panela tem que ser de alumínio.
  2. A pedra tem que ser mármore ou, no mínimo, granito e tem que estar bem gelada. Se necessário, colocar um saco plástico com pedras de gelo, no mármore, até ficar bem frio.
  3. Colocar o leite de coco, a água e o açúcar na panela e mexer bem (fora do fogo) até dissolver o açúcar.
  4. Com um pincel molhado em água, limpar as bordas da panela, pois se ficarem cristais de açúcar, a bala pode açúcarar.
  5. Levar ao fogo e não mexer mais. A calda vai subir e depois começar a reduzir. Quando estiver borbulhando e começar a amarelar, abaixe o fogo e comece a testar o ponto.
  6. O Ponto: com a ponta de uma colher, tire um pouco de calda, e jogue sobre uma xícara, com água em temperatura ambiente, fazendo movimentos circulares. A calda cai em fios. Pegue esses fios com os dedos e tente quebrá-los. Se quebrar como se fosse vidro, está no ponto. Caso contrário, continue testando até chegar ao ponto, sempre trocando a água da xícara.

  7. Vire no mármore untado com margarina (não use manteiga, pois a bala ficará rançosa, diminuindo sua durabilidade). É importante que não raspe a panela, apenas vire-a no mármore e deixe escorrer a calda, se não ela pode açúcarar.

  8. Quando as beiradas da massa começar a endurecer (cuidado para não se queimar), comece a virar a massa no mármore, colocando na parte que está mais fria. Quando ficar na temperatura da mão, comece a puxar (esticar/estique várias vezes), até que fique bem branquinha e riscada. Então, corte com tesoura e deixe secar espalhadas sobre o mármore ou um tabuleiro. Após secar (elas já não grudam uma nas outras, mas ainda estão duras), coloque-as em recipiente tampado para amolecer.

Dicas 

Validade: 7 dias fora da geladeira; 1 mês na geladeira; quase 1 ano congelada. Sempre em recipiente tampado.

Deixe as balas descansarem por 12 horas para secar bem.

Em casa, parafusei um gancho cromado na parede da cozinha (do tipo gancho para rede); ajuda muito na hora de esticar a massa quando não tem ninguém em casa para ajudar.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA