Foto: Reprodução
Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membros,. ativistas, poetas, escritores, produtores culturais, grupos culturais, violeiros, pensantes e os que admiram e lutam pela cultura potiguar. Cultura! A Cultura, VIVE e Resiste! "Blog do CPC/RN, notícias variadas na BASE DA CULTURA!
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sábado, 11 de dezembro de 2021
Carnatal inicia e ja é considerado o mais organizado de todas as edições
O forró agora é Patrimônio Cultural Brasileiro
O arrastado do chinelo no chão, aquele choro da sanfona ecoando no salão, acompanhada do zabumba para marcar o compasso e o som estridente do triangulo são os principais personagens de uma das expressões culturais mais famosa do Brasil, o forró! O forró agora se tornou Patrimônio Cultural do Brasil. O registro foi concedido nesta quinta-feira (9), em decisão unânime, do Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
CULTURA DE MASSA - Google
A cultura de massa cria produtos que possam ser consumidos pela maioria das pessoas, seguindo um padrão para o consumo imediato. Alguns exemplos da cultura de massa, são: Músicas, filmes, gêneros de dança, séries de televisão, revistas, desenhos animados, moda, gastronomia e etc.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2021
CASTRO VERDE, Nacional 2 a Lucernas… - Por: Liliana Borges
Castro Verde é uma graciosa Vila Portuguesa, município pertencente ao Distrito de Beja na região do Alentejo, a cerca de 190 km de Lisboa, com 6.878 habitantes conforme censo de 2021.
A Estrada Nacional 2 (EN2) é a via mais extensa de Portugal, percorre o país de norte a sul de Chaves no Distrito de Vila Real a Faro no Algarve com aproximadamente 740 Km, atravessando 35 concelhos entre os quais Castro Verde faz parte de seu caminho. Rota muito cobiçada pelos turistas.
A Universidade Sénior do Montijo promoveu mais uma viagem de estudo, organizada pelo professor Pedroso da Silva, quem leciona três disciplinas: Calendário & Relógios, Heráldica e Números & Números.
Primeiramente visitamos o Museu da Lucerna, utensílios utilizados para iluminação semelhantes a lamparinas, porém feitas em barro. O Museu possui o maior conjunto de lucernas romanas do mundo considerado pela Revista National Geografhic em 2018, aproximadamente, mil exemplares que nos reportam aos séculos I, II e III d.C.
As lucernas eram muito usuais nas minas, principalmente, na Faixa Peritosa Ibérica porque a água na região possuía um ph extremamente ácido que corroía facilmente os metais. Pensavam-se que apenas os mineiros as utilizavam, as quais seu depósito de azeite era suficiente para durar uma jornada de trabalho e até seria uma forma de controle, como também, eram mais resistentes facilitando seu manuseio.
Os utensílios foram encontrados em 1994 durante trabalhos arqueológicos na Povoação de Santa Bárbara de Padrões, junto a igreja e ao cemitério. Acreditava-se a princípio que era uma olaria devido a concentração das unidades no local, mas perceberam que era um espaço de culto aos Deuses como nas igrejas e santuários que atualmente são acesas velas.
Cada uma é diferente, decorada conforme o poder econômico, das mais simples as mais sofisticadas com arte e beleza. Devido as inúmeras relíquias encontradas, o Museu foi aberto em 2004 para abrigar a preciosa coleção e difundir sua história. E nesta visita tivemos o prazer da apresentação do acervo guiado pelas Senhoras Sônia do Nascimento, Antônia Henriques e Cidália Matos.
A região foi palco de muitos acontecimentos, provavelmente, tenha sido o local que ocorreu a Batalha de Ourique. Na verdade, não foi comprovado e identificado a região que aconteceu a dita peleja, a mítica batalha ocorreu nos Campos de Ourique e toda localidade que tem referência ao nome a tradição regional atribui sua realização.
E assim onde esta a Igreja Nossa Senhora dos Remédios foi construída a primeira Igreja em homenagem a batalha, mandada construir pelo próprio D. Afonso Henriques, a qual teve o nome Chagas do Salvador. Mais adiante estava bastante degradada e pediram a D. Felipe II a sua restauração, entretanto ele não estava voltado para disponibilizar recursos para este fim por ser referência a luta perdida pelos espanhóis.
Daí ele ordenou que todos os anos realizassem uma feira em Castro Verde e com o dinheiro arrecadado o povoado investiria na reconstrução. “Graças a feira a igreja foi reconstruída e, graças a igreja nasce uma das maiores tradições de Castro Verde”, feira realizada anualmente no terceiro fim de semana de outubro, sendo a primeira em 1620, assim, o Senhor Ricardo Colaço relatou sua história graciosamente.
Entre outros patrimônios históricos conhecemos o Moinho de Vento do Largo da Feira que sua existência é proveniente a 1813, desativado na década de 30 do século XX até que foi recuperado pela Câmara Municipal, inaugurado em 2003, muito interessante é apreciar seu funcionamento, como também, visitar o Posto de Turismo, pois está exposto os produtos, artesanatos, arte e cultura da região que é uma amostra da grandiosidade do concelho.
Quanto a culinária tivemos a oportunidade de almoçar as apetitosas iguarias alentejanas no “Restaurante Planície”, onde iniciamos pelas entradas com pães, queijos, azeitonas, patês, após saboreamos uma deliciosa “Sopa de Cação” e como segundo prato “Carne do Alguidar” acompanhado com “Migas”, mais um bom vinho e as típicas sobremesas regionais para finalizar.
Cabe destacar que “Carne de Alguidar” é um prato feito de carne de porco preparado e repousado em uma tigela funda de barro que acreditam que realça o sabor do alimento, semelhante ao efeito das tradicionais panelas de barro no Nordeste do Brasil e “Migas” são a base de pão, azeite e alho.
Um dia recheado de novos conhecimentos e muita alegria…
Fonte: POTIGUAR NOTÍCIAS
História do Museu Nacional - Por brasilescola.uol.com.br
O Museu Nacional foi criado em 1818, a partir de um decreto de D. João VI. Ao longo de 200 anos, tornou-se referência nacional com um acervo de mais de 20 milhões de itens.
O Museu Nacional é uma instituição científica surgida no Brasil, em 1818, e possui departamentos relacionados a diferentes áreas do conhecimento, tais como antropologia, geologia, botânica, mineralogia etc. Surgido durante o Período Joanino, o museu foi sempre uma referência na produção de conhecimento e um local de acesso à cultura. Em junho de 2018, o Museu Nacional completou 200 anos de existência.
História do Museu
O Museu Nacional localiza-se no Parque Quinta da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro. Foi criado por determinação de D. João VI, durante o Período Joanino, fase da colonização brasileira que se iniciou em 1808, quando a família real portuguesa mudou-se para o Brasil, e estendeu-se até 1822, quando foi declarada a independência do Brasil.
Veja também: Cinco curiosidades sobre a independência do Brasil
A criação do Museu Nacional fez parte de uma série de iniciativas tomadas por D. João VI para promover o desenvolvimento da arte, ciência e intelectualidade no Brasil. O Museu Nacional nasceu oficialmente durante esse processo e foi fundado no dia 6 de junho de 1818 como Museu Real.
Conforme foi registrado pelas historiadoras Lilia Schwarcz e Heloisa Starling, o Museu Real tinha como objetivo principal incentivar novos estudos nas áreas de botânica e zoologia. Elas também afirmam que “o museu não possuía, […], acervo, e por isso foi aberto com uma pequena coleção doada pelo próprio d. João; esta se compunha de peças de arte, gravuras, objetos de mineralogia, artefatos indígenas, animais empalhados e produtos naturais […]”|1|.

Fachada do Palácio de São Cristóvão, antiga casa da família real portuguesa, da família imperial brasileira e, desde 1892, Museu Nacional.
Inicialmente, o Museu Nacional ficou instalado no Campo de Santana – localizado na Praça da República, no centro da cidade do Rio de Janeiro. A partir de 1892, esse museu foi instalado no Palácio de São Cristóvão, o qual foi construído no começo do século XIX e abrigou D. João VI, D. Pedro I e D. Pedro II. O palácio, inicialmente, havia pertencido a Elias Antônio Lopes, um comerciante português que enriqueceu com o tráfico negreiro.
Esse comerciante doou o palácio para D. João VI, em 1808, quando este se mudou de Lisboa para o Rio de Janeiro, alegando preocupar-se com o bem-estar do rei português. O Rio de Janeiro daquela época possuía um problema severo de falta de moradias. Naturalmente, a doação realizada por Elias Antônio Lopes rendeu-lhe muitos favores de D. João VI.
A transferência do museu para o Palácio de São Cristóvão, em 1892, aconteceu, principalmente, como forma de apagamento das memórias da monarquia brasileira pelos republicanos que assumiram o controle do país em 1889. Isso porque o palácio, como citado, foi a casa da família real portuguesa e brasileira. Sendo assim, a transferência do Museu Nacional para lá daria um novo significado para a edificação.
Acesse também: Proclamação da República
Em 1946, ao final do Estado Novo, o Museu Nacional passou para a tutela da Universidade Federal do Rio de Janeiro – tutela que permanece até hoje. Em junho de 2018, completou 200 anos de história e foram realizadas festividades no local por conta disso. O Museu Nacional abrigava, até então, mais de 20 milhões de peças em seu acervo.
Ao longo da história nacional, o Palácio de São Cristóvão presenciou momentos marcantes, como a assinatura do decreto de independência do Brasil por Maria Leopoldina (Imperatriz Consorte do Império do Brasil e primeira esposa de D. Pedro I), dias antes de D. Pedro I dar o grito de independência. Entre 1889 e 1891, o palácio sediou a Assembleia Nacional Constituinte que redigiu a primeira Constituição do Brasil enquanto nação republicana. Essa constituição foi promulgada em 24 de fevereiro de 1891.
Em 2 de setembro de 2018, poucas semanas após o bicentenário ter sido completado e apenas cinco dias antes do Dia da Independência, o museu foi atingido por um incêndio de grandes proporções que destruiu praticamente todo o acervo de mais de 20 milhões de itens que foram acumulados em 200 anos de existência.
Até o presente momento, as autoridades não sabem se o incêndio foi acidental ou criminoso, mas de toda forma ficou evidenciado com o desastre que a manutenção do museu não estava sendo realizada da maneira adequada – algo que, na verdade, foi resultado de anos de abandono. Em 2013, por exemplo, o Museu recebeu o total de 531 mil reais do governo. Em 2018, até abril, o montante enviado havia sido de apenas 54 mil reais|2|.
Esse valor (531 mil), no entanto, era o mínimo necessário para manter o funcionamento e a manutenção básica na infraestrutura do museu. Em virtude dos poucos recursos repassados ao museu, menos de 1% de todo o acervo disponível era colocado em exposição para o público. É importante salientar que o acervo do Museu Nacional era composto por mais de 20 milhões de peças.
Ainda não se sabe a extensão precisa das perdas, mas pelo nível da tragédia sabe-se que elas foram gigantescas e irreparáveis para a ciência e cultura do Brasil. A única certeza no momento é de que o Bendegó, maior meteorito encontrado no Brasil (foi achado na Bahia, no século XVIII), resistiu ao incêndio. Vejamos a seguir alguns dos itens que o Museu Nacional abrigava.
Acervo do Museu Nacional
O Museu Nacional possuía um acervo valiosíssimo de diversas áreas do conhecimento. Faziam parte desse acervo, por exemplo:
A maior coleção de egiptologia da América Latina, o que incluía sarcófagos e corpos mumificados;
Afrescos de Pompeia, a cidade romana que foi destruída por uma erupção vulcânica em 79 d.C.;
Uma coleção de mais de 140 mil moedas, uma das maiores coleções do continente;
O esqueleto humano mais antigo do Brasil, com idade de 12 mil anos aproximadamente. Foi apelidado de “Luzia”;
Diversos fósseis de dinossauros e de animais que formaram a megafauna brasileira;
Diversas espécies de animais taxidermizados (animais empalhados);
Itens oriundos de diferentes povos da África, como o trono do rei de Daomé (atual Benim), um artigo doado a D. João VI em 1811;
Itens da cultura japonesa, como couraças usadas por samurais;
Itens relativos aos povos indígenas do Brasil e aos povos pré-colombianos de outros locais da América Latina;
Parte do mobiliário utilizado pela família real brasileira durante o período monárquico;
Documentação extensa acumulada de anos da história brasileira.
O museu também foi visitado por personalidades ilustres, como Albert Einstein e Marie Curie, famosos cientistas do século XX. Apesar de sua importância, o Museu Nacional não recebia a visita de um presidente (civil) brasileiro desde 1958, quando Juscelino Kubitschek esteve no local.
|1| SCHWARCZ, Lilia Moritz e STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 184.
|2| Museu Nacional: fiação exposta, gambás e cupins entre os alertas ignorados que anunciavam tragédia. Para acessar, clique aqui.
Por Daniel Neves
Graduado em História
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
SILVA, Daniel Neves. "História do Museu Nacional"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/historia-museu-nacional.htm. Acesso em 10 de dezembro de 2021.
Samba e seus tambores da resistência
Na convivência harmônica entre o sagrado e o profano, o samba nos ensina sobre conviver com as diferenças, aceitar a diversidade, exercitar a alteridade e promover a gentileza
Homenagear o samba é como falar da própria história. É como se observássemos a intimidade da nossa gente através do tempo e, simultaneamente, nos sentíssemos afetados pelos grandiosos resultados dos seus feitos e construções para erguer a nação chamada Brasil.
Dia 02 de dezembro foi celebrado o dia nacional do samba. Ressoam as palavras no compasso sincopado dos batuques das esquinas, dos botequins e dos terreiros. Agoniza, mas não morre! Na canção do imortal Nelson Sargento, baluarte da Estação Primeira de Mangueira, ecoa a tradição de resistência, a resiliência negra desta expressão cultural única e singular do povo brasileiro que, mais que música, é fundamento, comportamento, ancestralidade e modo de vida.
No Brasil de hoje, a tristeza é senhora e desde que o samba é samba é assim, a lágrima clara sobre a pele escura, cantaram Caetano e Gil. Mas o sol há de brilhar mais uma vez – já dizia Nelson Cavaquinho – e aqueles que castigam e maltratam nosso povo encontrarão, cedo ou tarde, o seu juízo final.
Construindo sociabilidades e moldando a identidade dos territórios, a ancestralidade do samba surge em torno das giras do candomblé e da umbanda, dos batuques e do samba de roda da Bahia e nos tambores candongueiros e caxambu do Jongo dos negros bantos do Vale do Paraíba Fluminense. Na convivência harmônica entre o sagrado e o profano, o samba nos ensina sobre conviver com as diferenças, aceitar a diversidade, exercitar a alteridade e promover a gentileza. As expressões dos cantos e dos corpos negros e escravos sempre foram alvo dos preconceitos. Tanto na religião, como na forma de festejar.
Em uma das origens geográficas do samba estão as ruas que circundavam a antiga Praça Onze de Junho e a região portuária do Rio de Janeiro, que se tornou até hoje conhecida como a “Pequena África.” A força do samba reside na ancestralidade feminina, como nos comprova a lendária Casa da Tia Ciata, tida como o berço do samba na Praça Onze.
Apesar da inegável importância e centralidade desta região para a construção do imaginário carioca e da relação indissociável da cidade com o samba e o Carnaval, o historiador Luiz Antônio Simas nos lembra que “o estudo mais sistemático sobre a cidade e o samba urbano mostra ser mais coerente falarmos de um Rio de Janeiro de ‘Pequenas Áfricas’ no plural(…). Devemos lembrar que as reconfigurações urbanas da cidade foram expandindo o Rio de Janeiro cada vez mais para a Zona Norte, para o subúrbio e para o alto dos morros. E as comunidades negras acabaram tendo papeis de absoluta relevância no processo de ocupação dessas regiões.”

Estamos falando de Oswaldo Cruz, de Madureira e do Morro da Serrinha – salve a Portela e o Império Serrano, e as matriarcas Dona Martinha, Dona Neném e Tia Maria do Jongo. Salve Arlindo Cruz que exalta Madureira e afirma o “Meu Lugar”. Devemos falar de Ramos e seu cacique, dos Boêmios de Irajá, dos bate-bolas e do Carnaval nas ruas do Campinho e da Zona Oeste. Exatamente aqui, abro caminho para algumas mulheres divas, precursoras e protagonistas que romperam barreiras do machismo nas rodas e no ambiente do samba, subiram nos palcos, mostraram seus talentos na composição e interpretação. Falo de Leci, de Beth, Alcione, Clara, D. Ivone, Zica, Tia Surica, Jovelina, Clementina, Dorina, Tereza Cristina. Salve Elza Soares!! Aí vem Maria Rita, Mart’nália, Nilze Carvalho, Yasmin Alves e seu cavaquinho, que como Nilze, trazem a voz e seus instrumentos para a roda, mostrando que as novas gerações chegaram. Salve guerreiras! Salve Renascimento e Renascença, acendam os candeeiros no Andaraí para iluminar a rede de rodas de samba das mulheres e que estas reforcem Moacir Luz com o Samba do Trabalhador! Falo ainda das mulheres que compõem as velhas guardas de todas as escolas e são inspiração e orientação para as demais em suas comunidades.
Da Muda de Ivan Lins e Aldir Blanc e da Vila Isabel de Noel e de Martinho. Do Estácio de Dominguinhos, Gonzaguinha, Melodia e Dona Benedita, irmã de Seu Napoleão, pai de Natal – e assim voltamos à Portela. Assim é o Rio de Janeiro dos sambas e batuques, da alma encantadora das ruas, descrita por Paulo Barreto, o João do Rio, do chão, das feiras, dos becos, vielas, avenidas e passarelas do samba.
Da toca da Gambá à praça da apoteose, sonhada e realizada no gênio de Darcy e Niemeyer; do lixo ao luxo extraordinário do maranhense Joãozinho Trinta; do Terreiro da Vovó ao Bip Bip do saudoso Alfredinho; do Candongueiro à Feira das Iabás, do pagode do trem ao Trem do Samba.
Um salve ao Mano Decio da Viola, Decio Carvalho, Nei Lopes, ao poeta Luís Carlos da Vila, um salve pro Candeia, pro Sinhô, e para o Cartola. Alô Zeca Pagodinho, querido Chico Buarque e Paulinho da Viola. Saudades de Zé Ketti, João Nogueira, Aldir Blanc, Jamelão. Salve Noca da Portela. Wilson das Neves, Nelson Cavaquinho e Nelson Sargento, Ismael Silva, Heitor dos Prazeres. Alô meus amigos Claudio Jorge, Augusto Martins, Didu Nogueira, Tomaz Miranda, Deivid Domênico, Biro, Pipa Vieira e Simas!!!
O samba é também economia, empreendimento, correria e sustento. É alternativa à marginalidade e exclusão. É afirmação e empoderamento. A voz do povo, o rei dos terreiros, nascido na Bahia e natural do Rio de Janeiro, o samba nasce, renasce e se reinventa a cada dia, e floresce em cada fundo de quintal.

A inserção cada vez maior do samba em setores médios levou a sua execução, por vezes, distante de sua origem. Na resistência surgem letras como a de Paulinho da Viola, que diz: “Tá legal, eu aceito o argumento, mas não altere o samba tanto assim, olha que a rapaziada está sentindo a falta, do cavaco, do pandeiro, e de um tamborim”
Aloisio Alves e Edson da Conceição compuseram um samba, que já foi gravado por muitos intérpretes, mas marcou na voz da marrom Alcione. Por ser extremamente forte e simbólico, todas e todos sabem cantar o seu refrão, que diz: “Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar, o morro foi feito de samba, de samba pra gente sambar”
Na beleza da alvorada, há sempre uma esperança de dias melhores que virão. Quando derem vez ao morro toda cidade vai cantar!
Fonte: Portal BRASIL CULTURA
quarta-feira, 8 de dezembro de 2021
Fotógrafo natalense fica entre os 50 melhores do mundo
Foto: Rafael Buarque
Governo do RN implanta mais de 10 mil progressões salariais para professores - SEEC/ASSECOM
Os professores da rede estadual de educação tiveram um bom motivo para comemorar no último dia de (30/11). Compromisso do governo estadual firmado com a categoria, mais de 10 mil servidores do magistério estadual receberam o pagamento da progressão por nível e letra. O pagamento foi creditado junto com os vencimentos de novembro.
Foram implantadas 8.445 progressões horizontais (letras) relativas a tempo de serviço e 3.028 progressões verticais (nível) relativas à comprovação acadêmica a um grupo estimado de 10 mil professores. O impacto destas progressões na folha de pagamento da Educação é de R$ 47 milhões.
Para que essa vantagem fosse paga, um grande trabalho técnico antecedeu esse momento, unindo as pastas da Educação, Administração, Planejamento, Gabinete Civil e órgãos de controle estadual. “Estamos cumprindo com a promessa feita aos nossos professores. Em um governo popular, liderado por uma professora, a educação é valorizada e respeitada”, frisa Getúlio Marques, titular da Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer do RN (SEEC).
A vantagem foi anunciada no último dia 15 de outubro, durante o Dia do Professor, pela governadora professora Fátima Bezerra, em cerimônia realizada no Instituto Padre Miguelinho, em Natal. “Estamos corrigindo injustiças e anunciando o pagamento de duas letras e a mudança de nível. Reafirmo o compromisso em respeitar o piso salarial nacional do magistério para ativos e aposentados. Só com respeito aos profissionais da educação se constrói uma escola digna”, afirmou a governadora durante o anúncio da progressão.
Na atual gestão, mais de 2.191 professores efetivos foram contratados para suprir as demandas de mais de 600 escolas que compõem a rede estadual de educação. Outros 1.897 professores temporários também foram contratados neste período. O reajuste acumulado da categoria soma 17,01%.
Fonte: www.educacao.rn.gov.br
Nota das centrais sindicais: Repudiamos a tentativa do governo de impor nova reforma que retira direitos trabalhistas
Essa elite nem sequer disfarça sua falta de argumentos para tal investida. Agora, por meio de seus porta-vozes no governo, defende que a “flexibilização trabalhista resolveria o problema do alto desemprego e melhoraria as condições para os informais”. É mais uma manobra que insiste em aprofundar a reforma de Michel Temer. Uma reforma que conduziu o Brasil à crise que eles mentirosamente dizem tentar resolver: aumento recorde do desemprego e da miséria.
Nos anos anteriores à reforma de 2017 o Brasil estava no caminho do crescimento. Estávamos na lista dos países mais industrializados, o desemprego era baixo, pouco a pouco a desigualdade diminuía e o povo brasileiro vivia a amplamente noticiada ascensão da Classe C, com maior acesso a bens e serviços. Tudo sob plena vigência da CLT.
Na contramão daquele crescimento, ao retirar ainda mais direitos, o governo aumentará o contingente de desempregados e miseráveis que, oprimidos pela necessidade de sobrevivência, acabarão se dispondo a trabalhar em qualquer condição para poder comer e, com sorte, morar em algum lugar. Talvez seja essa a ideia desse grupo.
Além de repudiar, resistiremos e reagiremos contra essa e qualquer outra medida nefasta. Vamos dialogar com os parlamentares e pressioná-los, organizar manifestações e também mostrar para as nossas bases, em 2022, quais os candidatos que estão comprometidos com os interesses dos trabalhadores. Como na luta exitosa que fizemos contra a MP 1.045: “se votar, não volta”.
Reafirmamos que para gerar emprego digno e melhorar as condições de trabalho é preciso investir em infraestrutura e em setores intensivos de mão de obra, dar atenção especial às micro, pequenas e médias empresas, investir em educação e formação profissional, além de reindustrializar o país fomentando o crescimento e cobrindo os desempregados e os informais com postos de trabalho e direitos previstos na CLT.
Garantir direitos e valorizar o trabalho proporciona ao conjunto dos trabalhadores maior segurança para se planejar, tempo livre remunerado, fundo de garantia e poder de consumo. E essa é a mais poderosa força para aquecer a economia e promover o crescimento inclusivo de um país.
São Paulo, 22 de novembro de 2021
Sergio Nobre, Presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
Miguel Torres, Presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Adilson Araújo, Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
José Reginaldo Inácio, Presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
Antonio Neto, Presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
Atnágoras Lopes, Secretário executivo nacional da Central Sindical CSP-Conlutas
Edson Carneiro Índio, Secretário-geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora
Emanuel Melato, Coordenador da Intersindical – Instrumento de Luta
José Gozze, Presidente da Pública Central do Servidor
Fonte: INTERSINDICAL
08 de dezembro todos às ruas em defesa do serviço e servidores públicos
Na próxima quarta-feira (08/12), ocorrerá o Dia Nacional de
Lutas contra a Reforma Administrativa. Serão realizados atos de rua, protestos, panfletagens e demais atividades para a organização dos servidores das esferas municipal, estadual e federal. Contudo essa luta não pode ser apenas dos servidores e trabalhadoras e trabalhadores do serviço público. Tem que ser uma luta do conjunto da classe trabalhadora que depende dos serviços públicos.
BN divulga data de reabertura ao público e normas de agendamento
A Biblioteca Nacional reabrirá as portas ao público no dia 13 de dezembro (segunda), com novas dinâmicas de funcionamento. Inicialmente, funcionará de segunda a sexta-feira, no horário de 12 às 16h. Serão adotadas diversas medidas necessárias para garantir uma visitação segura e adequada ao nosso público. Será necessário agendar previamente a pesquisa e a visita orientada.
Consulte nossos Protocolos de Segurança e Prevenção da Covid19:
https://www.bn.gov.br/sites/default/files/documentos/institucionais/dema...
- Agendamento – Consultas ao acervo:
https://www.bn.gov.br/acontece/noticias/2021/12/agendamento-consultas-ao...
- Agendamento – Visita orientada:
https://www.bn.gov.br/acontece/noticias/2021/12/agendamento-visita-orien...
Fonte: BN - Biblioteca Nacional
terça-feira, 7 de dezembro de 2021
Portela é patrimônio imaterial do estado do Rio de Janeiro
Agência Brasil - A Portela agora é patrimônio imaterial do estado do Rio de Janeio. A Lei 9.505 que concedeu o título à escola de samba de Madureira foi sancionada pelo governador Cláudio Castro e publicada hoje (6) no Diário Oficial. A medida visa à preservação cultural do samba, da música e da história, e também à divulgação do local dos ensaios da azul e branco.
Atividade permanente
segunda-feira, 6 de dezembro de 2021
Quem era Carlos Marighella, que virou filme e que completa 110 anos de nascimento - por Pedro Zambarda de Araujo

Reprodução / Iconographia
LEIA MAIS:
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A verdadeira história de Marighella
Era filho de um imigrante italiano chamado Augusto Marighella, operário metalúrgico, mecânico e ex-motorista de caminhão de lixo que chegara a São Paulo e se transladara à Bahia. Sua mãe era a baiana e ex-empregada doméstica Maria Rita do Nascimento, negra e filha livre de escravos africanos trazidos do Sudão (negros hauçás).
Foi preso pela primeira vez em 1932, após escrever um poema contendo críticas ao interventor Juracy Magalhães. Libertado, prosseguiria no ativismo político, interrompendo os estudos universitários no terceiro ano, em 1934, quando deslocou-se para o Rio.
Em 1º de maio de 1936, foi preso por subversão e torturado pela polícia subordinada a Filinto Müller.

Ao sair da prisão entrou para a clandestinidade, sendo recapturado em 1939 e novamente torturado, permanecendo na prisão até 1945, quando foi beneficiado com a anistia do processo de redemocratização do país.
Elegeu-se deputado federal constituinte pelo PCB baiano em 1946. Conheceu a China de Mao nos anos 50.
Em maio, após o golpe militar, foi baleado e preso por agentes do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) dentro de um cinema, no Rio de Janeiro.

Libertado em 1965
por decisão judicial, no ano seguinte optou pela luta armada contra a ditadura,
escrevendo o livro A Crise Brasileira. No mês de dezembro de 1966, renunciou à
Comissão Executiva Nacional do PCB. Em agosto de 1967, participou da I
Conferência da Organização Latino-Americana de Solidariedade (OLAS), realizada
em Havana, Cuba, a despeito da orientação contrária do PCB.
Aproveitando a
estada em Havana, redigiu Algumas Questões Sobre a Guerrilha no Brasil,
dedicado à memória do guerrilheiro Che Guevara e tornado público pelo Jornal do
Brasil em 5 de setembro de 1968.
Foi expulso do partido em 1967 e em fevereiro de 1968 fundou o grupo armado Ação Libertadora Nacional (ALN), que no ano seguinte participaria do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em uma ação conjunta com o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8).
Com o endurecimento da militar, os órgãos de repressão o elegeram como inimigo “número um”.
Na noite de 4 de novembro de 1969, delatado por
freis dominicanos que o ajudavam e que foram torturados, Marighella foi
surpreendido por uma emboscada na alameda Casa Branca, em São Paulo.
Foi morto com
pelo menos cinco tiros por agentes do Dops. Um deles à queima roupa. Ele não
estava armado na ocasião, diferente do que disse a ditadura militar na época.
Estava com cápsulas de cianureto, um veneno, para não sofrer as torturas.
A ação foi coordenada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, figura conhecida da tortura da ditadura. Nos cinemas, em filme dirigido por Wagner Moura (com poucas adaptações comparado com a biografia), Marighella é interpretado pelo ator e músico Seu Jorge.














