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quinta-feira, 21 de abril de 2022

Aula Gratuita e Lançamento do novo livro de Jessé Souza

 

Por Jessé Souza e Edu Moreira

Na sociedade de classes, a elite é o grupo social que tem acesso aos privilégios do topo da pirâmide.

A elite, teoricamente, representa o que há de "melhor" na sociedade, e por essa razão dita as regras de comportamento e valores que serão replicados às camadas sociais mais baixas.

No Brasil, diferentemente de nações como Japão, China, França e Alemanha, não há um pensamento elitista que envolve o progresso da sociedade como um todo. É o que afirma o sociólogo Jessé Souza:

“A elite brasileira foi construída na escravidão. Numa sociedade escravocrata, a elite é a do saque imediato. A nossa elite sempre foi essa mesma que está saqueando a sociedade agora, que nunca se preocupou com perspectivas de longo prazo para a sociedade como um todo.”

Jessé, um dos mais influentes intelectuais do Brasil, resgata as matrizes históricas de nosso país para avaliar as relações sociais que ainda imperam em nossa sociedade.

A sociedade brasileira é comandada pela “elite do atraso”, uma elite que nem sequer se preocupa em garantir um ciclo contínuo de geração de riqueza, mas sim em saquear os recursos nacionais à exaustão.

A ideologia elitista explora os recursos naturais, sociais e econômicos disponíveis no presente priorizando o máximo benefício imediato.

E assim, sem pensar no futuro da nação como prioridade, cultiva desigualdades e privilégios que humilham e exploram o restante da população.

Estamos condenados à submissão?

Como é possível subverter essa dinâmica social elitista?

No dia 28 de abril (quinta-feira) às 20h (horário de Brasília) teremos uma Aula Online Gratuita com o tema do novo livro de Jessé Souza, “Brasil dos Humilhados: uma denúncia da ideologia elitista”. Vamos conversar sobre as origens do pensamento nacional dominante com o objetivo de mudar a imagem que os brasileiros fazem de si mesmos.

O debate contará ainda com a participação de Eduardo Moreira, fundador do Instituto Conhecimento Liberta.

Junte-se a nós para o lançamento do novo livro do grande pensador contemporâneo Jessé Souza. Você poderá ganhar um exemplar na sua casa.

Para garantir sua vaga gratuitamente é só clicar no link abaixo. Automaticamente sua vaga já estará reservada.

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Grande abraço
Equipe Instituto Conhecimento Liberta

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Hoje Dia de Tiradentes

Essa data é feriado nacional e faz homenagem a Tiradentes, considerado um herói nacional, mártir e Patrono da Nação Brasileira.

Com o objetivo de enfatizar a importância dessa figura multifacetada no desenvolvimento da história do Brasil, a data faz referência ao dia de sua morte, quando Tiradentes foi enforcado e esquartejado em 21 de abril de 1792.

Segundo ele:

Se todos quisermos, poderemos fazer deste país uma grande nação. Vamos fazê-la.

Dia de Tiradentes

Quem foi Tiradentes?

Joaquim José da Silva Xavier nasceu no dia 12 de novembro de 1746 em Minas Gerais, na cidade de Pombal (hoje chamada Tiradentes).

A alcunha “Tiradentes” estava relacionada a prática farmacêutica que na época os autorizava a fazer operações dentárias.

Tiradentes envolveu-se num dos movimentos revolucionários libertários do século XVIII que ocorriam na colônia daquela época. É preciso lembrar que houve outras rebeliões como a Revolta de Vila Rica ou a Conjuração Baiana.

A prisão e a morte de Tiradentes

Em 1788, Tiradentes envolveu-se no movimento revolucionário da Inconfidência Mineira contra a Coroa portuguesa. Foi preso em 10 de maio de 1789, no Rio de Janeiro, quando tentava captar apoio para sua causa.

Ficou preso durante três anos e foi o único do grupo dos Inconfidentes a ser condenado à forca. Foi enforcado e depois esquartejado, na praça da Lampadosa, no Rio de Janeiro, dia 21 de abril de 1792.

Mas o que foi a Inconfidência Mineira?

A Inconfidência Mineira foi um movimento de cunho separatista e libertário, também chamado de “Conjuração Mineira”, e buscava a emancipação da capitania de Minas Gerais em relação a Portugal.

Durante o século XVIII, os portugueses voltaram sua atenção para a região das Minas Gerais, na medida em que foram encontradas diversas minas de ouro e diamantes no local. Vem daí o nome do estado.

Minas Gerais tornou-se o grande atrativo para exploradores e conquistadores que se estabeleciam no local para tentar fortuna.

Por isso, a extração de ouro tornou-se a principal atividade econômica da Coroa Portuguesa durante o século XVII e XVIII. Além de explorar as minas, trabalhadores e escravos, cobravam-se altos impostos da colônia como o quinto, derrama e capitação.

Grande parte do ouro explorado era enviado para a Europa com a finalidade de enriquecer a Coroa. Os impostos abusivos deixavam a elite e a população cada vez mais descontentes com esta situação.

O grupo dos Inconfidentes

Os Inconfidentes, influenciados pelos ideais Iluministas, eram um grupo constituído por representantes da elite mineira. Havia proprietários de terras, militares, mineradores, advogados, intelectuais e padres.

Estava composto de cerca de 30 membros dos quais se destacam o poeta luso-brasileiro Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810) e o poeta mineiro Cláudio Manuel da Costa (1728-1789).

O grupo lutava, sobretudo, pela autonomia das capitanias, a independência da região e a implementação de um sistema de governo republicano.

Quando delatados para a Coroa Portuguesa, o movimento foi desfeito, resultando no enforcamento de Tiradentes e a prisão ou o degredo dos outros inconfidentes.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

DIRIGENTE DO CPC-RN (Centro Potiguar de Cultura), EDUARDO VASCONCELOS, estará em Natal - RN, mantendo audiências com instituições (FJA - SEEC-RN - VICE GOVERNADORIA - OUTRAS

Dandara SIMBOLO DE RESISTÊNCIA!

Próxima segunda-feira (25), EDUARDO VASCONCELOS, presidente do CPC-RN (Centro Potiguar de Cultura), estará em consulta no HUOL, pela manhã) , como também em repartições públicas para entrega de DOCUMENTOS OFICIAIS junto a órgãos públicos (GABINETE CICIL - SEEC-RN - FJA - ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA-RN), tratando de assuntos importantes e entrega de ofícios solicitando apoios aos futuros eventos pós pandemia, que ocorrerá em meados de JUNHO A DEZEMBRO do ano em curso.

Como também manterá contatos com gráficas e instituições de classes (sindicatos - federações - órgãos públicos), aumentando assim a viabilidade de apoios e concretizações de projetos e eventos.

Início de maio o CPC-RN convocará reunião extraordinária para aprovar calendários da referidas ações.

É bom lembrar que o CPC-RN é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, com sede e foro na cidade de NOVA CRUZ-RN, fundada em 30 de dezembro de 2009 no SESC de PONTA NEGRA - NATAL - RN.

Lembre-se! "A CULTURA LIBERTA e DESPERTA AS NOSSAS MENTES! ".


Bolsonaro e Eduardo Paes atacam a educação - " VALE A PENA TOMAR CIÊNCIA DE NOVO!" - EDUARDO VASC0NCELOS, radialista - blogueiro e ativista

 

Logo após o país completar 58 anos do famigerado golpe de 1964 a justiça dos ricos através do Ministério de Trabalho do governo de Jair Bolsonaro desfecha mais um ataque aos trabalhadores em educação no Município do Rio de Janeiro. Tal medida de tentar caçar a representação sindical dos profissionais da educação da capital fluminense chega no momento que o prefeito Eduardo Paes prepara mais ataques a educação e aos trabalhadores cariocas utilizando o Plano Municipal de Educação.

Este tipo de ataque favorecendo Paes não é o primeiro que o sindicato já sofreu. O Ministério do Trabalho demorou décadas para reconhecer o Sepe-RJ como legítimo representante dos trabalhadores em educação. Um sindicato fundado pelos trabalhadores em 1.977 só foi reconhecido pelo governo dos ricos no início do século XXI, mesmo sendo reconhecido por todos os governos e prefeituras fluminense.

Durante a gestão de Eduardo Paes iniciada em 2008 e que sobreviveu a dois mandatos houve uma situação similar. Também surgiu um sindicato cartorial, sem nenhuma representação real entre os educadores cariocas, e que tentou surrupiar a representação formal do Sepe-RJ. A poderosa greve de 2013 sepultou o falso sindicato.

Então já vimos esse enredo de uma tragédia que é a gestão da prefeitura para alunos, pais, responsáveis e trabalhadores da educação municipal. Enquanto aprofunda o arrocho salarial da categoria e ataca a organização da classe, Paes busca desmontar ainda mais o ensino público municipal para beneficiar seus amigos tubarões da educação privada.

Nós, do Coletivo de Educadores Reviravolta, conclamamos a todos as trabalhadoras e trabalhadores das escolas municipais a se colocarem ombro a ombro na defesa do Sindicato Estadual do Profissionais de Educação do Rio de Janeiro, o Sepe-RJ. Nos dirigimos aos filiados e aos não filiados para a resistência a mais esse ataque a democracia que os ricos ainda nos permite. Como a sete anos vamos defender nossos direitos, salários, carreira, a educação pública e o sindicato.

Solicitamos também ao conjunto das entidades e movimentos dos trabalhadores participem dessa Campanha de Defesa do Sepe-RJ. Pedimos que todas as centrais, sindicatos e associações de classe enviem cartas e moções exigindo do Ministério do Trabalho e Previdência a manutenção da carta sindical de um sindicato que existe há 45 anos. É reconhecido pelos trabalhadores de todas as categorias do Estado do Rio de Janeiro. Opinamos que essa é uma das medidas que podem ajudar na manutenção da liberdade e autonomia sindical frente aos ataques e persistentes políticas de desmonte e privatização da educação pública carioca.

Fonte: CSP Conlutas RJ | Unificar as lutas e campanhas salariais (wordpress.com)

DIREITOS TRABALHISTAS - Reconhecimento de novas profissões não se traduz em direitos trabalhistas

O Ministério do Trabalho e Previdência incluiu 22 profissões na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Com isso, skatistas, oficiais de proteção de dados e analistas de e-commerce, entre outros, passam a integrar a lista de mais de 2 mil ocupações reconhecidas no Brasil.

Esse reconhecimento é importante em diversos aspectos. As atividades já eram praticadas, mas agora são reconhecidas como ocupações específicas e podem ser consideradas na declaração do Imposto de Renda, na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e em sistemas nacionais de emprego. “São dados que alimentam as bases estatísticas do governo e isso tem uma relevância na formação de políticas públicas”, afirma Otávio Pinto e Silva, professor do Departamento de Direito do Trabalho e Seguridade Social da Faculdade de Direito (FD) da USP.

Entretanto, o professor ressalta que a inclusão na CBO não significa que a ocupação é regulamentada. “Uma profissão regulamentada é outra coisa, ela tem uma lei própria elaborada pelo Congresso Nacional”, explica. “O Ministério do Trabalho não regulamenta a profissão, ele só diz que aquela é uma ocupação reconhecida como oficial”, acrescenta.

Sem essa regulamentação, o reconhecimento por parte da CBO não se traduz, necessariamente, em novos direitos trabalhistas. “Não vai mudar férias, 13º salário, jornada de trabalho ou registro do contrato de trabalho, o que está se fazendo, a partir do estudo do Ministério, é reconhecer que aquela é uma ocupação com características próprias.”

O próprio Ministério define a CBO como uma classificação que “tem por finalidade a identificação das ocupações no mercado de trabalho, para fins classificatórios junto aos registros administrativos e domiciliares”. Os resultados da CBO “são de ordem administrativa e não se estendem às relações de trabalho”.

O reconhecimento de uma ocupação é feito após o contato com os trabalhadores da área e estudos das características da categoria. É necessário que as atividades demandem conhecimentos e habilidades específicas, que as diferenciem das demais. Já para a regulamentação, Silva aponta que são necessárias dinâmicas mais profundas, que envolvam especialmente uma demanda da própria sociedade.

Obstetriz na CBO

A ocupação de obstetriz é uma das recém-reconhecidas pelo Ministério após as demandas apontadas pelo professor. Nádia Zanon Narchi é coordenadora do curso de Obstetrícia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP e participou ativamente desse processo.

Ela conta que essa busca teve início em 2013, mas não foi atendida. Em 2019, Nádia recorreu ao Ministério Público Federal, que enviou uma assessora ligada ao Ministério do Trabalho para reunir documentos e levantar informações acerca da ocupação.

Esse levantamento foi concluído no primeiro semestre de 2021. “Agora, em 2022, eu estava aguardando mesmo que isso fosse publicado. E foi, para a nossa grata surpresa”, comenta a professora.

Para além dos fins classificatórios, Nádia afirma que a inclusão da obstetrícia na CBO é importante do ponto de vista do reconhecimento e valorização. “É mais uma facilidade para os nossos egressos conseguirem emprego e participar das políticas públicas de uma maneira mais visível.”

No registro, a obstetriz está incluída na área de “enfermeiros e afins”. A ocupação é classificada como “parteira profissional”. “As obstetrizes orientam gestantes/puérperas sobre práticas e técnicas de facilitação ao parto normal e prestam assistência durante o trabalho de parto e pós-parto”, define o Ministério. Para a inclusão na CBO, é necessário demarcar as especificidades da ocupação.

As obstetrizes atuam de maneira semelhante aos enfermeiros obstétricos. A principal diferença é que o segundo grupo também pode atuar em outros setores do hospital, enquanto o primeiro é focado na maternidade. “As obstetrizes, atuando especificamente na maternidade, se tornam experts nesse tipo de assistência”, diz Nádia. Já os médicos obstetras são formados em medicina e possuem residência em ginecologia e obstetrícia. Esses profissionais, a princípio, são responsáveis pelos casos de alto risco.

A única graduação em Obstetrícia do Brasil é oferecida pela USP. A professora espera que, com o reconhecimento da CBO, novos cursos sejam criados. Também há a expectativa de que seja mais fácil incluir a ocupação no hall de profissões de saúde no Brasil, o que é importante para a criação de residências multiprofissionais. “Tem registro, tem emprego, tem CBO, por que não incluir como profissão de saúde?”, questiona.

“É uma profissão nova no Brasil, mas no mundo é muito antiga e reconhecida. Você tem uma quantidade muito grande de profissionais iguais a esses que nós estamos formando. Essa massa precisa aumentar mais para ter uma formação de qualidade. É importante a gente fazer um trabalho em que a gente acredita”, finaliza a professora.

Fonte: Vermelho

terça-feira, 19 de abril de 2022

Choro do Caçuá celebra Dia Nacional do Chorinho na Praça Padre João Maria

Foto: Divulgação: Facebook

Neste sábado, 23, em dois momentos, às 10h e às 15 horas, a Praça Padre João Maria, centro histórico de Natal, recebe o projeto Choro do Caçuá, em homenagem ao Dia Nacional do Chorinho.

O evento contará com a participação especial do Grupo de Prática de Conjunto de Choro do Núcleo de Arte e Cultura da Universidade Federal Rural do Semiárido de Mossoró (UFERSA).

O projeto foi criado em 2019 por um grupo de artistas locais tendo à frente o multi-instrumentista Carlos Zens. O Choro do Caçuá é uma roda de choro formada por músicos instrumentistas potiguares e apaixonados por esse gênero musical.

O Choro do Caçuá é uma ação sociocultural com várias finalidades, entre elas, de contribuir na revitalização do centro histórico de Natal, promover a prática coletiva e interação musical com os frequentadores, bem como movimentar a região, trazendo emprego e renda para população local.   

Vinte e três de abril foi escolhido como Dia Nacional do Chorinho por ser o aniversário de nascimento Alfredo da Rocha Vianna Filho, mais conhecido como Pixinguinha, que nasceu nesse dia no ano de 1897. Autor do clássico “Carinhoso”, aos 24 anos já era um músico virtuoso completo, também arranjador e compositor

Sobre a praça

A Praça da Alegria, ou Praça Padre João Maria, denominada por meio de um decreto baixado pelo então prefeito de Nata,l em 1905, era um ponto de passagem obrigatório de procissões e palco para performances de artistas e apresentações teatrais amadoras.

Por muito tempo, fiéis frequentavam a praça para acender velas para pagar ou fazer promessas e reafirmar a devoção ao homenageado Padre João Maria. Além disso, tinha também uma feirinha de artesanato onde os visitantes podiam apreciar e adquirir as peças expostas pelos artistas da terra, sendo um local de grande movimentação cultural, comercial e espiritual.

Com a expansão da cidade, concomitantemente com a descentralização do comércio, a Praça Padre João Maria, assim como todo o centro histórico de Natal, vem sentindo cada vez mais a baixa frequência da população local, fenômeno que tem causado enormes preocupações, principalmente dos comerciantes que lá atuam há bastante tempo. Foi em função disso.

Serviço

RODA DE CHORO: Choro do Caçuá

LOCAL: PRAÇA PADRE JOÃO MARIA (Centro Histórico de Natal)]

DATA: 23 de abril de 2022

HORA: Manhã às 10h e a tarde às 15h

APOIO CULTURAL: Oficina Livre de Música/Estação do Cordel/Maria boa produtora

APOIO DE MÍDIA: Potiguar Notícias

1º DE MAIO Começa o aquecimento para o 1° de Maio dos trabalhadores e trabalhadoras

 Por Portal da CTB NACIONAL

Um 1° de Maio unificado é a resposta dos trabalhadores frente ao desmonte acelerado do Brasil que o governo Bolsonaro vem promovendo. Não à toa, a palavra de ordem “Fora Bolsonaro” ecoa de Norte a Sul do Brasil.

Em frente ao Theatro Municipal de São Paulo, os sindicalistas conversaram com os trabalhadores e divulgaram a atividade do 1° de Maio

Como sempre, o evento será uma festa com shows gratuitos. Os artistas já confirmados para este ano são Leci Brandão, Daniela Mercury, KL Jay, Dexter e Francisco, el Hombre.

Diante da desvalorização do salário mínimo, disparo da inflação e do desemprego, a classe trabalhadora exige mais emprego e renda; combate à inflação e redução do preço do gás; política de valorização do salário mínimo; erradicação da fome; mais direitos; valorização do setor público; menos juros; fortalecimento da democracia; mais investimento em educação, saúde e transporte; e aposentaria digna.

RURAIS, VIOLÊNCIA NO CAMPO - Políticas em benefício de latifundiários fazem crescer os conflitos no campo

O relatório anual Conflitos no Campo Brasil 2021, divulgado nesta segunda-feira (18), pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), traz um dado alarmante para as trabalhadoras e trabalhadores do campo. No ano passado ocorreram 1.768 conflitos por terra, água e direitos trabalhistas no meio rural brasileiro. Uma ligeira queda em relação a 2020, quando ocorreram 2.054 conflitos.

No entanto, a violência piorou com 35 assassinatos, entre lideranças sindicais, ambientalistas e indígenas. Houve um crescimento de 75% nessa modalidade de crime em relação a 2020, quando foram assassinadas 20 pessoas por conflitos no campo.

Segundo o relatório, “11 assassinatos, praticamente um terço, foram no estado de Rondônia, onde ocorreu, também, um massacre no mês de agosto, com três vítimas. Outro massacre foi registrado na região alta do rio Apiauí, em Mucajaí, sul de Roraima, com a morte de três indígenas Moxihatëtëa, que pertencem a um subgrupo Yanomami de denominação Yawaripë”.

Mas “já era de se esperar um resultado tão avassalador por causa do abandono de importantes políticas públicas em benefício da agricultura familiar e de pequenos agricultores por esse desgoverno”, explica Vânia Marques Pinto, secretária de Política Agrícola e Agrária da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e de Políticas Agrícolas da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag).

A situação é tão grave que 49,49% dos conflitos por terra ocorreram na Amazônia Legal, como nota reportagem da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Foram 641 conflitos por terra nessa região, além de 124 conflitos por água e 54 ocorrências de exploração de trabalho escravo, no ano passado.

Para Thaisa Daiane Silva, secretária-geral da Contag e secretária de Jovens e Políticas Sociais da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Mato Grosso do Sul (Fetagri-MS), “é necessário empoderar a luta pela reforma agrária principalmente para quem vive do trabalho no campo” para “termos terra para uma produção autossustentável e agroecológica”. Por isso, “precisamos organizar a vida no campo com escola, acesso à internet, saúde, esporte, cultura e respeito às trabalhadoras e trabalhadores”.

Essa é a 36ª edição do relatório e traz “dados sobre os conflitos e violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras do campo brasileiro, bem como indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais do campo, das águas e das florestas”, informa texto da CPT.

Vânia destaca a importância de estudos como o Conflitos no Campo Brasil para “aprofundarmos o conhecimento sobre o campo brasileiro e com isso, combatermos a violência, os desmandos, o trabalho escravo”. Ao lembrar das dificuldades enfrentadas, ela argumenta sobre os projetos prejudicais como a “permissão da mineração em terras indígenas, a intenção em permitir compra de terras por estrangeiros, o uso indiscriminado de agrotóxicos e o total desrespeito às trabalhadoras e trabalhadores do campo por esse desgoverno”.

E Thaisa complementa ao afirmar a necessidade de acabar com “a grilagem de terras, garimpos ilegais, desmatamento, queimadas e tudo o que prejudica a produção agropecuária, as pessoas que vivem do trabalho e o meio ambiente”.

Fonte: CTB NACIONAL

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Este foi o primeiro colégio particular de Natal - RN - Por Henrique Araújo

 Araújo

O Colégio Imaculada Conceição (CIC) entre os anos 40 e 2010 ficava localizado na Avenida Deodoro, centro de Natal. Ele foi a primeira instituição privada na capital e foi também onde estudei do maternal ao Fundamental; e as lembranças dali são de chorar de tanta saudade.

Sua história começa em 1895, isso mesmo, mais de 120 anos atrás, quando Quatro Irmãs Dorotéias, originárias da Itália, chegaram à cidade, a pedido do Bispo Diocesano Dom Adauto de Mirando Henrique, com o intuito de abrir uma Casa de Educação feminina. Então receberam do governador Alberto Maranhão um prédio na avenida Rio Branco para iniciarem a instalação da casa.

Colégio CIC, Natal-RN no anos 60. Foto: Vento Nordeste (papjerimum.blogspot.com/um-lamentavel-acontecimento-o_23.html)

O CIC então foi fundado no dia 22 de fevereiro de 1902, com a realização de uma missa onde foram abertas as matrículas. As aulas tiveram inicio no dia 01 de março num sucesso tão grande que logo se viu a necessidade de ampliação das instalações.

Com o objetivo de adquirir um novo lugar para o colégio, as irmãs Dorotéias venderam o atual e compraram o Sítio Cucuí, localizado na então distante avenida Deodoro, pertencente à um empresário.

Uma foto da fachada mais recente do colégio, que foi fechado em 2012. Foto: Junior Santos.

Eis que, finalmente, no dia 24 de junho de 1906, as alunas, suas famílias, as irmãs de Santa Dorotéia e a população em geral, fizeram uma nova inauguração, em uma procissão onde se cantavam louvores à Imaculada Conceição.

O prédio então foi demolido em 1937 para construção de um espaço que pudesse albergar o crescente número de estudantes. A construção foi realizada pouco a pouco até ser concluída em 1942 com uma bela arquitetura, se tornando o famoso colégio que conhecíamos até 2012. Foi neste ano em que ele foi fechado devido às altas dívidas e a drástica diminuição de alunos.

As instalações do antigo CIC, em Natal. Foto: Kallyna Kelly

Em 2015 as instalações do CIC foram compradas por uma outra instituição privada, que manteve a estrutura original da primeira escola e fornece aulas de ensino básico e superior. A extinção do colégio foi motivo de vários protestos emocionados por parte de ex-alunos, familiares e demais envolvidos com a escola na época.

Se você gostou não pode deixar de ver: 7 colégios de Natal antigamente

Com informações de História e Genealogia ,Vento Nordeste e Brechando.com.

Entrevista com a poeta Valéria Paz, que lança novo livro “Volume morto”

 

Você está lançando pela Editora Penalux seu novo livro, "Volume morto". Existe algum conceito que perpassa o livro?

A poeta Valéria Paz é mestre e doutora em Letras pela USP, com trabalhos sobre poesia, mídia e memória social, e está em fase de lançamento de seu novo livro de poesias, “Volume morto”. Trata-se de outra metáfora da dor e da ausência, com poemas extraídos da reserva emocional no segundo ano de pandemia. Valéria tem também poemas publicados em revistas literárias e na versão digital da antologia “As mulheres poetas na literatura brasileira”. É professora aposentada e em 2021 publicou, pela Editora Penalux, o livro “Era vida e se quebrou”. Confira a entrevista:

Sim. Quando descobri o título que gostaria de dar ao livro, entendi que os poemas que escrevi em 2021 foram extraídos do que chamei de “reserva emocional”. Estava muito triste e angustiada e tive que ir bem fundo pra encontrar formas de expressar meus sentimentos. Depois, durante a seleção, percebi que os temas poderiam ser agrupados em “cotas”, como são chamados os níveis do volume morto dos reservatórios de água. Gosto muito de analogias entre a manifestação poética e coisas concretas, tecnologias, conceitos científicos etc. Gosto dessa aproximação porque me dá mais chão pra lidar com as emoções. Então dividi o livro em três cotas, que representam e vão revelando o esvaziamento crescente das minhas reservas emocionais nesse ano tão difícil.
 
O que difere e o que se assemelha neste "Volume morto" com seu livro anterior de poesia, "Era vida e se quebrou"?
 
Ah, eles têm muitas semelhanças quanto ao conteúdo e muitas diferenças quanto à organização. Em ambos ficam evidentes minhas “obsessões literárias”, termo que o escritor Marcelino Freire usa muito. E minhas obsessões são o tempo, as ausências, as dores, a alma. Já a organização foi bem mais pensada nesse segundo livro. O “Era vida e se quebrou” é uma coletânea de tudo o que escrevi no primeiro ano da pandemia, que foi extremamente difícil pra todo mundo, com perdas pessoais, emocionais, sociais. Foi quando senti a necessidade de voltar a escrever – coisa que não fazia há pelo menos 25 anos – e produzi compulsivamente poemas e microcontos, gênero que tinha descoberto recentemente. Aí fiz o que o Marcelino Freire diz que não se deve fazer: criei um livro que era um depósito de todos os escritos daquele período, sem planejamento ou outro objetivo que não fosse colocar tudo aquilo pra fora de mim e do meu mundo particular. Foi um prazer enorme ver o livro publicado, mas em retrospecto sabia que não era um projeto coeso, a não ser pela temática. O “Volume morto”, ao contrário, foi mais planejado: é um livro unicamente de poesia e só entraram os poemas que “cabiam” nas cotas definidas.
 
Sua poesia tem um teor emotivo e aborda dinâmicas sobre dores e ausências. Pode falar sobre isso?
 
Sem dúvida. Como já disse, essas são minhas obsessões literárias, mas que têm tudo a ver com os sentimentos dos dois últimos anos, que pra mim foram especialmente pesados no âmbito pessoal e como cidadã brasileira. Todas as perdas, que vão perdurar como ausências, ainda doem muito e a poesia deu um corpo tangível a essas emoções. Mas o componente sensível não é a única base da minha poesia. Como meu poeta preferido e minha grande referência é João Cabral de Melo Neto, o intercâmbio entre razão e emoção é essencial no meu processo criativo. O trabalho racional com a linguagem é fundamental pra não cometer excessos sentimentais.
 
Qual o impacto que a pandemia teve sobre sua obra? "Volume morto" tem o peso dos dias de confinamento?
 
A pandemia propriamente dita não é objeto dos meus poemas, mas acredito que o confinamento fez com que todos nós ficássemos mais introspectivos e angustiados com o macro e o microcosmo, potencializando emoções, medos e solidões (assim mesmo, no plural). Pra maioria pode ter sido enlouquecedor por falta de válvulas de escape, mas pra quem se lançou na aventura de buscar palavras pra descrever esse momento tão penoso e assustador foi um processo até terapêutico. Com reservas, é claro, porque “escrever é risco incalculável / escrever é estar fora de si”, como expresso num poema recente.
 
Pretende lançar "Volume morto" presencialmente? Qual sua expectativa com o novo livro?
 
Não pretendo, pelo menos não até o segundo semestre. Ainda não me sinto segura com todo esse movimento de normalização, que quer acabar com a pandemia “por decreto”. Minha família cumpriu rigorosamente o confinamento desde o começo e não queremos arriscar. Não custa esperar mais um pouco. Então tenho feito a divulgação do livro somente na minha rede social, restrita a poucos e bons amigos. Por enquanto vai indo muito bem assim. Outra ideia é fazer pequenos saraus em casa pra ler trechos do livro e ouvir as composições de um amigo que musicou alguns poemas.
 
Acredita que o poeta tem um papel social e/ou coletivo? 
 
Sem dúvida. Drummond dizia que “a literatura é uma das grandes consolações da vida e um dos modos de elevação do ser humano sobre as precariedades de sua condição”. Então eu entendo que a poesia, como uma forma sublimada de literatura, pode fazer o ser humano transcender suas próprias indigências: indigência inerente à espécie, indigência moral, indigência afetiva. Também acredito que a poesia tem um intrínseco valor ético, capaz de nos transformar pela sensibilização de certos temas. Ela pode significar busca, compaixão, resistência e pode transformar nosso olhar, nossas ações, nossa própria condição humana e consequentemente nossas relações sociais.
 
Como analisa a produção poética/literária em tempos de redes sociais e afetos líquidos?
 
A impressão que temos, como bem mostra a teoria de Bauman sobre a modernidade líquida, é que tudo passa muito rápido, nada é feito pra durar. Os relacionamentos são rasos, superficiais, frágeis, instáveis. Existe uma dificuldade muito grande de comunicação afetiva e as relações humanas estão enfraquecidas, parece que se tornaram meras conexões virtuais. Então a produção literária, com o poder transformador que acabei de citar, pode dar um pouco de sentido e certa durabilidade a essas conexões, pode nos aproximar pelo reconhecimento de certos afetos ou até pela ausência de afetos. Gosto muito quando os amigos virtuais dizem que se identificam com as dores que expresso na minha poesia. É um enorme clichê, eu sei, mas é importante saber que não estamos sozinhos, que não “doemos” sozinhos. Porque no fim todo escritor quer se ver no outro e vice-versa, quer ser ao mesmo tempo particular e único, mas um tantinho universal, nem que seja apenas no universo da nossa bolha. 

Fonte: POTIGUAR NOTÍCIAS

ANOS DE CHUMBO - "Vale a pena lê de novo para não esquecer , jamais! DITADURA NUNCA MAIS!!!" - Eduardo Vasconcelos - Radialista - Blogueiro e Ativista

 Abaixo a ditadura, sempre!

Imagens do Google

Todo ano faço um texto para lembrar e marcar a morte de meu pai, sob torturas, no DOI-CODI de São Paulo, comandado pelo torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra. Este ano, como a direita psicopata resolveu se assumir e fazer apologia dos crimes da ditadura militar, resolvi mostrar a vítima e o crime. Junto deste texto vai a foto de meu pai, o operário Joaquim Alencar de Seixas, destroçado pela ação do herói do bozonaro. Não é agradável ver essa foto para ninguém, mas é necessário publicar.
Durante dois dias seguidos o Major Ustra, o capitão Dalmo Lúcio Muniz Ciryllo, capitão Ênio Pimentel Silveira, delegados Davi dos Santos Araújo, João José Vetoratto e vários outros delinquentes escondidos sob nomes falsos massacram esse trabalhador, que não forneceu sequer seu nome aos assassinos oficiais. Ele derrotou as torturas e os torturadores.
Antes que algum fascista resolva me desafiar a dizer o que ele fez para merecer ser capturado e torturado até a morte, eu falo com orgulho:
1- Ele era um comunista orgulhoso;
2- Ele era um operário que nunca abaixou a cabeça;
3- Ele era um dos líderes do MRT - Movimento Revolucionário Tiradentes;
4- Ele participou de muitas ações armadas, que desafiaram o poderio da ditadura militar e do imperialismo dos EUA;
5- Ele foi acusado de ter participado do justiçamento de Henning Albert Boilesen, instrutor de torturas e financiador do DOI-CODI, mas os torturadores não conseguiram saber nem seu nome por sua boca torturada. Ou seja, não souberam também dessa informação, que é o segredo mais bem guardado da esquerda brasileira.
Abaixo a ditadura, ontem, hoje sempre!
Abaixo o imperialismo, ontem, hoje e sempre!

Fonte: Blog do Sem Mídia