A Biblioteca Setorial Veríssimo de Melo dá apoio às atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão desenvolvidas no Museu Câmara Cascudo, assegurando e estimulando o acesso à informação nas áreas de atuação do museu: Antropologia, Museologia, Arqueologia, Paleontologia, Artes, Estudos Ambientais e História do Rio Grande do Norte.
Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membros,. ativistas, poetas, escritores, produtores culturais, grupos culturais, violeiros, pensantes e os que admiram e lutam pela cultura potiguar. Cultura! A Cultura, VIVE e Resiste! "Blog do CPC/RN, notícias variadas na BASE DA CULTURA!
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sábado, 28 de maio de 2022
MUSEU CÂMARA CASCUDO - Biblioteca - VISITE-A - NATAL - RIO GRANDE DO ORTE
REIVINDICAÇÕES: Em São Paulo, Lula reforça compromisso com movimentos sociais em plano de governo
Foto: Roberto Parizotti
Com a esperança em dia e a motivação renovada, movimentos populares participaram de um encontro com o ex-presidente Lula, na tarde desta sexta-feira (27), realizado na Casa de Portugal, em São Paulo. Ao lado da esposa Janja, de Geraldo Alckmin, pré-candidato a vice na chapa, além de lideranças dos movimentos sociais, Lula, recebeu, um documento com propostas para o plano de governo e com o compromisso de apoio à sua candidatura.
O Encontro de Lula com os Movimentos Sociais, como foi chamado o evento, teve como peculiaridade a convergência de cerca de 90 movimentos sociais em torno de uma única candidatura. Para as lideranças desses movimentos, Lula é a única figura, hoje, com a capacidade e experiência de não somente reconstruir o Brasil no campo econômico, com geração de emprego, mas restituir uma ordem social democrática que prioriza direitos e dignidade a segmentos historicamente excluídos e marginalizados na sociedade.
E foram os representantes desses segmentos que dialogaram diretamente com o ex-presidente no encontro. Atento às várias falas com reivindicações e posposições para o futuro governo, Lula não só se comprometeu com as lutas, como é já característica sua, mas também fez uma espécie de convocação para que, neste momento, se mantenham alertas e engajados a derrotar o governo de Bolsonaro e, depois das eleições, ‘ajudem’ a reconstruir o país.
“Quero um compromisso. Se a gente governar o país, vou precisar do apoio de você para ser feito. Mas o compromisso não é com o governo e sim com o povo que vocês representam”, disse Lula, afirmando que jamais reprimiu ou mesmo pediu para que não houvesse qualquer tipo manifestação ou protesto durante seus mandatos.
E, se dirigindo ao vice-presidente da CUT, Vagner Freitas, um dos convidados do evento, Lula lembrou que greves foram feitas em seus governos. “Nunca pedi ao movimento sindical que deixasse de fazer greve porque eu era presidente[...] Nasci no movimento sindical e sei que não podemos abdicar da nossa luta. Não se incomodem de cobrar. Se vocês não cobrarem serão pelegos e não nasceram para isso”, disse Lula reforçando que é papel dos movimentos sociais se manter luta pelos interesses que defendem.
Não vai ser fácil
Após elencar as várias tragédias e retrocessos vividos pelo país nos últimos tempos como o desemprego, a fome, os preços dos combustíveis junto com o drama vivido pelos brasileiros que não conseguem comprar gás e até comida por causa dos altos preços que impactam em todo o mercado, Lula apontou a responsabilidade pelo Brasil ser o país do desalento como é hoje.
“Não adianta jogar culpa na Petrobras ou na guerra da Ucrânia. É responsabilidade desse desgoverno que temos nesse pais, e que agora quer privatizar tudo o que o Brasil já construiu para o seu povo”, afirmou.
Todas as políticas são interlaçadas. Quando se fala, por exemplo, em privatização de estatais, fala-se em tarifas mais altas e degradação de serviços essenciais à população e, que mais sofre os impactos são as camadas mais vulneráveis. Mas vai além disso. Corte de recursos em educação, em saúde, a condução de ações positivas e corretas a exemplo do que não aconteceu durante a pandemia e que resultaram na morte de mais de 665 mil pessoas também são exemplos.
Para Lula, o ‘conjunto dessa obra’ é um desrespeito como povo brasileiro. “[vamos] Recuperar o país para que as pessoas sejam tratadas com respeito. Tem que ter direitos, cultura, lazer, saúde, hospital, tudo o que precisamos para viver dignamente”, disse o ex-presidente.
E reforçou que seu objetivo é “cuidar do país como se cuida da casa da família” e reforçou que “cuidar do povo brasileiro é a razão da existência do país”.
"Acreditem que nós temos condições de consertar esse país. Acreditem que a gente tem condições de atender grande parte das reivindicações" - Lula
A voz de Deus
Lula não deixou de citar os resultados da última pesquisa Datafolha que mostra uma vantagem de 21 pontos do ex-presidente em relação a Jair Bolsonaro. E aproveitou para alertar que a disputa, mesmo assim, será difícil.
“Estamos começando uma campanha que não é fácil. Não estamos enfrentando um adversário fraco. É alguém perigoso porque seu comportamento não é democrático vive de ofender as instituições, dizendo que só Deus vai tirá-lo de lá”, alertou Lula, que mandou um recado. “Quero que ele saiba que quem vai tirar ele de lá não é Alckmin e eu e sim vocês, porque vocês querem voltar a acreditar no país”, disse.
"O povo é a voz de Deus e vai tirar ele de lá"- Lula
O jeito certo de se fazer
A união das lideranças dos movimentos também foi destacada pelo ex-governador de São Paulo, Geraldo Alkmin (PSB). “É assim que se faz um programa. Não é fazendo motociata, subindo em lancha ou iate, mas junto do povo”, disse Alckmin em resposta à conduta de Jair Bolsonaro.
"Aqui se constrói um programa de governo democrático e popular onde movimentos terão voz e vez" - Geraldo Alckmin
Estamos chegando e só sairemos daqui de mãos dadas com Lula
No início do encontro, vários integrantes dos movimentos sociais entoaram não só palavras de ordem, mas mensagens de esperança como o trecho de uma canção famosa em mobilizações que diz “Sozinho ando bem, mas com você ando melhor”. Foi assim, de braços abertos que Lula foi recebido no encontro, simbolizando o apoio à sua proposta de reconstruir o país.
A ‘mística’ de abertura trouxe o grito das massas por um país melhor, mais justo, mais solidário, com economia que não privilegie a poucos, mas que seja sustentável e para todos, moradia com uma reforma urbana justa, segurança pública que não mate o povo mais pobre, investimento e respeito à educação e à ciência, bem como respeito a direitos e à diversidade.
A primeira anfitriã do evento, Nalu Faria, da Marcha Mundial das Mulheres deixou claro que a intenção dos movimentos é resolver problemas sociais. “São sistêmicos e temos que afrontar esse sistema capitalista, patriarcal, racista, depredador da natureza e LGBTfóbico”, disse Nalu.
E reforçou que o evento é simbólico porque os movimentos presentes representam, na verdade, toda a população brasileira. Para ela, se trata de uma oportunidade histórica de o povo retomar o poder.
Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares, apresentou o documento elaborado pelas entidades e destacou que a mobilização das organizações em torno da disputa do projeto de poder já começou. “É tarefa retomar a democracia e abrir caminho para sermos feliz com igualdade social, direitos, emprego, renda e sem ódio’, disse.
Emprego e renda foram destaques na fala de Vagner Freitas, que representou a CUT no encontro, apontada pelos anfitriões como uma entidade que nunca arredou pé e se manteve firme na luta em todo esse tempo, de golpe e ataques ao povo brasileiro e à classe trabalhadora.
É necessário que tenha emprego. Esse governo excluiu o povo trabalhador de ter emprego. É preciso ter Lula de volta para colocar o povo no orçamento e para rico pagar imposto”, disse Vagner.
A presidenta nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffman, também ressaltou a unidade dos movimentos em torno da candidatura de Lula à presidência da República. Ela lembrou que muito dos presentes estiveram também em importantes e cruciais momentos da história recente como na luta contra o golpe na vigília Lula Libre, durante os 580 dias em que ele esteve preso na Superintendência da Polícia Federal após ser condenado em um processo cheio de inconsistências, pelo ex-juiz Sérgio Moro.
“É um grande e forte movimento em defesa do Brasil e do povo brasileiro. Estou orgulhosa por estar desse lado”, disse a parlamentar.
Justiça por Genivaldo
Entre as várias lideranças dos mais diversos movimentos representando a luta por moradia, por diversidade, povos indígenas, estudantes e de trabalhadores do campo, um momento teve a atenção especial de toda a plateia.
Representando o Movimento Negro Unificado (MNU), Simone Nascimento destacou a barbárie praticada pelas polícias nos últimos tempos, em especial, com a morte de Genivaldo de Jesus Santos, homem negro de 38 anos, que morreu depois que agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) fizeram uma “câmara de gás” no porta malas de uma viatura e o trancaram dentro, nesta quarta-feira (25).

“Resistimos a essa barbaridade em curso no país. Pelo menos 23 pessoas foram vítimas na Vila Cruzeiro [em referência a uma incursão da Polícia Militar no Rio de Janeiro] e estamos aqui para denunciar esse projeto de genocídio, que ganha mais corpo de atuação e espaço pra violar nossos corpos, com Bolsonaro”, disse Simone após erguer um cartaz em homenagem a Genivaldo e pedir um minuto de silencia a todos.
Além do MNU, representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), União Nacional dos Estudantes (UNE), Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e da União por Moradia Popular também participaram da entrega do documento a Lula.
(CUT Brasil, Andre Accarini
Agenda Cultural da BN 2022 - Fonte: BIBLIOTECA NACIONAL
A Fundação Biblioteca Nacional lançou, nesta terça-feira, 24 de maio de 2022, sua Agenda Cultural, composta pelo conjunto de ações da instituição a respeito do Bicentenário da Independência e outros eventos.
A versão digital encontra-se disponível para download no Portal da FBN.
Faça o download da publicação aqui: Agenda Cultural Fundação Biblioteca Nacional 2022.
O evento contou com transmissão no Canal da FBN, no youtube.
sexta-feira, 27 de maio de 2022
PRÓXIMO SÁBADO (28), APARTIR DAS 19 HORAS NAS ONDAS DA RÁDIO AGRESTE FM - 107.5 - NOVA CRUZ-RN " PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA - INICIATIVA DO CPC-RN
Bolsonaro e Eduardo Paes atacam a educação
Logo após o país completar 58 anos do famigerado golpe de 1964 a justiça dos ricos através do Ministério de Trabalho do governo de Jair Bolsonaro desfecha mais um ataque aos trabalhadores em educação no Município do Rio de Janeiro. Tal medida de tentar caçar a representação sindical dos profissionais da educação da capital fluminense chega no momento que o prefeito Eduardo Paes prepara mais ataques a educação e aos trabalhadores cariocas utilizando o Plano Municipal de Educação.
Cultura Brasileira
A Cultura Brasileira é o resultado da miscigenação de diversos grupos étnicos que participaram da formação da população brasileira.
A diversidade cultural predominante no Brasil é consequência também da grande extensão territorial e das características geradas em cada região do país.
O indivíduo branco, que participou da formação da cultura brasileira, fazia parte de vários grupos que chegaram ao país durante a época colonial.
Além dos portugueses, vieram os espanhóis, de 1580 a 1640, durante a União Ibérica (período o qual Portugal ficou sob o domínio da Espanha).
Durante a ocupação holandesa no nordeste, de 1630 a 1654, vieram flamengos ou holandeses, que ficaram no país, mesmo depois da retomada da área pelos portugueses. Na colônia, aportaram ainda os franceses, ingleses e italianos.
Entretanto, foi dos portugueses que recebemos a herança cultural fundamental, onde a história da imigração portuguesa no Brasil confunde-se com nossa própria história.
Foram eles, os colonizadores, os responsáveis pela formação inicial da população brasileira. Isso decorreu do processo de miscigenação com índios e negros africanos, de 1500 a 1808. Durante três séculos, os portugueses eram os únicos europeus que podiam entrar livremente no Brasil.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA
quinta-feira, 26 de maio de 2022
Risco de fome atinge 36% das famílias brasileiras e supera a média mundial - Escrito por: Redação CUT
De 2019 a 2021, nos dois primeiros anos do governo de Jair Biolsonaro, risco de fome subiu de 30% para 36% no Brasil.
Entre 2019 e 2021, nos dois primeiros anos do governo de Jair Bolsonaro (PL), saltou de 30% para 36% o percentual de brasileiros em situação de insegurança alimentar e ameaça de fome. A taxa é recorde da série histórica, iniciada em 2006, e superou, pela primeira vez, a média global (35%).
Entre as pessoas mais afetadas pela fome estão mulheres, famílias pobres e pessoas entre 30 e 49 anos, grupos que geralmente têm mais filhos. No Brasil, a taxa de insegurança alimentar entre as mulheres é de 47%, contra a média global ficou em 37%.
Os dados são do Instituto Gallup, que realiza pesquisas sobre a insegurança alimentar desde 2006. Este ano, foram feitos questionários em 160 países. No Brasil, os dados foram analisados Centro de Políticas Sociais do FGV Social.
No ano passado, entre os 20% dos mais pobres, três em cada quatro brasileiros (75%) disseram que faltou dinheiro para comprar comida nos últimos 12 meses. Em todo o mundo, o percentual de mais pobres entrevistados que afirmou não ter renda para comprar alimentos foi de 48%. Em 2019, a taxa de insegurança alimentar nas classes de baixa renda era da 53%.
“Entre
os 20% mais pobres no Brasil, o nível (de insegurança alimentar) é próximo dos
países com maiores taxas, como Zimbábue [80%]”, afirmou o diretor da FGV
Social, Marcelo Neri. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, ele se disse impressionado com “o
aumento abissal da desigualdade de insegurança alimentar” no país.
Já
o coordenador da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar
e Nutricional (Rede Penssan), Renato Mafuf, disse ao repórter da Folha
que todos os fatores que mantinham os níveis elevados de fome entre os
brasileiros se agravaram no ano passado; e seguem em deterioração neste ano.
Além disso, ele destacou que não há “política de governo” estruturada para
combater à fome.
“O desemprego segue
elevado e a renda, em baixa, sobretudo entre os informais. Temos
um benefício social (Auxílio Brasil) menor do que em 2020 (quando
chegou a R$ 600 mensais) e uma guerra entre grandes produtores de alimentos”
afirmou, referindo-se ao conflito militar na Ucrânia.
No ano passado, a Rede Penssam já havia apontado a volta do crescimento da fome no Brasil, depois de recuar significativamente até meados da década passada. Naquele momento, 117 milhões de pessoas estavam em situação de insegurança alimentar.
Desse
total, 19,1 milhões de brasileiros estavam efetivamente passando fome, em um
quadro de carência grave de comida. Os dados do Inquérito Nacional sobre
Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil.
Fonte: CUT NACIONAL
AUDIENCIA COM O SEEC-RN - GETÚLIO FERREIRA MARQUES FICOU PARA O DIA 31/05 - ÁS 15:30 NA SEEC-RN
Bolsonaro veta título de ‘heroína da Pátria’ para Nise da Silveira
Bolsonaro realça a própria mediocridade
O presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente o projeto de lei que inscreve o nome da psiquiatra Nise da Silveira no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. O veto à proposta foi publicado na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (25), e poderá ser mantido ou rejeitado pelo Congresso.
A matéria (PL 6.566/2019), de autoria da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), foi aprovada pelo Plenário do Senado em 24 de abril, com parecer favorável da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA). Mas a Presidência da República argumentou que, após ouvir a Casa Civil, decidiu vetar a proposta, por representar “contrariedade ao interesse público”.
Para Bolsonaro, não é possível avaliar, nos moldes da Lei 11.597, de 2007 (que traz os critérios para a inscrição de nomes no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria), “a envergadura dos feitos da médica Nise Magalhães da Silveira e o impacto destes no desenvolvimento da nação, a despeito de sua contribuição para a área da terapia ocupacional”.
Ainda na justificativa do presidente, deve-se priorizar o reconhecimento a personalidades da história do país em âmbito nacional, “desde que a homenagem não seja inspirada por ideais dissonantes das projeções do Estado democrático.”
A homenageada é pioneira da terapia ocupacional e mudou os rumos dos tratamentos psiquiátricos no Brasil, até então conduzidos em geral por meio de isolamento em hospícios. Ela também ganhou projeção internacional, tendo seu trabalho reconhecido por outros psiquiatras mundo afora, como o suíço Carl Gustav Jung.
— A doutora Nise foi uma extraordinária psiquiatra, que implantou tratamentos humanizados para transtornos mentais e criou um novo momento em relação a esses tratamentos na nossa sociedade brasileira. Estar no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria é, sobretudo, um reconhecimento ao trabalho que essa mulher fez para o Brasil — disse Eliziane durante a votação do projeto.
O livro está depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília, e destina-se ao registro perpétuo do nome dos brasileiros e brasileiras ou de grupos de brasileiros que tenham oferecido a vida ao país, para sua defesa e construção, com “excepcional dedicação e heroísmo”.
Trajetória
Ao começar a atuar, na área na década de 1940, Nise rebelou-se contra os métodos manicomiais então aplicados a pacientes com transtornos mentais, como o eletrochoque, a lobotomia e o confinamento, entre outros. Como forma de punição, a médica foi transferida para a área de terapia ocupacional. Ironicamente, a psiquiatra encontrou lá o espaço necessário para desenvolver um modelo humanizado de tratamento para os transtornos mentais.
Uma das terapias desenvolvidas por Nise foi a expressão dos sentimentos por meio das artes, especialmente da pintura, mas também da música. A produção artística de alguns pacientes ganhou reconhecimento pela qualidade estética, além de ter demonstrado resultados positivos na recuperação. Muitas dessas obras estão hoje expostas no Museu de Imagens do Inconsciente, no Rio de Janeiro. Esses trabalhos também já foram expostos no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
A Casa das Palmeiras, aberta por Nise em 1956 com foco em reabilitar sem internação, também investiu no processo criativo e afetivo dos pacientes. Além da arte, o contato com gatos e cães foi outro tratamento introduzido por ela no Brasil. Os pacientes podiam cuidar de animais nos espaços abertos do centro, estabelecendo vínculos afetivos.
Nise militou ativamente no Partido Comunista Brasileiro
Mostra fotográfica no MIS-PR marca retorno da família Weiss ao Palácio da Liberdade
Abre hoje, quinta-feira (26) a exposição “Expressões da Casa da Liberdade”, dos fotógrafos Mario Alfredo Weiss e Marcelo Weiss, a respectivamente filho e bisneto de Leopoldo Ignácio Weiss e Ezolina Ezaura Carneiro Weiss, casal que foi durante 10 anos proprietário da atual sede do MIS.
O Palácio da Liberdade, hoje sede do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR), abre as portas para dois descendentes da família Weiss, a primeira a habitar o local. A partir desta quinta-feira (26), os visitantes poderão conhecer a exposição “Expressões da Casa da Liberdade”, dos fotógrafos Mario Alfredo Weiss e Marcelo Weiss, a respectivamente filho e bisneto de Leopoldo Ignácio Weiss e Ezolina Ezaura Carneiro Weiss, casal que foi durante 10 anos proprietário da atual sede do MIS.
Para a diretora do MIS-PR, Mirele Camargo, abrigar as duas mostras é uma importante contribuição com a valorização permanente da cultura. “Para além da feliz coincidência de termos dois herdeiros da família Weiss não apenas interessados em fotografia, como também sendo bons fotógrafos, é um prazer e uma honra poder abrigar esse olhar tão humano aqui na Casa da Liberdade”, afirma.
Dignidade – As meninas de São Tomé e Príncipe
As fotografias de Marcelo Weiss foram feitas em São Tomé e Príncipe, país insular da África Central. Lá o Dia das Crianças é comemorado em 1º de julho e a escolarização é o ponto alto da celebração. Os pequenos recebem o uniforme e as meninas têm seus cabelos trançados. É um momento marcante para eles. As dez imagens foram registradas durante um destes eventos.
A alfabetização é um dos destaques. Em contraste, o país sofre com a falta de direitos básicos, como saúde e moradia. O evento do Dia das Crianças é um momento de alegria, principalmente para as meninas. É isso que o artista buscou registrar e que fica evidente no painel “Dignidade”.
Brazilian Way of Life – Um visionário no interior do Brasil
Essa parte da mostra traz os registros de Mario Alfredo Weiss, que se aventurou pela vida cotidiana do Brasil. As fotos trazem o contraste do estilo de vida brasileiro com o estilo de vida americano adotado entre 1940 e 1950, o American Way of Life, quando o consumismo, a padronização social e a crença nos valores democráticos liberais norteavam as relações.
A exposição traz 19 fotos do artista. Nas imagens feitas em várias regiões do Brasil, que mostram a vida na roça e na pesca entre os anos de 1940 e 1950, Mario Alfredo Weiss mostrou que no Brasil o modelo de desenvolvimento idealizado pelos americanos ainda estava longe de acontecer.
Todas as fotografias foram preservadas pela família e agora serão expostas no museu. As imagens, herdadas por Marcelo, são as preferidas de Mario Alfredo Weiss.
ABERTURA – A abertura da exposição será na próxima quinta-feira (26), às 18h, e vai contar com a apresentação do “Guitarras na Unespar”, projeto de extensão que é fruto da parceria entre a Universidade Estadual do Paraná, Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap) e a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFPR (Proec). A banda será composta pelos guitarristas Eduardo Lobo, Maicon Cardoso e Wesley Garcia; pelo contrabaixista Pat Garcia e o baterista Pablo Garcia.
HISTÓRIA – Apesar de ser engenheiro, não foi Leopoldo Ignácio Weiss o responsável pela construção do Palácio da Liberdade. O engenheiro de origem italiana e amigo da família Weiss, Ernesto Guaita, acabou ficando com a incumbência e, entre os anos de 1870 e 1880, trabalhou para colocar a edificação de pé.
Assim como as demais obras de Guaita, o Palácio da Liberdade apresenta uma arquitetura eclética, com elementos neoclássicos, simetrias e traços greco-romanos. Seu porte monumental expressa um caráter arquitetônico presente, na época, apenas nas edificações mais nobres da cidade.
O casarão ganhou o nome de Palácio da Liberdade após ser adquirido pela Fazenda Nacional, em 1890, para ser a primeira sede oficial do Governo do Estado – assim se manteve por 48 anos, dando lugar depois à Secretaria do Interior e Justiça por mais 30 anos. Em 1989, a edificação se tornou oficialmente a sede do MIS-PR.
Serviço:
Abertura da exposição Expressões da Casa da Liberdade
Quinta-feira, 26 de maio, às 18 horas
Entrada franca
Museu da Imagem do Som do Paraná (Rua Barão do Rio Branco, 395 – Centro – Curitiba)
COM PORTAL BRASIL CULTURA
quarta-feira, 25 de maio de 2022
Organizando sua Festa Junina
Quer organizar um arraial repleto de quitutes típicos, com direito a quadrilha, fantasia e bingo? Sim, é possível, desde que tudo seja planejado com antecedência e seguindo algumas dicas básicas. São oito detalhes fundamentais para colocar a festança em prática sem complicações:
1) Convidados
Uma dúvida comum é quantas pessoas chamar. “Pode ser um pouco mais do que o espaço comporta, mas não muito. Por exemplo, 35 pessoas, esperando a presença de 28 a 30”, lembramos que um salão de festas de prédio, em média, atende de 30 a 40 convidados. Ingrid recomenda que, ao convidar, seja bem claro sobre detalhes da festa: onde vai ser, dia, horário, quantidade de convidados (deixando claro que são só as pessoas mais próximas), se as pessoas devem ir ou não vestidas a caráter e que tem uma lista de quitutes para serem levados por quem confirmar presença. “Sem confirmação com cinco dias de antecedência, não tem como organizar”, alertou.
2) Organização
3) Comidas
Para evitar o desperdício recomenda-se escolher em torno de sete pratos salgados e sete doces. “Pode-se calcular por pessoa, por exemplo, dois espetinhos, dois sanduíches de carne louca ou cachorro-quente, meio milho, uma porção de caldos ou cremes, 100 g de bolo.” Ingrid lembra da importância de analisar os convidados na hora de montar o cardápio. “Quanto mais jovens, mais tem que ter comida e bebida, porque consomem mais. Homens comem mais que mulheres. Uma festa para 30 homens é diferente de uma para 30 mulheres”.
4) Bebidas
5) Quadrilha
6) Música
7) Decoração
8) Brincadeiras