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quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Primavera começa hoje

Estação, que vai até 21 de dezembro, é marcada pelo período de transição entre temporada de seca e chuva na área central do Brasil e temperaturas mais elevadas em grande parte da região Norte, interior do Nordeste e em alguns pontos da parte central do país.

A primavera começa oficialmente nesta quinta-feira (22) às 22h04 (horário de Brasília) para a maior parte do território brasileiro – com exceção de partes do Amazonas, Pará e quase a totalidade de Roraima e Amapá, que ficam no Hemisfério Norte.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja para trechos do Sul e do Sudeste do país válido para as horas que antecedem a chegada da estação.

Uma massa de ar polar considerada intensa para esta época do ano e a passagem de um ciclone extratropical pela costa afetam o clima no país. Há previsão de chuvas e ventos de até 100 km/h na faixa laranja.

Previsão geral para a estação

O início da estação é chamado de equinócio de primavera – dia do ano quando praticamente o dia e a noite tem a mesma duração: 12 horas. A estação termina em 21 de dezembro às 18h48, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

A primavera é marcada pelo período de transição entre as estações seca e chuvosa na área central do Brasil – enquanto os acumulados de chuva no norte do Nordeste costumam ser inferiores a 100 milímetros, principalmente, no norte do Piauí e noroeste do Ceará.

Massa de ar frio abre a estação

De acordo com Cesar Soares, meteorologista da Climatempo, a primavera vai começar fria no Sudeste devido a uma massa de ar frio vinda do Sul do país.

“A primavera como um todo deve ser exatamente dessa forma, principalmente nesse primeiro mês de estação. Até o início de outubro teremos dias frios alternando com dias de temperatura um pouco mais agradável”, diz.

domingo, 18 de setembro de 2022

PROIFES-Federação debate participação feminina na política e luta contra a violência de gênero em Encontro de Educadoras da América Latina


Com uma delegação composta por trinta docentes, o PROIFES-Federação participou neste sábado (17) do primeiro dia do Encontro Regional da Rede de Trabalhadoras em Educação da América Latina. O evento é promovido pela Internacional da Educação da América Latina (IEAL) e integra a programação das celebrações ao Centenário de Paulo Freire, que acontecem de 17 a 21 de setembro, na cidade de Recife/PE.

Presente à mesa de abertura do encontro, a diretora de seguridade social do PROIFES-Federação, Raquel Nery (APUB),  saudou os presentes e destacou o poder da palavra, principal instrumento de luta das e dos docentes. “De fato, a palavra é ferramenta muito poderosa e, ainda que eventualmente seja usada para violências, nós a usamos como instrumento que educa, como instrumento que institui a democracia. Com ela, nós contamos as nossas histórias, fazemos os nossos pactos e estabelecemos a igualdade”, disse a dirigente. Raquel ainda completou, “onde a palavra falha prevalece o assédio, prevalece a violência e se institui a guerra”.

Reunindo centenas de professoras e professores de países como Brasil, Argentina e Costa Rica,  durante o dia de hoje o evento discutiu caminhos para o fim da violência contra mulheres no local de trabalho e a defesa da ratificação da Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Também foram debatidos processos de construção de Políticas de Igualdade nas organizações sindicais. Antes dos debates, foi reservado um momento para homenagear as pessoas que partiram em virtude da COVID-19.

“Hoje, o dia inteiro foi de debates específicos sobre a participação das mulheres nos diferentes países da América Latina, mostrando a dificuldade que ainda existe e que ainda há muita luta e muito desafio para garantir a nossa participação nos movimentos e sindicatos”, explicou a diretora de comunicação do PROIFES-Federação, Gilka Pimentel (ADURN-Sindicato).

A vice-presidenta da ADUFRGS-Sindical, Ana Boff de Godoy, lembrou que as mulheres não são a maioria dos docentes do ensino superior, pois enfrentam dificuldades para acessar mestrado, doutorado e pós-doutorado. “É preciso ter uma dedicação muito intensa e são poucas as mulheres que conseguem. Não por vontade, mas por condições”, ressaltou. A dirigente falou sobre a culpa que muitas mães, incluindo ela, carregam por deixar seus filhos em casa para buscar qualificação e destacou a importância da força de outras companheiras para que essa culpa possa ser enfrentada.

No período da tarde ainda foi apresentado o resultado de uma pesquisa realizada pelo Centro Feminista de Información e Acción da Costa Rica (CEFEMINA), sobre os efeitos da pandemia nas educadoras. A programação do dia foi encerrada com a apresentação da canção da Campanha da Convenção 190 da OIT feita pelo grupo da Costa Rica, Y Somos Todas. As atividades do segundo e último dia do Encontro Regional das Trabalhadoras em Educação da América Latina tem início amanhã (18), às 8h.

Acompanhe a cobertura  em tempo real da celebração do centenário de Paulo Freire nas redes sociais do PROIFES-Federação.


Fonte: PROIFES


ELEIÇÕES 2022: Centrais e MPT vão combater assédio eleitoral dos patrões

Dirigentes das centrais sindicais vão desenvolver uma ação conjunta com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para ampliar o combate a práticas ilegais dos patrões contra os trabalhadores nos locais de trabalho, como assédio eleitoral. Outro objetivo comum é intensificar o enfrentamento ao trabalho infantil e ao análogo ao escravo.

Segundo informações do presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, esse compromisso é resultado da reunião realizada quinta-feira (15), entre as centrais sindicais e o procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), José de Lima Ramos Pereira. Além de Araújo, participaram os presidentes da CUT, Sergio Nobre, da Força Sindical, Miguel Torres e da UGT, Ricardo Patah. O encontro foi em Brasília.

O procurador-geral do MPT pediu que as centrais sindicais esclareçam os sindicatos de base sobre a importância de denunciar ao Ministério Público do Trabalho os patrões que tentam obrigar o trabalhador a votar em determinado candidato. Também devem ser denunciados empresários e empresas que impeçam os trabalhadores e as trabalhadoras de expressar livremente sua opinião.

As reuniões para debater as ações serão marcadas para depois das eleições. O procurador-geral José de Lima disse aos sindicalistas que a instituição está preparada, em nível nacional, para atender a qualquer demanda relacionada a direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, seja urgente ou não.

As centrais entregaram ao procurador-geral a Pauta da Classe trabalhadora, documento aprovado durante a Conclat-2022. Participaram também da reunião o diretor-geral do MPT, Gláucio Araújo de Oliveira; o subprocurador-Geral do Trabalho Francisco Gérson Marques de Lima; o coordenador e o vice-coordenador da Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical e do Diálogo Social (Conalis), respectivamente, Ronaldo Lima dos Santos e Jefferson Luiz Maciel Rodrigues; e a vice-coordenadora da Coordenadoria Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades (Coordigualdade), Melícia Alves de Carvalho Mesel


Fonte: CTB NACIONAL

Bolsonaro não reajusta merenda e crianças dividem ovo ou comem bolachas com suco - Escrito por: Redação CUT | Editado por: Marize Muniz

FOTOS: REDES SOCIAIS/ARTE: DOLPHIN DI LUNA

Com a inflação dos alimentos em disparada e as verbas federais para a merenda congeladas desde 2017, itens básicos como carne e arroz sumiram dos pratos das crianças.


Em uma Escola Municipal de Educação Infantil, a Emei Ipiranga, de Belo Horizonte, cada criança recebe a quarta parte de um ovo, uma colher de arroz, pequena porção de verduras e um pouco de molho de carne.


No sertão baiano, as crianças da escola Francisca Mendes Guimarães, em Nova Fátima, recebem menos ainda, têm de escolher entre bolachas doces e salgadas e pegar um copo de suco de maracujá.


Com a inflação dos alimentos acumulando altas consecutivas e mais de 125 milhões de brasileiros passando fome, itens básicos como carne e arroz sumiram dos pratos das merendas nas escolas, muitas vezes as únicas refeições que as crianças tinham no dia.  


Esse é o resultado do congelamento das verbas federais destinadas à merenda escolar, que está sem aumento real há cinco anos, ou seja, desde o golpe que destituiu a presidenta Dilma Rousseff (PT).


E a tendência é piorar. No começo deste mês, o presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou a emenda parlamentar à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que previa o reajuste com correção pela inflação de 34% ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).


Se aprovada, a emenda  destinaria pelo menos, R$ 5,53 bilhões à alimentação escolar, um aumento de R$ 1,5 bilhão em relação aos atuais R$ 3,96 bilhões.


Segundo dados do Ministério da Educação, atualmente, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) destina R$ 0,36 para a alimentação por dia de cada criança do ensino fundamental, em média R$ 0,53 por aluno da pré-escola e T$ 1,07 pra creches. O restante do valor da merenda é complementado pela arrecadação dos estados e municípios.  


“O valor do reajuste per capita não pagaria um pãozinho, isso quer dizer que tiramos um pãozinho de cada criança/jovem deste país”, afirma o presidente interino da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão. “O valor per capita com o reajuste já seria irrisório e isso só mostra o descaso de Bolsonaro com a educação”, acrescenta o dirigente.


O governo Bolsonaro alegou que vetou a emenda para não estourar o teto de gastos e afetar outros programas sociais. Lembrando que o presidente também cortou em 59% verba do Farmácia Popular e em 50,1% a do Mais Médicos.


O Projeto de Lei Orçamentária enviado ao Congresso também não prevê reajuste para o exercício de 2023.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, os gestores municipais das escolas alegam que a  defasagem do Pnae, de responsabilidade do governo federal, tem elevado os custos municipais, mais impactada com a inflação dos alimentos.


O Pnae atende 41 milhões de estudantes e o valor é repassado diretamente para Estados e municípios. O valor diário é de R$ 1,07 para as creches, R$ 0,53 para a pré-escola e de R$ 0,36 para o ensino fundamental e médio.


Segundo dados da Dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) a fome dobrou nas famílias com crianças menores de 10 anos, passando de 9,4% em 2020 para 18,1% em 2022.


Estudo da Rede Penssan, divulgado na quinta-feira (15), aponta que 37,8% dos lares com crianças de até 10 anos sofrem com a fome ou redução da quantidade e da qualidade dos alimentos.


Fonte: CUT NACIONAL


sábado, 17 de setembro de 2022

Veja a nova programação da Celebração do Centenário de Paulo Freire

 

Neste ano de 2022, com a vacinação e todas as medidas de segurança sanitárias, a celebração do Centenário de Paulo Freire será realizada presencialmente de 17 a 20 de setembro em Recife (PE). Inclusive teve alteração do local do ato político e show cultural que terá no dia 18. [veja abaixo a programação completa]

A programação contará com plenárias e encontros durante os quatro dias de atividades. Será uma jornada com muita alegria e cultura popular para celebrar o legado e os ensinamentos do pedagogo, filósofo e educador do povo. Celebrar Paulo Freire é celebrar a luta em defesa da Educação como instrumento de transformação da nossa realidade, é celebrar a construção de uma sociedade mais justa e solidária!

Programação | Celebração Centenário Paulo Freire

Sábado, 17 de setembro de 2022
Encontro da Rede de Mulheres Trabalhadoras em Educação da Internacional da Educação para a América Latina.
Local: Mar Hotel

09h às 10h Boas vindas
10h às 11h – Exposição: Análise de Conjuntura na Perspectiva feminista na América Latina – Tatau Godinho.
11h às 12h30 – Campanha da Internacional da Educação sobre a Convenção 190: Intervenção lideranças local. Expositoras: Argentina, Chile, Uruguai e Peru.
12h30 às 14h – Almoço
14h às 15h30 – Exposição sobre as políticas de gênero nos Sindicatos da Educação: Maritza Rojas/Costa Rica.
17h às 22h – Apresentação Y Somos Todas: Canção da campanha C190 IEAL. Apresentação musical MAF Tula (Costa Rica) e Bruta Flor (Brasil).

Domingo, 18 de setembro de 2022
08h às 09h – Saudação e reconhecimento a mulheres presidentas de organizações Sindicais da Educação.
09h às 11h – Exposição: Conjuntura por país e organização – A voz das educadoras Latino-americana na perspectiva feminista.
11h às 11h30 – Linhas de trabalho da rede no futuro próximo.

Domingo, 18 de setembro de 2022
Ato Político – Cultural
Local: Praia do Pina

14h às 14h20 – 1º Bloco – Saudação da Comissão Organizadora (CNTE, REDESTRADO, CONTAG, CAMPANHA, ANFOPE).
14h20 às 15h – Show Y Somos Todas
15h às 15h30 – 2º Bloco – Saudação Entidades Locais
15h30 às 16h30 – Show Lia de Itamaracá
16h30 às 17h30 – 3º Bloco – Saudação Entidades Nacionais
17h30 às 18h30 – Show Silvério Pessoa
18h30 às 19h – 4º Bloco – Saudação Entidades Internacionais
20h – 21h30 – Show Chico César

Segunda, 19 de setembro de 2022
Plenária Popular Mundial da Educação
Local: Universidade Federal de Pernambuco – Concha Acústica Paulo Freire – Universidade Federal de Pernambuco

09h às 09h40 – Abertura Cultural – Afoxé Oyá Alaxé – Recife (PE) e Hilton Acioli

Mesa 1: O legado de Paulo Freire na Educação Mundial. Apresentação: África, Europa, América Latina.

Mesa 2: A importância de Paulo Freire na Educação Brasileira – Nita Freire, Eliete Santiago e Sérgio Haddad

Apresentação Cultural – Hilton Acioli
Encerramento – Caminhada até a estátua de Paulo Freire

Segunda, 19 de setembro de 2022
Movimento Pedagógico Latino-americano: VI Encontro Regional
Local: Mar Hotel Conventions.

17h – Abertura Hugo Yasky. Presidente do Comitê Regional da Internacional da Educação da América Latina.
Conferência Magistral: Jornalista e fundador do Opera Mundi: Breno Altman.

Terça, 20 de setembro de 2022
09h às 10h – Apresentação dos estudos realizados no período da pandemia.
Dra. Dalila Andrade: Trabalho Docente em tempos de pandemia: Um olhar regional latino-americana.
Lic. José Manuel Valverde. Experiências didáticas pedagógicas laborais das práticas docentes em tempos de Covid 19 na América Latina.
10h às 12h30 – Plenária
12h30 às 14h – Almoço
14h às 15h – Apresentação das conclusões da evolução do Movimento Pedagógico Latino-americano: Martiza Rojas – Flasco/Costa Rica.
15h às 16h – Reflexões em grupos de trabalho
16h às 17h30 – Plenária
17h30 – Apresentação da Declaração do VI Encontro do Movimento Pedagógico Latino-americano.
18h – Encerramento.

Fonte: FNPE - https://www.proifes.org.br

Gestão Bolsonaro na Educação é a pior da história

 Crédito da imagem: Antônio More/Gazeta do Povo 

Que a gestão Bolsonaro na Educação tem sido pior a cada dia não é novidade. Mas, segundo dados disponíveis, pode-se também falar em uma das piores gestões da história.

A vida dos estudantes tem sido cada vez mais difícil. Desde o início do (des)governo Bolsonaro, tanto o presidente quanto seus representantes nos ministérios têm contribuído para este cenário.

Cortes na educação, falas preconceituosas, insegurança alimentar, ameaças aos institutos federais e às universidades públicas. Estes são apenas alguns dos principais pontos de atenção quando se fala na gestão Bolsonaro na educação. 

MINISTRO DA EDUCAÇÃO VIROU LENDA NO BRASIL

A trajetória deste (des)governo já se iniciou com a gestão do Ministério da Educação. Uma sequência de ministros assumindo o cargo e conseguindo ser ainda piores que os anteriores. Além deles, as equipes no Ministério também se pautavam pela guerra cultural e ideológica que não traz nenhum tipo de benefício aos estudantes.

Ao todo, foram 4 ministros:

  • Ricardo Vélez, que ficou até 8 de abril de 2019. 
  • Abraham Weintraub, que durou até 20 de junho de 2020.
  • Carlos Alberto Decotelli, que só aguentou 5 dias no cargo.
  • Milton Ribeiro, que brincou bastante até 28 de março de 2022.
  • Victor Godoy, que está por lá hoje, mas vai saber até quando. 

E AÍ VEIO A PANDEMIA…

Se o que já caminhava para se tornar algo mal estabelecido e visando apenas a reeleição do presidente Jair Bolsonaro, com a pandemia, a gestão educacional sofreu um golpe certeiro. O impacto? Brutal e justamente maior pela falta de ações do órgão.

O que pôde ser comprovado com os dados negativos apresentados pelo Censo Escolar de 2021, que exemplificou, entre outras questões, uma taxa de abandono do Ensino Médio de 5% em comparação a 2,3% em 2020. 

BOLSOLÃO DO MEC 

Falando em ministros, Milton Ribeiro fez questão de marcar sua singela participação no Ministério com escândalos e uma pitada de desvios da verba que Bolsonaro já havia feito questão de diminuir. 

Ao todo, fala-se em um corte de R$3,2 bilhões de reais, que Ribeiro ainda negociou como propina com prefeitos e outros envolvidos em seu esquema, que Bolsonaro anunciou botar a cara no fogo para defender. 

Quer entender melhor sobre o esquema do Bolsolão do MEC? Clique aqui.

Não há dúvidas de que a gestão Bolsonaro faz a vida do estudante (que já não era fácil no Brasil) ficar ainda mais complexa. Mas, a UBES acredita que há como reverter este cenário. 

Clique aqui e saiba mais sobre como foi o #11A e a geração que vai derrotar o vacilão. 

Fonte: UBES