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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Casal de atores que sofreu racismo em voo da Avianca vence ação


Créditos: divulgação/Assessoria
Os atores Érico Bras e Kenia Maria

Érico Brás e Kenia Maria ganharam ação após caso de racismo sofrido em aeronave na companhia.

O casal de atores Érico Brás e Kenia Maria venceram uma ação contra a companhia aérea Avianca após um caso de racismo em uma aeronave da empresa.
O caso aconteceu em março de 2016, quando os dois embarcaram em um avião que saiu de Salvador com destino ao Rio de Janeiro.
De acordo com a sentença do 23º Juizado Especial Cível do Rio de Janeiro, “os bagageiros do avião estavam lotados e sua esposa [Kenia] foi orientada por um funcionário a colocar sua bolsa no piso embaixo da poltrona da frente”.
“Todavia, outro funcionário informou que ela não poderia colocar sua bolsa no piso e, de acordo com as palavras do autor [Érico], socou a bolsa no bagageiro”.
O ator “se indignou com a atitude do funcionário, assim como outros passageiros, que filmaram a ação”. Ele foi “compelido pelo comandante a se retirar do voo sob a justificativa de comprometimento da segurança do voo. Afirma que se negou a se retirar e ele e sua esposa foram retirados à força pela Polícia Federal por ordem do comandante”.
Érico disse que a atitude foi "peculiar de quem é racista" e questionou o tratamento do comandante, que "pediu para que eu deixasse o avião porque eu era uma ameaça, sendo que ele que me agrediu. Me senti extremamente impotente".
A decisão traz relatos de testemunhas. Uma delas disse que “a maneira que o agente de bordo se colocou foi ofensiva, porque disse: ‘ele está pensando que ele é o que, só porque é ator, pode ser negro, branco ou autor, não importa’”.
Outra pessoa ouvida afirmou que o funcionário “agiu de forma agressiva ao dizer que eram pessoas públicas, que estavam querendo aparecer e negros”.
“A despeito de não se perceber conotação racista ao tratamento dispensado ao autor, os fatos narrados demonstram que a ré atuou em desconformidade com o que preceitua o Código Consumerista, ferindo o dever de respeitar a dignidade do consumidor como tal e como ser humano”, afirma a decisão.
A Avianca foi condenada a pagar R$ 35 mil por danos morais, corrigidos pela inflação.
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