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domingo, 13 de agosto de 2017

História do Dia dos Pais

pai e filho
Atualmente, tal como o dia das mães, o dia dos pais é uma das datas mais prestigiadas no mundo como um todo e no Brasil, em especial. Entretanto, pouco se sabe sobre a origem dessa data.
No Brasil, ela é comemorada no segundo domingo de agosto, mas já foi comemorada fixamente no dia 16 desse mesmo mês. Nos Estados Unidos e em várias outras nações, a data é comemorada no terceiro domingo de junho; em Portugal e Espanha, em 19 de março; na Rússia, no dia 23 de fevereiro. Mas qual é a razão dessas diferenças?
  • Origem da comemoração nos Estados Unidos
O dia dos pais passou a ter repercussão mundial a partir do início do século XX, quando a data foi institucionalizada nos Estados Unidos da América. Os Estados Unidos comemoraram pela primeira vez o dia dos pais em 19 de junho de 1910. Tal data foi escolhida a partir da sugestão de uma moça chamada Sonora Louis Dodd, que quis homenagear seu pai, William Jackson Smart.
Smart era um veterano da Guerra Civil Americana que, após a morte da esposa, teve que criar sozinho Sonora e os outros filhos. A homenagem de Sonora começou em 1909, em sua cidade, Spokane, no estado de Washington. O dia em questão, 19 de junho, era a data de nascimento de seu pai. O gesto simples da moça acabou por mobilizar muitas pessoas da mesma cidade a fazer o mesmo tipo de homenagem. De Spokane, a prática alastrou-se para outros estados dos EUA.
Entretanto, em 1966, houve uma alteração na comemoração da data em decorrência de outros fatores. Do dia 19 de junho, a comemoração passou para o terceiro domingo de junho. Em 1972, o presidente Richard Nixon declarou o terceiro domingo de junho como o dia oficial da comemoração do dia dos pais. Essa data foi adotada como modelo por vários países ocidentais.
  • Origem da comemoração no Brasil
No Brasil, o dia dos pais só foi comemorado pela primeira vez em 1953, no dia 16 de agosto. Ao contrário do que ocorreu nos EUA, essa data não foi pensada como forma de homenagem local e simples, que se alastrou depois, sem planejamento. Na verdade, ela foi pensada por um publicitário chamado Sylvio Bhering, à época diretor do jornal O Globo e da rádio homônima.
O objetivo de Bhering era tanto social quanto comercial. A tentativa inicial foi associar a data ao dia de São Joaquim, pai de Maria, mãe de Jesus Cristo, que é comemorado em 16 de agosto, no calendário litúrgico da Igreja Católica, já que a população brasileira era predominantemente constituída de católicos. No entanto, nos anos seguintes, a data também foi deslocada para um domingo, o segundo domingo do mês de agosto – e assim permanece até hoje.
  • O caso particular de outros países
Há o caso de outros países nos quais o dia dos pais está relacionado com aspectos culturais muito específicos. É caso, por exemplo, de Portugal, Espanha, Itália, Andorra, Bolívia e Honduras, que o comemoram em 19 de março. Isso ocorre porque tais países, também de tradição católica, associam o dia dos pais ao dia de São José, esposo de Maria.
Um caso curioso é o da Rússia, que celebra o dia dos pais em 23 de fevereiro. O motivo é o fato de que esse dia também é reservado à comemoração do Dia do Defensor da Pátria Local – data celebrada desde 1919. As duas datas acabaram por se entrelaçar.

Por Me. Cláudio Fernandes
Brasil Cultura

Revolta dos Alfaiates ou Conjuração Baiana -12 de agosto

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História da Conjuração Baiana, Revolta dos Alfaiates, o que foi, causas, motivos, resumo, líderes, objetivos, bibliografia
O que foi

Também conhecida como Revolta dos Alfaiates, a Conjuração Baiana foi uma revolta social de caráter popular ocorrida na Bahia em 1798. Teve uma importante influência dos ideais da Revolução Francesa. Além de ser emancipacionista, defendeu importantes mudanças sociais e políticas na sociedade.

Causas

– Insatisfação popular com o elevado preço cobrado pelos produtos essenciais e alimentos. Além disso, reclamavam da carência de determinados alimentos.

– Forte insatisfação com o domínio de Portugal sobre o Brasil. O ideal de independência estava presente em vários setores da sociedade baiana.

Objetivos

– Defendiam a emancipação política do Brasil, ou seja, o fim do pacto colonial com Portugal;

– Defendiam a implantação da República;

– Liberdade comercial no mercado interno e também com o exterior;

– Liberdade e igualdade entre as pessoas. Portanto eram favoráveis à abolição dos privilégios sociais e também da escravidão;

– Aumento de salários para os soldados.

Líderes

– Um dos principais líderes foi o médico, político e filósofo baiano Cipriano Barata.

– Outra importante liderança, que atuou muito na divulgação das ideias do movimento, foi o soldado Luís Gonzaga das Virgens.

– Os alfaiates Manuel Faustino dos Santos Lira e João de Deus do Nascimento.

Quem participou

– O movimento contou com a participação de pessoas pobres, letrados, padres, pequenos comerciantes, escravos e ex-escravos.

A Revolta

A revolta estava marcada, porém um dos integrantes do movimento, o ferreiro José da Veiga, delatou o movimento para o governador, relatando o dia e a hora em que aconteceria.

O governo baiano organizou as forças militares para debelar o movimento antes que a revolta ocorresse. Vários revoltosos foram presos. Muitos foram expulsos do Brasil, porém quatro foram executados na Praça da Piedade em Salvador.

Você sabia?


– A Conjuração Baiana é também chamada de Revolta dos Alfaiates, pois muitos destes profissionais participaram do movimento.
Fonte: Brasil Cultura

sábado, 12 de agosto de 2017

ASSEMBLEIA GERAL DA ABSN - PARELHAS-RN APROVA ESTATUTO E ELEGE SUA PRIMEIRA DIRETORIA

 Aprovação do UNANIMIDADE pelos presentes (sócios) o Estatuto da ABSN de Parelhas/RN
 Coordenador Municipal de Cultura de Parelhas, Canindé prestigiando a assembleia e representando o Prefeito Alexandre
 Secretária Provisória, Avaneide Azevedo lavando a ATA da Assembleia
 Um momento especial ao lado do Canindé, que precisou se ausentar para participar de outra atividade.
 Eduardo Vasconcelos, presidente do CPC/RN (Centro Potiguar de Cultura), lendo a proposta estatutária da ABSN

 Apresentação da única chapa inscrita para eleição da ABNS

 Oratória da Chapa Unidos para Lutar
 Aprovação da CHAPA ÚNICA por unanimidade, sendo a PRIMEIRA diretoria da ABSN

 Final da Assembleia
 Momento que ficará na história na memória dos fundadores/as da ABSN
Hoje (12) a cidade de Parelhas foi palco de um momento que ficará na história dos adolescentes e fundadores da ABSN - (Associação Brasileirinhos Sensação Nordestina), uma quadrilha tradicional, mas até o momento não era uma entidade jurídica, mas os mesmos mudaram esse pensamento, pois o grupo se uniu e deram os primeiros passos para a sua legalidade!

Antes desse dia de hoje a ABSN se reuniram em alguns momentos e  com o poio do CPC/RN (Centro Potiguar de Cultura), resolveram partir para a legalidade.

Esse dia de hoje a Comissão Provisória da ABSN encaminhou e promoveu sua Assembleia Geral e aprovaram os estatutos e elegeram sua primeira diretoria.

Mas antes houve debates e esclarecimentos diante da importância e necessidade da legalização da associação, só assim foi dado os passos conforme a lei. Ou seja: Publicaram o Edital de Convocação no Diário Oficial do Estado, em 17 de junho de 2017 e hoje realizaram a referida assembleia, onde aprovaram os seus estatutos e elegeram sua primeira diretoria para um mandato de 3 (três) anos.

Todos sabem que isso é só o começo, pois o registro em Cartório, CNPJ e elaboração de um calendário de luta e projetos na defesa da cultura popular e fortalecimento da ABSN, mas pela garra de todos os presentes demostrado hoje com certeza todos ganharão.  E o Centro Potiguar de Cultura estará sempre presente para apoiar a ABSN, principalmente no resgate da cultura local.

Composição da Primeira Diretoria Executiva Eleita da ABSN - Parelhas:

Presidente: MARIA DE LOURDES SANTOS FERNANDES; Vice Presidente: MARIA DAS VITÓRIAS SOUZA DOS SANTOS; Primeira Secretária: AVANEIDE SANTOS DE AZEVEDO; Segundo Secretário: GEOVANI ARAÚJO DE ANDRADE; Primeiro Tesoureiro: JOSÉ RICARDO DA SILVA; Segundo Tesoureiro: JERFFERSON BRUNO DOS SANTOS e Suplente da Diretoria Executiva: ANDERSON BRUNO MOREIRA DE SOUZA.

Após a aprovação da nova diretoria todos foram empossados e agora a luta!. Avante!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

NOSSA SINGELA HOMENAGEM A DANDARA!

 DANDARA

ZUMBI E DANDARA

MUSICA DE N'zambi

Princesa da beleza negra, guerreira, líder forte, poder transformador
Encanta o quilombo, mostra de frente tua garra que dá força pra lutar

Despindo as mentes da submissão, mulher negra, quilombola de exjá
Yansã beijou Xangô, arrancou-lhe as armas, pôs em punhos e lhe dominou

Dandara, Dandara, Dandara, Dandara
Transfere tua essência como exemplo as mulheres que se negam a lutar
As negras oprimidas em favelas e escolas, domésticas do lar

Junta e organiza por que juntas são mais uma, com mais força e maior
Romper a hipocrisia da autoridade que a burguesia vai se aniquilar
Seus olhos negros firmes da esperança da vitória que está para chegar
Que sambam sobre os peitos dos homens fortes e guerreiros querendo te conquistar

Tua força é divina e ancestral e pega fogo e é fogo de orixá
Vem com teu sorriso, abre os braços, solta as tranças vem de novo, me acalenta

Sexualidade e gênero são temas de exposições no Masp

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O que obras do pintor francês Henri Toulouse-Lautrec têm a ver com fotografias feitas no Pelourinho? Bordéis e ambiente de prostituição abarcam os temas sexualidade e gênero, que compõem duas exposições em cartaz até 1° de outubro no Museu de Arte de São Paulo (Masp).
Nada Levarei Quando Morrer apresenta 61 fotografias da série Maciel, produzida em 1979 por Miguel Rio Branco na zona de prostituição de mesmo nome, no Pelourinho, em Salvador. O nome da mostra faz alusão à frase que Miguel captou em uma parede no interior de uma casa naquele bairro: “Nada levarei qundo (sic) morrer aqueles que mim deve (sic) cobrarei no inferno”. O fotógrafo frequentou a região durante meses e estabeleceu um vínculo de afinidade com seus retratados, assim como fez Toulouse-Lautrec nos bordéis parisienses no final do século 19.
A exposição de fotografia preenche quatro paredes do museu e cada uma delas enfatiza determinados aspectos da obra de Rio Branco. A primeira, com a frase-título da mostra, traz diversas cenas de rua em que o estado de deterioração dos edifícios dialoga com o uso que os habitantes deram a eles. Na segunda parede, o sexo se torna mais presente em retratos e cenas de nudez. Na terceira, há imagens feitas de dentro para fora ou de fora para dentro dos bares, das casas e de prostíbulos. E a quarta parede apresenta complexas montagens feitas com imagens de revistas no interior da zona, estabelecendo relações entre as fotografadas e outras representações do sexo e da mulher.
Já a mostra Toulouse-Lautrec em Vermelho traz ao público grande parte da produção do artista francês. O título da exposição faz alusão ao salão de entrada de um luxuoso bordel parisiense que o artista frequentou na década de 1890 e onde criou uma relação próxima com as mulheres que ali trabalhavam.
Nada Levarei Quando Morrer e Toulouse-Lautrec em Vermelho
Quando: até 1º de outubro
De segunda a domingo, das 10h às 18h e às quintas, das 10h às 20h
Onde: Museu de Arte de São Paulo (Masp)
Avenida Paulista, 1578, Bela Vista, São Paulo (SP)
Quanto: R$ 30, R$ 15 (meia-entrada). Grátis às terças
Informações: (11) 3149-5959

Fonte: Revista do Brasil

Mulher, negra e feminista: conheça a nova secretária-geral da UNE

Mariana Jorge é estudante de jornalismo da UFBA e assume seu cargo na mesa diretora da entidade na próxima sexta-feira (11)
por Renata Bars.
Aos 21 anos, ela é a terceira mulher a frente da União Nacional dos Estudantes e integrante caçula da mesa diretora da entidade. Soteropolitana, negra, feminista e militante das causas LGBT, Mariana Jorge assume a secretaria-geral na próxima sexta-feira (11) ao lado das também nordestinas Jessy Dayane, nova vice-presidenta, e Marianna Dias, presidenta.
Estudante de jornalismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Mariana diz ter iniciado sua trajetória no movimento estudantil ainda na escola secundária.
” Estudava em um colégio público da Bahia e me envolvi com o grêmio estudantil desde cedo. A partir daí comecei a construir as entidades estudantis secundaristas e organizar uma série de ações pela cidade, como as mobilizações de rua na greve de 2012”, lembrou.
Fã de Baiana System, Criolo, Larissa Luz e Luana Hansen, a nova secretária-geral contou ao site da UNE um pouco da sua história e expectativas para esta gestão.
”É uma gestão que tem o potencial de construir um processo de resistência muito grande, na barrada dos retrocessos e de retomada da democracia pelas mãos da juventude brasileira”, destacou.
Leia na íntegra:

COMO FOI O SEU INÍCIO NO MOVIMENTO ESTUDANTIL?

Iniciei minha trajetória no movimento estudantil ainda secundarista! Estudava em um colégio público da Bahia e me envolvi com o Grêmio Estudantil desde cedo. A partir daí comecei a construir as entidades estudantis secundaristas e organizar uma série de ações pela cidade, como as mobilizações de rua na greve de 2012.

E SUA TRAJETÓRIA? VOCÊ JÁ PARTICIPOU DE DCE, CA OU UEE?

Participei de todas essas entidades. Entrei na UFBA indo direto pra uma eleição do Centro Acadêmico Vladimir Herzog da Faculdade de Comunicação da UFBA (CAFacom – UFBA), da qual saímos vencedoras com uma gestão bem feminista, composta por 7 mulheres e 1 homem. Em 2015, iniciei uma gestão na Diretoria de Combate ao Racismo da União dos Estudantes da Bahia, encerrando ainda esse ano. Nesse meio tempo da gestão, fui eleita para a mesa diretora do DCE da UFBA em 2016, com a gestão Nós Por Nós que ainda está em andamento. Sai da gestão para contribuir agora na UNE.

QUAIS SÃO SUAS EXPECTATIVAS PARA ESTA GESTÃO?

As expectativas são grandes, do tamanho dos desafios que temos. Essa é uma gestão que enfrentará um processo árduo na conjuntura brasileira. A consolidação do golpe acarretou numa série de perda de direitos, concretizados desde a aprovação de reformas que afetam os direitos trabalhistas e a previdência social, até a PEC que congela investimos na educação e na saúde. Essa é uma gestão que tem o potencial de construir um processo de resistência muito grande, na barrada dos retrocessos e de retomada da democracia pelas mãos da juventude brasileira. Nosso horizonte precisa ser de construção de uma plataforma de sociedade alinhado aos interesses do povo e em defesa dos nossos direitos. É por isso que precisamos denunciar a ilegitimidade do governo golpista e exigir as ”diretas já” e ”fora Temer”.

VOCÊ FAZ PARTE DE UMA MESA DIRETORA COMPOSTA SOMENTE POR MULHERES. PARA VOCÊ QUAL A IMPORTÂNCIA DISSO?

É muito importante saudar o avanço da luta feminista na União Nacional dos e das Estudantes. Fizemos um caminho longo, mas conseguimos enraizar o feminismo na UNE. Isso é fundamental pro crescimento da entidade e pra formulação feminista. Ver uma mesa diretora composta só por mulheres é a consolidação desse projeto e é uma grande vitória pro processo de emancipação das mulheres. Vida longa a UNE feminista!

A MESA DIRETORA É COMPOSTA NÃO SOMENTE POR TRÊS MULHERES, MAS POR TRÊS MULHERES NORDESTINAS. O QUE ISSO SIGNIFICA PARA O MOVIMENTO ESTUDANTIL?

Acho que isso é muito importante pra UNE. O nordeste sempre foi um centro forte do movimento estudantil, de resistência e sempre contribuiu para a construção da UNE e das entidades estudantis. Levar essa contribuição pra UNE pelas mãos de três mulheres é fundamental para a representação da região e também uma forma de conseguir enraizar a UNE cada vez mais em cada canto país.
UNE

Posse da nova diretoria da UNE acontece no próximo dia 11 de agosto


Programação terá ato político-cultural com a presença do cantor e compositor Chico César
A União Nacional dos Estudantes convoca a posse da sua nova diretoria para o próximo dia 11 de agosto, dia do estudante e também aniversário de 80 anos da entidade, às 18h30 no Largo São Francisco, centro da capital paulista.
O evento será realizado em parceria com o Centro Acadêmico de direito da Universidade de São Paulo (USP), XI de agosto, e também com a União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), que realizará a posse de sua diretoria na mesma ocasião.
A nova diretoria da UNE tem a frente a estudante de pedagogia da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Marianna Dias, eleita no 55º Congresso da UNE, realizado de 14 a 18 de junho em Belo Horizonte.
Eleita pela chapa “Frente Brasil Popular: A unidade é a bandeira da esperança” com 3.788 votos (79%), Marianna sucede a paulista Carina Vitral, que já havia sucedido a pernambucana Vic Barros na condução da entidade. Essa é a primeira vez que a UNE tem três presidentas consecutivas, mostrando o protagonismo das mulheres no movimento estudantil e na luta por um Brasil melhor para todos e todas.
A representatividade feminina se reflete também na composição da mesa diretora: a sergipana Jessy Dayane assume a vice-presidência e a baiana Mariana Jorge a secretaria geral da entidade.
Para Marianna, fazer parte de uma geração de mulheres que assume o protagonismo na política de uma forma nunca antes vista é extremamente importante.
”As mulheres hoje não são só mais primeiras-damas, vices ou eleitas por causa de um marido ou pai político. Hoje conseguimos ter um protagonismo por causa da capacidade e nada mais. Torcemos para que a política brasileira consiga ser a UNE um dia, onde as mulheres consigam ter esse prestígio, essa possibilidade de comandar e ocupar seus espaços de direito”, disse.
A nova presidenta falou ainda sobre o desafio de assumir a entidade em um momento de retrocessos e desmonte da educação.
”A UNE já tem feito uma campanha muito grande pelas Diretas Já, mas esta gestão terá ainda mais responsabilidade de falar sobre isso. Precisamos fazer muita mobilização e colocar muito estudante na rua para barrar os retrocessos e o avanço desse projeto que não foi aprovado pelas urnas no Brasil”.

80 ANOS EM DEFESA DA DEMOCRACIA

Desde seu nascimento, a trajetória da UNE foi marcada por muitas lutas. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os estudantes brasileiros opuseram-se fortemente ao nazi-fascismo de Adolf Hitler. O período da ditadura militar (1964-1985) também foi de grande resistência para a entidade. O movimento estudantil teve ainda grande importância em fatos históricos para o país como foram as Diretas Já e o Fora Collor. Na luta que se seguiu contra o neoliberalismo e as privatizações, a UNE foi protagonista.
No século 21, a melhoria da qualidade da educação pública no país tornou-se a principal luta. Atuou contra o golpe político ocorrido em 2016 e, atualmente, se posiciona contra os retrocessos do governo ilegítimo de Michel Temer.
Neste ano de 2017, a posse da nova diretoria da UNE segue a tradição e também se transforma em momento de luta: um ato político pelas eleições diretas antecederá a cerimônia assinalando mais uma vez a vontade de milhões de brasileiros e brasileiras de exercer o direito legítimo do voto para fortalecer a democracia e combater os retrocessos.
Leia a edição especial da revista Movimento 80 anos aqui.

ATO POLÍTICO-CULTURAL

Após a cerimônia de posse da nova diretoria, o Largo São Francisco será palco de um festival em comemoração aos 80 anos da UNE com as presenças confirmadas do cantor e compositor Chico César, da poetisa Kimani e outros artistas. Acompanhe o site e as redes da UNE e fique por dentro da programação completa.

SERVIÇO

O que? Posse da diretoria da UNE

Quando? 11 de agosto a partir das 18h30
Onde? Largo São Francisco, Centro – São Paulo -SP

11 DE AGOSTO:DIA DO ESTUDANTE...POUCO PARA SE COMEMORAR COM UM GOVERNO GOLPISTA!

Dia do Estudante? Presente de Grego! projeto de lei Escola sem Partido
novembro 2015 Audiencia Publica "Escola sem Partido"
Audiência pública do movimento "Escola sem Partido
Sabemos que, DIA DO ESTUDANTE é todo santo dia! É aula todos os dias, são tarefas extra-classe, pesquisas, etc, etc, etc.

A luta constante tem tido resultados positivos, como por exemplo as CONQUISTAS da Lei do Grêmio Estudantil nas Escolas; da Meia Passagem; da Meia Entrada (apesar de muitos promotores de eventos continuarem a burlar a lei); FIES; PROUNI, entre outros.

Mas recente o desgoverno TEMER, resolveu dá de presente aos estudantes brasileiros uma CAVALO DE TRÓIA, denominado de “ESCOLA SEM PARTIDO”, que tira literalmente direitos dos estudantes e dos professores, como por exemplo a LIBERDADE DE EXPRESSÃO e com certeza ela não cumprirá o papel que supostamente se propõe. A lei é recheada de ideologia de direita.

Precisamos ter uma LEI que deveriam ceder lugar a uma educação capaz de fornecer instrumentos para o estudante tomar as suas próprias decisões.  Veja o que diz o mestre em Filosofia, Joel Fonseca:

“ O  aparece para, supostamente, dar um fim a essa situação. No entanto, propõe meios tão nocivos e é guiado por um ideal tão questionável que, se passar e pegar, deve causar mais mal do que bem.” JOEL PINHEIRO DA FONSECA, 31, economista e mestre em filosofia.

Ele propõe duas medidas práticas: a primeira é colar um cartaz em todas as salas de aulas do país com os "deveres do professor", uma lista de seis itens bastante genéricos, como a proibição de promover suas próprias opiniões e preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas ou partidárias. Por si só, um cartaz não é grande coisa. Mas ele adquire uma conotação de ameaça ao ser acompanhado do segundo ponto: todas as secretarias de educação devem estabelecer um canal de comunicação para receber denúncias anônimas contra professores que violarem seus deveres; denúncias que, por sua vez, deverão ser encaminhadas ao Ministério Público.

Em outras palavras: dá-se a todos os estudantes (e a seus pais, cujas convicções também devem ser preservadas) uma arma a ser usada contra qualquer professor que lhes desagrade. Foi mal na prova de história? O professor não aceitou a resposta do aluno? Oportunidade perfeita para denunciar um ato terrível de doutrinação.” Mais adiante ela continua... Leiam com ATENÇÃO!

SEM LIMITES

Não há limite para o que a lei poderá ser usada para coibir: ensino da teoria da evolução, educação sexual, discussão de gênero, toda e qualquer interpretação histórica etc. Na prática, todo conteúdo curricular virará objeto de cabo de guerra entre diversas militâncias organizadas, com o professor no meio, sem nenhuma autonomia. Vai acabar com a doutrinação? Talvez. O certo é que acabará com a própria possibilidade de uma aula enriquecedora e minará ainda mais a relação entre professores e alunos.

A oposição que a esquerda –representada, por exemplo, pelos sindicatos de professores– tem feito ao Escola sem Partido chega a ser pior do que sua defesa. Defender-se das intenções do projeto alegando que "toda fala ou ato humano são inerentemente carregados de intenções –portanto, são atos políticos" (conforme a moção de repúdio publicada por entidades do setor) é aceitar como inevitável e até desejável a doutrinação em sala. É ser incapaz de distinguir entre uma aula séria e panfletagem de quinta categoria. Há professores lutando justamente para preservar seu direito de fazer a cabeça dos alunos pela causa que eles consideram certa.

Nesse debate, entram diferentes concepções do que é a educação e de qual sua finalidade na vida do estudante. Para uma, que podemos chamar de esquerda, o papel da educação é mostrar que vivemos em um sistema injusto e atiçar os jovens a lutarem pelos direitos que lhes são privados. Para outra, de direita, a educação serve para reforçar os valores tradicionais ou religiosos passados de geração em geração e, caso se veja ameaçada pelo sistema de ensino, deve-se lutar para amordaçá-lo.

Para uma terceira vertente, que podemos chamar de liberal (em sentido ético, não econômico), educar é dar ao jovem as ferramentas necessárias para formar suas próprias crenças e convicções, formar seus critérios, ensinando-o a pensar por conta própria. Apenas para essa concepção faz sentido a distinção entre educar e doutrinar. E é justamente ela que ficará seriamente comprometida se o Escola sem Partido vingar.

A concepção de ensino neutro que o projeto pinta como ideal é vaga e mal formulada. É impossível que um professor dedique, por exemplo, igual profundidade a diferentes teorias e leituras da história. A ideia de que o ensino não deve ofender a sensibilidade moral de nenhum aluno (ou, mais ainda, de pais de alunos) é, ademais, incompatível com uma aula dada em sala de aula plural e com dezenas de alunos. Sempre há alguém que se sentirá ofendido e isso não é necessariamente ruim.

IMPOSSIBILIDADE

A neutralidade plena pretendida pelo Escola sem Partido é impossível, e por isso todo professor terá o flanco aberto a ataques. Cada professor reflete, em sala, a formação que teve e os autores de sua preferência. Não é possível cobrir todas as diferentes escolas de pensamento em sala, e a escolha de mostrar uma ou duas consideradas mais relevantes já carrega consigo uma dose de viés pessoal. A questão é se isso será feito com mais ou menos honestidade, se apresentará argumentos, se fará referência a outras abordagens sem demonizá-las e se abrirá espaço para questionamentos dos alunos, incentivando seu crescimento intelectual, ou se será panfletário e enviesado.

Não vamos jamais conseguir legislar a melhora do ensino. O problema de viés de esquerda existe e uma de suas causas está nos cursos de pedagogia e licenciatura, que precisam ser urgentemente reformulados para que percam menos tempo com teorias abstratas e militância política e ensinem o futuro professor a lidar com uma sala de aula real. Só teremos um ensino mais plural com entrada de professores com visões diferentes, e não com a censura à discussão, que é, na verdade, o fim da possibilidade do ensino.

Há que se considerar, por fim, a relevância do projeto. Em primeiro lugar porque, hoje em dia, com internet e smartphones, o poder do professor em sala –que nunca foi tanto quanto pintam os defensores do Escola sem Partido– está menor do que nunca. Aulas são filmadas e divulgadas na rede, afirmações são imediatamente contestadas com uma breve consulta on-line. O Escola sem Partido nasce obsoleto. Questionar um professor e encontrar referências fora da sala de aula nunca foi tão fácil. Em vez de tentar legislar a melhora do ensino –tentativa fadada ao fracasso– deveríamos nos preocupar em dar a ele mais ferramentas para fazer melhor seu trabalho, que, afinal, faz falta.

É impossível discutir esse tema no Brasil sem suspeitar que estamos focando a questão errada, gastando tempo demais com um problema que é, infelizmente, secundário. Pois o fato mais grave do ensino básico no Brasil não é seu viés ideológico, e sim sua incapacidade de ensinar os conteúdos elementares.

Jovens terminam o ensino médio sem conseguir compreender um texto minimamente complexo ou calcular frações. O grande problema da educação no Brasil não é que jovens leiam muito Marx na escola, é que saiam da escola sem saber ler. Ao colocar uma corda no pescoço de todos os professores e fazer dessa carreira algo ainda mais estressante e menos atrativo, corre-se o sério risco de prejudicar nosso sistema educacional como um todo. O que já não é bom ainda pode piorar.” - JOEL PINHEIRO DA FONSECA, 31, economista e mestre em filosofia

Portanto, SOMOS TOTALMENTE CONTRA A ESCOLA SEM PARTIDO!

Precisamos nos UNIRMOS de FORMA COSNCENTE e DEMOCRÁTICA para barrarmos esses tipos de projetos. Portanto não temos o que COMEMORARMOS e sim é preciso URGENTEMENTE LUTAR para que seja preservado as conquistas de anos de luta e buscarmos amplia-las, é isso que temos que fazer.

Abraço a todos os estudantes guerreiros/as. Um forte abraço e cheio de AXÉ! A LUTA JUVENTUDE!!!

Eduardo Vasconcelos – Presidente do Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN - Radialista – Ativista e Blogueiro.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

11 DE AGOSTO É DIA DO ESTUDANTE!

Dia dos estudantes

É DIA DE LUTA NAS UNIVERSIDADES E INSTITUTOS FEDERAIS!

 A Fasubra sindical em conjunto com o ANDES-SN e SINASEFE está convocando atos públicos no dia do estudante com o objetivo de denunciar para toda sociedade a grave crise que passa as universidades e institutos federais por conta do bloqueio de verbas. Segundo a Andifes caso essa situação não se reverta várias instituições vão fechar suas portas em Setembro.

Cumprindo deliberação de nossa última plenária estamos orientando a construção de assembleias comunitárias com Técnicos, docentes e estudantes. Convidando inclusive as reitorias para que se posicionem diante dessa situação fortalecendo o diálogo com a opinião pública sobre a gravidade da crise que tem como responsável a política de ajuste fiscal do governo Temer.  

Orientamos também que seja convocada toda a imprensa local para expormos a situação precária das IFES para a população e alertar pelo perigo de que muitas instituições de ensino poderão fechar suas portas prejudicando toda a sociedade com a paralisação das atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Queremos aproveitar a oportunidade para denunciar também o desmonte do serviço público e as consequências das reformas que atacam direitos históricos dos trabalhadores.

Todos os sindicatos da base da FASUBRA devem imediatamente se articular com os sindicatos de docentes e com o movimento estudantil para construirmos atos que alcancem a população e aumente a indignação contra o governo ilegítimo de Temer.

Mãos a obra!

A culpa não é do povo – Por Caio Botelho

Os retrocessos civilizacionais em curso no Brasil são imensos e o governo golpista liderado por Michel Temer conta com a repulsa da quase unanimidade dos brasileiros, de acordo com as recentes pesquisas de opinião. Diante desse cenário, não é estranho perguntar: onde está, afinal, o povo? Como se mantém silente mesmo quando estão em jogo questões tão fundamentais, como os direitos trabalhistas e a garantia de sua aposentadoria?
A despeito de uma combativa agenda de lutas capitaneada pelas Centrais Sindicais, pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, e por um amplo leque de entidades do movimento social e partidos políticos, é correto constatar que a imensa maioria da população brasileira – inclusive aquela que é vítima direta desses retrocessos – aparenta, até o momento, pouca disposição para ir às ruas fazer o enfrentamento direto à essa agenda.
Dentre as explicações para esse fenômeno, destacamos aquela que costuma culpar o próprio povo pela sua desmobilização. Sobram acusações de letargia diante do caos imposto, e o rótulo de “acomodado” é mais uma vez atribuído aos brasileiros. Sabemos que se trata de acusação injusta, própria do senso comum e de uma análise superficial da história. Que as elites defendam essa perspectiva não é novidade, mas que ela ganhe adeptos mesmo entre parte dos setores progressistas, é fato a se estranhar.
Como todos os fenômenos sociais, este é de uma complexidade tamanha que não pode ser respondido com facilidade, menos ainda por análises “facebookianas” – tão comuns em nossos dias – sempre prontas a descobrir a pólvora e falar o óbvio. Justamente por isso, não se pretende aqui responder a questão de “porque o povo brasileiro não está indo às ruas”, mas tão somente apresentar (ou melhor, fazer recordar) ao menos dois elementos que podem contribuir com o debate.
O primeiro deles é a noção de que “as ideias da classe dominante são, em todas as épocas, as ideias dominantes”, conforme escreveram Karl Marx e Friedrich Engels no clássico “A Ideologia Alemã” (altamente recomendável ler ou reler esta obra, diga-se de passagem). Mais do que uma frase de efeito, trata-se de uma constatação da realidade. As elites, através da dominação dos meios de produção e de seus aparatos ideológicos, impõem ao povo um conjunto de valores com o objetivo de tornar a exploração algo “natural”. Não é a toa que a própria classe trabalhadora tanto reclama, por exemplo, do imposto sindical, insignificante para seu bolso, mas ignora a existência da mais-valia, que rouba quase toda riqueza por ela produzida.
Esta alienação imposta pelas elites impede, portanto, que a classe trabalhadora tome conhecimento de seu potencial e assuma ela própria as rédeas de seu destino.
Outro elemento – ligado diretamente ao primeiro – trata da subestimação da luta de ideias nos últimos anos, principalmente no auge do ciclo dos governos liderados por Lula e Dilma, quando uma combinação de crescimento econômico e melhora nas condições sociais levaram as próprias forças progressistas à certa acomodação, cumprindo pouco o seu papel de elevar o nível de consciência da população que trabalha e produz riqueza (registre-se: importante não simplificar demais essa questão, muito mais complicada do que essas superficiais linhas podem fazer parecer).
Certo é que apontar o dedo acusatório para o povo não é o melhor caminho, além de representar uma postura um tanto arrogante, pra dizer o mínimo. A secular luta pela emancipação da classe trabalhadora exige muita paciência e capacidade não apenas de ensinar, mas também de aprender.

Uma mulher fantástica’ arrepia a plateia na abertura do Cine Ceará

Uma garçonete transexual que sonha em ser cantora lírica, mas tem a sua vida revirada do avesso após a morte do namorado 20 anos mais velho, abriu a 27ª edição do Cine Ceará. Uma mulher Fantástica, do diretor chileno Sebastián Lelio, já havia passado pelo Festival de Berlim, em fevereiro, onde levou o Prêmio Teddy e o Urso de Prata na categoria melhor roteiro, e agora foi muito bem recebido pelo público em sua estreia brasileira no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza.
É um filme delicado e ao mesmo tempo sufocante. Seu epicentro não envolve a violência contra transgêneros de maneira geral, mas se limita ao microcosmo da vida particular da protagonista, Marina. Também por isso não poderia ser classificado como um drama transexual, pois transcende esta temática. “Não queríamos contar o drama de ser transgênero”, diz Maria Soledad, montadora do filme, no dia seguinte à sua estreia, em Fortaleza. “Queríamos contar a história de um ser humano. Por isso optamos por tirar Marina do universo da violência”.
As agressões sofridas por Marina limitam-se ao mundo privado da protagonista, que sofre ataques físicos e verbais da ex-mulher e do filho de Orlando, seu namorado que morreu subitamente. Após a morte, a família de Orlando pede de volta o carro e o apartamento para a garçonete, que não consegue ficar nem mesmo com a cachorra, Diabla, que era do casal. Ao longo da trama, a resiliência de Marina incomoda: suas reações ao massacre, principalmente psicológico ao qual é submetida, são quase nulas.
O filme, segundo conta Soledad, se adequou à intérprete, e não o contrário. A transexual Daniela Veiga, que faz o papel de Marina, não era atriz, mas é cantora lírica – as cenas dela cantando são, portanto, reais. Soledad acredita que o lançamento do longa no Chile trouxe à tona o debate sobre transgêneros em um país conservador, que engatinha agora rumo à aprovação da lei que permite o aborto em alguns casos. “[A exibição do longa] abriu uma porta muito importante e que estava fechada, que é a temática dos transgêneros”, diz Soledad. Ela explica que, após a estreia do filme, Daniela Vega virou modelo e apareceu na capa de duas revistas da direita chilena, algo impensável até pouco tempo atrás. Nesse sentido, o filme pode ser classificado como um fenômeno, já que suscitou o debate sobre a temática trans na conservadora sociedade pós-Pinochet. “Minha avó foi assistir ao filme e adorou”, diz, orgulhosa.
“Filme Flamboyant”
Soledad conta que o diretor Sebastián Lelio define seu mais novo longa como “um filme Flamboyant”. “Passei um mês e meio até entender o que ele queria dizer com isso”, diz ela. “Penso que ele se refere às formas, cores, às luzes neons, algo entre o kitche e o universo transexual”, diz, tentando explicar as metáforas do diretor.
Lelio dirigiu o premiado Gloria (2013), sucesso de crítica e público. Quase 200.000 espectadores pagantes. Uma mulher fantástica teve, até o momento, 50.000 pagantes. Mas os produtores comemoram da mesma forma. Soledad diz que Daniela Veiga é forte candidata à indicação ao Oscar 2018.
E para quem sentiu falta de alguma menção à ditadura chilena, temática sempre muito presente principalmente na literatura daquele país, uma curiosidade: Orlando é cremado no mesmo crematório onde o ditador Augusto Pinochet fora cremado, em dezembro de 2006. “E o senhor que empurra o corpo de Orlando para o forno foi, na vida real, o mesmo que empurrou o de Pinochet”, assegura Soledad.
O Cine Ceará acontece em Fortaleza até o dia 11 de agosto.
Brasil Cultura