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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Globo apoia a Beija-Flor, mas Tuiuti tem a força do povo: algo soa familiar? Por Joaquim de Carvalho

Tuiuti x Beija Flor: Tuiuti mostrou a causa dos nossos problemas, Beija Flor, as consequências
Por
 Joaquim de Carvalho
O Carnaval do Rio em 2018 já entrou para a história, mas o último capítulo desta jornada será escrito com a divulgação do resultado do júri, nesta quarta-feira.
Duas visões de mundo foram expostas nos desfiles deste ano e uma delas deve prevalecer, com o resultado das notas dos jurados.
Não significa que uma dessas duas escolas vá vencer, mas há uma disputa implícita entre a Paraíso do Tuiuti e a Beija-Flor de Nilópolis.
Não é uma questão técnica apenas, é uma questão política.
E é impossível dissociar o samba da política, não da política partidária, menor, mas daquela que define a relação entre as pessoas num território.
O samba trata do cotidiano, em geral das pessoas do morro, o morro que foi ocupado como resultado de um processo multissecular de exclusão social.
A arte do Carnaval está lá, desde sempre. Mas se encontra também em outras comunidades de excluídos.
Nesta Carnaval de 2018, de um lado, a Beija-Flor, se destacou pela apresentação com um enredo que poderia ser escrito por um editor do Globo, com alegorias que remetem à corrupção.
Ratos correndo com malas de dinheiro, o prédio da Petrobras em ruína, crianças abandonadas, miséria.
Como se todas essas mazelas fosse resultado da corrupção política exclusivamente.
É o roteiro da Lava Jato.
A Paraíso do Tuiuti, de outro lado, se destacou por apresentar a causa desse estado de coisas. Foi mais profunda, foi mais inteligente, foi intelectualmente mais sofisticada.
A escola, novata entre as grandes, retratou a escravidão, mas não como uma página virada da história do Brasil.
A escravidão que ecoa nos dias de hoje, através da ação uma elite insensível, gananciosa, mistificadora, manipuladora e sanguinária.
É o roteiro daqueles que denunciam a Lava Jato como um instrumento de afirmação de classe,  da classe dos que mandam, daqueles que estão acima da política institucional.
Jack Vasconcelos, o carnavalesco, mostrou que o golpe que tirou Dilma Rousseff do poder é resultado direto da mesma correlação de forças que fez do Brasil o último país a abolir a escravidão nas Américas.
Abolição que não se seguiu da necessária política compensatória, como aconteceu nos Estados Unidos no século XIX e aqui, só a partir de 2003, ainda que timidamente, no governo do PT.
Jack Vasconcelos criou os manifestoches, brasileiros manipulados a ponto de se apropriarem de símbolos que não lhe são exclusivos, como a camisa da Seleção Brasileira, ou que não lhe pertencem, como o bater de panelas, próprio de quem passa fome.
Manifestoches manipulados por uma mão grande, que pode ser a Globo, mas não só. Refere-se a todos os donos do poder.
Carteira de trabalhado queimada não é uma crítica à falta de trabalho regular, que obriga o brasileiro ao trabalho informal, como mentiu o jornalismo da Globo, ao descrever o desfile.
Foi uma alegoria que denuncia a extinção dos direitos, resultado da reforma trabalhista e da terceirização irrestrita, ambas frutos de uma intensa e antiga pressão dos donos da Globo.
A Tuiuti mostrou que a raiz dos nossos problemas está na desigualdade social, que se ampliou com o golpe e deve se ampliar ainda mais se o golpe não for contido.
A Beija-Flor mostrou o peso dos impostos na vida dos brasileiros, fazendo eco ao MBL, que não contam que quem paga imposto no Brasil é pobre, porque rico ou sonega, ou não é tributado.
O pobre, quando compra uma aspirina, paga imposto.
Para manter este estado de coisas é que se move a máquina da corrupção.
Tem, a  propósito, uma afiliada da Globo, a RBS, flagrada na Operação Zelotes, o raio x dos senadores, sem que até agora tenha sido incomodada pela Justiça.
Os donos da Globo foram denunciados por crime contra a ordem tributária, num processo da Receita Federal que descobriu sonegação milionária na aquisição dos direitos de transmissão da Copa de 2002.
O processo desapareceu da Receita Federal na véspera da denúncia ser enviada ao Ministério Público Federal.
Uma neta de Roberto Marinho teve seu nome encontrado na papelada do escritório brasileiro da Mossack Fonseca, que tinha uma única atividade: abrir as portas dos paraísos fiscais para a lavagem de dinheiro ou ocultação de patrimônio.
É um braço do escândalo mundial Panamá Papers, mas nada aconteceu com Paula Marinho, a neta de Roberto Marinho.
A mesma neta usufruiu durante muitos anos de um imóvel construído ilegalmente numa área de proteção ambiental em Parati.
O processo é antigo, tem mais de seis anos, e até agora a Justiça não conseguiu tomar o depoimento de uma mulher que é a laranja dos verdadeiros proprietários.
Essa mulher, que mora no Rio de Janeiro, ignora as intimações, e a Justiça Federal não cogita condução coercitiva, nesse caso absolutamente justificável.
No escândalo da Fifa, que envolve corrupção grossa, a Globo até agora se safa, como bagre ensaboado na mão de um pescador.
Seu diretor envolvido nas negociações de direitos de transmissão foi abatido pelas denúncias, mas permanece de boca fechada.
A lista de suspeitas envolvendo a Globo é extensa.
Mas nesta quarta-feira, depois do resultado, se der Beija-Flor, como parece ser seu desejo  — até comentarista internacional da emissora elogiou a escola —, a Globo repetirá a ladainha — o brasileiro não tolera corrupção, etc.
O buraco é mais embaixo, e a Tuiuti mostrou onde ele começa, mas, nas relações que se tecem a partir de um grupo de comunicação, a verdade — e o mérito — é o que menos importa.
A Beija-Flor, a propósito, tem relações antigas com a família Marinho.
Seu patrono, Anísio Abraão David, presidente de honra da Beija-Flor, comprou em 2004 de Roberto Marinho o triplex de cobertura em Copacabana, onde o fundador da Globo costumava receber convidados para uma famosa festa de Reveillon.
O triplex, já em nome de Anísio, acusado de explorar jogo ilegal, foi alvo em 2011 de uma operação cinematográfica da Polícia Civil, com agentes descendo de rapel de helicóptero para cumprir mandado de busca.
Anísio, condenado a mais de 47 anos de prisão, está solto e a escola em que ele manda se sente à vontade para denunciar a corrupção na avenida, com o incentivo e o elogio da TV da família Marinho.
Já a Tuiuti, este ano, chega ao júri do Carnaval com uma única força, a do povo.
Nunca o Carnaval espelhou tanto a realidade brasileira.
Fonte: DCM

Virado Paulista é reconhecido como Patrimônio Imaterial do Estado de São Paulo

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O tradicional prato que protagoniza o almoço dos paulistanos às segundas-feiras agora é, oficialmente, um patrimônio. O Condephaat – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Governo do Estado de São Paulo – reconheceu o famoso Virado Paulista como patrimônio cultural imaterial, de modo a preservar esta tradição e fortalecer sua importância para a história do estado.
O Virado Paulista, originalmente composto por feijão engrossado por farinha de milho ou de mandioca e toucinho de porco, marcou a formação do território nacional. Sua origem data do século XVII, na época do Brasil Colônia, como forma de alimentação nas monções e bandeiras. Durante as expedições, alimentos como o feijão, a farinha de milho, a carne-seca e o toucinho chacoalhavam e ficavam “revirados”, dando origem à iguaria. A diversidade do território paulistano também está presente na história do Virado, que carrega alimentos de origens indígenas, portuguesas, africanas e italianas. Com o tempo, ele se modificou e ganhou arroz, bisteca, torresmo, couve, ovo frito, banana e linguiça, com algumas adaptações de restaurante para restaurante.
De acordo com o parecer técnico da Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico que pautou a decisão do Condephaat, “o registro do Virado Paulista pode ampliar a visibilidade de uma característica marcante na História de São Paulo: a integração de culturas de diversas procedências, ainda que historicamente marcada por confrontos, dominações e resistências. Este prato expressa em sua composição uma demonstração da diversidade cultural característica de São Paulo”.
As justificativas do Condephaat para o reconhecimento do Virado giram em torno de sua importância nas viagens de expansão do território brasileiro. O prato agrega séculos de encontros de culturas, de tradições, de conhecimento e de prazer sensorial, que formaram a diversidade de São Paulo. Deste modo, ele pode ser considerado uma expressão da identidade cultural e da formação histórica e demográfica do estado de São Paulo e territórios vizinhos.

Sobre o registro de patrimônio imaterial

O registro imaterial foi criado por meio do decreto 57.439, de 2011, e permite o reconhecimento de manifestações culturais do Estado. Desta forma, além de proteger imóveis e bens importantes para a história do Estado, o Condephaat também pode preservar o patrimônio imaterial. O objetivo é identificar e reconhecer conhecimentos, formas de expressão, modos de fazer e viver, rituais, festas e manifestações que façam parte da cultura paulista. O primeiro registro de patrimônio imaterial do Condephaat foi realizado em janeiro de 2016, com o reconhecimento do Samba Paulista.

A presença da tradição oral na literatura para crianças

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Por Ronaldo Correia de Brito
Cascudo preocupa-se em garantir a veracidade do papiro egípcio, encontrado na Itália em 1852, e informa que o rudimento de livro para criança é um conto popular com os enredos próprios da época dos faraós, mas que também vivem nas histórias tradicionais do Brasil, apesar do tempo e da distância que os separam.
Cascudo observa que o registro das narrativas orais tem recebido menos atenção que o da poesia popular. Insiste na importância do conto popular tradicional como formador de uma memória emocional, social e antropológica. Segundo ele: “O conto é um vértice de ângulo dessa memória e dessa imaginação. A memória conserva os traços gerais, esquematizadores, o arcabouço do edifício. A imaginação modifica, ampliando pela assimilação, enxertias ou abandonos de pormenores, certos aspectos da narrativa”.
O erudito ensaio de Cascudo vale, sobretudo, por chamar atenção para o processo de construção da narrativa: a memória como arcabouço estruturante e a imaginação com seus acréscimos e transformações. Essa teoria em parte está contida em Walter Benjamin, quando ele identifica dois tipos de narradores que se complementam: O viajante, que vive a experiência lá fora no mundo, ouve histórias em suas andanças e, ao retornar à pátria, conta o que viveu, viu e ouviu. O segundo tipo de narrador é o sedentário, aquele que sem nunca sair de sua aldeia natal ouve as histórias e as experiências dos viajantes e, enquanto trabalha ou caminha, reelabora o que ouviu, subtrai, acrescenta, enxerta cores, sons, vocábulos e expressões locais e assim cria uma nova história.
O narrador sedentário reinventa formas e significados, poesia e símbolos; enxerga os ossos do que é narrado, dissecando músculos, gorduras e pele e construindo um novo corpo narrativo.
Jean-Claude Carrière, no prefácio de O Círculo dos Mentirosos, contos filosóficos do mundo inteiro, faz uma curiosa observação sobre os narradores judeus, para quem o ato de narrar é tão importante quanto a própria história. Segundo ele, “a tradição judaica pressupõe muitas vezes a existência por trás das palavras, da ordem das palavras e do próprio lugar que ocupam as letras, de uma espécie de estrutura secreta, uma mensagem colocada ali por não se sabe quem, um outro significado, o verdadeiro, como se a aparência do conto não passasse de uma máscara”.
É importante lembrar que a psicanálise fundada por um judeu, Sigmund Freud, buscou nos mitos seus significados mais secretos. Freud analisou histórias em que as civilizações se narram. Da análise dessas histórias coletivas, como a do rei Édipo, que foi reescrita por Sófocles, ele parte para a experiência da análise individual, um método em que a pessoa se narra sozinha, buscando verdades e significados que transcendem o aparente.

A importância dessas histórias que acompanham o homem desde que ele conseguiu juntar palavras em frases e frases em narrativas mais longas é narrá-lo tanto coletivamente como individualmente. No mesmo prefácio do Círculo de Mentirosos Jean- Claude Carrière relata que perguntou certa vez ao neurologista Oliver Sacks o que, a seu ver, era um homem normal. Depois de hesitar um pouco o neurologista respondeu “que um homem normal talvez fosse aquele capaz de contar a sua própria história”. E acrescenta que esse homem narrador “sabe de onde vem (tem uma origem, um passado, uma memória em ordem), sabe onde está (sua identidade) e acredita saber aonde vai (ele tem projetos e a morte no fim). Portanto, ele se situa no movimento de um relato, ele é uma história e ele pode se narrar. Caso esta relação indivíduo-história venha a se romper, por qualquer razão fisiológica ou mental, eis aí o relato partido, a história perdida, a pessoa projetada para fora do tempo. Ela não sabe mais nada, nem o que ela é, nem o que deve fazer. Ela se agarra a algumas aparências da existência. O indivíduo, aos olhos do médico, surge à deriva: “Ainda que seus mecanismos corporais funcionem, ele se perde no meio do caminho, não existe mais”.
Muito cedo me dediquei à investigação das narrativas de tradição oral e a uma coleta não sistemática de histórias, preocupado em construir uma escrita pessoal. Mais tarde, com alguns livros de ficção publicados e vários espetáculos teatrais encenados, passei a conviver com alunos de escolas públicas e particulares e a observar as dificuldades que eles tinham para desenvolver uma leitura, uma fala e uma escrita. Sobretudo nas escolas públicas, com crianças e jovens das populações chamadas de risco, esse travamento era mais evidente. A maior parte deles era incapaz de compreender e interpretar o que lia, quando sabia ler, e, o mais grave, não conseguia elaborar fios narrativos. Como médico clínico de serviços de psiquiatria para crianças e adolescentes, sei que a incoerência e fragmentação do discurso ou fala se justificam por doenças como esquizofrenia ou demência. Mas, entre jovens considerados normais, o que poderia causar essa dificuldade? Por que avançamos tão pouco na educação, mesmo quando anunciam progressos econômicos, com um aumento do consumo e do poder de compra?
Apropriando-se de contos que pertencem a todos, os jovens sem individualidade-história podem ser ajudados a se inventarem, a criar a própria história. Como é possível que alguém não consiga narrar-se, alegando que não possui uma história? O patrimônio de narrativas acumulado em milhares de anos é nossa história, ele pode ser sacado a qualquer momento, como um mágico saca um coelho de dentro de uma cartola. Somos um país predominantemente oral. No Brasil, uma das maneiras mais usuais de transmissão do conhecimento ainda é a fala, como se tivéssemos uma natural desconfiança da escrita, como se ela não se bastasse por si mesma e necessitasse do reforço da oralidade. Se analisarmos a maneira como o acervo de contos de tradição oral serviu de arcabouço para a literatura de povos de várias partes do planeta, talvez cheguemos a um método educativo que nos ajude a reverter os problemas de aprendizado da leitura e da escrita.
*Ronaldo Correia de Brito é médico e escritor
Fonte: Blog do autor

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

ENFERMEIROS(AS), VOCÊS CONHECEM INTERDIÇÃO ÉTICA?


Entra em vigor no dia 20 de fevereiro próximo a resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) 565/2017, que determina regras e procedimentos para a interdição ética do exercício profissional da enfermagem. Interdição ética é definida por esta resolução como a suspensão do exercício profissional quando as condições em que a assistência de enfermagem é […]

Entra em vigor no dia 20 de fevereiro próximo a resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) 565/2017, que determina regras e procedimentos para a interdição ética do exercício profissional da enfermagem.
Interdição ética é definida por esta resolução como a suspensão do exercício profissional quando as condições em que a assistência de enfermagem é prestada colocam em risco a vida dos usuários e/ou da equipe de enfermagem, bem como quando no local de trabalho não existirem condições mínimas para a prática segura das ações de enfermagem.
Esta deliberação do Conselho Federal de enfermagem baseia-se na dignidade da pessoa humana, constitui princípio fundamental da Constituição Federal do Brasil, art. 1º, inciso III, e visa proteger o ser humano contra tudo que lhe possa levar ao desprezo, ou atentar contra sua integridade, segurança e saúde.
A Interdição do exercicio profissional da enfermagem nas instituições de saúde poderá ser de abrangência total quando impedir o exercício profissional da enfermagem em todos os setores de uma determinada Instituição ou parcial, quando impedir o exercício profissional da enfermagem em um ou mais setores, não abrangendo a totalidade de uma determinada Instituição.
Vale ressaltar que a Interdição Ética tem alcance restrito ao trabalho dos enfermeiros, obstetrizes, técnicos, auxiliares e atendentes de enfermagem, e parteiras, não alcançando os demais profissionais da equipe de saúde.
A interdição ética deverá obrigatoriamente ser precedida de sindicância, em obediência ao devido processo legal, bem como para ocorrer esta suspensão do exercicio profissional imposta pelo Cofen, deverá existir prova inequívoca da inexistência de segurança para o exercício da enfermagem.
O processo pode ser desencadeado a partir de Relatório de Fiscalização contendo fato indicativo de Interdição, o qual será analisado por um conselheiro, que após designação do Presidente do Conselho Regional, realizará um parecer e o submeterá a plenária do Conselho Regional. No caso que a Plenária estadual verificar existência de indícios de insegurança para o desenvolvimento do exercicio da enfermagem na instituição de saúde envolvida, será designada pelo presidente do Conselho Regional comissão de sindicância para avaliar a situação in-loco, bem como para ouvir o contraditório e a defesa da Instituição de saúde.
A comissão de sindicância presidida obrigatoriamente por um Conselheiro Regional Enfermeiro é composta minimamente por 02 (dois) profissionais de enfermagem que estejam adimplentes com suas obrigações relativas ao Conselho e que não respondam a processo ético, destacando a obrigatoriedade de que não façam parte do quadro de funcionários da Instituição com indicativo de interdição; deverão realizar citação para o Representante Legal e para o Enfermeiro Responsável da Instituição, acompanhada, obrigatoriamente, da Decisão do Plenário, do Parecer do Relator e do Relatório de Fiscalização.
Após a realização do Relatório da Comissão de Sindicância com todos os detalhes apurados, caberá à plenária avaliar e julgar este relatório.
Decretada a Interdição Ética pelo Plenário, em até 03 (três) dias deverá ser publicada a Decisão na imprensa oficial e outros meios, e lavrado o Termo de Interdição Ética, que deverá ser exposto na Instituição em local visível, por membro do Plenário e quem mais for designado pelo Presidente.
A interdição ética terá início quando da citação do enfermeiro responsável pelo serviço de enfermagem e/ou do representante legal da instituição, os quais se incumbirão de comunicar a todos os profissionais de enfermagem da interdição ética.
A partir deste momento a Instituição deverá garantir, pelos profissionais de enfermagem do serviço, a continuidade da assistência aos pacientes admitidos até a data da interdição, em consonância com o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem.
A Interdição Ética poderá ser revogada a qualquer tempo pelo Presidente do Conselho, ad referendum do Plenário do Conselho Regional, através de Pedido de Desinterdição.
O requerimento para desinterdição deverá ser assinado pelo enfermeiro responsável do serviço de enfermagem e pelo representante legal da Instituição.
A mesma Comissão de Sindicância que avaliou o serviço para interdição deverá ser nomeada novamente para verificar in loco se as irregularidades foram sanadas total ou parcial.
Caso o presidente delibere pela suspensão da Interdição ética, deverá ser lavrado o Ato de Desinterdição total ou parcial e cientificado o enfermeiro responsável pelo serviço de enfermagem e o Representante Legal da Instituição, com cópia ao Departamento de Fiscalização para acompanhamento.
E importante destacar ao Enfermeiro (a) e sua equipe de enfermagem, que de acordo com a resolução, caso tenha sido constatado que o profissional de enfermagem que requereu a desinterdição tenha falsificado as informações e embaraçado a fiscalização, este deverá responder a processo ético.
Sendo assim o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo alerta a todos os(as) Enfermeiros(as), principalmente os que são responsáveis técnicos e/ou possuem funções de gestão que atentem para Informar, de ofício, ao representante legal da empresa/instituição e ao Conselho Regional de Enfermagem (COREN) situações de infração à legislação da Enfermagem, para que não se tornem coautores de futuro apuração de ilícito ético/profissional.
Profissionais Enfermeiros(as), vamos denunciar ao Conselho Regional, mas também aos órgãos competentes toda e qualquer situação que coloque em risco a integridade dos profissionais de enfermagem e consequentemente da sociedade.
O SEESP possui um canal para denuncias no site, utilize-o e vamos juntos fortalecer a nossa categoria.
Quaisquer dúvidas, busquem auxilio e assistência no SEESP.
Clique aqui e veja a integra da resolução 565/2017.
Fonte: SEESP

Cultura e história na Sapucaí: conheça o Museu Nacional do Rio de Janeiro

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Neste ano, o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro enfeitou a avenida com homenagens aos 200 anos de uma das instituições mais importantes de história natural e antropológica da América Latina. A escola de samba Imperatriz Leopoldinense escolheu, como tema de sua apresentação, o Museu Nacional do Rio de Janeiro, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O enredo, intitulado Uma Noite Real no Museu Nacional, foi inspirado na mais antiga instituição científica do Brasil, criada em 1818. Até a proclamação da República, em 1889, o prédio onde fica o museu foi também a residência oficial da família imperial. Em 1938, o museu foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). De acordo com o Ministério da Cultura, além do museu em si, o acervo também conta com itens tombados: a Coleção Arqueológica Balbino de Freitas. A coleção reúne materiais construídos por populações que viveram na costa brasileira entre 8 mil anos atrás e o início da era cristã.
Desde sua criação, o Museu Nacional só cresceu e, hoje, o acervo é rico em quantidade e qualidade: são cerca de 20 milhões de itens de coleções conservadas e estudadas por diversos departamentos da UFRJ. A estrutura conta com: Horto Botânico; Biblioteca Central (com 470 mil obras); e Biblioteca Francisca Keller, que possui o mais completo acervo de literatura antropológica do País.
Foto: Arquivo/Museu Nacional UFRJ
Cultura e ciência na Sapucaí: conheça o Museu Nacional do Rio de Janeiro

Bicentenário

Em comemoração aos 200 anos da instituição, o museu deve ampliar sua estrutura física e aumentar o público que recebe, de 300 mil para um milhão de visitantes por ano.
A programação também será comemorativa. De acordo com o Ministério da Cultura, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) prepara um calendário de eventos ao longo do ano, com uma programação especial.

Quer conhecer?

Endereço: Quinta da Boa Vista, Bairro Imperial de São Cristóvão, Rio de Janeiro
Ingressos: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia)
Telefone: (21) 3938-1100/1123
Gratuidade: crianças até 5 anos e pessoas com deficiência (Entrada gratuita todos os dias a partir das 16h).
Fonte: Governo do Brasil, com informações do Ministério da Cultura, doMuseu Nacional/UFRJ e da Agência Brasil

Tuiuti, blocos de rua e um Carnaval que fica para a história

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O Carnaval nasceu da popularização do samba urbano no Rio de Janeiro, no início do século 20. O estilo musical surgiu da combinação das batidas dos cultos afro-brasileiros e foi criado pela população negra, principalmente baiana, saída há pouco da escravidão e que tomou como destino a então capital do país.
Por Wadson Ribeiro*
Sua composição é uma mistura de festa e agonia, que se digladiam de forma poética, como cantou a mineira Clara Nunes, “negro entoou, um canto de revolta pelos ares”. As letras, os cantos e as danças traduziam a dor e a revolta daqueles que queriam ter os seus direitos básicos garantidos e que eram negados pela elite branca.

O Carnaval de 2018 apresentou uma forte marca de politização, como há anos não se via. Dos desfiles na Marquês de Sapucaí aos milhares de blocos pelos quatro cantos do Brasil, foi comum os foliões entoarem palavras de ordem contra o presidente Temer e suas reformas regressivas, como a do trabalho e da Previdência. Foi também o carnaval que deu relevo a temas que tentam construir um país mais tolerante e garantidor dos direitos e das liberdades individuais.
No Rio de Janeiro, chamou a abordagem política que muitas escolas de samba fizeram. A Paraíso do Tuiuti e a Beija-Flor talvez tenham sido as que de forma mais clara expressaram suas visões sobre o momento atual do Brasil. Como alguém que admira as escolas de samba, confesso que quando vi a Tuiuti, uma escola pequena, entrar na avenida e desnudar a farsa do impeachment, suas manipulações, os “manifantoches” e nos mostrar pelas telas da Rede Globo como um país inteiro pode ser ludibriado pelos interesses de grandes grupos políticos e econômicos, fiquei emocionado.
Já a Beija-Flor depositou na conta da corrupção todas as mazelas do Brasil atual. Achei a abordagem da Tuiuti mais fidedigna, mas o que importa é que o tom da conscientização política se fez mais presente em todas as escolas. Felizmente, justiça foi feita, e as duas sagraram-se campeãs do Carnaval de 2018, ficando a Tuiuti em segundo lugar por apenas um décimo na pontuação. Se não levou o título no Rio, ganhou os corações e mentes do Brasil inteiro.
Em Belo Horizonte, a situação não foi diferente. Nos blocos que participei e nos outros que acompanhei pela imprensa, os famosos gritos de “Fora Temer” eram repetidamente ouvidos. Além de forte conotação política, o Carnaval da capital mineira vai se tornando um dos mais importantes do país. De acordo com pesquisas realizadas pelo Google, a cidade de Belo Horizonte já desponta como o segundo melhor Carnaval de rua do Brasil. Esse movimento crescente da folia nos últimos anos tem a ver com a necessidade das pessoas em ocupar todos os espaços públicos da cidade, do centro mais antigo e degradado aos pontos mais distantes. Este fenômeno exige que os governos estejam à altura da grandiosidade da festa. Aproveitar as possibilidades e cumprir com suas responsabilidades. Ainda é precário o sistema de transporte, como o metrô e os ônibus. O trajeto de alguns blocos não foram respeitados pelos órgãos públicos, o que não garante a segurança aos foliões.
Campanhas, como “Não é não”, chamaram a atenção para a necessidade de se combater o assédio contra mulheres. Mesmo que ainda exista, uma prática que era corriqueira em outros carnavais, como mulheres sendo literalmente laçadas e violentadas de todas as maneiras, foi mais combatida e vigiada. Os ataques homofóbicos também foram duramente combatidos por campanhas publicitárias e pelos blocos em geral.
Enfim, o ambiente político conturbado que o Brasil vive fez com que esse Carnaval fosse marcado por um viés político digno dos grandes momentos de nossa história. As ruas dos blocos são as mesmas ruas do Brasil real, que hoje não garante segurança para as pessoas, que abriga 13 milhões de desempregados, que sofre com a corrupção, que pena com o fim das políticas sociais, que entrega nossa soberania, que retira direitos conquistados, que tenta roubar nossos sonhos. O Carnaval é a prova de que o nosso povo existe, é gigante e que pode despertar. Como diria um outro mineiro, Milton Nascimento, “tenha fé no nosso povo que ele insiste”.
*Wadson Ribeiro é presidente do PCdoB-MG, secretário de Estado. Foi presidente da UNE e deputado federal por Minas Gerais

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

HOJE E AMANHÃ (12 e 13/02) ESTAREI EM BAÍA FORMOSA/RN CLICANDO OS ÚLTIMOS DIAS DO BF FOLIA 2018! FIQUEM ATENTOS!


HOJE E AMANHÃ (12 e 13/02) ESTAREMOS EM BAÍA FORMOSA/RN CLICANDO OS ÚLTIMOS DIAS DO BF FOLIA 2018! FIQUEM ATENTOS!

"Baía Formosa, litoral sul potiguar, não formosa só no nome e sim belas belíssimas praias, lagoas, hotéis/pousadas, rios e um POVO HOSPITALEIROS.  Sem contar com a cidade do SURF Brasileiro!

Vários restaurantes, bares, entre outros atrativos! Vai a BF? Visite a Barraca de Dona Eliane, localizada na Praia de Bacupari e o Hotel CHALÉ MAR HOTEL POUSADA: EndereçoVia Costeira - s/n, Baía Formosa - RN, 59194-000 - Telefone(84) 3244-2222.

 CHALEMAR HOTEL POUSADA - BAÍA FORMOSA/RN

Chalemar Hotel Pousada

Via Costeira, s/n - Baia Formosa/RN
Fone: (84) 3244-2222 Fax: (84) 3244-2220
chalemar@chalemar.com.br

Blocos estudantis ocupam as ruas do Brasil com festa e resistência

por Renata Bars.
Em Pernambuco, Salvador, Amazonas e São Paulo estudantes vão unir militância e carnaval
O carnaval é tempo de festa e também de resistência. Por isso, diversos blocos estudantis vão ocupar os espaços públicos, ruas e avenidas com alegria, irreverência e pautas importantes para a construção de um Brasil melhor para todos e todas.
Em Pernambuco, terra famosa pelo seu carnaval de rua, o bloco “Seu Cuca é Nóis” há 14 anos faz da festa um ato político, popular e comprometido com a luta estudantil e dos trabalhadores. Questões como aumento de tarifa e a luta contra o machismo já foram levantadas pelo bloco.
O tradicional desfile vai sair novamente em 2018 e tomará as ladeiras de Olinda na segunda-feira (12). A concentração será a partir das 14h, em frente à Biblioteca Pública da cidade.
“O Bolinho de Estudante é um movimento das entidades estudantis baianas que pretende estar presente nas principais manifestações populares do estado. A ideia é levantar a bandeira do respeito, do amor, do carnaval sem machismo, sem lgbtfobia, sem racismo. Vivemos momentos de muitos ataques à nossa democracia e a juventude precisa estar presente e pautar as mudanças que queremos para nosso país”, falou o presidente da União dos Estudantes da Bahia (UEB), Natan Ferreira.
Este ano, o desfile do Bolinho será à fantasia. Durante o percurso um trio elétrico vai garantir a animação dos estudantes.
No Amazonas, a primeira edição do Bloco dos Estudantes vai acontecer no sábado (17) a partir das 14h na Rua Simon Bolivar, no centro de Manaus, em frente à Praça da Saudade.
Com o tema ”Lá vem 2 na moto”, o objetivo é pedir mais segurança pública  e denunciar a insegurança que constantemente assola o estado.
”Existem várias formas de denunciar os descasos que acontecem no nosso estado e uma delas é a cultura, através da música, da arte… Por isso, os estudantes amazonenses vão colocar o bloco na rua para denunciar não só a falta de segurança, mas também a falta de investimento na educação e na cultura”, explicou o diretor de comunicação da UEE-AM, Ernan Passos.

SERVIÇO


Olinda
Bloco Seu Cuca é Nóis 
Quando? Segunda-feira (12) a partir das 14h.
Onde? Em frente a Biblioteca Municipal em Olinda (PE).

Manaus
Bloco dos Estudantes
Quando? Sábado (17) a partir das 14h
Onde? Rua Simon Bolivar, Centro, em frente à Praça da Saudade

Fonte: UNE

Escola de samba coloca Temer vampiro e manifantoches na Sapucaí. Mitou

Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM

domingo, 11 de fevereiro de 2018

A Banda Bonde do Brasil será atração no Carnaval 2018 em Baía Formosa, RN; veja as outras atrações

Divulgação
VNT - O Carnaval 2018 em Baía Formosa, no Litoral Sul do Rio Grande do Norte, atrações como; Bonde do Brasil,  Walkyria Santos, Douglas Pegador e Giannini Alecar e muito mais estarão no palco.  Os shows acontecem de 10 a 13 de fevereiro a partir das 22h na praça de eventos. 

Outras atrações estarão animando os foliões nos trios elétricos. Veja a programação completa:

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Carnaval está chegando! Conheça os destinos mais procurados para as festas de 2018


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Rio de Janeiro

Arquivo/ Agência Brasil
O Carnaval é uma das datas mais importantes para o turismo do Brasil. De acordo com o Ministério do Turismo (Mtur), neste ano, a festa deve registrar recorde de movimentação, com 400 mil turistas estrangeiros, que se juntarão aos 10,6 milhões de brasileiros que viajarão no período. A expectativa é que sejam injetados 11,14 bilhões na economia do País. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) acredita que as festas do próximo final de semana atinjam 95% de ocupação em vários estados.
Conheça os destinos mais procurados:

Salvador

Arquivo/ Prefeitura
Carnaval com blocos de rua é tradição do estado

Na capital do axé, são sete circuitos oficiais: Dodô (Barra/Ondina), Osmar (Campo Grande), Batatinha (Centro Histórico), Riachão (Garcia/Campo Grande), Sérgio Bezerra (Barra), Orlando Tapajós (Ondina/Barra) e Mestre Bimba (Nordeste de Amaralina).

Pernambuco

Secult/ PE
Os principais polos carnavalescos são o Centro Histórico do Recife e o Centro Histórico de Olinda

Em Recife, são mais de duas mil apresentações distribuídas em 63 Polos Carnavalescos. Destes, quatro são dedicados às crianças.

Belo Horizonte

Divulgação/ Prefeitura
Prefeitura de Belo Horizonte já divulgou programação do feriado na cidade

A programação da festa na capital mineira conta com nove palcos, em mais de 100 horas de música. Dois dos palcos serão focados na programação infantil.

São Paulo

Arquivo/ Agência Brasil
O samba também toma conta do carnaval em São Paulo

Além do tradicional desfile das escolas de Samba, Pirituba recebe palco fixo do carnaval de rua durante os dias 10 e 11 de fevereiro. Já o Vale do Anhangabaú terá atração no palco principal todos os dias.