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sexta-feira, 30 de março de 2018

Duas semanas da morte de Marielle e o que temos até agora é o mesmo de quando um negro é morto na favela

Marielle Franco. Foto: Wikimedia Commons
POR ÉRICO BRÁS, ator e conselheiro do Fundo de População das Nações Unidas, agência da ONU especializada em temas de demografia, juventude e saúde sexual e reprodutiva
Já se passaram duas semanas desde o assassinato da deputada Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes e até agora a polícia emitiu um parecer oficial sobre a investigação. No dia 26 de maio, Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) ligados a questões de direitos humanos e de gênero, fizeram um comunicado pedindo investigação rápida e imparcial dos crimes. “O assassinato de Marielle é alarmante, já que ele tem o objetivo de intimidar todos aqueles que lutam por direitos humanos e pelo Estado de direito no Brasil”, disseram os relatores.
Quem se lembra de ter visto no país tamanha comoção pela morte de uma mulher negra favelada? Certamente os executores e mandantes do assassinato não esperavam tamanha repercussão na mídia e reação da sociedade. Mas, com a demora na investigação e o silêncio da polícia, aos poucos a rotina esmagadora vai tirando a notícia da primeira página dos jornais, naturalizando algo que jamais deveria ser aceito.
Crimes contras pretos, pobres e favelados costumam mesmo passar despercebidos. Para mais da metade da população brasileira, a morte violenta de um jovem negro choca menos do que a de um jovem branco, segundo pesquisa realizada pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e pelo Senado Federal.
Marielle morreu porque defendia os pobres negros e favelados. Os mesmos que entram no estereótipo de quando se define quem é bandido. Os mesmos que lotam as cadeias e são mortos nas ruas todo dia. Nascer negro e pobre no Brasil é quase sentença de morte: 77% dos jovens que morrem no país são negros que vivem em comunidades.
Dos 10% dos indivíduos com mais chances de serem vítimas de homicídios a maioria (78,9%) é negra. De cada mil adolescentes brasileiros, quatro serão assassinados antes de completar 19 anos.
Se o cenário não mudar, 43 mil brasileiros entre os 12 e os 18 anos serão mortos de 2015 a 2021, três vezes mais negros do que brancos, segundo dados do Fundo das Nações Unidas (Unicef). Todos os anos são assassinadas no país 30 mil pessoas, 23 mil são jovens negros. A cada 23 minutos, um jovem negro morre no país. São números de guerra. São números de um genocídio.
O Negro quando não morre é preso. Quando não é preso, é sentenciado pelo descaso. No Brasil a polícia costuma escolher os suspeitos a partir de uma filtragem racial, com base exclusivamente na cor da pele. Não por acaso 85% dos homens presos são negros.
A relação entre o recorte racial e a violência no Brasil atinge também o sexo feminino. Enquanto a mortalidade de não-negras caiu 7,4% entre 2005 e 2015, entre as mulheres negras o índice subiu 22%. Preconceitos aumentam a discriminação racial, fazendo com que os negros sejam as principais vítimas.
Esses números só serão revertidos quando estado e sociedade se comprometerem com o fim do racismo. Mais do que intervenção policial, é preciso trabalhar por programas sociais, por educação pública de qualidade, por políticas de integração. É preciso incluir jovens negros na agenda do desenvolvimento sustentável. Isso tem a ver diretamente com o futuro do Brasil. Afinal, que futuro queremos para o país se estamos matando jovens e enchendo as cadeias de homens negros?
Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM

“A decisão dá a expectativa de que podemos resistir”, diz professor da UFBA sobre liberação da disciplina do golpe

Carlos Zacarias: “O juiz demonstrou que mais grave do que permitir que essa disciplina exista seria interceder na autonomia da universidade, cerceando debate, a livre expressão de pensamento e a livre circulação de ideias” – Foto: Reprodução/Facebook
Juiz indeferiu pedido de liminar feito pelo vereador Alexandre Aleluia (DEM), que tentou proibir o curso criado por Carlos Zacarias na Universidade Federal da Bahia;
“Uma decisão de grande importância. Estávamos preocupados, embora confiantes, principalmente diante desse quadro, que é muito preocupante no Brasil. A suspensão da disciplina abriria um grave precedente na instituição, porque seria uma decisão contra o artigo 207 da Constituição Brasileira, que diz que a universidade goza de autonomia científica, didática e pedagógica”. Foi dessa forma que o professor Carlos Zacarias de Sena Júnior, do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Bahia (UFBA), reagiu à notícia de que o juiz Iran Esmeraldo Leite indeferiu liminar pedida pelo vereador Alexandre Aleluia, líder do DEM na Câmara Municipal de Salvador, que tentou impedir a criação da disciplina “Tópicos Especiais em História: o golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, criada por Zacarias. O professor chegou, inclusive, a ser convocado a prestar esclarecimentos na Justiça.
Fórum – O Ministério Público indeferiu liminar pedida pelo vereador Alexandre Aleluia, líder do DEM na Câmara Municipal de Salvador, que queria impedir a criação da disciplina “Tópicos Especiais em História: o golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, proposta pelo senhor. Como observou essa vitória da autônima da universidade?
Carlos Zacarias – A liminar pedida pelo vereador Alexandre Aleluia é uma demonstração de que ele não conhece a universidade, não sabe como funciona, que ele não tem apreço pela democracia, porque tentou cercear, porque tentou censurar uma disciplina criada dentro da normalidade da instituição, como o juiz reconheceu e expressou em sua decisão. Há outra ação movida contra nós, por parte de grupos de extrema direita, e nós vamos responder, assim que a Justiça pedir a nós esclarecimentos. Vimos com muita preocupação, porque não é habitual que professores da universidade quando oferecem disciplinas sejam interpelados por quem quer que seja sobre o motivo de oferecer essa disciplina. Quando as disciplinas são oferecidas, os professores estão desenvolvendo pesquisas, desenvolvendo reflexões, estão dialogando com seus pares sobre a oferta dessa disciplina. Então, a disciplina que ofertamos cumpriu todos os trâmites da universidade. Para surpresa nossa, o vereador entrou com essa ação. Felizmente, a Justiça reconheceu que a universidade tem autonomia para decidir sobre isso. O juiz, na sua decisão, demonstrou que mais grave do que permitir que essa disciplina exista seria interceder na autonomia da universidade, cerceando debate, a livre expressão de pensamento e a livre circulação de ideias, que é o que a universidade faz e é como ela funciona.
Fórum – Durante o processo, o senhor foi intimado a prestar esclarecimentos à Justiça. Chegou a depor?
Carlos Zacarias – Eu fui intimado a prestar declarações, mas a intimação não pressupunha que eu fosse lá. Podíamos até ter solicitado falar diretamente com o juiz, mas optamos por fazer essa manifestação por escrito. Eu me reuni com advogados, recebi muitas ofertas de escritórios de advocacia e de advogados, que, individualmente, se dispuseram a me defender, de entidades que se colocaram à disposição para defender a mim e a universidade, defender a democracia. Eu aceitei a oferta de um escritório de advocacia, que existe em Salvador há muitos anos, e defende muitos sindicatos. Um dos advogados já era um velho conhecido meu, o dr. Mauro Menezes. Esse escritório me defendeu e fez junto comigo a representação solicitada pelo juiz. Nós protocolamos isso na sexta-feira (23), dia que se encerrava o prazo, e ontem (28) o juiz deu essa manifestação contrária à liminar solicitada pelo vereador do DEM.
Fórum – O que o vereador Aleluia alegava para pleitear na Justiça a proibição da disciplina e quais foram seus contra-argumentos?

Carlos Zacarias – O que o vereador alegava na sua tentativa de proibir a disciplina é que ela fazia proselitismo partidário, que atendia interesses que não os públicos, interesses de grupos privados, tudo aquilo que a gente tem visto aí pelas ruas, que é uma parte da narrativa que se constituiu no Brasil desde o golpe de 2016. Ou seja, a ideia de que nós não podemos dizer que foi golpe ou não podemos lutar contra o golpe. É uma ideia equivocada, que diz que nós todos pensamos igual em relação ao que foram os governos do PT. É uma ideia que diz que todos nós temos a mesma avaliação do que foi a experiência do PT no governo, que é falsa. O que nos unifica todos hoje é que, independentemente das nossas diferenças de avaliação do que foi o governo do PT, uma presidente eleita com 54 milhões de votos não podia ser destituída do cargo da forma como foi, sem que nada se provasse contra ela. Os argumentos do vereador Alexandre Aleluia, que não moveu a ação como vereador, mas como cidadão, o que é um direito dele, destoam completamente da democracia como a gente a concebe. Os nossos contra-argumentos foram alegando os trâmites pelos quais a disciplina passou, o fato de que essa disciplina foi chancelada no âmbito do departamento, do colegiado, da congregação da minha universidade. Nós juntamos aos nossos argumentos diversas moções de entidades, como a ANPUH Brasil (Associação Nacional de História). Havia muitas outras manifestações que nós optamos por não juntar, houve uma inflação de manifestações, o que demonstra que há ampla resistência contra o golpe, mas nós optamos por não anexar, pois não achamos que seria o momento, que seria necessário. Nosso argumento foi que a universidade tramitou por onde tinha que tramitar e a universidade estava acobertada e protegida pelo que está escrito no artigo 207 da Constituição Brasileira, que ainda não foi revogada, que diz que a universidade goza de autonomia científica, didática e pedagógica e que é no âmbito da universidade que essas questões todas se decidem. Esses foram nossos argumentos principais, entre outros tantos que nós elencamos e o juiz felizmente acatou.
Fórum – Em um momento tão agudo do país, com manifestações de ódio, violência e intolerância, isso reafirma a importância da disciplina sobre o golpe de 2016 na universidade?
Carlos Zacarias – A decisão é de grande importância. Estávamos preocupados, embora confiantes, com a decisão do dr. Iran Esmeraldo Leite. Diante desse quadro, que é muito preocupante no Brasil, nós temíamos pelo pior. A suspensão da disciplina abriria um grave precedente na instituição, porque seria uma decisão contra o artigo 207, contra a autonomia universitária. E diante do quadro que a gente está vivendo, especialmente nesta semana, quando vimos essas manifestações que são absolutamente preocupantes, manifestações de extrema gravidade contra uma caravana de pessoas que estavam no Sul do país, acompanhando o ex-presidente Lula, culminando com o fato ocorrido na terça-feira (27), no Paraná, quando tiros foram disparados contra os ônibus. Isso é muito grave. Isso deve preocupar a nós todos, os democratas, aqueles que esperam e defendem e querem muito viver em um país onde a liberdade que nós conquistamos com muita luta, desde o fim da ditadura, seja preservada, seja mantida. Então, esses fatos, desde o assassinato de Marielle Franco e o motorista Anderson, desde a intervenção federal no Rio de Janeiro e que nesta semana culminou com os tiros disparados contra a caravana do presidente são muito preocupantes, muito graves e devem merecer, de todos nós, que somos do campo progressista, um repúdio total peremptório, sem nenhum tipo de hesitação. Então, essa decisão nos dá um alívio, dá a expectativa de que nós podemos resistir, representar as nossas posições e que podemos permanecer defendendo a democracia. A decisão do juiz veio ao encontro de nossas expectativas, embora estivéssemos apreensivos. O importante é que diante de tudo que estamos passando, nós ainda podemos resistir e em alguma medida a Justiça também pode prevalecer contra todo o tipo de arbítrio que tem se instalado no país.
Fonte: REVISTA FÓRUM

O nazifascismo entre nó


Por Altair Freitas*
Como todos sabem, o capitalismo vive uma crise prolongada, já chegando a uma década e sem soluções avançadas, progressistas, o caldo de cultura para a retomada do nazifascismo ganha muita força, especialmente na Europa. E no Brasil!

A base social do fascismo – independente do tempo e espaço – é composta por setores da classe média e segmentos das forças militares/policiais que enxergam na crise do capitalismo – e nas lutas populares – o risco de deixarem essa posição intermediária e, pior, de jamais se tornarem classe dominante. É dessa base social que brotam movimentos de extrema direita, propagadores do irracionalismo, de um patriotismo tosco, oco e chauvinista, da violência física, mentiras e difamações contra adversários políticos, da demagogia e hipocrisia, racismo e ódio contra a esquerda, em especial contra os comunistas. A depender da repercussão na sociedade, movimentos fascistas recebem apoio político de grandes grupos empresariais interessados em evitar a qualquer custo grandes transformações sociais a favor da massa trabalhadora. Aconteceu nos anos 20 e 30 na Europa, aconteceu aqui no passado e volta a ocorrer nos nossos dias.

O que vemos no Brasil dos últimos anos não é novo nem inédito por aqui. Tivemos dois grandes surtos fascistizantes: nos anos 30, a partir da criação da Ação Integralista Brasileira (AIB), dissolvida em 1938, e no início dos anos 60. O primeiro resultou na Ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas (1937-45). O segundo originou a Ditadura Militar (1964-85). Aonde vamos parar com essa nova onda fascistizante que assola o Brasil?

Nos últimos dias nossa atenção voltou-se para as manifestações violentas da extrema direita no sul do Brasil atingindo a caravana do ex-presidente Lula. Para quem fica espantado com o grau de reacionarismo de parte da população do Sul do Brasil, é bom saber que a maior seção do Partido Nazista fora da Alemanha nos anos 30 era lá, especialmente entre Santa Catarina e Paraná junto às colônias de imigrantes alemães que começaram a ocupar a região no final do século XIX O nazismo foi particularmente forte entre famílias de pequenos e médios agricultores ciosos da sacrossanta propriedade sobre a terra. Na Alemanha e aqui.

Depois da 2° Guerra houve um forte fluxo de criminosos nazistas rumo à América do Sul e para o Sul brasileiro aonde seguiram disseminando ódio e preconceitos de todo tipo. Parte razoável dos neonazistas do Sul de hoje é neta/bisneta desse tipo de gente. A ideologia nazifascista está impregnada em alguns setores da sociedade brasileira, mesmo que não se deem conta disso. Mas muitos não apenas se dão conta como se reafirmam como neonazistas.
Segundo uma pesquisa realizada em 2013 pela antropóloga Adriana Dias, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Santa Catarina tem cerca de quarenta e cinco mil neonazistas assumidos. Junto com Paraná e Rio Grande do Sul, são cerca de cem mil adeptos das ideias hitleristas. São Paulo tem cerca de trinta mil simpatizantes. Novamente, insisto, a grande concentração desse pensamento no Sul tem suas raízes fincadas muito forte na ação aberta dos agentes de Hitler nos anos 30 e de criminosos de guerra que trafegaram livremente no Cone-Sul, muitas vezes com apoio e proteção de governos latino-americanos. Vale a pena a leitura do livro “Nazistas entre nós – a trajetória de oficiais de Hitler depois da guerra” do historiador da USP Marcos Guterman.
Às forças democráticas e progressistas é imprescindível evitar qualquer tipo de subestimação sobre o crescimento do nazifascismo e suas manifestações cada dia mais abertas e ousadas. Evitar a subestimação e combater o bom combate da luta de ideias em todos os campos e lugares. Somar forças para vencer as batalhas políticas em curso para reposicionar o Brasil no rumo do desenvolvimento nacional, é fundamental para tirar o país da crise. Derrotar o governo golpista e seus aliados, revogar as reformas nefastas de Temer e impulsionar a industrialização para gerar crescimento econômico, emprego, renda e retomar a soberania nacional aviltada. A crise é o que alimenta o ódio, o preconceito e o neonazismo. O Brasil não merece ficar a mercê dessas forças.
 *Altair Freitas é professor e secretário executivo da Escola Nacional de Formação do PCdoB.

Hoje é Sexta-feira da Paixão


Sexta-feira da Paixão ou Sexta-feira santa é um feriado religioso comemorado pelos cristãos, simbolizando o dia da morte de Jesus Cristo, e faz parte das festividades da Páscoa, que simboliza a ressurreição do Messias.
A sexta-feira da Paixão é considerada uma data móvel, ou seja, não possui um dia específico para ser comemorado anualmente. Por regra, deve ser celebrada na sexta-feira que precede o domingo de Páscoa.
De acordo com a tradição, para se definir o dia em que é celebrada a sexta-feira santa, considera-se a primeira sexta-feira de lua cheia após o equinócio de primavera (no Hemisfério Norte) ou equinócio de outono (no Hemisfério Sul). Neste caso, a sexta-feira da Paixão pode ocorrer entre os dias 22 de março e 25 de abril.
Após a definição da data da sexta-feira santa, outras comemorações são estabelecidas, como o domingo de Páscoa, a quarta-feira de Cinzas (primeiro dia da Quaresma) e o Carnaval.
De acordo com o cristianismo, a Sexta Feira Santa é um de reflexão sobre o sacrifício de Jesus na cruz. Para os católicos, tradicionalmente, a sexta-feira da Paixão é um dia de rituais e penitências, como o jejum ou a abstinências de prazeres mundanos.
É comum ver reconstituições, encenações, homenagens e outras formas de representações artísticas de como teriam sido os últimos momentos de vida de Jesus Cristo, seu julgamento, crucificação e ressurreição do “mundo dos mortos”.
Fonte: BRASIL CULTURA

quinta-feira, 29 de março de 2018

Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP)

Acervo Iphan

Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) tem atuação nacional e sua missão consiste na pesquisa, documentação, difusão e execução de políticas públicas de preservação e valorização dos mais diversos processos e expressões da cultura popular. Sua estrutura abriga: o Museu de Folclore Edison Carneiro, a Biblioteca Amadeu Amaral e os setores de Pesquisa e de Difusão Cultural, além da área administrativa. 
Criado em 1958 e vinculado ao Iphan desde 2003, o Centro atua em diferentes perspectivas com o objetivo de atender as demandas sociais que se colocam no campo da cultura popular. Entre suas principais ações destacam-se os projetos de fomento da cultura popular, desenvolvidos pelo Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural (Promoart) e Sala do Artista Popular (SAP); programas de estímulo à pesquisa, como o Concurso Sílvio Romero de monografias, o Etnodoc (edital de filmes etnográficos), o Dedo de Prosa (fórum de debates) e o Projeto Memórias dos Estudos de Folclore.
Na área de difusão e formação de público, destacam-se o programa de exposições, o programa educativo, o Curso Livre de Folclore e Cultura Popular e os programas de edições e intercâmbio. E na área de documentação, o tratamento, atualização e disponibilização dos acervos museológico (14 mil objetos – MFEC), bibliográfico e sonoro-visual (300 mil documentos – BAA), parte deles disponibilizada em suas coleções digitais.
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Patrimônio Cultural

Acervo Iphan

Constituição Federal de 1988, em seu Artigo 216, ampliou o conceito de patrimônio estabelecido pelo Decreto-lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, substituindo a nominação Patrimônio Histórico e Artístico, por Patrimônio Cultural Brasileiro. Essa alteração incorporou o conceito de referência cultural e a definição dos bens passíveis de reconhecimento, sobretudo os de caráter imaterial. A Constituição estabelece ainda a parceria entre o poder público e as comunidades para a promoção e proteção do Patrimônio Cultural Brasileiro, no entanto mantém a gestão do patrimônio e da documentação relativa aos bens sob responsabilidade da administração pública.
Enquanto o Decreto de 1937 estabelece como patrimônio “o conjunto de bens móveis e imóveis existentes no País e cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico”, o Artigo 216 da Constituição conceitua patrimônio cultural como sendo os bens “de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira”. 
Nessa redefinição promovida pela Constituição, estão as formas de expressão; os modos de criar, fazer e viver; as criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
O Iphan zela pelo cumprimento dos marcos legais, efetivando a gestão do Patrimônio Cultural Brasileiro e dos bens reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio da Humanidade. Pioneiro na preservação do patrimônio na América Latina, o Instituto possui um vasto conhecimento acumulado ao longo de décadas e tornou-se referência para instituições assemelhadas de países de passado colonial, mantendo ativa cooperação internacional. 
Nesse contexto, o Iphan constrói em parceria com os governos estaduais o Sistema Nacional do Patrimônio Cultural, com uma proposta de avanço disseminada de maneira contínua para os estados e municípios em três eixos: coordenação (definição de instância(s) coordenadora(s) para garantir ações articuladas e mais efetivas); regulação (conceituações comuns, princípios e regras gerais de ação); e fomento (incentivos direcionados principalmente para o fortalecimento institucional, estruturação de sistema de informação de âmbito nacional, fortalecer ações coordenadas em projetos específicos). 
Trabalhando com esses conceitos e visando facilitar o acesso ao conhecimento dos bens nacionais, a gestão do patrimônio é efetivada segundo as características de cada grupo: Patrimônio Material, Patrimônio Imaterial, Patrimônio Arqueológico e Patrimônio Mundial.
Fonte: http://portal.iphan.gov.br

Reggae Romântico 2017 - Só As Tops de Fevereiro

O Melhor do Reggae Internacional

Marielle: As Operações de Mídia

O necropoder ataca a potência, por isso os mesmo heróis celebrados pela mídia são os elementos matáveis para o Estado

A comoção gigantesca por Marielle, um fenômeno nas redes e nas ruas, para além dos que partilhavam de suas lutas, viralizou e se globalizou levando junto valores que hoje vão na contramão do retrocesso político que vivemos.
A reação das mídias corporativas foi imediata: Fantástico, o RJ TV, o Jornal Nacional novelizaram a execução de Marielle Franco, e fizeram um perfil humano e digno de sua vida, nos apresentando sua família, sua filha, sua mulher embalados para aquele consumo anestesiante, como fizeram com vários outros personagens políticos, inclusive com uma parte da indignação de 2013 que foi canalizada para o golpe de 2016. Mas as coisas são mais complexas que isso e é possível mesmo celebrar a posição da Globo à esquerda da direita!
O Fantástico e a cobertura massiva de um assassinato político faz o que é possível para colar o carisma de Marielle, sua cara iluminada, seu sorriso lindo, de jovem negra vitoriosa vinda da favela contra o poder de morte do Estado, aos arquétipos de sua teledramaturgia.
O capitalismo trabalha com a potência, se apropria da potência. Sempre tivemos uma bipolaridade no tratamento que a Globo dá as questões de comportamento e do imaginário e as questões do embate econômico-político.
São liberais no comportamento (homoafetividade, comportamentos disruptivos da juventude, afropunk, cultura trans, a potência ligada aos desejos) , e traduzem isso como a “periferia legal”, o “novo”, o hype, etc.
A esquizofrenia e perversão é que os mesmo sujeitos do discurso e da potência, transformados em personagens de um multiculturalismo não problemático, são os “elementos suspeitos” e matáveis para o Estado, a polícia e o exército, e recebem respaldo da mídia.
A negra linda e descolada, as marielles politizadas, as minas pretas com seus cabelos coloridos, o jovem hype da periferia, eles são os mesmos que são matáveis! Essa “dissociação” é perversa! Dissociação cognitiva, política, uma operação de mídia e de linguagem.
Temos sim que celebrar a posição da Globo contra a difamação, as fakenews, o discurso de ódio e a apresentação pedagógica da cartilha dos direitos humanos para um contingente que faz apologia da barbárie.

Ou seja, não adianta achar que o PSOL não deveria colaborar com a Globo, e nem que suas lideranças não deveriam aparecer no Fantástico! Seria desinteligente! Ainda mais com a audiência gigantesca que tiveram. Pois sabem vocalizar a potência dos corpos e do imaginário.
Vamos aprender com a Globo, com a publicidade, com Hollywood, a tal da disputa das narrativas.
Nossas lutas e corpos são a matéria dos sonhos, sã a matéria do imaginário, é isso que os novos movimentos políticos e pops podem buscar. Esse é o novo ativismo que passa pela comoção e pelos afetos potentes, pela renovação da linguagem. É isso que vejo na Mídia Ninja, nos coletivos de arte e urbanismo, que podemos ver em uma campanha como a de Boulos/Guajajara, na cara dos cotistas dentro das universidades, no funk, no hip hop, no jongo, nas culturas explosivas e disruptivas etc. Potência dos corpos que sofrem o poder e transformam as forças mais hostis em potência.
Na mídia, a distorção vem depois. Dissociada, mais uma vez: Ao final da edição, do Fantástico, do Bom Dia Brasil, do RJ TV, do Jornal Nacional desta segunda, finalizam com matérias redentoras dos bilhões do governo Temer para a Intervenção no Rio, que “serão tirados de outras áreas”, de que áreas, com as universidades, a saúde, congelada por decreto de 20 anos? Projeto de eleição, de poder, de sujeição.
Acende-se uma vela ao imaginário contemporâneo das lutas e ao necropoder, o poder de morte do Estado brasileiro, conectando Marielle a uma operação que combatia: a intervenção militar no Rio de Janeiro.
Ou seja, a denúncia de Marielle de possíveis crimes cometidos por policiais, sua posição crítica diante da Intervenção militar no Rio, se conectam com uma solução mágica: mais recursos para a própria intervenção! Mais recursos para o necropoder!
A morte de Marielle está em disputa por muitas lutas! Os conservadores, liberais a extrema-direita, a Globo, etc, todos querem surfar nesse acontecimento que desequilibra, pela sua brutalidade as narrativas pré-eleições.
Mas também, o que prova sua morte? Que chegou um ponto sem retorno para avançar nos movimentos pela consolidação dos direitos humanos no Brasil, os movimentos contra o racismo, machismo, o genocídio dos jovens negros das periferias, contra esse mesmo necropoder que a matou. #mariellepresente

Fonte: Mídia Ninja

Programação do 8ºEME reflete desafios das mulheres nas ruas e universidades

por Cristiane Tada
Serão três dias com mesas de discussão, convidadas especiais, nove arenas feministas de debate, e uma plenária final
Raça, classe, violência, trabalho, saúde, gênero, política e educação são alguns dos assuntos que mais de 3 mil estudantes esperadas para o 8º Encontro de Mulheres Estudantes da UNE vão abraçar durante os três dias de encontro.
Sob um território livre de machismo que vai ocupar a Universidade Federal de Juiz de Fora de 30 de Março a 1 de Abril as mulheres estudantes terão espaço de voz e reflexão sobre seus desafios cotidianos e formas de organização de resistência. 
O tema desta edição Mulheres em Movimento: A Resistência feminista nas universidades e nas ruasvai se desdobrar em três mesas de discussão, nove arenas feministas de debate, e uma plenária final no último dia que deve aprovar uma Carta que vai marcar os 15 anos de Diretoria de Mulheres da UNE.
O time de convidadas está especial. Já estão confirmadas as presenças da representante da Coordenação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras por Direitos (MND) Eliane Moura, a rapper  Preta Rara, a representante da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) Nalu Faria, a deputada estadual pelo Rio Grande do Sul e candidata à presidência, Manuela d’Avila, a jornalista e youtuber Tia Má e a representante da Central única dos Trabalhadores (CUT), Juliane Furno.
Se liga na programação:

PROGRAMAÇÃO DO 8º EME DA UNE

PROGRAMAÇÃO DO 8º EME DA UNE
SEXTA – 30/03
19h – Abertura do 8º EME da UNE e Homenagem à Marielle Franco
22h30 – Show das Guerreiras de Clara
SÁBADO– 31/03
Oficinas Autogestionadas/Mostra
8h30 Científica/Montagem Exposições
10h Mesa Mulheres em movimento: A resistência feminista nas universidades e nas ruas
14h Roda Viva: Resistência Feminista frente ao golpe e ao avanço neoliberal conservador.
16h Arenas Feministas
Arena 1 – Raça, classe e gênero: os desafios na construção de um feminismo antirracista e anticapitalista;
Arena 2 – Universidade e Mundo do Trabalho: divisão sexual do trabalho, desigualdade salarial e economia feminista;
Arena 3 – Em defesa do SUS: saúde para todas!
Arena 4 –Soberania nacional: do campo à cidade;
Arena 5 – Violência contra as mulheres e segurança pública;
Arena 6 – Os desafios para a permanência das mulheres nas universidades: assistência estudantil, creche universitária e segurança no campus;
Arena 7 – A cultura feminista transformando as ruas e a universidade;
Arena 8 – Mulheres por uma educação emancipadora!;
Arena 9 – Mudar a política para mudar a vida das mulheres!
20h – Mesa de debate Mulheres LBTs em Movimento
21h – Mesa de debate Mulheres Negras em Movimento
22h – Cultural Feminista com Preta Rara, Rebu Bloco, Marias Bonita, Laura Conceição, Tata Dellon, Thaina Kriya e Amanda Messias
DOMINGO – 1/04
9h – EME da UNE: A contribuição da UNE para o fortalecimento da luta feminista no Brasil.
10h30 Plenária Final e Lançamento da Campanha da UNE Feminista

Fonte: UNE

CULTURA: Dilma sobre Padilha: mentiroso, golpista, farsante, ilusionista e pusilânime

Filme.jpg
Farsa começou no livro do filho da Míriam Leitão sobre o Moro (Reprodução: DCM)
​É o cineasta-publicitário do fascismo latente no Brasil
Conversa Afiada reproduz serena análise da Presidenta Dilma Rousseff sobre o filme que ganhou as primeiras páginas do PiG nesse domingo:

O mecanismo de José Padilha para assassinar reputações


Cineasta propaga “fake news" na série de TV lançada pela Netflix. Dilma desmascara as mentiras
Nota de esclarecimento

O país continua vivo, apesar dos ilusionistas, dos vendedores de ódio e dos golpistas de plantão. Agora, a narrativa pró-Golpe de 2016 ganha novas cores, numa visão distorcida da história, com tons típicos do fascismo latente no país. 
A propósito de contar a história da Lava-Jato, numa série “baseada em fatos reais”, o cineasta José Padilha incorre na distorção da realidade e na propagação de mentiras de toda sorte para atacar a mim e ao presidente Lula.
A série “O Mecanismo”, na Netflix, é mentirosa e dissimulada. O diretor inventa fatos. Não reproduz “fake news”. Ele próprio tornou-se um criador de notícias falsas. 
O cineasta trata o escândalo do Banestado, cujo doleiro-delator era Alberto Yousseff, numa linha de tempo alternativa. Ora, se a série é “baseada em fatos reais”, no mínimo é preciso se ater ao tempo em que os fatos ocorreram. O caso Banestado não começou em 2003, como está na série, mas em 1996, em pleno governo FHC.
Sobre mim, o diretor de cinema usa as mesmas tintas de parte da imprensa brasileira para praticar assassinato de reputações, vertendo mentiras na série de TV, algumas que nem mesmo parte da grande mídia nacional teve coragem de insinuar.
Youssef jamais teve participação na minha campanha de reeleição, nem esteve na sede do comitê, como destaca a série, logo em seu primeiro capítulo. A verdade é que o doleiro nunca teve contato com qualquer integrante da minha campanha.
A má fé do cineasta é gritante, ao ponto de cometer outra fantasia: a de que eu seria próxima de Paulo Roberto da Costa. Isso não é verdade. Eu nunca tive qualquer tipo de amizade com Paulo Roberto, exonerado da Petrobras no meu governo.
Na série de TV, o cineasta ainda tem o desplante de usar as célebres palavras do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sobre “estancar a sangria”, na época do impeachment fraudulento, num esforço para evitar que as investigações chegassem até aos golpistas. Juca confessava ali o desejo de “um grande acordo nacional”. O estarrecedor é que o cineasta atribui tais declarações ao personagem que encarna o presidente Lula.
Reparem. Na vida real, Lula jamais deu tais declarações. O senador Romero Jucá, líder do golpe, afirmou isso numa conversa com o delator Sérgio Machado, que o gravou e a quem esclarecia sobre o caráter estratégico do meu impeachment. 
Na ocasião, Jucá e Machado debatiam como paralisar as investigações da Lava Jato contra membros do PMDB e do governo Temer, o que seria obtido pela chegada dos golpistas ao poder, a partir do meu afastamento da Presidência da República, em 2016.
Outra mentira é a declaração do personagem baseado em Youssef de que, em 2003, o então ministro da Justiça era seu advogado. Uma farsa. A pasta era ocupada naquela época por Márcio Thomas Bastos. Padilha faz o ataque à honra do criminalista à sorrelfa. O advogado sequer está vivo hoje para se defender.
O cineasta não usa a liberdade artística para recriar um episódio da história nacional. Ele mente, distorce e falseia. Isso é mais do que desonestidade intelectual. É próprio de um pusilânime a serviço de uma versão que teme a verdade.
É como se recriassem no cinema os últimos momentos da tragédia de John Kennedy, colocando o assassino, Lee Harvey Oswald, acusando a vítima. Ou Winston Churchill acertando com Adolf Hitler uma aliança para atacar os Estados Unidos. Ou Getúlio Vargas muito amigo de Carlos Lacerda, apoiando o golpe em 1954.
O cineasta faz ficção ao tratar da história do país, mas sem avisar a opinião pública. Declara basear-se em fatos reais e com isso tenta dissimula o que está fazendo, ao inventar passagens e distorcer os fatos reais da história para emoldurar a realidade à sua maneira e ao seu bel prazer. 
Reitero meu respeito à liberdade de expressão e à manifestação artística. Há quem queira fazer ficção e tem todo o direito de fazê-lo. Mas é forçoso reconhecer que se trata de ficção. Caso contrário, o que se está fazendo não está baseado em fatos reais, mas em distorções reais, em “fake news” inventadas.

Dilma Rousseff
Fonte: Conversa Afiada - Paulo Henrique amorim

Audiência pública do Condephaat apresenta proposta de tombamento do Bairro de Santa Ifigênia


No dia 16 de abril, segunda-feira, a partir das 9h00, o Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) promove audiência pública para apresentar a proposta de tombamento do Bairro de Santa Ifigênia e sua regulamentação.
Esta audiência pública objetiva promover um adequado tratamento dos diversos interesses envolvidos na área de proteção do Bairro de Santa Ifigênia, de modo a ouvir vários segmentos da sociedade e interessados em geral e, assim, aprimorar e dar transparência aos atos do Condephaat.
A proposta de tombamento do bairro recai sobre o perímetro formado pela intersecção dos eixos das vias Avenida Duque de Caxias, Rua Mauá, Largo General Osório, Rua Mauá, Rua Brigadeiro Tobias, Viaduto Santa Ifigênia, Rua Brigadeiro Tobias, Rua Capitão Salomão, Largo Paissandu, Avenida Rio Branco e Avenida Duque de Caxias. Dentro deste perímetro estão listados 88 imóveis.
Para acessar o Regulamento da audiência, clique aqui
AUDIÊNCIA PÚBLICA
DATA: 16 de abril de 2018
HORÁRIO: 9h30 às 13h00
LOCAL: Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, 1º. andar, auditório (Rua Mauá, nº 51, Luz – São Paulo SP)

MIS/SP tem nova programação de cinema!


MIS inicou uma nova programação, o Cinema Paulista Já!Idealizado por Isa Castro, Diretora Cultural do Museu, o programa busca mostrar como o cinema paulista se renovou a partir de uma geração de cineastas independentes que fizeram seus primeiros longas-metragens de ficção nos anos 1980.
O programa traz, a cada edição, um personagem desta geração e uma retrospectiva de seus filmes. O primeiro convidado é Alain Fresnot, diretor de filmes como Lua cheiaEd MortDesmundo e Família vende tudo. Para que esses filmes possam ser exibidos, a pesquisa não se resume ao acervo do Museu da Imagem e do Som, mas se estende a acervos universitários e de espaços como a Cinemateca Brasileira. A segunda edição do Cinema Paulista Já! Será em junho e tem como convidado André Klotzel.
Entre os filmes dessa geração que se destacam estão Asa Branca – um sonho brasileiro (1981), de Djalma Limongi Batista; A marvada carne (1985), de André Klotzel; Anjos da noite (1987), de Wilson Barros; A dama do Cine Shanghai (1987), de Guilherme de Almeida Prado; Cidade oculta (1986), de Chico Botelho; Jogo Duro (1986), de Ugo Giorgetti; Romance (1988), de Sérgio Bianchi e Feliz ano velho (1988), de Roberto Gervitz.
“O que nos diferencia de outras gerações era o espírito colaborativo: todos se conheciam, assim trocávamos experiências, emprestávamos equipamentos e atuávamos em diversas funções e em projetos de todos os amigos.”

Por Brasil Cultura