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Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

sexta-feira, 8 de junho de 2018

29 BAIRROS DE NATAL E OS SIGNIFICADOS REAIS DE SEUS NOMES

Foto postada no blog www.canindesoares.com

ALECRIM

Então você aí pega o busão, o carro ou a moto todo dia, passa por vários bairros de Natal e não faz a menor noção de como surgiram os nomes deles?
Então agora vai ficar sabendo de tudo pra contar pra o colega da escola ou do trabalho, e de quebra ainda vai ver umas curiosidades sobre cada lugar.
Populares contam que lá morava uma senhora que costumava enfeitar com ramos de alecrim os caixões das crianças, na época chamadas de “anjos”, enterrados no cemitério da cidade. Outros afirmam ser pela abundância de Alecrim-do-Campo naquela região.

AREIA PRETA

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Segundo o escritor Câmara Cascudo, seu nome provém da cor das antigas falésias, do solo e das barreiras que lá existem.

BARRO VERMELHO

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Este topônimo se perde no tempo, pois na era citado em documentos históricos datados de 1787. No fim do século XVIII este nome aparece em documentos de doações de terras do Senado da Câmara, como era chamado o Governo da cidade. O escritor Itamar de Souza acredita que o nome provém da cor do terreno predominante na região.

BOM PASTOR

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O Instituto Bom Pastor
O bairro do Bom Pastor tem sua origem de nome bíblico, usado pelas comunidades cristãs para lembrar a figura de Jesus Cristo. A Comunidade, que era inicialmente, apenas uma extensão do bairro das Quintas e foi considerada uma das áreas mais pobres de Natal por ser vista naquela época (segunda metade do século XX), como “periferia da periferia”, afirma o Padre Tiago Theisen.
Segundo Souza (2008), o nome da comunidade deu-se, quando então padre Eugênio de Araújo Sales, em 29 de junho 1951, fundou com ajuda de algumas senhoras, que tinha uma poder aquisitivo favorável, da cidade do Natal, a obra social do Bom Pastor, uma casa, denominado Instituto do Bom Pastor , que acolhia mães solteiras e moças que tinham relações sexuais antes do casamento (situação que na época era tratada como pecado), que em muitos casos as jovens eram expulsas do seio familiar.
Até os dias atuais, os mais antigos do bairro relatam que a comunidade do Bom Pastor tinha o nome de “Baixa da Égua”, devido ao próprio Rio das Quintas, que era usado pela população das localidades próximas ao rio e como também viajantes, ao fazerem seu itinerário com destino à cidade de Macaíba, para dar de beber, lavar os seus animais quadrúpedes, como éguas, jumentos e cavalos.
Também atribuía esse nome, “Baixa da Égua” devido à distância da comunidade do Bom Pastor em relação ao centro da cidade do Natal e seus moradores oriundos do interior do estado, pequena população que vivia as margens do Rio das Quintas.

CANDELÁRIA

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O Bairro que nasceu conjunto habitacional, empreendimento realizado pelo Instituto de Orientação às Cooperativas Habitacionais (INOCOOP/RN), e foi entregue em 1975. A ex-diretora do instituto, Maria do Rosário (apud SOUZA, 2008), diz que a origem do nome do bairro está na adaptação do nome Candelário, estação de sky visitada por ela quando estava na Espanha.

CIDADE ALTA

Natal, RN
É nesse bairro que fica a Catedral de Natal
O primeiro bairro da cidade do Natal era um sítio na época em que foi batizado com este nome, e foi chamado assim por ser num chão elevado e firme à direita do famoso Rio Potengi. Com o crescimento da cidade, por estar localizado neste alto, adotou o nome de Cidade Alta.

CIDADE DA ESPERANÇA

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Foto extraída de http://www.brechando.com
A “esperança” foi o slogan da campanha política do ex-governador Aluízio Alves, que teve a iniciativa de construir o primeiro conjunto habitacional da cidade, denominando-o Cidade da Esperança. Este nome foi conservado quando o conjunto passou à condição de bairro.

CIDADE NOVA

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Este nome foi adotado para identificar as várias novas construções que surgiram ao lado do conjunto habitacional Cidade da Esperança, conservando-o quando passou à condição de bairro.

DIX-SEPT ROSADO

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Lagoa de São Conrado, em Dix Sept Rosado, completamente cheia
O nome deste bairro originalmente era Carrasco. Com a morte do ex-governador Dix-sept Rosado em 1951, o nome do bairro foi mudado em sua homenagem.

FELIPE CAMARÃO

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Anteriormente esta localidade se chamava Peixe-Boi, devido à presença deste mamífero em rios da região. O nome Felipe Camarão, dado ao bairro, é uma homenagem ao índio Poti, Antônio Felipe Camarão, que se destacou heroicamente no combate à invasão holandesa.

GUARAPES

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Este nome deve-se supostamente ao prestígio econômico que teve o comerciante Major Fabrício Gomes Pedrosa, pernambucano de Nazaré, dono das terras daquela região que fundou no século XIX, a “Casa dos Guarapes”, gerando assim o nome do bairro.

IGAPÓ

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Ponte de Igapó, a primeira ponte de Natal, e que liga este bairro, construída em 1913
Antigamente o local se chamava Aldeia Velha. Igapó no idioma tupi significa ‘água que invade’, ‘a enchente’, ‘o alagável’. Como aquela região apresenta estas características e tendo sido também uma antiga aldeia de índios, originou-se então o nome indígena do bairro.

LAGOA SECA

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Neste bairro é onde localiza-se a maior árvore de Natal: um Baobá gigantesco
No início do século passado, no terreno de Lagoa Seca, havia plantas silvestres, vacarias e sítios e era um dos arrabaldes mais visitados pelo natalense. A partir de 1920, foi se formando uma aglomeração em torno da Lagoa Seca que ficava em uma das esquinas formadas pelas atuais avenidas Prudente de Moraes e Alexandrino de Alencar. Seu sangradouro encontrava-se no Riacho do Baldo, que por sua vez, provinha da Lagoa Manuel Felipe. Este aglomerado Lagoa Seca transformou-se no bairro, cujo nome foi conservado.

MÃE LUIZA

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Farol de Mãe Luiza
Conta-se que em um morro, próximo à “Praia do Pinto”, existia uma parteira que ao se deslocar à noite para prestar os seus serviços as mamães que estavam prestes a dar a luz, iluminava os seus caminhos com um lampião. Esta senhora era conhecida por “Mãe Luiza”. Em homenagem a esta parteira, o “Morro do Pinto’, passou a ser conhecido como morro de “Mãe Luiza” e posteriormente, quando aquela área foi transformada em bairro, conservou-se o mesmo nome.

NORDESTE

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As curvas do Rio Potengi, rio que irriga o bairro Nordeste
Em 1952 a Rádio Nordeste AM, foi a primeira a adquirir alguns lotes no terreno onde se encontra o bairro para instalar os seus transmissores. Isso determinou o nome do local e posteriormente o nome do bairro.

NOSSA SENHORA DA APRESENTAÇÃO

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O nome do bairro é uma reverência à padroeira da cidade do Natal, que é festejada em 21 de Novembro. Conta a tradição que pescadores estavam pescando no Rio Potengi, na manhã de 21 de Novembro de 1753, quando lançaram a rede e, ao puxá-la, encontraram um caixote que estava encalhado numa pedra. Os pescadores então pararam a embarcação em uma pedra, hoje chamada de Pedra do Rosário, monumento central deste bairro, para ver o que continha dentro do caixote. Ao abrir, encontraram uma imagem da mãe de Jesus com um menino no colo.

PAJUÇARA

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O nome vem de “Ipajuçara”, que no idioma indígena significa “Lagoa da Palmeira Juçara”. A palavra “juçara” em tupi significa “espinhosa”. Em 1987, foram construídos os Conjuntos Pajuçara I e Pajuçara II, iniciando assim a primeira ocupação do bairro.

PETRÓPOLIS

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Este topônimo não se sabe ao certo a origem mas ele está ligado à cidade fluminense de Petrópolis. Antigamente a parte mais alta do bairro era chamada de Belo Monte.

PITIMBU

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Não, você não leu pitbull! O PITIMBU é um complexo de conjuntos habitacionais, são eles: Conjunto Cidade Satélite, Conjunto Bancários e Conjunto Vale do Pitimbú.
Atualmente, o bairro é uma das raras localidades de Natal onde ainda existem grandes terrenos desocupados.
Fora isso, encontra-se no bairro do Pitimbu uma das áreas de proteção ambiental mais importantes da Grande Natal: a região de mata ciliar do rio que dá nome ao bairro, o “Pitimbu”, que sua vez é uma palavra de origem indígena que quer dizer fumar, aspirar o fumo.

PLANALTO

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A área de terra do bairro, em sua maioria, fazia parte dos terrenos próprios e terras de marinha, marginais ao Rio Potengi no município de Natal, e, outra parte do terreno, nos municípios de Macaíba e Parnamirim. Ali foi construído o Conjunto Habitacional Planalto, que deu nome ao bairro quando de sua oficialização.

POTENGI

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Foto: Adelmaro Cavelcanti Cinha Júnior
O nome do bairro é referência ao Rio Potengi que banha a cidade do Natal. Antigamente o rio era conhecido como Rio Grande.

PRAIA DO MEIO

Foto: Márcia Procópio
Foto: Márcia Procópio
Um tipógrafo chamado Manuel Joaquim de Oliveira construiu uma casa em frente ao mar. A casa ficava entre as praias próprias para o banho: Ponta do Morcego, como era popularmente chamada, e a Praia de Areia Preta. O local da casa ficou sendo chamado de Praia do Meio. Os anos se passaram e a praia avançou, ocupando a Ponta do Morcego.

QUINTAS

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O bairro das Quintas surgiu no caminho que ia para Macaíba e o Seridó, num prolongamento do bairro do Alecrim. Segundo Câmara Cascudo, ali existiam apenas casas de campo com terreno de plantio. Exisitam lá sítios que foram adquiridos pelos portugueses por concessão do Senado da Câmara, ao qual pertenciam essas terras devolutas.
Em 1717, as terras foram doadas a Antônio Gama Luna e, em 1731, a propriedade era conhecida como Quinta Velha. Depois de algum tempo a comunidade ficou popularmente conhecida como “Quintas Profundas”, e é supostamente daí que ficou conhecida com o nome que tem hoje.

REDINHA

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Um pesquisador chamado Olavo Medeiros Filho conta que habitava na cidade um capitão que se chamava Manuel Correia Pestana, que morreu. Sua mulher, Joana de Freitas da Fonseca, recebeu uma espécie de carta com os seguinte dizeres: “Receberam, por título de compra, da viúva Dona Graça do Rego o sítio chamado de Redinha, da outra banda do rio desta Cidade”. Foi supostamente a partir daí que o nome do local passou a se chamar Redinha.

RIBEIRA

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A Ribeira foi o segundo bairro de Natal. O bairro surgiu numa época em que a cidade começava a crescer na parte baixa da beira do Rio Potengi. Ribeira, segundo o Dicionário Aurélio é “o terreno banhado por um rio”. O folclorista e escritor Câmara Cascudo esclarece que o bairro antigamente era uma campina alagada pelas marés do Rio Potengi, daí o nome Ribeira.

ROCAS

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Escola de samba potiguar “Malandros do Samba” desfilando no bairro das Rocas
O nome Rocas provém do Atol das Rocas, referência para os pescadores que ali realizavam suas atividades.

SALINAS

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O engenheiro Roberto Freire pretendia instalar, nas terras em que se encontra o bairro, uma salina e com essa finalidade adquiriu as terras que pertenciam à família Toselli. Com o passar do tempo, verificou-se que fatores de ordem natural, como o alto índice de pluviosidade, dificultavam o êxito do empreendimento, assim não justificava investir na atividade naquele local, no entanto o empreendimento determinou o nome do bairro.

SANTOS REIS

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Tanques que armazenam combustíveis na comunidade de Santos Reis. Foto: Aldair Dantas
A sua denominação é uma homenagem aos Santos Padroeiros: Gaspar, Belchior e Baltazar, cujas imagens foram doadas pelo El Rei Dom José I para a capela da Fortaleza dos Reis Magos.

TIROL

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Segundo Pedro Velho, médico e professor natalense que proclamou a república no Rio Grande do Norte, sendo o seu primeiro governador, o nome Tirol foi apenas uma lembrança da Áustria , com era costume na época se atribuir nomes de outras cidades à localidades do Brasil. O Tirol é um dos estados federados da Áustria. Localizado no oeste do país, sua capital é a cidade de Innsbruck.
Fonte: Manoel Procópio de Moura Jr @ Anuário de Natal, G1 RN, Blog das QuintasNatal de OntemConacan , BOM PASTOR: de comunidade à Bairro (1960-1990) /Julierbt Martins da Costa. – Natal/RN: Ed. Do autor, 2011.

PREFEITO DE NOVA CRUZ/RN SANCIONA PROJETO DE RECONHECIMENTO DE UTILIDADE PÚBLICA DO CPC/RN

No último dia 29/05, o prefeito de Nova Cruz, Rio Grande do Norte, Targino Pereira da Costa Neto, sancionou o Projeto (002/2018) de Reconhecimento de UTILIDADE PÚBLICA o CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN de autoria do Poder Legislativo, após aprovação pelos senhores vereadores e vereadoras que passa a ser Lei nº 1.283/2018.

O Projeto foi assinado sem ressalva, ou seja, aprovado do jeito que a Câmara Municipal enviou.

Destacamos o seu artigo 01  -  Fica declarada de Utilidade Pública o CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN, associação civil, sem fins econômicos, apartidária, livre e sem discriminação de qualquer natureza, fundada em 30 de dezembro de 2009, inscrita no CNPJ sob o nº 23.108.401/0001-65, com sede e foro na Rua 15 de novembro, 174, Centro, Nova Cruz/RN.

Para o presidente do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos é momento importante para a instituição pelo fato deste reconhecimento ser o primeiro passo para buscarmos a UTILIDADE PÚBLICA ESTADUAL e FEDERAL, como isso o CPC/RN terá mais condições de conseguir convênios e parecerias com instituições públicas de modo em geral, como também participar de concorrências de editais e outros fins.  Isso é apenas um começo, mas já damos os primeiros passos.  

O CPC/RN já enviou pedido/documentação ao Deputado Estadual, FERNANDO MINEIRO para que o mesmo possa elaborar projeto e encaminhar ao Plenária da Assembléia Legislativa do RN para a sua aprovação a nível estadual.  

Eduardo aproveitou para agradecer a todos os vereadores/as e funcionários/as da Câmara, que votaram unanimemente pelo projeto e em particular o autor do projeto, o nobre vereador VALDO de SALÚ (José Evado Barbosa)  e também ao prefeito, Targino Pereira, que de forma rápida sancionou o projeto.

Estrella: FHC atrasou três anos a descoberta do pré-sal


Ele queria entregar aos gringos
O ansioso blogueiro participou de uma palestra em Santos com o engenheiro Guilherme Estrella - o herói nacional que, com uma equipe de geólogos da Petrobras, descobriu o pré-sal.
Estrella revelou: o governo do Príncipe da Privataria, o FHC, atrasou a descoberta do pré-sal em pelo menos três anos!
FHC afundou a P-36, sucateou a Petrobras, quase transformou a empresa em Petrobrax. Deixou tudo pronto para privatarizar.
É a mesma coisa que o Careca, o maior dos ladrões, queria fazer - foi o que revelou o Wikileaks.
Quem também queria vender a Petrobrax (a preço de Vale do Rio Doce) era o Pedro Parente. E também a Míriam Lúcia, sua fiadora. E os canalhas e canalhas do governo do presidente ladrão...
FHC não queria que a Petrobras explorasse nas áreas que ele ia doar.
Com isso, o pré-sal não foi descoberto três anos ANTES.
Um crime de lesa-pátria!
Assista ao desabafo do Estrella na TV Afiada!
PAULO HENRIQUE AMORIM

Prefeito tucano de Porto Alegre manda boleto de R$ 180 mil para Feira do Livro usar praça

Prefeito tucano de Porto Alegre manda boleto de R$ 180 mil para Feira do Livro usar praça

Pelo evento, que pode ser inviabilizado, já passaram escritores como Mario Quintana e Mario Vargas Llosa
  
Um dos eventos mais importantes e tradicionais de Porto Alegre está ameaçado de não acontecer em 2018 por uma decisão da prefeitura da cidade. A administração do prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB) impõe R$ 180 mil para liberar a Praça da Alfândega para a realização da Feira do Livro.
Criada em 1955, a Feira do Livro é uma das mais antigas do gênero do país. Pelo evento já passaram escritores como Mario Quintana e Mario Vargas Llosa. A Câmara Riograndense do Livro (CRL). Em 2018, deverá acontecer entre os dias 1º e 18 de novembro. A entidade se diz surpreendida com o boleto recebido na última semana com a cobrança de R$ 179.849,60
O presidente da Feira, Isatir Antonio Bottin Filho declarou que é a primeira vez que a Feira do Livro recebe tal cobrança em mais de 60 anos. Ele pretende se reunir com a Secretaria Municipal de Cultura e com o prefeito de Porto Alegre para resolver o impasse.

Em nota divulgada na noite desta quinta-feira, depois da polêmica criada, a Prefeitura de Porto Alegre disse que a taxa não é definitiva e que a sua emissão somente será decidida depois de passar por todos os órgãos envolvidos.
Fonte: REVISTA FÓRUM

Cataratas do Iguaçu, Rio e Carnaval: o Brasil das crianças russas


Escolas públicas da região de Rostov, uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol na Rússia, decidiram homenagear os visitantes com um projeto artístico. Crianças e adolescentes de quatro a 16 anos foram estimulados a desenhar imagens que representassem as seleções que jogarão na cidade durante a fase de grupos.
Além de dar as boas-vindas aos turistas, a ideia era refletir sobre os estereótipos de cada país. Os melhores desenhos foram selecionados, ampliados e expostos em parques da região central de Rostov, a cidade fica a 980 km de Moscou.
O Brasil é um dos oito países retratados, ao lado de Islândia, Suíça, Arábia Saudita, Croácia, Uruguai, México e Coreia do Sul.
Os desenhos escolhidos para homenagear o Brasil se limitaram a três elementos: o carnaval, as Cataratas do Iguaçu e a imagem do Corcovado, com o Cristo Redentor no alto da cidade do Rio de Janeiro.
Ekaterina Kovalenko, de 16 anos, apostou em uma passista com as cores da bandeira brasileira. Vika Konovalova, de 6 anos, desenhou as Cataratas do Iguaçu, e Anna Sarskician, de 11, pintou a vista aérea do Rio de Janeiro do topo do Corcovado.
Aos 12 anos, a estudante Veronica Budyaieva foi a única a reunir os três elementos mais recorrentes em um mesmo desenho.
Dos oito países retratados pelas crianças de Rostov, o México é o que possui as referências mais diversas. Mesmo assim, é difícil escapar dos estereótipos. Sombreros, pirâmides maias, o mar do Caribe, instrumentos musicais e as famosas pimentas mexicanas estão no imaginário das crianças russas, e aparecem em quase todos os desenhos.
A Seleção Brasileira estreia na Arena Rostov no dia 17 de junho contra a Suíça.
Fonte: Brasil de Fato

Forró mais próximo de se tornar Patrimônio Imaterial do Brasil


Quem consegue resistir ao som de uma sanfona, uma zabumba e um triângulo? Nesta época do ano os instrumentos tradicionais do forró desembarcam nas festas juninas de norte a sul do Brasil. Mas a cultura que envolve esse ritmo contagiante ainda é pouco difundida.
Por Iberê Lopes
O surgimento do nome “forró”, por exemplo, tem algumas versões curiosas. Uma delas é a do folclorista Luiz Câmara Cascudo, para quem a palavra seria a abreviação de forrobodó. O termo é utilizado como sinônimo de arrasta-pé, confusão ou farra.
Quando surgiram as primeiras manifestações do estilo, próprio do universo rural, as pistas onde o povo se divertia eram em locais de barro batido. Para não levantar poeira no “bate chinelo” era preciso molhar o terreiro antes. Um forrobodó.
Outra possível origem da palavra forró, de acordo com Evanildo Bechara, filólogo de Pernambuco, é uma variação do antigo galego-português forbodó. Esta, por sua vez, é oriunda do francês faux-bourdon, que significa “desentoação”.
Todos os elementos que compõem essa forte expressão musical brasileira trouxeram o debate para a Câmara dos Deputados. Artistas, estudiosos e parlamentares promovem, na próxima quarta-feira (13), 16h, um diálogo sobre o registro do forró como patrimônio imaterial da cultura nacional.
A audiência pública sobre a inscrição do forró no livro de Patrimônio Cultural do Brasil, que será realizada pela Comissão de Cultura da Câmara, foi solicitada pela deputada pernambucana Luciana Santos (PCdoB), titular da Comissão e presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Cultura, e do deputado baiano Daniel Almeida (PCdoB).
De acordo com a presidente da Frente em Defesa da Cultura, Luciana Santos, incluir essas matrizes — a exemplo do que aconteceu com o Samba — no livro de registro de bens imateriais do povo brasileiro é um ganho inestimável para o país. “Essa audiência, bem como uma série de movimentos que estamos dando início a partir dela, se somam aos esforços de ouvir o povo brasileiro a respeito do assunto”, explica Luciana
Para falar aos parlamentares sobre o tema foram convidados os representantes do Fórum Nacional do Forró Tereza Accioly e Rozania Ribeiro, coordenadoras do coletivo em Pernambuco e Bahia, respectivamente; além do músico e reitor da Universidade Estadual da Paraíba, Antônio Rangel Junior. A reunião espera contar, ainda, com a presença da presidente do IPHAN, Kátia Bógea, e com a presidente da Associação Cultural Balaio Nordeste (ACBN) e coordenadora nacional do Fórum, Joana Alves.
O Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (Iphan), atestou a pertinência do reconhecimento nacional, mas ponderou a necessidade de uma maior articulação da comunidade forrozeira em torno da Instrução Técnica de Registro.
“O nosso povo já adotou o forró como patrimônio cultural da nação”, diz Rangel Júnior, que é reitor da Universidade Estadual de Pernambuco (UEPB). Para ele, que também é cantor e compositor, o que era apenas de uma região transformou-se em patrimônio nacional, de origem nordestina.
“A iniciativa de reconhecimento do forró como patrimônio imaterial da cultura brasileira criará melhores condições para que as políticas públicas, de modo geral, possam inserí-lo na cadeia produtiva da economia criativa e, claro, assegurar a preservação de suas matrizes históricas e sua estética universal de matriz regional nordestina”, completa Rangel Júnior.
O processo depende de pesquisas, análises sociais e antropológicas. O reconhecimento está sendo analisado pelo Iphan, que é vinculado ao Ministério da Cultura. Para incentivar a iniciativa a Associação Cultural Balaio Nordeste, com forrozeiros atuantes no Estado da Paraíba, passaram a organizar o “Fórum Forró de Raiz”. O grupo reúne artistas engajados na manutenção das tradições musicais do nordeste.
Ainda para a autora do requerimento de realização da audiência, deputada Luciana Santos (PE), a maior riqueza de nosso país, também presente na exuberância da natureza e nas dimensões continentais do território nacional, se concentra sobretudo “na cultura do povo que, em meio à adversidade e à pobreza a que está submetido, consegue manter viva essa bela tradição cultural nordestina – o forró”, afirma a parlamentar.
Com sotaque forte do interior do Nordeste, a música relata muitas vezes as paixões do sertanejo pela terra, as agruras da vida na seca, o amor e a difícil lida no campo. Expoente da tradição, Luiz Gonzaga é o mais conhecido forrozeiro do país. Ele foi responsável pela difusão da cultura, apresentando em suas letras as histórias e lendas presentes no folclore da região.
De artistas consagrados a nomes mais locais, todos de alguma forma tentam manter vivo o estilo original em suas composições. Seguindo a trilha de ícones do gênero como Dominguinhos, nascido na cidade de Garanhuns, agreste pernambucano. O músico teve como padrinho o próprio Gonzaga.
Inúmeros estudiosos encontraram semelhanças do forró com o toré indígena, ritmos holandeses e também portugueses. Até uma possível variação das polcas europeias é trazida como referência. E os instrumentos utilizados, bem como as roupas típicas tem seus fatos, lendas e versões.
Grupos como Falamansa e Trio Rastapé foram responsáveis pela retomada da música nos anos 90s. E daí por diante, a nova geração fundiu a zabumba, o triângulo e a sanfona com maxixe, sertanejo universitário, brega e até mesmo música eletrônica. Fato é que o ritmo e a cultura contagiam o povo brasileiro há muito e merece se tornar patrimônio cultural.
Serviço:
Audiência Pública Forró como Patrimônio Cultural do Brasil
Quando: Quarta-feira, 13/06/2018 às 16h
Onde: Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados

terça-feira, 5 de junho de 2018

Noel Rosa foi o primeiro sambista a retratar com admiração a figura de um homossexual


Noel Rosa excursionava com o grupo Ases do Samba para uma série de apresentações no Sul do País em abril de 1932. O quinteto era formado por Noel, os cantores Francisco Alves e Mário Reis, o pianista Romualdo Peixoto (conhecido como Nonô) e o bandolinista Peri Cunha. Em Porto Alegre, o sambista mostrou uma canção nova para Mário Reis. Era algo diferente no ritmo, no andamento, e, principalmente, nos versos. Mulato Bamba retratava a vida de um homossexual malandro do morro do Salgueiro.
O sambista pediu para o cantor não mostrar a composição para Francisco Alves, que tinha o hábito de assinar sambas não feitos por ele em troca de uma boa gratificação financeira. Noel queria que Mário gravasse a música. E assim foi feito. A canção se tornou sucesso imediato devido a seu tema inédito. “O samba entraria para a história como o primeiro na música popular brasileira a tratar com tolerância, simpatia e até com admiração um personagem que a sociedade então marginalizava e a polícia, nas zonas boêmias do Rio, perseguia”, explica João Máximo, co-autor do livro Noel Rosa – Uma biografia.
A letra é inspirada em vários homossexuais que Noel conhecia, explica Máximo. Entre eles, Madame Satã, o lendário e valentão transformista da Lapa. Seja como for, o personagem retratado em Mulato Bamba era um sujeito que fazia as mulheres – inutilmente – suspirar por ele: E quando tira um samba é novidade / Quer no morro ou na cidade / Ele sempre foi o bamba / As morenas do lugar / Vivem a se lamentar / Por saber que ele não quer / Se apaixonar por mulher…
Mulato Bamba
(De: Noel Rosa)
Intr.: Eb Gm Bbm6/Db C7 Fm Abm6/Cb Bb7 Eb Ab/C Eb
Bb7           Eb
Este mulato forte é do Salgueiro
Eb6   Eb/G    Ebm6/Gb  Bb7/F Bb7
Passear no tintureiro era  o seu     esporte
Bb/Ab           G7
Já   nasceu com sorte
Cm                 Am7(b5)   Gm
E desde pirralho vive à custa do      baralho
A7  D7    Gm     Bb(#5)
Nunca viu    trabalho
Bb7         Eb
E quando tira samba é novidade
Eb7                    Ab
Quer no morro ou na cidade, ele sempre foi o bamba
C7     Fm         Abm6                 Eb
As morenas do lugar  vivem a se lamentar
D7  Db7  C7              F7
Por sa…ber que ele não quer
Bb7       Eb   Ab/C
Se apaixonar por mulher
Eb    Fm   Bb7     Eb   Eb/Db
O mulato    é de fato
C7   C/Bb  F7/A         Bb7    Eb
E sabe fazer frente a qualquer valente
Eb/Db    Ab/C   Abm/Cb   Eb/Bb
Mas  não quer saber   de fita
C7        F7   Bb7  Eb
Nem com mulher bo…nita
Bb7        Eb
Sei que ele anda agora aborrecido
Eb6   Eb/G     Ebm6/Gb Bb7/F Bb7
Porque vive perseguido sempre a toda    hora
Bb/Ab         G7
Ele  vai-se embora
Cm                Am7(b5)  Gm
Para se livrar do feitiço e do      azar
A7   D7     Gm  Bb(#5)
Das more…nas de lá
Eb                   Bb7          Eb
Eu sei que o morro inteiro vai sentir
Eb7                       Ab
Quando o mulato partir dando adeus para o Salgueiro
C7     Fm           Abm6                      Eb
As morenas vão chorar, vão pedir pra ele voltar
D7  Db7  C7             F7
Ele en…tão diz com desdém:
Bb7        Eb     Ab/C Eb
”Quem tudo quer, nada tem!”
Fonte Brasil Cultura

Aberto processo seletivo para Escola de Dança Teatro Guaíra


Estão abertas até o dia 15 de junho as inscrições para o processo seletivo da Escola de Dança Teatro Guaíra. No segundo semestre, serão oferecidas 35 vagas remanescentes para crianças e adolescentes. Haverá provas práticas de Dança Clássica no dia 9 de julho, níveis básico, intermediário e adiantado. As vagas serão preenchidas de acordo com o nível técnico dos candidatos, que serão avaliados por uma banca examinadora. A documentação deve ser entregue na secretaria da EDTG ou postada pelo correio até dia 13 de junho.
Escola de Dança Teatro Guaíra
A EDTG foi fundada em 1956 com o objetivo de formar os futuros bailarinos do Balé Teatro Guaíra. É uma instituição pública, mantida pelo Governo do Estado do Paraná, e oferece os seguintes cursos: infantil, juvenil, Formação do Artista Bailarino e Curso Técnico em Dança. Em 2017, a escola apresentou no Guairão o espetáculo “A Bela e a Fera”, com a participação de 230 alunos. O público estimado para o ano foi de 35 mil espectadores em todas as atividades propostas.

Serviço:
Processo Seletivo 2018 Escola de Dança teatro Guaíra
Inscrições: de 4 a 15 de junho
Provas práticas: 9 de julho
Documentação para a inscrição:
– 2 (duas) cópias do Formulário de inscrição/comprovante de ensalamento preenchido corretamente;
– Certidão de nascimento;
– Documento de Identidade com foto do candidato
Entrega de documentação: Centro Cultural Teatro Guaíra –  Rua Amintas de Barros s/n – Curitiba, Centro – A/C – EDTG – Escola de Dança Teatro Guaíra
As inscrições de candidatos menores de 16 anos, devem ser efetuadas pelo representante legal do candidato ou por terceiros, que assumam a responsabilidade pelas informações prestadas no ato da inscrição.

Saiba mais: goo.gl/D5ijgW
Fonte: CCTG

segunda-feira, 4 de junho de 2018

ACIDENTE: Jovem é atacado por tubarão em Jaboatão dos Guararapes

A região onde o ataque aconteceu é conhecida pelos incidentes envolvendo tubarões. O mais recente aconteceu em abril.
A região onde o ataque aconteceu é conhecida pelos incidentes envolvendo tubarões. O mais recente aconteceu em abril.
Caso ocorreu às 17h deste domingo (3), nas proximidades da Igrejinha de Piedade. Vítima foi encaminhada ao Hospital da Aeronáutica.


Um jovem de 18 anos foi atacado por um tubarão no fim da tarde deste domingo (3), na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o rapaz identificado como José Ernesto Ferreira da Silva, estava nas proximidades da Igrejinha de Piedade quando sofreu o ataque por volta das 17h. Ele foi encaminhado ao Hospital da Aeronáutica e depois seguiu para o Hospital da Restauração, onde deu entrada pouco antes das 18h. O ataque ocorreu no mesmo trecho da Praia de Piedade, onde há 48 dias, o potiguar Pablo Diego Inácio de Melo, 34 anos, foi mordido por um animal marinho, provavelmente da espécie tigre. 

O Corpo de Bombeiros informou que o jovem foi à praia com um grupo de amigos e com o irmão, mas não se sabe se as outras pessoas estavam na água no momento do ataque. Os três guarda-vidas que atuam naquele trecho da praia notaram que o rapaz estava em uma área mais afastada e, quando foram avisá-lo para se aproximar da praia, ele foi surpreendido pela mordida do animal. A equipe entrou na água, retirou a vítima e fez os primeiros procedimentos no local. De acordo com o Samu, o jovem foi encaminhado ao hospital em estado grave.

De acordo com informações divulgadas pelos Bombeiros, a vítima foi mordida na perna esquerda e região da genitália. A família do jovem está na unidade hospitalar, no bairro do Derby, mas preferiu não repassar novas informações para a imprensa. A mãe de José está abalada e chorando muito. Esse seria o 65° ataque de tubarão ocorrido no estado.

Último ataque - No dia 15 de abril deste ano, o potiguar Pablo Diego Inácio de Melo, 34 anos, que trabalha como ambulante e estava de folga, foi a praia de Piedade com os amigos para jogar futebol. Antes de ir para casa, ele resolveu tomar um banho de mar para retirar a areia, momento em que sofreu o ataque do animal marinho. 

Pablo Diego foi mordido em três locais diferentes, nos dois braços e na perna direita. Pablo ficou 33 dias internado no HR, passou por seis cirurgias e teve a perna direita abaixo do joelho e a mão direita amputadas. O potiguar recebeu alta do hospital no dia 22 do mês passado, mas ainda encontra-se em tratamento.

Praias urbanas - Desde 1992, foram registrados 65 ataques de tubarão no Estado de Pernambuco. Cerca de 85% deles ocorreram numa faixa de 30 quilômetros de litoral que banha a região metropolitana de Olinda, Recife e Jaboatão dos Guararapes. Segundo o Comitê de Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), 70% dos casos ocorreram nas praias urbanas de Boa Viagem e Piedade, no Litoral Sul.

Os acidentes também ocorrem mais frequetemente em áreas de mar aberto, sem arrecifes, e em períodos de maré alta, especialmente nas fases de lua cheia ou nova, quando a maré fica ainda mais cheia. Segundo especialistas, os ataques também acontecem durante o amanhecer ou cair da tarde, horário em que instinto de caça dos tubarões está mais aguçado. Quando a água do mar está mais turva, há um risco maior do animal marinho confundir a pessoa com uma presa. 

RECIFE/PE: MARCO ZERO

Marco Zero. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press
MARCO ZERO


Localizado no coração do Recife Antigo, a Praça Rio Branco, mais conhecida como Praça do Marco Zero, é o ponto de origem da capital de Pernambuco. No centro do solo da praça, preste atenção na Rosa do Ventos, do artista plástico pernambucano Cícero Dias. Com cerca de 40 m², a peça, inspirada em sua obra "Eu vi o mundo... Ele começava no Recife", é formada por pedras de quartzo e granito com pigmentação colorida, misturando elementos subjetivos, geométricos e astrológicos para sustentar a mensagem do artista. Se o mundo, de fato, começou no Recife, não se sabe. Por outro lado, quem ousa discordar do mestre Cícero Dias? Autor de infinitos painéis e telas (é dele o primeiro mural abstrato da América Latina, exposto na secretaria da Fazenda de Pernambuco), Cícero Dias é considerado um dos pioneiros do Modernismo no Brasil.

Perto dali, desde 2012, vem funcionando no antigo Armazém 11 do Porto do Recife o Centro de Artesanato de Pernambuco. Com 2. 511 mil m², o Cape recifense (há uma outra sede no município de Bezerros, Agreste do estado) recebeu R$ 6,5 milhões de investimentos para expor trabalhos de cerca de 350 artesãos locais. Entre os destaques, peças dos célebres Manoel Eudócio e Ana das Carrancas, além de outros trabalhos em madeira, fibra, couro, renda, palha... É sua chance de conhecer (e comprar) o melhor do artesanato pernambucano. 
Centro de Artesanato de Pernambuco. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

O armazém recém-restaurado, por sua vez, contrasta com as construções seculares situadas ao lado do Centro de Artesanato. Entre elas, destaca-se o edifício-sede da Caixa Cultural Recife, erguido em 1912, onde antes funcionava a Bolsa de Valores de Pernambuco e da Paraíba. Atualmente, o espaço de 3 mil m² está dividido em três pavimentos e conta com duas galerias de exposições, um teatro com capacidade para 202 espectadores e salas para eventos. É o carro-chefe do circuito de exposições do bairro.

Do outro lado da Bacia do Pina, quem acena é o Parque de Esculturas Francisco Brennand. Expoente máximo na arte da cerâmica, a obra do pernambucano Francisco Brennand merece a sua atenção. O conjunto de esculturas ordenadas em frente à Praça do Marco Zero é apenas uma amostra do que o visitante pode encontrar na Oficina Brennand, templo do artista, com endereço no bairro da Várzea, Zona Oeste da cidade. Natureza e sexualidade são as temáticas que guiam suas criações singulares. Para acessar o parque que abriga a emblemática Coluna de Cristal, pegue carona nos barquinhos disponíveis no píer do Marco Zero, por R$ 5 (ida e volta), das 7h às 19h.

SERVIÇO:
Centro de Artesanato de Pernambuco
Avenida Alfredo Lisboa, s/n, Armazém 11, Recife Antigo
Fone: (81) 3181-3451
Aberto diariamente, das 10h às 20h
Entrada gratuita

Caixa Cultural Recife
Avenida Alfredo Lisboa, 505, Recife Antigo
Fone: (81) 3425-1906
Aberto de terça-feira a sábado, das 10h às 20h; aos domingos, das 10h às 18h
Entrada gratuita 

Fonte: http://www.pernambuco.com

Seminário sobre combate ao tráfico de bens culturais


O Ministério da Cultura (MinC) e o Instituto Itaú Cultural promovem, nos dias 4 e 5 de junho, em São Paulo (SP), o seminário Proteção e circulação de bens culturais: combate ao tráfico ilícito. O evento reunirá especialistas e representantes de órgãos federais do Brasil e de países sul-americanos. O objetivo é compartilhar experiências e discutir formas de regulação, afim de subsidiar a elaboração de uma política de prevenção e repressão a esse tipo de crime no Brasil.
O evento conta com a cooperação da Representação no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO no Brasil) e do Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus (Icom) e com o apoio do Ministério das Relações Exteriores, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e da Fundação Biblioteca Nacional (FBN).
O tráfico ilícito de bens culturais é um problema global, que atravessa fronteiras e ameaça a memória e a cultura da humanidade. Obras de arte, artigos religiosos, artefatos arqueológicos, acervos bibliográficos e documentos históricos, entre outros objetos, são suscetíveis de serem roubados e comercializados ilegalmente, sendo usados ainda em crimes como a lavagem de dinheiro e até mesmo o financiamento de terrorismo.
Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o Brasil precisa avançar na definição de uma política de proteção dos bens culturais e isso passa pela união de esforços entre os agentes públicos e a iniciativa privada. “O seminário será a oportunidade para avançarmos no desenho de uma estratégia conjunta, aproveitando para conhecer experiências internacionais bem-sucedidas”, disse Sá Leitão.
Para Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, “este é um problema global e sistêmico. O seminário permitirá que governo e sociedade conheçam e se apropriem das melhores práticas existentes no Brasil e no exterior e avancem na constituição de um marco legal mais sólido e de metodologias mais eficazes para a boa circulação de bens culturais no país”.
Estarão presentes no seminário, além de representantes do mercado das artes, autoridades, especialistas e técnicos do Chile, do Peru e da UNESCO. Participarão também representantes da Polícia Federal, da Receita Federal, do Ministério Público, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), da Agência Nacional de Mineração e do Instituto Itaú Cultural, além de órgãos vinculados ao MinC, como o Iphan, o Ibram e a Biblioteca Nacional.
A troca de informações e de experiências dos diversos países e instituições permitirá promover a proteção de bens culturais e o combate a práticas ilícitas em âmbito regional e avançar na implementação da Convenção Relativa às Medidas a Serem Adotadas para Proibir e Impedir a Importação, Exportação e Transferência de Propriedades Ilícitas dos Bens Culturais, de 1970, da UNESCO, da qual o Brasil é membro.
Para o coordenador-geral de Autorização e Fiscalização do Iphan, Fábio Rolim, é essencial mobilizar diferentes atores no combate ao tráfico de bens culturais: “Qualquer estratégia precisa envolver três grupos de atores institucionais: a Receita Federal e as receitas estaduais, isto é, quem faz controle aduaneiro e fiscaliza o fluxo de coisas e pessoas; as polícias; e os órgãos que têm como trabalho cuidar do patrimônio e da memória, como Iphan, Ibram, Biblioteca Nacional e Arquivo Nacional, incluindo a Agência Nacional de Mineração, que é responsável por fósseis. Tudo depende da sinergia entre esses três grandes grupos”, diz Rolim.
Ações do MinC
O MinC tem liderado o esforço para criar uma comissão permanente de combate ao tráfico de bens culturais, envolvendo o Iphan, o Ibram, a Biblioteca Nacional, a Polícia Federal, a Receita Federal, o Arquivo Nacional, o Ministério das Relações Exteriores e a Agência Nacional de Mineração. Cinco reuniões já foram realizadas, a fim de debater e definir medidas conjuntas que ficarão sob a responsabilidade do grupo. O MinC, por meio de acordo de cooperação com a UNESCO no Brasil, está desenvolvendo um estudo especializado para subsidiar a elaboração de uma política nacional de combate ao tráfico de bens culturais.
Desde 1998, o Ministério da Cultura mantém, por meio do Iphan, o Banco de Dados de Bens Culturais Procurados (BCP), que registra bens protegidos pela União que tenham sido furtados ou que estejam desaparecidos, mediante denúncia ao Instituto. Quando um bem cultural ingressa no BCP, o Iphan aciona a Polícia Federal, a Interpol e o Ministério Público. O Iphan também é responsável pelo Cadastro Nacional de Negociantes de Antiguidades e Obras de Arte (Cnart), criado em 2007, originalmente para identificar bens com potencial para preservação. Atualmente o Cnart tem foco na prevenção da lavagem de dinheiro e na divulgação de informações sobre roubos.
Em outra frente, o MinC disponibiliza, por meio do Ibram, uma base de dados on-line, de acesso público, para registro de bens desaparecidos dos museus brasileiros, públicos e privados, em decorrência de furto, roubo ou qualquer outro tipo de desaparecimento. O Cadastro de Bens Musealizados Desaparecidos (CBMD) funciona desde 2010. O objetivo é possibilitar o rastreamento, a localização e a recuperação desses bens.
Desde 1973, o Brasil é parte do primeiro instrumento internacional universal para o combate ao tráfico ilícito de bens culturais: a Convenção Relativa às Medidas a Serem Adotadas para Proibir e Impedir a Importação, Exportação e Transferência de Propriedades Ilícitas dos Bens Culturais, de 1970, da UNESCO. A Convenção foi incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro por meio do decreto 72.312, de 31 de maio de 1973. Em 1999, o Brasil internalizou no ordenamento jurídico nacional a Convenção de 1995 do Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado (Unidroit) sobre Bens Culturais Furtados ou Ilicitamente Exportados, complementando o regime legal da Convenção de 1970 da UNESCO.
Serviço
Seminário: Proteção e circulação de bens culturais: combate ao tráfico ilícito
Data: 4 e 5 de junho de 2018
Horário: Das 9h às 18h
Local: Instituto Itaú Cultural: Avenida Paulista, 149 − São Paulo (SP)

Na Rede Globo a Bahia é branca


Até pareceu que desde sua origem a Rede Globo não elegeu representar brasileiros negros como protagonistas apenas quando produz novelas e séries sobre escravizados ou presidiários.
Por Pedro Alexandre Sanches
Nas semanas que antecederam a estreia de Segundo Sol, a nova novela principal da casa, por algum despertar ainda inexplicado, o Movimento Negro conseguiu articular uma reação rumorosa à ausência quase completa de personagens e atores negros numa história sobre axé music ambientada na Bahia.
É o mesmo que já aconteceu em dezenas de novelas com sotaque baiano ou nordestino, mas desta vez não passou batido.
Chefões globais tiveram de se explicar, e se embananaram. O diretor-geral da casa, Carlos Henrique Schroeder, afirmou em entrevista que a Globo investe, sim, em elencos negros, e citou como exemplo a novela Lado a Lado (2012) – justamente uma história sobre o final da era de escravização oficial no País, como gostariam de demonstrar os antirracistas.
“Isso tem que vir naturalmente”, socorreu-o o diretor-geral da nova novela, Dennis Carvalho, o mesmo que em 2015 escalou para a novela Babilônia um elenco com forte presença negra. Babilônia foi amplamente rejeitada pelo público, e o fracasso foi atribuído a um romance com beijo na boca entre as personagens vividas pelas atrizes Fernanda Montenegro e Nathalia Thimberg.
Agora, a axé music embranquecida de Segundo Sol rendeu à Globo a melhor primeira semana de uma novela desde 2014. A história que a antecedeu, O Outro Lado do Paraíso, também contou com altos índices de audiência e de branquitude. Na semana final, uma vilã pálida e loira teve como punição definitiva o encarceramento numa cela em que todas as demais presas eram negras e carrancudas.
Na quarta-feira 16, já com Segundo Sol no ar, a militante negra, cantora e compositora carioca e deputada estadual por São Paulo Leci Brandão promoveu, na Assembleia Legislativa, um debate sobre o voto negro em 2018, e o assunto do racismo global veio à tona.“Há muitos anos escrevi um negócio chamado Eu Quero uma Novela Negra no Ar, mas nunca consegui concluir essa música”, contou Leci.
“Não quero mais viver carregando bandeja na televisão, isso é um samba lá de trás, gente negra, gente negra, de se acomodar acho que já chega. A gente só vivia carregando bandeja, o homem abrindo porta de carro. E piorou, porque os escritores de novelas começaram a botar as nossas companheiras fazendo personagem de novela entregando copo d’água e levando bronca de patroa, ‘não fica olhando para a minha cara!, sai daqui!’ Eles querem cada vez mais rebaixar a gente.
Dá vontade de dar um murro na tevê. Fiz papel de escrava, lá na Xica da Silva (1996). Mas eu era a líder do quilombo, fazia uma confusão danada e morria no tiro. Mas a gente cansou. Desta vez os próprios atores da Globo fizeram uma reunião, parece que Lázaro Ramos participou, está uma confusão danada.”
Durante o encontro promovido por Leci, a socióloga negra Mariana Anto-niazzi apresenta os resultados da pesquisa Afrodescendentes & Política, realizada pelo Painel BAP. Ela cita que 54% dos brasileiros se autodeclaram pretos ou pardos e que 77% afirmam não se sentir representados pelas marcas e propagandas.
Num recorte de 1.067 eleitores afrodescendentes paulistanos, 35% declararam trabalhar com carteira assinada e 30% disseram não se identificar com nenhum presidenciável. “Essa pesquisa é tão importante que tinha que ser noticiada no horário nobre de uma tevê que tivesse coragem, qualquer uma do quinteto da mídia que manda no País e não tem nada a ver com a gente”, provoca Leci.
“A boa notícia é que estão acontecendo mudanças. A população não está mais se calando. Como uma novela feita na Bahia, onde 75% da população se declara negra ou parda, não tem nem pelo menos um núcleo negro?”, indaga Mariana.
A controvérsia em torno de Segundo Sol coincidiu com o impacto do lançamento mundial de This Is America, videoclipe (foto) explosivo do rapper estadunidense Childish Gambino (codinome musical do também ator e roteirista Donald Glover), que emprega cenas explícitas de assassinatos para criticar a violência institucional dos Estados Unidos contra seus afrodescendentes.

Com uma dança desengonçada, ele parece ironizar o papel dos negros como entretenedores numa sociedade dominada por brancos – entre um rebolado e outro, Gambino interrompe a diversão para disparar tiros contra outros afrodescendentes.
O caso brasileiro demonstra uma população que tenta reagir timidamente e uma rede hegemônica anos-luz atrás de qualquer reflexão racial. Também presente no debate de Leci, o mestre em jornalismo (e afrodescendente) Juarez Tadeu de Paula Xavier compara as experiências dos dois países no enfrentamento ao racismo institucional e institucionalizado.
“Nos Estados Unidos eles sabem que O Nascimento de uma Nação (1915), de D.W. Griffith, teve papel importante na construção da imagem do homem negro como predador e estuprador e da mulher negra como lasciva e preguiçosa”, afirma.
“Aqui, a ideia das novelas é fazer a representação do lugar do negro na sociedade, num processo extremamente articulado de negação absoluta da população negra. É uma longa narrativa de persuasão que justifica a brutal repressão contra a população negra por um Estado que é genocida em relação a essa população.
No Brasil ainda precisamos construir essa narrativa: qual é o papel que os meios de comunicação têm na legitimação da violência contra o negro?”, pergunta. A resposta, irmãs e irmãos, sopra com os ventos globais.
Carta Capital