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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Rincon Sapiência encerra ‘Inquietações’ exaltando orgulho negro na USP

Rincon Sapiência encerra Festival Inquietações na USP. Crédito: Yuri Salvador
O Festival Inquietações fez parte da caravana da UNE Volante que percorreu o Brasil

Com a juventude da UNE, o sonho não acaba, ele é ressignificado! Quer um exemplo? O legado do Festival Inquietações.
O festival fez parte da caravana UNE Volante que percorreu 11 universidades nas 5 regiões brasileiras defendendo a democracia e o ensino público, além de abrir espaço para dezenas de novos artistas do teatro, artes plásticas e música . Nesta quinta-feira (07) o ‘Inquietações’ teve o seu encerramento com chave de ouro na Prainha da Escola de Comunicação e Arte (ECA) da Universidade de São Paulo (USP).
Na noite de temperatura fria, mas cheia de estudantes festeiros na Prainha, rolou slam e poesia periférica com Kimani, a música popular e engajada de Nina Oliveira, o rock progressivo regional de Mil Pássaros Dançando e a autoestima negra e legado africano no rap de Rincon Sapiência. Entre abril e junho deste ano, o ‘Inquietações’ em sua parte musical também contou com a participação de nomes já consagrados como MC CarolRAPadura e o próprio Rincon.
“O maior legado do Festival Inquietações foi deixar aquecido o debate sobre regulamentação de espaços nas universidades para formentar cultura e a extensão universitária”, afirma Camila Ribeiro, coordenadora do Circuito Universitário de Cultura e Arte, o Cuca da UNE.
Em São Paulo, o ‘Inquietações’ falou muito sobre o orgulho negro. Tratar o tema em uma festa uspiana  é simbólico, já que em 2018 a USP pela primeira vez aderiu as cotas sociais e raciais para o seu concorridíssimo vestibular.  Vitória do movimento negro, periférico e estudantil \o/.O belo desfecho do Festival Inquietações se tornou uma celebração desta conquista.Neste show da USP, o CUCA da UNE somou esforços com o coletivo Opá Negra para juntar o tradicional Quinta i Breja (QiBcom o festival da UNE.
Kimani trouxe o empoderamento das mulheres negras e a arte de periferia para o palco do Festival Inquietações na USP. Crédito: Bárbara Marreiro
Com um som suingado, a cantora e compositora Nina Oliveira fala sobre questões existenciais, sociais, raciais e de gênero. Crédito: Bárbara Marreiros
Atração mais aguardada, Rincon Sapiência agitou a Prainha do ECA. Nascido na Cohab I em Itaquera, zona leste de São Paulo, o rapper Danilo Albert Ambrosio, conhecido como Rincon Sapiência (homenagem ao jogador de futebol colombiano que jogou no Corinthians nos anos 90) ganhou vários prêmios em 2017 com o álbum Galanga Livre.
O trabalho passeia por vários estilos musicais, como a ciranda, o samba e o funk. Além da versatilidade do som, Rincon traz um pouco da cultura da África e a valorização da autoestima negra nos ingrediente do seu caldeirão de rimas. Elétrico e interagindo o tempo todo com o público, Rincon lembrou que os negros estão conseguindo mais acesso à USP e puxou o coro de “Fora Temer”. Veja abaixo, vídeos com alguns dos grandes momentos do show
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Das muitas canções apresentadas pela banda Mil Pássaros Dançando, destaca-se a bela “Monocromático” que integra o próximo trabalho do grupo. Segundo a banda, a letra e o clipe lançado em março foram inspirados na dura realidade de pessoas sem rede de apoio que vivem em situações precárias pelas ruas do Centro de São Paulo.
O som de influências nordestinas do Mil Pássaros Dançando coloca o dedo na ferida das mazelas paulistas. Crédito: Bárbara Marreiros

A presidenta da UNE, Marianna Dias, fez a última fala da UNE Volante 2018 e do Festival Inquietações lembrando dos diversos temas tratados durante a caravana que vão servir para estruturar um projeto de país, além de uma universidade atuante e ainda mais diversa com a cara do Brasil. Segundo Marianna, esses temas seguem ainda mais fortalecidos nas lutas da UNE.
Quer saber mais sobre as ideias debatidas por estudantes, pesquisadores (as) e trabalhadores (as) de todo o Brasil durante a UNE Volante ? Leia aqui. 
Missão cumprida! Parte da equipe da UNE Volante e a presidenta da UNE Marianna Dias no encerramento da caravana na USP. Crédito: Yuri Salvador

Fonte: UNE

Índigenas e Quilombolas não aceitam cortes de 4 mil bolsas auxílio .

Estudantes vão a Brasília de 18 a 22 de Junho para uma mobilização nacional

O que já estava ruim, ficou pior. No último dia dia 29 de maio de 2018 o Ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva comunicou os cortes no auxílio financeiro à indígenas e quilombolas que estudam em universidades federais em uma audiência pública em Brasília.
“Muitos de nós saimos da nossas aldeias e precisamos da bolsa para sobreviver nas universidades em uma realidade muito diferente da nossa”, afirma a estudante de Agroecologia e do Coletivo Indígena da Universidade Federal do Reconcâvo da Bahia (UFRB), Thyara Pataxó.
De acordo com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC) o primeiro semestre de 2018 recebeu matrículas de 2.500 novos estudantes indígenas e quilombolas para acessarem o Programa Bolsa Permanência.
Durante a reunião o ministro fez uma proposta de 800 bolsas para todo o Brasil, um corte de aproximadamente 4 mil vagas anuais. “Uma proposta injusta e infeliz que não vai beneficiar nem 20% dos estudantes que precisam. Estamos fazendo mobilizações nas nossas aldeias, universidades e vamos fazer uma nacional em Brasília de 18 a 22 de Junho. Não aceitamos essa condição e queremos uma nova reunião com o Ministro”, destacou Thyara.
Ela conta ainda que na UFRB eles são em 20 indígenas e que um inclusive desistiu do curso em decorrencia da falta de bolsa. “Tem gente que está há anos tentando e não consegue”.
A comissão de estudantes que esteve em Brasília divulgou uma nota oficial em que afirma que a proposta do governo fere os direitos dos povos “nos põe em uma situação de conflito com os próprios parentes indígenas e quilombolas, dado que o momento é de união e somar forças”.
E agradecem o apoio de universidades e instituições que estão mobilizadas como a UnB, UFPA, UFBA, UfsCar, UFMT, entre outras. Confira a nota aqui na íntegra.

CORTES NAS BOLSAS NÃO PARAM

Criado em 2013, o Bolsa Permanência é uma ação do Governo Federal que oferece auxílio financeiros a estudantes indígenas, quilombolas matriculados em instituições federais de ensino superior. Desde sua criação, o programa atendeu 7.370 indígenas, 2.666 quilombolas e 9.563 estudantes de baixa renda, que deixaram de receber o auxílio em 2016.
Dois dias depois da audiência pública com os estudantes indígenas e quilombolas o governo federal anunciou um novo corte para subsidiar a queda do preço do combustível no país. Serão 55,1 milhões de reais a menos em outro programa de concessão de bolsas: o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior (Proies).
UNE

Os Santos de Junho: Pedro – João e Antonio.

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Junho é mês de muita festa, quentão, quadrilha e de comemorar os dias de padroeiros queridos como São JoãoSão Pedro e Santo Antônio. Foram os nossos descendentes portugueses que trouxeram tanto a cultuação destes santos como as festas que os acompanham. As histórias dos santos são relatos maravilhosos, onde os fatos históricos ganham ainda mais encanto e beleza pela imaginação popular.
A manifestação popular em louvor aos santos Antônio, João e Pedro é parte das raízes culturais do Nordeste, as homenagens revelam quanta devoção existe por trás das festas (religiosas ou/e profanas), que se realizam durante o mês de junho. “A fogueira está queimando, em homenagem a São João…”, entre os três, este santo detém o maior número de devotos, segundo a crença popular, ele é responsável pela colheita de milho e feijão que se verifica na época, e mesmo quando não há fartura, o santo é homenageado com muita fé e festa.
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JOÃO – A festa de São João é realizada na véspera do seu dia. Filho de Zacarias e Isabel, diz a Bíblia que foi ele quem batizou Jesus Cristo com as águas do rio Jordão. Daí vem o nome Batista, o “batizador”. É o mais famosos dos três santos do mês de junto, tanto que as festas juninas também são conhecidas como festas joaninas, em sua homenagem. A festa é profundamente humana e revive rituais do fogo no culto a um santo da igreja católica.

Primo de Jesus, João teve a missão sagrada de preparar o povo para a chegada do Messias. Em muitas cidades da Chapada Diamantina a festa do santo possui aspectos particulares. Ao contrário do São João Menino, lá o santo venerado é o Batista, através de sua imagem adulta. A veneração, bem típica da tradição cristã, cresceu a partir de uma promessa para uma fonte de água não secar. Nessa região, o ritual de celebração de São João dura nove dias, incluindo novena, leilão para realizar a “comida dos inocentes” (doação de alimentos para os pobres) e o Tororó, uma espécie de cunho profano que acaba voltando-se para o religioso no final, com a entrada na igreja. E a música é executada com zabumbas e flautinhas de madeira.
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ANTÔNIO – O dia 13 é todo dedicado a Santo Antônio. Existe a lenda de que este santo é “casamenteiro”, embora o povo diga no auge da sua sabedoria, que “Santo Antônio casa a torto e a direito, e que somente São José casa direito”. Já o dia de São João é 24. No Nordeste do País existem muitas festas em homenagem a São João, que também é conhecido como protetor dos casados e enfermos, principalmente no que se refere a dor de cabeça e garganta.

Muito popular em Portugal e no Brasil, Santo Antônio é padroeiro dos pobres e o protetor das crianças. Por isso é apresentado nas igrejas carregando uma criança.  Sempre tratado com muito carinho, mas recebe estranhos castigos quando os pedidos não são atendidos. Por exemplo: colocam Santo Antônio de cabeça para baixo dentro de um poço até que a graça seja alcançada.
Alguns símbolos são conhecidos por remeterem ao nascimento de São João, como a fogueira, o mastro, os fogos, a capelinha e a palha. Existe uma lenda que diz que os fogos de artifício soltados no dia 24 são para acordar São João. A tradição acrescenta que ele adormece no seu dia, pois, se ficasse acordado vendo as fogueiras que são acesas em sua homenagem, não resistiria e desceria à terra.
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PEDRO – Já São Pedro, 29, foi um humilde pescador e fundador da Igreja do Senhor, além de ser chefe dos 12 Apóstolos. Podemos sempre contar com este santo nas horas difíceis. A ele atribui-se a chegada das chuvas, e, claro, de ser o guardião das portas do céu. É cultuado como protetor das viúvas, por isso são elas que organizam a festa desse dia, juntamente com os pescadores, que também fazem a sua homenagem a São Pedro realizando procissões marítimas.

No dia 29 todo homem que tiver Pedro ligado ao nome, deve acender fogueiras nas portas de suas casas e, se alguém amarrar uma fita em uma pessoa de nome Pedro, este se vê na obrigação de dar um presente à pessoa que o amarrou. Em algumas localidades ainda se realiza a procissão das viúvas, como, por exemplo, no Alto e Médio São Francisco, as viúvas sobem o rio em canos, levando uma imagem do santo para conseguir maior proteção. (Fonte: Ascom UPB)

UNESCO pede mais cooperação para enfrentar tráfico de bens culturais no Brasil

Rua Da Cruz
Em evento realizado semana passada, em São Paulo, especialistas da UNESCO defenderam a implementação de uma política nacional, clara e articulada sobre o tráfico ilícito de bens culturais. Embora a agência da ONU tenha, desde 1970, uma convenção sobre o tema, que o Brasil assinou em 1973, não houve grandes ações para combater o problema, segundo representantes do organismo internacional.
Em evento realizado entre os dias 4 e 5 de junho, em São Paulo, especialistas da UNESCO defenderam a implementação de uma política nacional, clara e articulada sobre o tráfico ilícito de bens culturais. Embora a agência da ONU tenha, desde 1970, uma convenção sobre o tema, que o Brasil assinou em 1973, não houve grandes ações para combater o problema, segundo representantes do organismo internacional.
Com cerca de 550 de participantes, o seminário Proteção e Circulação de Bens Culturais: Combate ao Tráfico Ilícito foi promovido pelo Ministério da Cultura e o Itaú Cultural, instituição que esteve envolvida em uma polêmica de roubo de obras de arte. Sem saber, o instituto adquiriu na Inglaterra oito gravuras que haviam sido roubadas da Biblioteca Nacional em 2014.
As imagens foram devolvidas à Biblioteca, mas o episódio levantou o debate de que, embora o Brasil possua leis e bancos de dados para esse tipo de ocorrência, o país ainda não tem uma política pública voltada para combater esse crime.
Para o especialista da sede da UNESCO, Édouard Planche, que participou do seminário, esse é o caso de muitas outras nações. O funcionário da agência da ONU lembrou que o episódio do Itaú Cultural foi um dos poucos em todo o mundo com um “final feliz”.
“Uma vez que bens culturais são roubados já é tarde demais. É muito difícil restituir esses objetos e eles acabam indo parar em feiras de antiguidade ou sendo vendidos pela internet e é muito difícil rastreá-los”, afirmou Planche.
Desde 1970, a UNESCO conta com a Convenção Relativa às Medidas a serem Adotadas para Proibir e Impedir a Importação, Exportação e Transferência de Propriedades Ilícitas dos Bens Culturais. O documento é o principal instrumento normativo em nível internacional sobre o tema.
Um dos objetivos do encontro em São Paulo era impulsionar os debates para a criação de uma política nacional sobre esse tipo de infração. Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o enfrentamento ao crime exige uma ampla cooperação intragovernamental, entre os ministérios (Cultura, Relações Exteriores, Justiça, Fazenda, Educação, Turismo) e o Ministério Público, as polícias e a Receita Federal. É necessário ainda o engajamento da sociedade civil e do setor privado.
Também presente no seminário, a representante interina da UNESCO no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto, ressaltou que a implementação da Convenção de 1970 é um assunto árido. Segundo a dirigente, apesar de o documento existir desde 1970 e de o Brasil ser signatário desde 1973, não há registros de grandes ações no que se refere à promoção do tema.
Lembrando que um dos pilares da convenção é a cooperação, Noleto elogiou a participação de diferentes atores no evento.
“A presença ampliada de parceiros – como a Polícia Federal e o Ministério Público – no evento é fundamental no estabelecimento de uma ação articulada e cooperativa para que possamos cumprir com o primeiro pilar da Convenção, que é a prevenção ao tráfico ilícito. E uma vez que não seja possível cumprir esse primeiro pilar, a cooperação também é necessária para se fazer cumprir então o segundo pilar, que é a restituição dos bens”, disse a representante.
O coordenador-geral de Cooperação e Relações Internacionais do Ministério da Cultura, Adam Muniz, defendeu a necessidade de capacitar profissionais, oferecendo informações sobre marcos internacionais, regionais e nacionais. Entre eles, estão dois instrumentos da UNESCO: a Convenção de 1970 e a Recomendação referente à Proteção e Promoção dos Museus e Coleções, sua Diversidade e seu Papel na Sociedade (2015).

Política nacional

Édouard Planche vê como positiva a iniciativa do Ministério da Cultura de criar uma política nacional, aproveitando o aprendizado com o caso do Itaú Cultural. “Acredito que as autoridades brasileiras estão realmente comprometidas a avançar neste assunto e procuraram o suporte da UNESCO para construir uma política nacional real, uma estratégia para fortalecer a cooperação na América Latina, nos países fronteiriços e também para que o Brasil possa ser mais proativo na implementação da Convenção de 1970.”
O escritório da UNESCO no Brasil também está colaborando com a construção da política. Por meio de um projeto de cooperação técnica internacional com o Ministério da Cultura, um estudo está sendo realizado para auxiliar a elaboração da nova estratégia.
Dentre as recomendações sugeridas no evento está a criação de um Conselho Nacional, estabelecido por meio de decreto presidencial e encabeçado pelo Ministério da Justiça. Participariam dessa entidade os atores governamentais envolvidos, assim como representantes da iniciativa privada e do terceiro setor.
Outra recomendação é a criação de uma “lista vermelha” brasileira – um catálogo gerenciado pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM), que identifica bens culturais em perigo e em áreas vulneráveis, a fim de prevenir a venda e a exportação ilícitas.


O seminário foi realizado com a cooperação da UNESCO no Brasil e do Comitê Brasileiro do ICOM. Teve ainda o apoio do Ministério das Relações Exteriores, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e da Fundação Biblioteca Nacional (FBN).

domingo, 10 de junho de 2018

Lara, Cozza e as feridas abertas


Do ponto de vista de quem acha que, em todo ator representando um personagem real no teatro, a semelhança com o representado agrega credibilidade, podem ter alguma razão os que rejeitam Fabiana Cozza personificando Dona Ivone Lara. E também quando veem, na situação, desserviço a uma causa, como a da representatividade dos afrodescendentes na sociedade brasileira. Mas essa compreensão e esse julgamento precisam ser relativizados.
Por Nei Lopes*
O caso é que a classificação etnorracial das pessoas no Brasil ainda hoje dá margem a desencontros e divergências. Nos Estados Unidos, por exemplo, as antigas divisões de quadroons (pessoas com suposto 1/4 de sangue negro) e octoroons (1/8) etc. deram lugar às expressões afro-american ou african-american, que identificam os descendentes de africanos, em qualquer grau de mestiçagem. Em nosso país, até a década de 1980, os contingentes formadores da nação brasileira foram de um modo geral oficialmente classificados em atenção à aparência fenotípica, e não à origem.
Na atualidade, o poder público, por intermédio do IBGE, vem usando para os afrodescendentes (termo de criação e aceitação recentes) as categorias “preto” e “pardo”; e os movimentos em prol da cidadania e da inclusão elegeram o adjetivo “negro” para contemplar a união desses dois segmentos. Particularmente, vejo e entendo a junção de “pretos e pardos” dentro da rubrica “negro” como algo altamente favorável. Para mim, só ela permite quantificar o mais próximo da verdade quantos somos; e daí pôr em prática as medidas tendentes à sonhada inclusão. Assim, cheguei à seguinte definição, que tenho usado em meus escritos: para mim, no contexto da Diáspora, negro é todo descendente de um indivíduo negro-africano, com qualquer grau de mestiçagem, desde que essa origem possa ser identificada historicamente; e, no caso de pessoas vivas, desde que seja reconhecida pelo indivíduo objeto dessa qualificação. A partir daí é que podemos identificar como negros e negras personalidades e personagens não necessariamente pretos, como André Rebouças, Luiz Gama, Lima Barreto, no passado; e, no presente, a bela Camila Pitanga e a inditosa Marielle Franco, para ficar só nesses exemplos.
Então, chegamos a Fabiana Cozza, artista afrodescendente pelo lado paterno, que, com sua fina sensibilidade, tem vivenciado essa experiência de modo altamente civilizado. Assim em seus poemas, publicados em 2017 no volume Álbum duplo, ela reverencia sua ancestralidade real e espiritual, entrelaçando referências afro-brasileiras e afro-cubanas definidoras. Da mesma forma que já fizera no CD Partir, de 2014.
Em relação a sua personificação de Dona Ivone Lara no teatro, ouso dizer que não sei, ainda, de cantora brasileira mais capacitada para tal. Não só pela absoluta identificação artística com a personagem, quanto, de certa forma, pelo chamado physique du rôle — a aparência física apropriada para o papel.
Mas a pretendida correção política dos tempos atuais entendeu, com alguma dose de razão, que não era bem assim. Pena! Perdeu o teatro, perdeu a música, e, lamentavelmente, ganharam aqueles que, hoje cada vez mais, fazem cair por terra todos os avanços sociais em favor do povo brasileiro que, em meu entender, foram conquistados da década de 1980 até aqui.
Como escreveu a respeito desse rumoroso caso o violonista Cláudio Jorge, meu grande amigo e parceiro, em magnífica reflexão disponível na internet: já vivemos uma revolução no Brasil e “não há revolução sem feridas abertas”. No caso de nossa querida Fabiana, essas feridas já estão doendo.
*Nei Lopes é compositor, escritor, estudioso das culturas africanas e autor do Dicionário de História da África
Revista Época

Comidas típicas de festa Junina e muito mais…

Comidas-tipicas-de-Festa-Junina-2

Aqui no Portal da Cultura Brasileira você encontra comidas típicas como canjica, quentão, cocada, bolo de milho, paçoquinha, arroz-doce e muitas outras receitas de Festa Junina para animar o seu arraiá, seja na escola, casa ou clube!
f jbolo de fuba cremoso
Bolo de fubá cremoso
Ingredientes
Serve: 10
4 xícaras (chá) de leite
3 ovos
40 g de manteiga
2 xícaras (chá) de açúcar
3/4 xícara (chá) de queijo ralado
1 1/2 xícara (chá) de côco ralado
1 xícara (chá) de fubá
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 pitada de sal
Modo de preparo
Preparo:10mins  ›  Cozimento: 30mins  ›  Pronto em:40mins
Em um liquidificador, bater o leite, os ovos, a manteiga, o açúcar e o queijo parmesão ralado. Bater por 5 minutos.
Acrescentar o fubá, a farinha de trigo e o côco ralado. Bater até obter um creme fofo.
Por último, misture o fermento.
Despeje a mistura em uma forma untada.
Assar em forno preaquecido a 150°C por aproximadamente 30 minutos.

f j bolo de milho

Bolo de milho

Ingredientes:

Rende: 1 bolo médio
1 lata de milho verde (escorrido)
3 ovos
½ xícara de óleo
1 copo (250ml) de leite
2 xícaras de açúcar
1 xícara de fubá
3 colheres (chá) de fermento em pó
1 xícara de farinha de trigo
Modo de preparo
Preparo:10mins  ›  Cozimento: 40mins  ›  Pronto em:50mins
Preaqueça o forno a 200º C.
No liquidificador, bata o milho verde, os ovos, o óleo, o leite e o açucar,até ficar bem homogêneo.
Separadamente, peneire o fubá, o fermento e a farinha. Adicione a mistura líquida e mexa bem para incorporar.
Leve para assar em uma forma untada e polvilhada por aproximadamente 40 minutos.
 f j arroz doce
CANJICA DOCE CREMOSA 
Ingredientes
Serve: 10
500 g de milho para canjica
1 lata de leite condensado
100 ml de leite de coco
600 ml de leite
4 colheres (sopa) de manteiga de amendoim (opcional)
2-3 paus de canela
Cravo-da-índia a gosto
Açúcar a gosto
Canela em pó para polvilhar
Modo de preparo
Preparo:1hora20mins  ›  Tempo adicional:6horas de molho  ›  Pronto em:7horas20mins
Deixe a canjica de molho em água por 6 hora

sábado, 9 de junho de 2018

FIQUE POR DENTRO DO QUE ROLOU HOJE (9) NO PROGRAMA A VOZ DO TRABALHADOR


Eduardo Vasconcelos - assessor e presidente do CPC/RN, Damião Gomes (centro) CMDS e Edmilson Gomes da Silva - STRAF - NOVA CRUZ

O Programa A VOZ DE TRABALHADOR - Rádio FM Curimataú - 103.5 - Nova Cruz/RN de hoje (9) bateu o record de audiência não só pelo fato das notícias serem importantíssimas, mas pelo fato dos associados estarem em sintonia com o STRAF e pelo contesto  da atual conjuntura política e econômica que o país atravessa.

O presidente do STRAF-NOVA CRUZ/RN, Edmilson Gomes (Negão) informou que esteve com a recente diretora da Agência da Previdência em Nova Cruz, a senhora, Luciana para esclarecimentos e dúvidas sobre as aposentadorias do homem do campo, como outras inerentes ao sindicalismo e as recentes reformas feitas pelo governo federal.  Para Edmilson (Negão) tem muitos pontos ainda a serem esclarecidos. Mas em resumo as coisas estão a cada dia ficando mais difícil para o trabalhador/a rural, principalmente para a sua aposentadoria.

Mais o STRAF estará atentos a essas mudanças e concluiu dizendo que o sindicato estará sempre estará ao lado dos trabalhadores e que não medirá esforços para defender seus direitos, mas por outro lado é importante que os trabalhadores rurais façam a sua parte, ou seja, sindicalizando e mantendo em dia suas mensalidades e sua manutenção no campo.

Damião Gomes da Silva, presidente do CMDS - Conselho Municipal do Desenvolvimento Sustentável falou das conquistas históricas dos trabalhadores rurais e que hoje estão sendo ameaçadas pelo atual governo federal, ou seja, PERDAS DE DIREITOS conquistados com muita luta.  

Eduardo Vasconcelos aproveitou para falar de sua viagens ao Recife e João Pessoa representando o CPC/RN (Centro Potiguar de Cultura), o qual é presidente e detalhou sobre o DOCUMENTÁRIO que a instituição fará sobre os prédios coloniais (antigos) das capitais do Nordeste que estão abandonados, como também sobre ao Núcleo da UERN em Nova Cruz, que está prestes a fechar.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Mostra Pare, Olhe, Escute bota o cinema nos trilhos em Cachoeiro de Itapemirim (ES)

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Cineastas que possuam obras que tenham o trem como referência podem inscrever seus filmes até 30 de junho.
A antiga estação ferroviária de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, ganhará um colorido diferente entre 12 e 13 de outubro. Ela será palco da Mostra de Cinema Pare, Olhe, Escute, com entrada gratuita. Além de filmes ligados à temática de trilhos e trens, haverá espaço para bate-papo, oficinas e apresentações musicais.
Cineastas interessados podem inscrever seus filmes até 30 de junho para  acessar o regulamento no blog  ou na página do festival. Para participar, os filmes devem ter o trem como referência.
O organizador do festival, Ériton Berçaco, explica que o principal objetivo da mostra é trazer para a população de Cachoeiro o que está sendo feito nacionalmente. “A ideia é revitalizar um espaço da cidade que está ocioso: a estação de trem que, em 2018, completa 115 anos”, diz. “Também queremos fomentar a formação de público e a produção de audiovisual local”, completa.
O nome da mostra foi inspirado em placas de ferrovias, que pediam para as pessoas pararem antes dos trilhos, olharem para ver se o trem não estava próximo, e escutarem seu “piuí” característico. “Moro em uma cidade próxima a Cachoeiro de Itapemirim e tem uma linha férrea com várias estações desativadas, que são lindas. Passando por elas, pensei que poderiam ser usadas como espaços culturais”, relata Berçaco.
Além da mostra competitiva de curtas, que premiará com o troféu Luz (especialmente criado pelo artista plástico Bruno Salvador para o festival), haverá a mostra Nos Trilhos do Cinema, voltada para alunos da rede pública de ensino. Longas que têm o trem como tema serão exibidos para os alunos. Essas sessões cineclubistas contarão com debates e oficinas.
Marco arquitetônico
Atualmente, a estação está desativada, mas abriga o Museu Ferroviário Domingos Lage, aberto à visitação. O prédio é um marco arquitetônico e histórico. “Levar a mostra para este espaço, com filmes sobre a temática do local, fará com que o público resgate a memória de um tempo em que andar de trem era algo comum na região”, avalia Berçaco.
Também vale mencionar que Cachoeiro do Itapemirim é berço de duas personalidades que contribuíram bastante para o cinema nacional nos anos 60 e 70. Um deles é Roberto Carlos, que no auge da carreira estrelou diversos filmes de boa bilheteria. E o outro é Carlos Imperial (1935-1992), que fez de tudo no showbiz nacional, incluindo dirigir e atuar em longas de vários estilos.

Bragança abre as portas para o São João


08 de junho 2017 – Festa Jununa de Braganca /PA.
Foto: Roberto Castro/ MTur
A expectativa é que 50 mil pessoas circulem pela cidade paraense nos cinco dias de festejos juninos
Já são 30 anos de um dos mais tradicionais festejos juninos do estado do Pará. Em Bragança, distante cerca de 210 km da capital Belém, o São João tem pé fincado na essência da cultura brasileira com cores e sabores da gastronomia paraense, quadrilhas, bois-bumbás e cordões de pássaros que levam para o palco e para as ruas muita dança, música e alegria. Assim será no XXX Festival Junino de Bragança que ocorre de 7 a 11 de junho na Praça de Eventos da cidade.
Na praça, a multidão se aglomera para ver a disputa das quadrilhas. Não uma performance comum, mas apresentações teatrais que contam histórias e lendas da Amazônia. O cordão de pássaros, de uma singeleza ímpar, coloca em cena os personagens da índia, do caçador e do pássaro, desenvolvendo tramas com os mais diversos enredos. Este ano, a gastronomia será ainda mais valorizada no Festival Junino de Bragança com a avaliação, por um júri técnico, dos pratos servidos na festa.
O palco principal, além das apresentações folclóricas, incluirá três nomes nacionais e mais de 10 bandas locais. O imenso arraial repleto de barraquinhas gastronômicas também contará com a Casa do Xote, onde o ritmo nordestino é dançado do jeitinho que a marujada implantou em Bragança; a Casa Caeteuara, destinada à produção do criativo artesanato local; a Taberna Caeté, grande novidade do evento, onde estarão à venda produtos bragantinos que são produzidos e comercializados em escala, podendo ser encontrados em outros municípios e estados. Haverá, ainda, a Casa da Farinha, produto cuja qualidade “genuinamente caeteuara – dos Caetés” tem reconhecimento internacional.
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Festejo Junino Bragança – Crédito: Roberto Castro
Quem já foi, não esquece. A jornalista Priscilla Aguiar, que visitou a festa no ano passado, a convite do Ministério do Turismo, classifica a experiência como enriquecedora.  “Além de ter sido agraciada por lindos espetáculos, conheci os bastidores dessa festa, pessoas humildes que se dedicam o ano inteiro para fazer bonito durante o São João. O mundo precisa conhecer pelo menos um pouquinho de tudo isso que nosso povo saber fazer”.
BALANÇO – Em 2017, o Arraial dos Caetés em Bragança (PA) recebeu mais de 50 mil pessoas em quatro dias com a geração de 1,2 mil empregos diretos e indiretos e movimentação econômica de R$ 124,5 mil. Foram beneficiadas comunidades tradicionais e produtores de farinha, o ouro branco da região.
O XXX Festival Junino de Bragança é uma realização da prefeitura municipal, por meio da Secretaria de Cultura, Desportos e Turismo. Conta com aporte de recursos do Ministério do Turismo e apoio do SEBRAE, através do serviço de ambientação e qualificação do evento.

Em Moscou 13 shows musicais e 3 chefs brasileiros durante a Copa do Mundo


O Ministério da Cultura (MinC) vai levar música e gastronomia para a Copa na Rússia. A programação terá lugar numa antiga choperia de Moscou, batizada de Brasil Experience, começando no próximo dia 16, com um show do rapper Emicida. Estão previstas apresentações de 13 artistas, como a cantora Mart’nália, o instrumentista Hermeto Pascoal e a banda de samba-rock Sandália de Prata, além de opções da culinária brasileira. O show de encerramento será realizado em 14 de julho, véspera da final, com o cantor e baterista paulistano Curumin.
O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, destaca a importância econômica do megaevento esportivo, que atrai turistas do mundo inteiro e é transmitido para todos os continentes. “A cultura brasileira tem um imenso potencial de exportações e esse é um dos eixos de atuação do Ministério da Cultura. Pode ser muito interessante, em termos de atração de receitas, e, portanto, de geração de renda e emprego aqui no Brasil. As atividades culturais e criativas constituem um dos setores de maior vitalidade da nossa economia e já respondem por 2,64% do PIB brasileiro”, diz Sá Leitão.
Os músicos e chefs foram selecionados pela organização social Brasil Música & Artes – BM&A, que venceu edital do MinC para divulgar a cultura brasileira na Copa. “Podemos ser muito mais queridos e admirados lá fora se a nossa cultura for mostrada”, diz o presidente da BM&A, Sérgio Ajzenberg. O MinC repassou R$ 2,99 milhões à BM&A.
Cerca de 300 artistas participaram da seleção pública feita por um comitê nomeado pela BM&A. Uma das escolhidas foi o quarteto instrumental gaúcho Yangos, que concorreu ao prêmio Grammy Latino no ano passado. “A Copa não é só futebol. A gente está levando a nossa cultura, a nossa culinária e a nossa música”, diz o acordeonista Rafael Scoopel. A Yangos toca ritmos fronteiriços (originários das regiões de fronteira entre o Brasil e outros países), como o chamamé e o vanerão.
Do Ceará, segue para se apresentar na Rússia a banda de rock alternativo Selvagens à Procura de Lei. Em 2014, por ocasião da Copa no Brasil, o grupo lançou a música “Bem-vindo ao Brasil”. Outra canção do repertório é “Brasileiro”. “Nossas letras falam muito de questões sociais”, diz o vocalista e guitarrista Rafael Martins. Para Ajzenberg, diversidade é a palavra-chave da programação: “Estamos levando a nova música brasileira com toda a sua diversidade: funk, hip hop, samba”, diz o presidente da BM&A.
Gastronomia
As atividades gastronômicas contarão com três chefs do Norte, Nordeste e Sul: Felipe Schaedler (Norte), Guga Rocha (Nordeste) e Alysson Muller (Sul). Cada um será encarregado de preparar uma ‘noite brasileira’, quando o público poderá saborear a culinária típica da região de cada chef.
A antiga choperia tem capacidade para cerca de 1,5 mil pessoas. A entrada será gratuita, assim como o acesso aos shows e a aparelhos de tevê com os jogos da Copa. Haverá opções pagas de restaurante e bar. “O sol se põe às 23h, são noites muitos gostosas. O lugar é muito bonito, perto do Rio Moscou. É lá que a gente vai assistir aos jogos. Tem uma campanha na Rússia chamando as pessoas para visitar a casa brasileira”, conta Ajzenberg.
Em um espaço destinado ao MinC, o público poderá valer-se de óculos virtuais para ver cenas do Brasil. A ideia é divulgar o país no exterior e atrair turistas estrangeiros.
A programação do projeto Brasil Experience – Ao vivo na Copa da Rússia tem o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
O prédio da antiga choperia em Moscou foi alugado pela Vividbrand, braço da agência de publicidade Publicis que atende os patrocinadores da seleção brasileira, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). No local, além da programação do MinC, haverá atrações sob a responsabilidade da CBF, como os shows do cantor, compositor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, em 14 de junho, e do rapper Marcelo D2 (nos dias 15 e 17 de junho). A Copa da Rússia começa em 14 de junho e vai até 15 de julho.
Serviço
Brasil Experience – Ao Vivo Na Copa da Rússia
Endereço: via Кутузовский пр-кт, 12 стр. 1, Moskva, Rússia, 121248
12, Kutuzovsky Prospect, Bldg 1, Moscou, Russia

Flip 2018: um encontro de veteranos e estreantes


“Mais artística” que a edição de 2017, segundo a curadora Josélia Aguiar, a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) deste ano quer apresentar ao público autores não-canônicos, fomentar discussões sobre as definições de literatura e explorar o caráter internacional da escrita
Por Helô D’Angelo
A curadora da 16ª FLIP e dois membros do conselho diretor do festival, Izabel Costa Cermelli e Mauro Munhoz, reuniram-se com a imprensa na Pinacoteca, em São Paulo, para revelar a programação do evento.
“Será um encontro de veteranos e estreantes. Não vamos simplesmente espelhar aquilo que os suplementos e cadernos de cultura estão noticiando, mas trazer autores novos e pouco conhecidos”, definiu Aguiar, curadora da FLIP pelo segundo ano consecutivo. A edição de 2018 será reforçada pela multiplicidade de convocados, que incluem, além de romancistas, poetas, contistas, ensaístas, historiadores, cineastas, compositores, performers etc.
“A ideia é trazer o questionamento sobre o que pode ser considerado literatura”, afirma Aguiar ao revelar alguns dos participantes da edição deste ano, que acontece entre 25 e 29 de julho: o americano Colson Whitehead (Underground railroad, HarperCollins); a franco-marroquina Leila Slïmani (Canção de ninar, Planeta), a argentina Selva Almada (Garotas mortas, Todavia); a russa Liudmila Petrushevskaya (Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha, Cia. das Letras) e o franco-congolês Alain Mabanckou (Memórias de Porco-espinho, Malê).
Se no ano passado a FLIP olhou para “o mundo de fora”, em 2018 a festa “se volta para o interior” com a homenageada da edição, Hilda Hilst. “Lima Barreto [autor homenageado em 2017] dialogou diretamente com as questões sociais e políticas de seu tempo, enquanto Hilda se voltou para a dimensão interna”, diz a curadora.
Por isso, os temas das 19 mesas e outras atividades da FLIP serão relacionados ao que Aguiar chama de “mundo interno”: amor, sexo, morte, finitude e transcendência. Na mesa intitulada “Poeta na torre de capim”, por exemplo, a professora Lígia Ferreira e o escritor Ricardo Domeneck discutem a falta de leitores e o silêncio da crítica; no debate “Obscena de tão lúcida”, a autora moçambicana Isabella Figueiredo e o filósofo brasileiro Juliano Garcia Pessanha discutem a escrita de si.
Quando questionada sobre a presença de discussões em torno de questões sociais como racismo e feminismo, a curadora afirmou que, embora não sejam os assuntos centrais, esses temas “com certeza vão emergir das conversas”: “Vamos falar de racismo, de feminismo, violência contra a mulher, discriminação sobre a identidade sexual, imigração, herança do colonialismo. Não se enganem achando que, com temas mais literários, esses assuntos não vão estar presentes”.
Em 2017, o número de escritoras superou pela primeira vez o de autores – e a quantidade de escritores negros chegou a 30%, número também inédito. Na edição deste ano, serão 17 mulheres e 16 homens, e praticamente a mesma proporção de autores negros.
“A gente só não gostaria que esta fosse a tônica do evento. Ano passado isso virou a notícia, o que por um lado foi ótimo, porque influenciou outras festas literárias, mas os autores querem ser reconhecidos como autores”, coloca. “Vamos tentar não transformar isso na primeira notícia nesta edição”, finaliza Aguiar.
Fonte: Revista Cult

SOS NÚCLEO DA UERN - NOVA CRUZ - RN "SENHORES/AS POLÍTICOS..."

Adeus UERN!

A sociedade agresteira já esqueceu da LUTA PELA PERMANÊNCIA DA UERN em NOVA CRUZ (Região do Agreste Potiguar)!  É lamentável! Nós que fazemos parte da Comissão em Defesa dos Campus da UERN, UFRN e IFRN na Região do Agreste Potiguar vem de público repudiar de forma veemente o governo do estado por terminar de "sepultar" o Núcleo da UERN em Nova Cruz, pois o que nos chega ao nosso conhecimento é de que após o final de setembro suas portas serão FECHADAS DEFINITIVAMENTE!

E a sociedade não fazer NADA? E a classe a política? Por onde anda? Vamos deixar isso acontecer sem LUTAR?

Por isso a Comissão em conjunto com o CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN vem de público REPUDIAR a maneira como a UERN irá ser fechada em Nova Cruz!. De forma sem ser discutida com a sociedade e nem ao menos explicarem seus motivos. História (como a UERN veio para Nova Cruz): O governador Robinson Faria, quando em exercício assumiu o governo, após uma viagem da governadora, Vilma de Faria, que tinha se ausentando para compromissos fora do estado, sancionou o NÚCLEO DA UERN EM NOVA CRUZ com os cursos de DIREITO e CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO e para refrescar a memória do próprio governador, Robinson, o mesmo em sua candidatura ao governo do estado, disse em praça pública, quando veio a Nova Cruz, : " Governador em exercício trouxe o núcleo da UERN para Nova Cruz, governador como sei que vou ser, TRANSFORMAREI EM CAMPUS!", o mesmo já está em seu final de governo e NADA!

E A CLASSE POLÍTICA? A classe política até o presente momento não fizeram simplesmente, NADA!  Vamos deixar isso barato?

Vamos nos UNIR e exigir da CLASSE POLÍTICA uma posição de sua parte a favor da UERN? Ou vamos ficar de BRAÇOS CRUZADOS?  Temos que exigir desses políticos uma postura ética em FAVOR DA PERMANÊNCIA DA UERN EM NOVA CRUZ!  Caso contrário diremos NÃO a eles, votando CONTRA e não os elegendo! 

Vamos colher mais informações, vamos promover reuniões, debates e audiência pública para garantirmos nossa UERN em Nova Cruz/RN! MOBILIZE-SE! JUNTE-SE A NÓS!  A UERN SOMOS NÓS, NOSSA FORÇA E A NOSSA VOZ!