Postagem em destaque

FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

segunda-feira, 11 de junho de 2018

CASA DA CULTURA DE PERNAMBUCO - ANTIGA PRISÃO!

Em 1848, o governo da província de Pernambuco resolveu construir uma nova cadeia no Recife. As obras iniciadas em 1850 se basearam no projeto do engenheiro Mamede Alves Ferreira – que ocupava cargo na Secretaria de Obras Públicas de Pernambuco, idealizador de mais dois prédio históricos tombados: o Ginásio Pernambuco, recentemente reformado, e o Hospital Pedro II, cuja revitalização acaba de ser iniciada.
A nova Casa de Detenção do Recife, com 8400 m² de área construída e 6000 m² de pátio externo terminou de ser construída em 1867 e seu projeto foi concebido segundo o modelo de penitenciária mais moderno existente na época, na França. Seguindo essa lógica, o edifício, inaugurado em 1855, apresenta o formato de cruz, e é composto por quatro raios correspondestes aos pontos cardeais (Norte, Sul, Leste, Oeste), todos com três pavimentos, que confluem para um saguão central, coberto por uma cúpula metálica – o Mirante.
O prédio, tombado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (FUNDARPE) em 1980, funcionou como penitenciária durante 118 anos. Curiosamente, conta-se que naquela época não havia tanto temor em relação aos presos, que, pela centralidade em que se encontrava o presídio, participavam ativamente do cotidiano da cidade através de um trabalho social de reintegração. Havia uma preocupação com a inserção da instituição na vida social do bairro e até da cidade, inclusive conta-se que o melhor pão da região era aquele produzido pelas mãos dos detentos na panificadora do presídio. E os pentes de chifre e as coleções de jogo de botão fabricados ali tinham fama pela sua qualidade. Além disso, o primeiro estandarte do Vassourinhas foi bordado também dentro do presídio. Tudo isso sem falar que os detentos ainda formavam times de futebol e tinham uma biblioteca à sua disposição.
Em 1963, o então Chefe da Casa Civil, Francisco Brennand imaginou que aquele local poderia ser transformado numa casa que abrigasse toda a produção cultural do estado, criando assim em Pernambuco uma instituição similar aos centros de educação nas áreas de literatura, teatro, música e artes plásticas que estavam sendo criados na França pelo escritor André Malraux. No entanto, a idéia só foi colocada em prática quando a Casa de Detenção chegou a uma superpopulação de mil presos quando celas projetadas para abrigar 3 detentos chegavam a abrigar 8.
Esse excesso de detentos e a noção de que não era mais seguro manter uma casa de detenção no centro da cidade fizeram com que em 1973, o então governador Eraldo Gueiros Leite decidisse fechar a Casa de Detenção do Recife e enviasse os presos em sua maioria para a Penitenciária Agrícola de Itamaracá.
Foram necessários estudos para adaptar a antiga Casa de Detenção às suas novas funções, ficando o projeto para restauração do antigo complexo neoclássico sob a responsabilidade da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi e Jorge Martins Junior e a restauração e o aparelhamento a cargo da Fundarpe. Três anos após o fechamento da Casa de Detenção, em 14 de abril de 1976, a Casa da Cultura foi inaugurada.

A Casa da Cultura

Hoje, a Casa da Cultura é visita obrigatória de todos os turistas que chegam ao Estado. E ao chegarem à Casa ficam deslumbrados com a variedade imensa do artesanato que vem de mais de 149 municípios.

As antigas celas – que também abrigaram personalidades como: Antonio Silvino, Gregório Bezerra, Paulo Cavalcanti, Graciliano Ramos, entre outros – foram transformadas em 150 lojas de artesanato, livrarias e lanchonetes – apenas uma, no raio leste, permanece exatamente como foi deixada pelos presos – e o pátio externo além de ter sido transformado em uma área para shows e manifestações populares e folclóricas também possui uma praça de alimentação a qual oferece as iguarias típicas da região: pamonha, canjica, tapioca, acarajé, água de coco, entre outras. A cultura gastronômica ainda tem seu espaço em um restaurante no raio sul que serve os principais pratos da culinária local: charque, arrumadinho, buchada, entre outros.
O local é o maior Centro da Cultura e Arte Pernambucana abrigando artesanato de todo o Estado, do litoral ao sertão. Peças em barro ou cerâmica na arte figurativa de Mestre Vitalino : desde bonecas, jogos de xadrez, jogos de damas,bumba-meu-boi, maracatu, frevo, até anjos e presépios etc. imagens sacras em terracota e santos em madeira, peças exclusivas em couro: bolsas, sandálias,chapéus e bordados em geral para cama , mesa e banho, confecções finas em renda renascença, confecções em algodão natural,e redes, mantas, cortinas, almofadas, artigos em fuxico, e retalhos, rendas em filé, xilogravuras, camisetas bordadas, moda praia, em biquinis, cangas, sandálias, e galeias de artes plásticas, quadros naiff, imãs de geladeira, chaveiros, e muitaaass lembranças de Recife e de Pernambuco.
Ah ! temos também o tradicional bolo-de-rolo,hoje Patrimônio Imaterial do Estado(2008) ,castanhas e passas de cajú, a rapadura de alfinis, o saboroso mel de engenho, a cachaça pernambucana, nossas lanchonetes,a comida típica e… lembrando a tapioca da d. Nicinha e a pamonha e canjica de D.Maria e o acarajé do Baiano.
Além da única Livraria especializada em livros da história de pernambuco e de autores pernambucanos.
Venha conhecer a “Fortaleza da Cultura” e comprar arte em artesanatos de primeira qualidade por preços que cabem no seu bolso.

As suas antigas celas além de lojas artesanais também abrigam a única livraria especializada em livros de Pernambuco, Cybercafé, sala de pesquisa e cursos diversos, Teatro, Concha Acústica e Anfiteatro externo, além do Museu do Frevo e ainda várias entidades culturais como o Balé Popular do Recife, a Associação dos Lojistas da Casa da Cultura, Federação de Teatro de Pernambuco, Associação de Capoeira, entre outras, têm suas sedes instaladas na Casa.
Outras ações culturais também são realizadas na Casa da Cultura, sempre ligadas às raízes pernambucanas. A decoração acompanha os ciclos quaresmal, junino, folclórico, assim como os shows e apresentações artísticas.
O prédio passou por uma reforma em 2004 que recuperou a área externa e todas as instalações hidráulicas e elétricas, instalando três novos elevadores panorâmicos – alvo de muita polêmica entre os arquitetos já que alguns acreditavam que isso poderia descaracterizar o projeto arquitetônico original. Foi colocado um painel em cada um dos 3 portais de acesso e outros no saguão central representando a Revolução de 1817 e o martírio de Frei Caneca, primorosa obra pintada pelo pintor pernambucano radicado na França, Cícero Dias.
A movimentação na Casa varia com os períodos de baixa estação – quando a média de visitantes fica em torno de 500 a 700 por dia – e os períodos de alta estação – quando a média de visitantes atinge 3000 pessoas por dia. Mas é importante lembrar que sua localização preciosa, no coração de Recife, ao lado da estação de metrô, termina atraindo os transeuntes. Muita gente que trabalha no centro e mora por perto visita a Casa no horário de almoço para relaxar aproveitando o ambiente agradável e fazer amizades.
Segundo a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico (Fundarpe) pretende investir ainda mais em novas atividades e propostas para o espaço. A idéia é envolver o visitante com a cultura do nosso Estado.
Este SITE Foi elaborado e produzido pela ASSOCIAÇÃO DOS LOJISTAS DA CASA DA CULTURA DE PERNAMBUCO -Entidade sem fins lucrativos, que visa a divulgação de nossa arte e a valorização dos artesões de nosso Estado. Aproximando o visitante do nosso Site dos produtos disponíveis nas lojas e do e-mail e telefone de cada loja, facilitando assim, a comunicação entre ambos.
Para qualquer contato com a CASA DA CULTURA DE PERNAMBUCO, favor dirigir-se a Associação dos Lojistas, pelo e-mail alccpe@casadaculturape.com.br ou nos telefones :
55 81- 8800.5930 e 81-8813.3390

VOCÊ NÃO PODE VIR A PERNAMBUCO E NÃO CONHECER A NOSSA CASA DA CULTURA !

” A Fortaleza do Artesanato, Cultura e Turismo, em Recife “
VENHA ……ESTAMOS ESPERANDO POR VOCÊ !
A Fortaleza da Cultura de Pernambuco fica alí, na Rua Floriano Peixoto s/n, no bairro de Santo Antonio, no centro da cidade, com amplo e fechado estacionamento e toda segurança e infraestrutura para receber você.

Fonte: http://casadaculturape.com.br

Rincon Sapiência encerra ‘Inquietações’ exaltando orgulho negro na USP

Rincon Sapiência encerra Festival Inquietações na USP. Crédito: Yuri Salvador
O Festival Inquietações fez parte da caravana da UNE Volante que percorreu o Brasil

Com a juventude da UNE, o sonho não acaba, ele é ressignificado! Quer um exemplo? O legado do Festival Inquietações.
O festival fez parte da caravana UNE Volante que percorreu 11 universidades nas 5 regiões brasileiras defendendo a democracia e o ensino público, além de abrir espaço para dezenas de novos artistas do teatro, artes plásticas e música . Nesta quinta-feira (07) o ‘Inquietações’ teve o seu encerramento com chave de ouro na Prainha da Escola de Comunicação e Arte (ECA) da Universidade de São Paulo (USP).
Na noite de temperatura fria, mas cheia de estudantes festeiros na Prainha, rolou slam e poesia periférica com Kimani, a música popular e engajada de Nina Oliveira, o rock progressivo regional de Mil Pássaros Dançando e a autoestima negra e legado africano no rap de Rincon Sapiência. Entre abril e junho deste ano, o ‘Inquietações’ em sua parte musical também contou com a participação de nomes já consagrados como MC CarolRAPadura e o próprio Rincon.
“O maior legado do Festival Inquietações foi deixar aquecido o debate sobre regulamentação de espaços nas universidades para formentar cultura e a extensão universitária”, afirma Camila Ribeiro, coordenadora do Circuito Universitário de Cultura e Arte, o Cuca da UNE.
Em São Paulo, o ‘Inquietações’ falou muito sobre o orgulho negro. Tratar o tema em uma festa uspiana  é simbólico, já que em 2018 a USP pela primeira vez aderiu as cotas sociais e raciais para o seu concorridíssimo vestibular.  Vitória do movimento negro, periférico e estudantil \o/.O belo desfecho do Festival Inquietações se tornou uma celebração desta conquista.Neste show da USP, o CUCA da UNE somou esforços com o coletivo Opá Negra para juntar o tradicional Quinta i Breja (QiBcom o festival da UNE.
Kimani trouxe o empoderamento das mulheres negras e a arte de periferia para o palco do Festival Inquietações na USP. Crédito: Bárbara Marreiro
Com um som suingado, a cantora e compositora Nina Oliveira fala sobre questões existenciais, sociais, raciais e de gênero. Crédito: Bárbara Marreiros
Atração mais aguardada, Rincon Sapiência agitou a Prainha do ECA. Nascido na Cohab I em Itaquera, zona leste de São Paulo, o rapper Danilo Albert Ambrosio, conhecido como Rincon Sapiência (homenagem ao jogador de futebol colombiano que jogou no Corinthians nos anos 90) ganhou vários prêmios em 2017 com o álbum Galanga Livre.
O trabalho passeia por vários estilos musicais, como a ciranda, o samba e o funk. Além da versatilidade do som, Rincon traz um pouco da cultura da África e a valorização da autoestima negra nos ingrediente do seu caldeirão de rimas. Elétrico e interagindo o tempo todo com o público, Rincon lembrou que os negros estão conseguindo mais acesso à USP e puxou o coro de “Fora Temer”. Veja abaixo, vídeos com alguns dos grandes momentos do show
Tocador de vídeo
00:00
00:00

Tocador de vídeo
00:00
00:00

Das muitas canções apresentadas pela banda Mil Pássaros Dançando, destaca-se a bela “Monocromático” que integra o próximo trabalho do grupo. Segundo a banda, a letra e o clipe lançado em março foram inspirados na dura realidade de pessoas sem rede de apoio que vivem em situações precárias pelas ruas do Centro de São Paulo.
O som de influências nordestinas do Mil Pássaros Dançando coloca o dedo na ferida das mazelas paulistas. Crédito: Bárbara Marreiros

A presidenta da UNE, Marianna Dias, fez a última fala da UNE Volante 2018 e do Festival Inquietações lembrando dos diversos temas tratados durante a caravana que vão servir para estruturar um projeto de país, além de uma universidade atuante e ainda mais diversa com a cara do Brasil. Segundo Marianna, esses temas seguem ainda mais fortalecidos nas lutas da UNE.
Quer saber mais sobre as ideias debatidas por estudantes, pesquisadores (as) e trabalhadores (as) de todo o Brasil durante a UNE Volante ? Leia aqui. 
Missão cumprida! Parte da equipe da UNE Volante e a presidenta da UNE Marianna Dias no encerramento da caravana na USP. Crédito: Yuri Salvador

Fonte: UNE

Índigenas e Quilombolas não aceitam cortes de 4 mil bolsas auxílio .

Estudantes vão a Brasília de 18 a 22 de Junho para uma mobilização nacional

O que já estava ruim, ficou pior. No último dia dia 29 de maio de 2018 o Ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva comunicou os cortes no auxílio financeiro à indígenas e quilombolas que estudam em universidades federais em uma audiência pública em Brasília.
“Muitos de nós saimos da nossas aldeias e precisamos da bolsa para sobreviver nas universidades em uma realidade muito diferente da nossa”, afirma a estudante de Agroecologia e do Coletivo Indígena da Universidade Federal do Reconcâvo da Bahia (UFRB), Thyara Pataxó.
De acordo com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC) o primeiro semestre de 2018 recebeu matrículas de 2.500 novos estudantes indígenas e quilombolas para acessarem o Programa Bolsa Permanência.
Durante a reunião o ministro fez uma proposta de 800 bolsas para todo o Brasil, um corte de aproximadamente 4 mil vagas anuais. “Uma proposta injusta e infeliz que não vai beneficiar nem 20% dos estudantes que precisam. Estamos fazendo mobilizações nas nossas aldeias, universidades e vamos fazer uma nacional em Brasília de 18 a 22 de Junho. Não aceitamos essa condição e queremos uma nova reunião com o Ministro”, destacou Thyara.
Ela conta ainda que na UFRB eles são em 20 indígenas e que um inclusive desistiu do curso em decorrencia da falta de bolsa. “Tem gente que está há anos tentando e não consegue”.
A comissão de estudantes que esteve em Brasília divulgou uma nota oficial em que afirma que a proposta do governo fere os direitos dos povos “nos põe em uma situação de conflito com os próprios parentes indígenas e quilombolas, dado que o momento é de união e somar forças”.
E agradecem o apoio de universidades e instituições que estão mobilizadas como a UnB, UFPA, UFBA, UfsCar, UFMT, entre outras. Confira a nota aqui na íntegra.

CORTES NAS BOLSAS NÃO PARAM

Criado em 2013, o Bolsa Permanência é uma ação do Governo Federal que oferece auxílio financeiros a estudantes indígenas, quilombolas matriculados em instituições federais de ensino superior. Desde sua criação, o programa atendeu 7.370 indígenas, 2.666 quilombolas e 9.563 estudantes de baixa renda, que deixaram de receber o auxílio em 2016.
Dois dias depois da audiência pública com os estudantes indígenas e quilombolas o governo federal anunciou um novo corte para subsidiar a queda do preço do combustível no país. Serão 55,1 milhões de reais a menos em outro programa de concessão de bolsas: o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior (Proies).
UNE

Os Santos de Junho: Pedro – João e Antonio.

Santos11

Junho é mês de muita festa, quentão, quadrilha e de comemorar os dias de padroeiros queridos como São JoãoSão Pedro e Santo Antônio. Foram os nossos descendentes portugueses que trouxeram tanto a cultuação destes santos como as festas que os acompanham. As histórias dos santos são relatos maravilhosos, onde os fatos históricos ganham ainda mais encanto e beleza pela imaginação popular.
A manifestação popular em louvor aos santos Antônio, João e Pedro é parte das raízes culturais do Nordeste, as homenagens revelam quanta devoção existe por trás das festas (religiosas ou/e profanas), que se realizam durante o mês de junho. “A fogueira está queimando, em homenagem a São João…”, entre os três, este santo detém o maior número de devotos, segundo a crença popular, ele é responsável pela colheita de milho e feijão que se verifica na época, e mesmo quando não há fartura, o santo é homenageado com muita fé e festa.
s-joao

JOÃO – A festa de São João é realizada na véspera do seu dia. Filho de Zacarias e Isabel, diz a Bíblia que foi ele quem batizou Jesus Cristo com as águas do rio Jordão. Daí vem o nome Batista, o “batizador”. É o mais famosos dos três santos do mês de junto, tanto que as festas juninas também são conhecidas como festas joaninas, em sua homenagem. A festa é profundamente humana e revive rituais do fogo no culto a um santo da igreja católica.

Primo de Jesus, João teve a missão sagrada de preparar o povo para a chegada do Messias. Em muitas cidades da Chapada Diamantina a festa do santo possui aspectos particulares. Ao contrário do São João Menino, lá o santo venerado é o Batista, através de sua imagem adulta. A veneração, bem típica da tradição cristã, cresceu a partir de uma promessa para uma fonte de água não secar. Nessa região, o ritual de celebração de São João dura nove dias, incluindo novena, leilão para realizar a “comida dos inocentes” (doação de alimentos para os pobres) e o Tororó, uma espécie de cunho profano que acaba voltando-se para o religioso no final, com a entrada na igreja. E a música é executada com zabumbas e flautinhas de madeira.
Santo-Antônio-de-Pádua

ANTÔNIO – O dia 13 é todo dedicado a Santo Antônio. Existe a lenda de que este santo é “casamenteiro”, embora o povo diga no auge da sua sabedoria, que “Santo Antônio casa a torto e a direito, e que somente São José casa direito”. Já o dia de São João é 24. No Nordeste do País existem muitas festas em homenagem a São João, que também é conhecido como protetor dos casados e enfermos, principalmente no que se refere a dor de cabeça e garganta.

Muito popular em Portugal e no Brasil, Santo Antônio é padroeiro dos pobres e o protetor das crianças. Por isso é apresentado nas igrejas carregando uma criança.  Sempre tratado com muito carinho, mas recebe estranhos castigos quando os pedidos não são atendidos. Por exemplo: colocam Santo Antônio de cabeça para baixo dentro de um poço até que a graça seja alcançada.
Alguns símbolos são conhecidos por remeterem ao nascimento de São João, como a fogueira, o mastro, os fogos, a capelinha e a palha. Existe uma lenda que diz que os fogos de artifício soltados no dia 24 são para acordar São João. A tradição acrescenta que ele adormece no seu dia, pois, se ficasse acordado vendo as fogueiras que são acesas em sua homenagem, não resistiria e desceria à terra.
download
PEDRO – Já São Pedro, 29, foi um humilde pescador e fundador da Igreja do Senhor, além de ser chefe dos 12 Apóstolos. Podemos sempre contar com este santo nas horas difíceis. A ele atribui-se a chegada das chuvas, e, claro, de ser o guardião das portas do céu. É cultuado como protetor das viúvas, por isso são elas que organizam a festa desse dia, juntamente com os pescadores, que também fazem a sua homenagem a São Pedro realizando procissões marítimas.

No dia 29 todo homem que tiver Pedro ligado ao nome, deve acender fogueiras nas portas de suas casas e, se alguém amarrar uma fita em uma pessoa de nome Pedro, este se vê na obrigação de dar um presente à pessoa que o amarrou. Em algumas localidades ainda se realiza a procissão das viúvas, como, por exemplo, no Alto e Médio São Francisco, as viúvas sobem o rio em canos, levando uma imagem do santo para conseguir maior proteção. (Fonte: Ascom UPB)

UNESCO pede mais cooperação para enfrentar tráfico de bens culturais no Brasil

Rua Da Cruz
Em evento realizado semana passada, em São Paulo, especialistas da UNESCO defenderam a implementação de uma política nacional, clara e articulada sobre o tráfico ilícito de bens culturais. Embora a agência da ONU tenha, desde 1970, uma convenção sobre o tema, que o Brasil assinou em 1973, não houve grandes ações para combater o problema, segundo representantes do organismo internacional.
Em evento realizado entre os dias 4 e 5 de junho, em São Paulo, especialistas da UNESCO defenderam a implementação de uma política nacional, clara e articulada sobre o tráfico ilícito de bens culturais. Embora a agência da ONU tenha, desde 1970, uma convenção sobre o tema, que o Brasil assinou em 1973, não houve grandes ações para combater o problema, segundo representantes do organismo internacional.
Com cerca de 550 de participantes, o seminário Proteção e Circulação de Bens Culturais: Combate ao Tráfico Ilícito foi promovido pelo Ministério da Cultura e o Itaú Cultural, instituição que esteve envolvida em uma polêmica de roubo de obras de arte. Sem saber, o instituto adquiriu na Inglaterra oito gravuras que haviam sido roubadas da Biblioteca Nacional em 2014.
As imagens foram devolvidas à Biblioteca, mas o episódio levantou o debate de que, embora o Brasil possua leis e bancos de dados para esse tipo de ocorrência, o país ainda não tem uma política pública voltada para combater esse crime.
Para o especialista da sede da UNESCO, Édouard Planche, que participou do seminário, esse é o caso de muitas outras nações. O funcionário da agência da ONU lembrou que o episódio do Itaú Cultural foi um dos poucos em todo o mundo com um “final feliz”.
“Uma vez que bens culturais são roubados já é tarde demais. É muito difícil restituir esses objetos e eles acabam indo parar em feiras de antiguidade ou sendo vendidos pela internet e é muito difícil rastreá-los”, afirmou Planche.
Desde 1970, a UNESCO conta com a Convenção Relativa às Medidas a serem Adotadas para Proibir e Impedir a Importação, Exportação e Transferência de Propriedades Ilícitas dos Bens Culturais. O documento é o principal instrumento normativo em nível internacional sobre o tema.
Um dos objetivos do encontro em São Paulo era impulsionar os debates para a criação de uma política nacional sobre esse tipo de infração. Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o enfrentamento ao crime exige uma ampla cooperação intragovernamental, entre os ministérios (Cultura, Relações Exteriores, Justiça, Fazenda, Educação, Turismo) e o Ministério Público, as polícias e a Receita Federal. É necessário ainda o engajamento da sociedade civil e do setor privado.
Também presente no seminário, a representante interina da UNESCO no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto, ressaltou que a implementação da Convenção de 1970 é um assunto árido. Segundo a dirigente, apesar de o documento existir desde 1970 e de o Brasil ser signatário desde 1973, não há registros de grandes ações no que se refere à promoção do tema.
Lembrando que um dos pilares da convenção é a cooperação, Noleto elogiou a participação de diferentes atores no evento.
“A presença ampliada de parceiros – como a Polícia Federal e o Ministério Público – no evento é fundamental no estabelecimento de uma ação articulada e cooperativa para que possamos cumprir com o primeiro pilar da Convenção, que é a prevenção ao tráfico ilícito. E uma vez que não seja possível cumprir esse primeiro pilar, a cooperação também é necessária para se fazer cumprir então o segundo pilar, que é a restituição dos bens”, disse a representante.
O coordenador-geral de Cooperação e Relações Internacionais do Ministério da Cultura, Adam Muniz, defendeu a necessidade de capacitar profissionais, oferecendo informações sobre marcos internacionais, regionais e nacionais. Entre eles, estão dois instrumentos da UNESCO: a Convenção de 1970 e a Recomendação referente à Proteção e Promoção dos Museus e Coleções, sua Diversidade e seu Papel na Sociedade (2015).

Política nacional

Édouard Planche vê como positiva a iniciativa do Ministério da Cultura de criar uma política nacional, aproveitando o aprendizado com o caso do Itaú Cultural. “Acredito que as autoridades brasileiras estão realmente comprometidas a avançar neste assunto e procuraram o suporte da UNESCO para construir uma política nacional real, uma estratégia para fortalecer a cooperação na América Latina, nos países fronteiriços e também para que o Brasil possa ser mais proativo na implementação da Convenção de 1970.”
O escritório da UNESCO no Brasil também está colaborando com a construção da política. Por meio de um projeto de cooperação técnica internacional com o Ministério da Cultura, um estudo está sendo realizado para auxiliar a elaboração da nova estratégia.
Dentre as recomendações sugeridas no evento está a criação de um Conselho Nacional, estabelecido por meio de decreto presidencial e encabeçado pelo Ministério da Justiça. Participariam dessa entidade os atores governamentais envolvidos, assim como representantes da iniciativa privada e do terceiro setor.
Outra recomendação é a criação de uma “lista vermelha” brasileira – um catálogo gerenciado pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM), que identifica bens culturais em perigo e em áreas vulneráveis, a fim de prevenir a venda e a exportação ilícitas.


O seminário foi realizado com a cooperação da UNESCO no Brasil e do Comitê Brasileiro do ICOM. Teve ainda o apoio do Ministério das Relações Exteriores, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e da Fundação Biblioteca Nacional (FBN).

domingo, 10 de junho de 2018

Lara, Cozza e as feridas abertas


Do ponto de vista de quem acha que, em todo ator representando um personagem real no teatro, a semelhança com o representado agrega credibilidade, podem ter alguma razão os que rejeitam Fabiana Cozza personificando Dona Ivone Lara. E também quando veem, na situação, desserviço a uma causa, como a da representatividade dos afrodescendentes na sociedade brasileira. Mas essa compreensão e esse julgamento precisam ser relativizados.
Por Nei Lopes*
O caso é que a classificação etnorracial das pessoas no Brasil ainda hoje dá margem a desencontros e divergências. Nos Estados Unidos, por exemplo, as antigas divisões de quadroons (pessoas com suposto 1/4 de sangue negro) e octoroons (1/8) etc. deram lugar às expressões afro-american ou african-american, que identificam os descendentes de africanos, em qualquer grau de mestiçagem. Em nosso país, até a década de 1980, os contingentes formadores da nação brasileira foram de um modo geral oficialmente classificados em atenção à aparência fenotípica, e não à origem.
Na atualidade, o poder público, por intermédio do IBGE, vem usando para os afrodescendentes (termo de criação e aceitação recentes) as categorias “preto” e “pardo”; e os movimentos em prol da cidadania e da inclusão elegeram o adjetivo “negro” para contemplar a união desses dois segmentos. Particularmente, vejo e entendo a junção de “pretos e pardos” dentro da rubrica “negro” como algo altamente favorável. Para mim, só ela permite quantificar o mais próximo da verdade quantos somos; e daí pôr em prática as medidas tendentes à sonhada inclusão. Assim, cheguei à seguinte definição, que tenho usado em meus escritos: para mim, no contexto da Diáspora, negro é todo descendente de um indivíduo negro-africano, com qualquer grau de mestiçagem, desde que essa origem possa ser identificada historicamente; e, no caso de pessoas vivas, desde que seja reconhecida pelo indivíduo objeto dessa qualificação. A partir daí é que podemos identificar como negros e negras personalidades e personagens não necessariamente pretos, como André Rebouças, Luiz Gama, Lima Barreto, no passado; e, no presente, a bela Camila Pitanga e a inditosa Marielle Franco, para ficar só nesses exemplos.
Então, chegamos a Fabiana Cozza, artista afrodescendente pelo lado paterno, que, com sua fina sensibilidade, tem vivenciado essa experiência de modo altamente civilizado. Assim em seus poemas, publicados em 2017 no volume Álbum duplo, ela reverencia sua ancestralidade real e espiritual, entrelaçando referências afro-brasileiras e afro-cubanas definidoras. Da mesma forma que já fizera no CD Partir, de 2014.
Em relação a sua personificação de Dona Ivone Lara no teatro, ouso dizer que não sei, ainda, de cantora brasileira mais capacitada para tal. Não só pela absoluta identificação artística com a personagem, quanto, de certa forma, pelo chamado physique du rôle — a aparência física apropriada para o papel.
Mas a pretendida correção política dos tempos atuais entendeu, com alguma dose de razão, que não era bem assim. Pena! Perdeu o teatro, perdeu a música, e, lamentavelmente, ganharam aqueles que, hoje cada vez mais, fazem cair por terra todos os avanços sociais em favor do povo brasileiro que, em meu entender, foram conquistados da década de 1980 até aqui.
Como escreveu a respeito desse rumoroso caso o violonista Cláudio Jorge, meu grande amigo e parceiro, em magnífica reflexão disponível na internet: já vivemos uma revolução no Brasil e “não há revolução sem feridas abertas”. No caso de nossa querida Fabiana, essas feridas já estão doendo.
*Nei Lopes é compositor, escritor, estudioso das culturas africanas e autor do Dicionário de História da África
Revista Época

Comidas típicas de festa Junina e muito mais…

Comidas-tipicas-de-Festa-Junina-2

Aqui no Portal da Cultura Brasileira você encontra comidas típicas como canjica, quentão, cocada, bolo de milho, paçoquinha, arroz-doce e muitas outras receitas de Festa Junina para animar o seu arraiá, seja na escola, casa ou clube!
f jbolo de fuba cremoso
Bolo de fubá cremoso
Ingredientes
Serve: 10
4 xícaras (chá) de leite
3 ovos
40 g de manteiga
2 xícaras (chá) de açúcar
3/4 xícara (chá) de queijo ralado
1 1/2 xícara (chá) de côco ralado
1 xícara (chá) de fubá
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 pitada de sal
Modo de preparo
Preparo:10mins  ›  Cozimento: 30mins  ›  Pronto em:40mins
Em um liquidificador, bater o leite, os ovos, a manteiga, o açúcar e o queijo parmesão ralado. Bater por 5 minutos.
Acrescentar o fubá, a farinha de trigo e o côco ralado. Bater até obter um creme fofo.
Por último, misture o fermento.
Despeje a mistura em uma forma untada.
Assar em forno preaquecido a 150°C por aproximadamente 30 minutos.

f j bolo de milho

Bolo de milho

Ingredientes:

Rende: 1 bolo médio
1 lata de milho verde (escorrido)
3 ovos
½ xícara de óleo
1 copo (250ml) de leite
2 xícaras de açúcar
1 xícara de fubá
3 colheres (chá) de fermento em pó
1 xícara de farinha de trigo
Modo de preparo
Preparo:10mins  ›  Cozimento: 40mins  ›  Pronto em:50mins
Preaqueça o forno a 200º C.
No liquidificador, bata o milho verde, os ovos, o óleo, o leite e o açucar,até ficar bem homogêneo.
Separadamente, peneire o fubá, o fermento e a farinha. Adicione a mistura líquida e mexa bem para incorporar.
Leve para assar em uma forma untada e polvilhada por aproximadamente 40 minutos.
 f j arroz doce
CANJICA DOCE CREMOSA 
Ingredientes
Serve: 10
500 g de milho para canjica
1 lata de leite condensado
100 ml de leite de coco
600 ml de leite
4 colheres (sopa) de manteiga de amendoim (opcional)
2-3 paus de canela
Cravo-da-índia a gosto
Açúcar a gosto
Canela em pó para polvilhar
Modo de preparo
Preparo:1hora20mins  ›  Tempo adicional:6horas de molho  ›  Pronto em:7horas20mins
Deixe a canjica de molho em água por 6 hora

sábado, 9 de junho de 2018

FIQUE POR DENTRO DO QUE ROLOU HOJE (9) NO PROGRAMA A VOZ DO TRABALHADOR


Eduardo Vasconcelos - assessor e presidente do CPC/RN, Damião Gomes (centro) CMDS e Edmilson Gomes da Silva - STRAF - NOVA CRUZ

O Programa A VOZ DE TRABALHADOR - Rádio FM Curimataú - 103.5 - Nova Cruz/RN de hoje (9) bateu o record de audiência não só pelo fato das notícias serem importantíssimas, mas pelo fato dos associados estarem em sintonia com o STRAF e pelo contesto  da atual conjuntura política e econômica que o país atravessa.

O presidente do STRAF-NOVA CRUZ/RN, Edmilson Gomes (Negão) informou que esteve com a recente diretora da Agência da Previdência em Nova Cruz, a senhora, Luciana para esclarecimentos e dúvidas sobre as aposentadorias do homem do campo, como outras inerentes ao sindicalismo e as recentes reformas feitas pelo governo federal.  Para Edmilson (Negão) tem muitos pontos ainda a serem esclarecidos. Mas em resumo as coisas estão a cada dia ficando mais difícil para o trabalhador/a rural, principalmente para a sua aposentadoria.

Mais o STRAF estará atentos a essas mudanças e concluiu dizendo que o sindicato estará sempre estará ao lado dos trabalhadores e que não medirá esforços para defender seus direitos, mas por outro lado é importante que os trabalhadores rurais façam a sua parte, ou seja, sindicalizando e mantendo em dia suas mensalidades e sua manutenção no campo.

Damião Gomes da Silva, presidente do CMDS - Conselho Municipal do Desenvolvimento Sustentável falou das conquistas históricas dos trabalhadores rurais e que hoje estão sendo ameaçadas pelo atual governo federal, ou seja, PERDAS DE DIREITOS conquistados com muita luta.  

Eduardo Vasconcelos aproveitou para falar de sua viagens ao Recife e João Pessoa representando o CPC/RN (Centro Potiguar de Cultura), o qual é presidente e detalhou sobre o DOCUMENTÁRIO que a instituição fará sobre os prédios coloniais (antigos) das capitais do Nordeste que estão abandonados, como também sobre ao Núcleo da UERN em Nova Cruz, que está prestes a fechar.