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Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Primeiro palhaço negro


Era difícil encontrar uma pessoa no Rio de Janeiro entre o fim do século 19 e o início do 20 que não conhecesse o Circo Spinelli – e, principalmente, sua maior atração, Benjamin de Oliveira. O palhaço, acrobata, instrumentista, dramaturgo, produtor e ator era um dos artistas mais populares da capital do País. Foi o primeiro palhaço negro brasileiro. Há quem defenda que tenha sido o primeiro do mundo.
Nascido na mineira Pará de Minas em 1870, fugiu de casa aos 12 anos para seguir o Circo Sotero. No picadeiro, aprendeu as artes do trapézio e da acrobacia. Depois, migrou para outros circos e, aproveitando-se de que um dos palhaços havia ficado doente, tomou seu lugar.
Com o tempo, Benjamin passou a elaborar os próprios espetáculos. É considerado um dos precursores do circo-teatro no País. Escreveu peças como Vingança Operária, Matutos da Cidade e A Noiva do Sargento. Encenou até Shakespeare no picadeiro. Entre seus admiradores estavam o dramaturgo Artur de Azevedo e o presidente Floriano Peixoto.
Benjamin também gravou sete discos, deu espaço para Catulo da Paixão Cearense se apresentar e, em 1908, dirigiu o curta-metragem Os Guaranis, um dos primeiros filmes do cinema brasileiro.
“Foi o mais ousado exemplo de fusão cultural negro-americano-europeu jamais tentada em qualquer parte do mundo”, exalta o rigoroso pesquisador José Ramos Tinhorão sobre uma peça do artista. Benjamin fez suas palhaçadas até 1947, quando se aposentou dos picadeiros aos 77 anos.
Autor Brasil Cultura

terça-feira, 3 de julho de 2018

AS ‘DUNAS DO ROSADO’ É CENÁRIO AINDA DESCONHECIDO DO RIO GRANDE DO NORTE

Entre Areia Branca e Porto do Mangue, no extremo Norte do Rio Grande do Norte, existe uma sequência de montanhas de “areias coloridas” com 10 km² de extensão. São as Dunas do Rosado, uma nova etapa na história do turismo potiguar.
O lugar ainda é bem pouco conhecido pelos turistas, só quem já fez roteiros litorâneos, como em Ponta do Mel, vilarejo do município de Areia Branca, pôde ter a oportunidade de vê-las de perto. Mas elas já serviram de cenário para novelas como “Flor do Caribe” e “O Clone”, da TV Globo.
O blog Viagem em Pauta fez um vídeo bem explicativo por lá, e conseguiu resgatar toda a beleza do local. Confira:
No decorrer do dia a areia parece mudar de cor, isso por causa da incidência da luz do sol. Os visitantes que querem observar esta diferença devem ir no começo da manhã e no fim do dia.
E você? Iria lá ver de perto estas dunas coloridas? Só não esqueça sua roupa com proteção e o bom e velho bloqueador solar, viu? Se gostou siga a gente no Instagram clicando aqui.
Por Henrique Araújo

‘Caravana da Cultura’ deixa legado artístico em Parintins

A iniciativa contou com pockets de espetáculos teatrais, revitalização de muros, oficinas de carimbo e graffiti, entre muitas outras atividades
Karla Mendes
Durante quatro dias, a “Caravana da Cultura”, projeto do Governo do Amazonas, realizado pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC), integrou diferentes vertentes artísticas nas ruas e praças de Parintins, com artistas de Manaus e da Ilha Tupinambarana.
A iniciativa contou com pockets de espetáculos teatrais, trupe de palhaços, revitalização de muros, oficinas de carimbo, graffiti, tecido aéreo, sessões de filmes, encontro com realizadores audiovisuais, stand up e visita do Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.
Cerca de duas mil pessoas prestigiaram as atividades propostas pela “Caravana”. O secretário de Cultura, Denilson Novo, conta que a ação mobilizou o público e artistas locais a ponto de serem criadas atividades para atender as novas demandas no município.
“Parintins é um celeiro de inúmeros talentos. Neste ano, com a ação integrada de todo o Governo do Amazonas, conseguimos, por meio da Secretaria de Cultura, gerar novas oportunidades para a diversidade artística do município, promovendo novos atrativos à população local e aos turistas. Estamos fomentando o desenvolvimento de novos potenciais que muito podem contribuir para a expansão econômica e cultural de Parintins. Sem dúvida, a cultura e o conhecimento são os caminhos mais promissores para o fortalecimento de todo o Amazonas”.
Legado
Em Parintins, a “Caravana da Cultura” deixa um legado. Os muros revitalizados por Turenko Beça, Raiz Campos e Romahs Mascarenhas, junto com estudantes e artistas, foram o início de outras ações que acontecerão na cidade, isso porque materiais foram doados para que os alunos e artistas envolvidos na revitalização continuem a produção.
O cadastramento de artistas locais feito pela SEC fará circular o talento do parintinense em outras edições da “Caravana da Cultura”, que acontecerão ao longo do ano.
Formação teatral e intercâmbio
Além disso, a SEC investirá em formação de teatro local e realizará um intercâmbio de artistas entre Parintins e Manaus  em uma exposição prevista para os próximos meses.
Taciano Soares, secretário executivo da SEC, destaca a importância da “Caravana” para o fomento da cultura no Estado.
“A ‘Caravana’ é a efetiva ocupação das cidades do Amazonas com a difusão das artes e o fomento à produção local. Isso é mais que necessário, é urgente, porque o Estado do Amazonas, com sua complexidade étnica, geográfica, identitária e cultural, precisa de uma política pública que efetivamente corrobore para a efervescência cultural do Estado”, comenta.
Ministério da Cultura
No dia 29 de junho, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão chegou na Ilha Tupinambarana acompanhado do secretário de Cultura, Denilson Novo.
Juntos, eles visitaram o Bumbódromo, no local de concentração dos bumbás e acompanharam as ações da “Caravana da Cultura” em diversos pontos da cidade, além de assistirem a apresentações dos alunos do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro de Parintins.
Aprovação do Público
Turistas e parintinenses aprovaram as intervenções culturais no município.
O casal Alailse de Castro e Odacir Cruz estava assistindo a intervenção que aconteceu no fim da tarde de 1º de julho, na Praça da Catedral, com a família. Eles contam que já tinham assistido a uma peça teatral no início da “Caravana da Cultura” e voltaram para acompanhar mais intervenções.
“Viemos de Tefé para assistir ao Festival de Parintins e, na primeira noite, enquanto estávamos passeando pela praça, assistimos a uma apresentação teatral e gostamos muito. Achamos muito interessante e resolvemos voltar para assistir mais intervenções”, disse. “Esperamos que a ‘Caravana da Cultura’ vá até o município de Tefé para que os nossos jovens possam usufruir da arte”.

Seminário debate participação feminina no setor audiovisual

Agência Nacional do Cinema (Ancine), promove, na próxima quarta-feira (4), em São Paulo (SP), a segunda edição do Seminário Internacional Mulheres no Audiovisual. Realizado em parceria com o SESC-SP, o evento integra a programação do 1º Festival Internacional de Mulheres (FIM), que conta com duas mostras competitivas e programas especiais com filmes sobre protagonismo feminino.
O seminário vai abordar as políticas públicas e as ações da sociedade civil no Brasil e no mundo que propõem a redução da desigualdade de gênero no setor e que buscam dar mais voz e visibilidade às mulheres no mercado audiovisual. Entre os debatedores estão duas influentes ativistas estadunidenses – a atriz e produtora Fanshen Cox, criadora do Inclusion Rider, iniciativa que propõe uma cláusula de equidade que os atores podem exigir como parte de seu contrato, estipulando que a narrativa do filme e as equipes de trabalho por trás dele reflitam a diversidade existente na sociedade, e a comunicóloga Mercedes Cooper, diretora de Marketing da Array, empresa fundada pela cineasta Ava DuVernay para a distribuição e divulgação de filmes produzidos por mulheres e pessoas negras.
Além das apresentações das duas estadunidenses, que ocorrerão no painel “Sociedade Civil e Empresas em Prol da Diversidade – A experiência norte-americana”, o seminário vai contar com mais quatro mesas de debate: Panorama da diversidade na TV e no Vídeo por Demanda; Panorama da diversidade na publicidade brasileira; Mudando a percepção sobre o assédio; e Apresentação e assinatura do Pacto Antiassédio do setor audiovisual.
Políticas afirmativas
Este ano, no lançamento do programa #AudiovisualGeraFuturo, o MinC incluiu cotas de gênero e raça em 10 dos 11 editais publicados. A adoção de cotas se deu a partir de estudo feito pela Ancine e divulgado em janeiro de 2018. A Ancine, utilizou como base os 142 longas-metragens brasileiros lançados comercialmente em salas de exibição no ano de 2016. De acordo com o estudo, dos 142 longas-metragens brasileiros lançados comercialmente em salas de exibição em 2016, 75,4% foram dirigidos por homens brancos e as 19,7% por mulheres brancas. Apenas 2,1% foram dirigidos por homens negros e nenhum filme foi dirigido ou roteirizado por mulheres negras.
A programação e ao formulário de inscrição para participar do evento gratuito podem ser acessados no site https://www.ancine.gov.br/sites/default/files/Programa.pdf
Serviço
Data: quarta-feira, 4 de julho
Local: Cine SESC – SP (Rua Augusta, 2075 – Cerqueira César)
Horário: 9h30 às 18h
Fonte: BRASIL CULTURA

segunda-feira, 2 de julho de 2018

A violência contra pessoas LGBT - Pabllo Vittar - Indestrutível (Vídeoclipe Oficial)


A violência contra pessoas LGBT- lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros- são acções que podem ocorrer tanto pelas mãos de indivíduos ou grupos, como por parte da aplicação de leis governamentais visando as pessoas que contrariam as regras da heterocisnormatividade.

Um crime de ódio ocorre simplesmente quando os indivíduos são vitimados por causa da sua raça, etnia, religião, sexo, identidade de gênero ou orientação sexual. Os crimes de ódio contra as pessoas LGBT muitas vezes ocorrem porque os autores são homofóbicos, bifóbicos, transfóbicos, entre outros. Os ataques também podem ser atribuídos à própria sociedade. Uma variedade de grupos religiosos, bem como os defensores de ideologias extremistas condenam a homossexualidade, bissexualidade, transexualidade, etc, definindo-a a termos como: fraco, doente e moralmente errado. A violência dirigida às pessoas por causa de sua sexualidade e identidade de gênero pode ser de forma psicológica e física, incluindo o assassinato. Estas ações podem ser causadas por hábitos culturais, religiosos ou políticos e preconceitos.

Por DJ Nanda.
Coletivo de Juventude da UNEGRO RJ\UNEGRO CULTURATURA
Fonte:clipe yortube

Respiração Artificial - Por Bruno Lorenzatto

Ricardo Piglia mais se assemelha – na esteira de Borges, Vila-Matas, Roberto Bolaño e outros escritores contemporâneos – a um ávido e atento leitor que escreve, e se propõe a escrever colocando em questão sobretudo a própria literatura, repetindo-a, citando-a, para daí extrair sua singularidade como criador, como artista.
Por Bruno Lorenzatto
Respiração Artificial, um dos principais livros do escritor argentino, publicado em 1980, é uma narrativa em parte epistolar, labiríntica e com diversos narradores (os autores das cartas). O livro repete a forma e os temas de um romance que um personagem do próprio livro pretendia escrever. Procedimentos desse tipo criam ao longo do texto um jogo de espelhos falsos que multiplicam as interpretações possíveis, não permitindo tirar conclusões definitivas sobre a história, nem sobre os personagens que a contam – aquele que lê participa ativamente do texto. Há incursões pela história argentina, crítica literária, e reflexões filosóficas. Desprovido de linearidade temporal, o livro faz com o leitor se perca em épocas e lugares distintos enquanto busca um pouco inutilmente juntar os fragmentos díspares que o compõem.
Tudo se passa como se Ricardo Piglia fosse também um dos narradores do romance, presente na voz de Emilio Renzi, personagem constante em sua obra e narrador de, entre outros livros, Os diários de Emilio Renzi (ele também um escritor argentino com dados biográficos parecidos com os de Piglia), última publicação do autor antes de morrer, no ano passado. Renzi é então um personagem que funciona como um duplo de Ricardo Piglia, uma repetição, um simulacro. Este fato indica um viés de autoficção que percorre seus textos, ou seja, a insinuação ambígua da presença do autor “real” no interior de seu trabalho ficcional.
“Viver em terceira pessoa” é a ideia central que orienta a conduta de Marcelo, um dos personagens de Respiração Artificial – princípio retomado mais tarde, praticamente nos mesmos termos, em Os diários de Emilio Renzi. “Pensar contra si próprio” como um método “quase infalível de lucidez”. “A primeira coisa que pensamos está sempre errada, (…) é um reflexo condicionado.” Em outro sentido, é o princípio que parece colocar em prática o próprio Piglia em seu trabalho literário quando pensamos em Emilio Renzi, o personagem Renzi, que, como sabemos, é Piglia ficcionalizado. Pois o que é isso senão uma forma do autor falar de si na terceira pessoa, ou mesmo, ainda que por metáfora, de viver em terceira pessoa? Procedimento literário, mas também ético, como veremos.
Se “a primeira coisa que pensamos está sempre errada”, é porque os seres humanos se encontram pensando no âmbito dos reflexos condicionados, “somos adestrados durante um tempo excessivamente longo na estupidez, e no fim ela se transforma numa segunda natureza”, é a tese de Marcelo, contada por Renzi. Nesse sentido, algo como a liberdade nunca poderia ser definida como a capacidade de fazer o que se quer ou o que se tem vontade, pois o que queremos ou pensamos que queremos a princípio está determinado por um condicionamento específico proveniente da cultura e incorporado pelo indivíduo. De modo que a liberdade seria então a capacidade de não aceitar ou não agir a partir do condicionamento com o qual nos identificamos, questionando sistematicamente os pensamentos que nos parecem mais evidentes à primeira vista – donde poderíamos estranhamente concluir: viver em terceira pessoa significa ser livre.
A parte final de Respiração Artificial é notável não tanto pelo conteúdo das ideias filosóficas engendradas com perspicácia, mas sobretudo pela forma como o autor propõe um ensaio que relaciona história, filosofia e literatura, na voz de um dos personagens, misturando com virtuosismo dados ficcionais e históricos. Para isso, toma como uma de suas bases a hipótese de um encontro juvenil entre Kafka e Hitler, a partir do qual Kafka – profundamente impactado e horrorizado com as ideias do então jovem pintor frustrado Adolf – teria se inspirado para criar o horror em sua literatura antes que ninguém, a não ser ele mesmo, Kafka, pudesse vislumbrar de modo visionário esse horror e que isso pudesse se tornar real com a ascensão política de alguém como Hitler. Uma articulação, além disso, segundo a qual o Mein Kampf seria a culminação filosófica do subjetivismo inaugurado por Descartes, tendo em Heidegger o símbolo maior da adesão da filosofia ao nazismo (o que lembra a tese de Derrida sobre Heidegger, em que é estabelecida uma relação entre a filosofia alemã e o nazismo).
De todo modo, nessa longa trajetória do racionalismo ocidental, é certo que o eu figura como fonte privilegiada das verdades. “Um filósofo sentado diante da lareira, (…) não é essa a situação básica? É totalmente lógico (…) que quando o filósofo se levanta de sua poltrona, depois de ter se convencido de que é o proprietário exclusivo da verdade além de toda dúvida, o que faz é pegar uma daquelas achas inflamadas e dedicar-se a incendiar com o fogo de sua razão o mundo inteiro. Aconteceu quatrocentos anos depois, mas era lógico, era uma consequência inevitável.” Em Hitler, o método da dúvida – proposto por Descartes – se converteria no método da certeza assegurada pelo eu, levando às últimas consequências o ideário e a razão burguesa europeia em toda sua monstruosidade. Enfim, talvez seja esse outro motivo – político – pelo qual seja preciso viver contra o eu, ou como diz Piglia, pensar contra si próprio, viver em terceira pessoa.
Fonte: Outras Palavras

Cordelista cearense envia “Antologia do Golpe” a Lula


Detido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná, há mais de 80 dias, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem recebido milhares de cartas de brasileiras e brasileiros que o apoiam.
Por Cristiane Brito
Arquivo pessoal Coletânea “Antologia do golpe”, enviada a Lula (PT), aborda temas políticos dos últimos anos no país Coletânea “Antologia do golpe”, enviada a Lula (PT), aborda temas políticos dos últimos anos no país
De mensagens de cidadãos comuns a documentos assinados por entidades e figuras de renome, passando por intelectuais, artistas e aliados políticos, o petista tem sido o destinatário mais cativo das correspondências que chegam atualmente à Polícia Federal em terras paranaenses.
Nos próximos dias, um envelope especial deve se somar às milhares de cartas já enviadas a Lula: ele irá receber uma coletânea de cordéis postada diretamente de Juazeiro do Norte, na região do Cariri, no Ceará.
É a “Antologia do Golpe”, de autoria do cordelista Hamurábi Batista, que há 27 anos se dedica à literatura. O material reúne ao todo 19 cordéis, que foram produzidos nos últimos anos, no contexto da crise política que levou ao golpe de 2016 e seus desdobramentos.
Segundo o autor, a ideia é que a criatividade típica da narrativa de cordel ajude o petista a dar mais leveza ao tema.
“É um tema duro, não tem nada pra ficar alegre, mas a energia com que eu estou mandando é com tanto carinho que acho que pode chegar até ele. Minha intenção é dar um pouco de alegria pra ele”, afirma.
As histórias narradas na coletânea abordam os mais diferentes temas, como os protestos de 2013; a Operação Lava Jato; o golpe que levou à destituição da ex-presidenta Dilma Russeff (PT); a morte do ministro do Supremo Teori Zavaski; a condenação do petista José Dirceu; a reforma da Previdência; o petróleo brasileiro; a dívida pública e o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL).
Outros livretos trazem Lula como figura central das narrativas, abordando a sentença do caso do triplex e a perseguição política, judicial e midiática ao petista.
Livro 
O pesquisador Alberto Perdigão, que acompanha o trabalho de Batista e ajudou no processo de envio dos cordéis para Curitiba, destaca que o material tem grande relevância literária especialmente por oferecer um viés que contrasta com o discurso dos jornais tradicionais sobre o golpe.
“O cordel é um dispositivo midiático informativo que pode servir como mídia alternativa ao jornalismo hegemônico. Fiquei muito impressionado com a fertilidade dessa produção volumosa e de muita qualidade [da coletânea]. Não tenho a menor dúvida de que ele [Lula] vai gostar muito”.
Hamurábi Batista busca atualmente um financiamento para tentar transformar a “Antologia do Golpe” em livro. Segundo ele, a ideia é disseminar ainda mais a narrativa sobre o golpe, para que mais leitores acessem, por meio do cordel, informações não divulgadas pela mídia tradicional.
“O cordel é jornalismo popular. Ele tem uma força e um respaldo grandes. A partir disso, as pessoas que têm dúvidas podem esclarecer suas dúvidas através dessa linguagem”, complementa.
A obra completa do cordelista pode ser acessada aqui
Fonte: Brasil de Fato

domingo, 1 de julho de 2018

Diversidade - Copa da Rússia: Rússia alterna entre racismo e curiosidade com negros no país

hulk-zenit.jpg
Imagem: Reprodução FACEBOOK
Quando jogava no Zenit, da Rússia, atacante Hulk ouvia insultos e cantos racistas das torcidas
por Guilherme Soares Dias
País do mundial de futebol distribui cartilhas para estrangeiros 'de pele escura' tomarem cuidado ao falar alto na rua à noite.
Ninguém ocupava o banco do lado quando Sauanne Bispo, 32 anos, se sentava no metrô em Moscou, na Rússia. Uma vez, ofereceu seu assento a uma senhora. O vagão estava cheio, mas a mulher recusou. Quando outro homem fez a mesma oferta, a russa aceitou na hora.
A empresária passou dois meses por lá como voluntária da AIESEC (organização mundial de estudantes) e sentiu todo o preconceito por conta de sua negritude. “Já visitei 26 países. A Rússia é linda, mas foi o pior deles. Não era uma impressão minha. Eu tinha medo nas ruas. Chegaram a me oferecer dinheiro pensando que eu era prostituta”, afirma. 
A experiência ruim motivou a baiana a abrir a Go Diaspora que oferece destinos alternativos de intercâmbio. A agência oferece opções de estudos em 44 países, entre eles, Jamaica, Trindad e Togabo, Senegal e Namíbia. “Quero que pessoas se sintam à vontade”, prega.
A Rússia é de fato um país racista. Basta ver pela orientação de Tamara Pletnyova, presidente da Comissão Parlamentar para Família, Mulheres e Crianças do Congresso russo, para que mulheres evitem relações sexuais com estrangeiros "de outras raças". O perigo é de se tornarem mães solteiras de crianças mestiças – dois fatores que, segundo ela, as colocariam em situação vulnerável na sociedade russa.
E a sociedade russa responde da mesma forma. Uma pesquisa feita por economistas suecos perguntou aos russos – e a cidadãos de outros 79 países – se eles gostariam ter vizinhos de raças diferentes. Quase 20% deles disseram não.
Em comparação, só 5% dos canadenses, australianos, latinos, britânicos, americanos, neozelandeses disseram se incomodar com vizinhos de raças diferentes da sua. Na outra ponta, estavam Índia e Jordânia como os menos tolerantes (com mais de 40% rejeitando morar perto de pessoas de outras raças).
Justamente por isso, aeroportos em guias distribuídos em aeroportos, hotéis e pontos turísticos, a orientação é: “evitar atrair a atenção não falando alto em sua língua natal ou andando nas ruas se você bebeu [obviamente não funciona em tempos de Copa do Mundo]. Se você é africano, árabe, descendente de asiáticos ou tem a pele escura, tenha cuidado, particularmente à noite”.
Racismo no futebol
Nos jogos russos da temporada 2016/2017, houve 89 incidentes racistas e de extrema-direita, de acordo com novos dados coletados pelo SOVA Center, organização que desenvolve pesquisas sobre nacionalismo e racismo na Rússia. Em dois anos, o país acumulou 200 casos.
Times do país chegaram até a ser suspensos por conta de casos de racismo. Em 2015, o CKSA, o mais tradicional do país, teve parte do estádio fechado após os torcedores repetiram cânticos racistas contra o Anzhi, time da região do Cáucaso. Uma faixa simulava o escudo do time com os dizeres "planeta animal."
Um dos mais famosos jogadores brasileiros a reclamar de racismo foi o atacante Hulk, que jogou durante quatro anos no Zenit, time de São Petersburgo, segunda maior cidade da Rússia. "Acontece [xingamentos racistas vindos das arquibancadas] em quase todo jogo na Rússia, mas o mundo não ouve sobre isso porque eles tentam manter em silêncio", contou em 2015, aos repórteres após o treino. "Eu vejo acontecendo o tempo inteiro. Costumava me deixar muito bravo, mas agora eu apenas mando beijos aos torcedores e tento não me incomodar", concluiu.
Dois anos depois, ao se transferir para o futebol chinês, o jogador declarou que não havia mais racismo na Rússia. Segundo declarações de Hulk, os torcedores deixaram de incomodá-lo, em seu último ano por lá, e, por conta da ausência de casos de racismo durante a Copa das Confederações, não acreditava que os negros teriam problemas durante a Copa do Mundo.
Ainda assim, o histórico do país fez com que o Ministério das Relações Exteriores (MRE) emitisse uma recomendação para brasileiros que vão assistir aos jogos da Copa: “viajar com grau moderado de cautela”. No tópico xenofobia e discriminação, o MRE alerta que “ataques contra minorias são uma dura realidade do país, mas raramente evoluem para violência física. Casos de skinheads e outras gangues organizadas podem ser mais graves”.
Já a Fare, agência anti-racista europeia, elaborou um guia  para os visitantes de minorias étnicas que vão para a Copa. O material lembra que “as verificações de identidade baseadas em perfil étnico pela polícia são comuns, especialmente se você parecer ser da Ásia Central ou árabe; um policial pode solicitar seus documentos de identificação e registro aleatoriamente na rua; checagens de identidade são muito comuns no metrô de Moscou e São Petersburgo para quem é de minoria étnica; você pode ser solicitado a passar por um detector de metais e ter o conteúdo de suas malas verificado”.
Negros: figuras raras

Quase sempre russos abordam Marcela Anunciação, 29 anos, para tirar fotos. ““Na semana passada estava próxima à Praça Vermelha e em cerca de 10 minutos umas cinco pessoas me pediram para tirar fotos com eles”, conta a professora de inglês e português, que mora há um ano e sete meses na Rússia. “No Brasil eu sou só mais uma mulher negra de cabelos afro e aqui eu sou ‘a’ mulher negra de cabelos afro. É bem fácil de ver o quanto as pessoas ficam surpresas e curiosas”, ressalta.

Ela não sente racismo – só curiosidade. Afinal, negros são minoria na Rússia.  Em um país com 140 milhões de habitantes, estimativas apontam que haja apenas 70 mil negros por lá.
Um levantamento do Harvard Institute for Economic Research mostra que a Rússia é um dos países menos diversos etnicamente no mundo, no mesmo grupo de países como China.  Japão e as Coreias são os mais homogêneos etnicamente, enquanto países africanos são os menos, com destaque para a Somália. Países das Américas também tendem a ser etnicamente mais diversos. 
É que não houve escravidão na Rússia. Os negros chegaram só na década de 1920 quando a então União Soviética recebeu os primeiros estudantes estrangeiros, atraídos por universidades consideradas boas e baratas.
Quando Nikita Khrushchev chegou ao poder, no final dos anos 1950, ele iniciou uma política para apoiar os estados recém-independentes na África, Ásia e América Latina, oferecendo-lhes oportunidades de estudar na União Soviética. O objetivo era disseminar o socialismo no mundo em desenvolvimento e transformar pessoas que adquiriram sua educação no país em bons amigos de seu povo. 
Apesar da ideologia oficial de amizade dos povos, os estudantes estrangeiros também experimentaram formas duras de racismo, sendo xingados e reprimidos.
Por conta da ausência de negros e de contato dos russos com o tema, a Fare lembra que já houve casos de apoios a nações africanas – só que, curiosamente, usavam black power ou black face, consideradas racistas e banidas em outros países.
“Os russos podem ser menos sensíveis em vocabulários considerados racistas e muitas vezes não têm tato quando se comunicam com pessoas negras ou asiáticas; andando pelas ruas de cidades menores, é mais provável que você veja os olhares e seja submetido à curiosidade. Pode nem sempre ser agressivo na intenção”, ressalta.
Fonte: CARTA CAPITAL

CARTA ABERTA A REITORIA DA UERN - CAMPUS, JÁ! A REGIÃO AGRESTE POTIGUAR MERECE RESPEITO!

Nobres: Reitor Pedro Fernandes, Vice Reitora, Fátima Morais, Pró Reitor de Administração, Tarcísio Barra e Pró Reitor de Extenssão, Emanoel Márcio Nunes, nosso abraço!

Nós membros da Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN na Região do Agreste Potiguar, criada desde as lutas de 2005, vem por intermédio deste INFORMAR, que em meados de agosto do ano em curso faremos encontros, debates e manifestações em DEFESA DA PERMANÊNCIA do Núcleo da UERN em Nova Cruz!

Procuramos em inúmeras vezes diálogo com os representantes da nossa querida instituição UERN sobre o tema e luta da comissão, mas a cerca de 2 (dois) anos não obtivemos mais respostas. "Lembrando uma última conversa por telefone com o saudoso Milton Marques de Medeiros, 30 dias antes de falecer, nos confidenciou que a INSTITUIÇÃO UERN tem um DOCUMENTO que DIZ: " TODAS AS REGIÕES DO RIO GRANDE DO NORTE SERÃO CONTEMPLADAS COM UM CAMPUS!", e a única região que NÃO TEM CAMPUS é justamente a nossa, ou seja, o AGRESTE!

Chegamos a falar com o CHEFE DE GABINETE, logo no início da gestão anterior de Pedro Fernando, não recordamos o nome dele, se prontificou a localizar este documento, mas voltando lá ele já não era mais o chefe de gabinete, sendo nomeada uma nova chefia de gabinete e começamos do zero.

Hoje nos deparamos com a notícia de que o Núcleo encerra-se suas atividades final de setembro, isso procede?

Diante dos fatos expostos, perguntamos aos nobres, se é essa as intenções da reitoria da UERN?

Solicitamos também uma AUDIÊNCIA, seja em Mossoró, Natal ou mesmo em Nova Cruz para buscarmos mecanismo de entendimento. Achamos que merecermos o mínimo de  respeito, pois foram vários debates, encontros, reuniões para que a nossa UERN fosse um SONHO REALIDADE! 

Acreditamos nas boas intenções dos dirigentes da UERN. 

Antecipamos nossos sinceros respeito.

Saudações,

EDUARDO VASCONCELOS
Coordenador da Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN na Região do Agreste Potiguar

Índios pataxó se formam médicos, vestidos a caráter

Por
Bem Mais Mulher
Amaynara Silva Souza e Vazigton Guedes Oliveira, ambos de 27 anos, são dois jovens que pertencem a etnia pataxó, formaram-se  médicos pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Detalhe: eles  foram receber os diplomas a caráter, rostos pintados, cocar com grandes penas e muitos adereços coloridos.
Na tradição indigena, as pinturas nos rostos são comuns entre as tribos em datas festivas. E na colação de grau não poderia ser diferente:
“Esperei por esse dia minha vida toda”, diz Amaynara.
Ela veio das terras indígenas de Carmésia, no Vale do Rio de Doce mineiro, e ele de Cumuruxatiba, no Sul da Bahia, para se juntarem à turma com 130 alunos.
Ela relata que o desejo em fazer medicina, que é um dos cursos mais concorridos, nasceu da necessidade de melhorar a qualidade de vida das tribos.
A intenção dos novos médicos é se especializar em medicina de família e comunidade e retornar os conhecimentos obtidos na universidade para as aldeias indígenas.
Vazigton, mais conhecido como Zig na classe, afirma que os médicos que atendem nessas áreas costumam se deslocar de São Paulo e do Rio de Janeiro.
“Eles ficam muito pouco tempo. Tem um rodízio muito grande e, consequentemente, não há o acompanhamento do paciente. Quando você se acostuma, ele já vai sair”, conta Zig.
Os colegas da  faculdade disseram que a troca de experiências também foi muito importante.
“Assim como vamos levar o conhecimento para as nossas comunidades, nós trouxemos também informação sobre o nosso povo, que ainda é muito desconhecido, para as salas de aula. Acho que essa troca é muito enriquecedora para a universidade. Se você conhece uma cultura, você aprende a respeitá-la”, afirma Amaynara, exaltando o orgulho por sua origem.

Cotas

Tanto Amaynara quanto Vazigton, entraram para o curso por meio de um  programa da universidade federal que integra as ações afirmativas para indígenas. Assim como as cotas e a formação de educadores indígenas, abrindo vagas adicionais a integrantes
Informações: Só Noticia Boa

3 dicas essenciais sobre documentação para abrir uma rádio




Apesar da crescente popularidade da Internet, o rádio ainda é o queridinho de muita gente. Por isso, muitas pessoas têm o desejo de investir na área, embora não saibam exatamente como fazer isso. Mas, antes de tudo, é preciso conhecer algumas informações importantes sobre o segmento.
Quer entender toda a burocracia que envolve a criação desse um meio de comunicação? Listamos 3 dicas essenciais sobre documentação para abrir uma rádio. Confira!

1. Primeiros passos

Antes de investir em uma rádio, você precisa saber que todos os veículos de comunicação precisam ser legalizados conforme as leis específicas do Brasil. Caso isso não aconteça, a sua empresa é considerada informal, podendo ser multada ou até mesmo fechada.
Para evitar que isso ocorra, é preciso definir qual é o objetivo principal do seu projeto. Uma emissora de rádio pode ter diferentes finalidades e cada uma delas requer uma legislação diferente.
Após definir o perfil da sua empresa, é possível se informar sobre quais documentações são necessárias e como é o processo de outorga e licença para transmitir.

2. Criando uma rádio comunitária

O Serviço de Radiodifusão Comunitária foi criado pela Lei 9.612, de 1998. De acordo com ela, podem explorar esse serviço somente associações e fundações comunitárias sem fins lucrativos. As estações de rádio comunitárias devem ter uma programação pluralista e devem ser abertas à expressão de todos os habitantes da região atendida.
O primeiro passo para a habilitação das emissoras é o envio do formulário de demonstração de interesse em instalar uma rádio comunitária, que pode ser solicitado no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação.
A partir disso, será divulgada no Diário Oficial da União a lista dos municípios habilitados à prestação do serviço. Caso o seu município esteja nessa lista, você deverá apresentar alguns documentos, dentre eles:
  • comprovante de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas;
  • ata da constituição da entidade e eleição dos dirigentes;
  • prova de que seus diretores são brasileiros natos ou naturalizados; 
  • comprovação da maioridade dos diretores;
  • declaração do endereço completo da sede da entidade;
  • declaração assinada de cada diretor, comprometendo-se ao fiel cumprimento das normas estabelecidas para o Serviço.
Após receber os documentos de todas as entidades candidatas, o Ministério vai analisar os processos e definir as propostas que serão aprovadas. A partir disso, será publicado um Decreto Legislativo com uma licença definitiva de dez anos de funcionamento para a rádio.

3. Criando uma rádio comercial

Diferente das emissoras comunitárias, para criar uma rádio comercial é necessária a abertura de uma empresa com fins lucrativos. Somente depois de ter a sua marca devidamente reconhecida, com CNPJ, Inscrição Estadual e Contrato Social você estará apto a tentar uma licença de transmissão.
O Ministério das Comunicações divulga, no Diário Oficial da União, o Edital de Licitação Pública. A partir disso, as empresas interessadas devem apresentar a documentação de habilitação para a participação no processo no prazo máximo de 60 dias.
Por já existirem muitas emissoras no país, as novas outorgas só são concedidas a partir de um processo na modalidade concorrência, para um número limitado de rádios. Após a avaliação das propostas, o governo concede a licença para a emissora por um período de dez anos.
Agora que você já sabe como abrir uma rádio, chegou a hora de tirar o seu projeto do papel! Seguindo todas as dicas e orientações é possível transformar o seu sonho em realidade e contar com todas as recomendações legais para o funcionamento da sua empresa radiofônica.
Quer saber mais sobre a burocracia por trás de uma empresa de comunicação? Então conheça os principais impostos cobrados para as rádios no Brasil.
Fonte: teletronix.com.br

Aumento da potência de transmissão de rádios comunitárias está na pauta do Plenário


Aumentar em até 12 vezes a potência máxima de transmissão das rádios comunitárias é o objetivo do PLS 513/2017, um dos projetos de lei que deverão ser votados no Plenário do Senado nos próximos dias. Do senador Hélio José (Pros-DF), a proposta estabelece que a potência das rádios comunitárias poderá ser aumentada de 25 para até 300 watts, com três canais designados, em vez de um, para a execução de radiodifusão comunitária que atenda a uma comunidade, bairro ou vila.
Segundo Hélio José, o aumento da potência é necessário devido à grande diversidade geográfica do Brasil. Ele argumenta que 25 watts são insuficientes para operação nas áreas de população esparsa, particularmente na zona rural. A ideia é viabilizar o serviço em regiões nas quais a cobertura de uma única comunidade, com moradias dispersas, exige alcance maior que o atualmente estabelecido.
Cobertura
A atual potência atinge até um quilômetro de raio de cobertura, limitando e restringindo o alcance da rádio, muitas vezes menor do que sua comunidade/público potencial, como frisou o senador Waldemir Moka (MDB-MS), relator substituto do projeto na sua passagem pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).
A mudança vem recebendo apoio de senadores e é defendida pela Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço). Em discurso no Plenário, Hélio José rebateu críticas ao projeto, entre elas a comparação das rádios comunitárias a rádios piratas. Para ele, a comparação é injusta porque uma rádio ilegal não tem nenhum limite e nem autorização para funcionar.
— Rádio pirata transmite o que quiser, onde quiser, como quiser e com o interesse que tiver, contanto que não seja alcançada pelo poder público. As rádios piratas são a antítese perfeita das rádios comunitárias — disse.
A proposta também foi defendida pelos senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e Gleisi Hoffmann (PT-PR).
– Nós devemos isso às rádios comunitárias – disse Gleisi.
– No interior do interior do meu estado do Pará, quem está lá levando informação, conhecimento e cultura são as rádios comunitárias – afirmou Flexa.
O senador acrescentou que o PLS autoriza o aumento da potência para até 300w, mas quem vai definir a potência que cada uma das rádios será a Anatel, que também não permitirá sobreposição de sinais.
Canais
O projeto ainda aumenta de um para três os canais específicos na faixa de frequência para as rádios comunitárias em frequência modulada. Hélio José diz que, com o desenvolvimento das rádios comunitárias pelo país, a limitação de um canal prevista na legislação (Lei 9.612/1998) inviabiliza, na prática, a operação das rádios em muitos locais, especialmente nas cidades mais densamente povoadas, nas quais operam simultaneamente diversas rádios.
O parecer da CCT explica que a previsão atual de um único canal, em todo o território nacional, para a execução do serviço, tende a provocar interferências entre sinais de rádios comunitárias que operam em comunidades adjacentes, já que utilizam, simultaneamente, a mesma frequência. Com mais canais disponíveis, a interferência seria minimizada.
A previsão é de que a lei, se aprovada, entre em vigor 45 dias depois de ser sancionada.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado).
Fonte: Brasil Cultura